Correio B

Carnaval

Duas escolas de samba favoritas ao título desfilam no 2° dia em Corumbá

Temperatura em torno de 30 graus pela manhã e céu de poucas nuvens prometem mais um dia sem imprevistos climáticos para atrapalhar a sequência do desfile

Continue lendo...

O segundo grupo de elite das agremiações entra nesta segunda-feira na Avenida General Rondon a partir das 20h30, com duas escolas teoricamente na disputa do título: Império do Morro, a última campeã, e Mocidade da Nova Corumbá.

O desfile ocorrido no domingo, presenciado por um público estimado em 20 mil pessoas, foi esplendoroso do ponto de vista técnico e de luxo, embora faltando mais energia e evolução dos passistas na pista, onde poucos cantaram o enredo de suas escolas. 

O clima, embora com temperatura alta (30 graus, na madrugada desta segunda-feira), contribuiu para o sucesso do evento. No ano passado, chuva inesperada prejudicou o desfile e não houve disputa de título.

O corumbaense chegou muito cedo ao circuito da folia pantaneira, ocupando os 4.500 lugares das arquibancadas pelo menos duas horas antes da primeira escola desfilar, às 20h30. Os camarotes, ao contrário dos anos anteriores, tiveram lotação parcial. 

O mais movimentado era o espaço privativo da prefeitura, onde o prefeito Gabriel Alves de Oliveira recebeu vários convidados políticos, dentre eles o senador Nelsinho Trad e o deputado estadual Paulo Duarte.

Dois temas fortes

O desfile de hoje será aberto pela Imperatriz Corumbaense e, na sequência, a Estação Primeira do Pantanal – duas escolas do grupo intermediário, mais a Marquês de Sapucaí, que será a penúltima se apresentar, com poucas chances de concorrer ao campeonato.

Com 34 títulos conquistados em 68 anos, a Império do Morro entra na avenida para defender o enredo “Entre devaneios e mistérios – a vida é um sonho -, com 700 componentes, 18 alas e cinco carros alegóricos. Neste carnaval, a tradicional escola se deixa levar pelos reinos da imaginação que habita as mentes humanas, com a expectativa de um grande desfile.

A concorrente Mocidade da Nova Corumbá, fundada em 1999, explora um tema recorrente no carnaval corumbaense: as raízes africanas. O enredo deste ano fala de um personagem emblemático, a escrava Tereza de Benguela, que liderou O Quilombo do Piolho nos confins da fronteira de Mato Grosso com a Bolívia no século XVIII. A escola terá 780 integrantes, 17 alas e quatro carros alegóricos.

A Vila renasce

O primeiro dia de desfile marcou o que todos consideram o renascimento da tradicional escola de samba Vila Mamona, fundada em 1981, se superando das dificuldades financeiras e de gestão que a levaram a quase cair para o segundo grupo. 

A quebra de um dos carros de som – que acompanha os setores de bateria e interpretação da escola – atrasou o desfile em 20 minutos, de uma agremiação para outra, e a última apresentação encerrou-se somente às 3h desta segunda-feira.

Destaque para duas escolas – A Pesada e Major Gama -, ambas na disputa pelo título. Na avaliação do radialista Chicão de Barros, que comanda a transmissão vivo do carnaval em uma cadeia de rádio e TV web, as pequenas agremiações também surpreenderam.

“A Vila fez um desfile de superação, brilhante, mas não entra na disputa pelo título. A Pesada veio forte novamente com o tema infantil e uma bateria fantástica, alternando ritmos de samba e de fanfarra. A Major Gama, que vem de três vices, tem chances de chegar em primeiro”, comentou.

Assine o Correio do Estado

Saúde Correio B+

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira?

O cirurgião ginecológico explica quando a dor menstrual merece investigação e por que sintomas persistentes não devem ser normalizados

19/09/2026 16h30

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira?

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira? Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A cólica menstrual faz parte da vida de muitas mulheres. Desde a adolescência é comum ouvir que sentir dor durante a menstruação é normal e que basta aprender a conviver com ela. A intensidade do sintoma e o impacto que ele provoca na rotina podem indicar quando é necessário investigar a causa.

Para o cirurgião ginecológico e pesquisador Dr. Igor Chiminacio a dor menstrual não deve ser analisada apenas pela presença ou ausência de cólica, mas também pela sua intensidade, frequência e pelos efeitos que provoca no cotidiano.

“Nem toda mulher que sente cólica tem endometriose, mas uma dor intensa e recorrente não deve ser simplesmente normalizada. Sentir dor não é normal”, afirma.

Um dos obstáculos para o diagnóstico da endometriose é justamente a naturalização desses sintomas. Chiminacio relata atender pacientes que convivem durante anos com dores antes de descobrir a causa. Em alguns casos, segundo ele, o intervalo entre o surgimento dos sintomas e o diagnóstico chega a oito ou dez anos.

A localização da dor também pode dificultar o reconhecimento da doença. Além da região pélvica, pacientes com endometriose podem apresentar sintomas em áreas como lombar, virilha e pernas. A relação dessas manifestações com o período menstrual pode ser uma informação importante durante a investigação.

“Antes de olhar uma imagem, eu quero entender o que a paciente sente, quando sente e onde dói. Os sintomas podem dar pistas importantes sobre a localização da doença”, explica o médico.

A investigação da endometriose não depende exclusivamente dos exames de imagem. Embora ultrassonografia e ressonância magnética possam ajudar a identificar e localizar a doença, a avaliação clínica também é considerada importante.

A história da paciente, a descrição dos sintomas e o exame físico podem contribuir para levantar hipóteses sobre a localização dos focos e direcionar a investigação. Por isso, um exame sem alterações não deve ser interpretado isoladamente. A avaliação médica precisa considerar o conjunto de informações apresentado pela paciente.

Uma forma diferente de explicar a anatomia da dor

Para explicar por que a endometriose pode provocar dores em diferentes regiões, Dr. Igor Chiminacio desenvolveu o que chama de “Teoria do Polvo”.

A comparação parte da anatomia da pelve feminina. Nela o útero é representado como a cabeça de um polvo, enquanto os tecidos que dão sustentação ao órgão, conhecidos como paramétrios, são comparados aos tentáculos.

A proposta é facilitar a compreensão de como a localização da endometriose pode estar relacionada aos diferentes sintomas apresentados pelas pacientes. Segundo o médico, o comprometimento dessas estruturas pode envolver regiões próximas aos nervos e ajudar a explicar por que a dor nem sempre fica restrita à região pélvica.

O conceito foi apresentado por Dr. Igor Chiminacio no Congresso Global da AAGL, realizado em 2025, em Vancouver, em trabalho publicado no Journal of Minimally Invasive Gynecology.

Quando a cólica merece investigação?

Não existe uma única característica capaz de determinar se uma cólica está dentro do esperado ou se está relacionada à endometriose. A intensidade da dor, sua recorrência e o impacto na rotina são alguns dos aspectos que devem ser considerados.

Quando a mulher deixa de trabalhar, estudar, praticar atividades físicas ou realizar atividades do dia a dia por causa da dor menstrual, o sintoma merece atenção.

A recomendação é procurar avaliação médica diante de dores intensas ou persistentes, especialmente quando elas se repetem ao longo dos ciclos menstruais ou aparecem acompanhadas de outros sintomas.

A principal mensagem, segundo Dr. Igor Chiminacio, é que sentir dor não deve ser automaticamente considerado parte obrigatória da experiência de menstruar. A investigação adequada pode ajudar a diferenciar uma cólica menstrual comum de sintomas que merecem uma avaliação mais aprofundada, incluindo a possibilidade de endometriose.

Mais do que descobrir se toda mulher sente cólica, a questão é entender quando a dor deixa de ser apenas um desconforto menstrual e passa a exigir investigação.

Em tempo: Dr. Igor Chiminacio lança o livro A Endometriose, Deus e as Redes Sociais, obra que reúne experiências de sua trajetória profissional e pessoal, reflexões sobre diagnóstico e tratamento da endometriose, além de discutir o impacto das redes sociais na forma como mulheres acessam informações sobre a doença. Toda a renda obtida com a venda do livro será integralmente destinada ao WHR – Women’s Health Research, para fomentar pesquisas científicas em saúde feminina.

Pet Correio B+

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Rotina cada vez mais indoor pode deixar renovação da pelagem diluída ao longo do ano; pólen e maior exposição solar exigem atenção na nova estação

19/09/2026 14h00

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera? Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Mais pelos espalhados pela casa costumam anunciar a chegada de uma nova estação para quem tem animais em casa. Isso porque, com a aproximação da primavera, o aumento da luz solar e da temperatura influenciam o ciclo dos folículos, resultando na renovação da pelagem. 

No entanto, as temperaturas cada vez mais irregulares, com oscilações menos previsíveis, além das mudanças da rotina moderna – em que os pets passam boa parte do dia sob luz artificial e ar-condicionado – fazem com que a troca de pelos não acompanhe, necessariamente, a transição das estações.

“Podemos observar ciclos de troca menos definidos e uma renovação da pelagem mais distribuída ao longo do ano, mesmo em animais de raças com troca de pelos naturalmente mais sazonais. Porém, não podemos afirmar que as mudanças climáticas, isoladamente, sejam responsáveis por determinada alteração de pelagem”, explica a médica-veterinária Nathália Starek, CEO da Vidaá Care.

Mesmo assim, a chegada da primavera não deixa de influenciar a pelagem. A forma como essa mudança aparece em cada animal depende de uma combinação de fatores, como raça, genética, tipo de pelo e ciclo folicular.

“Raças com pelagem dupla e subpelo abundante, por exemplo, tendem a apresentar uma troca sazonal mais evidente. Em outros tipos de pelagem, a renovação dos fios pode ocorrer de maneira menos concentrada”, completa Starek.

Nessas raças, como o spitz alemão, o subpelo e o pelo primário fazem parte do sistema natural de proteção da pele e são responsáveis pelo isolamento térmico. Por isso, a simples retirada dessa pelagem não deve ser encarada como solução para as altas temperaturas.

Mantê-la desembaraçada e retirar os fios mortos por meio de escovação são medidas que podem integrar a rotina durante o período de renovação intensa.

“A pelagem não é apenas estética. Ela funciona como uma barreira de proteção entre a pele do cão e o ambiente, participa da proteção física e térmica, e está em constante renovação. Primavera e verão modificam os estímulos ambientais, e os cuidados precisam acompanhar a fisiologia do animal. Também são essenciais a oferta de água, sombra, hidratação e proteção contra exposição excessiva ao calor”, avalia a CEO.

A retirada dos fios que já se desprenderam também merece atenção. A rotina de escovação feita em casa, com frequência e escova adequadas para cada raça, auxilia na retirada natural dos fios mortos. “Não é necessária a remoção mais intensa do subpelo para evitar o ‘abafamento’’ da pele ou simplesmente para diminuir a quantidade de pelos que o animal solta, pois a tração da remoção forçada pode retirar também fios saudáveis”, explica Nathália.

Brilho e tonalidade com o sol
Quando a troca sazonal acontece, a diferença percebida pelo tutor não se resume à quantidade de fios espalhados pela casa. A transição para os meses mais quentes provoca uma renovação fisiológica do ciclo folicular que pode alterar densidade, volume, textura e aparência do brilho da pelagem. 

Além disso, a radiação ultravioleta pode promover alterações oxidativas nas proteínas e nos pigmentos da haste, contribuindo para ressecamento, perda de brilho e até mudanças de tonalidade.

A atenção deve ser redobrada para animais de pelo branco ou claro. A menor presença de melanina no fio reduz a proteção pigmentar, tornando essas pelagens mais vulneráveis à combinação de sol, calor e ressecamento. “Não significa que os cães não possam tomar sol. A recomendação é evitar exposição excessiva, principalmente nos períodos de maior incidência de radiação”, aponta Starek.

Pólen de ‘carona’
Se dentro de casa as condições ambientais podem suavizar os sinais da mudança de estação, do lado de fora a primavera traz um elemento importante para a saúde da pele: o aumento da presença de pólen e outras partículas ambientais. A pelagem funciona como uma barreira para que essas partículas não entrem em contato com a pele, mas elas ainda podem ficar aderidas aos fios.

“Em cães predispostos a alergias ambientais, isso pode representar maior exposição aos alérgenos. É importante reforçar que isso não quer dizer que ele precise, necessariamente, ser tosado ou tomar mais banhos, pois a pele possui uma barreira natural e uma microbiota próprias, que também podem ser prejudicadas por procedimentos excessivos ou pelo uso inadequado de produtos”, afirma a especialista.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).