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Capa B+: Entrevista exclusiva com a atriz Alessandra Maestrini

Ela emociona como protagonista em "O Som e a Sílaba". Minissérie baseada em peça teatral já está disponível no streaming Disney+ e encanta público. "Todo progresso é bem-vindo desde que cultive-se o terreno em direção ao bem-estar de todos os envolvidos".

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Alessandra Maestrini (47 anos) é uma atriz memorável e sempre inesquecível em todos os personagens que interpreta. Atualmente ela comemora a receptividade da minissérie "O Som e a Sílaba", disponível no streaming Disney+ dando as boas vindas à Sarah Leighton, uma jovem no espectro autista com um talento musical extraordinário.

Inspirada na obra teatral homônima de Miguel Falabella, a produção explora a jornada de Sarah em busca de seu sonho de se tornar uma estrela de ópera, enquanto lida com os desafios de ser tratada como "diferente" e "esquisita" pela sociedade. "Miguel decidiu escrever "O Som e a Sílaba" quando chegou adiantado a uma aula com Mirna Rubim (que vive Leonor Delise na série; na época, era professora de canto de ambos) e encontrou-me cantando o início da "Ária dos Sinos" de "Lakmé"", explica.

Conhecida por seu trabalho versátil e por ser uma profissional multifacetada, Alessandra interpreta uma personagem complexa e inspiradora, que aprende a transformar suas "sílabas" em emoções através da música. Maestrini se destaca como uma artista de múltiplos talentos: é atriz, cantora, compositora, poeta, diretora, produtora, dramaturga e tradutora.

"Sempre me entendi como intérprete. Fosse escrevendo, cantando, dançando, atuando... a vontade de traduzir minha percepção do mundo é desde sempre. Acredito que essa vocação já tenha vindo comigo. Isso posto, sou filha de Dona Noêmia, cujas paredes da casa são cobertas de livros, o ar ressoa a músicas fabulosas, os passeios preveem descobertas artísticas e culturais e os diálogos convidam à expressão e à criatividade", define.

Com uma voz soprano absoluta e uma tessitura de quatro oitavas, ela se consagra como cantora e intérprete de grande alcance. No teatro musical, brilhou em produções renomadas como "Les Misérables", "Ópera do Malandro" e "Yentl em Concerto", espetáculo pelo qual também recebeu o Prêmio da Música Brasileira. Além de sua atuação marcante em comédias televisivas, como o papel da empregada Bozena em "Toma Lá Dá Cá", Maestrini é também a principal versionista para o inglês das músicas de Chico Buarque.

Na minissérie, a relação entre Sarah e sua professora de canto, Leonor Delise (interpretada por Mirna Rubim), é um dos pontos altos da série. A interação entre as duas personagens, inicialmente marcada por tensão, evolui para um vínculo profundo e transformador, refletindo os desafios e as recompensas do autoconhecimento e da aceitação. Ao mesmo tempo, Leonor precisa reconciliar-se com o passado e reencontrar sua própria humanidade.

Com direção de Miguel Falabella e um elenco de destaque, "O Som e a Sílaba" não apenas marca a estreia de uma série emocionante no Disney+, mas também reafirma Alessandra Maestrini como uma artista de múltiplos talentos.

Desde sua estreia no teatro, passando pela televisão e pelo cinema, Maestrini continua a surpreender o público com seu compromisso com a arte, agora trazendo à vida uma personagem que promete emocionar e inspirar espectadores de todas as idades. No dia 30 de outubro a atriz fará uma leitura de texto de Rubem Alves no Sesc Ribeirão Preto, pois dois de seus vídeos viralizaram na internet recitando Rubem Alves. 

Alessandra Maestrini é Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista exclusiva ao Caderno ela fala sobre carreira, estreia, trabalhos e inspirações. Confira: 

A atriz Alessandra Maestrini é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Carlo Locatelli - Diagramação Denis Felipe e Denise Neves

CE - Você poderia compartilhar um pouco sobre sua história de vida e como começou o seu contato com as artes? O que despertou em você a paixão pelo teatro e pela música?
AM -
 Sempre me entendi como intérprete. Fosse escrevendo, cantando, dançando, atuando... a vontade de traduzir minha percepção do mundo é desde sempre. Acredito que essa vocação já tenha vindo comigo. Isso posto, sou filha de Dona Noêmia, cujas paredes da casa são cobertas de livros, o ar ressoa a músicas fabulosas, os passeios preveem descobertas artísticas e culturais e os diálogos convidam à expressão e à criatividade.

CE - Você é uma artista multifacetada, atuando como atriz, cantora, compositora, diretora, entre outros. Como você consegue equilibrar todas essas diferentes expressões artísticas, e o que cada uma delas significa para você em termos de realização pessoal e profissional? Quais foram os momentos mais marcantes dessa trajetória que contribuíram para o seu desenvolvimento como artista?
AM - 
Mergulho sempre de cabeça no que estou fazendo. A mim me parece que cada expressão dessas é pilar estrutural e consequência das outras todas; está tudo sempre ali, em cada detalhe. Considero que a estreia profissional em cada linguagem: teatro, tv, cinema, canto, composição musical, versão, dança, direção, escrita, etc. seja um salto quântico por si, que também sopra brisa bem-vinda sob as asas de tudo o mais que me compõe.

CE - Falando sobre a minissérie "O Som e a Sílaba", o espetáculo foi um sucesso de bilheteria e agora no Disney + também atraindo grande público. Como foi o processo de preparação para interpretar Sarah Leighton, uma jovem no espectro autista com um talento musical extraordinário?
AM -
 Miguel decidiu escrever "O Som e a Sílaba" quando chegou adiantado a uma aula com Mirna Rubim (que vive Leonor Delise na série; na época, era professora de canto de ambos) e encontrou-me cantando o início da "Ária dos Sinos" de "Lakmé".

Saiu de lá inconformado que ninguém sabia que eu cantava ópera. Contou-nos que a obra teria como fio condutor a Música Clássica e trataria de dois temas importantes que ele andava estudando: o Autismo e a Síndrome de Savant. Li documentos sobre autismo, assisti a filmes, séries, documentários, conversei com profissionais e, especialmente, conversei muito com Júlia Balducci, jornalista, advogada e cineasta autista que faz o papel de Laura, a melhor amiga de Sarah na série. Tive também o apoio de Luisa Francesconi como preparadora vocal, Anderson Brenner como ensaiador e Carol McDavit como consultora estilística para a interpretação das árias de ópera.

 "O Som e a Sílada" - Foto: Priscila Prade

CE - A música é um elemento central na jornada de Sarah. Como você utilizou sua experiência como cantora e compositora para transmitir as emoções e nuances da personagem?
AM -
 Minha composição de Sarah, assim como a de todos os meus personagens, é estruturada e regida por um entendimento musical: tempo, ritmo, bossa, dinâmica, coloridos de tessitura, pausas, stacattos, legatos, crescendos, pianíssimos... nesta personagem, o divertido é que isso pode ser mais assumido: tudo em Sarah é música.

CE - Miguel Falabella, que dirigiu tanto a peça quanto a minissérie, é conhecido por seu estilo único de direção. Como foi a colaboração com ele durante esse projeto, especialmente na transição do teatro para a TV?
AM -
 Miguel, além de ter idealizado e escrito a peça e a série foi o Show Runner (diretor geral) da série. Ele sempre sabe muito bem o que quer e isso é o Santo Graal da Arte. Cininha de Paula e Juliana Vonlanten (diretoras da série) tinham um norte claro a ser seguido. Vê-se pelo resultado de uma linguagem tão profunda quanto acessível, tão emocionante quanto leve, tão poética quanto divertida; tão clássica quanto à frente de seu tempo, que é o que tanto se tem comentado sobre a série; ou seja: 100% Miguel Falabella.
 

Alessandra Maestrini - Foto: Carlo Locatelli

CE - Você já participou de produções teatrais icônicas como "Les Misérables" e "Ópera do Malandro". Como essas experiências moldaram sua visão sobre o teatro musical e quais lições você carrega dessas grandes produções?
AM -
 Um de meus aprendizados ao participar de grandes produções que tem décadas internacionais de sucesso foi o de respeitar a responsabilidade de cada função (diferente de produções menores, em que, boa parte das vezes, todo mundo faz um pouco de tudo). Paralelamente, aprendi que, mesmo com tanta gente com tantas responsabilidades especificamente delimitadas, a boa e velha revisão pessoal do que se vai precisar (figurinos, objetos de cena, trajetos... além, é claro, da memória dos textos, músicas, marcas, gestos e intenções) é altamente recomendável.
 

CE - Seu papel como Bozena na comédia televisiva "Toma Lá Dá Cá" é lembrado com muito carinho pelo público. Como foi transitar de personagens cômicos na TV para papéis mais dramáticos no teatro e no cinema?
AM -
 Uma das grandes graças para mim é justamente esta: surpreender. Até hoje me divirto com o espanto (no melhor dos sentidos) das pessoas ao se deparar com meu sotaque pessoal (que é o carioca), minha musicalidade e personagens absolutamente distintos, tanto da personagem icônica quanto de mim.

                                    A icônica Bozena de To Ma Lá Dá Cá - Divulgação TV Globo

CE - Por fim, ao longo da sua carreira, você conquistou reconhecimento em várias áreas da arte. Existe algum desafio ou área artística que você ainda não explorou, mas que gostaria de se aventurar no futuro?
AM - 
No momento, pouca gente conhece a minha escrita. Logo dou um jeito nisso.

CE - Prefere drama ou comédia?
AM -
 Comédia.

CE - Como vê esse crescimento do streaming no mundo?
AM - 
Todo progresso é bem-vindo desde que, paralelamente, cultive-se o terreno em direção ao bem-estar de todos os envolvidos.

CE - Você tem uma preferência por teatro, cinema ou TV?
AM -
 Teatro.

CE - Alguma referência e/ou inspiração?
AM -
 Barbra Streisand e Denise Stoklos.

CE - O que gosta de fazer nas horas que não está trabalhando
AM -
 Namorar.

Com o amigo e parceiros de palcos e trabalhos Miguel Falabella - Divulgação

COMEMORAÇÃO 100 ANOS

Ex-alunas revivem memórias no centenário do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora

Celebração em Campo Grande reuniu antigas estudantes, professoras e integrantes da comunidade salesiana em uma tarde marcada por lembranças e reencontros

14/09/2026 08h30

Ex-alunas integrantes da União Maria Auxiliadora; à frente na imagem, a delegada da organização, irmã Othilia

Ex-alunas integrantes da União Maria Auxiliadora; à frente na imagem, a delegada da organização, irmã Othilia Mariana Piell/Correio do Estado

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Há lugares que deixam de ser apenas espaços físicos e passam a fazer parte da memória de quem passou por eles. No Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Campo Grande, essa relação atravessa gerações.

Este ano, quando a instituição completa 100 anos, antigas alunas voltaram à escola para rever colegas, professores e religiosas e compartilhar histórias que, décadas depois, continuam ligadas aos corredores, às salas de aula e às pessoas que fizeram parte de suas trajetórias.

A comemoração do centenário e do Dia das Ex-Alunas foi realizada no sábado, na própria escola, localizada na Rua Pedro Celestino. A programação reuniu integrantes de diferentes gerações da comunidade salesiana e teve como um dos principais elementos o reencontro entre mulheres que estudaram juntas há décadas.

Entre elas estava Anete Barbosa Martins, que viveu diferentes momentos da história do Auxiliadora: primeiro como aluna e, anos depois, como professora. Ela chegou à escola ainda criança, depois de insistir com o pai para estudar no chamado “colégio das irmãs”.

“Eu quero estudar no colégio de Maria”, lembra Anete sobre o que dizia ao pai. Na época, segundo ela, a escola ficava relativamente distante de sua casa, embora hoje a região seja considerada bastante próxima. Ela havia começado os estudos em outro colégio, mas o desejo de estudar no Auxiliadora permaneceu.

A mudança aconteceu quando estava no terceiro ano. Anete estudou na instituição até concluir sua formação e, posteriormente, voltou como professora. Entre 1980 e 1993, lecionou Português. A relação com a escola, portanto, não terminou com a saída da estudante, mas transformou-se em uma nova experiência profissional.

Mas foi principalmente a amizade construída durante os anos de estudo que permaneceu ao longo do tempo. Anete conta que sua turma de ginásio e magistério continua mantendo contato mais de cinco décadas depois.

O grupo enfrentou mudanças, casamentos, profissões diferentes, perdas e distâncias geográficas, mas continuou se encontrando. Algumas colegas seguiram carreira na Medicina, Odontologia, Geografia e Letras.

Outras permaneceram ligadas à educação. Uma delas se mudou para a Suécia e, em 2024, recebeu seis das antigas colegas para uma viagem pela Europa.

O encontro foi também uma maneira de recuperar os anos que haviam passado sem que todas se vissem. “Uma alegria quando a gente se encontra. Damos risada, contamos histórias”, relata Anete.

A viagem passou por Dinamarca, Noruega e Suécia. Na última etapa, o grupo reencontrou a colega que vivia no país europeu. Para Anete, a experiência mostrou que a distância não havia sido suficiente para romper o vínculo criado na juventude.

“Crescemos aqui juntas, nesse pátio”, resume.

DE ALUNA A PROFESSORA

As trajetórias profissionais das antigas colegas seguiram caminhos distintos, mas a amizade permaneceu como um ponto em comum. Anete conta que algumas chegaram a trabalhar na própria escola, enquanto outras construíram carreiras em diferentes áreas.

Ela teve uma trajetória marcada pela educação, embora não tenha imaginado inicialmente que esse seria o caminho. O magistério foi escolhido em uma época em que o casamento parecia ser o destino esperado para muitas mulheres.

A vida, porém, tomou outros rumos. Depois de se casar e ter filhos, Anete acabou retornando à sala de aula.

Quando começou a trabalhar como professora, encontrou uma escola diferente daquela em que havia estudado, mas reconheceu nela uma característica que considerava fundamental: a proximidade entre educadores e estudantes.

“Você não é professor só aqui. Entendeu? Você é amigo. Você aconselha”, afirma.

A experiência como mãe também ajudava na relação com as alunas e vice-versa. Segundo Anete, ela conseguia estabelecer uma troca entre o que vivenciava com a filha e as situações que as estudantes levavam para a escola.

“Eu ouvia as meninas e trazia como experiência. E ia de lá para cá, e a gente trocava”, relata.

Para ela, esse sentimento de pertencimento ajuda a explicar a força dos vínculos que permanecem entre as ex-alunas. O colégio, em sua lembrança, não era apenas um local para estudar, mas um ambiente de convivência e formação.

“É família”, resume.

DIFERENTES GERAÇÕES

Durante a celebração, a diretora do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, irmã Márcia, destacou justamente essa dimensão de continuidade. Na acolhida às ex-alunas, ela afirmou que a instituição chega aos 100 anos carregando as marcas deixadas por diferentes gerações.

“Muitas gerações que passaram por aqui, que fizeram história, deixaram suas marcas e certamente levaram muitas marcas para suas vidas, para os seus trabalhos, para as suas famílias”, disse.

A diretora também ressaltou o caráter salesiano da instituição e a participação das ex-alunas na construção dessa história. Para ela, o vínculo com a escola não termina quando o estudante deixa os bancos escolares.

“O carisma salesiano, ele não é só das irmãs, dos padres. Ele é de vocês também”, afirmou.

A tarde foi organizada como uma confraternização, mas também como uma oportunidade de recuperar a memória da instituição. Antigas estudantes que não se encontravam havia décadas voltaram ao espaço onde viveram parte da infância e da juventude.

O reencontro também foi marcado pela presença da União Maria Auxiliadora, grupo de ex-alunas que mantém atividades ligadas ao colégio e ações sociais em Campo Grande.

IRMANDADE

Durante a programação, a história da associação das ex-alunas também foi apresentada ao público pela delegada da organização, a irmã Othilia. A união teve origem no dia 19 de março de 1908, na casa das Filhas de Maria Auxiliadora, em Turim, na Itália, a partir da iniciativa de Dom Felipe Rinaldi e da irmã Catarina Riggi.

O movimento surgiu a partir da convivência das antigas estudantes e oratorianas e, desde os primeiros anos, passou a desenvolver ações de solidariedade. A associação cresceu e se espalhou por diferentes lugares, mantendo como princípios a formação e a solidariedade social.

Em Campo Grande, a história da organização passou por diferentes momentos. Segundo o relato apresentado durante a comemoração, a associação local teve períodos de maior e menor atividade, sendo fortemente marcada pela atuação de religiosas que acompanhavam as ex-alunas.

Uma dessas figuras foi a irmã Bartira Constança Gardês, lembrada pela irmã Othilia como uma presença importante para a manutenção do grupo durante anos. Sua morte, em 1994, representou uma ruptura para muitas das integrantes, principalmente pela relação de proximidade que havia construído com elas.

“Era aquela que era amiga, irmã, aquela que tinha tempo de escutá-las, acompanhar os seus problemas, a sua vida particular”, pontuou a irmã.

Depois de um período de dispersão, o grupo foi reorganizado. No dia 24 de março de 2001, após uma missa na capela do colégio, antigas integrantes da federação e novas participantes se reuniram para retomar a associação.

A atuação ganhou novamente um caráter social. As ex-alunas passaram a organizar ações voltadas a famílias em situação de vulnerabilidade, além de atividades em abrigos e creches.

CARISMA SALESIANO

Entre os relatos mais marcantes da tarde esteve o da irmã Maria Nilda Cavalcanti Rangel, ex-diretora e ex-aluna da instituição. Sua história com o Auxiliadora começou ainda na infância.

Ela entrou na escola entre os 7 anos e 8 anos de idade e permaneceu como interna durante boa parte de sua formação escolar.

Foi também dentro da escola que sentiu o chamado para se tornar serva do Senhor. No entanto, ao contar seu desejo à mãe no dia de sua formatura no oitavo ano, a viu ficar furiosa. Na tentativa de que a fizesse desistir da ideia, a mãe a mandou estudar fora, longe de qualquer contato com as freiras.

Ela foi, mas depois de concluir parte dos estudos fora de Campo Grande, Nilda decidiu retornar ao Auxiliadora com o objetivo de seguir a vida religiosa, convicta. O pai apoiou a decisão, mesmo diante da resistência inicial da mãe.

De volta à cidade, completou sua formação e posteriormente assumiu funções na educação. Para ela, a escola foi fundamental para a construção de sua trajetória.

“Eu sou fruto do carisma Salesiano. Eu sou fruto daquelas irmãs que trabalharam aqui no Auxiliadora com muito sacrifício”, afirmou.

A ex-aluna também relacionou sua formação às transformações políticas e administrativas de Mato Grosso do Sul. Ela participou de diferentes momentos ligados à criação do novo Estado e posteriormente permaneceu por 18 anos em atividades relacionadas à administração pública.

Ao recordar sua trajetória, destacou o papel de outras antigas estudantes que também ocuparam posições de destaque em diferentes áreas.

“Nós temos muitas ex-alunas expoentes nesses estados. Então, a gente deve louvar e agradecer a Deus por isso”, defendeu.

felpuda

Como acontece em toda eleição, esta também não foge à regra... Leia na coluna de hoje

Confira a Coluna Diálogo desta segunda-feira (14)

14/09/2026 00h01

Coluna Diálogo

Coluna Diálogo ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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Gamal Abdel Nasser - Político Egípcio

"Construir fábricas é fácil, fazer hospitais e escolas é possível, mas formar uma nação de homens é tarefa longa e árdua”

FELPUDA

Como acontece em toda eleição, esta também não foge à regra quando o assunto é traição política. Há exemplos para todos os gostos, numa demonstração de que fidelidade anda tão escassa que já deveria vir com receita médica. De um lado, alianças são celebradas com pompa; de outro, rompimentos surgem antes mesmo de a fotografia oficial amarelar. Na política, o problema é que a pedra costuma vir embrulhada em discurso de “coerência”. E, quando a eleição termina, muitos descobrem que amizade política tem prazo de validade. Até a próxima urna, é claro.

Coluna Diálogo

MAIOR

Os números dessa triste estatística explicam a importância do Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio que ganhou força em MS a partir de iniciativa da Assembleia Legislativa. Dados da Sejusp apontam 243 mortes por suicídio no Estado, de janeiro a agosto.

 MAIS

Outras sete pessoas tiraram a própria vida na primeira semana de setembro. Homens representam maioria dos casos, com 189 mortes, contra 54 mulheres. Até agosto, o número é o maior para o período desde 2016 e supera, inclusive, as 232 mortes registradas no trânsito.

Coluna DiálogoTheresa Hilcar e Carolina Freire de BArros. Foto: Arquivo Pessoal

 

Coluna DiálogoDra. Helena Rescaroli. Foto: Arquivo Pessoal

GANGORRA

Quanto mais se aproxima a reta final da campanha eleitoral, mais Mato Grosso do Sul parece viver verdadeira gangorra de números sobre o desempenho dos candidatos ao governo e ao Senado. Pesquisas aparecem em sequência, oferecendo porcentuais para todos os gostos e interpretações. Há números que alimentam a esperança de uma decisão já no primeiro turno. Outros, porém, mantêm acesa a expectativa de disputa em segundo turno. No meio político, a matemática eleitoral já virou assunto obrigatório das conversas.

EU OU ELE?

O deputado federal Vander Loubet (PT) e o ex-deputado Capitão Contar (PL) voltaram ao centro da disputa entre a esquerda e a direita conservadora em MS. Os dois são candidatos ao Senado, numa eleição que promete ser bastante acirrada. Por enquanto, o melhor é não arriscar prognósticos, dizem políticos mais antenados, pois muita água ainda vai passar debaixo da ponte.

ALÉM...

A batalha por um mandato nas eleições deste ano tem, para alguns candidatos, objetivo que vai além da cadeira que estará em disputa. O alvo, em certos casos, é o comando do Paço Municipal em 2029. A previsão entre políticos é de que a próxima sucessão em Campo Grande não tenha um nome naturalmente favorito. Com isso, a tendência é de disputa que promete. A chamada briga de foice já começa a ser desenhada nos bastidores. Quem viver, verá!

ANIVERSARIANTES

  • Dr. Sérgio Augusto Maksoud,
  • Dra. Isabella Barreto,
  • Sônia Aparecida Queiroz Meireles,
  • Mirian Comparin Correa,
  • Tiago Quintanilha Nogueira,
  • Armando Abdalla,
  • Rafael Barros Dos Santos Sinzato,
  • Cláudio Alves Afonso,
  • Laureane De Queiroz Schimidt,
  • Dr. João Argeu De Almeida E Silva,
  • Severino Vital Dos Santos,
  • Waldemir Leal Pael,
  • Evandro Cardoso Lourenço,
  • Pedro Luiz Da Silva,
  • Elziane Carvalho,
  • Ivo Antonio Armstrong,
  • Helena Calgaro De Oliveira,
  • Stéphanie Guedes Carvalho,
  • Luana Ferreira,
  • Kassio Rafael De Albuquerque,
  • Jorge Luiz Curado Siufi,
  • Alberto Luiz Sãoveso,
  • Altiva Costa Brum,
  • Jaime Elias Verruck,
  • Marly Arakaki,
  • Catherine Prappas,
  • Douglas Avedikian,
  • Tatiana Arguelho,
  • Obadias De Lana,
  • Everton Mello Romero,
  • Maria De Lourdes De Oliveira Gonçalves,
  • Emerson Edward Giacomini,
  • Maria Ines Domingues Castilho,
  • Noide Pache Farias,
  • Nilson De Barros,
  • Laura Denise Dias Alfonso,
  • Elpídio José Roque De Carvalho,
  • Dr. Luciano Dos Santos Mendes,
  • Carlos Alberto Sanematsu,
  • Luis Carlos Sanematsu,
  • Nilo Sérgio Laureano Leme,
  • Paula Rigo,
  • José Pinheiro Saraiva,
  • Lourdes Pereira,
  • João Roque Bozoli
  • Maria Fernanda (Fefê) Assis
  • Daros Dorileo,
  • Dr. Pedro Tutomu Hattori,
  • Dr. Eraldo Cerullo,
  • Amadeu Menna Gonçalves,
  • Setsuyo Tamai,
  • Darcy Ferreira De Mello,
  • Flávio Lechuga Capriata,
  • Rosângela Kabad,
  • Ruy Vaz De Oliveira,
  • Louirson Rogério Dos Santos,
  • Paulo Eduardo Limberger,
  • João Bosco Raineri Azevedo,
  • Moara Souto Vieira,
  • Cornélio Amarilha,
  • Laudelino Bezerra Da Silva,
  • Jovenilio Barbosa De Souza,
  • Adelina Cintra Pereira,
  • Itamar Godoy Rocha,
  • Nelson Francisco De Oliveira,
  • Ieda Lubas,
  • Cleidinaldo Dutra De Castro,
  • Agnaldo Pereira Da Costa,
  • Humberto Abdul Ahad,
  • Gabriel Souza Dos Santos,
  • Saldanha Lacerda Ramos,
  • Jaice Da Silva Oliveira Vicari,
  • Eduardo Grande Da Cunha,
  • Eraldo Anacleto Xavier De Almeida,
  • Grace Kelly Dos Santos,
  • Alice Pereira Tiago,
  • Marcel Assunção Barboza,
  • Valdir Miguel Hech,
  • Alexandre Chadid Warpechowski,
  • Cezária Mendes Forner,
  • Sônia Regina Mendes Dos Reis,
  • Admir Edi Corrêa Carvalho,
  • Marcelo Silva Alves Branco,
  • José Carlos Lopes Da Silva,
  • Alessandra Saltarelle Moreira,
  • Sônia Regina Alves Da Rocha,
  • Robson Simões De Almeida,
  • Ângela Mara Ferreira Dos Santos,
  • Eliana Martins Mariotti,
  • José Demétrio De Souza,
  • Eduardo Molinari,
  • Nidal Abdul,
  • Benoni Martins Carrijo,
  • Eduardo De Oliveira Cavalcanti,
  • João José Pedroso Lopes,
  • Elias Fraiha,
  • Dulcineri Aparecida Bosco Lamers,
  • Ivete Ota Miyasato,
  • Alexandre Cardoso Fernandes,
  • Elso Faria Pereira,
  • Alberto Pereira Bitencourt,
  • Fábio Julio De Souza,
  • Larissa Oliveira Da Silva,
  • Thiago De Araújo Garcia,
  • Patricia Stranieri,
  • Leandro Cara Artioli,
  • Ana Paula Barbosa Dos Santos,
  • Maria Eloir Macena Bezerra,
  • Maurício Sarto,
  • Adenam Kadri Júnior,
  • Thauana Coderitch De Matos.

 COLABOROU TATYANE GAMEIRO

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