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Astrologia B+: A energia do Tarô da semana entre 05 e 11 de janeiro. Momento de cautela e atenção.

O Cinco de Ouros é um Arcano associado a dificuldades, perdas e sensação de desvalorização. Sob sua regência, o momento pede atenção redobrada, pois nossas ações podem encontrar limites, atrasos ou até prejuízos.

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Os arcanos de número 5 no Tarô estão associados a perdas, dificuldades, conflitos e fracassos — cartas que, à primeira vista, podem parecer pouco agradáveis. O Cinco de Ouros, em especial, simboliza adversidade, escassez e provação.

Embora muitas vezes seja visto como um mau presságio, esse arcano propõe uma reflexão mais profunda: em quais áreas da sua vida você tem agido a partir de uma consciência de falta, e não do campo das possibilidades?

A pobreza não é apenas uma condição financeira; ela é, sobretudo, um estado mental profundo e persistente. Pensamentos como:

“Como vou pagar isso?”
“Se eu não der mais dinheiro para ele pela centésima vez, a culpa será minha se algo ruim acontecer?”
“Quem dera eu tivesse sorte e ganhasse na loteria.”
“Eu simplesmente não sei lidar com dinheiro.”
“Quando vou sair dessas dívidas?”
“Por que eu sou tão inútil?”
“Por que não me valorizam?”

Todos esses são exemplos de consciência de pobreza. Até mesmo pessoas ricas podem ficar presas nesse padrão mental, porque a pobreza, na verdade, não tem a ver com dinheiro, mas com autoestima.

É fundamental reconhecer que a consciência de escassez funciona como uma profecia autorrealizável. Quando você se concentra na falta, acaba atraindo ainda mais carência para a sua vida. Quanto mais você se preocupa com dinheiro e recursos, menos sente que tem. Isso cria um ciclo vicioso difícil de romper.

Você se sente confiante o suficiente para estabelecer limites com os outros? Você já teve a sensação de que o sucesso é concedido a todos, menos a você? Você é devidamente recompensado pelo trabalho que realiza? Você valoriza a si mesmo e os serviços que oferece?

Na Grécia Antiga, a deusa da pobreza chamava-se Pênia. Como os andarilhos do Cinco de Ouros, ela vagava de casa em casa até encontrar quem não tivesse limites claros. Uma vez acolhida, era difícil fazê-la partir, pois despertava culpa, obrigação e desvalor. Ela só ia embora quando o morador retomava o controle.

.O Cinco de Ouros alerta para qualquer pessoa ou situação que tente fazer você se sentir menor do que realmente é.

Ajudar os outros e estar a serviço precisa acontecer com limites. O antigo provérbio atribuído a Lao-Tsé — “Dê um peixe a um homem e você o alimenta por um dia; ensine-o a pescar e você o alimenta por toda a vida” — traduz com clareza essa sabedoria.

Existe uma força capaz de dissolver a consciência de pobreza: a autoestima. Quando você se percebe inteligente, capaz, competente e confiante, passa a reconhecer o próprio valor. Quem sabe o quanto vale não abre espaço para a escassez mental.

Pessoas com autoestima sólida não se tornam alvo de indivíduos inescrupulosos — afinal, manipuladores agem como predadores, sempre em busca do elo mais frágil. Por isso, este é um momento de estabelecer limites claros e firmes.

Reconheça o seu valor e pare de se doar quando já estiver esgotado. Estabeleça limites com pessoas excessivamente dependentes, aprenda a se defender e direcione sua ajuda apenas a quem também está disposto a se ajudar. Ao mesmo tempo, busque as melhores oportunidades para você, lembrando que cuidar de si é essencial para seguir adiante com equilíbrio.

Passadas as festas, somos chamados a encarar a realidade: o calendário muda, mas os desafios permanecem. Quando o Cinco de Ouros aparece como carta regente, ele indica um período de instabilidade, insegurança e, muitas vezes, sensação de exclusão, tornando sua presença particularmente desconfortável — ainda mais na segunda semana do ano, quando a esperança costuma falar mais alto.

Para muitos, isso se manifesta de forma concreta: as contas do fim de ano chegam, trazendo o peso de presentes, celebrações e viagens que precisam ser equilibrados. Nem sempre, porém, essa perda é material; ainda assim, por se tratar do naipe de Ouros, questões financeiras costumam ocupar o centro da experiência, mesmo quando outros desafios também surgem.

Lembre-se: você não é a única pessoa enfrentando dificuldades, e isso não define quem você é. Se você tem recusado ajuda de amigos ou familiares, o surgimento dessa carta indica que chegou a hora de permitir que outros se aproximem. Eles querem o seu bem e sabem que você faria o mesmo por eles se os papéis estivessem invertidos.

É para isso que servem os laços verdadeiros: apoiar nos bons e maus momentos. Essa interpretação também funciona ao contrário — se você conhece alguém passando por dificuldades, talvez esteja em posição de ajudar. A pessoa pode estar orgulhosa demais para pedir, então cabe a você fazer um gesto, sem parecer caridade.

O Cinco de Ouros pode indicar os desafios de assumir responsabilidades parentais sozinho, especialmente no campo financeiro e emocional. Em casos que envolvem cuidados especiais, a carta aponta para o desgaste e as preocupações constantes, mas também convida à busca de apoio, acolhimento e soluções possíveis.

Embora não existam dados oficiais que indiquem um aumento de separações especificamente no período de festas, observam-se picos em dezembro. Não é à toa que janeiro é conhecido como o “mês do divórcio”. E, sem dúvida, isso pode acarretar um impacto financeiro significativo.

A adaptação a um novo padrão de vida pode ser desafiadora, exigindo mais planejamento, organização e escolhas conscientes. Esse período pede ajuste de expectativas, redefinição de hábitos e fortalecimento emocional, especialmente diante das transformações nas rotinas e nas relações.

Cada pessoa tem sua própria percepção do que significa pobreza ou escassez. Por isso, a cena da carta pode representar tanto uma privação severa quanto apenas a necessidade de apertar o cinto. Se você estava acostumado a sempre “ter e obter”, qualquer restrição parecerá extrema.

Reduzir viagens, abrir mão de luxos, mudar para um apartamento menor, vender um carro ou fazer o próprio trabalho doméstico pode ser a sua definição de tempos difíceis. Sem os bens aos quais estava habituado, você pode se sentir empobrecido e sem brilho.

Se você sente que está ‘na pior’, talvez esteja associando a própria felicidade apenas ao dinheiro e às posses. O Cinco de Ouros indica que uma transformação espiritual profunda pode ser necessária, assim como a compreensão de que dinheiro não é tudo — e definitivamente não garante felicidade.

É preciso avaliar de onde vem a verdadeira sensação de carência. Olhar além da própria realidade imediata pode ajudar a entender o que é, de fato, pobreza. Muitas pessoas considerariam uma grande sorte ter sequer uma parte do que você possui.

Essa carta também funciona como um alerta para a saúde. Pode indicar negligência com o próprio corpo, cansaço extremo, alimentação inadequada ou falta de descanso. Algumas condições tendem a se prolongar, ou você pode estar dedicando muita energia ao cuidado de alguém.

O conselho é claro: desacelere, respeite seus limites e priorize o autocuidado. Pequenas mudanças na rotina — como repouso, atenção aos sinais do corpo e busca por apoio — podem fazer uma grande diferença. Afinal, a saúde é a verdadeira riqueza; sem ela, nada mais se sustenta.

O Cinco de Ouros pode refletir um estado mental — e não necessariamente a realidade objetiva — no qual a pessoa passa a se colocar no papel de vítima das circunstâncias. Nos tempos atuais, o discurso coletivo frequentemente alimenta o medo e a sensação de escassez, e é importante cuidar para que essa narrativa não se instale e domine o nosso psicológico.

É uma carta que coloca a vida sob exame e aponta para lições difíceis, porém necessárias. Não se deixe abater pelas circunstâncias; busque caminhos para se reerguer. As dificuldades são passageiras e, com esforço, trabalho consistente e uma mudança de atitude, é possível atravessar o momento desafiador e reencontrar o chão. “Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”!

Amor

Em relacionamentos, o Cinco de Ouros indica uma fase de insegurança ou distanciamento emocional. Em alguns casos, um dos parceiros se afasta, levando o outro a sentimentos de rejeição ou abandono — muitas vezes por meio do ghosting, quando a comunicação é cortada de forma abrupta e sem explicações.

Em vínculos sólidos, esse momento atua como um teste decisivo. Torna-se necessário avaliar e decidir o que precisa ser transformado ou deixado para trás para que o relacionamento não se fragilize. O diálogo, nesse processo, é fundamental.

Para quem está só, a carta fala de cansaço emocional e necessidade de recolhimento, preparando o terreno para conexões mais autênticas.

Trabalho

No campo profissional, o Cinco de Ouros sugere um período de instabilidade e ajustes, que pode envolver desafios financeiros ou mudanças no status profissional. A carta aponta para a necessidade de adaptação diante de alterações em benefícios, segurança ou reconhecimento no ambiente de trabalho.

Esse cenário pode afetar o bem-estar emocional, mas a carta também convida à revisão de prioridades e à abertura para novos caminhos. Em muitos casos, esse momento funciona como o impulso necessário para deixar um espaço que já não reconhece seu valor e buscar outro que ofereça mais crescimento e satisfação.

Finanças

O Cinco de Ouros aponta para um período de maior atenção às finanças, em que o dinheiro pode ficar mais curto e o orçamento pede cuidado, pois você pode ter algum tipo de prejuízo. Mais do que falar de perdas, essa carta destaca a importância da contenção, do planejamento e, sobretudo, da humildade para pedir ajuda quando necessário. Buscar apoio em pessoas de confiança ou recursos disponíveis não é fraqueza — é parte do processo.

Encontrando força na dificuldade

Nesta semana, esteja atento às situações que surgirem e, principalmente, à forma como você reage a elas. Embora não possamos controlar os acontecimentos externos, a maneira como os processamos e lidamos com eles está, sim, ao nosso alcance — mesmo quando não parece.

Há momentos em que a vida nos confronta com situações que despertam a pergunta: “por quê?” O sentido por trás do desafio nem sempre se revela de imediato, e podemos sentir que estamos lutando constantemente contra forças fora do nosso controle.

O Cinco de Ouros traz instabilidade — e isso é sempre desconfortável. Mas é justamente nos períodos de dificuldade que ocorre grande parte do nosso crescimento. Sem luta, não há evolução. Mesmo que não compreendamos agora por que certas coisas acontecem, é nos momentos mais desconfortáveis que nascem a resiliência e a perseverança.

Lembre-se, ao longo desta semana, de buscar apoio quando estiver difícil e de confiar que essa fase também vai passar. Qualquer desconforto atual é temporário, e a sabedoria adquirida nesse processo está preparando você para o próximo capítulo — um capítulo em que você será mais forte do que antes.

Não seja duro consigo nem se diminua. Se houve rejeição ou se você errou a ponto de cair numa armadilha, perdoe-se com rapidez e extraia o aprendizado da experiência. E, se for preciso se afastar e passar um tempo só, lembre-se: isso não precisa ser o fim do mundo — pode ser apenas um recomeço.

Uma ótima semana e muita luz!

Ana Cristina Paixão

Diálogo

Políticos que já foram campeões de votos em Mato Grosso do Sul, receberam... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (15)

15/10/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Theodore Roosevelt - Estadista americano

"A justiça não consiste em ser neutro entre o certo e o errado, mas em descobrir o certo e sustentá-lo, onde quer que ele se encontre, contra o errado".

FELPUDA 

Políticos que já foram campeões de votos em Mato Grosso do Sul, receberam, sem dó nem piedade, cartões vermelhos dos eleitores. Um deles já chegou a ter mais de 100 mil votos para ficar "de boa" no Congresso, em Brasília, mas nas eleições deste ano o que recebeu dos eleitores, dá até vergonha de falar. Outro, considerado líder de expressão, com vários mandatos, foi colocado para fora pelo eleitor. Como diria vovó, citando famoso provérbio: "Um dia da caça, outro do caçador". Como nada é para sempre... 

Apoio

O governador Eduardo Riedel gravou vídeo junto ao Flávio Bolsonaro, Reinaldo Azambuja e Tereza Cristina. Ele foi postado nas redes sociais e pediu apoio dos eleitores de MS. 

Mais

Nele, Flávio prometeu, se eleito, ajudar o Estado com grandes investimentos. Os futriqueiros de plantão tem dito por aí que era tudo que Riedel queria ouvir. Essa gente...

DiálogoFoto: Divulgação/Sesc

Nesta sexta-feira (16), às 19h, acontecerá ensaio aberto ao público  da Orquestra Corumbaense de Viola Caipira (OCVC).  Durante o ensaio, os participantes poderão vivenciar o processo de construção musical da OCVC, acompanhar a execução das músicas e conhecer um pouco mais sobre o universo da viola caipira e sua importância para a valorização da cultura e da música regional.A proposta é aproximar a comunidade da Orquestra, proporcionando experiência diferente de uma apresentação convencional e permitindo que o público acompanhe os músicos durante o momento de preparação e aperfeiçoamento do repertório. A participação é gratuita e o evento acontecerá na unidade do Sesc Corumbá.

DiálogoArthur Paek - Foto: Lu Prezia

 

DiálogoCeline Dumas - Foto: Arquivo Pessoal

Raio X

Grupo de trabalho criado pelo governador reeleito Eduardo Riedel iniciou o levantamento dos servidores e respectivos cargos, visando preparar a máquina administrativa para o segundo mandato, a partir de 2027. A previsão é de que decreto no dia 31 de dezembro de 2026 exonere todos os comissionados, incluindo secretários e dirigentes de autarquias. O raio X deverá orientar a recomposição do governo. 

Ficam

O trio de secretários Frederico Felini (Comunicação), Walter Carneiro Júnior (Casa Civil) e Rodrigo Perez (Segov) são os cotados para continuar na próxima administração estadual. Eles, inclusive, integram a equipe de transição e tiveram  papel importante na reeleição. Os dois primeiros são do grupo político do senador eleito Reinaldo Azambuja.

Perda

Em 40 anos, o Estado de Mato Grosso do Sul perdeu mais da metade dos campos alagados e áreas pantanosas do seu Cerrado. Segundo a Coleção 11 do MapBiomas, essas áreas caíram de 1,01 milhão para 474,2 mil hectares entre 1985 e 2025. São cerca de 539,6 mil hectares a menos, com redução de 53%. O estado aparece entre os que mais perderam esse tipo de ambiente em termos proporcionais, ao lado de Paraná e São Paulo. A perda é grave, porque essas áreas retêm água e sustentam a existência dos rios. Lamentável!...

ANIVERSARIANTES 

  • Célia Aparecida Zanetti, 
  • Lenita Maksoud Piccolo, 
  • Dr. Wilson Luiz Maksoud, 
  • Marilú Segatto Guimarães, 
  • João Victor da Silva Neri,
  • Marcelo Mansano, 
  • Edinaldo Alves da Silva,
  • Jurema Lima Siqueira,
  • Harley Ferreira Silverio,
  • Antonio Carlos Goes,
  • Ramiro Martins,
  • Juliana Ornela Ribeiro,
  • Helaine Pontes de Oliveira,
  • José Fleuri Decco,
  • Amadeu Medina,
  • Ednilson de Queiroz, 
  • Katia Maria Gomes Ferreira Franco,
  • Márcia Hideko Saito,
  • Irineo Bortolas,
  • Maria de Lourdes do Val Jorge,
  • Terezinha de Jesus Moreira Coelho,
  • Artur de Azevedo Perez, 
  • Tereza de Fátima Contini, 
  • Danilo Pereira Correa Neto, 
  • Marcelo Hamilton Martins Carli,
  • Lygia Maura Fontoura Campanhã de Souza, 
  • Dyrma Elisa de Souza Chaves Soares,
  • Emanuel Lacava,
  • Aidina Mota de Souza,
  • Mayza Gomes Galvão,
  • Rogério Mainente,
  • Mayara Chadid,
  • Vilfrido Vargas,
  • Maria Eliza Figueiredo,
  • Camila Agatha Lovison, 
  • Vivianne Oliveira Lima,
  • Izaias Rodrigues,
  • Velza Maria Fregapani,
  • Nilson Prado da Silva,
  • João Braz da Silva,
  • Tereza Cristine Domingues do Amaral Yamashita,
  • Luiz Cordella,
  • Yoshiharu Guenka, 
  • Dra. Helena Maria Libos Simionato Moreira, 
  • Cecília Hercilia Moura, 
  • Cláudia Nascimento,
  • Fernando Asato,
  • Alayde Nunes Martins,
  • Marcos Antonio Carretoni,
  • Anecy Antunes da Silva,
  • Soraya Corrêa Barbosa,
  • Cleyde Mara Mussi,
  • Lavinia Pivot Franco,
  • Breno Ney Mourão,
  • Romualdo Farias,
  • Moacir Vieira da Silva,
  • Odilson Nepomuceno,
  • Ozélia Delmondes Goes,
  • Gumercindo Barbosa,
  • Valdelice do Amaral,
  • Odacir Albuquerque,
  • Antonieta Tavares Acosta, 
  • Terezinha Cruz,
  • Gilda Vera Bigaton,
  • Esdras Rodrigues de Souza,
  • Marcelo Antonio de Barros Wanderley, 
  • Guilherme Carneiro Camponez,
  • Elben de Souza Braga,
  • Nilce Alves de Oliveira,
  • Antenor Doreto,
  • Moacir Boer,
  • Osney Novaes Dias,
  • Ubirajara Aparecido Alves 
  • de Oliveira,
  • Nilza Pinto da Silva,
  • Paula Rúbia Jornada Bastos,
  • Reinaldo Ferreira Lino,
  • Antonio Miguel Bichara,
  • Teodoro Ribeiro,
  • Mário Júlio Cerveira, 
  • Tiago Costa Ferreira,
  • Ezenilda Claro Chaves,
  • Dilene Bottega Ebeling,
  • Alexandre Barros Padilhas,
  • Luis Fernando Cleveland Cartes, 
  • Carla Figueiredo Garcia de Queiroz,
  • Thiago Araújo Nepomuceno,  
  • Ciro Maeda Filho,
  • Walfrido Coelho de Souza,
  • Claudemir Oliveira Cavalcante,
  • Talita Albuquerque de Morais,
  • Eduardo Alexandre Jorge Warde,
  • Ricardo Alex Pereira Lima,
  • Priscila Tirloni Josgrilbert,
  • Francisco Cleiton Adriano,
  • João Bosco de Araújo,
  • Neusa Maria Teruel de Melo,
  • Hélio Valdir Pereira,
  • Carmen Lydia Alves Pereira 
  • da Costa,    
  • Onildo Santos Coelho, 
  • Gilson Chaves de Moraes,
  • Sandra Mattos Vieira Escalante,
  • Roberto Fauri,
  • Iolanda São José Falcão,
  • Jeffrey Newton Lemos Dutra,
  • Robson Valentini.

Colaborou com Tatyane Gameiro

Artes Cênicas

"A menina e o Fim" traz três sessões gratuitas e terá bonecos gigantes em cena

Espetáculo apresentado hoje, amanhã e na sexta-feira, sempre às 20h, aborda perdas vividas na infância e o poder que há na arte como "possibilidade de existência"

14/10/2026 09h00

Segundo a criadora,

Segundo a criadora, "A Menina e o Fim" exige dela enquanto diretora uma suavidade e escuta ampla, para que as dores da protagonista existam no palco livre de julgamentos Foto: Marcelo Henrique

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Durante três dias de apresentação, o campo-grandense poderá acompanhar, entre hoje e sexta-feira, sempre às 20h, na sede do Grupo Casa, que fica no Bairro Amambaí, um espetáculo que traz mensagens profundas que passam por cenários de fugas, perseguições e perdas, em um verdadeiro grito de resgate à infância que envolve até mesmo bonecos gigantes em cena.

Escrito e dirigido por Ligia Tristão Prieto, sobre o texto, que tem uma década de existência, ela diz que sabia desde 2017 que “A Menina e o Fim” não sairia do papel à época.

“Tenho alguns textos que, quando eu escrevi de forma individual, no meu computador, sozinha, escrevendo esse texto, eu sabia que, ao escrevê-lo, eu não ia conseguir executar ele naquele momento, porque eu, enquanto diretora cênica, ainda precisava percorrer um caminho”, afirma Ligia. 

“A Menina e o Fim” nasce inspirado em relatos documentados sobre a fuga das irmãs Lispector da Ucrânia para o Brasil, ainda em 1922, por causa da Guerra Civil Russa, tentando escapar dos ataques violentos, batizados com o termo russo pogrom, que visavam massacrar, subjugar e expulsar a população judia do território. Entre as inspirações para o espetáculo estão textos como “No Exílio”, de Elisa Lispector, bem como a poesia sul-mato-grossense de Emmanuel Marinho, autor de “Margem de Papel”.

Ao Correio do Estado, Ligia destacou os pilares fundamentais que tornaram a execução deste espetáculo não somente possível atualmente, como também urgente para os dias contemporâneos. 

Segundo a criadora, “A Menina e o Fim” exige dela enquanto diretora uma suavidade e escuta ampla, para que as dores da protagonista existam no palco livre de julgamentos, o que, ela afirma, precisa ser feito de forma muito delicada. 

BONECOS GIGANTES

Segundo a criadora, "A Menina e o Fim" exige dela enquanto diretora uma suavidade e escuta ampla, para que as dores da protagonista existam no palco livre de julgamentosFoto: Marcelo Henrique

Nessa montagem, o público acompanha a jornada de fuga de Maria, que é interpretada por Kiohara, após a personagem perder seu lar e até mesmo seus familiares. Os bonecos gigantes surgem justamente para dar vida ao universo fantasioso e imaginário que servirá também de sustentação para a menina.

“A Maria vem e prova que é possível, sim, esses dois mundos coexistirem, que podemos ver o mundo com cor sem perder a noção da realidade”, cita Kiohara.

Ligia Prieto lembra que à época que o texto nasceu não havia, de fato, parceiros e pessoas profissionais suficientes para enfrentar a batalha de trazer o espetáculo à vida.

“Eu precisava lidar com a criação de bonecos gigantes, com uma trilha autoral muito específica, com uma iluminação autoral muito delicada. Essa estrutura toda... Olhava ao meu redor e pensava quem eram os profissionais que poderiam alcançar esse lugar também de criação. Precisava de artistas resistentes, inspirados, que pudessem se entregar de fato à criação do projeto”, diz.

Ela faz questão de frisar a criatividade de todas as partes, o que exigiu da mente por trás da obra toda uma trajetória a ser percorrida tanto como pessoa quanto como artista.

Ligia ressalta que as políticas públicas de incentivo à arte e à cultura que existiram nos últimos quatro anos foram o fator predominante para que essa e outros de seus textos para teatro e cinema pudessem ser colocados em cena, já que a execução de “A Menina e o Fim” foi viabilizada pela Política Nacional Aldir Blanc (Pnab) do Ministério da Cultura (Minc).

“Acho muito importante dizer que consigo também executar esse projeto hoje, e não há quase 10 anos, porque nos últimos quatro anos eu tive políticas públicas para a cultura e para a arte. Porque quando eu chego na montagem, na criação coletiva, aí eu estou falando de um grupo de pessoas. Esse projeto tem 26 artistas envolvidos, que precisam ser pagos, dedicar o trabalho deles a um projeto específico e mergulhar fundo na criação, na delicadeza desse espetáculo”.

Nesse quesito, as cabeças de papietagem dos personagens do primeiro ato são trabalhos de Sarah Caires e Said Danilo, enquanto Rafael Mareco assina a execução das cabeças gigantes que aparecem no segundo ato.

“O maior desafio aqui é construir grandes bonecos que sejam leves, expressivos e componham a cena de forma conjunta”, avalia Mareco, sobre a criação dos elementos cênicos.

Como comentou Ligia, a trilha sonora de “A Menina e o Fim” tem direção musical assinada por Sofia Maciel, que a executará ao vivo durante os três dias de apresentação, ao lado do maestro Eduardo Martinelli.
Renomado maestro, Martinelli lembra que tem certo costume de fazer trilhas sonoras, com trabalhos em documentários, curta-metragens e demais produções, mas afirmou ao Correio B que a execução ao vivo é muito diferente. 

“Porque a gente tem uma sensação de, além de criar a música, estar atuando. E sempre existem as nuances do fazer ao vivo, isso é uma coisa que diferencia muito de quando fazemos uma criação musical, gravamos e encaixamos em uma cena de filme ou o que quer que seja”, diz.

Martinelli também rememora a experiência que teve em um monólogo como ator, em São Paulo, há cerca de duas décadas, reforçando que a experiência com Sofia está lhe trazendo muitas sensações boas. Algo distinto do que está acostumado a viver, o maestro classifica a atual vivência como muito rica. 

“É uma sensação diferente a cada ensaio, a cada preparação. Já havia feito uma vez um monólogo do [Franz] Kafka [‘A Metamorfose’], mas faz muito tempo, já deve ter uns 20 anos ou mais, então, reviver essa experiência é muito interessante. E o mais rico e desafiador é tudo sendo executado ao vivo. Era sozinho, agora em dupla também torna a coisa diferente, a comunhão de fazer e executar. Para mim, por mais que tenha muita experiência com a música, porque só faço isso na vida [brinca], não deixa de ser uma sensação e uma situação nova”, complementa.

Como bem completa Sofia a respeito da trilha sonora, “A Menina e o Fim” emprega uma série de diversos instrumentos e sonoridades, que acompanham principalmente as mudanças vividas por Maria e ajudam a caracterizar propriamente cada personagem.

“Estamos usando instrumentos acústicos, percussões, sons produzidos pelo próprio corpo e pequenos motivos musicais que reaparecem em diferentes momentos. Na canção de Maria, por exemplo, temos um arranjo mais melancólico e introspectivo, que vai crescendo aos poucos. Já no encontro com o Rato, a proposta foi criar outra atmosfera, com uma sonoridade mais próxima do blues, trazendo humor, movimento e uma mudança na energia do espetáculo”, adianta. 

“A MENINA E O FIM”

Segundo a criadora, "A Menina e o Fim" exige dela enquanto diretora uma suavidade e escuta ampla, para que as dores da protagonista existam no palco livre de julgamentosFoto: Marcelo Henrique

Sobre o espetáculo e sua mensagem, Ligia destaca que há uma necessidade urgente de se falar sobre infância, reforçando que esta etapa da vida é fortemente atravessada pelas escolhas tomadas na fase adulta. 

“Infelizmente ainda, no Brasil, a gente tem uma média de 64 crianças sendo abusadas por dia. Tivemos mais de um milhão de crianças ficando órfãs, perdendo parentes na pandemia. A gente ainda tem muitas sendo mortas na guerra. E como que a gente sustenta a imaginação de uma criança, a alegria e a construção sensível e poética da infância num país sem arte?”, questiona a diretora. 

Lançando luz sobre a importância da arte na infância, o espetáculo busca mostrar esse potencial da expressão artística como ferramenta para melhor elaborar as feridas, ressignificar situações e imaginar saídas para o que, muitas vezes, nas palavras da diretora, a gente entende ser o fim. 
“Enquanto escritora, poeta, era um texto que me atravessava, me atravessou muito”.

O espetáculo conta com produção de Zuri Oliveira e produção-executiva assinada por Jessica Santos, com Leonardo de Medeiros como assistente. A direção de arte e cenografia é feita por Rafael Mareco e assistência é de Fannyah, Kyane Bravo e Lethícia Rodrigues. 

Maria encontra em sua jornada alguns personagens icônicos, como a boneca Buzuza, interpretada por Lethícia Rodrigues, o Rato, vivido por Tero Queiroz, a Borboleta, interpretada por Sofepoar Minott, e a avó em tamanho gigante, vivida por Zyan Nalrad (Anna Burton).

Os figurinos de “A Menina e o Fim” são assinados por Zyan Nalrad. No processo de montagem, o espetáculo contou com preparação de elenco de Lívia Lopes e preparação de equilíbrio de Bibi Gonçalves. A iluminação é de Anderson Lima.

O elenco é composto por: Kiohara, Leonardo de Medeiros, Lethícia Rodrigues, Lívia Lopes, Sofepoar Minott, Tero Queiroz e Zyan Nalrad (Anna Burton). Alex Cavalheri assina a sonoplastia e a direção de som, enquanto Douglas Luiz aparece como diretor de palco. 

Por fim, Ligia revela ao Correio B um lado que há nas mensagens que tenta transmitir ao público, já que o cenário de fugas, perdas e perseguições se liga às realidades externas e internas do ser humano. Segundo Ligia, esse grupo de adultos, ao desenhar a trajetória dessa menina, foi percebendo as solidões que existem dentro de cada um. 

“Ao ver a história dessa menina que vai ficando sozinha, percebe a solidão que já causou em uma criança, a solidão dentro de si durante a infância, que nunca morre, essa perda constante que a gente sente, essa saudade que não sabe dar nome, que a gente sente dentro do peito. As perdas e o desejo de casa, de conforto, do amor, de amar e ser amado são sensações que atravessam toda a humanidade. Então, ali a gente torna esse espetáculo universal. É muito difícil fazer arte no País, ainda mais aqui em Mato Grosso do Sul. Então, quando a gente tem essa chance, parece que estamos vivendo um sonho”, conclui.

Com classificação livre, esse espetáculo, realizado na sede do Grupo Casa, terá interpretação em Língua brasileira de Sinais (Libras) feita pela Comunique Acessibilidade. A entrada é gratuita, mas é necessário reservar os ingressos na plataforma Sympla, em razão da capacidade do espaço.

Serviço: 

Espetáculo: “A Menina e o Fim”
Data: de hoje até sexta-feira.
Horário: às 20h. 
Local: Grupo Casa – Rua Visconde de Taunay, nº 306, Bairro Amambaí, Campo Grande.
Entrada: gratuita.

Ficha técnica

  • Direção e Dramaturgia – Ligia Tristão Prieto
  • Produção Executiva – Jessica Santos
  • Produção Geral – Grupo Casa Produções
  • Produção – Zuri Oliveira
  • Assistente de Produção – Leonardo de Medeiros
  • Direção de Arte e Cenografia – Rafael Mareco
  • Assistência de Arte – Fannyah, Kyane Bravo e Lethícia Rodrigues
  • Cabeças de Papietagem Personagens Ato I – Sarah Caires e Said Danilo
  • Cabeças Gigantes Personagens Ato II – Rafael Mareco
  • Figurino e Beleza – Zyan Nalrad
  • Direção Musical – Sofia Maciel
  • Composição Musical Autoral – Ligia Tristão Prieto, Sofia Maciel, José Maciel e Eduardo Martinelli
  • Trilha Sonora – Eduardo Martinelli e Sofia Maciel
  • Elenco – Kiohara, Leonardo de Medeiros, Lethícia Rodrigues, Lívia Lopes, Sofepoar Minott, Tero Queiroz e Zyan Nalrad (Anna Burton)
  • Preparação de Elenco – Lívia Lopes
  • Preparação de Equilíbrio – Bibi Gonçalves
  • Contrarregragem – Jessica Santos e Rafael Mareco
  • Sonoplastia e Direção de Som – Alex Cavalheri
  • Iluminação – Anderson Lima
  • Direção de Palco – Douglas Luiz
  • Interpretação em Libras – Comunique Acessibilidade
  • Assessoria de Imprensa – Mariana Castelar e Tero Queiroz
  • Assessoria de Comunicação – Hevo Mídia – Mario Oshiro e Paula Chermont
  • Social Media – Marcelo Henrique
  • Design Gráfico e Animação – Sudório

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