Correio B

Diálogo

Confira a coluna Diálogo na íntegra, desta terça-feira, 14 de março de 2023

Por Ester Figueiredo ([email protected])

Continue lendo...

Khalil Gibran - escritor libanês

"Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância 
com os intolerantes, a bondade com os maldosos; 
e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores”.


FELPUDA


Político muito conhecido entrou em cena para evitar que companheiro das antigas ficasse no prejuízo. 
Foi conversar com aqueles que estavam deixando o brother com insônia, pedindo que dessem trégua. Diante de tamanho empenho, garra e preocupação, quando até não titubeou em mandar às favas aquilo de que se diz defensor, tornou-se motivo de piadas nos meios políticos, sendo chamado de “padroeiro das causas invadidas”. Essa gente...


Frutos


Três anos já se passaram desde o início da pandemia de Covid-19 (em 11 de março de 2020) no Brasil. Em Mato Grosso do Sul, na época sob o comando de Reinaldo Azambuja, os então secretários de Estado de Saúde, Geraldo Resende (deputado federal licenciado), e de Governo (Segov), Eduardo Riedel, adotaram estratégias para enfrentar a doença. Politicamente, a população soube reconhecer os resultados das ações dos dois: Riedel hoje é o governador, enquanto Resende foi eleito deputado federal (o terceiro mais votado), ambos com o apoio de Azambuja.


Palestra


Por falar no governador Eduardo Riedel, ele proferiu palestra e foi até “sabatinado” na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Riedel falou sobre o tema “O sucesso pelo mérito”, no simpósio Carreiras de Sucesso: Inspiração para seu Futuro, evento que ocorreu no dia 9 e fez parte da Semana de Recepção dos Calouros. A organização do encontro foi realizada pelo Escritório Modelo de Assistência Judiciária daquela instituição.


Projeto


A Vara da Infância e Juventude de Campo Grande lançou o projeto piloto Homem de Verdade, 
que atuará com adolescentes do sexo masculino que cometerem violência doméstica contra mulheres. Funcionará assim: uma vez comunicada à delegacia de polícia a ocorrência de tal tipo de infração, o autor será encaminhado a participar do projeto antes mesmo de o Ministério Público representá-lo na Justiça. Frequentará sessões, terapias e demais atividades propostas por psicóloga, que fará um relatório ao juiz indicando se o infrator está apto à remissão ou não. Em caso positivo, a infração é arquivada e o adolescente recebe orientações necessárias para não reincidir.


A laço


Ex-cabecinha coroada que não foi feliz nas urnas no ano passado estaria em uma nova missão para tentar juntar os cacos. Assim, vem tentando cooptar novos companheiros para fortalecer time que, atualmente, anda desfalcado. Há quem afirme que, por enquanto, está encontrando certa resistência em razão do seu estilo “tiranossauro rex” de ser.

 

ARQUIVO PESSOAL

 

ARQUIVO PESSOAL

 

É pique!

Cercado do carinho de seus familiares e amigos, José Miguel Razuk Azambuja comemorou seus nove anos no dia 4 de março. Ele é filho de Mariângela Ouriveis Razuk e de Erlon Azambuja.


Aniversariantes

 


Maria Fernanda Leal 
Maymone Couto,
Liana Maria Maksoud Machado,
Tamile Jardim,
Celina Guimarães Brasil,
Sidney Ramão Peralta,
Deise dos Santos Rezende,
José Fernando de Campos,
Milton Galo Garcia,
Roberto Castro Cunha,
Dr. Moacyr Felix de Oliveira,
Luíza Nobuko Okamura,
Dianizia Araujo Ferreira,
João Aparecido de Almeida,
Francisco Jorge Peralta,
Elair Alberto Deboni,
Helio Garone Vilalba,
Vanusa Martins da Silva Alves,
Geraldo Rodrigues da Mota Junior,
Miguel Takashi Kaneshige,
Antonia Marcondes de Castro,
Larissa Aparecida Diniz de Mattos,
Waldemir Poppi,
Túlio d’Avila Stuhrk,
Flávia Miyahira,
Wilson Ferreira Leite,
Luiz Américo Lima Paradiso,
Antônio Eduardo de Lima Ricardo,
George Washington Ramos,
Zacarias Souza Marques,
Suely Loureiro da Rosa,
Tatiana Nunes de Moraes,
Manoel Lopes Filho,
João Belchior da Silva,
Pedro Esteves de Freitas,
Celso Nantes,
Antônio Evaldo Oliveira,
Heládio Mendonça Arruda Filho,
Nelson da Costa e Faria,
Noé Gomes de Souza,
Wilson Alves Almeida,
Dr. José Carlos Benites,
Marilda Holsback,
Ivone Corrêa de Oliveira,
Benícia Carolina Ribeiro,
Ogusiku Chyohei,
Dr. Wady Tanus,
Dra. Maria das Dores Rezende Silveira,
Lilian Puga Moraes,
Rita Júlia Magalhães Brates,
Rosedelma Oliveira Fontoura,
Lucas Gomes Lima,
Maria Auxiliadora Neves,
Amaury Pereira de Lima,
Rosemary Bezerra de Moraes Ferreira,
Matilde Lemes,
Percedino Rodrigues,
Valdir José Dall Angol Zanin,
Rodrigo Marra de Alencar Lima,
Matilde Brandão Cardoso,
Ricardo Jabor Rosa,
Marcos André Madrid da Silva,
Jorge Roberto Genaro,
João Batista Ferrairo Honório,
Sueli Porto,
Zaira Cândida de Sá Silva,
Helma Corrêia Firmino,
Antonia Lucia Yule Jacobson,
Sergio Vargas Aguilar,
Márcio Lúcio Seraguci,
Ademir Ignácio Gregório,
Raquel Reis Vaz de Moura Oliveira,
Melissa Sabatel,
Alexandre Silveira Leite,
Mariza Rodrigues Malheiros,
Aguinaldo Zagretti,
Jamil Jader Ferrari,
Carlos Henrique Santana,
Ademos Alves da Silva Junior,
Cláudia Namiuchi Akucevikius,
Ereni Piroli Baziqueto,
Fabrian de Arruda Bento,
Marco Antonio Oliveira Galindo,
Suely Barros Vieira,
Rosana Gonçalves Diniz,
Marcelo Ricardo Mariano,
Maria Magalhães Rodrigues,
Edenilson Dittmar,
Alexandra Bastos Nunes,
Miguel Bitencourt do Amaral,
Dr. Carlos Liberato Portugal,
Marlova Cristina Mioto da Costa,
André Rodrigues de Almeida,
Marcelo Magalhães Albuquerque,
Nelson Willians Fratoni Rodrigues,
Leda Regina Luz Saab Nogueira,
Estácio Eudociak,
Maria Lúcia Nogueira Fernandes,
Derci de Sousa Rezende,
Doriani de Castro David Martins,
Michele Calixto Ferreira,
José Arary Leon dos Santos,
Karina Alves Campos,
Rafael Ricardo Trevisan,
Marcelo Benck Pereira,
Vera Alba Peixoto Martinez,
Marisa Yoko Yasunaka,
Ana Maria Menezes,
Maria Mercedes Almeida,
Vânia Lopes Braga.


Colaborou Tatyane Gameiro

Cinema Correio B+

VisionQuest: entre a memória e o sentimento

Entre memórias e afetos, VisionQuest revisita o legado da Marvel, mas tropeça no excesso de explicações.

17/10/2026 14h00

VisionQuest: entre a memória e o sentimento

VisionQuest: entre a memória e o sentimento Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Antes de voltar a reunir seus heróis no cinema em Vingadores: Doutor Destino, previsto para dezembro, a Marvel faz uma pausa para olhar para um personagem que carrega uma de suas perguntas mais interessantes: o que nos torna humanos?

Em VisionQuest, no Disney+, o Visão de Paul Bettany precisa descobrir quem é depois de recuperar as lembranças de uma vida com a qual já não consegue se conectar emocionalmente. Uma premissa excelente. A execução, porém, nem sempre acompanha.

A série completa a trilogia iniciada com WandaVision e continuada por Agatha Desde Sempre. É uma herança pesada. A primeira transformou o formato das comédias de televisão numa expressão do luto, enquanto a segunda encontrou personalidade no encontro entre bruxaria, perda e desejo.

Agora, cabe ao Visão dar continuidade a essa discussão pelo caminho da inteligência artificial. Entre os três, talvez seja ele quem tenha o conflito mais diretamente ligado ao nosso presente.

Para quem perdeu algum capítulo desse universo, estamos acompanhando o Visão branco, reconstruído depois da morte do original.

Ele recebeu as memórias de sua versão anterior, mas lembrar de Wanda e da família que tiveram não significa recuperar o amor que sentia por eles. Sabe o que aconteceu. Não necessariamente sente o que viveu. A distância entre essas duas experiências é o melhor material da série.

Uma memória pode registrar um acontecimento sem restituir o afeto que lhe dava sentido. O Visão consegue acessar seu passado, mas precisa construir uma relação com ele.

Bettany trabalha bem essa suspensão, entre o reconhecimento e o estranhamento, sem perder a delicadeza que sempre distinguiu o personagem. Há algo doloroso em observar alguém diante da própria história sem saber quanto dela ainda lhe pertence.

O problema é que VisionQuest parece desconfiar da nossa capacidade de perceber tudo isso. Explica, repete, reforça. O roteiro frequentemente transforma uma dúvida existencial em conversa didática, alongando situações que poderiam ganhar força com menos palavras.

A música e os cenários também procuram ampliar emoções que a própria narrativa ainda está tentando produzir. Em vez de nos aproximar, esse esforço às vezes evidencia a distância.

É James Spader quem dá à série a personalidade que lhe falta em vários momentos. Seu retorno como Ultron recupera o humor, a ameaça e a vaidade de uma inteligência que sempre teve opiniões demais sobre a humanidade. A interação com Bettany movimenta a trama e permite que as contradições apareçam sem tanta explicação.

A presença de Ultron também reconecta o Visão às suas origens e ao legado de Tony Stark. J.A.R.V.I.S., a criação que ajudou a formar esse herói, pertence a uma época em que a tecnologia da Marvel tinha a personalidade de seu inventor.

Tony está ausente, mas suas escolhas continuam produzindo consequências. Nesse sentido, a série reúne pontas importantes sem precisar transformar cada conversa num anúncio do próximo filme.

Ainda assim, viver à sombra de WandaVision cobra seu preço. Recuperar a célebre reflexão sobre o luto como amor que persevera não garante o impacto que ela teve quando foi pronunciada pela primeira vez.

A repetição pode até diminuir sua força. Ali, a frase emergia de uma experiência; aqui, corre o risco de funcionar como uma lembrança de como aquela série nos emocionou.

Eu queria me emocionar mais com VisionQuest. Gosto do personagem, da delicadeza de Paul Bettany e dessa ideia de que recuperar uma memória não significa reencontrar o que sentimos.

Mas, por enquanto, é James Spader quem me faz querer continuar. Há uma ironia nisso: numa série sobre a humanidade do Visão, é Ultron quem traz mais vida.

Crônica

O brioche e o aplicativo

17/10/2026 09h45

Continue Lendo...

Conversando ao telefone com uma amiga de infância – daquelas que a vida brindou com uma conta bancária de muitos dígitos e que mora longe daqui –, o assunto caiu na nossa saudade e na distância. Falei que estava complicado planejar uma viagem para visitá-la por conta do preço das passagens aéreas nacionais, que andam se igualando aos valores dos bilhetes internacionais. A resposta dela veio rápida, embalada por uma naturalidade surreal: “Ah, amiga, então venha de Uber!”

Sorri em silêncio do outro lado da linha. Não havia maldade no tom dela, nem arrogância. Havia apenas o hábito e o conforto de quem habita uma realidade tão distante da minha, que a lógica do cotidiano ganha outras réguas.

No mundo dela, o deslocamento interestadual para me receber é uma questão de clique, não de orçamento. O episódio acabou por me lembrar um dos mitos mais duradouros da história: a famosa frase atribuída a Maria Antonieta.

Diz a lenda que, ao ser informada de que os camponeses parisienses passavam fome e não tinham pão, a última grande rainha de Versalhes teria respondido: “Se não têm pão, que comam brioches”. Os historiadores já provaram que a rainha francesa nunca proferiu essas palavras.

A frase, na verdade, apareceu pela primeira vez na obra do filósofo Jean-Jacques Rousseau e foi colada à imagem de Maria Antonieta anos após a sua morte, no dia 16 de outubro de 1793, como parte de uma impiedosa guerra de propaganda revolucionária para pintar a monarquia como o ápice da futilidade.

Embora Maria Antonieta não tenha dito a frase, o mito colou porque traduzia perfeitamente o abismo que separava o palácio do vilarejo. A rainha não odiava o povo; ela apenas não fazia a menor ideia de quanto custava um pedaço de pão, muito menos um brioche.

Séculos depois da queda de Versalhes, percebo que os palácios mudaram de endereço, mas as bolhas continuam intactas.

O “venha de Uber” da minha amiga é o brioche da nossa era tecnológica. Ele revela como o privilégio extremo anestesia a percepção das dificuldades alheias. Não se trata de falta de empatia, mas de uma profunda desconexão geográfica e social. 

A tecnologia avançou, os transportes encurtaram distâncias, mas o topo da pirâmide continua flutuando em um éter em que as engrenagens do mundo real – o preço do combustível, a fatura do cartão, a tarifa dinâmica do aplicativo – simplesmente não fazem barulho.

No fim das contas, só resta perdoar minha amiga e a sugestão do Uber interestadual, assim como a história deveria suavizar o julgamento sobre a ignorância econômica da rainha guilhotinada. Afinal, viver em Versalhes – seja na França do século 18 ou em um condomínio fechado de alta classe hoje em dia – deve ser mesmo um lugar muito confortável e bonito.

O único problema é que, de lá de cima, é impossível enxergar o tamanho do abismo que nos separa.
Minha amiga, infelizmente, não está sozinha nessa anestesia coletiva que toma conta da elite deste País.
* Jornalista e cronista.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).