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Às vésperas das convenções, alguns partidos descobriram que o quebra-cabeça...Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta sexta-feira (24)

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Arthur Ashe - escritor americano

"A verdadeira grandeza é começar onde você está, usar o que você tem, e fazer o que você pode".

Felpuda

Às vésperas das convenções, alguns partidos descobriram que o quebra-cabeça eleitoral está longe de ficar pronto. A esperança é de transformar chapas discretas em candidaturas "competitivas". No tabuleiro da política, nem sempre vence quem planeja melhor, mas quem consegue improvisar mais rápido. Há quem chame de estratégia, outros preferem o velho remendo de última hora. Como em toda eleição, alguns movimentos parecem xeque-mate, e outros lembram apenas um xeque. No fim, prevalece a máxima das convenções: "É o que temos para hoje!..."

Decisivo 

Neste ano, na corrida eleitoral de Mato Grosso do Sul, há um grupo que ninguém pode se dar ao luxo de ignorar: os eleitores com 70 anos ou mais. Segundo dados do TRE-MS, esse contingente reúne 197.950 pessoas, o equivalente a 9,775% do eleitorado estadual.

Mais

É um público experiente, atento e capaz de fazer a diferença nas urnas. Em uma eleição equilibrada, conquistar esse eleitorado poderá representar muito mais do que um bom desempenho e ser decisivo. Afinal, por falta de apenas um voto pode se perder uma eleição.

Nelly Braga de Souza e Claudio de SouzaNelly Braga de Souza e Claudio de Souza
Laura DornellasLaura Dornellas

"Santinhos"

Entre os pré-candidatos às eleições deste ano há nomes que já enfrentaram problemas com a Justiça, incluindo casos que chegaram à prisão. Hoje, todos afirmam ter superado os episódios e sustentam que foram vítimas de acusações improcedentes ou de processos arquivados. Para um eleitor veterano, porém, a situação inspira ironia. Há quem diga, com ironia, que a impressão será de uma verdadeira procissão de "santinhos" de última hora.

Tentativa

O MDB optou por montar chapa de candidatos a deputado estadual mesclando nomes experientes com estreantes na política eleitoral. A estratégia busca renovar a legenda sem abrir mão de figuras tradicionais. O partido, que durante décadas comandou a Prefeitura de Campo Grande e o governo de MS, perdeu protagonismo ao longo dos anos. A concentração de poder afastou importantes lideranças e, hoje, a sigla tenta recuperar espaço no cenário político estadual.

Lição

O velho princípio de que o direito de um termina quando começa o do outro ganhou reforço na Justiça. O TJMS manteve condenação de R$ 20 mil por danos morais de um homem que ameaçou, ofendeu e chegou a agarrar um porteiro pelo colarinho dentro de hospital em Campo Grande. O trabalhador, de 76 anos, sofreu abalo psicológico, precisou de tratamento e acabou perdendo o emprego. A lição é simples: grosseria não é argumento, intimidação não é direito e valentia custa caro.

Aniversariantes

  • Fernando Mansur Wendling,
  • Núbia Lima,
  • Paulo José Araújo Corrêa,
  • Carmelita (Carmen) Corrêa Coelho Morais,
  • Dr. Rudi Pellizzon,
  • Adélia Maria Dias Muller Gomes,
  • Carlos Gomes Rosa,
  • Décio Yoshihiro Kokubu,
  • Celso Cassemiro dos Santos,
  • Ana Lúcia Marques dos Santos do Nascimento,
  • Rudson da Rocha Medeiros,
  • Marli Mitiko Sakai,
  • Viviane Amendola da Motta,
  • Caroline de Lima Bondan,
  • Celia Silva dos Santos,
  • Fabrício Ribeiro Brunet,
  • Marianita Ferreira Cravo,
  • Keylla de Carvalho Fontoura,
  • Cheila Cristina Vendrami,
  • Flávio Seiji Kawakami,
  • Zélia Dupim Casado Chagas,
  • Mário Márcio Orro Gonçalves,
  • Ermelinda Fátima Ireno Melo,
  • André Pereira Machado,
  • Dr. Celso Rafael Gonçalves Codorniz,
  • Élvia Antunes Moraes,
  • Dra. Márcia Santana de Mello Filho,
  • Dr. Emerson Marim Chaves,
  • Dra. Cristiane Massunari Sato,
  • Angela Maria Costa,
  • Antônio de Sousa Borges,
  • Tânia Terezinha Minetto,
  • Maria Cristina Almeida Serra,
  • Ana Carmem Gaia Monteiro,
  • Darci Zine,
  • Paulo da Silva Cordeiro,
  • João Gerônimo do Nascimento,
  • Adolfo Nis,
  • João Gonçalves,
  • Jane Aldenara Dias Rocha,
  • Marly Vaz Silveira,
  • Marley Vaz Silveira,
  • Renê Jacques,
  • Ana Cristina da Motta Gessi,
  • Fábio Henrique Santullo,
  • Manoel Correia Sobrinho,
  • Alamiro Pereira dos Santos,
  • Maria Angela Secco Thomé de Souza,
  • Hamilton Pires Maia,
  • Amilton Vieira Nobre,
  • Durval de Andrade,
  • Márcio Antonio de Souza Bexiga,
  • Giovana Toazza Correa,
  • Inês Costa de Almeida,
  • Roberta Ferreira Cardoso da Silva,
  • Dalanna Maria de Oliveira Cerqueira,
  • Dr. Francisco Gomes Bezerra,
  • Oséias de Lima,
  • Coraly Cunha Souza e Silva,
  • Maria Cristina Resstel Corrêa Boock,
  • Tadeu Antonio Siviero,
  • Gláucio Cabreira da Costa,
  • Ezequiel Alves da Silva,
  • Dr. Rubens Trombini Garcia,
  • Arlindo Pereira de Lima,
  • Wania Silva Costa de Almeida,
  • Chariane Maia Espassa,
  • Frederico Guilherme Freire,
  • João Igino Sanches,
  • Celso da Silva Moreira,
  • Emerson Alexandre Hirata e Sá,
  • Damaris Alves Chaves,
  • Rodrigo Marcondes de Aquino,
  • Tiago Patricio Stuqui,
  • Flávia Braga Fragelli,
  • Marcos Huelber Centurion de Matos,
  • Lucienny Roberta Santana,
  • Giselaine Novaes Vilas da Silva,
  • Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade,
  • Guilherme Cury Guimarães,
  • Ironir Sampaio,
  • Edson Massuo Mori,
  • Oswaldo Badan Junior,
  • Humberto Romero Flores,
  • Elza Maria Chinaglia,
  • Masue Miyashiro,
  • Simone Aparecida Leal Buso Maia,
  • Pedro Carlos Nantes,
  • Liliane Cardoso de Freitas,
  • Valderiza da Silva Vicente Arruda,
  • Mário César Lopes Lima,
  • Larissa Marques de Assis,
  • Ana Maria da Silva Oliveira,
  • Olívia Maia dos Santos,
  • Samira Chaves Freire,
  • Roberto Carlos de Lima,
  • Francisco Mendes Guimarães,
  • Gilda Maria Andrade Correa,
  • Corina Cruz Sampaio,
  • Sílvio Pereira Lopes,
  • Vânia Oliveira da Costa,
  • Catarina Chaves da Silva,
  • Rosa Maria Almeida,
  • Arnaldo dos Santos Alves.

*Colaborou Tatyane Gameiro

cinema

Seis filmes seguem na disputa para representar o Brasil no Oscar

Decisão sobre o título deverá ser tomada em 16 de setembro

09/09/2026 22h00

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027 Foto: Divulgação

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A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quarta-feira (9) os seis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027.  A decisão sobre o longa que vai tentar uma vaga na categoria de melhor filme internacional será tomada em 16 de setembro.

Os títulos que continuam em disputa são:

  • 100 Dias, de Carlos Saldanha;
  • A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai;
  • A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo;
  • Feito Pipa, de Allan Deberton;
  • Nosso Segredo, de Grace Passô;
  • Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.

A lista dos finalistas saiu de uma pré-lista de 15 filmes,  divulgada pela Academia Brasileira de Cinema no mês de agosto.

Oscar

Ter sido escolhido como o representante brasileiro ao Oscar não significa que o filme já terá garantida uma indicação ao prêmio. Cada país indica um filme como representante para a disputa. O Oscar analisa essas indicações e faz uma seleção dos filmes que, de fato, vão concorrer ao principal prêmio do cinema mundial.

A cerimônia que premiará os melhores filmes do Oscar está marcada para 14 de março de 2027.

Em 2025, o Brasil conquistou o primeiro Oscar com o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de melhor filme internacional. Neste ano, o Brasil voltou a ser indicado com o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que acabou perdendo o prêmio para o norueguês Valor Sentimental.

 

Preservação da fauna

Projeto monitora bugios e macacos-prego no corredor do Rio Sucuriú

Nove grupos de primatas já foram identificados na região; entre eles, a família formada por Baru, Pequi e o filhote Bacuri, acompanhada ao longo das campanhas de campo

09/09/2026 08h30

Mãe e filhote bugio-preto

Mãe e filhote bugio-preto Foto: Divulgação

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No alto das árvores que formam o corredor do Rio Sucuriú, em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul, famílias de bugios e macacos-prego vêm sendo acompanhadas de perto por pesquisadores do projeto Sucuriú, da Arauco.

O trabalho busca entender como esses animais vivem, se deslocam e utilizam a paisagem, reunindo informações que podem contribuir para a conservação das espécies e para a manutenção da conectividade entre áreas de vegetação.

Ao todo, nove grupos de primatas já foram identificados na área monitorada pelo projeto Sucuriú. O acompanhamento é direcionado principalmente ao bugio-preto (Alouatta caraya) e ao macaco-prego-do-papo-amarelo (Sapajus cay), espécies classificadas como Vulneráveis (VU) no Brasil, categoria que indica alto risco de extinção na natureza.

“Esse é um trabalho construído ao longo do tempo. Não se trata apenas de saber se determinada espécie está presente, mas de reunir informações sobre os grupos, seus deslocamentos e as áreas que utilizam. A combinação das metodologias permite ampliar esse conhecimento e criar uma base cada vez mais consistente para as ações de conservação”, afirma Gonzalo Flores, Especialista de Biodiversidade da Arauco.

Entre os grupos que passaram a ser reconhecidos pelas equipes está uma família de bugios formada por Baru (pai), Pequi (mãe) e Bacuri (filho).

O filhote nasceu durante o período de monitoramento e recebeu o nome após uma votação que reuniu mais de 270 participantes, entre trabalhadores da obra e integrantes da comunidade externa.

Desde então, a família continua sendo reencontrada durante as campanhas. Nos registros mais recentes, Bacuri apareceu interagindo com os pais, enquanto outros filhotes do grupo foram observados em momentos de brincadeira.

As imagens ajudam os pesquisadores a acompanhar o desenvolvimento dos animais e compreender melhor a dinâmica das famílias ao longo do tempo.

“A possibilidade de reencontrar os mesmos grupos ao longo das campanhas é muito importante porque permite acompanhar essas famílias no tempo. No caso de Baru, Pequi e Bacuri, seguimos registrando o grupo e reunindo informações que ajudam a compreender sua composição, o uso da paisagem e seus deslocamentos pelo corredor do Rio Sucuriú”, explica Carolina Garcia, bióloga e responsável técnica da Sauá Consultoria Ambiental.

HABITANTES DA MATA

A vida dos bugios e macacos-prego está diretamente ligada à continuidade da vegetação. Como vivem e se deslocam predominantemente pelas árvores, essas espécies dependem da conexão entre as copas para alcançar alimento, abrigo e outras áreas utilizadas pelos grupos.

Mãe e filhote bugio-pretoPai bugio-preto - Foto: Divulgação

Por isso, saber onde os animais estão e como circulam pelo território é uma informação importante para compreender a conectividade dos ambientes ao longo do corredor do Rio Sucuriú.

Além de sua importância como parte da fauna local, os primatas exercem funções fundamentais nos ecossistemas. Ao consumirem frutos e se deslocarem entre diferentes áreas, transportam e dispersam sementes, contribuindo para a regeneração da vegetação e para a diversidade das florestas.

A dependência que possuem de ambientes florestais também faz com que sejam considerados bioindicadores, já que a presença e a dinâmica desses animais podem ajudar a revelar as condições de conservação e conectividade das áreas onde vivem.

TECNOLOGIA ALIADA

Para acompanhar os animais, as equipes combinam diferentes métodos. O trabalho inclui observação direta em campo, armadilhas fotográficas – as chamadas câmeras-trap – e drones equipados com sensores termais.

Cada ferramenta oferece uma possibilidade diferente de observação. Enquanto o acompanhamento em solo permite registrar mais detalhes sobre o comportamento e a composição dos grupos, os drones ajudam a localizar animais em regiões onde a vegetação fechada dificulta a visualização.

Os números mostram a diferença no alcance das metodologias. Em aproximadamente 25 horas de busca ativa em campo, dois grupos foram identificados. Já em cerca de 24 horas de voo, os drones localizaram sete dos nove grupos conhecidos na área monitorada: seis de bugios e um de macacos-prego.

A tecnologia, no entanto, não substitui o trabalho realizado diretamente na mata. A combinação dos métodos permite ampliar a capacidade de localizar e reencontrar os animais durante as campanhas.

Nas próximas etapas, também está previsto o uso de GPS – telemetria em macacos-prego, recurso que poderá fornecer novas informações sobre os deslocamentos da espécie.

O trabalho técnico é desenvolvido pela Sauá Consultoria Ambiental, parceira do projeto Sucuriú e integrante do Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção da Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado, Pantanal e Amazônia (PAN CERPAM), coordenado pelo ICMBio.

FAUNA DIVERSA

Embora os primatas sejam um dos principais focos do acompanhamento, o monitoramento também vem revelando a diversidade de outros animais presentes na região.

As câmeras instaladas no território já registraram espécies como tatu-canastra, anta, lobo-guará, tamanduá-bandeira e jaguatirica. Um grupo de queixadas com mais de 10 indivíduos também foi identificado.

A construção dessa base de informações permite acompanhar a fauna antes, durante e depois das intervenções previstas na região. Parte dos dados será utilizada para avaliar medidas de mitigação relacionadas às obras de captação de água e do emissário de efluentes tratados.

As intervenções exigirão alterações em trechos de vegetação próximos ao rio e podem criar descontinuidades no dossel – a camada formada pelas copas das árvores –, afetando especialmente espécies arborícolas.

Para reduzir esse impacto, estão previstas duas passagens superiores de fauna, estruturas suspensas com aproximadamente 180 metros de vão livre. A expectativa é de que elas ajudem a restabelecer a conexão entre os trechos de vegetação.

O monitoramento atual permitirá entender como os primatas utilizam a paisagem antes da implantação das estruturas, prevista para o primeiro semestre de 2027. Depois, as campanhas continuarão para verificar se os animais passam a utilizar as travessias e se elas cumprem a função de reconectar os ambientes.

Ao todo, estão previstas 20 campanhas de monitoramento ao longo de cinco anos, com quatro etapas realizadas anualmente.

RECONHECIMENTO

O uso de drones termais para localizar primatas em áreas de vegetação fechada também rendeu reconhecimento ao trabalho realizado no corredor do Rio Sucuriú. A iniciativa conquistou o Prêmio Destaques do Setor ABTCP 2026, na categoria Recursos Naturais e Bioeconomia.

Entre os pontos destacados estão o caráter não invasivo do monitoramento, o desenvolvimento de parâmetros específicos para detectar primatas e a combinação de diferentes metodologias para acompanhar os grupos e avaliar a conectividade da paisagem.

A entrega do prêmio está marcada para o dia 6 de outubro.

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