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Conheça o Zibá, Domo Geodésico que fica na divisa das cidades de Vargem/SP e Extrema, Sul de MG

"Trazer os elementos que nos remetem à estética africana é uma forma de compartilhar com os hóspedes um pouco do que vivemos e apreciamos. A ideia é que o Zibá transmita o conforto, a excelência de hospitalidade característica da África do Sul".

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O Zibá é sobre a beleza da ousadia das pessoas de alma livre que buscam nas experiências uma forma de conhecer melhor o mundo e a si mesmas.

É sobre os apaixonados por viagem, design e conforto. É sobre parar e apreciar, sem deixar de viver e aproveitar. São pessoas sem amarras, que entendem a palavra compartilhar não só como um verbo e sim uma forma de viver. É sobre criar memórias. Valorizar a natureza e o recolhimento.

O Zibá nasceu de uma conversa despretensiosa entre 4 amigos sobre o sonho de montar uma hospedagem que fugisse dos modelos tradicionais e que se alinhasse aos pilares pessoais e experiências em comum que tiveram ao morar na África do Sul, um país criativo, diversificado, com riqueza cultural e rodeado de uma natureza fora do comum.

"Nós quatro temos muitos gostos em comum, dois deles são viajar e empreender. O Zibá nasceu de uma conversa despretensiosa em que falávamos sobre a pandemia e a reinvenção de tudo, inclusive as novas formas de empreender, viajar, consumir e viver. Percebendo a nova tendência de staycation junto à ascensão do airbnb, brotou o sonho de criar uma acomodação diferenciada que atendesse nossos gostos pessoais e as demandas reprimidas de quem queria viajar pra viver novas experiências e voltar a ter contato com a natureza. Tudo sempre de forma segura com a situação que vivemos", relembra Marina uma das co-fundadoras do Zibá.

Os  Co-Fundadores do Zibá - Bia (publicitária), Mateus (publicitário), Marina (publicitária) e Victor (engenheiro) - Divulgação

A ideia é que a acomodação transmita o conforto e a excelência de hospitalidade característica da África do Sul, com o objetivo de ser referência nesse tipo de acomodação e ter hospedagens diferenciadas espalhadas
em cidades pouco conhecidas e valorizadas no Brasil, afim de promover a valorização nacional.

Localizado na divisa de Vargem/SP e Extrema/MG, o Zibá está a 1.100 metros de altitude e 90km da cidade de São Paulo (cerca de 1h30), com vista para a Serra do Lopo, envolta de privacidade, silêncio e segurança.

Por estar imerso na natureza, ele foi concebido de forma sustentável, desde a sua construção até o seu interior afim de preservar a natureza local.

No projeto, foi mantido as características iniciais do terreno e não foram feitos a supressão de mata nativa. Os sócios valorizaram as nascentes, desde a captação da água até o descarte de efluentes.

"O Zibá é muito mais do que uma simples casa de locação. Ele foi todo pensado e planejado para ter o mesmo nível de qualidade de um hotel - 5 estrelas, porém com muito mais privacidade e acolhimento para nossos hóspedes. O fato da localização ser muito próxima a SP - cerca de 1h30 da capital paulista e ao mesmo tempo perto também de outras cidades grandes de SP e do Sul de Minas (estamos na divisa entre os dois estados), permite que as pessoas consigam viver uma experiência completamente nova, seja ela de aventura ou sossego e se reconectar consigo mesmas através do contato com a natureza e ainda assim manter um nível de conforto. Uma vez que acreditamos que uma boa parcela das pessoas desejam acampar, porém não se identificam com o modelo tradicional de barraca. Aqui no Zibá, alinhamos o design, o conforto e a
sofisticação em um modelo de arquitetura diferente - Domo Geodésico. Pouco conhecido entre os brasileiros", explica Victor, engenheiro e co-fundador do Zibá.

Entrada da acomodação do Zibá - Domo Geodésico e também uma casa inteligente - Divulgação

Os sócios optaram por uma obra limpa, com baixo nível de resíduos sólidos e no interior deram novos usos a materiais que seriam descartados. Onde antes era pastagem de gado, hoje eles deixaram que árvores nativas crescessem naturalmente com o objetivo de formar uma área preservada de Mata Atlântica.

A rotina dos hóspedes durante sua estadia também é uma preocupação do Zibá. Com o intuito de conservar a natureza e ensinar praticas que ajudam o meio ambiente, eles disponibilizam bucha de louça feita de fibra de coco biodegradável para evitar o descarte de materiais que levariam anos para se decompor e escovas de bambu também biodegradáveis para que os hóspedes levem essas práticas para dentro de casa.

Detalhes da acomodação - Divulgação

Com fabricação própria, o Zibá tem área de circulação 360o em seus 60m2 com cozinha gourmet completa, banheiro com aquecedor de toalhas, cama queen no quarto principal e também no mezanino, ambos com vista para as montanhas acomodando de 2-4 hóspedes confortavelmente. Deck externo com spa, fire pit, churrasqueira e wi-fi de uso exclusivo e privado para cada acomodação.

No Zibá você usufrui do ecoturismo, tais como: trekking, rafting, vôo livre, cavalgada, por exemplo. Um dos objetivos também é valorizar cidades pouco conhecidas no país, a fim de promover a valorização nacional.

"A proposta é ter esse contato íntimo e momentos de apreciação da natureza a todo momento, sem perrengue, com todo o conforto e a sofisticação necessária para uma experiência 5 estrelas. As vivências e as experiências que tivemos em um país tão criativo e diversificado com certeza nos inspiraram. Entre elas um safari feito pelo Kruger National Park. Trazer os elementos que nos remetem à estética africana é uma forma de compartilhar com os hóspedes um pouco do que vivemos e apreciamos. A ideia é que o Zibá transmita o conforto, a excelência de hospitalidade característica da África do Sul", finalizam os sócios.
@sejaziba

Vista com lareira - Divulgação

crônica

O Tempero da Vigilância

22/04/2026 13h30

Arquivo

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Houve um tempo em que o macarrão, recém cozido, ia direto para debaixo da torneira. Uma heresia, diriam os italianos, mas um ritual comum nas cozinhas de Minas. Por lá também os frangos eram quase submetidos a um dia de spa: ensaboados, escaldados e esfregados antes de conhecerem a panela. Mas jabuticaba se comia no pé, com poeira e tudo; a goiaba e o jambo eram limpos na própria manga da camisa, se tanto.

Não sei se fomos nós que ficamos mais sábios ou se o medo das bactérias microscópicas nos tornou mais desconfiados. Os mais velhos juram que naquela época criança comia de tudo e não adoecia. Doce, banha, fritura — o passaporte para o paraíso era livre. A verdade é que adoeciam, sim; só não tínhamos o nome do culpado no prontuário. O chocolate de hoje, com seus parcos 20% de cacau, é mais uma promessa de açúcar do que a iguaria de outrora.

Naquela cozinha de antigamente, o tempo era um ingrediente. O feijão dormia de molho, o molho apurava no canto do fogão e o cheiro da comida invadia a casa muito antes do prato chegar à mesa. Hoje, o fogo é rápido e o ato de comer virou uma tarefa espremida entre dois compromissos. Perdemos a intimidade com a casca e com o osso; trocamos o manuseio do alimento pelo das embalagens de ultraprocessados, que dominam as prateleiras por serem mais acessíveis, tornando-se um desafio real para a saúde de todos nós.

Essa mudança de cenário acabou me tornando mais cautelosa com o que ponho no prato. Criei certas resistências que hoje fazem parte do meu jeito de estar no mundo: em restaurantes, por exemplo, evito as folhas. É um receio silencioso do que não passou pelas minhas mãos. Em casa, busco o que é mais próximo do natural e dou preferência aos orgânicos sempre que posso. Acredito que a nossa saúde é construída ali, na calma da escolha de cada ingrediente, longe da pressa das linhas de produção.

Sinto falta daquela liberdade de criança, mas, sendo sincera, não sei se hoje eu teria coragem de comer a jabuticaba direto do pé (não por causa da poeira, mas do agrotóxico). Por mais saudoso que esse gesto pareça, o mundo ficou complexo demais para a nossa antiga inocência. No fim, trocamos o macarrão lavado sob a torneira — aquela nossa antiga ignorância culinária — pela consciência necessária de que o cuidado com a mesa é, no fundo, um modo de cuidar da própria vida.

Saúde

Conheça os mitos sobre a síndrome do ovário policístico, que não é sinônimo de infertilidade

Conheça os mitos sobre a condição, que afeta de 10% a 13% das mulheres, mas que apenas 30% recebem o diagnóstico adequado

22/04/2026 08h30

Síndrome dos ovários policísticos afeta até 13% das mulheres em idade reprodutiva e ainda é cercada de mitos sobre fertilidade

Síndrome dos ovários policísticos afeta até 13% das mulheres em idade reprodutiva e ainda é cercada de mitos sobre fertilidade Freepik

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A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma das condições hormonais mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva e, ao mesmo tempo, uma das mais incompreendidas. Frequentemente associada à infertilidade, a síndrome carrega um estigma que, segundo especialistas, não corresponde à realidade.

Embora possa dificultar a gestação, a SOP não impede que mulheres engravidem, especialmente quando há acompanhamento médico adequado.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a SOP afeta entre 10% e 13% das mulheres em idade reprodutiva no mundo. Ainda assim, o diagnóstico muitas vezes não acontece: estima-se que até 70% das mulheres com a condição não saibam que a têm.

Esse dado reforça um problema central, a falta de informação, que contribui tanto para o atraso no tratamento quanto para a perpetuação de mitos.

Síndrome dos ovários policísticos afeta até 13% das mulheres em idade reprodutiva e ainda é cercada de mitos sobre fertilidadeDra. Loreta Canivilo, ginecologista - Foto: Divulgação 

A ginecologista Loreta Canivilo explica que a SOP é uma desordem hormonal caracterizada, principalmente, pelo aumento dos níveis de andrógenos, hormônios considerados masculinos, mas que também estão presentes no organismo feminino. Esse desequilíbrio pode provocar uma série de sintomas e impactar diretamente o funcionamento dos ovários.

“Entre os principais sintomas estão menstruação irregular ou ausência de ciclos menstruais, dificuldade para engravidar, acne persistente, aumento de pelos no rosto e no corpo, queda de cabelo, ganho de peso e presença de múltiplos pequenos cistos nos ovários”, detalha a especialista.

IMPACTO

A SOP não se limita a uma questão ginecológica. Trata-se de uma condição complexa, que envolve alterações hormonais e metabólicas.

Em muitos casos, está associada à resistência à insulina, condição em que o corpo tem dificuldade de utilizar adequadamente esse hormônio, responsável por regular os níveis de açúcar no sangue.

Esse fator metabólico contribui para agravar o desequilíbrio hormonal e pode desencadear um ciclo difícil de romper: o excesso de insulina estimula ainda mais a produção de andrógenos, o que, por sua vez, interfere na ovulação.

“É um efeito em cadeia. A resistência à insulina pode piorar os sintomas e dificultar ainda mais o funcionamento regular dos ovários”, explica Loreta.

Além dos impactos reprodutivos, a SOP também pode estar relacionada a outros problemas de saúde ao longo da vida, como diabetes tipo 2, síndrome metabólica e doenças cardiovasculares. Por isso o diagnóstico precoce é essencial, não apenas para lidar com os sintomas imediatos, mas também para prevenir complicações futuras.

MITOS SOBRE FERTILIDADE

Um dos maiores equívocos sobre a síndrome é a crença de que mulheres com SOP não podem engravidar. A ideia, segundo especialistas, surgiu da associação entre a condição e a irregularidade na ovulação.

“Quem tem síndrome dos ovários policísticos pode ter mais dificuldade para engravidar, mas pode, sim, engravidar, com acompanhamento adequado”, afirma Loreta Canivilo.

A explicação está no padrão irregular de ovulação. Diferentemente de mulheres sem a condição, que costumam ovular mensalmente, quem tem SOP pode não ovular todos os meses ou pode ovular de forma imprevisível. Isso reduz as chances estatísticas de gravidez, mas não elimina a possibilidade.

“Sem uma ovulação regular, fica mais difícil prever o período fértil. Isso contribuiu para a fama de infertilidade, mas é importante deixar claro que não se trata de uma infertilidade definitiva”, reforça a ginecologista.

TRATAMENTO

Apesar de não haver uma cura definitiva, a SOP pode ser controlada com tratamento adequado. O manejo da síndrome varia de acordo com os sintomas e os objetivos da paciente, seja regular o ciclo menstrual, controlar manifestações como acne e excesso de pelos ou buscar uma gestação.

Entre as principais abordagens estão mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas, que ajudam a melhorar a sensibilidade à insulina e o equilíbrio hormonal.

Em alguns casos, também são utilizados medicamentos para regular o ciclo menstrual ou induzir a ovulação.

“O tratamento pode incluir medicações que ajudam a coordenar a ovulação, aumentando significativamente as chances de gravidez”, explica Loreta.

Para mulheres que desejam engravidar, o acompanhamento médico é fundamental. Com orientação especializada, é possível identificar o melhor momento e, se necessário, recorrer a terapias específicas para estimular a ovulação.

DESINFORMAÇÃO

Além de gerar ansiedade e frustração, o mito da infertilidade pode levar a comportamentos de risco. Segundo a especialista, algumas mulheres com SOP deixam de utilizar métodos contraceptivos por acreditarem que não podem engravidar.

“Essa ideia é perigosa. Muitas acabam tendo relações sem proteção e, quando menos esperam, ocorre uma gravidez”, alerta.

Entender o próprio corpo e as particularidades da condição é essencial tanto para quem deseja engravidar quanto para quem quer evitar uma gestação.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da SOP geralmente envolve a análise de sintomas clínicos, exames laboratoriais e, em alguns casos, ultrassonografia. Quanto mais cedo a condição for identificada, maiores são as chances de controlar os sintomas e reduzir impactos a longo prazo.

Apesar dos desafios, a síndrome não impede uma vida saudável nem a realização do desejo de maternidade. Com tratamento adequado e mudanças no estilo de vida, muitas mulheres conseguem equilibrar os hormônios, regular o ciclo menstrual e melhorar significativamente a qualidade de vida.

“O mais importante é entender que SOP não é uma sentença. Com acompanhamento médico, é possível controlar a síndrome e alcançar uma gestação, se esse for o desejo”, conclui Loreta Canivilo.

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