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Capa número 100 B+: Dia dos Pais o Correio B+ entrevista com exclusividade o ator Malvino Salvador

"A paternidade transformou tudo! Essa experiência também me tornou mais maduro, equilibrado e genuinamente feliz".

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O ator e empresário Malvino Salvador, 47 anos, deixou a carreira de bancário, em Manaus, para trabalhar como modelo e ator em São Paulo. Seu primeiro papel na TV foi na novela Cabocla, em 2004 com sucesso de crítica e público. No ano seguinte fez a novela Alma Gêmea. E desde então, coleciona papeis de sucessos na TV.

Em 2006, ele interpretou o vilão Camilo em O Profeta. Também esteve no elenco de Sete Pecados, 2007. Um ano depois, Malvino estreou no horário das 21h em A Favorita e  participou de Caras & Bocas, 2009. 

Também lançou o filme Qualquer Gato Vira-lata, 2011, que teve a versão 2 em 2015. Na telinha, o ator esteve no elenco de Fina Estampa, 2011, além de As Brasileiras e Guerra dos Sexos, ambas em 2012. Atou em Amor à Vida, 2013, e depois fez Haja Coração, 2016. Em 2017, Malvino atuou em Sol Nascente e praticamente emendou em Orgulho e Paixão, 2018. Em 2019, ele voltou ao horário nobre em A Dona do Pedaço.

Atualmente Malvino pode ser visto como o protagonista de O Negociador, série policial da Prime Video que é um dos maiores sucessos no serviço de streaming no Brasil. 

A carreira de ator caminha junto com o lado empreendedor de Malvino. Ele e a mulher, Kyra Gracie,  são donos de duas unidades da academia Gracie Kore Jiu-Jitsu, no Rio de Janeiro, e ele também é sócio da Mais Cabello, rede líder de transplantes e tratamentos capilares no Brasil.

"Decidimos embarcar juntos em um empreendimento que reflete totalmente nossa paixão: a nossa academia de Jiu Jitsu e Defesa Pessoal, a Gracie Kore", explica.

O ator Malvino Salvador é a nossa Capa duplamente especial do Correio B+ desta semana de Dia dos Pais e também de número 100 do Caderno. Com exclusividade ele conversou com a gente sobre carreira, família, a sua nova série na Prime Vídeo. Ele também deixa uma mensagem para todos os pais e leitores do jornal.

O ator é a Capa do Correio B+ de número 100 - Foto: Gabriel Farhat - Diagramação: Denis Felipe e Denise Neves

CE - O que te fez escolher a carreira de ator?
MS -
 Eu sou originário de Manaus e jamais havia imaginado seguir uma carreira de ator. Estava prestes a concluir minha formação em contabilidade e já tinha experiência em alguns empregos nessa área.

No entanto, surgiu uma oportunidade inesperada: recebi uma proposta para ir a São Paulo e trabalhar como modelo. Empolgado com a ideia, decidi me aventurar e partir para lá.

Para me preparar para essa nova jornada, comecei a fazer cursos de interpretação com o objetivo de superar minha timidez diante das câmeras. Com dedicação, comecei a fazer diversos testes de vídeo para trabalhos publicitários.

Com o tempo, fui me envolvendo cada vez mais na área e o entusiasmo cresceu. A guinada definitiva aconteceu quando recebi um convite para fazer um teste no musical Blue Jeans, com apenas seis meses desde minha chegada a São Paulo. E para minha surpresa, passei no teste.

A estreia nos palcos foi uma experiência apaixonante e a partir desse momento, abracei de vez a carreira de ator. Desde então, não larguei mais essa profissão que me trouxe tanta satisfação e realização.

CE – Como foi a troca da sua vida de bancário para a de modelo?
MS -
 Precisei me adaptar rapidamente, pois havia definido um prazo de 1 ano em São Paulo para encontrar estabilidade. Caso isso não se concretizasse, meu plano era regressar a Manaus. Assim que integrei o elenco do Blue Jeans, mergulhei de cabeça na preparação para minha carreira como ator.

CE – Modelar te abriu as portas para a carreira de ator?
MS- S
em dúvida! Comecei a me aprofundar nos estudos justamente devido à minha timidez no mundo da  -moda. Fazia parte do elenco da agência de modelos L'equipe, a qual também possuía um departamento voltado para atores.

Constantemente, meu material era mostrado aos produtores de elenco. O Nelsinho Fonseca, renomado produtor de elenco que naquela época trabalhava na Globo, teve a oportunidade de ver meu material e me convidou para fazer o teste da novela Cabocla.

                                        Ao lado do amigo e colega Eriberto Leão em Cabocla - Foto: Divulgação TV Globo

CE – Sofreu preconceito por isso?
MS -
 Até onde sei, não. Me recordo de que, na estreia da novela, uma atriz renomada estava ao meu lado assistindo ao primeiro episódio e, logo após a exibição, ela comentou que parecia que eu atuava em novelas há muito tempo. O personagem Tobias deixou uma marca duradoura na memória de muitas pessoas. Sempre há alguém que me diz o quanto adorava a novela e o meu papel.

CE – Ser bonito te ajudou ou em algum momento ou atrapalhou você?
MS -
 Nunca dei muita importância pra isso. Sempre me esforcei ao máximo para desempenhar meus papéis da melhor forma possível. Já testemunhei atores tidos como bonitos que não conseguiram manter uma carreira duradoura.

CE – Um personagem que marcou pra você na sua trajetória...
MS - 
Interpretei personagens como Tobias em Cabocla, Vitório em Alma Gêmea, Agno em A Dona do Pedaço, Conrado no filme Qualquer Gato, e agora estou extremamente satisfeito com o papel de Menk na série Negociador, a qual é um grande sucesso no Prime Video.

CE – Sua estreia em Cabocla foi muito marcante para o público, como foi estrear em um sucesso da TV Globo?
MS -
 Foi incrível! Me lembro de uma ocasião em que o Eriberto Leão e eu fizemos uma campanha para uma marca de roupas. Um dia, fomos visitar uma das lojas para distribuir autógrafos. Em questão de momentos, a loja estava repleta de pessoas, e logo depois, o quarteirão inteiro estava aglomerado. Foi uma grande confusão para conseguirmos sair da loja e chegar à van.

O ator também é a Capa especial de Dia dos Pais - Foto: Gabriel Farhat - Diagramação: Denis Felipe e Denise Neves

CE – Fale um pouco sobre a nova série da Prime O Negociador e seu papel, pois a série é destaque no streaming.
MS -
 Sim, a série permaneceu em primeiro lugar por um bom tempo logo após a estreia, mantendo-se no top 10 tanto no Brasil quanto na América Latina. É uma produção policial com ação e um toque de suspense psicológico. Fiquei encantado por fazer parte de um gênero pouco explorado no Brasil, mas que conquistou tanto sucesso internacionalmente.

Meu personagem, Menk, é um negociador da GATE, a tropa de elite da polícia de São Paulo. Ele enfrenta situações extremas, enquanto lida com o trauma da trágica morte recente de sua esposa, e ainda precisa se defender das acusações de ser o responsável pelo seu assassinato.

A trama ganha intensidade à medida que o público percebe que nem tudo é o que parece. O auge da história acontecerá nos últimos episódios, culminando em um surpreendente final de temporada.

CE – Como é ser sócio da sua esposa e empreenderem juntos?
MS -
 Decidimos embarcar juntos em um empreendimento que reflete totalmente nossa paixão: a nossa academia de Jiu Jitsu e Defesa Pessoal, a Gracie Kore.

Encaramos diariamente diversos desafios para manter a excelência de nossas aulas. Por isso, reuniões, implementação de melhorias e ajustes são constantes. Compartilhamos essa jornada, e estamos muito felizes com o ambiente que criamos e com os relacionamentos que desenvolvemos com nossos colaboradores e alunos. Essa rotina é uma verdadeira satisfação.

Cada um de nós tem suas responsabilidades, e elas se complementam perfeitamente. Somos um casal que busca estar unido, até mesmo no trabalho.

CE – Você empreende na área de beleza masculina, você é vaidoso?
MS - 
Considero-me vaidoso, porém com moderação. Em todos os procedimentos estéticos que realizo, minha prioridade é manter uma aparência natural, condizente com minha idade, como aconteceu no transplante capilar que fiz na minha clínica, a Mais Cabello.

Percebi que acabei influenciando muitos homens que estavam insatisfeitos com a calvície, encorajando-os a optar pelo transplante, apesar da vergonha que muitos tinham em assumir que gostariam de realizar procedimentos estéticos. Essa escolha trouxe de volta a autoestima para muitas pessoas.

Malvino em O Negociador da Prime Vídeo - Foto: Divulgação

CE – O homem se cuida mais hoje em dia na sua opinião?
MS -
 Sem dúvida! Estamos vivendo um momento em que a nossa geração está compreendendo que os homens podem cuidar de si mesmos sem perder a sua masculinidade.

CE - O que mudou na sua vida com a paternidade?
MS -
 A paternidade transformou tudo! Antes, eu estava centrado em mim mesmo, com meus sonhos como prioridade. Agora, todos os meus pensamentos e decisões giram em torno do bem-estar da minha família, especialmente os meus filhos.

Essa experiência também me tornou mais maduro, equilibrado e genuinamente feliz. Além disso, ser pai nesta fase da vida confere significado à minha jornada, dando-me razão para seguir em frente com propósito.

CE – Você sempre quis ser pai?
MS -
 Sim, sempre acreditei que seria uma experiência boa! E creio que a paternidade veio na hora certa. Se eu tivesse tido filhos quando era jovem e sem as condições financeiras que eu tenho hoje, provavelmente não teria sido um bom pai naquela época.

CE – Como concilia trabalho e família?
MS -
 Ao fazer deles a prioridade, evitando distrações desnecessárias e planejando o tempo para trabalho, lazer e família.

CE – Alguma lembrança especial com o seu pai?
MS - I
númeras! Uma lembrança especial foi quando costumava acompanhá-lo ao supermercado e ficava me pendurando no carrinho de compras, correndo animadamente de um lado para o outro. Era divertido.

Malvido também é empresário na área de estética - Foto: Divulgação

CE – O que é ser pai para o Malvino?
MS - 
Ser pai é um compromisso de responsabilidade, fornecendo apoio emocional e educacional. É ser um modelo a seguir, ensinando valores e lições de vida.

Além disso, ser pai envolve sacrifícios e dedicação, muitas vezes deixando de lado suas próprias necessidades em prol dos filhos. Ser pai é experimentar um amor incondicional, ver o mundo através dos olhos de uma criança e ter a oportunidade de moldar o seu futuro, guiando-os com amor e exemplo. É uma jornada de aprendizado constante, repleta de momentos preciosos e alegria.

CE – Deixa uma mensagem de Dia dos Pais para os leitores do Correio B+
MS - 
Desejo que todos os papais leitores do Correio B+ possam desfrutar deste dia como uma celebração dessa incrível experiência que é ser pai.

bons hábitos & autodesenvolvimento

Aulas de teatro vão muito além da arte e contribuem para uma boa saúde

Da timidez à descoberta de novas habilidades, aulas de teatro trabalham comunicação, criatividade, expressão corporal, convivência e autoconfiança

21/09/2026 09h00

 O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos

O processo teatral envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação, ferramentas que contribuem para as habilidades sociais dos alunos Divulgação

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Para algumas pessoas, fazer teatro começa com o desejo de subir ao palco. Para outras, nasce da curiosidade, da vontade de conhecer novas pessoas ou até da necessidade de enfrentar uma dificuldade.

Há quem procure as aulas para melhorar a comunicação, quem queira desenvolver a expressão corporal e quem simplesmente esteja em busca de uma atividade diferente.

O que acontece depois, porém, muitas vezes ultrapassa o objetivo inicial.

Durante uma aula de teatro, decorar e interpretar um texto são apenas algumas das etapas de um processo que envolve jogos, improvisações, exercícios de expressão corporal, criação de personagens, observação, escuta e interação.

Aos poucos, o participante é colocado diante de situações que exigem presença, criatividade e disposição para experimentar – inclusive quando existe vergonha ou medo de errar.

É nesse processo que o teatro pode se tornar uma ferramenta que vai além da formação artística.

As habilidades trabalhadas em cena podem aparecer em situações cotidianas, como uma apresentação na escola ou na faculdade, uma entrevista de emprego, uma reunião de trabalho, uma conversa com desconhecidos ou simplesmente na maneira como alguém passa a perceber o corpo e a se relacionar com outras pessoas.

“Eu não acredito que todo mundo que faz teatro precisa querer ser ator”, afirma Daniel Smidt, diretor da Escola e Companhia de Teatro (Adote), que atua há 25 anos em Campo Grande.

Para ele, cada aluno pode encontrar na experiência uma transformação particular.

“Cada pessoa pode encontrar uma coisa diferente aqui. Pode ser a coragem para falar, a confiança para se posicionar, a capacidade de trabalhar em grupo, a criatividade ou simplesmente a liberdade de ser quem é”, afirma.

O PRIMEIRO APRENDIZADO

A comunicação é uma das primeiras habilidades que podem ser percebidas no trabalho teatral. No palco, não basta saber o que dizer: é preciso pensar em como aquilo será dito, compreender o espaço, perceber quem está ouvindo e utilizar voz, corpo e expressão para transmitir uma ideia.

Esse exercício pode ser levado para fora da sala de aula.

Falar diante de outras pessoas, sustentar uma opinião, apresentar um trabalho ou participar de uma conversa exigem, em diferentes níveis, algumas dessas mesmas ferramentas. O teatro permite que o aluno experimente essas situações em um ambiente de aprendizagem, no qual errar também faz parte do processo.

Daniel conhece essa transformação por experiência pessoal.

“Eu também já fui uma pessoa tímida. O teatro foi me dando ferramentas para me expressar, para me comunicar, para olhar para o outro e também para me enxergar de uma maneira diferente. Quando olho para quem eu sou hoje, percebo o quanto tudo aquilo que aprendi através da arte contribuiu para a minha vida”, reflete o diretor.

O CORPO FALA

Outro aspecto trabalhado no teatro é a expressão corporal. Antes mesmo de uma pessoa dizer qualquer palavra, sua postura, seus movimentos e sua maneira de ocupar um espaço podem transmitir informações.

Perceber isso ajuda o aluno a desenvolver consciência sobre o corpo. Em cena, ele precisa compreender como determinado movimento contribui para a construção de uma personagem ou para a comunicação de uma situação. Fora dela, essa percepção pode ajudar na forma como se posiciona e se expressa.

A estudante Charlie Budib, de 19 anos, chegou ao teatro justamente buscando enfrentar a timidez e se sentir mais segura para se expressar. A recomendação partiu de sua psicóloga e a identificação com as artes ajudou a transformar a sugestão em experiência.

“Eu buscava me abrir mais para as pessoas. Conseguir falar melhor em público, me desafiar, sair da zona de conforto. Me sentir mais segura em me expressar”, conta.

Depois das aulas, ela percebe mudanças inclusive em situações que não têm relação direta com o palco.

“O teatro mudou bastante o jeito que eu ajo. Eu me sinto muito mais tranquila sobre a minha expressão corporal no dia a dia. Coisas que antes eu não conseguiria dizer ou fazer agora são muito mais simples”, diz.
Para Charlie, a sala de aula também se tornou um espaço de segurança para experimentar.

“É um ambiente que eu me sinto acolhida. Eu posso acertar ou errar, mas no final, a gente sempre bate palmas um para o outro. Todo mundo está sempre evoluindo e se ajudando. É um lugar que eu posso realmente me soltar”, afirma.

A ARTE DO IMPROVISO

Quem nunca fez teatro pode imaginar que a atividade depende principalmente da memorização de textos. Mas a preparação de um ator envolve muito mais do que decorar falas.

Improvisações e jogos teatrais fazem parte do processo justamente porque colocam os participantes diante do inesperado. Uma proposta pode mudar no meio do exercício, uma cena pode tomar um caminho diferente do planejado e o aluno precisa encontrar uma maneira de continuar.

A habilidade de improvisar, nesse sentido, não significa simplesmente “inventar qualquer coisa”. Ela envolve atenção, escuta e capacidade de responder ao que está acontecendo naquele momento.

Essa experiência pode contribuir para que o participante lide melhor com situações nas quais não possui controle absoluto sobre o resultado.

Foi algo que Maysa Garcia encontrou nas aulas. Ela chegou ao teatro pensando na formação necessária para se tornar atriz e, posteriormente, seguir o caminho da dublagem. Procurava técnicas para trabalhar voz, postura e presença.

Mas acabou encontrando também uma forma de enfrentar inseguranças.

“Me deu mais confiança para viver o mundo como eu mesma, de realmente ocupar um espaço sem culpa”, relata. Para ela, o teatro ajudou a transformar uma orientação comum dentro das aulas – enfrentar uma cena mesmo quando existe medo – em uma postura que também pode ser aplicada à vida.

“O teatro nos ensina: se está com medo, vai com medo mesmo. Isso é para a cena, mas na nossa vida isso também se aplica”, pontua.

ABRAÇO ÀS DIFERENÇAS

O teatro também pode ser uma experiência de inclusão. Cada participante chega com características, habilidades e dificuldades únicas e a aprendizagem não acontece necessariamente no mesmo ritmo.

É o caso de Evelyn Machado, que tem deficiência intelectual e participa das atividades da Adote há alguns anos.

Ela conta que, no início, tinha dificuldades principalmente para memorizar, falar diante de outras pessoas e realizar atividades novas. O nervosismo e a vergonha também apareciam, mas não impediram sua permanência.

“No teatro eu encontrei um espaço onde eu posso fazer as coisas do meu jeito, aprender no meu tempo e também ser incentivada a tentar”, conta.

Ao longo desse período, Evelyn participou de apresentações, atividades e festivais. Também recebeu duas premiações em competições.

“Para mim foi uma felicidade muito grande, porque eu nunca imaginei que poderia subir em um palco, competir e ainda receber um prêmio”, relata.

A experiência, segundo ela, também contribuiu para a comunicação e a autoconfiança.

“O teatro me ajudou muito. Eu fiquei mais comunicativa, perdi um pouco da vergonha e passei a acreditar mais em mim. Cada vez que eu entro no palco é uma conquista”, pontua.

Para Evelyn, a deficiência não define o que ela é. “Eu tenho minhas dificuldades, assim como todo mundo tem as suas, só que algumas coisas para mim são mais difíceis e eu preciso de mais tempo ou de ajuda. Mas também tenho minhas capacidades e gosto muito quando as pessoas acreditam em mim e me dão oportunidade”, destaca.

EXPERIÊNCIA COMPARTILHADA

Se para alguns o teatro é uma descoberta individual, para Miriam Amada de Oliveira, de 54 anos, que faz teatro ao lado do marido, Sueiyoshi Altino de Lima, de 55 anos, a atividade também se tornou uma experiência compartilhada.

Os dois decidiram fazer o curso juntos. Sueiyoshi chegou interessado pela relação entre cinema e atuação.

Queria entender como funciona o processo de construção de um ator e descobriu, nas aulas, que interpretar vai muito além de decorar e repetir falas.

Miriam, por sua vez, carregava desde jovem a curiosidade de conhecer os bastidores e entender como uma pessoa se prepara para atuar.

Fazer o curso lado a lado acrescentou uma dimensão inesperada à experiência: conhecer melhor um ao outro.

“Então, o fato de fazer o teatro junto com minha esposa fez eu conhecer mais um lado dela que não está ali no cotidiano, no dia a dia. Eu consigo ver mais a pessoa, a parte mais criativa dela, outras partes que a gente não vê no dia a dia”, conta Sueiyoshi.

Miriam também percebeu mudanças na relação.

“Quando a gente tem as mesmas vontades, tudo fica melhor”, afirma. Segundo ela, os dois passaram a conversar sobre os exercícios, ensaiar em casa e discutir as atividades realizadas nas aulas.

Para ela, o teatro ampliou a admiração que já existia entre os dois. “Você começa a conhecer o outro lado dela [da pessoa]. Então foi muito bom a gente fazer juntos, porque assim como ele vê como eu interpreto, como eu faço os exercícios, ele também vê esse meu lado, eu vejo o lado dele”, relata.

felpuda

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para...Leia na coluna de hoje

Confira a Coluna Diálogo desta segunda-feira (21)

21/09/2026 00h01

Coluna Diálogo

Coluna Diálogo ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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JOHANN GOETHE - ESCRITOR ALEMÃO

"O que passou, passou. Mas o que passou luzindo, resplandecerá para sempre”

FELPUDA

Durante coletiva de imprensa da prefeita Adriane Lopes, realizada para anúncio da força-tarefa após o temporal, comentário geral era de que os vereadores presentes haviam “caído de paraquedas” por lá, na tentativa de mostrar o que não fazem na prática: discutir e elaborar um plano de trabalho de longo prazo, com o Executivo, no planejamento de projetos que evitem o caos a cada temporal que cai em Campo Grande. Não faltaram trocadilhos e piadinhas a respeito de mais um jogo de cena dos nobres edis. Dá licença, vai!...

Coluna Diálogo

Preocupante

Mais de 50% dos jornalistas no Brasil apresentam sintomas de depressão. O dado faz parte da pesquisa Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil, lançada durante reunião do Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso, no Senado.

Mais

A pesquisa contou com a participação de 257 jornalistas brasileiros, que responderam a um questionário on-line. Ainda de acordo com os dados, 47,8% dos entrevistados informaram sofrer com estresse e 47,9% têm insônia.

Coluna DiálogoNádia Bana Povh e Miguel Povh Filho, que hoje comemoram 63 anos de casamento (Bodas de Sândalo). Foto: Arquivo Pessoal
Coluna DiálogoMaisa Monseff. Foto: Arquivo Pessoal

Afinados

Caso sejam eleitos, o ex-governador Azambuja e o governador Riedel terão papel importante na escolha do futuro presidente da Assembleia Legislativa. O grupo político que reúne aliados de ambos e alimenta pretensões para comandar o Legislativo terá de estar muito bem afinado com os dois. Afinal, a palavra de quem ocupa posição de liderança costuma pesar, e muito, nesse tipo de escolha. Quem imaginar que basta contar votos e ignorar as articulações políticas poderá acabar descobrindo que a conta não fecha. Para ser ungido, será preciso mais do que vontade. Caso contrário, é apenas ilusão. A conferir!

Sonho meu...

O deputado federal Vander Loubet (PT) começou a fazer as contas dos votos que poderá receber na disputa por uma cadeira no Senado nas eleições deste ano. Depois de somar, multiplicar e tirar a “prova dos nove” de cada região de Mato Grosso do Sul, há quem diga que ele já começou a sonhar com a segunda vaga de senador. Se o seu cálculo estiver correto, quem estaria com a eleição ameaçada seria o Capitão Contar (PL), bolsonarista de carteirinha. Sei não...

Cara de pau

Que coincidência, hein?! Bastou o nome de Flávio Bolsonaro ganhar um pouco mais de fôlego nas pesquisas, para o Planalto descobrir que “há espaço fiscal” no caixa. O governo anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família e na maior cara de pau ainda informa que não tem nada a ver com o “calendário eleitoral”. Pode?

ANIVERSARIANTES

  • Ana Carolina Pires de Rezende Coutinho,
  • Geise Helena da Silva,
  • Renan Vera de Almeida,
  • Celina Colman de Oliveira,
  • Rafaela de Queiroz Rodrigues da Cunha Feitosa,
  • Luis Adriano Garcia Corrêa,
  • Efigenia Gavilan Franco,
  • João Henrique Souza Guerino,
  • Mateus Garcia Pires,
  • Maria Lice Fernandes Couto Citino,
  • José Valeriano de Souza Fontoura,
  • Maucir Pauletti,
  • Wanderlan Marques Dorneles Silveira,
  • Amanda Denise de Lima,
  • Wolmir Silva de Farias,
  • Ademir Koki Tibana,
  • Antonio Foletto,
  • Derly Ramão Lopes,
  • Osvaldo Francisco dos Santos,
  • Cristiane Gomes,
  • Eduardo Esgaib Campos,
  • Guilherme Ferreira Dutra Júnior,
  • Oilton Albres da Silva,
  • Yone Silveira de Mello,
  • Rafael Arnaldi,
  • Carolina Dalpasquale Gomes,
  • Valrícia Miranda de Oliveira Moraes,
  • Felix Sorgatto,
  • Laura Regine Silveira,
  • Alvaro Ramos do Amaral,
  • José Marcos Maksoud,
  • Dra. Paulinne de Souza Arruda,
  • Vera Lúcia Castelli,
  • Elton Soares Timoteo,
  • Agnaldo dos Santos Souza,
  • Manoel Ferreira Nery,
  • Augusto Martinho,
  • Othavio Fernandes Siqueira,
  • Dr. Francisco Wilson Rocha,
  • Vânia Aparecida dos Santos Mugartt,
  • Aline Rodrigues Zacarini,
  • Lúcia de Toledo Câmara Neder,
  • Lucy Kosurian Sayegh,
  • Francisca Galvão,
  • Walter Augusto Martinho,
  • Adair Aparecido de Freitas,
  • Aryovaldo Maria Bento,
  • Norman Gomes,
  • Zirley de Moraes Lima,
  • Cristovão Espíndola,
  • César Augusto Herwiny,
  • Doroteia Aparecida da Glória Terencio,
  • Joana Molina Rodrigues,
  • Liliane Paschoaletto Trindade,
  • Cleber Teixeira Mello,
  • Marco Aurélio Pallacio,
  • Ruggero Barbosa Ferraz,
  • Fernando João Rosa Serra,
  • Adair Garcia Anache,
  • Roberto Alexandre Ajul Rezende,
  • Leonardo Farias da Silva,
  • Josevaldo Cordeiro Manso,
  • Nelson Ribeiro Peres,
  • Otavio Adami Gomes,
  • Pierangelo Camillo,
  • Luiz Edmundo Ramos Freire,
  • Sandra Regina Motta,
  • Raul Vítor dos Santos,
  • Márcio Vieira Menezes,
  • Rodrigo Lima Arakaki,
  • Dra. Rosa Cristina Miranda Zimmermann,
  • Marcelo Ribeiro Vorus,
  • Rosângela Yule Queiroz,
  • Francisco Carlos Nogueira de Rezende,
  • Inácio Clacier Roeder,
  • Aldenir Lima da Silva,
  • Valdeir Marques dos Santos,
  • José Martins Coutinho,
  • Efigênia Espindola Gimenes,
  • Rosa Maria Iazer,
  • Ana Fátima Belalian Corrêa da Silva,
  • Orlando Teixeira,
  • Giulliano Lima da Cunha,
  • Isaac Rodrigues dos Santos,
  • Mohamad Akrama Eljaji,
  • Leandra Henriques Bunazar Abes,
  • Orivaldo Pereira,
  • Dielze Almeida Rosa,
  • Eliza Yule,
  • Flávio Casarim Moretti,
  • Ana Paula Dyszy,
  • Hermes Bocca Salineiro,
  • Carla de Fátima Monteiro Corrêa Machado,
  • José Orlando Marques Pedrosa,
  • Michael Luiz Menuci,
  • Jucli Teresinha Stefanello Peruzo,
  • Aislan Luis Massoni,
  • Juliano Folle,
  • Diego Gatti,
  • Roberto Carlos Zulato,
  • Valter Carlos Rossignollo Venditti,
  • Henrique Ribeiro Benatti,
  • Jaqueline Duarte Yusuf,
  • Valdir Matos Betonti.

COLABOROU TATYANE GAMEIRO *

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