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COLUNA SERIAIS

Destaques das séries e conteúdo "on demand" da semana

Destaques das séries e conteúdo "on demand" da semana

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Dupla do mar (OFF Play, dom, dia 28)
Diário documental, a série "Waterman" chega a sua quinta temporada. Na produção, o casal formado pelo tricampeão mundial de windsurfe Kauli Seadi e a oceanógrafa Nana Seadi embarca em uma aventura pelas ilhas paradisíacas do Pacífico Sul. Lá, eles desbravam lugares como Tonga, um arquipélago com mais de 100 ilhas, Samoa, o berço da cultura polinésia, e Fiji, o arquipélago que apresenta umas das ondas mais poderosas do mundo. A dupla vai explorar cada local através do surfe, stand up paddle, windsurf, kitesurfe, windfoil, kitefoil, standupfoil e mergulho. A viagem começa em Tongatapu, uma ilha mais central e povoada do Oceano Pacífico. Na companhia do capitão João Baylongue, Kauli e Nana Seadi fazem os últimos ajustes no barco, abastecem a comida e começam a viagem. Na primeira parada, eles fazem um mergulho de profundidade em uma caverna subaquática e depois Kauli aproveita as condições do mar para surfar de SUP e foil.

Na pista (Lifetime, seg, dia 29)
O Lifetime Play apresenta a quinta temporada de "Pequenas Grandes Mulheres: Atlanta". Miss Juicy, Minnie, Monie, as gêmeas Amanda e Andrea, Tanya e Sam agora entram pra valer no mundo da música e cultura hip hop. Até Briana Barlup e Emily Fernandez retornam à série, para competir pelo posto de rainhas do rap. Munidas de forte personalidade, as garotas vão reativar velhas rivalidades nos novos episódios. A  nova temporada mergulha fundo no universo do hip hop, uma vez que a cidade de Atlanta tem uma das cenas mais notáveis do mundo deste gênero musical. Minnie, que agora apresenta um podcast junto com a rapper Monie Love, também quer marcar sua presença no mundo do rap e, depois de aprender novos truques, continua desafiando a Rainha de Atlanta, Miss Juicy. Ao longo da temporada, as meninas vão encarar batalhas, emocionais e até físicas, para ver qual delas vai trilhar o caminho para uma turnê e conquistar uma oportunidade para alcançar o estrelato. No episódio de estreia, Abira considera que Minnie se esforça mais para promover as Gêmeas do que para ajudá-la de fato em sua carreira. Por sua vez, Juicy quer fazer uma oferta muito boa para Bri, mas teme que ela a recuse por culpa de Emily. Além disso, Andrea recebe uma surpresa que pode arruinar a sua grande noite.

Caras incríveis (Netflix, ter, dia 30)
Com histórias cheias de superação, a nova temporada do sucesso "Queer Eye" encanta até os corações mais duros. A série, nova versão da clássica "Queer Eye For The Straight Guy", é famosa por falar não só de transformação física, mas de transformações pessoais de cada um de seus participantes. Os Cinco Fabulosos mudam vários aspectos da vida dos participantes: casa, vida social, hábitos, alimentação e aparência. Antoni Porowski, Bobby Berk, Karamo Brown, Jonathan Van Ness e Tan France estão de volta em oito episódios que despertam as mais diversas emoções. No episódio de estreia, o quinteto  faz uma viagem ao passado de Jonathan e ajuda sua professora de música do Ensino Médio, Kathi Dooley, em sua cidade natal. As risadas, graças às boas tiradas do apresentador, estão mais do que garantidas. Vencedora do Emmy 2019 na categoria "Reality Show", "Queer Eye" está longe de chegar ao fim. Em janeiro, a Netflix anunciou que deve lançar, ainda neste ano, um especial gravado no Japão. Para 2020, está prevista a quinta temporada, cuja filmagem começou em junho deste ano, na Filadélfia.

Trabalho em comum (Fox Premium, qua, dia 31)
Já está disponível no aplicativo da Fox a primeira temporada completa da série dramática “The Enemy Within”. A trama é um suspense psicológico que acompanha a história de Erica Shepherd (Jennifer Carpenter), uma brilhante ex-agente da CIA que é conhecida como uma das maiores traidoras da história dos Estados Unidos. Enquanto Shepherd cumpre sua pena em uma prisão americana de segurança máxima, o agente do FBI Will Keaton (Morris Chestnut) recorre, sem ter outra opção, a ela para conseguir rastrear e capturar um criminoso perigoso - que Shepherd conhece muito bem. Ainda que Shepherd e Keaton tenham motivações diferentes para fazer com que o inimigo encare a justiça, os dois sabem que para enganar um espião, é preciso pensar como um. Além de Carpenter e Chestnut, o elenco é formado por Raza Jaffrey, Kelli Garner, Cassandra Freeman e Noah Mills. “The Enemy Within” foi criado por Ken Woodruff, produtor executivo junto a Matt Corman, Chris Ord e Charles Beeson.

Primeira grandeza (Cultura Digital, sex, dia 2)
Antonio Banderas dá vida à Pablo Picasso na série "Genius: Picasso". Produzida pela National Geographic, a série é exibida no Brasil pela TV Cultura e pelo aplicativo Cultura Digital. A trama conta detalhes da vida do autor de "Guernica" e "Les Demoiselles d'Avignon" e um dos fundadores do Cubismo. Filho de um pintor e professor, Picasso se consolidou como um dos artistas mais influentes do século XX. Com 10 episódios, a produção retrata os casamentos problemáticos, paixões fervorosas e alianças pessoais e políticas do artista. A série intercala cenas do artista adulto (Antonio Banderas) com sua versão jovem (Alex Rich), mostrando como o pintor rejeitou os estudos acadêmicos e se uniu a um grupo de artistas e escritores boêmios. No primeiro episódio, Picasso luta para chamar atenção para a crescente ameaça do fascismo na Espanha. Enquanto isso, o “jovem Pablo” sonha em se tornar um grande pintor. A atração ainda conta a relação de Picasso com grandes nomes midiáticos, como Coco Chanel, Henri Matisse, Marc Chagall e Jean Cocteau.

Racismo escolar (Netflix, sex, dia 2)
A história de Samantha White (Logan Browning) em "Cara Gente Branca" volta em sua terceira temporada na Netflix. Na trama, Sam é líder de um grupo de estudantes negros em uma universidade onde a maioria é branca. A criação é do roteirista norte-americano, Justin Simien e a direção é dos cineastas estadunidenses, Tina Mabry, Barry Jenkins e Charlie McDowell. Derivada do filme "Dear White People", de 2014, a premissa da trama é uma festa "blackface", que causa revolta nos personagens negros. Sam apresenta um programa de rádio, no qual faz críticas à administração da Universidade Winchester, da conferência desportiva, Ivy League, e aos estudantes brancos. Dentro do campus, os universitários negros lidam com racismo institucional, além de conceitos como colorismo e racismo “inverso”, lugar de fala, relações interraciais, solidão da mulher negra e outras tensões. Na terceira temporada, o clima é de mudança na universidade e novos rostos aparecem, como Yvette Nicole Brown e Marque Richardson. O elenco ainda conta com  Brandon P. Bell, Antoinette Robertson, DeRon Horton, John Patrick Amedori e Ashley Blaine Featherson.

Moda Correio B+

Entre Costuras & CuLtura: o amor, o sobrenome Kennedy e a moda como legado cultural

Estilo não é tendência. É legado. Como incorporar a elegância Kennedy no seu dia a dia

08/03/2026 18h30

Entre Costuras & CuLtura: o amor, o sobrenome Kennedy e a moda como legado cultural

Entre Costuras & CuLtura: o amor, o sobrenome Kennedy e a moda como legado cultural Foto: Divulgação

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Quando falamos em moda como linguagem cultural, poucos casais traduziram essa ideia com tanta força quanto John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette Kennedy. Mais do que herdeiros de um sobrenome icônico, eles se tornaram símbolos de uma estética que definiu os anos 1990: minimalista, sofisticada e silenciosamente poderosa.

Filho do presidente John F. Kennedy e de Jacqueline Kennedy Onassis, JFK Jr. carregava no DNA a herança do estilo político-americano. Jackie consolidou a imagem como estratégia: estruturada, feminina, calculada. Ela transformou a Casa Branca em referência estética global e provou que elegância também é discurso.

Décadas depois, o filho atualizaria esse legado ao lado de Carolyn.

O fascínio pelo casal ganhou novo fôlego recentemente com o lançamento de uma série dedicada à sua história. A produção reacendeu o interesse público por suas escolhas estéticas, pela dinâmica da relação e pela aura quase mítica que os cercava. Nas redes sociais e nos editoriais de moda, seus arquivos voltaram a circular com força. Não se trata apenas de nostalgia, é a confirmação de que certos símbolos atravessam o tempo.

Antes de integrar a família mais observada dos Estados Unidos, Carolyn trabalhava na Calvin Klein. Ali consolidou sua assinatura: linhas puras, alfaiataria precisa, cores neutras e ausência de excesso. Seu vestido de noiva, criado por Narciso Rodriguez, tornou-se um dos mais emblemáticos do século XX. Um slip dress de seda, corte enviesado, luvas transparentes e cabelo preso com naturalidade. O luxo estava no corte, não no ruído.

Carolyn não seguia tendências, ela as antecipava pela subtração. Casacos retos, óculos minimalistas, calças impecáveis, sandálias de tiras finas. Era a estética do “menos, porém melhor”, muito antes de o termo “luxo silencioso” dominar o vocabulário contemporâneo.

JFK Jr., por sua vez, personificava o charme casual como identidade. Ternos sob medida, camisas brancas clássicas, jeans de corte reto e blazer marinho. Havia nele uma combinação de herança aristocrática e descontração urbana. Ele compreendia algo essencial: estilo não é fantasia, é coerência.

Juntos, criaram uma imagem complementar. Enquanto Carolyn refinava o minimalismo feminino, John representava o masculino atemporal. Harmonia visual sem teatralidade. Identidade sem esforço aparente.

O interesse duradouro pelo casal não se explica apenas pela tragédia que interrompeu suas vidas. Ele reside na estética como extensão de valores: discrição, consistência, inteligência social. Em um mundo cada vez mais ruidoso, eles apostaram na sobriedade. Em vez de ostentação, permanência.

Entre Costuras & CuLtura: o amor, o sobrenome Kennedy e a moda como legado culturalEntre Costuras & CuLtura: o amor, o sobrenome Kennedy e a moda como legado cultural - Divulgação

Talvez essa seja a maior lição cultural que deixaram: estilo não é tendência. É legado.

Como incorporar a elegância Kennedy no seu dia a dia:

       1.      Construa uma base neutra

Preto, branco, bege, marinho e cinza formam a espinha dorsal de um guarda-roupa sofisticado. Menos variação cromática, mais combinação inteligente.

       2.      Priorize o corte perfeito

Ajuste é luxo silencioso. Uma peça simples bem cortada supera qualquer tendência passageira.

       3.      Invista em qualidade, não em quantidade

Tecidos como seda, lã fria, algodão estruturado e linho elevam automaticamente a imagem.

       4.      Simplifique os acessórios

Óculos clássicos, bolsas estruturadas e sapatos de linhas limpas bastam. O excesso enfraquece a mensagem.

       5.      Crie um uniforme pessoal

Identifique modelagens que valorizam seu corpo e repita-as com consistência. Estilo nasce da repetição inteligente.

       6.      Aposte na postura e na atitude

Elegância não está apenas na roupa, mas na forma de ocupar o espaço. Discrição é poder.

Vestir-se bem, como mostraram John e Carolyn, não é sobre chamar atenção. É sobre construir presença.

Por @gabrielarosastyle

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz Analu Pimenta, ela dá vida e canta Tina Turner em musical

"Queremos que o espectador sinta que está em um show da própria Tina"

08/03/2026 17h30

Entrevista exclusiva com a atriz Analu Pimenta, ela dá vida e canta Tina Turner em musical

Entrevista exclusiva com a atriz Analu Pimenta, ela dá vida e canta Tina Turner em musical Foto: Caio Galucci

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O palco do Teatro Santander recebeu, na noite de 26 de fevereiro, a estreia de “TINA - Tina Turner O Musical”, montagem internacional que chegou a São Paulo como um dos principais destaques da temporada. À frente do espetáculo está a atriz Analu Pimenta, que vem sendo aclamada por todos que já viram o espetáculo, já que é a responsável por dar vida a Tina Turner na versão brasileira da produção.

No musical, a trajetória da cantora é apresentada sem suavização. A narrativa percorre os anos de violência no relacionamento com Ike Turner, interpretado por César Melo, o processo de ruptura e a reconstrução de uma artista que se tornou símbolo de resistência.

Analu destaca que a encenação não foge dos momentos mais duros da história.

“Há muitas cenas lindas mas também as de brigas. Ela sofreu muito. O espetáculo mostra toda a luta e vitória de uma mulher preta que superou abusos, e racismo."

Ao mesmo tempo em que expõe as feridas, o espetáculo aposta na força dos grandes sucessos e na experiência sensorial do público. A proposta, segundo a atriz, vai além da interpretação biográfica.

“Queremos que o espectador feche os olhos e sinta que está em um show da própria Tina”, diz.

A caracterização também foi tratada como elemento estratégico na construção da personagem. “Não é o mais importante, mas é muito importante. Quando contamos a história de uma personalidade que é muito presente na vida do público, precisamos nos preocupar com essa caracterização”, completa.

Com trajetória consolidada no teatro musical, Analu Pimenta já integrou produções como Shrek – O Musical, Godspell, Pippin, A Cor Púrpura, Vozes Negras e Tom Jobim – O Musical. Em 2023, protagonizou Bob Esponja – O Musical como Sandy Bochechas, participou do concerto Disney Magia & Sinfonia como Elsa, de Frozen, e esteve no elenco de A Noviça Rebelde como Madre Superiora, e recentemente dublou a voz do fenômeno "Guerreiras do K-pop", dando voz a Rubi. Consolidando assim seu nome entre as principais vozes do teatro musical brasileiro.

A atriz Analu Pimenta é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre carreira, escolhas e do grande sucesso que está vivendo dando vida e cantando a diva e saudosa Tina Tuner.

Entrevista exclusiva com a atriz Analu Pimenta, ela dá vida e canta Tina Turner em musical A atriz Analu Pimenta é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Igor Mota - Diagramação: Denis Felipe - ´pr: Flávia Viana

CE - Analu, dar vida a Tina Turner em uma superprodução internacional é um desafio enorme. Em que momento você sentiu que estava pronta para esse papel?
AP -
 A gente sempre tem a sensação de que não tá completamente pronta, né? A gente vai construindo o papel enquanto a gente vai ensaiando e depois que estreia constrói mais um pouco porque aí entra o público que é mais um ponto da nossa atuação, o nosso termômetro do que funciona e é uma sensação de nunca estar 100% pronta, encerrado o processo, mas quando eu senti que eu estava preparada para fazer esse papel, eu senti que eu estava preparada para fazer esse papel em 2019, 2020.

Quando eu audicionei para fazer esse papel em Madrid e eu passei para fazer o papel em Madrid, mas acabou não rolando porque veio a pandemia e aí ali eu sabia que eu tava pronta para fazer esse papel em. Outro país e nunca imaginei que viria para o nosso país. Então, quando as audições vieram agora, eu falei, eu tô preparada, mais do que nunca, quatro anos depois de já ter passado. Então, foi isso.

CE - A história não suaviza as dores da Tina. Como você atravessa essas cenas sem se deixar consumir por elas?
AP -
 Bom, para a gente entrar na cena e não se deixar levar, a gente ensaiou bastante, né? Tem cenas muito fortes e que em algum momento emocionam todo mundo, mas que pessoalmente cada um acaba tendo questões pessoais próximas em algum lugar daquela história.

Então, durante o processo, todo dia de espetáculo não se deixar consumir, foi preciso fazer muitas vezes, me cuidar psicologicamente e não levar as minhas questões para peça, né? Ali eu tô contando a história da Tina e não a minha história, eu me empresto para contar essa história, né? Então, foi preciso muito cuidado, né?

CE - Existe um instante do espetáculo em que você sente que a plateia realmente “encontra” a Tina?
AP -
 Sim, eu sinto. Para quem não assistiu o espetáculo, né, o primeiro ato a gente passa por um, por ela desde seis anos de idade, até quando ela se separa desse primeiro marido por volta de uns 40 anos, né? E ali são fases, é uma fase que as pessoas ainda não têm tanta memória afetiva com a Tina Estrela, né?

Porque a Tina que as pessoas mais conhecem é a do segundo ato da peça. E aí eu sinto que as pessoas vão se apegando à história pessoal. E aí quando chega no segundo ato, que realmente vem o cabelo icônico, as músicas mais famosas, aí eu sinto o momento que o público vira e fala, meu Deus, a Tina chegou, sabe? 

CE - Interpretar uma mulher preta que se tornou símbolo mundial de resistência muda algo dentro de você?
AP -
 Interpretar a Tina, que é uma mulher preta que venceu depois dos 40 anos, muda tudo pra mim. Eu acabei de fazer 39, então sou quase uma mulher de 40, fazendo a minha primeira protagonista. Então, muda tudo. É um nível de representatividade que é arrebatador poder contar essa história, porque ela me representa demais e eu tenho certeza que eu também tô representando outras mulheres, então muda tudo pra mim.

CE - Você tem uma trajetória sólida no teatro musical. O que esse papel tem que nenhum outro teve até agora?
AP -
 O que esse papel tem que nenhum outro teve, primeiro, obviamente, é o protagonismo. Depois é a dificuldade, né, eu tô três horas em cena, saio apenas pra trocar de roupa em segundos e volto pra cena.

É uma dificuldade alta de canto, de dança, de atuação, então, pra além de ser um grande papel como atriz e um grande papel representativo, né, porque é uma história que trata de temas muito fortes, então, é o maior papel da minha carreira, num papel de muita relevância.
 

Entrevista exclusiva com a atriz Analu Pimenta, ela dá vida e canta Tina Turner em musical A atriz Analu Pimenta é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Igor Mota - Diagramação: Denis Felipe - ´pr: Flávia Viana

CE - Sua formação como fonoaudióloga especialista em voz interfere na forma como você constrói a personagem?
AP -
 Sim, a minha formação de fonoaudióloga ajuda muito, é um papel que vocalmente é muito difícil de ser executado, então eu conheço bem os meus limites saudáveis e não saudáveis pra fazer um trabalho de tanta exigência vocal e ajuda obviamente na construção porque eu tenho que trazer ali uma proximidade de uma voz, de uma personalidade real.

As pessoas precisam reconhecer algo de parecido, ser igual, eu nunca vou ser, ninguém nunca vai cantar igual a Tina, mas a gente precisa acessar uma memória afetiva do público e a voz é um caminho que me direciona bastante.

CE - Entre palco e estúdio de dublagem, onde você se sente mais desafiada hoje?
AP -
 Nossa, são desafios diferentes, eu acho que não tem um que eu me sinta mais desafiada. A dublagem tem o desafio de não ter tempo de construir um personagem. Você chega no estúdio e você tem que imediatamente ouvir aquela a voz do personagem, ver a imagem e gravar. Você não tem um tempo de construção, né?

E depois que você gravou, aquilo fica eternizado, você não tem como mudar. Então é muito difícil, é muito desafiador. E o processo teatral é desafiador porque ele tem um processo. A gente leva meses pra construir e cada dia que a gente entra no palco, a gente faz de uma maneira diferente. Então é porque a gente tá vivo, né? Então são desafios bem diferentes.

CE - Depois de tantos personagens marcantes, o que ainda te provoca frio na barriga?
AP - 
O que me provoca frio na barriga é saber e ter a possibilidade de tocar as pessoas, emocionar as pessoas, atingir e alcançar as pessoas com a história que eu tô contando, com a personagem que eu tô fazendo, com a música que eu tô cantando, com a cena que eu tô fazendo. Isso me dá frio na barriga, quando eu vejo que eu consegui atingir e alcançar o público, isso é o que me dá o frio na barriga.

CE - Como você lida com a responsabilidade de representar uma artista tão presente no imaginário do público?
AP -
 Olha, esse é um peso muito grande. A responsabilidade de fazer uma personagem que existiu e com tanta significância e relevância que as pessoas realmente conhecem, que tem traços fortes cantando e dançando e se comunicando, existe um respeito de não querer ser a Tina, e nem de imitar mas de homenagear. Então é um peso muito grande essa responsabilidade de levar alguém de tanta importância.

CE - Quando as luzes se apagam e o espetáculo termina, o que você espera que as pessoas levem consigo dessa experiência?
AP -
 Olha, eu espero que as pessoas levem a força da Tina para casa, a esperança, a vitalidade, a vontade de viver e nessa missão que ela tinha que fez, ela seguir em frente e que as pessoas saiam preenchidas de tanta esperança e de uma história de vitória, que elas possam se encher disso, tanto da história da Tina quanto da minha história de vitória. Então, é isso que eu espero.
 

Entrevista exclusiva com a atriz Analu Pimenta, ela dá vida e canta Tina Turner em musical A atriz Analu Pimenta, ela dá vida e canta Tina Turner em musical - Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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