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Diálogo

As operações do Gaeco/MPMS têm deixado uns e outros pensando em mudar-se p... Leia na coluna de hoje

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Cora Coralina - escritora brasileira

O saber a gente aprende com os mestres e com os livros. A sabedoria se aprende é com a vida e com os humildes”

Felpuda

As operações do Gaeco/MPMS têm deixado uns e outros pensando em mudar-se para Júpíter, tamanha a preocupação com o desenrolar das investigações. Tchurminha que na vida só tinha o “sol e a lua” para chamar de seus, passou a ostentar como se tivesse um “pomar de cédulas” para bancar seus luxos. Tudo isso praticado sem a menor cerimônia. Em várias cidades a situação é a mesma: muitos “barnabés” dos executivos e legislativos saem de “braços dados” com certos “empresários” para desviar o meu, o seu, o nosso dinheirinho. Dá licença, vai!

Na lista

Simone Tebet deverá ter papel importante nas eleições deste ano em São Paulo, conforme aposta a ala do PT, incluindo Lula. Embora tenha dito que não pretende fazer mudança eleitoral.

Mais

O petista pensa nela, assim como no vice-presidente Alckmin (PSD) e no ministro da Fazenda Fernando Haddad como possíveis candidatos ao governo daquele estado. Mas...

O aperto de mão de forma tão efusiva reforça, ainda mais, a frase muito ouvida nos meios políticos: Barbosinha (PSD) só não será novamente vice-governador na reeleição de Eduardo Riedel (PP) se não quiser. A foto é de autoria do repórter-fotográfico Bruno Rezende, da Comunicação do Governo, e serve como uma espécie de recado das duas lideranças políticas aos mais “assanhados”, demonstrando que os dois estão muito afinados e podem repetir a parceria política. Nesse encontro, Barbosinha apresentou o relatório das atividades e agendas desenvolvidas durante o período em que ele esteve à frente do Executivo estadual, durante as férias do governador.

Brenda Pazzinato

 

Renee Behar

Caso pensado

A presença de políticos de MS na caminhada de Nikolas Ferreira (PL), de Minas Gerais à Brasília e que encerrou no dia15, está sendo considerada como oportunismo explícito. O trio formado pelos deputados federal Marcos Pollon e estadual João Henrique Catan, além do Capitão Contar, todos também do PL, está, segundo dizem, de-ses-pe-ra-da-men-te atrás do chamado “fato novo” para impulsionar suas pretensões políticas nas eleições deste ano.

Nova onda

Marcos Pollon deseja disputar o governo do Estado, mas como as portas do PL estão fechadas para ele nesse quesito, deverá mudar de partido. Um evento de repercussão nacional, como foi a caminhada, o colocaria em evidência, a exemplo da conquista de seu primeiro mandato, em 2018, na onda bolsonarista de então. Deverá divulgar à exaustão sua performance, por alguns minutos, ao lado de Nikolas Ferreira para aumentar a visibilidade eleitoral.

Se colar...

O Capitão Contar, na avaliação de alguns políticos mais experientes, estaria tentando ser oficializado pré-candidato a senador “na marra” e quis se colar à imagem de Nikolas Ferreira, político muito ligado a Bolsonaro. O ex-parlamentar só reúne um feito a seu favor, dizem as línguas ferinas: ter sido o deputado mais votado em 2018 e justamente na onda bolsonarista. Sem mandato a partir de então e de olho em voos mais altos, o Capitão Contar não se fez de rogado, apelando para presença na caminhada.

ANIVERSARIANTES

Juliana Jardim, 
Cláudio Antonio Cavol, 
Paulo Marcos Ferriol Fossati, 
Elias Mendes Oliveira,
Carlos Alberto David dos Santos,
Wilson Fernandes,
Carlos Alberto Wobeto,
Elizete Nogueira Barbosa,
Maria Filomena Lima Rosa,
Iracil Casagranda,
João Massanori Kohatsu,
Dra. Raimunda Luzia de Brito, 
William Urbieta Martins,
Marta Aparecida Santos Narciso,
Dirce de Souza Guardiano,
Eduardo Franco Candia,
Maria Luisa Marques Oliveira Robaldo, 
Noel Farias da Cunha,
Regina Lucia Teixeira Cabral,
Roseli Paredes Saracho,
Renan Coral Ferreira, 
Vânia Callestini Vanni,
Dr. Milton Loureiro Filho, 
Dra. Eunicy Guimarães Onório Cunha, 
Ester da Silva Manso Gomes,
Mario Elisandro Trouy,
José Silvio Mariano de Oliveira,
Felipe Lemes Cacho,
Ana Espírito Santo de Barros,
Zélia Barbosa Machado,
Paulo Roberto Mendes,
Veunilde Vieira de Jesus,
Vany Ferreira de Novaes, 
Amin Amiden,
Elcy da Silva Fernandes,
Erondina Loureiro da Costa,
Aguiar de Souza Oliveira,
Alicio Rocha de Souza Júnior,
Dr. Wilson da Silva Lessa,
Vanda de Barros Martins,
Leda Emiliani,
Hélio Alfredo Godoy,
Eunice Souza da Silva,
Ovaldete Coinete, 
Dra. Mirian Sandri Oliveira Trentin, 
Dr. Araken Amâncio Bezerra,
Dra. Ana Marques dos Santos, 
Celina Maria Cazerta,
Ana Carolina Pereira Franco, 
Hélio Ferreira Júnior, 
Elza Maria de Oliveira,
José Renato Ribeiro Fernandes,
Roberta Ferreira Lima,
Augusto Moreira,
William Ricardo Oliveira,
José Luiz Faria,
Dr. Feliciano Monteiro,
Humberto Cardoso Pereira,
Sônia Correia Lima,
Amanda Costa Cabral,
Palmira Carvalho Queiroz,
Luiza Calves Dias,
Selma Rosa Furnan,
Elio Toneto Budel, 
Priscila Gonzaga Marques Costa,
Kelson Mercy Dias,
Adriano Laurensse Teixeira Paiva, 
Igomar Locatelli, 
Antonio Maria Nunes Rondon Neto, 
Luiz Altino Freire,
Rosimari dos Santos Duarte,
Sebastião Hipólito Barreto,
Ieda Berenice Fernandes dos Santos, 
Renata Ferreira Prado, 
Germano Augusto Cardoso Pinto,
Priscila de Oliveira Camargo, 
Luiz Carlos Pereira Filho,
Mário São Paulo Ribeiro, 
Roberval Edson dos Santos, 
Ezequiel Loureiro,
Carla Mombrum de Carvalho Magalhães, 
Elvânia Marques Miguel e Silva,
Luciane de Souza Jesus,
Eliezer Correa do Nascimento,
Oldinei Taveira dos Santos,
Carlos Augusto Tosta de Oliveira Lima,
Gylberto dos Reis Corrêa,
Erika Samantha de Abreu Caccia,
Fernando Marin Carvalho,
Elcíria Rita Brandes Garcia,
Sérgio Magno Gomes Louzada,
Fábio Lechuga Martins,
Jaciara Yanez Azevedo de Souza,
Marco Aurélio Simal de Souza,
Flávia Andrea Sant´Anna Ferreira,
Renato Gomes Leal,
Elaine Além Brito,
Renata Marques Cabral Gonçalves,
Zilda Lemos de Paula,
Regina Flávia Azevedo Marques dos Santos,
Maria Clara Machado Almeida,
Elizeu Ferrato Cavalcante, 
Enrico Silveira de Souza,
Sara Lúcia Camargo,
Camila Queiroz Dias,
Mário César Teixeira Pereira.

*Colaborou Tatyane Gameiro

MÚSICA

De Campo Grande ao Top do Spotify: quem escreveu "Flash", a música da trend dos perfumes

Gabriel Guima conta como a música nasceu em uma sessão em Goiânia, como chegou a Hugo & Guilherme e o que muda na vida de quem compõe quando uma canção explode

13/10/2026 14h37

ARQUIVO PESSOAL

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No dia em que terminaram de escrever "Flash", em 18 de agosto de 2025, os quatro compositores criaram um grupo de mensagens chamado "FLASH - TOP 1". Pouco mais de um ano depois, a música gravada por Hugo & Guilherme está entre as mais ouvidas do país e virou trilha da trend em que famosos e anônimos mostram suas coleções de perfume nas redes. Por trás dela estão quatro amigos que saíram de Campo Grande para compor em Goiânia.

Um deles é Gabriel Guima, de 30 anos, nascido em Campo Grande e criado na região do Monte Castelo.

"A Flash nasceu de quatro amigos que saíram de Campo Grande pra escrever esse sucesso em Goiânia", conta. Os parceiros são Atayde Filho e Rafa Conter, também nascidos na Capital, e Will Andrade, que nasceu em Rondonópolis (MT), mas sempre morou em Campo Grande.

Lançada pela dupla em agosto, a faixa já soma mais de 23 milhões de reproduções no Spotify e ocupa o 3º lugar do ranking diário da plataforma no Brasil, com quase 1 milhão de execuções por dia, segundo o levantamento de domingo (11).

A primeira gravação da música, feita pela dupla Lucas & Higor, também está entre as mais ouvidas do país, com mais de 20 milhões de reproduções. Somadas, as duas versões passam de 43 milhões de plays só no Spotify. No YouTube, o clipe oficial de Hugo & Guilherme já passava de 23 milhões de visualizações na semana passada.

No último domingo (11), a música ganhou uma versão em forró gravada por Zé Vaqueiro, com participação de Hugo & Guilherme, durante o DVD "Diamante – Ao Vivo em Belém".

Uma ideia, um violão e um refrão pronto

Segundo Gabriel, a música foi montada em etapas, cada parceiro somando uma parte. Atayde Filho chegou com a história e leu a ideia para o grupo. Gabriel pegou o violão e criou a melodia do começo. Will Andrade mexeu na entrada da segunda parte. O refrão veio de uma vez só. "O Rafa saiu do quarto e soltou o refrão inteiro", lembra. Depois, os quatro definiram juntos a repetição do refrão e fecharam a canção.

"Quando terminamos, todos estávamos convictos de que tínhamos feito algo especial ali", diz.
A música foi gravada primeiro pela dupla Lucas e Higor, que não tinha exclusividade sobre ela. Foi por esse registro, de acordo com Gabriel, que Hugo & Guilherme conheceram "Flash" e decidiram gravá-la com exclusividade.

A trend dos perfumes, segundo ele, partiu de Guilherme, que coleciona fragrâncias, e de Zé Vaqueiro, e se espalhou de forma orgânica, sem ação de marca. "Sempre acreditamos muito no potencial dela, mas essa proporção que tomou acredito que ninguém imaginava", afirma. Para ele, o que está acontecendo é inédito no mercado da composição, "e acreditamos que está só no começo".

Sobre a versão em forró, a avaliação é positiva. "Acho que encaixou perfeitamente. Acredito que deu outro gás pra música, em todos os sentidos."

Do palco para a composição

Gabriel começou a compor profissionalmente em 2019, quando ainda cantava em dupla com Marco Antônio, que hoje segue carreira solo com o projeto CountryBoy. Marco escrevia desde os 13 anos, e os dois precisavam de repertório para gravar um DVD. Foi assim que Gabriel entrou no processo de criação. "Comecei a entender como funcionava e o quão importante era a composição, que é onde a música nasce", diz.

Em 2023, ele se mudou para Goiânia para ficar mais perto do mercado. Em 2025, deixou os palcos para se dedicar só à composição. Hoje, segundo ele, são praticamente 100 músicas gravadas, entre elas "Tem Amor, Tem Volta", de Jorge & Mateus, no álbum Check-in (2024); "Oposto", do Grupo Menos é Mais, no Churrasquinho 3; "Vai que Bate um Vento", de Fiduma & Jeca com Rio Negro & Solimões; e "Piscininha" e "Cessar Fogo", de João Gustavo & Murilo.

O compositor e o sucesso

Quando uma música vira trend, explica Gabriel, a divulgação e o consumo da obra aumentam, e o retorno financeiro acompanha. Em "Flash", os direitos são divididos de forma igual entre os quatro autores.

Perguntado se o compositor ainda é invisível no sertanejo, ele discorda, mas faz ressalvas. "Não somos invisíveis, mas acredito que muitas coisas em relação a isso podem melhorar e precisam mudar. O importante é o compositor saber o seu valor e dar o devido valor à sua obra."

A letra de "Flash" brinca com o duplo sentido. Sobre críticas, Gabriel defende a liberdade de quem escreve. "Pra nós, o limite e a interpretação ficam pra quem ouve. Por isso, nós, compositores, temos o direito de explorar a licença poética."

A rota Campo Grande–Goiânia

Gabriel afirma que existe uma cena de composição sertaneja em Mato Grosso do Sul, mas que ela já foi mais forte. Ele conhece muitos compositores de Campo Grande que hoje vivem em Goiânia, que aponta como um dos principais polos do setor, ao lado de Londrina, Fortaleza e São Paulo.

Para quem está começando no Estado, o conselho é unir "estratégia, persistência e estudo de mercado", usar a internet para divulgar as músicas e criar contato com artistas, e, sempre que possível, passar temporadas em Goiânia para compor por lá.
Sobre os próximos passos, ele não adianta nomes. "Tem muita coisa boa pra vir, muita música boa saindo. Se Deus quiser, em breve estarei contando muitas novidades."

Outubro Rosa

Saiba os tratamentos e os cuidados médicos após diagnóstico de câncer de mama

Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima até 78,6 mil novos casos até 2028; pesquisas apontam paralelamente redução no número de mamografias entre pacientes próximas da melhor idade

13/10/2026 08h45

Outubro Rosa aparece como oportunidade para falar sobre importância do tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpo

Outubro Rosa aparece como oportunidade para falar sobre importância do tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpo Foto: Banco de Imagens

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Como de costume, o período entre o dia 1° até o 31 deste mês é colorido de rosa, parte da campanha de conscientização e alerta voltada principalmente às mulheres, sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero. 

Apesar dos esforços, o País vê uma tendência crescente nos registros de casos dessa doença, diante ainda de um cenário paralelo de cada vez mais mulheres próximas da melhor idade deixando de fazer exames de mamografias e preventivos, sendo que ainda há toda uma vida e uma rotina de cuidados oncológicos após o diagnóstico. 

Análises estimativas feitas pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que, até 2028, o Brasil deve atingir a marca de 78.610 novos casos dessa doença em todo o País, tornando o câncer de mama o tipo mais incidente entre brasileiras, depois de tumores de pele não melanoma. 

Outubro Rosa aparece como oportunidade para falar sobre importância do tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpoDra. Fernanda Ronchi, chefe do serviço de oncologia do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie - Foto: Divulgação/FEMPAR

Como bem relata a chefe do Serviço de Oncologia do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (Huem), dra. Fernanda Ronchi, que também é professora da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (Fempar), a doença e seus subtipos estão cada vez mais “mapeadas”, com os diagnósticos tornando-se cada vez mais precisos.

Ela ressalta a oportunidade do Outubro Rosa, de falar sobre tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpo. “Estejam atentas a alterações e procurem atendimento quando houver qualquer sinal de alerta. É importante mostrar que, quando o câncer é diagnosticado, temos hoje muito mais ferramentas para enfrentá-lo”, afirma.

Em comparativo da estimativa até 2028, há dois anos, o País encerrou 2024 com 20.849 mortes registradas pela doença, conforme dados compilados pelo Inca. Nesse mesmo período houve 4,4 milhões de mamografias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com cerca de quatro milhões de exames voltados para o rastreamento de mulheres sem sinais ou sintomas da doença.

Porém, quando o assunto é sobre preventivos há dois movimentos opostos em paralelo a esse cenário.

Levantamento feito pela Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde (Fidi) segundo raios-x sobre as mamografias no País: enquanto o número desses exames apresentou uma crescente de quase trinta por cento (28,1%) entre as mulheres de 40 a 49 anos, na faixa etária já mais próxima da melhor idade, entre 50 anos e 69 anos, houve uma queda de mais de 20% no total de mamografias realizadas.

Houve ainda uma queda de aproximadamente 11% no que diz respeito à busca pela realização desse procedimento nesse mesmo período. 

DIAGNÓSTICO PRECOCE

Importante frisar que a mamografia se mantém como pilar indispensável à saúde da mulher, mesmo com avanços na área, pois possibilita a identificação de alterações ainda em fases iniciais, antes mesmo até que os primeiros sintomas apareçam, como frisa a médica radiologista especialista em mama da Fundação, dra. Vivian Milani. 

“É importante que a mamografia não seja vista apenas como um exame a ser realizado diante de uma suspeita ou de algum sinal de alerta. Mesmo quando o resultado é negativo, o acompanhamento deve continuar de forma regular, respeitando a periodicidade indicada para cada mulher. É o que aumenta as chances de identificar precocemente eventuais alterações e, quando necessário, iniciar o tratamento o quanto antes”, diz.

Deste o começo deste ano é assegurado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) o acesso à mamografia para mulheres na faixa etária entre 40 anos e 49 anos, ainda que essas não apresentem sintomas iniciais, desde que seja uma decisão tomada em compartilhamento com o médico, já que para o chamado rastreamento mamográfico populacional a orientação é que o exame seja feito a cada dois anos em mulheres ente 50 anos e 74 anos.

Das novidades para o tratamento aparecem medicamentos cada vez mais inteligentes, já especificamente direcionados para subtipos da doença. A mais frequente, o câncer de mama luminal, apresenta os chamados receptores hormonais positivos. No cenário metastático a inovação fica por conta do remédio que aparece na classe dos “conjugados anticorpo-fármaco, ou ADCs”: o datopotamab deruxtecan.

Essa tecnologia combina anticorpo capaz de reconhecer características específicas das células tumorais com uma substância quimioterápica, para transportar a quimioterapia mais direcionadamente até o tumor.

ALÉM DO DIAGNÓSTICO

O mês salienta cuidados que passam por horas de sono e até pela sexualidade, que as mulheres precisam estar atentas mesmo após um diagnóstico de câncer de mama, como reforça a ginecologista e mastologista Fernanda Bauk.

Ela lembra que a atenção à saúde mamária necessariamente precisa estar conectada às demais necessidades das pacientes que: “continuam tendo menopausa, sexualidade, sintomas geniturinários, alterações metabólicas e questões de qualidade de vida. O câncer não apaga a mulher”.

Há tratamentos que provocam ou intensificam os sinais da menopausa, como mostra revisão sistemática com meta-análise publicada neste ano no The Journal of Sexual Medicine, reunindo 36 estudos que envolveram 9.749 mulheres sobreviventes de câncer de mama.

O estudo estimou prevalência combinada de disfunção sexual em 70% do público-alvo. Ou seja, uma combinação de fadiga e alteração da imagem corporal podem se somar a episódios de dores nas relações, ressecamento vaginal e mudanças de desejo que afetam o cotidiano feminino. 

Por isso, Fernanda faz questão de explicar que a terapia hormonal sistêmica para sintomas de menopausa geralmente não é recomendada após o câncer de mama. Sobre as possibilidades, a médica lista medidas que vão desde hidratantes e lubrificantes vaginais, fisioterapia do assoalho pélvico, educação sexual e apoio psicológico ou sexológico, conforme a necessidade.

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