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Capa B+: Entrevista exclusiva com o ator Murilo Sampaio, destaque na última temporada de DOM

"Na série DOM, o Colibri é um manipulador imprevisível, metade sombra e metade carisma"

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Com 32 anos de idade e festejando 10 de carreira, Murilo Sampaio é o grande vilão da terceira (e última) temporada da série "Dom", da Prime Video. Na trama, o ator dá vida ao traficante Colibri, que já fez aparição na segunda parte da produção.

Atualmente, seu trabalho pode ser visto na série "Depois da meia-noite", no Youtube, sob a direção do vencedor do Emmy Rogério Gomes e com texto de Lela Gomes. O projeto com temática LGBT estreou no dia 16 de abril e semanalmente tem novos episódios disponibilizados. E, por conta do sucesso, já há previsão para uma nova temporada.

"Suspense e imprevisibilidade. O personagem vem com a função dramatúrgica de acuar o Pedro Dom, de deter sobre ele certo domínio, coagi-lo a fazer coisas e usar de sua expertise em assaltos até a última gota. Agora, o modo como ele exerce esse poder é sempre uma caixa de surpresas. Ele é um manipulador imprevisível, metade sombra, metade carisma", explica.

No streaming, Murilo Sampaio está no elenco da aguardada novela "Guerreiros do Sol", do Globoplay. A produção sobre o cangaço, também com direção de Rogério Gomes, chegará na plataforma em 2025 como parte das comemorações dos 60 anos da Globo.

O artista ainda espera o lançamento da série "Vidas Bandidas", da Starplus, em que atua ao lado de Juliana Paes, Rodrigo Simas e Otávio Muller, além de ser protagonista das séries "Empurrando com a Barriga" e "Fim de Comédia", ambas sem previsão de estreia no CineBrasil TV.

No cinema, ele rodou os inéditos "Vilã das Nove", ao lado de nomes como Alice Wegman, "Oeste outra vez" e o pernambucano "A vida secreta dos meus três homens", de Letícia Simões, em que interpreta um contador que sonha em ser bailarino. Baiano, Murilo Sampaio acabou de fazer seu primeiro projeto em sua terra natal: o longa "O sino", de Isaac Donato, em que vive um pescador.  

Em seu currículo ele ainda tem o filme "Pacificado", em que atuou e fez seu primeiro trabalho como assistente de produção de elenco. Já na TV, o ator fez participação nas novelas "Malhação", "Orgulho e Paixão" e "Segundo Sol" e também na série "Justiça", todas na TV Globo.

Recentemente, esteve em "Todas a Flores", no Globoplay, e nas séries "Impuros", da StarPlus, e "Cidade Invisível", da Netflix. No teatro, fez algumas peças e integrou o Grupo Nós do Morro.

Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, o ator fala sobre carreira, escolhas e também do sucesso da série DOM que chega a sua última temporada pela PRIME VÍDEO.

O ator Murilo Sampaio é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Dela - Diagramação - Denis Felipe e Denise Neves

CE - Murilo, o público já teve um gostinho do Colibri na segunda temporada de "Dom". Agora, o seu personagem vem com muito destaque na nova fase da produção. O que podemos esperar dele dessa vez?
MS -
Suspense e imprevisibilidade. O personagem vem com a função dramatúrgica de acuar o Pedro Dom, de deter sobre ele certo domínio, coagi-lo a fazer coisas e usar de sua expertise em assaltos até a última gota. Agora, o modo como ele exerce esse poder é sempre uma caixa de surpresas. Ele é um manipulador imprevisível, metade sombra, metade carisma.

CE - Como é entrar no meio de uma série de grande sucesso e ganhar muito espaço com um novo personagem ?
MS -
É como entrar num carrossel onde o ritmo da rotação e a música que toca é desconhecida por você, mas você tem q saltar nele em movimento e dançar junto. Claramente não é fácil, a gente cobra o êxito de si próprio o tempo todo, sente que tem que aderir a esse corpo de baile no mesmo padrão dos que já estão para manter a mesma energia e retroalimentar as boas expectativas que o público tem com a série, rola uma autocobrança forte.

Penso que é uma responsabilidade grande pra qualquer artista entrar no meio ou na sequência de um projeto grande como este. Ao mesmo tempo que é um presente, agradecerei ao Breno Silveira eternamente por esse espaço.

CE - Murilo Sampaio é baiano, mas em "DOM" vive um traficante que domina a Rocinha, a maior favela do Rio onde a história se passa. Como foi trabalhar para chegar no sotaque carioca? E como foi construir um bandido violento de uma realidade bem distante da sua?
MS - 
A Rocinha é uma das comunidades do Rio de Janeiro que mais teve migração nordestina, muitos ali são nordestinos ou filhos e netos de nordestinos. Colibri não era diferente. A ideia na dramaturgia era de que, como alguns traficantes da época, a personagem fosse filho de migrantes ou fosse nordestino.

Só que sem delimitar necessariamente de onde. Não tive que aprender ou fazer um sotaque carioca. Também não me foi recomendado fazer um "baiano convicto". Acredito que o que saiu no Colibri é resultado de um hibridismo que habita em mim, um baiano que mora há 9 anos no Rio de Janeiro. Quem é carioca não me ouve como um local, por exemplo. Acho que essa mistura foi boa para o personagem, já que muitos moradores daquela comunidade também são atravessados por esta mistura regional.

CE - Atualmente, também podemos ver seu trabalho na série "Depois da meia-noite", no Youtube. O projeto tem direção do Rogério Gomes, famosos ex-diretor da Globo que já ganhou Emmy. Como você observa essa possibilidade que os artistas têm de poder mostrar seus trabalhos independentes na internet?
MS -
A internet está aí, é uma realidade. A possibilidade de produzir conteúdos e depositá-los em veículos de streaming gratuitos (como o YouTube) é a janela que muitos realizadores de audiovisual tem para poder ter seus trabalhos vistos. É a saída pra muita gente que não tem seus trabalhos aprovados por canais ou que simplesmente quer comunicar, quer ter sua arte vista.

Acredito que as webséries e demais conteúdos gratuitos em plataformas de internet já são uma realidade que veio pra ficar e contribuem com q pluralidade de narrativas, uma das tantas novas alternativas que o público tem para consumir arte além da tv aberta. Acho excelente qualquer modalidade que permita difusão de diversidade. A internet é isso.

Murilo Sampaio em DOM - Divulgação

CE -"Depois da meia-noite" tem temática LGBT. Como artista, como você analisa a possibilidade de levar assuntos atuais para o público?
MS -
Fundamental. Toda manifestação artística é uma forma de comunicação, a possibilidade de levar informação, reflexão, emancipação de horizontes e discussões sociais através de uma obra de arte pra mim é essencial, se torna, muitas vezes, uma questão de compromisso.

CE - Ainda hoje vemos muitos artistas (até já renomados) sonhando em fazer cinema e chegar ao streaming, mas Murilo Sampaio tem feito justamente o caminho contrário. Como você enxerga essa sua trajetória além da teledramaturgia? Sonha em fazer novelas na Tv aberta?
MS - 
 Eu comecei a trabalhar no cinema de autor, natural que fosse estabelecendo redes alí. Foi o cinema e as séries que me deram as primeiras oportunidades, desde as pequenas participações aos grandes personagens como Colibri e Glauber (Guerreiros do Sol). Não me furto em dizer que o que vocês chamam de "caminho contrário" foi meu fluxo natural porque é um espaço mais aberto a heterogeneidades.

Veja, eu sou um homem preto e nordestino, por muitos e muitos anos essa não foi a cara da televisão brasileira. É natural que tenha tido mais oportunidade em uma seara mais alternativa. Eu desejo fazer novelas na televisão aberta, acredito que preciso ter essa experiência profissional e esse contato direto e abrangente com o público em geral.

CE - Hoje, estamos vendo cada vez mais artistas nordestinos ganhando espaço no mercado artístico fora da sua região e sendo reconhecidos pela imprensa e pelo público.  O que você pode falar sobre isso? Acha que realmente está mais fácil para atores além do eixo Rio-SP chegar na indústria?
MS -
 É necessário. Por uma questão lógica o mercado necessitou ampliar o espectro das narrativas que se debruçava, tendo que contar outras histórias, com outros rostos e vozes, onde o Brasil se visse e se reconhecesse.

Naturalmente seguir falando com, sobre e para o sudeste não é mais suficiente para atrair audiência. Então mais espaço foi criado para o novo, que na verdade sempre esteve aí. Rio e São Paulo sempre estiveram cheio de artistas do Brasil todo buscando um lugar ao sol. Bom que agora estes artistas estão tendo mais oportunidades de trabalho e, por consequência, de reconhecimento dos seus êxitos. 

Não acredito que a afirmação mais apropriada seja dizer que está mais fácil. Ainda encontramos muitas e muitas barreiras para conseguir trabalhos ou conseguir personagens de destaque e protagonismos.

É difícil quando ainda há muito preconceito e resistências mercadológicas, como por exemplo, a tão cobrada exigência de seguidores. Fator impossível de superar quando se é um artista desconhecido do grande público, ainda que com performances de qualidade. Mas concluo que, sim, hoje temos mais oportunidades do que há 10 anos atrás, por exemplo.

Foto: Dela

CE - Murilo Sampaio está no elenco da aguardada novela "Guerreiros do Sol", que vai estrear em 2025 no Globoplay. Geralmente, atores de novela gostam de acompanhar o retorno de público para ir moldando seu trabalho. Como foi fazer esse projeto às escuras nesse sentido?
MS - 
Foi como fazer uma série. Nessa minha pequena trajetória fiz mais séries e filmes do que teatro e TV, de modo que não tive a experiência de ter retorno imediato do público, já que boa parte do que fiz levou muito tempo entre feitura e lançamento. É o processo natural em cinema e séries de streaming. Como ainda nunca fiz uma novela inteira, não sei dizer como é isso de sentir o público ao passo que estou trabalhando. 

CE - É muito autocrítico?
MS - 
Me assisto, entretanto, o faço mais por um dever para com a investigação e melhora do meu trabalho do que por um prazer. Não é confortável me ver. Me crítico a todo tempo. Enquanto respondo essa entrevista ainda não terminei de assistir o DOM, por exemplo, comecei ontem, dias após a estreia (risos).

CE - Que avaliação faz desses seus 10 anos de carreira? E como se vê daqui 10 anos?
MS -
 Uma escala de batimentos cardíacos de uma personagem hipertensa (risos). Altos, baixos, vontade de desistir, sonhos muito altos a ponto de seguir continuando, enfim, muita coisa. Mas no geral é positiva, consegui nos últimos anos fazer projetos incríveis, colocar meus quereres e reflexões em processos autorais com Marcus Curvelo, meu amigo e sócio de sonhos, trabalhei com referências em atuação, direção roteiro. Conheci gente incrível em função do meu trabalho. Enfim, o saldo segue sendo positivo.

CE - Quais os próximos projetos em que poderemos ver seu trabalho?
MS -
 Em breve filmo um curta sob a direção da atriz Camila Márdila e rodo a segunda temporada da série "Depois da Meia Noite", web série no Youtube de direção de Rogério Gomes. Ainda no segundo semestre estreará a série "Vidas Bandidas", no Star Plus, o filme "Vilã das Nove", de Teo Poppovic, nos cinemas e para o ano que vem os longas "A vida Secreta dos meus três homens" e "O sino", de Leticia Simões e Isaac Donato, respectivamente. Na Globo, irá ao ar a aguardada "Guerreiros do Sol", também de direção de Rogério Gomes, o Papinha, em homenagem aos 60 anos da emissora

 

bons hábitos & autodesenvolvimento

Aulas de teatro vão muito além da arte e contribuem para uma boa saúde

Da timidez à descoberta de novas habilidades, aulas de teatro trabalham comunicação, criatividade, expressão corporal, convivência e autoconfiança

21/09/2026 09h00

 O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos

O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos Divulgação

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Para algumas pessoas, fazer teatro começa com o desejo de subir ao palco. Para outras, nasce da curiosidade, da vontade de conhecer novas pessoas ou até da necessidade de enfrentar uma dificuldade.

Há quem procure as aulas para melhorar a comunicação, quem queira desenvolver a expressão corporal e quem simplesmente esteja em busca de uma atividade diferente.

O que acontece depois, porém, muitas vezes ultrapassa o objetivo inicial.

Durante uma aula de teatro, decorar e interpretar um texto são apenas algumas das etapas de um processo que envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação.

Aos poucos, o participante é colocado diante de situações que exigem presença, criatividade e disposição para experimentar – inclusive quando existe vergonha ou medo de errar.

É nesse processo que o teatro pode se tornar uma ferramenta que vai além da formação artística.

As habilidades trabalhadas em cena podem aparecer em situações cotidianas, como uma apresentação na escola ou na faculdade, uma entrevista de emprego, uma reunião de trabalho, uma conversa com desconhecidos ou simplesmente na maneira como alguém passa a perceber o corpo e a se relacionar com outras pessoas.

“Eu não acredito que todo mundo que faz teatro precisa querer ser ator”, afirma Daniel Smidt, diretor da Escola e Companhia de Teatro (Adote), que atua há 25 anos em Campo Grande.

Para ele, cada aluno pode encontrar na experiência uma transformação particular.

“Cada pessoa pode encontrar uma coisa diferente aqui. Pode ser a coragem para falar, a confiança para se posicionar, a capacidade de trabalhar em grupo, a criatividade ou simplesmente a liberdade de ser quem é”, afirma.

O PRIMEIRO APRENDIZADO

A comunicação é uma das primeiras habilidades que podem ser percebidas no trabalho teatral. No palco, não basta saber o que dizer: é preciso pensar em como aquilo será dito, compreender o espaço, perceber quem está ouvindo e utilizar voz, corpo e expressão para transmitir uma ideia.

Esse exercício pode ser levado para fora da sala de aula.

Falar diante de outras pessoas, sustentar uma opinião, apresentar um trabalho ou participar de uma conversa exigem, em diferentes níveis, algumas dessas mesmas ferramentas. O teatro permite que o aluno experimente essas situações em um ambiente de aprendizagem, no qual errar também faz parte do processo.

Daniel conhece essa transformação por experiência pessoal.

“Eu também já fui uma pessoa tímida. O teatro foi me dando ferramentas para me expressar, para me comunicar, para olhar para o outro e também para me enxergar de uma maneira diferente. Quando olho para quem eu sou hoje, percebo o quanto tudo aquilo que aprendi através da arte contribuiu para a minha vida”, reflete o diretor.

O CORPO FALA

Outro aspecto trabalhado no teatro é a expressão corporal. Antes mesmo de uma pessoa dizer qualquer palavra, sua postura, seus movimentos e sua maneira de ocupar um espaço podem transmitir informações.

Perceber isso ajuda o aluno a desenvolver consciência sobre o corpo. Em cena, ele precisa compreender como determinado movimento contribui para a construção de uma personagem ou para a comunicação de uma situação. Fora dela, essa percepção pode ajudar na forma como se posiciona e se expressa.

A estudante Charlie Budib, de 19 anos, chegou ao teatro justamente buscando enfrentar a timidez e se sentir mais segura para se expressar. A recomendação partiu de sua psicóloga e a identificação com as artes ajudou a transformar a sugestão em experiência.

“Eu buscava me abrir mais para as pessoas. Conseguir falar melhor em público, me desafiar, sair da zona de conforto. Me sentir mais segura em me expressar”, conta.

Depois das aulas, ela percebe mudanças inclusive em situações que não têm relação direta com o palco.

“O teatro mudou bastante o jeito que eu ajo. Eu me sinto muito mais tranquila sobre a minha expressão corporal no dia a dia. Coisas que antes eu não conseguiria dizer ou fazer agora são muito mais simples”, diz.
Para Charlie, a sala de aula também se tornou um espaço de segurança para experimentar.

“É um ambiente que eu me sinto acolhida. Eu posso acertar ou errar, mas no final, a gente sempre bate palmas um para o outro. Todo mundo está sempre evoluindo e se ajudando. É um lugar que eu posso realmente me soltar”, afirma.

A ARTE DO IMPROVISO

Quem nunca fez teatro pode imaginar que a atividade depende principalmente da memorização de textos. Mas a preparação de um ator envolve muito mais do que decorar falas.

Improvisações e jogos teatrais fazem parte do processo justamente porque colocam os participantes diante do inesperado. Uma proposta pode mudar no meio do exercício, uma cena pode tomar um caminho diferente do planejado e o aluno precisa encontrar uma maneira de continuar.

A habilidade de improvisar, nesse sentido, não significa simplesmente “inventar qualquer coisa”. Ela envolve atenção, escuta e capacidade de responder ao que está acontecendo naquele momento.

Essa experiência pode contribuir para que o participante lide melhor com situações nas quais não possui controle absoluto sobre o resultado.

Foi algo que Maysa Garcia encontrou nas aulas. Ela chegou ao teatro pensando na formação necessária para se tornar atriz e, posteriormente, seguir o caminho da dublagem. Procurava técnicas para trabalhar voz, postura e presença.

Mas acabou encontrando também uma forma de enfrentar inseguranças.

“Me deu mais confiança para viver o mundo como eu mesma, de realmente ocupar um espaço sem culpa”, relata. Para ela, o teatro ajudou a transformar uma orientação comum dentro das aulas – enfrentar uma cena mesmo quando existe medo – em uma postura que também pode ser aplicada à vida.

“O teatro nos ensina: se está com medo, vai com medo mesmo. Isso é para a cena, mas na nossa vida isso também se aplica”, pontua.

ABRAÇO ÀS DIFERENÇAS

O teatro também pode ser uma experiência de inclusão. Cada participante chega com características, habilidades e dificuldades únicas e a aprendizagem não acontece necessariamente no mesmo ritmo.

É o caso de Evelyn Machado, que tem deficiência intelectual e participa das atividades da Adote há alguns anos.

Ela conta que, no início, tinha dificuldades principalmente para memorizar, falar diante de outras pessoas e realizar atividades novas. O nervosismo e a vergonha também apareciam, mas não impediram sua permanência.

“No teatro eu encontrei um espaço onde eu posso fazer as coisas do meu jeito, aprender no meu tempo e também ser incentivada a tentar”, conta.

Ao longo desse período, Evelyn participou de apresentações, atividades e festivais. Também recebeu duas premiações em competições.

“Para mim foi uma felicidade muito grande, porque eu nunca imaginei que poderia subir em um palco, competir e ainda receber um prêmio”, relata.

A experiência, segundo ela, também contribuiu para a comunicação e a autoconfiança.

“O teatro me ajudou muito. Eu fiquei mais comunicativa, perdi um pouco da vergonha e passei a acreditar mais em mim. Cada vez que eu entro no palco é uma conquista”, pontua.

Para Evelyn, a deficiência não define o que ela é. “Eu tenho minhas dificuldades, assim como todo mundo tem as suas, só que algumas coisas para mim são mais difíceis e eu preciso de mais tempo ou de ajuda. Mas também tenho minhas capacidades e gosto muito quando as pessoas acreditam em mim e me dão oportunidade”, destaca.

EXPERIÊNCIA COMPARTILHADA

Se para alguns o teatro é uma descoberta individual, para Miriam Amada de Oliveira, de 54 anos, que faz teatro ao lado do marido, Sueiyoshi Altino de Lima, de 55 anos, a atividade também se tornou uma experiência compartilhada.

Os dois decidiram fazer o curso juntos. Sueiyoshi chegou interessado pela relação entre cinema e atuação.

Queria entender como funciona o processo de construção de um ator e descobriu, nas aulas, que interpretar vai muito além de decorar e repetir falas.

Miriam, por sua vez, carregava desde jovem a curiosidade de conhecer os bastidores e entender como uma pessoa se prepara para atuar.

Fazer o curso lado a lado acrescentou uma dimensão inesperada à experiência: conhecer melhor um ao outro.

“Então, o fato de fazer o teatro junto com minha esposa fez eu conhecer mais um lado dela que não está ali no cotidiano, no dia a dia. Eu consigo ver mais a pessoa, a parte mais criativa dela, outras partes que a gente não vê no dia a dia”, conta Sueiyoshi.

Miriam também percebeu mudanças na relação.

“Quando a gente tem as mesmas vontades, tudo fica melhor”, afirma. Segundo ela, os dois passaram a conversar sobre os exercícios, ensaiar em casa e discutir as atividades realizadas nas aulas.

Para ela, o teatro ampliou a admiração que já existia entre os dois. “Você começa a conhecer o outro lado dela [da pessoa]. Então foi muito bom a gente fazer juntos, porque assim como ele vê como eu interpreto, como eu faço os exercícios, ele também vê esse meu lado, eu vejo o lado dele”, relata.

felpuda

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para...Leia na coluna de hoje

Confira a Coluna Diálogo desta segunda-feira (21)

21/09/2026 00h01

Coluna Diálogo

Coluna Diálogo ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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JOHANN GOETHE - ESCRITOR ALEMÃO

"O que passou, passou. Mas o que passou luzindo, resplandecerá para sempre”

FELPUDA

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para anúncio da força-tarefa após o temporal, comentário geral era de que os vereadores presentes haviam “caído de paraquedas” por lá, na tentativa de mostrar o que não fazem na prática: discutir e elaborar um plano de trabalho de longo prazo, com o Executivo, no planejamento de projetos que evitem o caos a cada temporal que cai em Campo Grande. Não faltaram trocadilhos e piadinhas a respeito de mais um jogo de cena dos nobres edis. Dá licença, vai!...

Coluna Diálogo

Preocupante

Mais de 50% dos jornalistas no Brasil apresentam sintomas de depressão. O dado faz parte da pesquisa Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil, lançada durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso, no Senado.

Mais

A pesquisa contou com a participação de 257 jornalistas brasileiros, que responderam a um questionário on-line. Ainda de acordo com os dados, 47,8% dos entrevistados informaram sofrer com estresse e 47,9% têm insônia.

Coluna DiálogoNádia Bana Povh e Miguel Povh Filho, que hoje comemoram 63 anos de casamento (Bodas de Sândalo). Foto: Arquivo Pessoal
Coluna DiálogoMaisa Monseff. Foto: Arquivo Pessoal

Afinados

Caso sejam eleitos, o ex-governador Azambuja e o governador Riedel terão papel importante na escolha do futuro presidente da Assembleia Legislativa. O grupo político que reúne aliados de ambos e alimenta pretensões para comandar o Legislativo terá de estar muito bem afinado com os dois. Afinal, a palavra de quem ocupa posição de liderança costuma pesar, e muito, nesse tipo de escolha. Quem imaginar que basta contar votos e ignorar as articulações políticas poderá acabar descobrindo que a conta não fecha. Para ser ungido, será preciso mais do que vontade. Caso contrário, é apenas ilusão. A conferir!

Sonho meu...

O deputado federal Vander Loubet (PT) começou a fazer as contas dos votos que poderá receber na disputa por uma cadeira no Senado nas eleições deste ano. Depois de somar, multiplicar e tirar a “prova dos nove” de cada região de Mato Grosso do Sul, há quem diga que ele já começou a sonhar com a segunda vaga de senador. Se o seu cálculo estiver correto, quem estaria com a eleição ameaçada seria o Capitão Contar (PL), bolsonarista de carteirinha. Sei não...

Cara de pau

Que coincidência, hein?! Bastou o nome de Flávio Bolsonaro ganhar um pouco mais de fôlego nas pesquisas, para o Planalto descobrir que “há espaço fiscal” no caixa. O governo anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família e na maior cara de pau ainda informa que não tem nada a ver com o “calendário eleitoral”. Pode?

ANIVERSARIANTES

  • Ana Carolina Pires de Rezende Coutinho,
  • Geise Helena da Silva,
  • Renan Vera de Almeida,
  • Celina Colman de Oliveira,
  • Rafaela de Queiroz Rodrigues da Cunha Feitosa,
  • Luis Adriano Garcia Corrêa,
  • Efigenia Gavilan Franco,
  • João Henrique Souza Guerino,
  • Mateus Garcia Pires,
  • Maria Lice Fernandes Couto Citino,
  • José Valeriano de Souza Fontoura,
  • Maucir Pauletti,
  • Wanderlan Marques Dorneles Silveira,
  • Amanda Denise de Lima,
  • Wolmir Silva de Farias,
  • Ademir Koki Tibana,
  • Antonio Foletto,
  • Derly Ramão Lopes,
  • Osvaldo Francisco dos Santos,
  • Cristiane Gomes,
  • Eduardo Esgaib Campos,
  • Guilherme Ferreira Dutra Júnior,
  • Oilton Albres da Silva,
  • Yone Silveira de Mello,
  • Rafael Arnaldi,
  • Carolina Dalpasquale Gomes,
  • Valrícia Miranda de Oliveira Moraes,
  • Felix Sorgatto,
  • Laura Regine Silveira,
  • Alvaro Ramos do Amaral,
  • José Marcos Maksoud,
  • Dra. Paulinne de Souza Arruda,
  • Vera Lúcia Castelli,
  • Elton Soares Timoteo,
  • Agnaldo dos Santos Souza,
  • Manoel Ferreira Nery,
  • Augusto Martinho,
  • Othavio Fernandes Siqueira,
  • Dr. Francisco Wilson Rocha,
  • Vânia Aparecida dos Santos Mugartt,
  • Aline Rodrigues Zacarini,
  • Lúcia de Toledo Câmara Neder,
  • Lucy Kosurian Sayegh,
  • Francisca Galvão,
  • Walter Augusto Martinho,
  • Adair Aparecido de Freitas,
  • Aryovaldo Maria Bento,
  • Norman Gomes,
  • Zirley de Moraes Lima,
  • Cristovão Espíndola,
  • César Augusto Herwiny,
  • Doroteia Aparecida da Glória Terencio,
  • Joana Molina Rodrigues,
  • Liliane Paschoaletto Trindade,
  • Cleber Teixeira Mello,
  • Marco Aurélio Pallacio,
  • Ruggero Barbosa Ferraz,
  • Fernando João Rosa Serra,
  • Adair Garcia Anache,
  • Roberto Alexandre Ajul Rezende,
  • Leonardo Farias da Silva,
  • Josevaldo Cordeiro Manso,
  • Nelson Ribeiro Peres,
  • Otavio Adami Gomes,
  • Pierangelo Camillo,
  • Luiz Edmundo Ramos Freire,
  • Sandra Regina Motta,
  • Raul Vítor dos Santos,
  • Márcio Vieira Menezes,
  • Rodrigo Lima Arakaki,
  • Dra. Rosa Cristina Miranda Zimmermann,
  • Marcelo Ribeiro Vorus,
  • Rosângela Yule Queiroz,
  • Francisco Carlos Nogueira de Rezende,
  • Inácio Clacier Roeder,
  • Aldenir Lima da Silva,
  • Valdeir Marques dos Santos,
  • José Martins Coutinho,
  • Efigênia Espindola Gimenes,
  • Rosa Maria Iazer,
  • Ana Fátima Belalian Corrêa da Silva,
  • Orlando Teixeira,
  • Giulliano Lima da Cunha,
  • Isaac Rodrigues dos Santos,
  • Mohamad Akrama Eljaji,
  • Leandra Henriques Bunazar Abes,
  • Orivaldo Pereira,
  • Dielze Almeida Rosa,
  • Eliza Yule,
  • Flávio Casarim Moretti,
  • Ana Paula Dyszy,
  • Hermes Bocca Salineiro,
  • Carla de Fátima Monteiro Corrêa Machado,
  • José Orlando Marques Pedrosa,
  • Michael Luiz Menuci,
  • Jucli Teresinha Stefanello Peruzo,
  • Aislan Luis Massoni,
  • Juliano Folle,
  • Diego Gatti,
  • Roberto Carlos Zulato,
  • Valter Carlos Rossignollo Venditti,
  • Henrique Ribeiro Benatti,
  • Jaqueline Duarte Yusuf,
  • Valdir Matos Betonti.

COLABOROU TATYANE GAMEIRO *

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