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Saúde

Conheça os mitos sobre a síndrome do ovário policístico, que não é sinônimo de infertilidade

Conheça os mitos sobre a condição, que afeta de 10% a 13% das mulheres, mas que apenas 30% recebem o diagnóstico adequado

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A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma das condições hormonais mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva e, ao mesmo tempo, uma das mais incompreendidas. Frequentemente associada à infertilidade, a síndrome carrega um estigma que, segundo especialistas, não corresponde à realidade.

Embora possa dificultar a gestação, a SOP não impede que mulheres engravidem, especialmente quando há acompanhamento médico adequado.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a SOP afeta entre 10% e 13% das mulheres em idade reprodutiva no mundo. Ainda assim, o diagnóstico muitas vezes não acontece: estima-se que até 70% das mulheres com a condição não saibam que a têm.

Esse dado reforça um problema central, a falta de informação, que contribui tanto para o atraso no tratamento quanto para a perpetuação de mitos.

Dra. Loreta Canivilo, Ginecologista Dra. Loreta Canivilo, ginecologista - Foto: Divulgação 

A ginecologista Loreta Canivilo explica que a SOP é uma desordem hormonal caracterizada, principalmente, pelo aumento dos níveis de andrógenos, hormônios considerados masculinos, mas que também estão presentes no organismo feminino. Esse desequilíbrio pode provocar uma série de sintomas e impactar diretamente o funcionamento dos ovários.

“Entre os principais sintomas estão menstruação irregular ou ausência de ciclos menstruais, dificuldade para engravidar, acne persistente, aumento de pelos no rosto e no corpo, queda de cabelo, ganho de peso e presença de múltiplos pequenos cistos nos ovários”, detalha a especialista.

IMPACTO

A SOP não se limita a uma questão ginecológica. Trata-se de uma condição complexa, que envolve alterações hormonais e metabólicas.

Em muitos casos, está associada à resistência à insulina, condição em que o corpo tem dificuldade de utilizar adequadamente esse hormônio, responsável por regular os níveis de açúcar no sangue.

Esse fator metabólico contribui para agravar o desequilíbrio hormonal e pode desencadear um ciclo difícil de romper: o excesso de insulina estimula ainda mais a produção de andrógenos, o que, por sua vez, interfere na ovulação.

“É um efeito em cadeia. A resistência à insulina pode piorar os sintomas e dificultar ainda mais o funcionamento regular dos ovários”, explica Loreta.

Além dos impactos reprodutivos, a SOP também pode estar relacionada a outros problemas de saúde ao longo da vida, como diabetes tipo 2, síndrome metabólica e doenças cardiovasculares. Por isso o diagnóstico precoce é essencial, não apenas para lidar com os sintomas imediatos, mas também para prevenir complicações futuras.

MITOS SOBRE FERTILIDADE

Um dos maiores equívocos sobre a síndrome é a crença de que mulheres com SOP não podem engravidar. A ideia, segundo especialistas, surgiu da associação entre a condição e a irregularidade na ovulação.

“Quem tem síndrome dos ovários policísticos pode ter mais dificuldade para engravidar, mas pode, sim, engravidar, com acompanhamento adequado”, afirma Loreta Canivilo.

A explicação está no padrão irregular de ovulação. Diferentemente de mulheres sem a condição, que costumam ovular mensalmente, quem tem SOP pode não ovular todos os meses ou pode ovular de forma imprevisível. Isso reduz as chances estatísticas de gravidez, mas não elimina a possibilidade.

“Sem uma ovulação regular, fica mais difícil prever o período fértil. Isso contribuiu para a fama de infertilidade, mas é importante deixar claro que não se trata de uma infertilidade definitiva”, reforça a ginecologista.

TRATAMENTO

Apesar de não haver uma cura definitiva, a SOP pode ser controlada com tratamento adequado. O manejo da síndrome varia de acordo com os sintomas e os objetivos da paciente, seja regular o ciclo menstrual, controlar manifestações como acne e excesso de pelos ou buscar uma gestação.

Entre as principais abordagens estão mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas, que ajudam a melhorar a sensibilidade à insulina e o equilíbrio hormonal.

Em alguns casos, também são utilizados medicamentos para regular o ciclo menstrual ou induzir a ovulação.

“O tratamento pode incluir medicações que ajudam a coordenar a ovulação, aumentando significativamente as chances de gravidez”, explica Loreta.

Para mulheres que desejam engravidar, o acompanhamento médico é fundamental. Com orientação especializada, é possível identificar o melhor momento e, se necessário, recorrer a terapias específicas para estimular a ovulação.

DESINFORMAÇÃO

Além de gerar ansiedade e frustração, o mito da infertilidade pode levar a comportamentos de risco. Segundo a especialista, algumas mulheres com SOP deixam de utilizar métodos contraceptivos por acreditarem que não podem engravidar.

“Essa ideia é perigosa. Muitas acabam tendo relações sem proteção e, quando menos esperam, ocorre uma gravidez”, alerta.

Entender o próprio corpo e as particularidades da condição é essencial tanto para quem deseja engravidar quanto para quem quer evitar uma gestação.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da SOP geralmente envolve a análise de sintomas clínicos, exames laboratoriais e, em alguns casos, ultrassonografia. Quanto mais cedo a condição for identificada, maiores são as chances de controlar os sintomas e reduzir impactos a longo prazo.

Apesar dos desafios, a síndrome não impede uma vida saudável nem a realização do desejo de maternidade. Com tratamento adequado e mudanças no estilo de vida, muitas mulheres conseguem equilibrar os hormônios, regular o ciclo menstrual e melhorar significativamente a qualidade de vida.

“O mais importante é entender que SOP não é uma sentença. Com acompanhamento médico, é possível controlar a síndrome e alcançar uma gestação, se esse for o desejo”, conclui Loreta Canivilo.

Diálogo

"Tem parlamentar que anda mais grudado no governo do que mosca em volta...", leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta segunda-feira (15)

15/06/2026 00h01

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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FERNANDO PESSOA - ESCRITOR PORTUGUÊS

"O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela".

FELPUDA

Tem parlamentar que anda mais grudado no governo do que mosca em volta do mel. Antes mesmo de a agenda oficial sair, já tenta descobrir onde o governador estará, quais obras serão entregues e até quem vai discursar. Não satisfeito, ainda distribui palpites sobre serviços viabilizados com suas emendas, como se fosse fiscal da própria inauguração. Nos corredores, há quem diga que ele ainda não percebeu que até já ganhou o apelido de “chato de galocha”. Assim, em cada foto, um sorriso; em cada flash, uma pose. Afinal, ano eleitoral tem dessas coisas...

Diálogo

Equívoco

Observadores atentos do cenário político avaliam que Fábio Trad ainda vem carregando hábitos de campanhas proporcionais. O comentário recorrente é de que, por nunca ter disputado eleição majoritária, o ex-deputado estaria apostando demais no confronto direto com o principal adversário. 

Mais

Maioria dos políticos acha que a estratégia de apenas bater no opositor poderá não surtir o efeito que é esperado em uma corrida ao Executivo. Na avaliação de bastidores, majoritária exige discurso mais amplo e construção de imagem própria.

DiálogoMaria Cristina Alcantara de Carvalho, Maria Helena Coutinho Pimentel e Maria Carmen Pitaluga Duailibi. Foto: Arquivo Pessoal

 

DiálogoAdriana De Fazio. Foto: Arquivo Pessoal

 Vem de lá

O esperneio em torno da segunda vaga ao Senado pelo PL tende a ser inútil. O acordo firmado prevê que a primeira vaga é do ex-governador Reinaldo Azambuja, conforme combinado com o ex-presidente Jair Bolsonaro, com testemunhas presentes, enquanto a segunda dependerá do desempenho nas pesquisas. Cumprindo o “ritual”, duas sondagens já foram encomendadas por Azambuja, presidente estadual da sigla, e serão encaminhadas à direção nacional. A palavra final sairá de Brasília. Sem choro, nem vela.

Estratégia

Depois de ser “rifado” pelo próprio PP da disputa ao Senado, o deputado estadual Gerson Claro parece ter mudado de estratégia: agora corre contra o tempo em busca da reeleição. Presidente da Assembleia, multiplica agendas, das mais modestas às mais concorridas, discursa em plenário, apresenta moções e requerimentos e coleciona gestos que agradam servidores e colegas. Na política, ninguém despreza um voto. Afinal, a velha lição continua valendo: até a cigarra aprende a respeitar a formiga.

Cerco

A combinação de policiamento ostensivo, planejamento e maior presença da Polícia Militar nas ruas tem apertado o cerco contra a criminalidade em Campo Grande. Sob o comando do coronel Emerson de Almeida Vicente, o Policiamento Metropolitano atribui a queda nos roubos e furtos ao reforço do efetivo, à ampliação da setorização, de 38 para 50 áreas, e às estratégias de prevenção.

ANIVERSARIANTES

  • Dr. Alberto Cubel Brull Júnior,
  • Dra. Ana Carolina Wanderley Xavier,
  • João Vicente Pereira Neto,
  • Alessandra Duailibi,
  • Laudeur Muniz Ribeiro,
  • Milda de Paula Muniz Mandetta,
  • Reginaldo de Souza Braga,
  • Ana Cristina Miyasato,
  • Dorival Alves de Moura,
  • Marcia Mota,
  • Nelson Motomu Nakaya,
  • Antonio Senhei Higa,
  • Lairce Basso dos Santos,
  • Claudio Luiz de Araujo Silva,
  • João Amando de Oliveira,
  • Lidia Higa Mori,
  • Arakem Fernandes Mendonça,
  • Maria Mendes da Silva,
  • Celso Saraiva Gonçalves,
  • Levi Antonio Ribeiro,
  • Regina de Fátima Freitas Carvalho Ferro,
  • Carine Beatriz Giaretta
  • Marcos Pedrossian Coelho,
  • Dr. Marcelo Luiz Brandão Vilela,
  • Maristela Brandão Vilela,
  • Miguel Gomes,
  • Maria de Souza da Silva,
  • Pablo Gabriel Farias da Silva,
  • Regina Baruki,
  • Lucineth Maria de Jesus,
  • Juliana da Silva,
  • Flávia Pagnonceli Aguiar Ribeiro,
  • Ademir José Rodrigues,
  • Mario da Costa Freitas Júnior,
  • Fernando Moreira Soares,
  • Antônio Divino Moraes de Freitas,
  • Irmã Martha Genoveva Jara Andino,
  • Eliete Aquino Brum,
  • Marilene Conceição da Silva Vernochi,
  • Alan das Neves,
  • Janaína Vieira Flores Simioli,
  • Mirella Fialho de Castro Moura,
  • Ivanildo Ferrari,
  • Cláudio Severo Neris,
  • Carlos Magno Couto,
  • Dra. Alice Dias Paulino,
  • Jorges,
  • Juliana Lobo Dias Neres de Lima,
  • Cláudia Muniz Soares,
  • Maria Inêz Souza Gomes,
  • Aikel Mansour Filho,
  • Angelina Mendes Ribeiro,
  • Zilá Flôres Rocha,
  • Juliano Rodrigo Klaus,
  • Maria Aparecida Brum,
  • Blair Antônio de Farias,
  • Luiz Souza Costa,
  • Vicente Costa,
  • Ary Machado,
  • Danilo da Silva Conte,
  • Humberto de Souza,
  • Fábio Ferreira Dias Marcondes,
  • Marina da Silva Carvalho,
  • Carlos Roberto David da Silva,
  • Maria Helena Dantas,
  • Daniel Azevedo,
  • Marcelo Assis,
  • Odila Maria Nacasato Cappi,
  • Angela Guedes,
  • Maria da Paz Rios Brandão de Faria,
  • José Henrique Gomes,
  • Ricardo Nunes Muniz,
  • Osório de Sá Coelho,
  • Francisco Claer Espíndola,
  • Lia de Godoy,
  • Florípedes Sá,
  • Antônio Neto da Silva,
  • Eliseu Ramão Gamarra Lescano,
  • Grazielle Nantes Ojeda,
  • Juliane Aparecida Cordeiro Queiroz,
  • Aniely Corrêa Tezza,
  • Alcindo Alves de Almeida,
  • Johnny Jefferson de Moura,
  • Altino Lourenço de Paiva,
  • Valentino Vacchiano,
  • Loana Paula Novais Santos,
  • José Carlos da Silva,
  • Ana Neri da Silva Vieira,
  • Everton Gomes Corrêa,
  • Elaine Cristina Ishiki Benicasa
  • Vera Luisa de Queiroz Rodrigues da Cunha,
  • José Augusto da Silva,
  • Higya Alessandra Merlin,
  • Melissa Kopp Setti de Oliveira,
  • Bianca Corrêa de Castro,
  • Gelci de Souza Castro,
  • Valéria Zanella Peres,
  • Juliana Gomes Neta de Oliveira,
  • Márcia Vaz de Mello Taube Maranho,
  • Daniella Kades de Oliveira,
  • Tânia Mara Ferreira Abdo,
  • Mário Cardoso Junior,
  • Raul Brites Júnior,
  • Angelo Sichinel da Silva,
  • Flávio Modesto Gonçalves Fortes,
  • Ademir Ricci,
  • Virgínia Marta Magrini Santana de Figueiredo.

COLABOROU TATYANE GAMEIRO 

CAMPO GRANDE (MS)

Ipê rosa abre temporada das cores e anuncia chegada do inverno

Rosa começou a florir e deve alcançar o seu auge no fim do mês, próximo a chegada da estação de inverno, em 21 de junho

14/06/2026 15h44

Ipê rosa em tarde chuvosa de domingo

Ipê rosa em tarde chuvosa de domingo MARCELO VICTOR

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A temporada das cores está de volta: ipês voltaram a colorir e enfeitar ruas e avenidas de Campo Grande.

O rosa é o primeiro do ano a florir e anunciar a chegada do inverno, que começa em 21 de junho, daqui uma semana.

O Ipê, símbolo da flora sul-mato-grossense, é comum nas estações de outono e inverno. A temporada de floração começa em junho e vai até setembro. O ipê rosa floresce em junho/julho; o amarelo em julho/agosto e o branco em agosto/setembro.

Ipê rosa em tarde chuvosa de domingo"Tapete rosa" de folhas de ipê rosa na avenida Afonso Pena, em Campo Grande. Foto: Gerson Oliveira/arquivo

O rosa começou a florir e deve alcançar o seu auge no fim do mês. Apesar de ainda tímidos, estão plantados nas avenidas Afonso Pena, Ernesto Geisel, Mato Grosso, Ricardo Brandão, Costa e Silva, Gury Marques, Parque das Nações Indígenas, Parque dos Poderes, entre outros locais.

Flores da árvore caem e formam um lindo e exuberante “tapete rosa” no chão.

As cores mais comuns em Campo Grande são rosa, amarelo e branco. Também existe a cor verde, incomum na Capital. Além desses, existe o falso ipê, que é o lilás, do gênero Jacaranda.

De acordo com a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG), no fim nos anos 90 e início dos anos 2000, a gestão municipal plantou cinco mil mudas de ipês nas saídas da cidade, canteiros centrais das avenidas e parques. E, por isso, a cidade recebeu o título e slogam de “Capital dos Ipês”.

Ipê rosa em tarde chuvosa de domingo"Tapete rosa" de folhas de ipê rosa na avenida Afonso Pena, em Campo Grande. Foto: Gerson Oliveira/arquivo

IPÊ

O ipê é uma árvore do gênero Handroanthus, Tabebuia e Cybistax e da família Bignoniaceae. É comum florescer na estação de inverno.

Possui altura que varia de 5 a 20 metros, carregado de flores coloridas e desprovido de folhas. Em boas condições, pode passar de 100 anos de vida com facilidade. 

Suas características são:

  • Cascas rugosas
  • Folhas substituídas por flores coloridas na estação de inverno
  • Deciduidade de folhas, que é quando as folhas caem na estação seca
  • Folhas palmadas, que são folhas em forma de uma mão aberta

Chama a atenção porque as folhas são totalmente substituídas por flores, em cachos, na maioria de suas espécies durante a estação de seca.

Ipê rosa em tarde chuvosa de domingoFlores do ipê rosa. Foto: Marcelo Victor/arquivo

Por causa de sua beleza, atraem insetos e vertebrados como abelhas e pássaros, especialmente beija-flores que tem papel fundamental na polinização.

De acordo com o mestre em biologia vegetal e doutorando em ecologia e conservação, Pedro Isaac Vanderlei de Souza, os Ipês são predominantes em todo o país, com ocorrência na Mata Atlântica, Caatinga, Amazônia, Cerrado e em alguns países da América do Sul.

Existem três espécies de Ipê rosa, quatro do amarelo, uma do branco e uma do verde em Campo Grande.

“A mais comum de rosa é Handroanthus impetiginosus. De amarelo a gente tem bastante Handroanthus ochraceus, que é o ipê amarelo do cerrado, e Tabebuia aurea, que é o ipê amarelo do Pantanal ou paratudo, além de Handroanthus chrysotricha, que é aquele ipê amarelo pequeninho. O branco é Tabebuia roseoalba e o verde é Cybistax antisyphilitica”, explicou Pedro.

A floração do ipê-rosa é bem curta, geralmente dura poucos dias a algumas semanas.

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