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Capa B+: No Dia da Bailarina: Entrevista exclusiva com a bailarina brasileira Priscilla Yokoi

"A Ana Botafogo sempre foi uma inspiração pra mim! Me sinto honrada em estar nessa parceria com ela".

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Priscilla Yokoi iniciou sua vida como bailarina aos 2 anos de idade quando começou a estudar Ballet Clássico. Formada pelo Ballet Aracy de Almeida, ela foi e sempre será uma das grandes revelações do Ballett do nosso país. Coreógrafa e bailarina Priscilla já se apresentou em mais de 15 países.

Dançou como convidada especial o papel principal no Ballet do Theatro Municipal de Santiago Chile, integrou-se como primeira bailarina no Columbia Classical Ballet USA, em 2008 voltou ao Brasil compondo a São Paulo Companhia de Dança como primeira Solista.

Priscilla ensina novos bailarinos, dá palestras e workshops por todo o Brasil. Ela produziu e idealizou a inédita Gala Clássica Internacional de Paulinia, com o apoio da Prefeitura da região.

A bailarina reuniu estrelas do Ballet Clássico Mundial proporcionando um intercâmbio com adolescentes e bailarinos deficientes visuais. Este evento lhe proporcionou o Voto De Jubilo e Congratulações da Câmara Municipal de São Paulo, entregue pela Vereadora Edir Sales. Juntas elas encabeçaram a criação do Dia do Ballet Clássico na cidade de São Paulo, aprovado pela Câmara de Vereadores de SP.

Registrar seu nome na história por conta da juventude não é novidade para a bailarina que, aos 15 anos, recebeu um prêmio especial do júri como mais jovem finalista do International Ballet Competition, na Bulgária. Aos 16, ela foi eleita Melhor Bailarina Clássica do Festival de Dança de Joinville e, daí em diante, seguiu com suas conquistas profissionais no Brasil e exterior, ganhando o reconhecimento e a admiração dos bailarinos e do público.

Priscilla Yokoi também é Fundadora do Fórum Internacional de Cidadania, conselheira no Conselho Superior da Indústria Criativa na FIESP (COSIC) e Diretora Cultural da Economia Criativa do Instituto Cidadania Ambiental (ICA) e foi Diretora Artística da Escola de Dança do Theatro Municipal de São Paulo. Recebeu prêmios da Câmara Municipal de São Paulo, Prêmio Clap – Paulinia, Assembleia Legislativa de SP e Prêmio Jovem Brasileiro de Melhor Bailarina Clássica da Atualidade. 

Alguns de seus prêmios nacionais e internacionais:

- Medalhas de Ouro e Prêmio de Melhora bailarina no Festival de Dança de Joinville.
- Festival de Danza del Mercosur Buenos Aires
- Consurso Internaxionale de Danza di Cittá di Rieti – Itália.
- Medalha de Prata no IBC Japão
- Laureada em Lausanne-Suíça
- Grand Prix Sansha no IBC New York
- Prêmio Jovem Brasil como Melhora Bailarina da Atualidade
- Ibc Varna – Bulgária 
Entre outros...

Priscilla viajou o mundo como bailarina convidada para representar o Brasil nos principais festivais de dança internacionais. Aposentada dos palcos, atualmente ela também é empresária da dança e fundou há dois anos a sua marca que leva o seu nome - Priscilla Yokoi Store e rescentemente lançou em parceria com a também bailarina Ana Botafogo a sua primeira coleção no Festival de Dança de Joinville.

No Dia da Bailarina e no mês que se comemora a data no meio da dança, Priscilla Yokoi é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre seu início na dança, como é ser reconhecida como uma das melhores bailarinas da sua geração, como vê o ballet nos dias de hoje e também de sua parceria com a bailarina Ana Botafogo.

A bailarina e empresária Priscilla Yokoi é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Glauco Epov - Diagramação: Denis Felipe e Denise Neves

CE - Porque você escolheu a dança?
PY - 
Pensando bem, acho que foi a dança que me escolheu (risos). Desde meus 2 anos a dança sempre foi a melhor maneira de me expressar. Minhas brincadeiras sempre eram apresentando um programa de TV me connvidando para dançar. É impressionante como essa lembrança é tão viva ainda dentro de mim.

CE - Como é ser considerada uma das melhores bailarinas da sua geração?
PY - 
É uma honra ser reconhecida por tamanho esforço e dedicação, passa um filme na minha cabeça de tudo o que vivi até hoje. Muitos não imaginam que para conquistar algo, precisamos renunciar e abrir mão de muitas coisas. Quantos " nãos " recebemos ao longo dessa caminhada? Quantas traições? Quantas pedras no meio do caminho? Mas precisamos ter a certeza de, um alvo, um objetivo, muita dedicação, muita entrega e a clareza de quem somos. Devemos ser verdadeiros, simples, humildes porque no tempo certo colheremos o fruto do nosso trabalho.

CE - Você já viajou pelo mundo todo, que lugar mais te marcou e porque?
PY -
 Viajei muito mesmo e por incrível que pareça em todas elas tenho momentos marcantes que me trouxeram grandes aprendizados e reflexões sobre o que eu realmente queria. Mas o Prix de Lausanne na Suíça marcou minha independência. Viajar sozinha pela 1° vez em uma época que não tinha celular e a comunicação era extremamente rara, eu tinha apenas 16 anos, sem falar outra língua, somente com um dicionário Inglês X Português embaixo do braço para a principal competição de ballet juvenil do mundo em para outro país, teria que ser marcante mesmo. Hoje eu penso como minha mãe foi corajosa (risos).

CE - Qual a diferença de ser bailarina hoje e na sua época? O que mudou?
PY -
 Dancei profissionalmente por 20 anos, representando o país em diversos concursos, galas e cias, e muitas pessoas não sabem disso. Talvez se eu fosse dessa geração teria alcançado um maior público do que na minha época. Sem dúvida a internet hoje faz muita diferença.
 

Priscilla no palco com o bailarino Murilo Gabriel na Gala Clássica Internacional no Theatro Municipal de SP - Foto: Tomas Kolisch

CE - O que você mudaria na sua trajetória e porque?
PY -
 Na minha trajetória eu não teria o poder de mudar, porque ela foi consequência das minhas decisões. Mas se eu pudesse mudar algo naquela época, eu mudaria muita coisa do meu temperamento, entre elas com certeza eu seria mais tolerante e paciente, entendi isso mais velha mas nunca é tarde para mudar (risos).

CE - Você criou o dia Municipal do ballet clássico. Como foi e é essa data atualmente?
PY -
 Sim, na época o Ballet Clássico estava começando a ser deixado de lado, por ser taxado de "somente para a elite ", e o objetivo de criar essa data foi para que todos soubessem que o Ballet Clássico é para todos, independente de raça, credo ou classe social. Eu tinha o desejo de que as pessoas entendessem que o Ballet é capaz de transformar vidas e trazer a esperança para aqueles que praticam ele. Hoje essa data sempre é comemorada dia 24 de Abril nascimento de Marilia Franco uma inspiração para nós bailarinos Paulistas.

CE - E a Gala Clássica?
PY -
 Bom, ela é meu xodó (risos). Foi criada nessa mesma época, para promover oportunidades de intercambio de bailarinos estudantis brasileiros com bailarinos profissionais e mestres de ballet internacionais. Esse evento são de 4 dias intensos de aulas, ensaios e apresentações. Uma verdadeira imersão no universo da dança clássica.

CE - Você já esteve em Campo Grande MS, como vê a dança na região?
PY -
Sim, diversas vezes para dançar e levar a Escola de Dança do Theatro Municipal de São Paulo. 
É um lugar rico em talentos, que tem uma possibilidade gigante de crescimento nessa área artística, todas as vezes que vou, fico impressionada com tantos jovens talentosos que encontro e isso me alegra muito, saber que nossa arte tem fomentado bastante por esse Brasil a fora.

                Priscilla á frente da Escola do Theatro Municipal de São Paulo - Divulgação

CE - Você se aposentou dos palcos? Quando foi e como é pra você?
PY -
Sim. Me aposentei quando assumi a Direção da Escola de Dança do Theatro Municipal de São Paulo.
Foi uma decisão maravilhosa. Não me arrependo em nenhum minuto, eu já tinha vontade de parar nos últimos anos de bailarina eu entrava na sala de aula para me preparar e minha cabeça estava em como ajudar as pessoas a alcançarem seus sonhos através da dança, na gala clássica, no fórum (outro evento que promovo) em como conseguir patrocínio (risos). Minha cabeça já estava em outro lugar. Eu dancei muito minha vida inteira, comecei meus estudos de ballet com 2 anos de idade, tudo na minha vida aconteceu muito cedo, então encerrar minha carreira de bailarina essa época foi no momento exato. E hoje sou empresária dentro da dança e, por isso, me realizo vendo os outros dançarem.

CE - Você lançou uma linha com a também Ana Botafogo um dos principais nomes da dança no Brasil. Como surgiu a ideia?
PY - 
Foi Maravilhoso como tudo surgiu. Do nada! A Ana me convidou para ser jurada e ministrar aulas do Grand Prix Ana Botafogo, evento no qual ela promove. Em um jantar ela ouviu a sócia dela da Ambar me perguntar se eu confeccionava uniformes para a escola, eu disse que sim e a Ana imediatamente me perguntou: 
-Você faz personalizado?
Eu disse: -Sim
- Por um acaso você faria para outra bailarina? (Risos).
- Claro 
-Você faria para mim?
Enfim foi assim mesmo que tudo começou. Tem sido uma parceria saudável onde desenvolvo peças especialmente para ela, nas cores e modelos são totalmente inspirados na personalidade dela.

CE - A Ana é de outra geração da Dança, como é pra você essa parceria?
PY -
 É incrível, a Ana sempre foi uma inspiração pra mim, de bailarina, conduta e caráter. Me sinto honrada em poder participar de um desenvolvimento desses e ser a fabricante que estabelece a marca dela no país.

Priscilla ao lado da bailarina Ana Botafogo - Foto: Samsung Galaxy S24 Ultra

CE - Você é convidada para muitos eventos no país, como é esse reconhecimento
PY -
 Muito gratificante, hoje por conta de toda minha trajetória na dança e agora como empresária me abriu portas ainda maiores e sou convidada não mais só para eventos de ballet, mas sim para diversos seguimentos comerciais para linkar a dança, com a vida empresarial.

CE - Sua filha também é envolvida com arte, você a influencia?
PY -
 Sim! A Manu ama a dança, a ginástica, o audiovisual e musicais, dançava desde dentro da minha barriga e quando nasceu, gritava com um vozeirão (risos) dizíamos que seria cantora de ópera. Eu nunca incentivei, pelo contrário, sempre fiquei neutra, pelo receio de ser cobrada por ser minha filha. É uma escolha dela.

CE - Deixe uma mensagem para o dia da bailarina...
PY - 
Bailarinas, nunca deixe de sonhar, persista, insista, se dedique, não tenha medo, vá em frente, seja forte e corajosa tenha bom ânimo porque O Sr Teu Deus é contigo. Ultrapasse seus limites, porque você consegue. Não pare pra se comparar com a outro, lembre-se de regar primeiro o seu jardim, deixe q o jardim do outro, ele mesmo regará. Não se paralise por conta dos obstáculos, eles servem para te fortalecer e te impulsionar a alcançar lugares ainda mais altos.

Priscilla com a filha Manuela Yokoi - Foto: Samsung Galaxy S24 Ultra

 

Priscilla ao lado da bailarina Luisa Costa vencedora da categoria Jr. do Festival de Dança de Joinville e da amiga e diretora de musicais no Brasil Fernanda Chamma - Foto: Samsung Galaxy S24 Ultra

 

Cinema Correio B+

Top 10 do streaming (30 de agosto a 05 de setembro de 2026): seis estratégias muito diferentes

Netflix, HBO Max, Disney+, Prime Video, Paramount+ e Apple TV lado a lado que os rankings começam realmente a contar uma história. E a desta semana é particularmente interessante.

05/09/2026 14h30

Death of the Pastor's Wife - Netflix

Death of the Pastor's Wife - Netflix Foto: Divulgação

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Olhar para um Top 10 isoladamente pode ser enganoso. Uma posição mostra o que está sendo escolhido naquele momento, mas é quando colocamos Netflix, HBO Max, Disney+, Prime Video, Paramount+ e Apple TV lado a lado que os rankings começam realmente a contar uma história. E a desta semana é particularmente interessante.

Há muito conteúdo novo no topo, mas quase nenhuma plataforma parece estar tentando ser outra coisa. Ao contrário. Os rankings mostram serviços cada vez mais definidos por seus próprios hábitos de consumo. A Netflix continua movida pela urgência.

A HBO Max combina evento com catálogo. A Disney+ vive a tensão entre franquia e renovação. O Prime Video espalha suas apostas. A Paramount+ conhece perfeitamente seu público. E a Apple TV talvez tenha finalmente alcançado aquilo que passou anos construindo: profundidade de catálogo.

Como sempre, vale lembrar: o ranking do FlixPatrol indica popularidade relativa, e não número absoluto de espectadores.

Netflix: a urgência ainda é sua maior arma

É quase impossível encontrar uma fotografia melhor da Netflix do que esta semana. Death of the Pastor’s Wife lidera as séries, enquanto The Whisper Man ocupa o primeiro lugar entre os filmes.

Dois títulos recentes, dois produtos capazes de gerar curiosidade imediatamente e duas escolhas que dependem muito daquilo que a Netflix domina: transformar uma estreia em assunto.

Ao mesmo tempo, The Gentlemen, Beauty in Black e Outer Banks continuam entre as séries mais procuradas. É a segunda camada do funcionamento da plataforma.

A novidade atrai, mas títulos já conhecidos permanecem circulando suficientemente bem para impedir que o ranking seja inteiramente substituído de uma semana para outra.

O cinema apresenta a mesma mistura. The Whisper Man chama o público para dentro, enquanto filmes de catálogo e gêneros reconhecíveis sustentam o restante da lista.

A Netflix não precisa necessariamente criar vínculo com um único universo. Seu talento continua sendo outro: criar sensação de urgência. Há sempre alguma coisa que parece precisar ser vista agora.

HBO Max: o evento na televisão, o catálogo no cinema

A liderança de Lanterns mostra exatamente o que a HBO Max ainda consegue fazer melhor: transformar determinadas séries em eventos. Mais abaixo, a permanência de House of the Dragon em quarto lugar confirma que grandes marcas da HBO continuam trabalhando muito depois do momento inicial de estreia.

Mas é no cinema que o ranking fica curioso. Blade Runner 2049 aparece em primeiro, enquanto The Revenant e até Eyes Wide Shut convivem com vários filmes da franquia Despicable Me.
É um Top 10 muito menos dependente de novidade e muito mais apoiado no enorme valor de biblioteca.

É uma diferença importante. Nas séries, a Max quer criar o presente. Nos filmes, consegue monetizar o passado. Poucas plataformas dispõem dessa combinação com a mesma facilidade.

Disney+: duas plataformas praticamente convivendo dentro de uma

Talvez o ranking mais interessante da semana seja justamente o da Disney+. Entre as séries, Furious ocupa o primeiro lugar, Chad Powers está em terceiro e The Shards em quarto.

São três títulos que ajudam a ampliar a percepção do Disney+ para além daquela associação automática com Marvel, Star Wars e programação familiar. Há uma audiência adulta sendo trabalhada ali de forma cada vez mais evidente.

Então olhamos para os filmes e tudo muda. The Mandalorian & Grogu está em primeiro, enquanto diferentes produções dos Avengers reaparecem ao longo do Top 10, acompanhadas por outros títulos ligados a marcas imediatamente reconhecíveis.

E talvez esteja justamente aí a estratégia. No cinema, a Disney continua usando propriedade intelectual como fortaleza. Na televisão, começa a experimentar mais.

A coexistência funciona porque uma coisa financia emocionalmente a outra: o público entra pelos universos que já ama e encontra cada vez mais razões para permanecer.

Prime Video: Reacher e The Runner explicam quase tudo

Reacher liderando as séries e The Runner liderando os filmes formam uma dupla bastante reveladora. Ação, suspense, personagens colocados em movimento e narrativas com ganchos muito claros continuam sendo uma das maiores forças do Prime Video.

Mas seria simplificar demais a plataforma reduzi-la a isso. Logo atrás de Reacher aparecem Sterling Point e Off Campus, enquanto The Summer I Turned Pretty continua no Top 10. Ou seja: o Prime mantém simultaneamente a audiência que procura ação e aquela que procura romance, personagens jovens e envolvimento emocional.

Essa mistura às vezes faz o catálogo parecer menos definido que o de concorrentes como Paramount+ ou Apple TV+, mas ela é deliberada. O Prime não concentra. Distribui. E justamente por isso consegue trocar seus líderes sem precisar reinventar completamente sua audiência.

Paramount+: talvez o ranking mais coerente de todos

Olhe para a sequência: Lioness, South Park, Yellowstone, SEAL Team, Sheriff Country, Criminal Minds, Tulsa King e Dutton Ranch. Isso não parece apenas um ranking. Parece uma declaração de identidade.

Lioness chegando ao primeiro lugar é particularmente significativo porque mostra que a série já não precisa viver à sombra do universo Yellowstone para representar o Paramount+.

Mas ela conversa perfeitamente com aquilo que a plataforma oferece: personagens sob pressão, estruturas de poder, perigo, lealdade, violência, operações, famílias e instituições.

No cinema, o mecanismo é semelhante. Avatar: Aang, Top Gun: Maverick, World War Z, Scream 7 e Transformers mostram um serviço muito confortável ao trabalhar com marcas reconhecíveis.

A Paramount+ talvez seja a menos interessada em surpreender o público. Ela prefere saber exatamente quem é seu público. E o ranking sugere que está certa.

Apple TV: agora existe um catálogo

Aqui está, para mim, o dado mais forte da semana inteira. Silo está em primeiro. Ted Lasso, em segundo. Dark Matter, em terceiro. Severance, em quarto. Depois ainda aparecem Slow Horses, Your Friends & Neighbors, Widow’s Bay, Shrinking e Monarch: Legacy of Monsters.

Isso já não é mais uma plataforma dependendo do sucesso: é um catálogo. E essa diferença é enorme. Durante anos, o problema da Apple TV foi bastante óbvio: podia ter duas ou três das melhores séries disponíveis no streaming e, ainda assim, parecer pequena. Agora, o ranking mostra títulos de épocas, gêneros e ciclos diferentes sendo consumidos simultaneamente.

Silo beneficia-se naturalmente do momento atual, mas Ted Lasso, Severance, Slow Horses e Shrinking provam outra coisa: o público não está apenas esperando a próxima estreia da Apple. Está circulando dentro da Apple.

Até o cinema começa a demonstrar esse efeito. Mayday assume a liderança e empurra F1 para o segundo lugar, mas The Gorge, The Family Plan, Napoleon e outros originais continuam presentes.

A Apple passou anos tentando construir prestígio. O que aparece agora é mais importante: hábito.

O desenho por trás dos rankings

Se eu tivesse que resumir esta semana em uma palavra para cada plataforma, mudaria ligeiramente nosso mapa tradicional. Netflix é urgência. HBO Max é um evento. Disney+ é um ecossistema. Prime Video é amplitude. Paramount+ é identidade. Apple TV+ é profundidade.

E há uma segunda leitura especialmente forte: as grandes franquias continuam dominando boa parte do cinema, mas não são suficientes para explicar o sucesso das séries. Ali, as plataformas precisam oferecer personagens e universos aos quais o espectador queira voltar semana após semana.

Isso talvez explique por que Silo, Lioness, Furious e Reacher conseguem ocupar simultaneamente o primeiro lugar em quatro plataformas diferentes. Não são produtos intercambiáveis. Cada uma representa com enorme clareza o tipo de experiência que seu serviço oferece.

CULINÁRIA

Doce de leite pode ser uma alternativa para quem prefere consumir carboidrato antes do treino

Fonte de carboidratos, o doce de leite pode ser uma alternativa para quem prefere consumir pequenas porções antes da atividade física; confira também receitas simples para preparar em casa

05/09/2026 09h00

O doce de leite é uma ótima opção por ser uma grande fonte de energia para a atividade física

O doce de leite é uma ótima opção por ser uma grande fonte de energia para a atividade física Pexels

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Embora pareça contraditório para quem associa alimentação esportiva apenas a frutas, proteínas e preparações consideradas “fit”, o doce de leite pode, sim, ter espaço na rotina de quem pratica atividade física.

A indicação é da nutricionista Beatriz Duarte Oliveira Carneiro, especialista em Nutrição Clínica e Esportiva.

Segundo ela, por ser fonte de carboidratos, o doce de leite pode oferecer energia para o organismo antes do exercício, especialmente para pessoas que não conseguem fazer uma refeição completa nos momentos que antecedem o treino.

“Por ser uma boa fonte de carboidratos, o doce de leite é uma boa opção por ser uma grande fonte de energia para a atividade física. É também ideal para quem prefere consumir algo de menor volume ou que não consegue fazer uma refeição completa antes do exercício”, explica a nutricionista.

Os carboidratos têm papel importante na produção de energia para o corpo. Por isso, alimentos com maior disponibilidade desse nutriente podem ser utilizados estrategicamente antes de determinadas atividades, considerando fatores como o horário do treino, a intensidade do exercício e as necessidades individuais.

DOCES NÃO SÃO VILÕES

Para quem sente vontade de comer algo doce antes ou depois da atividade física, a especialista lembra que nenhum alimento deve ser analisado isoladamente.

Um doce de leite, chocolate ou outra sobremesa pode fazer parte da alimentação, desde que sejam observados aspectos como composição, quantidade, frequência de consumo e o contexto geral da dieta.

“Não é necessário eliminar os doces, mas sim aprender a incluí-los de forma equilibrada, respeitando as necessidades do organismo e as diferentes fases da vida do homem e da mulher”, afirma Beatriz.

A proposta, portanto, não é transformar o doce de leite em um alimento obrigatório para quem treina, mas entender que ele pode ser uma alternativa prática em determinados momentos.

Por ter menor volume, uma pequena porção pode ser interessante para pessoas que sentem desconforto ao consumir refeições maiores antes do exercício. Ainda assim, a escolha deve considerar a tolerância individual e o tipo de atividade que será realizada.

QUANTIDADE IDEAL

Uma pequena porção pode ser suficiente para fornecer carboidratos antes de exercícios de curta duração ou de treinos intensos.

Como referência, cerca de uma colher de sopa rasa – aproximadamente 15 gramas a 20 gramas – pode ser consumida próximo ao horário da atividade, dependendo da orientação nutricional e da estratégia alimentar de cada pessoa.

Por ser rico em açúcares, o doce de leite fornece energia rapidamente. No entanto, isso também exige atenção. O consumo exagerado pode provocar uma elevação rápida da glicose no sangue e não necessariamente será a melhor estratégia para todos os objetivos ou modalidades esportivas.

Em treinos longos, por exemplo, a alimentação precisa ser planejada de forma mais ampla, considerando a duração da atividade e a necessidade de reposição energética. Pessoas com condições específicas de saúde ou que seguem estratégias voltadas ao emagrecimento também devem buscar orientação individualizada.

Segundo a nutricionista, o alimento pode ser especialmente útil em rotinas com alto gasto energético, como treinos voltados à hipertrofia, desde que esteja alinhado ao restante da alimentação.

Além da questão nutricional, incluir uma pequena quantidade de um alimento de que a pessoa gosta pode ajudar na relação com a comida. A vontade de comer doce não precisa significar que a dieta “deu errado”. Quando há equilíbrio, o prazer também pode fazer parte da rotina alimentar.

CASEIRO É MELHOR

Outra recomendação de Beatriz Carneiro é dar preferência às versões caseiras. Embora existam no mercado produtos adoçados com substitutos do açúcar e divulgados como opções mais “fit”, a especialista observa que receitas caseiras podem manter uma proposta mais simples.

“Existem versões com adoçantes, trazendo uma proposta mais ‘fit’, mas, para uma receita caseira, elas normalmente exigem a inclusão de vários outros ingredientes e acabam fugindo um pouco da proposta de um doce de leite simples e mais natural”, sugere.

Banana com doce de leite e canela

Ingredientes:

  • 1 banana;
  • 1 colher (sopa) rasa de doce de leite;
  • Canela a gosto.

Modo de Preparo:

Corte a banana ao meio ou em rodelas e acrescente o doce de leite por cima. Finalize com canela.

O doce de leite é uma ótima opção por ser uma grande fonte de energia para a atividade físicaFoto: Pexels

Torrada com doce de leite

Ingredientes:

  • 1 ou 2 torradas;
  • 1 colher (sopa) rasa de doce de leite.

Modo de Preparo:

Basta espalhar o doce de leite sobre as torradas e consumir próximo ao horário do treino, respeitando a tolerância individual.

O doce de leite é uma ótima opção por ser uma grande fonte de energia para a atividade físicaFoto: Pexels

Doce de leite caseiro tradicional

Ingredientes:

1 litro de leite integral;
250 gramas de açúcar;
1 pitada de bicarbonato de sódio (opcional).

Modo de Preparo:

>Em uma panela grande e de fundo grosso, coloque o leite, o açúcar e o bicarbonato. Leve ao fogo médio e mexa até que o açúcar esteja completamente dissolvido.

Quando a mistura começar a ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar lentamente. Mexa de tempos em tempos para evitar que o doce grude no fundo da panela.

À medida que o leite reduz, a mistura ficará mais espessa e ganhará a coloração característica do doce de leite. Quando estiver próximo da consistência desejada, mexa continuamente para evitar que queime.

Desligue o fogo quando o doce estiver um pouco mais cremoso do que a textura desejada, já que ele tende a ficar mais firme depois de frio. Transfira para um recipiente de vidro e deixe esfriar.

> Dica: para um doce mais claro e cremoso, mantenha o fogo baixo durante todo o preparo. Para uma versão mais escura e com sabor mais caramelizado, deixe cozinhar por mais tempo.

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