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Capa B+: Entrevista exclusiva com uma das maiores atrizes de musicais do país Andrezza Massei

"A Kit vive muito o momento e, ao mesmo tempo, ela é muito leve, ela é muito resiliente". Ela está em cartaz no musical "Uma Linda Mulher" na capital paulista.

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Dos seus 45 anos de vida, mais de 20 vêm sendo dedicados ao teatro musical. Formada em Fisioterapia, Andrezza não chegou a exercer a profissão, pois foi levada pela onda de famosas produções da Broadway que ganhavam suas primeiras montagens brasileiras e se instalavam de vez em São Paulo na virada do milênio, período esse que se tornaria um divisor de águas para aqueles que, como ela, figuram hoje entre os principais nomes da história do gênero.

A atriz, que na adolescência se dividia entre o esporte, sendo inclusive jogadora federada no voleibol, e a música, cantando em eventos do colégio, integrando bandas, e se apresentando em restaurantes de garçons cantores, chega aos palcos em 2001, com “Les Misérables”, após descobrir um anúncio de jornal em busca do elenco; o que ela não imaginava é que a produção que marca sua estreia na “Broadway brasileira”, a consagraria melhor Atriz Coadjuvante  nos principais prêmios do gênero 16 anos depois, em uma segunda versão.

Estreante como ensemble no musical baseado na obra de Victor Hugo, emendou superproduções como “A Bela e a Fera” no papel de Dona Cômoda - nas duas montagens brasileiras -, o original “Cole Porter - Ele Nunca Disse que me Amava”, “Cats”, “Mamma Mia”, em um de seus papéis preferidos, a Dynamo Rosie, “Priscilla, a Rainha do Deserto” como Shirley, “A Madrinha Embriagada” como Dora Aviadora, “Mudança de Hábito” como Irmã Patrícia, “We Will Rock You” como Killer Queen, “Wicked” como cover de Madame Morrible, “Les Misérables” como a premiada Madame Thénardier, “A Pequena Sereia”, da Disney, onde foi convidada para viver Úrsula, “Sunset Boulevard” como alternante de Norma Desmond e, em seu último trabalho, pré pandemia, “Chaves - Um Tributo Musical”, como a famosa Dona Clotilde, também à convite dos produtores responsáveis, os mesmos que emendaram a proposta irrecusável de tê-la como Donna Lovett em “Sweeney Todd”.

Já fora dos palcos, entre um trabalho e outro, Andrezza ainda foi responsável pela preparação vocal de espetáculos como “Sweet Charity”, com Cláudia Raia, e produções como “Peter Pan - Todos Podemos Voar” (2007), da CIE Brasil (atual T4F), e “Aida” (2008), da Master Produções Artísticas e Culturais e Break a Leg! Produções e Eventos.

Essa semana ela estreou no musical "Uma Linda Mulher" em São Paulo como a personagem Kit De Luca que já é um grande sucesso. 

Capa do Correio B+ desta semana, ela fala com exclusividade sobre início de carreira, personagens e suas construções e claro, Uma Linda Mulher.

A atriz Andrezza Massei é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Rodrigo Negrini - Diagramação: Denis Felipe e Denise Neves

CE - O que veio primeiro na sua vida, a música, a dança ou a interpretação?
AM -
 O que veio primeiro na minha vida foi a música. Eu cantava quando adolescente em rodinhas de violão que evoluíram para bandas do colégio. Eu era bolsista do colégio 50% porque jogava Voleibol, era federada, e 50% porque eu cantava nas feiras de CIências e outros eventos.

Cantava de abrir a boca, nunca estudei. Minha vida profissional começou porque uma pessoa dessa banda, um pianista, me chamou para fazer piano e voz em bares e hotéis, comecei a fazer este tipo de trabalho, mas foi por pouco tempo porque logo entrei em um restaurante onde os garçons eram cantores, o Sammer Brothers, do mesmo dono do extinto Brooklyn. Era meio que fachada de garçom, mas a gente atendia também, só não pegava o serviço pesado. Neste caso o repertório que a gente cantava era de jazz, folk e blues. 

CE - Precisou mudar muitas coisas na sua vida e rotina quando escolheu viver de Arte?
AM -
 Eu precisei mudar muita coisa na minha vida quando comecei a viver de música, porque na época eu estava fazendo a faculdade de fisioterapia, até então, tinha sido tudo muito amador, na brincadeira, mas aí a coisa meio que ficou séria, com a fase do restaurante, de cantar a noite.

Eu precisei trancar a faculdade, fiz três anos e tranquei o quarto - que era o último de estágios - e depois de dois anos que eu voltei para terminar, então eu meio que fiz essa fase do restaurante e o começo dos ‘Les Misérables’ no ano de estágio, entrega de TCC, etc, então minha rotina era uma maluquice, eu entrava super cedo no primeiro estágio às 08h, saia 12h, entrava no segundo estágio as 14h, saia às 18h, e ia direto para o restaurante que começava às 20h30 e acaba às 02h.

Fiquei quase um ano assim e no final do ano surgiu o musical e sai de tudo. Acabou a faculdade, peguei o canudo da colação e fui direto pro ensaio do Les Mis. Foi a minha sorte se não não teria conseguido, teria que sair de um ou não entrar no outro, no caso.

CE - Você é conhecida especialmente por sua veia cômica, mas não se limita a isso, prova disso são seus últimos trabalhos. Como é pra você transitar por tantos tipos de personalidade?
AM - 
É muito gratificante, mas é muito assustador também, essa coisa de mudar completamente. O desafio é o que move a maioria de nós, artistas, mas ao mesmo tempo ele assusta, porque você não sabe se vai conseguir. Sair dessa coisa da ‘gordinha engraçada’, da Úrsula, e cair de cabeça numa Norma Desmond, que é absolutamente todo o oposto do que acostumei fazer, desde o corpo, até a voz, a intenção dramática, a idade, tudo.

Tudo era muito diferente do que estava acostumada, até mesmo a posição de alternância de uma grande atriz. É apaixonante. Por isso também aceito bastante papéis hoje em dia, pois penso o que vão me trazer de mudança na vida, de desafio.

É é legal também porque, em muitas ocasiões, essa mudança me faz descobrir coisas em mim que eu não sabia que tinha, então não deixa de ser uma forma de autoconhecimento, pois se você ficar só em um perfil, em um padrão, vai perder chances de testar, de descobrir novas facetas através da arte - que eu acredito.

Ao lado do colega de profissão Rodrigo Lombardi em "Sweeney Todd" - Foto: Divulgação

CE - Como é o seu processo de construção a cada novo trabalho?
AM -
 Já começo a procurar coisas sobre o universo do personagem, e nem falo só de texto. Tento escutar músicas da época, se for o caso de um personagem de época, no caso, quando o corpo é muito diferente tento focar minha alimentação, tipo de exercício para o próximo, condicionamento físico, se for um musical com algum tipo específico de voz, mais operístico ou mais beltada, eu tento fazer aulas, vejo muitos filmes, do assunto, até eu realmente pegar tudo do texto.

Eu gosto de ver bastante referências, não para copiar, mas até para ver o que eu não quero fazer, mas as melhores referências são sempre os livros, a época, e eu vou fundo nisso, é um processo legal de construção e desconstrução.

CE - Com mais de 20 grandes musicais no currículo, dá tempo de desapegar das personagens?
Como é esse processo?
AM -
 É sempre um luto quando eu acabo um personagem. Eu fico com a voz do personagem, o corpo do personagem durante um tempo, eu penso como o personagem, pareço maluca, mas a gente vive isso seis, sete vezes por semana, fora os ensaios, a preparação para tudo isso, então cada personagem é de uma forma muito especial. Dependendo do personagem, se eu tenho mais empatia, é mais difícil ainda…

O primeiro desapego mais difícil, em termos de musical, foi em “Les Misérables”, tive até febre. Mesmo sabendo que eu já estava no elenco de “A Bela e a Fera”, a gente sente como se despedisse de uma família, não só de um personagem. Você vê aquelas pessoas todo dia, você convive mais com o elenco e a produção do que com a sua família, certamente. Então dependendo do grupo e do que você vive no processo, é muito difícil dar tchau.

Com o tempo você aprende e não se apega tanto. Eu até tento não me apegar muito a tantos, mas é impossível. Hoje eu já começo um trabalho sabendo que ele vai acabar e consigo lidar melhor com isso, o tempo de luto é menor. Fica a lembrança, mas o luto fica um ou dois dias, o tempo de remoer é menor, vou me despedindo antes, começo a postar fotos e elas viram memórias…

Massei em A Pequena Sereia - Foto: Divulgação

CE - Como tem sido a experiência de ensaiar esse novo musical (Uma Linda Mulher)? O que acha que ele tem de especial?
AM - 
Todo novo musical, ele chega com uma série de desafios pra gente, desde a parte vocal, a parte de interpretação, parte física. Então, tá sendo uma descoberta de uma época que eu vivi na infância, mas que agora tá muito mais presente e a lembrança dessa época tá mais tona.

Então, tá sendo bem exaustivo, vamos dizer assim, porque a gente tem uma intensidade de ensaios muito grande, tanto vocalmente como fisicamente, é uma exaustão, mas é pro bem, faz parte do processo.

Eu acho que justamente essa questão da nostalgia, de fazer você lembrar da sua infância, da sua adolescência, dos bailinhos, da fase mais gostosa da tua adolescência, do conto de fadas, do primeiro namorado. Eu, particularmente, me lembro muito de ver esse filme na sessão da tarde e ficar sonhando com o príncipe, vamos dizer assim. Então, acho que essa é a parte mais legal desse musical.

CE - A trilha dele é bem apoiada no Rock, que é um gênero que você se identifica desde o inicio da carreira. Como tem sido esse "reencontro"?
AM - 
O rock sempre foi muito presente na minha vida. Eu comecei a minha carreira cantando rock in roll. E voltar pra isso, na verdade, acho que eu nunca saí, mas poder exercitar isso no palco, num espetáculo de teatro, é mais especial ainda. Eu nunca larguei, nunca larguei dessa questão do rock.

CE - Onde a Kit de Luca mais te desafia?
AM - 
Eu acho que justamente na questão de juntar a exigência vocal com a exigência física. Ela se movimenta bastante, é um personagem que se movimenta bastante, muito intenso, pula para lá, pula para cá e tem esse vigor bem característico do personagem que a gente criou. Então juntar isso com a voz, que é uma partitura bem dificinha, vamos dizer assim, bem complicada, eu acho que é o maior desafio.

Como Kit De Luca - Uma Linda Mulher - Foto: Pedro Dimitrow

CE - Sua personagem é mais explorada no musical do que  no filme. Considerando então que haja menos referências, como foi a construção dela?
AM -
 Então, realmente, eu preferi, a gente, eu, diretor, nós preferimos não focar nem na interpretação do filme, nem na do musical, e tirar aí um meio termo e criar algumas coisas. A gente teve essa liberdade. Uma coisa diferente do que foi, por exemplo, com o personagem da Vivian e do Edward, que já são muito icônicos.

Então, como a gente tinha essa liberdade de construção, acabou sendo mais gostoso ainda, porque eu pude trazer alguns elementos já da minha vida, dessa questão do rock, que tem a ver também com a parte do musical, com a Kit no musical. O Fred trouxe as referências dele mais cinematográficas. Então, eu acho que foi uma mistura de tudo com o toquinho brasileiro da Andresa.

Eu me basei bastante nas grups dos anos 80, aquelas meninas que ficavam atrás das bandas, meio que vivendo agrupadas com as bandas de rock, viajando para lá e para cá, que são bem vida louca, até inconsequentes, vamos dizer assim.

São pessoas que largam, às vezes, suas vidas para ir atrás de uma banda, por exemplo. Então, eu tentei transferir isso para essas características de viver o momento que a Kit tem. A Kit vive muito o momento e, ao mesmo tempo, ela é muito leve, ela é muito resiliente também. Apesar de toda a merda que acontece com ela, ela consegue dar a volta por cima e ela não liga tanto para isso ou até liga, mas ela passa por isso de uma forma bem leve e eu acho que é por aí.

CE - E dentre tantas personagens marcantes, tem alguma que foi mais difícil desapegar ou que deixou mais saudade?
AM -
 A primeira personagem que eu sofri por “deixar para trás” foi a Rose, do “Mamma Mia”, que foi um processo muito legal, que tive com a Kiara Sasso e a Rachel Ripani, ficamos muito próximas na época e eramos realmente irmãs, me lembro que quando acabou a última cena, da cama, da música ‘Chiquitita’, eu fiquei deitada no chão, não conseguia levantar pra voltar ao espetáculo e quem me levantou foi o Thiago Machado.

Cai num choro desesperado. A Kiara precisou tomar remédio pra conseguir cantar a última música. Até hoje a gente lembra e a gente sofre, não consigo escutar muito as músicas que fico meio mal.

                       Vencedora do Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Atriz em Musicais em 2022 - Foto: Divulgação

CE - Já passou por alguma mudança considerável ao longo da carreira, para poder criar uma personagem?
AM -
 Sim, e às vezes inicio os processos bem antes. No caso da Norma, de “Sunset Boulevard”, por exemplo, que veio logo depois da Úrsula, de “A Pequena Sereia”, foram seis meses, e implicou em mudança física, mudança de voz, mudança de comportamento e de perfil; eu era a gordinha engraçada e precisei me adaptar a um perfil mais frágil, mais franzino. Não foi necessariamente por causa do espetáculo que eu emagreci, mas eu enxergava a Norma assim, mais magra, então essa adaptação física também é muito importante, por isso, a cada processo de um musical para outro, avalio bastante a questão física, vocal, e tento ficar completamente imersa no universo desses personagens, pesquisando tudo que posso, de todas as referências possíveis, sejam físicas, mentais ou gestuais.

CE - Mesmo com tantos anos de carreira e trabalhos especiais, considera importante que o artista ainda se recicle de alguma forma?
AM -
 É absolutamente necessária essa reciclagem. Tanto pra você não carregar vícios para um próximo trabalho, quanto para a sua saúde mental, porque a gente sempre carrega um pouco do personagem com a gente, para o bem ou para o mal, então é bom fazer uma “limpeza”, eu gosto de começar, mesmo já tendo um outro trabalho, acho importante relaxar, fazer algum curso relacionado a arte, sobre interpretação, música, mas não necessariamente ao próximo personagem. Eu gosto de fazer essa transição esfriando a cabeça, e como não consigo viajar ou sair de férias por muito tempo, em função dos trabalhos quase sempre emendados, vou atrás de me divertir com algum lazer mais básico, para aí sim entrar no próximo universo.

CE - Sobre fãs: do seu primeiro grande musical, em 2001, pra cá, como enxerga a proximidade e conexão que hoje existe, e que é bastante diferente de quando começou neste mercado?
AM -
 Realmente é diferente, mas vejo positivamente. Primeiro que antigamente, há mais de 20 anos, a gente não tinha nem fã de musical, porque eram poucas as pessoas que curtiam, que curtiam os musicais de fora. Isso foi aumentando, foi crescendo, teve um boom de “Wicked” pra cá, com a abertura de sites, blogs, fóruns de discussões sobre o tema.

Claro que sempre há o risco de passarmos por algum tipo de desconforto, mas comigo nunca aconteceu, sempre fui muito bem tratada e querida pelos fãs. Acho que é muito positivo para a divulgação do nosso trabalho, é muito importante, muitos deles formam opinião, ainda mais com essa onda dos influenciadores digitais. Eu gosto muito de ter essa relação estreita, claro, com respeito entre as duas partes.

Sempre que posso atendo a todos, respondo tudo que me escrevem, mesmo que demore um pouco, e gosto desse papo. Tenho fãs desde os primeiros trabalhos, fãs que viraram alunos e tempos depois estão aí dividindo o palco com a gente, dando aula também, é um barato, meio que a gente acompanha a formação deles. Alguns são apenas fãs, outros seguem o caminho, e acho muito legal a gente poder influenciar vidas para o bem.

Andrezza Massei - Foto: Divulgação

CE - Em paralelo a vida de atriz você também mantém ativo o seu lado de arte-educadora. Como funciona?
AM -
 Eu sempre, desde que comecei nesse mundo, dou aula de canto, ministro cursos, e auxilío no aprimoramento para os musicais, através da preparação vocal, é um trabalho bem sério. Adoro dar aula, dar coaching, principalmente de atuação para canção, acho muito legal.

CE - Além dos palcos, você também pode ser ouvida em diversos trabalhos. Fale um pouco sobre esse seu outro lado.
AM -
 Faço dublagens de música e voz para filmes, vídeo games, além de jingles e publicidade. Recentemente dublei a Meryl Streep na nova temporada de “Only Murders in The Building”, uma atriz que eu admiro muito e que já tinha dublado em “O Retorno de Mary Poppins”, e claro, a Úrsula - uma personagem que já dublava em animações e tive a honra de dublar no live-action de “A Pequena Sereia”, originalmente com voz da Melissa McCarthy. Também me realizo muito neste trabalho.

CE - E com tanta diversidade, falta algo na sua carreira?
AM - 
Recentemente gravei uma participação na novela “A Infância de Romeu & Julieta”, do SBT, o que só me deixou com mais vontade de fazer televisão, mas também adoraria fazer filmes e seriados - atuando mesmo -, tenho loucura pra fazer, pois curto muito cinema. Apesar de ser uma outra linguagem, sei que seria um desafio incrível, e acho que está faltando isso na minha vida.

ECONOMIA CRIATIVA

Festival Internacional da Carne reúne música, gastronomia e diferentes experiências

Quarta edição do evento acontece de amanhã até domingo, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, com entrada gratuita e mais de 30 estações de carnes

24/09/2026 09h15

Churrasco é ponto de partida para outras experiências gastronômicas e culturais

Churrasco é ponto de partida para outras experiências gastronômicas e culturais Skilo Filmes

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A carne é a protagonista, mas não é a única atração do Festival Internacional da Carne. A quarta edição do evento começa amanhã e segue até domingo, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande, reunindo gastronomia, música, palestras, oficinas, economia criativa e atividades para diferentes públicos. A entrada é gratuita.

Ao longo dos três dias, a programação busca aproximar diferentes etapas ligadas à cadeia da carne, do produtor ao consumidor, além de transformar o churrasco em ponto de partida para outras experiências gastronômicas e culturais.

“Mais do que celebrar a carne, o Festival Internacional da Carne celebra toda a cadeia que existe por trás dela. Quando colocamos o produtor, a gastronomia, a indústria, o empreendedor e o consumidor no mesmo espaço, mostramos a dimensão e a força da nossa atividade”, afirma Guilherme Bumlai, presidente da Acrissul.

Segundo ele, a quarta edição representa uma nova etapa do festival, que passou a incorporar ao evento não apenas a valorização da produção de carne de Mato Grosso do Sul, mas também experiências, relacionamento e promoção da pecuária.

CARNE EM DESTAQUE

No centro da programação está a gastronomia. Mais de 30 estações estarão distribuídas pelo festival para que o público possa experimentar diferentes preparações com carne, com opções a preços considerados acessíveis pela organização e uma variedade criada especialmente para o evento.

A proposta é de apresentar diferentes possibilidades de preparo e consumo da carne, ampliando a experiência para além do tradicional churrasco. O festival também terá o restaurante Entre Brasas e Taças, assinado pela 067 Vinhos, que apresenta o evento.

Neste ano, o festival terá ainda, pela primeira vez, uma marca de carne oficial. A escolhida foi a Boibras. Outra novidade é o Tempero do Tonho, responsável pelo sal utilizado nas estações do evento.

“Teremos, pela primeira vez, a carne oficial do festival, que é a Boibras, além do sal que tempera todas as estações, do Tempero do Tonho”, explica Márcia Marinho, idealizadora do festival.

A programação gastronômica também se estende ao Boteco do Bada, que funcionará durante os três dias e terá atendimento até mais tarde, ampliando as possibilidades de alimentação e convivência no espaço.

ACOMPANHAMENTOS EM EVIDÊNCIA

A programação do Senac-MS coloca os acompanhamentos no centro de uma série de oficinas gastronômicas. A ideia é mostrar que a experiência do churrasco não depende apenas da carne e pode ser construída a partir de molhos, conservas, vegetais, farofas, pães e outros ingredientes.

As atividades foram organizadas em três eixos. O primeiro, Brasa sem Brasa, apresenta preparações que fazem referência ao universo do churrasco sem necessariamente utilizar uma churrasqueira.

O segundo, Sabores de MS, valoriza ingredientes encontrados na culinária regional, como mandioca, milho, bocaiuva, baru, pequi, mel, pimentas e queijos.

Já o terceiro, Churrasco 2.0, aposta em combinações contemporâneas, com receitas de molhos, manteigas, conservas e picles para acompanhar diferentes cortes e preparações.

Entre as receitas previstas estão um pão de alho inspirado no korean garlic bread, manteigas de baru e bocaiuva, risoto de costela com banana-da-terra, além de picles, maioneses, purês, preparações à base de milho e mandioca, geleias, chutneys e sobremesas feitas com frutas assadas.

Algumas oficinas terão participação direta do público. A programação inclui atividades em que os visitantes poderão montar a própria farofa e preparar molhos para churrasco. O encerramento será marcado por uma oficina-show dedicada ao tradicional risoni de comitiva.

PALESTRAS

Além das oficinas, o festival terá palestras voltadas a temas relacionados ao trabalho com carne e ao funcionamento do setor.

Amanhã, às 15h, será realizada a palestra Ao Ponto, direcionada principalmente a assadores e participantes do festival. O encontro aborda questões como entrega dos pratos, atendimento ao cliente, postura profissional e gestão de equipe.

No sábado, também às 15h, será a vez da palestra A Influência da Tecnologia na Produção de Carne Bovina, que coloca em discussão a relação entre inovação e produção pecuária.

O Senar-MS também estará presente, com um estande destinado à divulgação dos cursos oferecidos pela instituição. A participação amplia a presença de atividades de formação dentro do festival, aproximando o público das possibilidades de capacitação relacionadas ao meio rural.

MÚSICA

A programação musical contará com artistas e bandas de Mato Grosso do Sul e terá oito apresentações ao longo do festival.

Amanhã, dia de abertura, o palco recebe Os Cara da Kombi e Fred e Victor.

No sábado, a programação musical reúne Sambapop, Banda Seven, Naip e Chicão Castro e banda, com apresentações ao longo do dia e da noite.

Já no domingo, último dia do festival, sobem ao palco Zé do Pantanal e Renato Pacheco.

DEMAIS ATRAÇÕES

Entre as atrações voltadas às famílias está a Fazendinha, espaço destinado às crianças com animais de pequeno porte e brinquedos.

A proposta é de oferecer uma alternativa de entretenimento para o público infantil enquanto os adultos acompanham as atividades gastronômicas, musicais e educativas do festival.

A programação também inclui espaços de economia criativa. Neste ano, dois estandes serão montados por meio de uma parceria com o Sebrae-MS e com a produtora Luanna Peralta, reunindo iniciativas e produtos ligados ao segmento.

Churrasco é ponto de partida para outras experiências gastronômicas e culturaisProgramação do festival busca aproximar diferentes etapas ligadas à cadeia da carne, do produtor ao consumidor - Foto: Skilo Filmes

O público também poderá encontrar serviços que extrapolam a programação cultural e gastronômica.

Um deles será oferecido pela Carreta da Energisa, que integra o projeto Nossa Energia, unidade móvel do Programa de Eficiência Energética da concessionária, regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A carreta percorre municípios de Mato Grosso do Sul com ações voltadas à orientação sobre o uso seguro e consciente da eletricidade. Durante o festival, a estrutura fará parte da programação disponível aos visitantes.

>> SERVIÇO

Festival Internacional da Carne 2026

Data: de amanhã até domingo.
Local: Parque de Exposições Laucídio Coelho, na R. Américo Carlos da Costa, nº 320.
Entrada: gratuita.

Diálogo

Está pegando fogo em certo setor dos bastidores do poder... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (24)

24/09/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Caio Fernando Abreu - Escritor brasileiro

"Nada em mim foi covarde, nem mesmo as desistências: desistir, ainda que não pareça, foi meu grande gesto de coragem”.

FELPUDA

Está pegando fogo em certo setor dos bastidores do poder. Uma bomba-relógio ronda os corredores, pois está circulando um vídeo – bem fora, digamos, do protocolo republicano – envolvendo figurão da alta cúpula e profissional do ramo mais antigo do mundo. Segundo a rádio-corredor, se as imagens vazarem, o que não está nada bonito vai virar escândalo e ainda pode puxar o fio de uma meada bem mais grossa, e põe grossa nisso, e que nem os mais cínicos e reles mortais imaginavam. Pipoca na mão, que o filme promete...

Calote

A eleição está batendo na porta, mas até agora têm candidatos que não estão conseguindo quitar suas dívidas com os cabos eleitorais. Há quem afirme que “isso vai dar ruim”.

Mais

Muito porque as pessoas vítimas do calote estariam dispostas que só a fazer barulho daqueles. E protestar na frente dos comitês dos candidatos, agora, na reta final da campanha eleitoral. Afe!

DiálogoFoto: Divulgação/Senac

A partir de amanhã (25) até o dia 27, acontecerá em Campo Grande o Festival Internacional da Carne – Do Pasto ao Prato, considerado o maior evento de churrasco de Mato Grosso do Sul. A carreta-escola de Gastronomia do Senac MS participará com 19 oficinas que exploram novas combinações para o churrasco, técnicas profissionais e sabores. A programação foi construída a partir de três eixos: “Brasa sem Brasa”, com preparações relacionadas ao universo do churrasco sem o uso de churrasqueira; “Sabores de MS”, que valoriza ingredientes como mandioca, milho, bocaiuva, baru, mel, pimentas e queijos; e “Churrasco 2.0”, dedicado a acompanhamentos contemporâneos, molhos, conservas, picles e combinações menos convencionais. O festival acontecerá no Parque de Exposições Laucídio Coelho, na sexta-feira de 18h às 23h; no sábado de 11h às 23h e no domingo de 11h às 17h.

DiálogoDra. Lizabel Gemperli, Eloisa Caiado e Marina Bandeira - Foto: Arquivo pessoal

 

DiálogoDra. Maria Eduarda Lorensini - Foto: Arquivo pessoal

Elas

Certas lideranças políticas estão até apostando que Mato Grosso do Sul poderá eleger quase a metade da bancada federal só de mulheres. Dentro do atual cenário, opinião é de que as que mais se destacam são Rose Modesto, Mara Caseiro e Camila Jara. A bancada federal é formada por oito deputados. Assim sendo...

Sinal amarelo

A indústria brasileira não teve nada para comemorar em agosto. O índice da Confederação Nacional da Indústria, que acompanha o desempenho do setor, ficou em 46,3 pontos, 4,7 pontos abaixo do registrado em julho. O resultado merece atenção porque foi o pior para esse mês desde 2015, quando o indicador marcou 42,7 pontos, em meio à crise econômica daquele período. O desempenho, portanto, acendeu mais uma luz amarela para o setor.

Em alta

Se a indústria teve motivo para ficar preocupada, a produção agrícola brasileira seguiu em direção oposta. Em 2025, o valor da produção agrícola chegou a R$ 927,2 bilhões, o maior da série histórica do IBGE. O resultado representa crescimento nominal de 18,4% em relação ao ano anterior. A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas também bateu recorde, alcançando 345,4 milhões de toneladas. Foram 53,4 milhões a mais que em 2024. No campo, portanto, os números continuam dando motivos para comemoração.

ANIVERSARIANTES 

  • Mariucha Segatto Chadid Marins, 
  • Luiz Cláudio Alves Pereira (Bito),
  • Sidney Maria Volpe,
  • Carlos Gilberto Recalde,
  • Thaís Pontes Álvares,
  • Hilda Fabiano Santos Assenção,
  • Francisco Pereira Barbosa,
  • Lidelmira Sampaio Mendonça,
  • Dr. Mário Carlos Martins,
  • Michael Andréas Manns,
  • Rubens Pozzi Barbirato Barbosa,
  • Marlene Santana da Silva,
  • Sani Nacagami,
  • Raquel Abrão,
  • José Armando Matos de Araujo,
  • Constantino Gangas Surita,
  • Hérico Acosta de Freitas,
  • Carol Jordão,
  • Vilson de Oliveira Canofe,
  • Suzuko Watanabe Yamazaki,
  • Pascoalina Jacomel Fancelli,
  • Cristina Tibana,
  • Hesio José da Silva,
  • Azir Pedra Tognini,
  • Anderson Lucio da Silva Gri,
  • Djair José de Queiroz,
  • Zilá Maria Azevedo Pegolo,
  • Paulo Roberto Oliva,
  • Aparecido Alves de Souza,
  • Márcio Araújo de Oliveira,
  • Wandeclei de Lourdes Dias,
  • André Ribeiro Corrêa,
  • Cleidson de Lima Silva,
  • Maria Auxiliadora Corrêa Jacob,
  • Sueli de Freitas Santos,
  • Marina Marques,
  • Izabel Galvanin Guidio Fares,
  • Jorge Fernandes Lemes,
  • Letícia Maria Cardoso Coppola,
  • Araê Booch,
  • José Carlos Gomide,
  • Luiz Itamar Castoldi,
  • Rogério Cabral de Menezes,
  • Luiz Rondon Pontes,
  • Valdir Edson Nasser,
  • Jovina Braga Ferreira,
  • Dr. Celso Baptista Tabosa, 
  • Vamprê Ferreira de Souza, 
  • Eduardo Soares da Silva,
  • João Zacarias de Carvalho Corrêa,
  • Amilcar de Paula,
  • Davidson Figliolino,
  • Gabriel Vieira Daige,
  • Maria de Lurdes Medeiros,
  • Edvaldo Rodrigues Pereira,
  • Dr. Dari Werneck da Costa,
  • Maria Eva Souza França,
  • Deolinda do Nascimento Mello,
  • Jurema de Oliveira Artigas,
  • Maria Antonieta dos Anjos,
  • Rosana Oshiro,
  • Marcus Vinicius Seabra,
  • Priscila Teixeira Nunes,
  • Mara Lúcia Geriddi,
  • Enir Pereira Barbosa,
  • Érica Galeano de Arruda,
  • Geraldo Majella Pinheiro,
  • Paulo Uchoa Ribeiro Filho,
  • Edmilson da Silva,
  • Renato Pacheco Swerts,
  • Dr. Eduardo Antonio Ayub,
  • Geraldo Angelo Paschoaletto,
  • Flávia de Miranda Viduani,
  • Helena Sakuran,
  • Luzia Pessoa da Silva Van Der Lan,
  • Mercedes Rodrigues,
  • Amadeu Rampazzo,
  • Maria Faustino Ney,
  • José Oliveira Brandão,
  • Ivo Arno Matthes,
  • Hilário Dalpiaz,
  • Joilson Santos de Paula,
  • Dirson Artur Freitag,
  • Fernando Augusto Oliveira Soares,
  • Reinaldo Guimarães Nascimento,
  • Francisco Paulo Teixeira,
  • Miriam Pereira Ferreira,
  • Adriana Borges de Moraes,
  • Nelson Mendes Pinto,
  • Amilton Aparecido da Silva,
  • Silvio Tumelero de Moraes,
  • André Luiz das Neves Pereira,
  • Dr. Nelson Nogueira Quelho,
  • Dr. Alberto Ignácio de Souza,
  • Cássia Giseli Beraldo Pereira Maciel,
  • Maria Helena Gehlen Balbinot,
  • Sandra Maria Guerra
  • Ruth Eliana dos Reis,
  • Melissa Aparecida Martinelli Gaban,
  • Ciro Guerra Del Barco,
  • Maria Helena Couto Cavalcanti de Moraes,
  • Douglas Alexandre da Silva Monteiro,
  • Michele Baseggio,
  • Fabiola Marquetti Sanches Rahim,
  • Eliana Corvalan Barauna,
  • Giovana Roberta Paniágua Zanardi Mata,
  • Jean Carlos Piloneto,
  • Silvana Salete Fracasso Sontag,
  • Patricia Simocelli Carbonaro.

Colaborou com Tatyane Gameiro

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