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Capa B+: Entrevista exclusiva com a atriz Alessandra Maestrini

Ela emociona como protagonista em "O Som e a Sílaba". Minissérie baseada em peça teatral já está disponível no streaming Disney+ e encanta público. "Todo progresso é bem-vindo desde que cultive-se o terreno em direção ao bem-estar de todos os envolvidos".

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Alessandra Maestrini (47 anos) é uma atriz memorável e sempre inesquecível em todos os personagens que interpreta. Atualmente ela comemora a receptividade da minissérie "O Som e a Sílaba", disponível no streaming Disney+ dando as boas vindas à Sarah Leighton, uma jovem no espectro autista com um talento musical extraordinário.

Inspirada na obra teatral homônima de Miguel Falabella, a produção explora a jornada de Sarah em busca de seu sonho de se tornar uma estrela de ópera, enquanto lida com os desafios de ser tratada como "diferente" e "esquisita" pela sociedade. "Miguel decidiu escrever "O Som e a Sílaba" quando chegou adiantado a uma aula com Mirna Rubim (que vive Leonor Delise na série; na época, era professora de canto de ambos) e encontrou-me cantando o início da "Ária dos Sinos" de "Lakmé"", explica.

Conhecida por seu trabalho versátil e por ser uma profissional multifacetada, Alessandra interpreta uma personagem complexa e inspiradora, que aprende a transformar suas "sílabas" em emoções através da música. Maestrini se destaca como uma artista de múltiplos talentos: é atriz, cantora, compositora, poeta, diretora, produtora, dramaturga e tradutora.

"Sempre me entendi como intérprete. Fosse escrevendo, cantando, dançando, atuando... a vontade de traduzir minha percepção do mundo é desde sempre. Acredito que essa vocação já tenha vindo comigo. Isso posto, sou filha de Dona Noêmia, cujas paredes da casa são cobertas de livros, o ar ressoa a músicas fabulosas, os passeios preveem descobertas artísticas e culturais e os diálogos convidam à expressão e à criatividade", define.

Com uma voz soprano absoluta e uma tessitura de quatro oitavas, ela se consagra como cantora e intérprete de grande alcance. No teatro musical, brilhou em produções renomadas como "Les Misérables", "Ópera do Malandro" e "Yentl em Concerto", espetáculo pelo qual também recebeu o Prêmio da Música Brasileira. Além de sua atuação marcante em comédias televisivas, como o papel da empregada Bozena em "Toma Lá Dá Cá", Maestrini é também a principal versionista para o inglês das músicas de Chico Buarque.

Na minissérie, a relação entre Sarah e sua professora de canto, Leonor Delise (interpretada por Mirna Rubim), é um dos pontos altos da série. A interação entre as duas personagens, inicialmente marcada por tensão, evolui para um vínculo profundo e transformador, refletindo os desafios e as recompensas do autoconhecimento e da aceitação. Ao mesmo tempo, Leonor precisa reconciliar-se com o passado e reencontrar sua própria humanidade.

Com direção de Miguel Falabella e um elenco de destaque, "O Som e a Sílaba" não apenas marca a estreia de uma série emocionante no Disney+, mas também reafirma Alessandra Maestrini como uma artista de múltiplos talentos.

Desde sua estreia no teatro, passando pela televisão e pelo cinema, Maestrini continua a surpreender o público com seu compromisso com a arte, agora trazendo à vida uma personagem que promete emocionar e inspirar espectadores de todas as idades. No dia 30 de outubro a atriz fará uma leitura de texto de Rubem Alves no Sesc Ribeirão Preto, pois dois de seus vídeos viralizaram na internet recitando Rubem Alves. 

Alessandra Maestrini é Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista exclusiva ao Caderno ela fala sobre carreira, estreia, trabalhos e inspirações. Confira: 

A atriz Alessandra Maestrini é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Carlo Locatelli - Diagramação Denis Felipe e Denise Neves

CE - Você poderia compartilhar um pouco sobre sua história de vida e como começou o seu contato com as artes? O que despertou em você a paixão pelo teatro e pela música?
AM -
 Sempre me entendi como intérprete. Fosse escrevendo, cantando, dançando, atuando... a vontade de traduzir minha percepção do mundo é desde sempre. Acredito que essa vocação já tenha vindo comigo. Isso posto, sou filha de Dona Noêmia, cujas paredes da casa são cobertas de livros, o ar ressoa a músicas fabulosas, os passeios preveem descobertas artísticas e culturais e os diálogos convidam à expressão e à criatividade.

CE - Você é uma artista multifacetada, atuando como atriz, cantora, compositora, diretora, entre outros. Como você consegue equilibrar todas essas diferentes expressões artísticas, e o que cada uma delas significa para você em termos de realização pessoal e profissional? Quais foram os momentos mais marcantes dessa trajetória que contribuíram para o seu desenvolvimento como artista?
AM - 
Mergulho sempre de cabeça no que estou fazendo. A mim me parece que cada expressão dessas é pilar estrutural e consequência das outras todas; está tudo sempre ali, em cada detalhe. Considero que a estreia profissional em cada linguagem: teatro, tv, cinema, canto, composição musical, versão, dança, direção, escrita, etc. seja um salto quântico por si, que também sopra brisa bem-vinda sob as asas de tudo o mais que me compõe.

CE - Falando sobre a minissérie "O Som e a Sílaba", o espetáculo foi um sucesso de bilheteria e agora no Disney + também atraindo grande público. Como foi o processo de preparação para interpretar Sarah Leighton, uma jovem no espectro autista com um talento musical extraordinário?
AM -
 Miguel decidiu escrever "O Som e a Sílaba" quando chegou adiantado a uma aula com Mirna Rubim (que vive Leonor Delise na série; na época, era professora de canto de ambos) e encontrou-me cantando o início da "Ária dos Sinos" de "Lakmé".

Saiu de lá inconformado que ninguém sabia que eu cantava ópera. Contou-nos que a obra teria como fio condutor a Música Clássica e trataria de dois temas importantes que ele andava estudando: o Autismo e a Síndrome de Savant. Li documentos sobre autismo, assisti a filmes, séries, documentários, conversei com profissionais e, especialmente, conversei muito com Júlia Balducci, jornalista, advogada e cineasta autista que faz o papel de Laura, a melhor amiga de Sarah na série. Tive também o apoio de Luisa Francesconi como preparadora vocal, Anderson Brenner como ensaiador e Carol McDavit como consultora estilística para a interpretação das árias de ópera.

 "O Som e a Sílada" - Foto: Priscila Prade

CE - A música é um elemento central na jornada de Sarah. Como você utilizou sua experiência como cantora e compositora para transmitir as emoções e nuances da personagem?
AM -
 Minha composição de Sarah, assim como a de todos os meus personagens, é estruturada e regida por um entendimento musical: tempo, ritmo, bossa, dinâmica, coloridos de tessitura, pausas, stacattos, legatos, crescendos, pianíssimos... nesta personagem, o divertido é que isso pode ser mais assumido: tudo em Sarah é música.

CE - Miguel Falabella, que dirigiu tanto a peça quanto a minissérie, é conhecido por seu estilo único de direção. Como foi a colaboração com ele durante esse projeto, especialmente na transição do teatro para a TV?
AM -
 Miguel, além de ter idealizado e escrito a peça e a série foi o Show Runner (diretor geral) da série. Ele sempre sabe muito bem o que quer e isso é o Santo Graal da Arte. Cininha de Paula e Juliana Vonlanten (diretoras da série) tinham um norte claro a ser seguido. Vê-se pelo resultado de uma linguagem tão profunda quanto acessível, tão emocionante quanto leve, tão poética quanto divertida; tão clássica quanto à frente de seu tempo, que é o que tanto se tem comentado sobre a série; ou seja: 100% Miguel Falabella.
 

Alessandra Maestrini - Foto: Carlo Locatelli

CE - Você já participou de produções teatrais icônicas como "Les Misérables" e "Ópera do Malandro". Como essas experiências moldaram sua visão sobre o teatro musical e quais lições você carrega dessas grandes produções?
AM -
 Um de meus aprendizados ao participar de grandes produções que tem décadas internacionais de sucesso foi o de respeitar a responsabilidade de cada função (diferente de produções menores, em que, boa parte das vezes, todo mundo faz um pouco de tudo). Paralelamente, aprendi que, mesmo com tanta gente com tantas responsabilidades especificamente delimitadas, a boa e velha revisão pessoal do que se vai precisar (figurinos, objetos de cena, trajetos... além, é claro, da memória dos textos, músicas, marcas, gestos e intenções) é altamente recomendável.
 

CE - Seu papel como Bozena na comédia televisiva "Toma Lá Dá Cá" é lembrado com muito carinho pelo público. Como foi transitar de personagens cômicos na TV para papéis mais dramáticos no teatro e no cinema?
AM -
 Uma das grandes graças para mim é justamente esta: surpreender. Até hoje me divirto com o espanto (no melhor dos sentidos) das pessoas ao se deparar com meu sotaque pessoal (que é o carioca), minha musicalidade e personagens absolutamente distintos, tanto da personagem icônica quanto de mim.

                                    A icônica Bozena de To Ma Lá Dá Cá - Divulgação TV Globo

CE - Por fim, ao longo da sua carreira, você conquistou reconhecimento em várias áreas da arte. Existe algum desafio ou área artística que você ainda não explorou, mas que gostaria de se aventurar no futuro?
AM - 
No momento, pouca gente conhece a minha escrita. Logo dou um jeito nisso.

CE - Prefere drama ou comédia?
AM -
 Comédia.

CE - Como vê esse crescimento do streaming no mundo?
AM - 
Todo progresso é bem-vindo desde que, paralelamente, cultive-se o terreno em direção ao bem-estar de todos os envolvidos.

CE - Você tem uma preferência por teatro, cinema ou TV?
AM -
 Teatro.

CE - Alguma referência e/ou inspiração?
AM -
 Barbra Streisand e Denise Stoklos.

CE - O que gosta de fazer nas horas que não está trabalhando
AM -
 Namorar.

Com o amigo e parceiros de palcos e trabalhos Miguel Falabella - Divulgação

bons hábitos & autodesenvolvimento

Aulas de teatro vão muito além da arte e contribuem para uma boa saúde

Da timidez à descoberta de novas habilidades, aulas de teatro trabalham comunicação, criatividade, expressão corporal, convivência e autoconfiança

21/09/2026 09h00

 O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos

O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos Divulgação

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Para algumas pessoas, fazer teatro começa com o desejo de subir ao palco. Para outras, nasce da curiosidade, da vontade de conhecer novas pessoas ou até da necessidade de enfrentar uma dificuldade.

Há quem procure as aulas para melhorar a comunicação, quem queira desenvolver a expressão corporal e quem simplesmente esteja em busca de uma atividade diferente.

O que acontece depois, porém, muitas vezes ultrapassa o objetivo inicial.

Durante uma aula de teatro, decorar e interpretar um texto são apenas algumas das etapas de um processo que envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação.

Aos poucos, o participante é colocado diante de situações que exigem presença, criatividade e disposição para experimentar – inclusive quando existe vergonha ou medo de errar.

É nesse processo que o teatro pode se tornar uma ferramenta que vai além da formação artística.

As habilidades trabalhadas em cena podem aparecer em situações cotidianas, como uma apresentação na escola ou na faculdade, uma entrevista de emprego, uma reunião de trabalho, uma conversa com desconhecidos ou simplesmente na maneira como alguém passa a perceber o corpo e a se relacionar com outras pessoas.

“Eu não acredito que todo mundo que faz teatro precisa querer ser ator”, afirma Daniel Smidt, diretor da Escola e Companhia de Teatro (Adote), que atua há 25 anos em Campo Grande.

Para ele, cada aluno pode encontrar na experiência uma transformação particular.

“Cada pessoa pode encontrar uma coisa diferente aqui. Pode ser a coragem para falar, a confiança para se posicionar, a capacidade de trabalhar em grupo, a criatividade ou simplesmente a liberdade de ser quem é”, afirma.

O PRIMEIRO APRENDIZADO

A comunicação é uma das primeiras habilidades que podem ser percebidas no trabalho teatral. No palco, não basta saber o que dizer: é preciso pensar em como aquilo será dito, compreender o espaço, perceber quem está ouvindo e utilizar voz, corpo e expressão para transmitir uma ideia.

Esse exercício pode ser levado para fora da sala de aula.

Falar diante de outras pessoas, sustentar uma opinião, apresentar um trabalho ou participar de uma conversa exigem, em diferentes níveis, algumas dessas mesmas ferramentas. O teatro permite que o aluno experimente essas situações em um ambiente de aprendizagem, no qual errar também faz parte do processo.

Daniel conhece essa transformação por experiência pessoal.

“Eu também já fui uma pessoa tímida. O teatro foi me dando ferramentas para me expressar, para me comunicar, para olhar para o outro e também para me enxergar de uma maneira diferente. Quando olho para quem eu sou hoje, percebo o quanto tudo aquilo que aprendi através da arte contribuiu para a minha vida”, reflete o diretor.

O CORPO FALA

Outro aspecto trabalhado no teatro é a expressão corporal. Antes mesmo de uma pessoa dizer qualquer palavra, sua postura, seus movimentos e sua maneira de ocupar um espaço podem transmitir informações.

Perceber isso ajuda o aluno a desenvolver consciência sobre o corpo. Em cena, ele precisa compreender como determinado movimento contribui para a construção de uma personagem ou para a comunicação de uma situação. Fora dela, essa percepção pode ajudar na forma como se posiciona e se expressa.

A estudante Charlie Budib, de 19 anos, chegou ao teatro justamente buscando enfrentar a timidez e se sentir mais segura para se expressar. A recomendação partiu de sua psicóloga e a identificação com as artes ajudou a transformar a sugestão em experiência.

“Eu buscava me abrir mais para as pessoas. Conseguir falar melhor em público, me desafiar, sair da zona de conforto. Me sentir mais segura em me expressar”, conta.

Depois das aulas, ela percebe mudanças inclusive em situações que não têm relação direta com o palco.

“O teatro mudou bastante o jeito que eu ajo. Eu me sinto muito mais tranquila sobre a minha expressão corporal no dia a dia. Coisas que antes eu não conseguiria dizer ou fazer agora são muito mais simples”, diz.
Para Charlie, a sala de aula também se tornou um espaço de segurança para experimentar.

“É um ambiente que eu me sinto acolhida. Eu posso acertar ou errar, mas no final, a gente sempre bate palmas um para o outro. Todo mundo está sempre evoluindo e se ajudando. É um lugar que eu posso realmente me soltar”, afirma.

A ARTE DO IMPROVISO

Quem nunca fez teatro pode imaginar que a atividade depende principalmente da memorização de textos. Mas a preparação de um ator envolve muito mais do que decorar falas.

Improvisações e jogos teatrais fazem parte do processo justamente porque colocam os participantes diante do inesperado. Uma proposta pode mudar no meio do exercício, uma cena pode tomar um caminho diferente do planejado e o aluno precisa encontrar uma maneira de continuar.

A habilidade de improvisar, nesse sentido, não significa simplesmente “inventar qualquer coisa”. Ela envolve atenção, escuta e capacidade de responder ao que está acontecendo naquele momento.

Essa experiência pode contribuir para que o participante lide melhor com situações nas quais não possui controle absoluto sobre o resultado.

Foi algo que Maysa Garcia encontrou nas aulas. Ela chegou ao teatro pensando na formação necessária para se tornar atriz e, posteriormente, seguir o caminho da dublagem. Procurava técnicas para trabalhar voz, postura e presença.

Mas acabou encontrando também uma forma de enfrentar inseguranças.

“Me deu mais confiança para viver o mundo como eu mesma, de realmente ocupar um espaço sem culpa”, relata. Para ela, o teatro ajudou a transformar uma orientação comum dentro das aulas – enfrentar uma cena mesmo quando existe medo – em uma postura que também pode ser aplicada à vida.

“O teatro nos ensina: se está com medo, vai com medo mesmo. Isso é para a cena, mas na nossa vida isso também se aplica”, pontua.

ABRAÇO ÀS DIFERENÇAS

O teatro também pode ser uma experiência de inclusão. Cada participante chega com características, habilidades e dificuldades únicas e a aprendizagem não acontece necessariamente no mesmo ritmo.

É o caso de Evelyn Machado, que tem deficiência intelectual e participa das atividades da Adote há alguns anos.

Ela conta que, no início, tinha dificuldades principalmente para memorizar, falar diante de outras pessoas e realizar atividades novas. O nervosismo e a vergonha também apareciam, mas não impediram sua permanência.

“No teatro eu encontrei um espaço onde eu posso fazer as coisas do meu jeito, aprender no meu tempo e também ser incentivada a tentar”, conta.

Ao longo desse período, Evelyn participou de apresentações, atividades e festivais. Também recebeu duas premiações em competições.

“Para mim foi uma felicidade muito grande, porque eu nunca imaginei que poderia subir em um palco, competir e ainda receber um prêmio”, relata.

A experiência, segundo ela, também contribuiu para a comunicação e a autoconfiança.

“O teatro me ajudou muito. Eu fiquei mais comunicativa, perdi um pouco da vergonha e passei a acreditar mais em mim. Cada vez que eu entro no palco é uma conquista”, pontua.

Para Evelyn, a deficiência não define o que ela é. “Eu tenho minhas dificuldades, assim como todo mundo tem as suas, só que algumas coisas para mim são mais difíceis e eu preciso de mais tempo ou de ajuda. Mas também tenho minhas capacidades e gosto muito quando as pessoas acreditam em mim e me dão oportunidade”, destaca.

EXPERIÊNCIA COMPARTILHADA

Se para alguns o teatro é uma descoberta individual, para Miriam Amada de Oliveira, de 54 anos, que faz teatro ao lado do marido, Sueiyoshi Altino de Lima, de 55 anos, a atividade também se tornou uma experiência compartilhada.

Os dois decidiram fazer o curso juntos. Sueiyoshi chegou interessado pela relação entre cinema e atuação.

Queria entender como funciona o processo de construção de um ator e descobriu, nas aulas, que interpretar vai muito além de decorar e repetir falas.

Miriam, por sua vez, carregava desde jovem a curiosidade de conhecer os bastidores e entender como uma pessoa se prepara para atuar.

Fazer o curso lado a lado acrescentou uma dimensão inesperada à experiência: conhecer melhor um ao outro.

“Então, o fato de fazer o teatro junto com minha esposa fez eu conhecer mais um lado dela que não está ali no cotidiano, no dia a dia. Eu consigo ver mais a pessoa, a parte mais criativa dela, outras partes que a gente não vê no dia a dia”, conta Sueiyoshi.

Miriam também percebeu mudanças na relação.

“Quando a gente tem as mesmas vontades, tudo fica melhor”, afirma. Segundo ela, os dois passaram a conversar sobre os exercícios, ensaiar em casa e discutir as atividades realizadas nas aulas.

Para ela, o teatro ampliou a admiração que já existia entre os dois. “Você começa a conhecer o outro lado dela [da pessoa]. Então foi muito bom a gente fazer juntos, porque assim como ele vê como eu interpreto, como eu faço os exercícios, ele também vê esse meu lado, eu vejo o lado dele”, relata.

felpuda

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para...Leia na coluna de hoje

Confira a Coluna Diálogo desta segunda-feira (21)

21/09/2026 00h01

Coluna Diálogo

Coluna Diálogo ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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JOHANN GOETHE - ESCRITOR ALEMÃO

"O que passou, passou. Mas o que passou luzindo, resplandecerá para sempre”

FELPUDA

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para anúncio da força-tarefa após o temporal, comentário geral era de que os vereadores presentes haviam “caído de paraquedas” por lá, na tentativa de mostrar o que não fazem na prática: discutir e elaborar um plano de trabalho de longo prazo, com o Executivo, no planejamento de projetos que evitem o caos a cada temporal que cai em Campo Grande. Não faltaram trocadilhos e piadinhas a respeito de mais um jogo de cena dos nobres edis. Dá licença, vai!...

Coluna Diálogo

Preocupante

Mais de 50% dos jornalistas no Brasil apresentam sintomas de depressão. O dado faz parte da pesquisa Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil, lançada durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso, no Senado.

Mais

A pesquisa contou com a participação de 257 jornalistas brasileiros, que responderam a um questionário on-line. Ainda de acordo com os dados, 47,8% dos entrevistados informaram sofrer com estresse e 47,9% têm insônia.

Coluna DiálogoNádia Bana Povh e Miguel Povh Filho, que hoje comemoram 63 anos de casamento (Bodas de Sândalo). Foto: Arquivo Pessoal
Coluna DiálogoMaisa Monseff. Foto: Arquivo Pessoal

Afinados

Caso sejam eleitos, o ex-governador Azambuja e o governador Riedel terão papel importante na escolha do futuro presidente da Assembleia Legislativa. O grupo político que reúne aliados de ambos e alimenta pretensões para comandar o Legislativo terá de estar muito bem afinado com os dois. Afinal, a palavra de quem ocupa posição de liderança costuma pesar, e muito, nesse tipo de escolha. Quem imaginar que basta contar votos e ignorar as articulações políticas poderá acabar descobrindo que a conta não fecha. Para ser ungido, será preciso mais do que vontade. Caso contrário, é apenas ilusão. A conferir!

Sonho meu...

O deputado federal Vander Loubet (PT) começou a fazer as contas dos votos que poderá receber na disputa por uma cadeira no Senado nas eleições deste ano. Depois de somar, multiplicar e tirar a “prova dos nove” de cada região de Mato Grosso do Sul, há quem diga que ele já começou a sonhar com a segunda vaga de senador. Se o seu cálculo estiver correto, quem estaria com a eleição ameaçada seria o Capitão Contar (PL), bolsonarista de carteirinha. Sei não...

Cara de pau

Que coincidência, hein?! Bastou o nome de Flávio Bolsonaro ganhar um pouco mais de fôlego nas pesquisas, para o Planalto descobrir que “há espaço fiscal” no caixa. O governo anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família e na maior cara de pau ainda informa que não tem nada a ver com o “calendário eleitoral”. Pode?

ANIVERSARIANTES

  • Ana Carolina Pires de Rezende Coutinho,
  • Geise Helena da Silva,
  • Renan Vera de Almeida,
  • Celina Colman de Oliveira,
  • Rafaela de Queiroz Rodrigues da Cunha Feitosa,
  • Luis Adriano Garcia Corrêa,
  • Efigenia Gavilan Franco,
  • João Henrique Souza Guerino,
  • Mateus Garcia Pires,
  • Maria Lice Fernandes Couto Citino,
  • José Valeriano de Souza Fontoura,
  • Maucir Pauletti,
  • Wanderlan Marques Dorneles Silveira,
  • Amanda Denise de Lima,
  • Wolmir Silva de Farias,
  • Ademir Koki Tibana,
  • Antonio Foletto,
  • Derly Ramão Lopes,
  • Osvaldo Francisco dos Santos,
  • Cristiane Gomes,
  • Eduardo Esgaib Campos,
  • Guilherme Ferreira Dutra Júnior,
  • Oilton Albres da Silva,
  • Yone Silveira de Mello,
  • Rafael Arnaldi,
  • Carolina Dalpasquale Gomes,
  • Valrícia Miranda de Oliveira Moraes,
  • Felix Sorgatto,
  • Laura Regine Silveira,
  • Alvaro Ramos do Amaral,
  • José Marcos Maksoud,
  • Dra. Paulinne de Souza Arruda,
  • Vera Lúcia Castelli,
  • Elton Soares Timoteo,
  • Agnaldo dos Santos Souza,
  • Manoel Ferreira Nery,
  • Augusto Martinho,
  • Othavio Fernandes Siqueira,
  • Dr. Francisco Wilson Rocha,
  • Vânia Aparecida dos Santos Mugartt,
  • Aline Rodrigues Zacarini,
  • Lúcia de Toledo Câmara Neder,
  • Lucy Kosurian Sayegh,
  • Francisca Galvão,
  • Walter Augusto Martinho,
  • Adair Aparecido de Freitas,
  • Aryovaldo Maria Bento,
  • Norman Gomes,
  • Zirley de Moraes Lima,
  • Cristovão Espíndola,
  • César Augusto Herwiny,
  • Doroteia Aparecida da Glória Terencio,
  • Joana Molina Rodrigues,
  • Liliane Paschoaletto Trindade,
  • Cleber Teixeira Mello,
  • Marco Aurélio Pallacio,
  • Ruggero Barbosa Ferraz,
  • Fernando João Rosa Serra,
  • Adair Garcia Anache,
  • Roberto Alexandre Ajul Rezende,
  • Leonardo Farias da Silva,
  • Josevaldo Cordeiro Manso,
  • Nelson Ribeiro Peres,
  • Otavio Adami Gomes,
  • Pierangelo Camillo,
  • Luiz Edmundo Ramos Freire,
  • Sandra Regina Motta,
  • Raul Vítor dos Santos,
  • Márcio Vieira Menezes,
  • Rodrigo Lima Arakaki,
  • Dra. Rosa Cristina Miranda Zimmermann,
  • Marcelo Ribeiro Vorus,
  • Rosângela Yule Queiroz,
  • Francisco Carlos Nogueira de Rezende,
  • Inácio Clacier Roeder,
  • Aldenir Lima da Silva,
  • Valdeir Marques dos Santos,
  • José Martins Coutinho,
  • Efigênia Espindola Gimenes,
  • Rosa Maria Iazer,
  • Ana Fátima Belalian Corrêa da Silva,
  • Orlando Teixeira,
  • Giulliano Lima da Cunha,
  • Isaac Rodrigues dos Santos,
  • Mohamad Akrama Eljaji,
  • Leandra Henriques Bunazar Abes,
  • Orivaldo Pereira,
  • Dielze Almeida Rosa,
  • Eliza Yule,
  • Flávio Casarim Moretti,
  • Ana Paula Dyszy,
  • Hermes Bocca Salineiro,
  • Carla de Fátima Monteiro Corrêa Machado,
  • José Orlando Marques Pedrosa,
  • Michael Luiz Menuci,
  • Jucli Teresinha Stefanello Peruzo,
  • Aislan Luis Massoni,
  • Juliano Folle,
  • Diego Gatti,
  • Roberto Carlos Zulato,
  • Valter Carlos Rossignollo Venditti,
  • Henrique Ribeiro Benatti,
  • Jaqueline Duarte Yusuf,
  • Valdir Matos Betonti.

COLABOROU TATYANE GAMEIRO *

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