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Gastronomia

Donut: aprenda a fazer esta iguaria americana

O Correio do Estado procurou o casal que, por amor aos donuts, passou a empreender a partir de receitas que ganharam a população de Dourados e de Campo Grande

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O donut, iguaria norte-americana que aparece muito no cinema e até nos desenhos animados, tendo sido imortalizada pelo anti-herói mais querido das últimas décadas, Homer Simpson, desperta a cada dia mais desejo e curiosidade das pessoas. 

Para falar mais desta iguaria, o Correio do Estado procurou o casal que, por amor aos donuts, passou a empreender a partir de receitas que ganharam primeiramente a população de Dourados e, depois, a de Campo Grande: Lisiê Costa Cordeiro, de 29 anos, e Hector de Nara Rigon, de 31 anos. 

Juntos, fundaram a You Donuts em 2019, uma bem-sucedida rede de lojas especializadas em donuts que se tornou referência tanto pela variedade de sabores quanto pela ousada aposta em versões salgadas.

A trajetória empreendedora do casal teve início há mais de quatro anos, quando a curiosidade e o desejo de experimentar donuts levaram Hector a compartilhar a ideia de abrir uma loja especializada com sua então namorada Lisiê. 

Com formação em Gastronomia, Lisiê colocou mãos à obra e surpreendeu Hector com suas criações deliciosas. Foi assim que a You Donuts nasceu, inicialmente como um serviço de delivery.

Com o sucesso crescente, o casal decidiu expandir para lojas físicas, buscando atender à demanda dos clientes que desejavam visualizar os produtos antes de fazerem suas escolhas. 

“A gente montou a loja já com esse intuito, de ter grandes vitrines com bastante sabores. Tudo aquilo à pronta entrega. Então as duas lojas têm, totalizando, quatro anos de operação. Dourados tem mais de quatro anos, e Campo Grande tem um pouco mais de um ano. A gente está bem consolidado no mercado”, destaca Lisiê.

A parceria de sucesso não se limita apenas ao relacionamento pessoal. No universo dos negócios, o casal divide as responsabilidades de forma eficiente. Hector cuida da parte burocrática e financeira, enquanto Lisiê gerencia a parte operacional, o atendimento e o desenvolvimento de novos produtos. 

A sinergia entre as habilidades dos dois contribuiu significativamente para o crescimento e a consolidação da You Donuts no mercado. Quando questionado sobre os sabores mais vendidos, Hector revela que “Ninho e Nutella, Brigadeiro Belga e o Homer, que é aquele rosinha, lideram o ranking de preferências dos clientes”. 

Além disso, a You Donuts se destaca como uma das pioneiras no Brasil a oferecer opções salgadas, desde 2019, que foram inicialmente recebidas com alguma resistência, mas se tornaram um diferencial de sucesso para a marca.

HISTÓRIA DO DONUT

Com origens incertas, os donuts ou rosquinhas têm sua história relacionada ao termo inglês “doughnut”, que significa rosca frita, em português. Acredita-se que essas delícias surgiram no século 16, preparadas por padeiros holandeses e posteriormente introduzidas na América do Norte pelos colonos.

A popularização dos donuts ganhou um impulso significativo graças ao icônico desenho animado “The Simpsons”, em que o personagem Homer Simpson é frequentemente retratado saboreando sua rosquinha rosa favorita.

Receita Irresistível

Para aqueles que desejam replicar a magia dos donuts em casa, o casal compartilhou a receita exclusiva da You Donuts. Os sabores Aninha Nutella, brigadeiro Belga e Homer ganham vida com ingredientes simples e um toque especial.

Com essa receita, os amantes de donuts poderão saborear em casa a mesma qualidade e criatividade que tornaram a You Donuts uma referência no mercado de rosquinhas. O casal expressa sua intenção de continuar inovando e abrir novas lojas, consolidando ainda mais sua presença no universo dos donuts.

Donut à moda You Donuts

Ingredientes:

> 1 tablete de fermento biológico fresco (aproximadamente 15 g);
> 1 xícara (chá) de água em temperatura ambiente;
> 4 xícaras (chá) de farinha de trigo;
> 1 colher de leite em pó integral;
> 1 colher (chá) de sal;
> 1 ovo inteiro;
> 2 gemas de ovos;
> 4 colheres (sopa) de manteiga sem sal;
> 5 gotas de essência de baunilha.

Modo de preparo

1 – Faça a esponja: misture o fermento, 1/3 da água e 1/3 de uma xícara de farinha. Misture e cubra com plástico filme e deixe descansar por aproximadamente 40 minutos.

2 – Junte os ingredientes secos e líquidos, adicionando a água aos poucos. Sovar até obter uma massa elástica e lisa;

3 – Divida a massa em bolinhas de 60 g, boleie e deixe descansar, por 15 a 20 minutos, cobertas em local quente;

4 – Estique as porções e corte com um cortador de donuts. Faça um furo no meio para ficar em formato de rosquinha. Deixe descansar por mais 20 a 30 minutos;

5 – Frite cada donut em óleo a 160 graus até dourar. Cuidado para não queimar os lados;

6 – Deixe esfriar antes de decorar.

luto

Atriz Glória Menezes morre aos 91 anos

Atriz se consagrou como um dos grandes nomes da TV brasileira e teve parceria marcante com o marido, Tarcísio Meira

18/08/2026 16h05

Glória Menezes morreu nesta quarta-feira

Glória Menezes morreu nesta quarta-feira Foto: Divulgação / TV Globo

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Glória Menezes, uma das grandes estrelas da teledramaturgia brasileira, morreu nesta terça-feira, 18, aos 91 anos.

Nascida em 1934, na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, Gloria mudou-se para São Paulo ainda criança, e cursou a Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo. Nesse período, montou o grupo de teatro amador Jovens Independentes. Os projetos da companhia tomaram tempo da atriz que deixou a faculdade.

Em seu primeiro espetáculo, em 1959, venceu o prêmio de atriz revelação em um festival de teatro amador promovido pelo diretor Antunes Filho. Na televisão estreou em 1959, em Um Lugar ao Sol, e em 1962, no filme O Pagador de Promessas. O filme foi apresentado no Festival de Cannes, e ganhou a Palma de Ouro. Até hoje o primeiro filme brasileiro e sul-americano a vencer o prêmio.

Um ano depois protagonizou ao lado de Tarcísio Meira, com quem ia começar a namorar e se casar, a primeira novela diária da televisão brasileira, 2-5499 Ocupado, na TV Excelsior. Na mesma emissora, estrearam juntos A Deusa Vencida (1965) e Almas de Pedra (1966). Um ano depois foram para a Globo e o casal conquistou o sucesso em novelas como Sangue e Areia (1967), de Janete Clair, Rosa Rebelde (1969), mas também estrelaram produções separadamente como Passos dos Ventos, em que a atriz fez par romântico com Carlos Alberto, enquanto Meira atuava em A Gata de Vison, ao lado de Yoná Magalhães.

Já em Irmãos Coragem, Gloria viveu a atormentada mulher com três personalidades: a extravagante Diana, a recatada Lara e a equilibrada Márcia. Nos anos 80, estrelou em Corpo a Corpo, e Brega e Chique, ao lado de Marília Pêra, com a participação do filho Tarcísio Filho. Também protagonizou Tarcísio & Glória no seriado criado por Daniel Filho Euclydes Marinho e Antonio Calmon.

Em Rainha da Sucata, nos anos 1990, viveu a grande vilã Laurinha Figueiroa, no papel da socialite falida que fez a inesquecível cena cometendo suicídio, ao pular de um prédio. De lá, seguiu para as novelas A Próxima Vítima, Torre de Babel, Beijo do Vampiro, Senhora do Destino, Páginas da Vida e A Favorita. Nos palcos, Gloria estrelou em Navalha na Carne (1981), de Plínio Marcos, e Jornada de um Poema, na qual viveu uma paciente terminal de câncer.

Dramaturgia em luto

Também nesta terça-feira, morreu aos 98 anos a atriz Laura Cardoso, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira. A morte foi anunciada em seu perfil oficial no Instagram.

A publicação que comunicou a morte homenageou a atriz e ressaltou a marca deixada por ela na cultura brasileira. "Nossa grande estrela se despediu de nós. Laura Cardoso estará para sempre em nossos corações. Obrigada por tudo, nossa amada e eterna Laura Cardoso", diz o texto. Informações sobre velório e sepultamento ainda não foram divulgadas.

A atriz começou a carreira aos 15 anos e acompanhou de perto a transformação da dramaturgia brasileira, desde os tempos do rádio até a consolidação da televisão. Ao lado de nomes como Lima Duarte, Yara Lins, Lolita Rodrigues e Vida Alves, ajudou a formar uma geração de artistas que fez a transição entre os dois meios.

Ao longo da carreira, Laura interpretou dezenas de personagens em novelas, séries, filmes e peças de teatro. Entre seus trabalhos estão Mulheres de Areia, A Viagem, Pão, Pão, Beijo, Beijo e Sol Nascente. Seu último trabalho em uma novela foi A Dona do Pedaço, em 2019.

Em 2023, aos 95 anos, a atriz ainda falava sobre o futuro profissional sem estabelecer uma despedida da televisão. "Gosto de estar com a minha gente. Em um estúdio, nada me cansa. Quero morrer trabalhando", disse em entrevista ao Estadão.

Laura era filha de portugueses e cresceu em uma família ligada às artes. O pai, comerciante e apreciador de teatro, não se opôs à escolha da filha pela profissão, mas a mãe resistiu inicialmente. Na década de 1940, segundo a atriz, havia forte preconceito contra mulheres que trabalhavam no teatro. Aos 15 anos, porém, Laura decidiu seguir o caminho que a acompanharia por mais de oito décadas.

crônica

De mala em mala

18/08/2026 09h15

Arquivo

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Lendo o artigo da colunista Becky Korich, descobri que sofro de PPV – Preguiça Pré-Viagem. Acho até que o meu caso nem é preguiça, é pânico. Não importa o lugar, nem a distância: o simples fato de ter que arrumar as malas — separar roupas (e o medo de faltar?), artigos de skincare, remédios (e são muitos, porque nunca se sabe…), adereços, sapatos… Ai, que preguiça.

Um dos meus filhos, acostumadíssimo a se deslocar de cidade e até de país por conta do trabalho, consegue arrumar uma mala em meia hora. Eu levo dois dias, no mínimo. E se chover? Se fizer frio? Mas e se estiver calor demais? E, nisto, dê-lhe acrescentar mais itens.

Mas pânico mesmo é o de sair do lugar. Deixar minha casa gostosa, com tudo de que preciso no lugar certo, a cama que me acolhe, minhas comidas preferidas na geladeira. Eu sei, é apego. E isto, vindo de alguém que adora viajar, é totalmente contraditório.

E, depois de quase tudo pronto, ainda vem mais dúvida: devo mesmo viajar? Não será melhor cancelar tudo (e arcar com o prejuízo) e ficar quietinha no meu sofá assistindo a séries? Aí vem outra voz, lá do fundo, que me diz: “Mas são as suas férias, você merece!”.

Mas férias também cansam, eu retruco. São muitas variáveis no trajeto, na estadia. Da última vez, passei cinco dias na cama de um hotel — gripada.

Quer saber? Nas três últimas também. Já fiquei de cama em um lindo Airbnb em Paris, com a tal da gripe. Na praia foi igual. Me divirto dois dias e o resto fico na horizontal, me perguntando o porquê de ter inventado mais uma viagem.

Talvez eu queira testar meus limites, desafiar meu conforto ou meu medo. Antes, quando as companhias aéreas não cobravam remarcações (bons tempos!), eu tinha o hábito de voltar antes, às vezes no meio da temporada.

Sou teimosa, só pode. Insisto em fazer tudo de novo, mesmo antevendo as situações. Mas a viagem agora é diferente, digo, tentando me convencer. Estarei com amigos, verei muitos filmes e vou comer muito chocolate. Tudo bem. Até eu saber que o tempo será frio de doer. A previsão é de zero grau.


Coloco mais um casaco na mala. Respiro fundo. Desta vez, tudo vai dar certo. Eu mereço.
 

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