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Literatura

Cordelista Aurineide Alencar transforma clássicos da literatura em obras acessíveis

Radicada em Mato Grosso do Sul há mais de quatro décadas, a cordelista paraibana Aurineide Alencar lança coleção em que transpõe "Os Três Porquinhos" e outros clássicos para os versos rimados das tradicionais publicações nordestinas

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A magia dos contos infantis ganha novos versos, rimas e vozes no projeto Cordel Conta o Conto, da cordelista Aurineide Alencar, que transforma clássicos da literatura em obras acessíveis e cheias de identidade cultural. A iniciativa contempla a produção e a impressão de uma coleção infantil com 10 releituras de contos populares no formato de literatura de cordel, além da gravação de todos os títulos em vídeos com recursos de acessibilidade, como legendas e interpretação em Libras.

O material audiovisual será lançado nas redes sociais e no YouTube em formato de videobook, tornando o projeto acessível também para crianças com deficiência auditiva ou visual. Já os livretos impressos contam com QR codes que direcionam diretamente para os vídeos, promovendo a integração entre os formatos físico e digital.

O lançamento oficial da coleção foi realizado na noite de sábado, na Sitioca Cantinho do Cordel, em Dourados, onde reside a autora, e os exemplares da obra impressa também começaram a ser distribuídos em escolas e bibliotecas do município desde o início desta semana.

A partir de agora, o projeto seguirá em circulação por feiras, escolas, universidades e exposições no Estado por meio da Cordelteca Itinerante Cantinho do Cordel. Com isso, a iniciativa amplia o alcance da literatura de cordel, ainda pouco difundida em Mato Grosso do Sul, e incentiva o hábito da leitura de forma lúdica e democrática.

ACESSO À POESIA

Segundo Aurineide, a proposta nasceu da vivência com o público e do desejo pessoal de tornar o cordel acessível a todos. “Tenho uma neta com deficiência auditiva e percebi como é difícil encontrar literatura acessível. Com esse projeto, queremos romper barreiras e mostrar que o cordel também pode abraçar a diversidade. É uma forma de garantir que todas as crianças tenham acesso à poesia, à cultura popular e à fantasia dos contos”, afirma.

TÍTULOS

A coleção inclui os seguintes títulos: “Os Três Porquinhos”, “O Patinho Feio”, “João e o Pé de Feijão”, “O Mágico de Oz”, “A Festa no Céu”, “Cachinhos de Ouro”, “Chapeuzinho Vermelho”, “As Sapatilhas de Sofia”, “João e Maria” e “O Gato de Botas”, todos adaptados em versos rimados no estilo tradicional do cordel.

O videobook foi produzido pela Irmãos Rotta Produções e o projeto foi contemplado pelo edital Pnab nº 8/2024, uma realização do governo federal e do Ministério da Cultura, com apoio da prefeitura de Dourados e da Secretaria Municipal de Cultura do município.

PROFESSORA

Nascida em Catolé do Rocha, no sertão da Paraíba, a 400 quilômetros da capital João Pessoa, a autora mudou-se com a família para Dourados há mais de 40 anos e, sem nunca se afastar do cordel, tornou-se uma grande representante das tradicionais rimas nordestinas em Mato Grosso do Sul.

Antes mesmo de frequentar a escola na cidade natal, Aurineide se alfabetizou, praticamente por conta própria, com a ajuda dos folhetos que costumavam trazer uma xilogravura na capa. E fez dessa experiência o seu diferencial como professora.

Trinta anos depois, já aposentada e com dezenas de folhetos de sua própria autoria publicados, ela transformou seu ousado projeto educativo e literário em um sonho sobre rodas. Adaptou uma Kombi para dar vida à Cordelteca Itinerante, com a qual tem circulado para propagar uma arte que nasceu, e em grande parte ainda se mantém, nas mãos e mentes masculinas.

COISA DE FAMÍLIA

A chegada no Estado, em agosto de 1983, foi por Deodápolis, com os pais, os irmãos e a família de uma tia. Tempos depois, começou a estudar letras em Dourados, graduou-se e passou a dar aulas.

“Vivi em Catolé do Rocha até os 18 anos. Essas duas famílias vieram em busca de melhorias, já que nessa época a vida do sertão era muito difícil, principalmente em família numerosa. O cordel faz parte da minha vida desde que eu nasci, pois naquela região, até os dias de hoje, usa-se muito o sistema de cantorias, existem festivais de repentistas. Tanto que, em quase toda família, tem um metido a ser cantador, violeiro, essas coisas”, conta Aurineide.

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Saúde Correio B+

Pele no outono: especialista explica como mudanças de temperatura impactam a pele e orienta cuidados

Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) alerta para aumento do ressecamento e reforça importância da hidratação diária.

24/05/2026 16h00

Pele no outono: especialista explica como mudanças de temperatura impactam a pele e orienta cuidados

Pele no outono: especialista explica como mudanças de temperatura impactam a pele e orienta cuidados Foto: Divulgação

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O outono é marcado por temperaturas mais amenas e mudanças frequentes de clima, como chuvas irregulares e períodos de frio mais intenso. Essas variações influenciam diretamente a saúde da pele, que tende a ficar mais sensível e ressecada, reforçando a necessidade de cuidados diários.

Durante a estação, é comum o surgimento de sinais como repuxamento, descamação, coceira e aumento da sensibilidade, inclusive em pessoas que não costumam ter pele seca. O quadro é resultado da combinação entre clima mais seco, ventos frios e hábitos típicos do período, como banhos mais quentes e demorados, que reduzem a hidratação natural e podem comprometer a barreira cutânea, essencial para a proteção da pele.

“O outono traz mudanças importantes para a pele. A redução da umidade do ar e os hábitos comuns da estação podem fragilizar a barreira cutânea e favorecer o ressecamento, o que, em alguns casos, também aumentar a sensibilidade e a irritação”, explica Sylvia Ypiranga, dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).

Para minimizar esses efeitos, a especialista destaca que pequenos ajustes já fazem diferença na saúde da pele durante a estação.

Entre os principais cuidados estão a hidratação diária, o uso de sabonetes suaves, de preferência líquido e sem esponja ou bucha, a ingestão adequada de água e a aplicação de protetor solar mesmo em dias nublados ou frios.

“Muitas pessoas ainda associam os cuidados com a pele apenas ao verão, mas a proteção deve ser mantida ao longo de todo o ano. A hidratação adequada ajuda a preservar não só a aparência, mas principalmente a função de barreira da pele”, afirma.

No caso de pessoas com predisposição à dermatite atópica, o período pode ser ainda mais desafiador, com intensificação de sintomas como coceira, vermelhidão, ressecamento e descamação.

Segundo a especialista, isso acontece porque a barreira cutânea já é naturalmente mais sensível, tornando a pele mais reativa às mudanças climáticas. “Qualquer mudança brusca de temperatura pode aumentar a inflamação e o desconforto nesses casos”, explica.

Outro fator de atenção é o uso excessivo de produtos irritativos, como ácidos, esfoliantes e itens muito adstringentes, geralmente indicados para controle da oleosidade. O uso frequente desses produtos pode comprometer ainda mais a barreira cutânea e aumentar a sensibilidade.

“A pele dá sinais quando está fragilizada, como ressecamento intenso e sensibilidade aumentada. Nesses casos, o mais indicado é simplificar a rotina e evitar excessos”, orienta a dermatologista.

Ela reforça que a hidratação deve ser adaptada ao tipo de pele e às condições individuais, lembrando que até peles oleosas precisam de cuidados no outono. “Todas as peles estão sujeitas ao ressecamento e às mudanças causadas pelo clima mais frio, não apenas as secas”, acrescenta.

De forma geral, uma rotina simples e consistente é suficiente para manter a saúde da pele durante a estação. “Limpeza com sabonetes suaves, hidratação diária e uso de protetor solar são pilares básicos e essenciais. Para peles mais sensíveis, também é importante evitar banhos muito quentes e demorados, além de produtos com fragrâncias intensas ou ativos agressivos”, orienta a especialista.

“O uso de ativos como ácido hialurônico, ceramidas e pantenol é um grande aliado durante o outono, pois ajuda a manter a hidratação e a fortalecer a barreira cutânea. A vitamina C também pode ser incorporada à rotina, contribuindo para a ação antioxidante e para a uniformização do tom da pele, sob orientação do médico dermatologista”, explica.

“Com a redução da intensidade da radiação solar nesta época do ano, alguns procedimentos dermatológicos passam a ser mais indicados, especialmente aqueles voltados à renovação da pele, estímulo de colágeno e melhora da textura. No entanto, a escolha deve ser sempre individualizada e feita com avaliação do dermatologista”, conclui.

Ao surgirem sintomas persistentes, como coceira frequente, vermelhidão, descamação intensa ou irritação contínua, a recomendação é buscar avaliação dermatológica. “Quando há desconforto persistente, é importante investigar. O acompanhamento especializado ajuda a identificar as necessidades da pele e orientar o tratamento mais adequado para cada caso”, finaliza Sylvia Ypiranga.

Moda Correio B+

Coluna Entre Costuras & CuLtura: Resetar o guarda-roupa, refinar a imagem e elevar a presença

As roupas continuam ali, organizadas em cabides, ocupando espaço, mas já não sustentam a narrativa da mulher que hoje habita aquele corpo, aquela rotina, aquela nova fase da vida.

24/05/2026 14h30

Coluna Entre Costuras & CuLtura: Resetar o guarda-roupa, refinar a imagem e elevar a presença

Coluna Entre Costuras & CuLtura: Resetar o guarda-roupa, refinar a imagem e elevar a presença Foto - Pinterest

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Existe um momento silencioso e profundamente simbólico em que abrimos o guarda-roupa e percebemos que ele já não conversa com quem nos tornamos. As roupas continuam ali, organizadas em cabides, ocupando espaço, mas já não sustentam a narrativa da mulher que hoje habita aquele corpo, aquela rotina, aquela nova fase da vida. Na moda, chamamos isso de desalinhamento estético. Na cultura contemporânea, talvez possamos chamar de excesso.

Vivemos em uma era marcada pelo acúmulo: informações, tendências, compras impulsivas, referências visuais infinitas. E, paradoxalmente, quanto mais acumulamos, mais difícil se torna enxergar nossa própria identidade. O closet cheio nem sempre representa abundância.

É nesse contexto que surge um conceito cada vez mais relevante no universo da imagem pessoal: o movimento do: resetar, refinar e elevar. Mais do que uma reorganização do armário, trata-se de uma reorganização simbólica da própria presença.

O primeiro movimento é o reset.

Resetar não significa descartar tudo, mas olhar com honestidade para aquilo que ainda representa quem somos. É um exercício quase emocional. Algumas peças guardam memórias, outras sustentam versões antigas de nós mesmas. Há roupas que continuam impecáveis, mas já não traduzem nossa essência atual.

Nesse processo, o conceito de cluster wardrobe ou guarda-roupa coordenado, ganha força como resposta inteligente ao consumo excessivo. A proposta é simples e sofisticada: menos peças, mais coerência. 

Um pequeno acervo construído estrategicamente para que tudo converse entre si. Cores coordenadas, tecidos compatíveis, modelagens harmônicas e acessórios que funcionem em múltiplas combinações.

A segunda etapa é o refinamento. Refinar é perceber que elegância raramente está no exagero. Ela mora no ajuste perfeito da camisa branca, na estrutura correta do blazer, no tecido que veste bem, no comprimento adequado da barra, no acessório que comunica sem precisar gritar.

Pequenos detalhes alteram completamente a percepção de presença. Em uma sociedade acelerada pela estética imediata das redes sociais, o refinamento surge quase como resistência cultural. É a escolha pela permanência em vez da efemeridade è principalmente da construção de uma assinatura pessoal. 

E então chegamos ao terceiro movimento: elevar. A forma como nos vestimos antecede nossa fala. Antes mesmo de qualquer apresentação, entrevista, reunião ou encontro, nossa imagem já iniciou uma conversa silenciosa com o mundo. Roupas comunicam intenção, repertório, posicionamento e até autoestima.

Elevar a imagem significa construir coerência entre quem somos por dentro e aquilo que expressamos por fora. Existe algo profundamente contemporâneo em compreender que presença não nasce da quantidade de roupas, mas da clareza da identidade. 

Talvez por isso os guarda-roupas inteligentes estejam substituindo closets abarrotados. Talvez por isso o luxo moderno esteja migrando do excesso para a curadoria.

No fim, resetar, refinar e elevar não são apenas movimentos de estilo. São movimentos culturais. Uma escolha consciente sobre como desejamos ocupar espaço no mundo e sobre qual narrativa queremos deixar costurada em nossa imagem.

A seguir darei 5 dicas para você colocar o Reset em prática:

1. Edite seu guarda-roupa com honestidade.
Mantenha apenas as peças que representam a mulher que você é hoje.

2. Monte um closet inteligente.
Escolha peças coordenadas entre si para criar mais combinações com menos roupas.

3. Priorize caimento e qualidade.
Um bom ajuste transforma completamente a imagem e transmite sofisticação.

4. Descubra sua assinatura visual.
Cores, acessórios ou modelagens recorrentes ajudam a construir identidade e presença.

5. Compre com intenção, não por impulso.
Antes de adquirir algo novo, pergunte-se se a peça realmente conversa com seu estilo e com o que você já possui.

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