Correio B

MÚSICA E LIVRO

Com décadas na estrada, Zeca do Trombone se rende ao digital e lança canções inéditas em trabalho especial

Músico buscou inspiração na essência sul-mato-grossense para gravar um disco totalmente digital

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Aos 73 anos, o corumbaense Zeca do Trombone buscou inspiração na essência sul-mato-grossense para gravar um disco totalmente digital. Após anos observando a evolução fonográfica, Zeca cedeu ao streaming e ao e-book em uma produção bilíngue e reveladora.  

A primeira canção, “Esse Frio Metal”, é uma homenagem ao instrumento que o consagrou e faz jus ao seu nome. As melodias surgiram há muito tempo, mas a letra só ganhou forma com a contribuição de outro artista, o músico Paulo Robson de Souza. “Eu conheci o Paulo Robson por causa de um convite que ele fez para gravar o trombone em um dos seus projetos, o Terça das Quintas”, explica Zeca.

Um trabalhou foi se ligando ao outro até o surgimento do disco e songbook bilíngue “Zeca do Trombone Canta! = Zeca do Trombone Sings!”, disponível nas plataformas de streaming e na Amazon. “Todo o processo durou basicamente um ano. Ele fez as letras, eu gravei a melodia e cantei em várias canções”, explica Zeca.  

Onipresente

O produtor e compositor Paulo Robson faz questão de ressaltar as qualidades do artista com quem divide as composições. “O Zeca sempre foi onipresente na noite campo-grandense. A voz dele é maravilhosa, ele canta Frank Sinatra sem nenhuma dificuldade, assoviando praticamente”, brinca.  

Segundo Robson, Zeca mantém a essência da boemia e consegue mostrar um pouco da sua trajetória musical nas melodias que compõe. “Ele surgiu no cenário musical nos anos 1960, participou de diversos festivais de música, e nos anos 1980 foi onipresente na cena musical brasileira. Teve um hiato nos anos 1970 porque ele foi morar na Espanha, nos Estados Unidos, estudou comunicação no Texas. Mas quando voltou, continuou exercendo seu lado musical”, frisa.  

A ideia de criar um songbook partiu da equipe de produção e foi impulsionada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). “Quando estávamos fechando o disco, o Mestre Galvão, que é diretor musical, deu a ideia de fazer um livro impresso. Ia ter um código QR e tudo mais. Porém, veio a pandemia e ficaria inviável o Zeca vender o livro junto do disco pela cidade. Foi quando pensamos no songbook”, explica Paulo.  

No e-book, é possível ter acesso às cifras das músicas e informações sobre as composições e processo de criação.  

Até o lançamento do disco foi on-line, por meio de uma live no domingo (7). Para Zeca, que viu de perto o vinil, o CD e agora lida com o streaming, as mudanças trazem frescor ao trabalho. “Ficou uma coisa fantástica, vídeo e música, tudo junto, proporcionam muito mais rapidez para vc curtir as coisas que você gosta”, acredita Zeca 

Cinema

Longa-metragem filmado na Morada dos Baís, "Lydia" resgata a trajetória da artista de MS

Longa-metragem filmado na Morada dos Baís, "Lydia" resgata a trajetória da artista sul-mato-grossense e, a partir de sua autobiografia, transforma memória, espiritualidade e rebeldia em uma narrativa não linear que mistura o real com a ficção

11/05/2026 08h30

Gravações do longa ocorrem majoritariamente na Morada dos Baís, onde as artes de Lídia e elementos de época ajudam a contar a história

Gravações do longa ocorrem majoritariamente na Morada dos Baís, onde as artes de Lídia e elementos de época ajudam a contar a história Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Entre paredes antigas, móveis garimpados, afrescos desgastados pelo tempo e memórias que atravessam décadas, a Morada dos Baís voltou a respirar a presença de sua moradora mais enigmática.

É nesse espaço histórico de Campo Grande que ganha forma “Lydia”, longa-metragem de ficção produzido pela Pólofilme e inspirado na obra literária “História de T. Lídia Baís” (1960), escrita pela própria artista sob o pseudônimo de Maria Tereza Trindade.

Dirigido por Ricardo Câmara, com codireção de Mariana Villas-Bôas, o filme mergulha nas memórias, contradições, espiritualidade e processos criativos de Lídia Baís, uma mulher que rompeu padrões sociais no início do século 20 e construiu uma obra artística singular em um território ainda distante dos grandes centros culturais brasileiros.

Com filmagens iniciando nesta semana e com encerramento previsto para junho, o longa conta com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, e apoio institucional da Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande, que cedeu a Morada dos Baís e o Museu José Antônio Pereira como locações.

No elenco, nomes consagrados da cena sul-mato-grossense e nacional dividem espaço para reconstruir a trajetória da artista: Beatrice Sayd, Alzira E, Ney Matogrosso, Ana Brun – vencedora do Urso de Prata no Festival de Berlim –, além de Breno Moroni, Gisele Sater, Antônio Salvador, Bianca Machado e participações especiais de Duda Mamberti, Jéssica Barbosa Cauim e Zahy Tentehar.

Além da direção e do elenco, a equipe criativa reúne nomes como Joel Yamaji na direção-assistente, Alziro Barbosa na fotografia, Fabianne Rezek na direção de produção e Mariana Sued no figurino.

O roteiro é assinado por Melina Delboni, enquanto a produção leva a assinatura de Joel Pizzini e Juliana Domingos.

UMA MULHER SURREAL

Nascida em Campo Grande em 1900, Lídia Baís cresceu em uma família tradicional sul-mato-grossense, mas escolheu um caminho distante daquele reservado às mulheres de sua época. Enquanto o destino esperado era o casamento e a vida doméstica, ela decidiu seguir pela arte.

Entre viagens ao Rio de Janeiro, Paris e Alemanha, a artista circulou entre intelectuais e modernistas importantes do século passado. Conviveu com o pintor surrealista Ismael Nery, com o poeta modernista Murilo Mendes e com os irmãos pintores Henrique Bernardelli e Rodolfo Bernardelli.

Apesar da proximidade com nomes hoje consagrados, Lídia permaneceu durante décadas à margem da história oficial da arte brasileira. Realizou apenas uma exposição em vida, em 1929, no Rio de Janeiro, e acabou transformando o espaço doméstico em território criativo.

Na casa da família, pintou murais, escreveu textos, compôs músicas e desenvolveu uma linguagem artística própria, atravessada pela espiritualidade, o surrealismo e o expressionismo.

Para Ricardo Câmara, a trajetória da artista representa uma parte essencial da história cultural sul-mato-grossense.

“A Lídia Baís é uma história das artes de Mato Grosso do Sul. Ela pode ser considerada a mãe de todos os artistas sul-mato-grossenses. Uma mulher que nasceu em 1900, acompanhou todo o século 20 e esteve ao lado de alguns dos principais artistas brasileiros da década de 1920”, afirma o diretor.

Segundo ele, a ideia do filme nasceu durante a pandemia, quando teve contato mais profundo com a biografia da pintora. “Quando li o livro sobre a Lídia, pensei imediatamente que precisávamos fazer um filme sobre ela. Era uma história muito potente, muito cinematográfica”, relembra.

MEMÓRIA E INVENÇÃO

Embora inspirado em fatos reais, “Lydia” não pretende seguir o caminho tradicional das cinebiografias lineares. A proposta narrativa abraça a subjetividade e a fragmentação das memórias.

A codiretora Mariana Villas-Bôas explica que o filme nasce justamente da autobiografia escrita pela própria artista, uma obra que mistura realidade, fabulação e autorrepresentação.

“A autobiografia dela já é uma ficção sobre ela mesma. A gente vê a Lídia como uma multiartista, quase uma performance. Para nós, esse livro já é uma obra de arte”, afirma.

No longa, o eixo principal da narrativa acontece em 1929, ano da exposição da artista no Rio de Janeiro. A partir daí, diferentes tempos se sobrepõem. A infância, a juventude e a velhice de Lídia aparecem entrelaçadas em uma construção não linear.

“O filme é sobre memória. Não existe uma preocupação de contar a história cronologicamente. O tempo funciona como funciona a memória: você olha um objeto e imediatamente é levado para outra época da sua vida”, explica Ricardo.

A artista será interpretada em diferentes fases por Maria Alice Bispo (infância), Beatrice Sayd (fase adulta) e Alzira E (velhice).

A LÍDIA EM NÓS

Responsável por interpretar Lídia na fase adulta, Beatrice Sayd descreve a personagem como um mergulho emocional intenso. A atriz afirma que encontrou uma identificação imediata com a pintora. “Ela me representa. Acho que representa todas nós, mulheres. Esse lado da arte, da resistência, da coragem de enfrentar tudo para seguir os próprios sonhos”, diz.

Para a atriz, interpretar Lídia exige muito mais do que reproduzir trejeitos ou características físicas. O processo passa por compreender os conflitos internos da artista e transformá-los em humanidade.

“Cinema é simplicidade, mas chegar na simplicidade é muito difícil. Estou em processo ainda. Cada descoberta muda a forma como eu vejo a personagem”, conta.

Beatrice relata que um dos maiores desafios tem sido compreender a complexidade psicológica de Lídia. “Ela era uma mulher muito intensa, muito espiritualizada, inquieta. Pintava, escrevia, compunha, estava sempre criando alguma coisa. Acho que existe ali uma complexidade emocional muito grande”, afirma.

A atriz também estabelece paralelos entre sua trajetória e a da pintora. Assim como Lídia, ela deixou Campo Grande para seguir carreira artística ainda jovem. “Eu saí de casa aos 18 anos para ser atriz. Quando penso no que a Lídia fez nos anos 1920, numa Campo Grande que nem luz elétrica tinha direito, é impressionante”, pontua.

ROMPIMENTO COM A TRADIÇÃO

Outro personagem importante da narrativa é o pintor Henrique Bernardelli, interpretado por Breno Moroni. Mestre da protagonista, Bernardelli representa o embate entre a pintura acadêmica tradicional e as vanguardas modernas que começavam a surgir na Europa. “Ele acreditava que a pintura existia para retratar a realidade exatamente como ela é. Já a Lídia caminhava para o surrealismo, para uma arte mais subjetiva”, explica o ator.

Gravações do longa ocorrem majoritariamente na Morada dos Baís, onde as artes de Lídia e elementos de época ajudam a contar a históriaFoto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Moroni afirma que o filme trabalha essa relação de maneira afetuosa, mas também conflituosa. “Havia respeito mútuo. Ele não a via como aluna, mas como discípula. Só que, aos poucos, ela começa a se rebelar artisticamente”, pontua.

Durante a entrevista, o ator também refletiu sobre o apagamento histórico sofrido por Lídia Baís. “Ela foi esquecida por ser mulher, por ser do interior, por ser uma artista que não se encaixava nos padrões. Mas ela entrou para a história da arte de verdade, e isso é uma fama que atravessa o tempo”, avalia o artista.

Moroni traça ainda um paralelo entre os conflitos enfrentados pela artista e os debates atuais sobre tecnologia, linguagem e transformação artística. “O novo sempre assusta. A Lídia rompeu padrões até dentro da arte, que já era rebelde por natureza”, destaca.

FAMÍLIA ACIMA DE TUDO

No filme, o patriarca Bernardo Baís será interpretado por Duda Mamberti. Figura importante na história de Campo Grande, o personagem aparece como um homem empreendedor, moderno para sua época, mas ainda preso às expectativas tradicionais sobre o papel feminino.

“Ele queria que a filha se casasse, tivesse filhos, seguisse o comportamento esperado para uma mulher daquele tempo”, explica o ator.

Ao mesmo tempo, Bernardo é retratado como um homem que admirava a arte e incentivava a educação da filha, ainda que em conflito com suas escolhas. “Ele brigava com ela, mas continuava financiando os estudos. Era um homem duro para os negócios, mas muito amoroso com os filhos”, aponta o ator.

Para Mamberti, o filme também tem a capacidade de ampliar o reconhecimento cultural do Estado. “Vai abrir uma janela enorme para a obra da Lídia e mostrar que Mato Grosso do Sul não é só agro, Aqui também existe arte, cultura e história”, destaca.

HISTÓRIA VIVA

Grande parte da força estética de “Lydia” nasce das próprias locações escolhidas para as filmagens. A Morada dos Baís, onde a artista viveu, se transforma em personagem central da narrativa.

Segundo Mariana Villas-Bôas, o espaço foi apropriado de maneira simbólica e afetiva pela equipe. “As paredes descascadas, os afrescos antigos, os objetos, tudo isso traz uma camada de tempo muito importante para o filme”, afirma.

A codiretora destaca que muitos elementos aparentemente surrealistas presentes no cenário partem de relatos reais sobre o cotidiano da artista. “As gaiolas, os animais empalhados, os objetos espalhados, tudo isso existia. Parece ficção, mas vinha da forma como ela enxergava o mundo”.

Já o Museu José Antônio Pereira será utilizado para representar a infância de Lídia, trazendo uma dimensão mais rural e ligada à natureza.

Felpuda

Enquanto alguns pré-candidatos folgam nas redes sociais, acreditando...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta segunda-feira (11)

11/05/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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SILVANA DUBOC - ESCRITORA BRASILEIRA

"A vida cobra cedo ou tarde as dívidas acumuladas e pessoas que se julgam vencedoras acabam encurraladas. A vida não perdoa quem usa da vida de terceiros para se tornar o primeiro”.

 

FELPUDA

Enquanto alguns pré-candidatos folgam nas redes sociais, acreditando que existe só essa raia para se posicionar e conquistar lugar no pódio dos eleitos, os, digamos, mais antigos estão “correndo o trecho” na tentativa de sensibilizar o eleitor. Um deles conta que pegou carona em uma aeronave e, como chegou adiantado, descendo em pista de terra, não havia ninguém a esperá-lo. Ao avistar uma pessoa passando num trator, não teve dúvida em pegar carona e entrar triunfalmente na cidade “a bordo da máquina”, sob olhares de surpresa de todos. “Causar” foi pouco...

Diálogo

Curiosidade

Realizada pelo Instituto de Pesquisa Resultado (IPR) e publicada pelo Correio do Estado, pesquisa mostra uma curiosidade na espontânea: enquanto Riedel aparece com 10,33% na preferência popular, o deputado Henrique Catan tem índice de 0,13%.

Mais

O parlamentar empata com Carlos Roberto Massa, o apresentador Ratinho, que tem propriedade em Mato Grosso do Sul e nem sonha em disputar qualquer cadeira aqui por essas bandas. Já o petista Fábio Trad pontua com 1,40%.

DiálogoVanessa Juliana Rosendo Correia da Silva e Marisa Serrano

 

DiálogoCássia Giacon Vian

Projeto

A movimentação das peças no tabuleiro eleitoral neste ano não estão sendo feita de maneira aleatória, explica político enfronhado com as discussões. A jogada está sendo pensada já para 2030, que terá eleições. Na ótica de certo grupo político, o importante é fazer com que os principais postos estejam nas mãos, para que, assim, possam dar continuidade ao projeto de poder que começou a ser construído em 2014 e que não deverá sofrer interrupção.

“Atropelando”

Quem anda causando mal estar entre os seus colegas de Legislativo é o deputado José Orcírio, por não cumprir o rito de uma sessão. Ele interrompe os pronunciamentos, bate-boca com os deputados que estão defendendo suas propostas, ironiza e ataca a base aliada do governo de Riedel, enfim, seria o “quinta série fora de hora”, como vem sendo chamado. Dia desses, usou o mesmo sistema com o presidente da Casa e levou “puxão de orelha”. A continuar assim, poderá ser enquadrado pelo regimento que ele atropela.

Golpe

A Justiça de Campo Grande condenou um homem por “estelionato sentimental” contra uma aposentada de 73 anos. A decisão determinou o pagamento de R$ 150,9 mil por danos materiais e R$ 15 mil por danos morais. Segundo o processo, a vítima transferiu dinheiro, vendeu o único imóvel e contraiu dívidas durante o relacionamento, sob promessa de devolução. O juiz apontou abuso de confiança e exploração da vulnerabilidade emocional.

Aniversariantes

Maria Olga Solari Mandetta,
Ana Luiza Barros Buainain,
Luiz Alberto Maksoud Rahe (Tetê),
Adriana Vasconcellos Almeidinha,
Patrice Koester dos Santos Pereira,
Dr. Edenir Leite Silva,
Flavio Aparecido da Silva,
Tacachi Iquejiri,
Zilda Adelaide Macedo da Costa,
Thamara Jeleilate Rezek,
Dra. Suely Sugui Fujii,
Marcelo Zauith,
Juliana Zampieri Geraldo,
Tereza Maria da Conceição da Silva,
Adilson Dias,
Maria Helena Suyama,
Flávio Cesar de Souza Freitas,
Arlei Sawaris Neto,
Silvana Amorim,
Sueli Sayuri Higashi,
Thiago Augusto Rocha Lemos,
Maximo Ballatore Holland,
Rafael Nunes Gratão,
Adriano Hany Reis Isoud,
Roberto Ferreira de Carvalho,
Amadeu Dias Figueiredo Júnior,
Vera Regina Drago Fernandes,
Nozemar Marques Machado,
Heliomar Klabunde,
José Geraldo Rodrigues Neto,
Vanessa Quinhones Oliveira,
Patrícia Marques Magalhães,
Neri Benevides Olarte,
Tânia Mara Cândia,
Lairton Saltiva,
Airthon Barbosa Ferreira,
Vera Lúcia Marques da Costa,
Ellen Machado dos Santos,
Lorna Nantes d’Avila,
Anabela Martins de Jonas,
Marlucia Mesquita Chaia,
Antônio de Araújo Chaves,
Ivan Bruno Szochaleyicz,
Angelo Dela Bianca Segundo,
Euza Lima Santana,
José Batista de Pontes,
Dra. Veridiana Lia Nicolatti,
Edmea Thaines Moreira,
Rubens Amaral de Mello,
Carlos Haguiuda,
Leandro Thomé Gomez,
Neusa Siena Balardi,
Luis Fernando Ennes de Miranda,
Oriovaldo Lino Leite,
Ivan Neri dos Reis,
Antonio Ferreira de Vasconcelos,
Marcelo Bonfim Azambuja,
Luciana Modesto Nonato,
Paulo Moreira de Oliveira,
Marcel Chacha de Melo,
Mario Márcio Ferreira Vida,
Jandir Trindade Soares,
Antonio Alderete,
Mário César dos Pires,
Joilce Silveira Campos,
Ayrthon Barbosa Ferreira,
Robson Marçal,
Tereza Alessandra Aquino de Medeiros,
Dr. Roberto Almeida de Figueiredo,
Matilde Diogo Chama,
Fabio Rodrigo Antonieto,
João Bosco Ferreira Satolani,
Andrea Costa Silva,
Otair de Paula e Souza,
Tânia Marli Viecili,
Willian Madalosso,
Farao Vieira de Matos,
Marcelo Souza Medeiros,
Guilherme Fontoura Joaquim,
Thiago Soares Fernandes,
Antonio Della Senta,
Andréia Martins Teixeira,
Fernanda de Paula Bento Olartechea,
Flavia da Silva Machado,
Marlene Bezerra da Silva,
Neide Mendes dos Santos,
Walmir Oliveira de Souza,
Maria Cecília Arantes,
Luiza Amélia do Nascimento,
Cláudio João Hahn,
Luciane D’Agosto Freitas Larranhaga,
Derlene Mendonça de Araújo,
Rinaldo José Figueiredo Dantas,
Marcelo Riquelme Ferreira de Castro Barros,
Renan da Cunha Soares,
Elcilande Serafim de Souza,
Orlando Silveira Martins Junior,
Thiago Mendonça Paulino,
Izabela Hermosilha de Paula,
Marcos Pereira Araújo,
Ismael Fernandes Urunaga,
Luciano Montalli,
Sérgio Antonio Rodrigues Novo,
Modesto Luiz Rojas Soto,
Doralice Marcuzo de Souza,
Paulo Sérgio Rocha Gimenes,
Shirlei Silva de Sousa,
Ervaldo Meira. 

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

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