Correio B

MÚSICA

Clemente Nascimento volta a Campo Grande para o Araruna Fest após "renascer" na Capital

Festival reúne gerações, resgata clássicos e transforma retorno emocionante do músico em símbolo de resistência e celebração; artista passou mal na primeira edição do evento momentos antes do show

Continue lendo...

A música sempre foi uma forma de traduzir sentimentos difíceis de explicar e poucos gêneros fazem isso com tanta intensidade quanto o rock. Em Campo Grande, essa força ganha forma na segunda edição do Araruna Fest, marcada para o dia 30, no Bosque Expo, no Shopping Bosque dos Ipês.

O evento se consolida como um encontro de gerações e histórias e, principalmente, uma celebração à vida.

Entre riffs, letras marcantes e memórias afetivas, o Araruna Fest deste ano carrega um significado ainda mais profundo.

Isso porque traz de volta à cidade o músico Clemente Nascimento, um dos nomes mais importantes do punk rock nacional, em uma participação que vai além da música: é um retorno simbólico após um dos momentos mais delicados de sua vida.

RETORNO

Figura central do rock brasileiro desde os anos 1980, Clemente Nascimento construiu sua trajetória em bandas como Plebe Rude e Inocentes, tornando-se referência no cenário punk. Sua presença no Araruna Fest, no entanto, carrega um peso emocional que ultrapassa a música.

Clemente NascimentoClemente Nascimento - Foto: Caru Leão

Em 11 de dezembro de 2025, durante a primeira edição do festival, o artista passou mal momentos antes de subir ao palco.

O que inicialmente parecia um infarto revelou-se uma condição ainda mais grave: uma dissecção de aorta dos tipos A e B – um rompimento na principal artéria do corpo humano, com altíssimo risco de morte.

Aos 62 anos, Clemente enfrentou uma corrida contra o tempo. Submetido a uma cirurgia complexa na Santa Casa de Campo Grande, sob os cuidados do cardiologista Raony Paniquar e sua equipe, o músico passou mais de 20 dias internado. Durante esse período, ainda enfrentou uma pancreatite, complicação que exigiu cuidados intensivos.

As chances de sobrevivência eram mínimas – cerca de 10%. Mas o desfecho contrariou as estatísticas.

Clemente se recuperou sem sequelas, em um processo que ele próprio descreveu como um “renascimento”.

Em suas redes sociais, o artista fez questão de agradecer à equipe médica e ao carinho recebido na capital sul-mato-grossense. A relação com a cidade se fortaleceu a ponto de ele se declarar “sul-mato-grossense de coração”.

Agora, seu retorno ao Araruna Fest não será como atração musical, mas como apresentador ao lado da jornalista Maria Cândida.

A organização do evento também prepara uma homenagem especial, reunindo na plateia os profissionais de saúde que participaram diretamente de sua recuperação, incluindo o próprio médico responsável pela cirurgia.

SHOW PRINCIPAL

Se a presença de Clemente representa a celebração da vida, o show principal do Araruna Fest traduz a trilha sonora dessa história. No topo do line-up está Frejat, um dos maiores nomes do rock nacional.

frejatFrejat - Foto: Ian Rassari

Ex-integrante do Barão Vermelho e parceiro histórico de Cazuza, o cantor e compositor construiu uma carreira marcada por letras intensas e melodias que atravessam décadas. No espetáculo “Frejat Ao Vivo”, o artista revisita sucessos que continuam atuais e profundamente conectados ao público.

No repertório, não devem faltar clássicos como “Exagerado”, “Bete Balanço”, “Maior Abandonado” e “Pro Dia Nascer Feliz”, além de hits da carreira solo como “Amor Pra Recomeçar”, “Por Você” e “Segredos”. Canções que, mais do que nostalgia, funcionam como pontes entre diferentes gerações.

Acompanhado por uma banda experiente, Frejat promete uma apresentação que mistura energia, emoção e memória afetiva, elementos que ajudam a explicar por que suas músicas permanecem relevantes mesmo décadas após o lançamento.

CENA LOCAL

O Araruna Fest também aposta na valorização da cena local e na renovação do rock. A programação inclui artistas que representam diferentes momentos e estilos do gênero.

Entre eles está O Bando do Velho Jack, banda que celebra três décadas de trajetória e se consolidou como uma das mais importantes de Mato Grosso do Sul. Com forte identidade regional, o grupo mistura influências do rock clássico com elementos culturais locais.

Outro destaque é a cantora Erica Espíndola, conhecida por sua potência vocal e presença de palco marcante.

Abrindo a noite, a School of Rock leva ao palco jovens músicos, simbolizando o futuro do gênero.

O FESTIVAL

O Araruna Fest chega à segunda edição com a proposta de ir além do entretenimento. A ideia é criar um ambiente de encontro – entre artistas e público, entre passado e presente, entre memória e descoberta.

A escolha do Bosque Expo como cenário reforça essa proposta, oferecendo estrutura para receber o público com conforto e promover uma experiência completa. 

A mistura de gerações é um dos pilares do festival. De um lado, fãs que acompanharam o auge do rock nacional nas décadas de 1980 e 1990; de outro, jovens que estão descobrindo o gênero agora. No meio disso, histórias que se cruzam, reconhecem-se e se reinventam.

>> Serviço

Araruna Fest – 2ª edição

Local: Bosque Expo – Shopping Bosque dos Ipês.
Endereço: Av. Cônsul Assaf Trad, nº 4.796, Campo Grande.
Data: dia 30 de maio.
Ingressos: a partir de R$ 65 pelo Sympla.
Abertura dos portões: às 17h30min.

Programação:

18h30min – School of Rock;
19h – Erica Espíndola;
21h – O Bando do Velho Jack;
23h – Frejat.

COMEMORAÇÃO

Dia das Mães: veja dicas de presentes personalizados que você mesmo pode fazer

Saia da "mesmice" e prepare o presente do Dia das Mães você mesmo, de maneira econômica

09/05/2026 14h30

Cartinha manuscrita a próprio punho - sugestão de presente para as mães

Cartinha manuscrita a próprio punho - sugestão de presente para as mães

Continue Lendo...

Dia das Mães é celebrado neste domingo (10) no Brasil. Famílias brasileiras se reúnem para comemorar a data com mães, madrastas, avós, esposas e filhas, além de presenteá-las para não passar a data em branco.

Que tal sair da “mesmice” e presentar sua mãe com algo diferente e feito por você mesmo?

Correio do Estado preparou dicas econômicas e criativas para presentear a sua rainha. Aliás, gestos sinceros e carinhosos não têm preço. Confira:

1. Cartinha manuscrita

Não tem preço que pague palavras sinceras e cheias de amor escritas em um papel. Sentimentos manuscritos valem mais do que qualquer presente comprado.

Veja o passo a passo para fazer uma carta manuscrita:

  • escolha canetas de cores variadas
  • separe um papel sulfite do tamanho de sua preferência
  • expresse seus sentimentos por meio de palavras. Escreva o que a pessoa representa para você, a importância dela em sua vida, as qualidades dela e o principal: que você a ama
  • coloque a carta dentro de um envelope e feche com adesivo de coração

2. Caixa com tudo o que sua mãe mais gosta dentro

Já pensou juntar tudo o que sua mãe mais ama dentro de uma caixinha? Você mesmo pode montar.

Confira o passo a passo para montar a “caixinha do amor”:

  1. compre uma caixa de madeira MDF do tamanho de sua preferência
  2. encha a caixa com itens ou guloseimas que sua mãe mais gosta: chocolate, bombom, pirulitos, botões de flor, fotografias, cartinhas, cosméticos, livros, acessórios, urso, garrafa de vinho
  3. decore a caixa com corações, fitas e adesivos

3. Álbum de fotos com momentos de mãe e filho(a)

Que tal revelar uma foto de cada mês para recordar os melhores momentos com sua mãe?

O presente pode proporcionar momentos de emoção, recordações e resgate de experiências, na data comemorativa.

Veja o passo a passo para montar o “álbum das lembranças”:

  1. revele fotos com sua mãe
  2. coloque uma legenda atrás de cada fotografia
  3. coloque as fotos em um álbum caracterizado

4. Café da manhã na cama

Sua mãe merece acordar em grande estilo, com a cama repleta de gostosuras. Aliás, quem não gosta de comer, não é mesmo?

Veja o passo a passo para montar uma bandeja repleta de delícias:

  1. prepare a bebida da preferência de sua mãe: suco, água saborizada, iogurte, café, chá
  2. compre pão, manteiga, requeijão, presunto, iogurte, biscoito, bolo, torrada, geleia e frutas
  3. coloque pratos, talheres, taças e xícaras para que sua mãe manuseie os alimentos
  4. decore a bandeja com um botão de rosa vermelha

Pronto! Viu como é possível presentear sua rainha gastando pouco? Siga as dicas!

Cinema Correio B+ - Especial Dia das Mães

10 filmes sobre mães para rir e chorar no Dia das Mães

Entre comédias caóticas, melodramas devastadores e relações familiares impossíveis de organizar, esses filmes mostram como o cinema transformou maternidade em um dos seus temas mais complexos

09/05/2026 14h00

10 filmes sobre mães para rir e chorar no Dia das Mães

10 filmes sobre mães para rir e chorar no Dia das Mães Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Mães no cinema raramente são simples. Hollywood passou décadas transformando maternidade em sacrifício absoluto, enquanto outras produções preferiram enxergar mães como figuras controladoras, exageradas ou emocionalmente impossíveis de escapar.

Entre o melodrama e a comédia, o cinema acabou criando retratos muito mais complexos do que parece à primeira vista. Existem mães que sufocam, mães que desaparecem, mães que tentam acertar e falham miseravelmente, mães exaustas, competitivas, engraçadas, ressentidas e profundamente amorosas.

Talvez por isso os filmes mais memoráveis sobre maternidade sejam justamente aqueles que conseguem fazer rir e emocionar quase ao mesmo tempo.

A seleção abaixo mistura clássicos, dramas contemporâneos, sátiras e filmes que entendem maternidade não como idealização, mas como relação humana. E sim, isso inclui até uma serial killer suburbana criada por John Waters. Mas é para divertir, tá? Feliz Dia das Mães!

5 filmes divertidos sobre mães (ou sobre tentar sobreviver a elas)

Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda (2025)

A refilmagem do clássico ganhou novo fôlego quando Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan transformam uma premissa de troca de corpos em uma das melhores comédias sobre conflito geracional dos anos 2000. O filme entende que mães e filhas frequentemente falam idiomas emocionais completamente diferentes. Em 2025, as duas voltam a interpretar Tess e Anna Coleman.

A história se passa anos depois que Tess (Curtis) e Anna (Lohan) passaram pela crise de identidade. Agora, Anna tem uma filha e uma futura enteada. Enquanto elas enfrentam os desafios que surgem quando duas famílias se unem, Tess e Anna descobrem que um raio pode, sim, cair duas vezes no mesmo lugar. 
Onde ver no Brasil: Disney+

Perfeita é a Mãe! (Bad Moms) (2016)

Mila Kunis, Kristen Bell e Kathryn Hahn desmontam a fantasia da mãe perfeita contemporânea em uma comédia sobre exaustão, culpa e pressão social. Funciona justamente porque reconhece o absurdo da expectativa imposta às mulheres. E de quebra ainda tem a versão Bad Moms Christmas. Vale para distrair!
Onde ver no Brasil: Prime Video e aluguel digital

Minha Mãe Quer Que eu Case (Because I Said So) (2007)

Vou assumir: essa comédia pequena e despretensiosa é uma das minhas favoritas, em especial na era "maternidade" de Diane Keaton. Aqui, ela interpreta uma mãe incapaz de parar de interferir na vida amorosa da filha. A comédia funciona porque transforma dependência emocional e culpa familiar em algo simultaneamente irritante e reconhecível.
Onde ver no Brasil: aluguel digital no Apple TV e Prime Video

A Sogra (Monster In Law) (2005)

Jane Fonda voltou ao cinema transformando possessividade materna em guerra psicológica cômica. Por trás do exagero, o filme fala sobre mães que não conseguem aceitar perder espaço na vida dos filhos.
Onde ver no Brasil: Netflix e aluguel digital

Lady Bird (2017)

Greta Gerwig constrói uma das relações entre mãe e filha mais precisas do cinema recente. Laurie Metcalf faz da personagem uma mulher difícil, amorosa, crítica e profundamente humana ao mesmo tempo.
Onde ver no Brasil: aluguel digital e catálogo rotativo na Netflix

5 dramas sobre maternidade para destruir emocionalmente

Laços de Ternura (Terms of Endearment) (1983)

Shirley MacLaine ganhou o Oscar merecidamente e ainda fez a continuação anos depois desse que é um dos filmes mais devastadores já feitos sobre amor materno, envelhecimento e perda. Juro, é para ver com muitos lenços por perto.
Onde ver no Brasil: Apple TV e aluguel digital

Mildred Pierce (2011)

Há o clássico do cinema com Joan Crawford (que ganhou o Oscar) mas a minissérie da HBO traz a espetacular Kate Winslet no papel título nessa história que transforma a maternidade em obsessão emocional. A relação entre Mildred a filha mistura amor, ressentimento e autodestruição de maneira quase sufocante.
Onde ver no Brasil: HBO Max

Flores de Aço (Steel Magnolias) (1989) e (2012)

O melodrama sulista definitivo sobre amizade feminina, maternidade e luto tem duas versões: a original, de 1989, com uma jovem Julia Roberts (indicada ao Oscar) e com Sally Field entregando uma das cenas mais emocionais do cinema americano dos anos 80. E há também a refilmagem, de 2012, com um elenco inclusivo e o mesmo dramalhão.
Onde ver no Brasil: MGM+ via Prime Video Channels e aluguel digital

O Quarto de Jack (Room) (2015)

Brie Larson ganhou um Oscar por interpretar uma mãe tentando preservar a infância do filho em circunstâncias extremas. O filme transforma maternidade em mecanismo de sobrevivência psicológica.
Onde ver no Brasil: Prime Video e catálogo rotativo no Telecine

Tudo Sobre Minha Mãe (All About My Mother) (1999)

Pedro Almodóvar transforma maternidade em memória, identidade, perda e reconstrução. Continua sendo um dos filmes mais emocionais da carreira do diretor.
Onde ver no Brasil: MUBI e aluguel digital

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).