Correio B

DIÁLOGO

Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Martha Medeiros - escritora brasileira

"O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada! O tempo apenas tira o incurável do centro das atenções”.

FELPUDA

Partido, oportunista que só, deseja beber de duas fontes ao mesmo tempo, e isso poderá gerar crise política antes do fim deste ano. Hoje usufruindo das fartas benesses, os “cabeças coroadas” do grupo pensam em dar apoio a candidato que será adversário do seu, digamos, “anfitrião”.

Por enquanto, o discurso vem sendo esse, e a continuar assim, poderá haver uma chacoalhada na árvore deles, e muitos “jabutis” (indicados a cargos) poderão desabar solenemente. A conferir.

Espaços

O prédio da Assembleia de MS ganhará novos setores neste ano, segundo o presidente Gerson Claro. A Casa terá novo plenário e ganhará um refeitório e mais um estacionamento. Há ainda o projeto de sustentabilidade, que será a implantação de placas fotovoltaicas.

Otimistas

Pesquisa realizada pela Associação Comercial de Campo Grande mostra que 78,5% dos empresários têm perspectiva de crescimento para seus negócios em 2024. A realidade é bem diferente de 2023, quando o índice de otimismo atingiu apenas 58% dos entrevistados

Efeito

“De mamando a caducando”. Assim pode se dizer do efeito de decisão de juiz do município de Amambai, que determinou a devolução de recursos referentes a reajuste dos proventos do prefeito, do vice-prefeito e dos vereadores. O benefício considerado irregular que beneficiou essa galera resultou em uma ação popular. Deu no que deu.

Fila

Embora tenha mudado seu domicílio eleitoral de Dourados para Campo Grande, conforme declarou um dos parlamentares estaduais que é seu adversário político, o deputado federal Geraldo Resende insiste em ser o pré-candidato a prefeito da população douradense. Aliás, os postulantes do PSDB ao cargo estão fazendo fila: Resende, Lia Nogueira e José Teixeira (parlamentares estaduais), e há quem diga que aguardando na “sala de embarque” para ingressar no partido está o ex-deputado Marçal Filho

Revoada

Para dar conta do movimento de turistas neste “feriadão” de Carnaval, que oficialmente nem feriado tem, as empresas aéreas ampliaram as ofertas de voos extras no período, disponibilizando 1.104 operações espalhadas de norte a sul do País. Estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo apontam que este ano deverá movimentar R$ 9 bilhões no setor turístico brasileiro, com alta de 10% na comparação com 2023.

Aniversariantes

  • Tatiana Aquino Ratier,
  • Maria Cristina Alcântara de Carvalho,
  • Milla Resina,
  • Dra. Kleanthi Lídia Haralampidou,
  • Sérgio Marcolino Longen,
  • Vailton Coutinho de Alencar,
  • Dr. Armando de Freitas,
  • Crispim Luiz Guimarães,
  • Helito Alves Pinto,
  • Ivair Dias de Araújo,
  • João Moreira,
  • José Roberto Costa Buhler,
  • Anália Bernardo Bess,
  • Rose Kuninari,
  • Adriana de Lima Neves Ferreira,
  • Alisson Flávio Gomes,
  • Antonio Marcos de Souza,
  • Luiz Carlos Somenzi,
  • Gabriela Scardini Amato,
  • Luciano Tannus,
  • Luiz Felipe Carneiro,
  • Juraci Munarini,
  • Dra. Mara Martins de Barros,
  • Alessandra Elesbão Silva,
  • Waldir Menezes de Oliveira,
  • Eurica Janeth Oliveira Barbosa,
  • João Emilio Dantas,
  • João Carlos Gutierres da Rosa,
  • Gerson Moura,
  • Sumaya de Toledo Elias Saad,
  • Flávio Dias Cavallari,
  • Elisa Miyashiro,
  • Vanderley Paixão,
  • Lauro de Oliveira,
  • Cleber Coelho,
  • Dr. Paulo Bechuate,
  • Marinês Corrêa Lopes,
  • José Gilberto da Costa França,
  • Dr. João Vicente de Azambuja,
  • Odir Barros de Araujo,
  • Roselene Mendes Tulux,
  • Wanderley Guenka,
  • Catarina Maria de Oliveira Costa,
  • Norberto Gomes Alves,
  • Eufélia Romano Bacha,
  • Paulo Jorge Simões Corrêa Filho,
  • Euládio Dias Loureiro,
  • Cristina de Almeida Flôres,
  • Leonardo Marques,
  • Arthur Leite Borges,
  • Mônica de Carvalho,
  • Paulo Renato Perez,
  • Francisco Iwao Maquino,
  • Dílson Jorge Sório,
  • Marcelo Rene de Oliveira,
  • Epifanio Eulálio de Almeida,
  • Ilda Rodrigues Cândia,
  • João Vinicius Dias de Oliveira,
  • Marcos Antônio Pacheco,
  • Hélio Hiroshi Gonda,
  • Jairo Vinicio Dias de Oliveira,
  • Geraldo Lima da Silva,
  • Renato Cardoso Lopes,
  • Paulo Fernando Rezende Rodrigues,
  • Waldemir Ribeiro Acosta,
  • Cleide de Souza Nogueira,
  • Frida Renata de Paula Traven,
  • Samir Rodrigues Zayed,
  • Adair Gauna Buldi,
  • Cecília Regina Gaiotto de Paula,
  • Jefferson Rodrigo da Silva,
  • Patrícia Cardoso Portela,
  • Simone Baldissera,
  • Adrianne Cristina Coelho Lobo,
  • Ivan Gordin Freire,
  • José Gonçalves,
  • Maria Lucia do Nascimento Souza,
  • Regina Célia Siqueira Ramos,
  • Emilia Akemi Cavada,
  • Rogério Bittencourt,
  • Walter José de Souza,
  • Abílio Manoel Pacheco,
  • Eládio Niltos,
  • Marco Aurélio Cavalheiro Garcia,
  • Daniela Jimenez Cance,
  • Marcos Flávio de Oliveira Pacheco,
  • Dylan Anderson de Albuquerque Ayala,
  • Marcelo Gonçalves Pena,
  • Alyre Marques Pinto,
  • Gisele Cristina Tannouri,
  • Cláudia Pombani Luz,
  • Geones Miguel Ledesma Peixoto,
  • Júlio Cesar da Silva,
  • Clarice Domitila Cunha,
  • Raimundo Nonato Costa,
  • Valéria Henrique Vieira,
  • Darci Albres Miranda,
  • Luís Fernando Pinheiro Ferreira,
  • Antonio Giovanne Leon dos Santos,
  • Maria Rita Gonçalves Mendes,
  • Luís Henrique de Oliveira,
  • Laura de Almeida Carvalho,
  • Mário da Silva Lima,
  • Larissa Dias Rodrigues,
  • Rodrigo de Souza Almeida,
  • Lorena Lopes Perez,
  • Pedro Ivo Martins de Andrade,
  • Antônio Carlos Lemos Assis,
  • Tatiana Borges Flôres

Saúde Correio B+

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira?

O cirurgião ginecológico explica quando a dor menstrual merece investigação e por que sintomas persistentes não devem ser normalizados

19/09/2026 16h30

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira?

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira? Foto: Divulgação

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A cólica menstrual faz parte da vida de muitas mulheres. Desde a adolescência é comum ouvir que sentir dor durante a menstruação é normal e que basta aprender a conviver com ela. A intensidade do sintoma e o impacto que ele provoca na rotina podem indicar quando é necessário investigar a causa.

Para o cirurgião ginecológico e pesquisador Dr. Igor Chiminacio a dor menstrual não deve ser analisada apenas pela presença ou ausência de cólica, mas também pela sua intensidade, frequência e pelos efeitos que provoca no cotidiano.

“Nem toda mulher que sente cólica tem endometriose, mas uma dor intensa e recorrente não deve ser simplesmente normalizada. Sentir dor não é normal”, afirma.

Um dos obstáculos para o diagnóstico da endometriose é justamente a naturalização desses sintomas. Chiminacio relata atender pacientes que convivem durante anos com dores antes de descobrir a causa. Em alguns casos, segundo ele, o intervalo entre o surgimento dos sintomas e o diagnóstico chega a oito ou dez anos.

A localização da dor também pode dificultar o reconhecimento da doença. Além da região pélvica, pacientes com endometriose podem apresentar sintomas em áreas como lombar, virilha e pernas. A relação dessas manifestações com o período menstrual pode ser uma informação importante durante a investigação.

“Antes de olhar uma imagem, eu quero entender o que a paciente sente, quando sente e onde dói. Os sintomas podem dar pistas importantes sobre a localização da doença”, explica o médico.

A investigação da endometriose não depende exclusivamente dos exames de imagem. Embora ultrassonografia e ressonância magnética possam ajudar a identificar e localizar a doença, a avaliação clínica também é considerada importante.

A história da paciente, a descrição dos sintomas e o exame físico podem contribuir para levantar hipóteses sobre a localização dos focos e direcionar a investigação. Por isso, um exame sem alterações não deve ser interpretado isoladamente. A avaliação médica precisa considerar o conjunto de informações apresentado pela paciente.

Uma forma diferente de explicar a anatomia da dor

Para explicar por que a endometriose pode provocar dores em diferentes regiões, Dr. Igor Chiminacio desenvolveu o que chama de “Teoria do Polvo”.

A comparação parte da anatomia da pelve feminina. Nela o útero é representado como a cabeça de um polvo, enquanto os tecidos que dão sustentação ao órgão, conhecidos como paramétrios, são comparados aos tentáculos.

A proposta é facilitar a compreensão de como a localização da endometriose pode estar relacionada aos diferentes sintomas apresentados pelas pacientes. Segundo o médico, o comprometimento dessas estruturas pode envolver regiões próximas aos nervos e ajudar a explicar por que a dor nem sempre fica restrita à região pélvica.

O conceito foi apresentado por Dr. Igor Chiminacio no Congresso Global da AAGL, realizado em 2025, em Vancouver, em trabalho publicado no Journal of Minimally Invasive Gynecology.

Quando a cólica merece investigação?

Não existe uma única característica capaz de determinar se uma cólica está dentro do esperado ou se está relacionada à endometriose. A intensidade da dor, sua recorrência e o impacto na rotina são alguns dos aspectos que devem ser considerados.

Quando a mulher deixa de trabalhar, estudar, praticar atividades físicas ou realizar atividades do dia a dia por causa da dor menstrual, o sintoma merece atenção.

A recomendação é procurar avaliação médica diante de dores intensas ou persistentes, especialmente quando elas se repetem ao longo dos ciclos menstruais ou aparecem acompanhadas de outros sintomas.

A principal mensagem, segundo Dr. Igor Chiminacio, é que sentir dor não deve ser automaticamente considerado parte obrigatória da experiência de menstruar. A investigação adequada pode ajudar a diferenciar uma cólica menstrual comum de sintomas que merecem uma avaliação mais aprofundada, incluindo a possibilidade de endometriose.

Mais do que descobrir se toda mulher sente cólica, a questão é entender quando a dor deixa de ser apenas um desconforto menstrual e passa a exigir investigação.

Em tempo: Dr. Igor Chiminacio lança o livro A Endometriose, Deus e as Redes Sociais, obra que reúne experiências de sua trajetória profissional e pessoal, reflexões sobre diagnóstico e tratamento da endometriose, além de discutir o impacto das redes sociais na forma como mulheres acessam informações sobre a doença. Toda a renda obtida com a venda do livro será integralmente destinada ao WHR – Women’s Health Research, para fomentar pesquisas científicas em saúde feminina.

Pet Correio B+

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Rotina cada vez mais indoor pode deixar renovação da pelagem diluída ao longo do ano; pólen e maior exposição solar exigem atenção na nova estação

19/09/2026 14h00

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera? Foto: Divulgação

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Mais pelos espalhados pela casa costumam anunciar a chegada de uma nova estação para quem tem animais em casa. Isso porque, com a aproximação da primavera, o aumento da luz solar e da temperatura influenciam o ciclo dos folículos, resultando na renovação da pelagem. 

No entanto, as temperaturas cada vez mais irregulares, com oscilações menos previsíveis, além das mudanças da rotina moderna – em que os pets passam boa parte do dia sob luz artificial e ar-condicionado – fazem com que a troca de pelos não acompanhe, necessariamente, a transição das estações.

“Podemos observar ciclos de troca menos definidos e uma renovação da pelagem mais distribuída ao longo do ano, mesmo em animais de raças com troca de pelos naturalmente mais sazonais. Porém, não podemos afirmar que as mudanças climáticas, isoladamente, sejam responsáveis por determinada alteração de pelagem”, explica a médica-veterinária Nathália Starek, CEO da Vidaá Care.

Mesmo assim, a chegada da primavera não deixa de influenciar a pelagem. A forma como essa mudança aparece em cada animal depende de uma combinação de fatores, como raça, genética, tipo de pelo e ciclo folicular.

“Raças com pelagem dupla e subpelo abundante, por exemplo, tendem a apresentar uma troca sazonal mais evidente. Em outros tipos de pelagem, a renovação dos fios pode ocorrer de maneira menos concentrada”, completa Starek.

Nessas raças, como o spitz alemão, o subpelo e o pelo primário fazem parte do sistema natural de proteção da pele e são responsáveis pelo isolamento térmico. Por isso, a simples retirada dessa pelagem não deve ser encarada como solução para as altas temperaturas.

Mantê-la desembaraçada e retirar os fios mortos por meio de escovação são medidas que podem integrar a rotina durante o período de renovação intensa.

“A pelagem não é apenas estética. Ela funciona como uma barreira de proteção entre a pele do cão e o ambiente, participa da proteção física e térmica, e está em constante renovação. Primavera e verão modificam os estímulos ambientais, e os cuidados precisam acompanhar a fisiologia do animal. Também são essenciais a oferta de água, sombra, hidratação e proteção contra exposição excessiva ao calor”, avalia a CEO.

A retirada dos fios que já se desprenderam também merece atenção. A rotina de escovação feita em casa, com frequência e escova adequadas para cada raça, auxilia na retirada natural dos fios mortos. “Não é necessária a remoção mais intensa do subpelo para evitar o ‘abafamento’’ da pele ou simplesmente para diminuir a quantidade de pelos que o animal solta, pois a tração da remoção forçada pode retirar também fios saudáveis”, explica Nathália.

Brilho e tonalidade com o sol
Quando a troca sazonal acontece, a diferença percebida pelo tutor não se resume à quantidade de fios espalhados pela casa. A transição para os meses mais quentes provoca uma renovação fisiológica do ciclo folicular que pode alterar densidade, volume, textura e aparência do brilho da pelagem. 

Além disso, a radiação ultravioleta pode promover alterações oxidativas nas proteínas e nos pigmentos da haste, contribuindo para ressecamento, perda de brilho e até mudanças de tonalidade.

A atenção deve ser redobrada para animais de pelo branco ou claro. A menor presença de melanina no fio reduz a proteção pigmentar, tornando essas pelagens mais vulneráveis à combinação de sol, calor e ressecamento. “Não significa que os cães não possam tomar sol. A recomendação é evitar exposição excessiva, principalmente nos períodos de maior incidência de radiação”, aponta Starek.

Pólen de ‘carona’
Se dentro de casa as condições ambientais podem suavizar os sinais da mudança de estação, do lado de fora a primavera traz um elemento importante para a saúde da pele: o aumento da presença de pólen e outras partículas ambientais. A pelagem funciona como uma barreira para que essas partículas não entrem em contato com a pele, mas elas ainda podem ficar aderidas aos fios.

“Em cães predispostos a alergias ambientais, isso pode representar maior exposição aos alérgenos. É importante reforçar que isso não quer dizer que ele precise, necessariamente, ser tosado ou tomar mais banhos, pois a pele possui uma barreira natural e uma microbiota próprias, que também podem ser prejudicadas por procedimentos excessivos ou pelo uso inadequado de produtos”, afirma a especialista.

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