Correio B

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Confira a coluna Diálogo na íntegra, deste sábado e domingo, 26 e 27 de abril de 2024

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Carmen Eugênio - poeta brasileira

Crepúsculo de outono é uma carta que diz:
— Desfaça-se das folhas secas e descame 
sua epiderme ainda que à revelia”.

FELPUDA

Depois de se tornar “grande empresário” da área de obras públicas com recursos do poder público entrando como capital – e ele “só com a testa” –, figurinha não parou mais ao longo dos últimos anos. A cada operação das autoridades policiais no combate 
à corrupção, aparece seu nome envolvido nas falcatruas. Há tempos era “o faz tudo” de então poderoso político, mas hoje é considerado um mecenas. Só que é alguém que “toca a mão”, enquanto ele “cuida do ouro”. Pode?

Pela terceira vez, o Hotel Colline de France, em Gramado, no Rio Grande do Sul, lidera o ranking do site de viagens Tripadvisor. A premiação Travellers’ Choice considera as avaliações publicadas pelos turistas usuários da plataforma. A acomodação brasileira concorreu com outros 1,6 milhão de estabelecimentos anunciados pela plataforma. De acordo com o site, o gaúcho Colline de France conta com mais de 4 mil avaliações com cinco estrelas de turistas usuários. Outros estabelecimentos brasileiros figuram na lista dos 25 melhores hotéis do mundo, como o Salinas Maragogi All Inclusive Resort, em Alagoas, que ficou em 13º lugar.

Luciana Recalde, que comemora idade nova neste domingo
Paula Magete

Mas, porém...

O vereador Claudinho Serra, preso há alguns dias, mandou avisar que não pretende renunciar ao mandato. Enquanto isso, a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Campo Grande aguarda resposta sobre quem ocuparia a vaga, caso ele falte 10 sessões. Contudo, estranhamente, por lá o assunto cassação está se tornando tabu. Vai entender esse mistério…

Tudo igual

A apertada eleição do vereador Dr. Jamal à presidência municipal do MDB deixou, mesmo assim, o ex-governador André Puccinelli contentinho que só com a vitória do seu afilhado político. Jamal é extremamente fiel ao padrinho e não deverá colocar empecilhos, isso caso acontecer de ele impor ações que possam desagradar outros filiados ao partido. Vai continuar tudo na base do manda quem pode e obedece quem tem juízo.

Especialista

O deputado estadual Junior Mochi está se especializando em aprovar cognomes. Após batizar Mato Grosso do Sul como Estado do Pantanal, ele conseguiu emplacar Vale do Dinossauro para Nioaque. Em ambos casos, não se sabe se a população foi consultada. Nada como viver em um Estado sem problemas.

Aniversariantes

SÁBADO (27)

João Bosco de Castro Martins,
Ana Lúcia Alves 
Arruda Pereira,
Guarim Gonçalves Neto,
Christina Lima Paniago,
Antonio Emilio Zandavalli,
Carmo Marques Santos,
Joaquim Lopes 
de Carvalho Barros,
Leonildo Antonio Corrêa,
Maria Herinqueta 
de Almeida,
Terezinha Maria Peruzzo,
Venizelos Papacosta Filho,
Milton Figueiredo,
Karla Pierro Scaff,
Rosidelma de Andrea Silva,
Walmir Guimarães Dias,
Paulo Flávio Carvalho,
Ieda de Oliveira 
Cruz Pinheiro,
Geraldo Clemente Andrade,
Ronaldo Nonato,
Felipe Melo,
Marcionilo Alves dos Santos,
Alexandre Vilhena,
Humberto Antonio Mandetta,
Marilis Mariotto Donato,
Maria Socorro da Costa Silva,
Danieli Santin Scarpanti,
Adriano Corrêa da Silva,
Silvia Iwamizu Tada,
Marina Faria Callejas 
Oliveira Lima,
Rômulo Tadeu Menossi,
Isaias Avila de Paula,
Pascalle Inverso Ramires,
José Carlos Sousa Gonçalves,
Luiz Paulo Lemos Castelluccio,
Juscelino Soares Brum,
Ismael Antonio Borges,
Waldir Miranda de Britto,
Dr. Pedro Monteiro 
de Almeida,
Jovir Perondi,
Suely Yamazato,
Neuza Costa 
da Silva Camargo,
Claudiano Barcellos Ribeiro,
Benedito Nogueira,
Paulo César Fialho 
de Oliveira,
Pedro Mendes 
Fontoura Filho,
Vera Lúcia Correia 
de Oliveira,
Suely Anderson Corrêa,
Paulo Afrânio Figueiredo Ribeiro,
Simone Oliveira 
de Mendonça Azambuja,
Rafael Saad Peron,
Dra. Cleonice Lemos 
de Souza,
Dr. Elizeu Insaurralde,
Renata Mieko Fujii Ramos,
Dr. Reinaldo 
Rodrigues Barreto,
Eraldo Holsback 
Alves Azambuja,
Dr. Davi Hamilton 
Chaparro Rodrigues,
Maria de Lurdes 
Moraes Buzaglo,
Denise Carvalho 
de Figueiredo,
Dr. Eduardo 
Machado Rocha,
Yoshihito Ota,
Maurilio Antonio Bruzamarello,
Arlindo Icassati Almirão,
Jorge Fusao Sato,
Girlaine Maria Aparecida Manica Kube,
Agnaldo Massao Sato,
Conrado Wolfring,
José Roberto de Souza,
Karyna Hirano dos Santos,
Gustavo Romanowski Pereira.

DOMINGO (28)

Luciana Aparecida Soares Recalde,
Soraia Dibo de Faria,
Flávio de Alcântara Carvalho,
Dra. Raissa Yuri Silva Oshiro,
Elisandra Uesato,
Josiane Azevedo Barthimann,
Fernanda Pereira Zauith,
Francisco Candido 
de Oliveira,
Tancredo Eduardo Ribas,
Wagner Braga Hildebrand,
Rubens Mesquita Sobrinho,
Eliane Penedo de Carvalho,
José Nilo Fernandes Queiroz,
Eli Rodrigues,
João Francisco Terra,
Alcindo de Miranda,
Adão Lopes Moreira,
Dr. Vitor Duarte 
Moron de Andrade,
Vera Siliano,
Alexandre Monteiro Rezende, 
Arlete Saddi Chaves,
Amanda Corrêa 
Pereira Teodoro,
Fran Souza,
Marta Maria Basso,
Fausto Pereira Neto,
Erich Sacco,
Maria Cristina Dias,
José Marcos Morais,
Olavo Hissao Takagi,
Sônia Simões Corrêa,
César Dilermando Lyrio Filho,
Maria Luisa de Menezes Pinto,
César Cortez,
Vera Lúcia Barbosa Nogueira,
Kátia Aparecida Camargo 
do Nascimento Pavão Pionti,
Caroline Marques d’Avila,
Olivia Hortega de Oliveira,
Vanderlei Pereira Barros,
Ana Amélia Rodrigues,
Jean Karlos Silva dos Santos,
Francisco Assis dos Santos,
Alceu Moreira Barros,
Pedro Nogueira de Azevedo,
Hilda Chaves,
Vanda Monteiro Salgado,
Geraldo Maffucci Correa,
Tatiana Saddi,
Guilherme Barbosa Coelho,
Ayrton de Albuquerque,
Juliana Farias,
Dr. Valdir Antonio Ponchio,
Inez Alexandre de Araújo,
Celso Matogrosso Pereira,
Tereza Alice de Barros Cunha,
Anabela Antunes 
Marques Negrisolli,
Dr. Fernando José Ferreira,
Dalva Assis,
Antonio Kuroce,
Ralf Guerrieri da Silva,
Flávio Maritseu Oshiro,
Luiz Sérgio Mossin,
Edna Tacako Miyashiro Benites,
Tomie Matsue Correa,
Henriqueta de Araújo,
João Herculano da Costa,
Danielly Escher Anderson,
Renato Yoshio Kaneki,
Hélio Rocco,
Vilson Valdeci Finger,
Jansen Moussa,
Yara Aparecida Tondatto,
Mirtô Pereira Pimentel,
Claudia Christina 
Torraca de Freitas,
Antonio Carlos Asseff 
de Moraes,
Christiano Torchi,
Fabricio Venhofen Martinelli,
Tiago Bonfanti de Barros,
Victor Gibin Scarpellini.

Colaborou Tatyane Gameiro
 

crônica

O Tempero da Vigilância

22/04/2026 13h30

Arquivo

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Houve um tempo em que o macarrão, recém cozido, ia direto para debaixo da torneira. Uma heresia, diriam os italianos, mas um ritual comum nas cozinhas de Minas. Por lá também os frangos eram quase submetidos a um dia de spa: ensaboados, escaldados e esfregados antes de conhecerem a panela. Mas jabuticaba se comia no pé, com poeira e tudo; a goiaba e o jambo eram limpos na própria manga da camisa, se tanto.

Não sei se fomos nós que ficamos mais sábios ou se o medo das bactérias microscópicas nos tornou mais desconfiados. Os mais velhos juram que naquela época criança comia de tudo e não adoecia. Doce, banha, fritura — o passaporte para o paraíso era livre. A verdade é que adoeciam, sim; só não tínhamos o nome do culpado no prontuário. O chocolate de hoje, com seus parcos 20% de cacau, é mais uma promessa de açúcar do que a iguaria de outrora.

Naquela cozinha de antigamente, o tempo era um ingrediente. O feijão dormia de molho, o molho apurava no canto do fogão e o cheiro da comida invadia a casa muito antes do prato chegar à mesa. Hoje, o fogo é rápido e o ato de comer virou uma tarefa espremida entre dois compromissos. Perdemos a intimidade com a casca e com o osso; trocamos o manuseio do alimento pelo das embalagens de ultraprocessados, que dominam as prateleiras por serem mais acessíveis, tornando-se um desafio real para a saúde de todos nós.

Essa mudança de cenário acabou me tornando mais cautelosa com o que ponho no prato. Criei certas resistências que hoje fazem parte do meu jeito de estar no mundo: em restaurantes, por exemplo, evito as folhas. É um receio silencioso do que não passou pelas minhas mãos. Em casa, busco o que é mais próximo do natural e dou preferência aos orgânicos sempre que posso. Acredito que a nossa saúde é construída ali, na calma da escolha de cada ingrediente, longe da pressa das linhas de produção.

Sinto falta daquela liberdade de criança, mas, sendo sincera, não sei se hoje eu teria coragem de comer a jabuticaba direto do pé (não por causa da poeira, mas do agrotóxico). Por mais saudoso que esse gesto pareça, o mundo ficou complexo demais para a nossa antiga inocência. No fim, trocamos o macarrão lavado sob a torneira — aquela nossa antiga ignorância culinária — pela consciência necessária de que o cuidado com a mesa é, no fundo, um modo de cuidar da própria vida.

Saúde

Conheça os mitos sobre a síndrome do ovário policístico, que não é sinônimo de infertilidade

Conheça os mitos sobre a condição, que afeta de 10% a 13% das mulheres, mas que apenas 30% recebem o diagnóstico adequado

22/04/2026 08h30

Síndrome dos ovários policísticos afeta até 13% das mulheres em idade reprodutiva e ainda é cercada de mitos sobre fertilidade

Síndrome dos ovários policísticos afeta até 13% das mulheres em idade reprodutiva e ainda é cercada de mitos sobre fertilidade Freepik

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A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma das condições hormonais mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva e, ao mesmo tempo, uma das mais incompreendidas. Frequentemente associada à infertilidade, a síndrome carrega um estigma que, segundo especialistas, não corresponde à realidade.

Embora possa dificultar a gestação, a SOP não impede que mulheres engravidem, especialmente quando há acompanhamento médico adequado.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a SOP afeta entre 10% e 13% das mulheres em idade reprodutiva no mundo. Ainda assim, o diagnóstico muitas vezes não acontece: estima-se que até 70% das mulheres com a condição não saibam que a têm.

Esse dado reforça um problema central, a falta de informação, que contribui tanto para o atraso no tratamento quanto para a perpetuação de mitos.

Síndrome dos ovários policísticos afeta até 13% das mulheres em idade reprodutiva e ainda é cercada de mitos sobre fertilidadeDra. Loreta Canivilo, ginecologista - Foto: Divulgação 

A ginecologista Loreta Canivilo explica que a SOP é uma desordem hormonal caracterizada, principalmente, pelo aumento dos níveis de andrógenos, hormônios considerados masculinos, mas que também estão presentes no organismo feminino. Esse desequilíbrio pode provocar uma série de sintomas e impactar diretamente o funcionamento dos ovários.

“Entre os principais sintomas estão menstruação irregular ou ausência de ciclos menstruais, dificuldade para engravidar, acne persistente, aumento de pelos no rosto e no corpo, queda de cabelo, ganho de peso e presença de múltiplos pequenos cistos nos ovários”, detalha a especialista.

IMPACTO

A SOP não se limita a uma questão ginecológica. Trata-se de uma condição complexa, que envolve alterações hormonais e metabólicas.

Em muitos casos, está associada à resistência à insulina, condição em que o corpo tem dificuldade de utilizar adequadamente esse hormônio, responsável por regular os níveis de açúcar no sangue.

Esse fator metabólico contribui para agravar o desequilíbrio hormonal e pode desencadear um ciclo difícil de romper: o excesso de insulina estimula ainda mais a produção de andrógenos, o que, por sua vez, interfere na ovulação.

“É um efeito em cadeia. A resistência à insulina pode piorar os sintomas e dificultar ainda mais o funcionamento regular dos ovários”, explica Loreta.

Além dos impactos reprodutivos, a SOP também pode estar relacionada a outros problemas de saúde ao longo da vida, como diabetes tipo 2, síndrome metabólica e doenças cardiovasculares. Por isso o diagnóstico precoce é essencial, não apenas para lidar com os sintomas imediatos, mas também para prevenir complicações futuras.

MITOS SOBRE FERTILIDADE

Um dos maiores equívocos sobre a síndrome é a crença de que mulheres com SOP não podem engravidar. A ideia, segundo especialistas, surgiu da associação entre a condição e a irregularidade na ovulação.

“Quem tem síndrome dos ovários policísticos pode ter mais dificuldade para engravidar, mas pode, sim, engravidar, com acompanhamento adequado”, afirma Loreta Canivilo.

A explicação está no padrão irregular de ovulação. Diferentemente de mulheres sem a condição, que costumam ovular mensalmente, quem tem SOP pode não ovular todos os meses ou pode ovular de forma imprevisível. Isso reduz as chances estatísticas de gravidez, mas não elimina a possibilidade.

“Sem uma ovulação regular, fica mais difícil prever o período fértil. Isso contribuiu para a fama de infertilidade, mas é importante deixar claro que não se trata de uma infertilidade definitiva”, reforça a ginecologista.

TRATAMENTO

Apesar de não haver uma cura definitiva, a SOP pode ser controlada com tratamento adequado. O manejo da síndrome varia de acordo com os sintomas e os objetivos da paciente, seja regular o ciclo menstrual, controlar manifestações como acne e excesso de pelos ou buscar uma gestação.

Entre as principais abordagens estão mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas, que ajudam a melhorar a sensibilidade à insulina e o equilíbrio hormonal.

Em alguns casos, também são utilizados medicamentos para regular o ciclo menstrual ou induzir a ovulação.

“O tratamento pode incluir medicações que ajudam a coordenar a ovulação, aumentando significativamente as chances de gravidez”, explica Loreta.

Para mulheres que desejam engravidar, o acompanhamento médico é fundamental. Com orientação especializada, é possível identificar o melhor momento e, se necessário, recorrer a terapias específicas para estimular a ovulação.

DESINFORMAÇÃO

Além de gerar ansiedade e frustração, o mito da infertilidade pode levar a comportamentos de risco. Segundo a especialista, algumas mulheres com SOP deixam de utilizar métodos contraceptivos por acreditarem que não podem engravidar.

“Essa ideia é perigosa. Muitas acabam tendo relações sem proteção e, quando menos esperam, ocorre uma gravidez”, alerta.

Entender o próprio corpo e as particularidades da condição é essencial tanto para quem deseja engravidar quanto para quem quer evitar uma gestação.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da SOP geralmente envolve a análise de sintomas clínicos, exames laboratoriais e, em alguns casos, ultrassonografia. Quanto mais cedo a condição for identificada, maiores são as chances de controlar os sintomas e reduzir impactos a longo prazo.

Apesar dos desafios, a síndrome não impede uma vida saudável nem a realização do desejo de maternidade. Com tratamento adequado e mudanças no estilo de vida, muitas mulheres conseguem equilibrar os hormônios, regular o ciclo menstrual e melhorar significativamente a qualidade de vida.

“O mais importante é entender que SOP não é uma sentença. Com acompanhamento médico, é possível controlar a síndrome e alcançar uma gestação, se esse for o desejo”, conclui Loreta Canivilo.

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