Correio B

CULTURA

Em tempos de quarentena, veja como curtir o feriado em casa

Confira dicas para evitar as aglomerações familiares durante o fim de semana

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Apesar de a Prefeitura Municipal de Campo Grande ter afrouxado as medidas de confinamento social, os bares de Campo Grande continuam fechados e a orientação é de permanecer em casa o máximo de tempo possível. Neste caso, uma boa opção durante a Páscoa é investir em jogos com a família e aproveitar uma programação televisiva mais próxima da fé, já que o feriado relembra a trajetória de Cristo durante a crucificação.  

Jogos

Que tal aproveitar a Páscoa com as crianças de um jeito divertido?

A tradicional caça aos ovos pode ser uma saída incrível para esse período de quarentena. Esconda os ovos de chocolate ou as cascas decoradas pela casa e crie pistas para os pequenos seguirem. A caça pode ser realizada no quintal ou dentro de casa mesmo.  

Colar pegadas no formato de patas de coelho também ajuda a criar uma atmosfera mágica para as crianças.  

Se não tiver problema fazer sujeira, uma outra brincadeira que costuma animar as crianças é a de equilibrar um ovo na colher. Estipule um percurso e inicie a competição. Os pais podem, e devem, participar.  

Para finalizar, uma brincadeira que faz sucesso entre as crianças mais velhas é a de quantos doces têm no pote? Para o jogo, que exige um pouco de raciocínio e sorte, deixe um pote transparente com balinhas de jujuba, ovinhos de chocolate ou outro doce e peça para os moradores adivinharem. A pessoa que acertar ou chegar mais perto ganha o pote de doces.

Filmes

O streaming do Telecine tem muitos filmes legais para assistir no feriado. Por exemplo, “Uma Questão de Fé”, em que três famílias são unidas por terríveis tragédias, mas podem buscar um modo de aceitar seus destinos e seguir em frente.  

Para as crianças, a dica é “Pedro e o Coelho”. O filme, que mistura atores reais e animação, relata a história de coelhinhos que têm como principal diversão pregar peças no mal-humorado Thomas McGregor, que não gosta de animais. O filme é uma adaptação do clássico infantil de Beatrix Potter.

Na Netflix, as opções são inúmeras, desde “Milagres no Paraíso” até “Os Dez Mandamentos – O Filme”.  

Estreias

Para quem prefere ação, uma boa opção na Netflix é a estreia de “Atômica”, com a atriz Charlize Theron, neste domingo. O filme acompanha uma agente secreta que precisa proteger uma testemunha, buscar um documento importante e um traidor.  

A continuação do filme foi confirmada, com a Netflix na produção.  

Na lista de comédias, hoje estreia no streaming o filme “Um Amor, Mil Casamentos”.  

Lives

Na lista de apresentações pela internet, o YouTube conta com várias opções. Hoje ocorrerá o show do DJ Rennan da Penha, às 19h; da dupla Marcos & Belutti, às 20h; e da banda KLB, também às 20h.

No sábado, é a vez da dupla Mateus & Kauan realizar uma apresentação, às 16h; Jads & Jadson, às 17h; e a segunda edição do “Buteco em Casa”, do cantor Gusttavo Lima, às 20h.

No domingo, terá apresentação de Andrea Bocelli, às 14h; e de Michel Teló, às 20h.  

Livros

Os livros continuam em promoção em livrarias e sites, como a Amazon.  

Entre as dicas, é interessante ler obras como “Ensaio Sobre a Cegueira”, de José Saramago, que fala sobre uma sociedade que vive em quarentena após um surto que deixou as pessoas cegas.  

Outra dica é prestigiar autores sul-americanos, como Gabriel Garcia Márquez, por meio do livro “O Amor nos Tempos do Cólera”. Ainda muito jovem, o telegrafista, violinista e poeta Gabriel Elígio Garciá se apaixonou por Luiza Márquez, mas o romance enfrentou a oposição do pai da moça. Para manter seu amor, Gabriel montou, com a ajuda de amigos telegrafistas, uma rede de comunicação que alcançava Luiza onde ela estivesse. 

Moda Correio B+ - Entre Costuras & CuLtura

Entrevista exclusiva com a arquiteta Nauíra Cordeiro. A arte de viver com identidade e elegância

Ela compartilha de seu design autoral, e o talento de transformar o universo da arquitetura e designer

01/11/2026 17h00

Coluna Entre Costuras & CuLtura: Arquitetura, identidade e a arte de viver com elegância

Coluna Entre Costuras & CuLtura: Arquitetura, identidade e a arte de viver com elegância Foto: Divulgação

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À frente da NG Home, a arquiteta e empreendedora Nauíra Cordeiro vem construindo uma trajetória marcada pela criatividade, pelo olhar apurado e pela valorização do design autoral brasileiro.

Com experiência no universo da arquitetura, do mobiliário de alto padrão e do design italiano, ela encontrou no desenvolvimento de produtos uma nova forma de expressar sua identidade criativa, unindo estética, funcionalidade e pesquisa de materiais.

Suas criações propõem um novo olhar sobre os objetos do cotidiano, transformando-os em peças que carregam personalidade e elegância.

Em novembro, Nauíra participa do evento Sobre a Mesa, idealizado por Silmara Kassab, nos dias 17 e 18, em São Paulo, encontro que celebra a conexão entre mesa posta, design e gastronomia.

A agenda também inclui uma produção especial de mesa posta para o almoço de amigo secreto de Carol Bassi, dando continuidade a uma parceria que valoriza encontros, experiências e composições cheias de estilo.

Coluna Entre Costuras & CuLtura: Arquitetura, identidade e a arte de viver com elegânciaEla compartilha de seu design autoral, e o talento de transformar o universo da arquitetura e designer - Divulgação

CE - Como começou sua trajetória na arquitetura e em que momento surgiu a ideia de criar a NG Home? O que motivou essa transição para o universo do design e da decoração?
NC -
 Minha trajetória começou na arquitetura, mas sempre tive uma relação muito próxima com o design de produto. Em 2013, tive a oportunidade de trabalhar com importantes marcas italianas de mobiliário, experiência que ampliou meu olhar sobre o design autoral. A NG Home nasceu desse desejo de criar peças próprias, explorando a relação entre forma, matéria e função, com um olhar especial para a arte de receber.

CE -  A moda e a arquitetura têm algo em comum: ambas comunicam identidade. Como você enxerga essa relação entre a maneira como nos vestimos e os ambientes que escolhemos habitar?
NC -
 Acredito que tanto a moda quanto a arquitetura são extensões da nossa personalidade. A maneira como nos vestimos e os espaços que habitamos revelam nossas referências, escolhas e valores. Em ambos os universos, a verdadeira elegância está na autenticidade.

CE - O conceito de atemporalidade está cada vez mais presente na moda e no design. O que torna uma peça ou um ambiente verdadeiramente atemporal?
NC -
 Para mim, a atemporalidade está na capacidade de transcender tendências sem perder relevância. Uma peça atemporal tem identidade, qualidade e proporções bem resolvidas. É aquilo que continua fazendo sentido e despertando interesse independentemente da época.

CE - Você acredita que a elegância de uma casa está mais relacionada ao investimento financeiro ou à sensibilidade estética e ao repertório cultural de quem a habita?
NC - 
Sem dúvida, à sensibilidade e ao repertório. O investimento pode proporcionar acesso a materiais e peças excepcionais, mas não garante elegância. Uma casa verdadeiramente sofisticada é aquela que revela personalidade, histórias e escolhas feitas com intenção.

Coluna Entre Costuras & CuLtura: Arquitetura, identidade e a arte de viver com elegânciaTalento de transformar o universo da arquitetura e designer - Divulgação

CE - Como a cultura brasileira influencia suas escolhas criativas? Existe alguma característica do nosso design que você considera especialmente valiosa?
NC -
 O design brasileiro tem uma riqueza extraordinária, especialmente na relação com os materiais, na expressividade das formas e na valorização do fazer artesanal. Admiro essa liberdade criativa e a capacidade de unir sofisticação e espontaneidade, características que considero muito próprias da nossa cultura.

CE - Em tempos de tendências rápidas e excesso de referências nas redes sociais, como encontrar uma identidade própria na decoração?
NC -
 Acredito que o primeiro passo seja desenvolver o próprio olhar. Buscar referências na arte, nas viagens, na literatura e nas experiências pessoais, e não apenas nas redes sociais. A identidade surge quando deixamos de reproduzir fórmulas e passamos a fazer escolhas que realmente nos representam.

CE - A arte de receber também comunica valores, cuidado e comportamento. Qual é o papel da mesa posta e dos pequenos rituais na construção de uma experiência elegante e acolhedora?
NC -
 Receber é, acima de tudo, um gesto de generosidade. A mesa posta e os pequenos rituais demonstram cuidado e atenção aos detalhes, transformando encontros cotidianos em momentos especiais. Acredito que a elegância está muito mais na intenção de acolher do que na formalidade.

CE - Que conselho você daria a alguém que deseja transformar sua casa em um espaço mais sofisticado, acolhedor e com personalidade, sem necessariamente realizar grandes investimentos?
NC -
 Começaria pelos detalhes. Flores frescas, uma iluminação acolhedora, livros, objetos afetivos e pequenas mudanças na composição dos ambientes podem transformar completamente a atmosfera de uma casa. Sofisticação não está necessariamente em ter mais, mas em saber escolher e valorizar aquilo que temos.

Coluna Entre Costuras & CuLtura: Arquitetura, identidade e a arte de viver com elegânciaEla compartilha de seu design autoral, e o talento de transformar o universo da arquitetura e designer - Divulgação

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator Hugo Bonèmer que celebra nova fase de conquistas em sua carreira

"O Marcelo foi ver a peça na estreia, e validou meu trabalho em público, disse que se sentiu à vontade com a forma como foi representado".

01/11/2026 16h00

Entrevista exclusiva com o ator Hugo Bonèmer que celebra nova fase de conquistas em sua carreira

Entrevista exclusiva com o ator Hugo Bonèmer que celebra nova fase de conquistas em sua carreira Foto: Divulgação

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O ano de 2026 tem sido especialmente significativo para Hugo Bonèmer. Entre os palcos, o streaming e novas experiências nos bastidores, o ator vive uma fase de reconhecimento e expansão profissional.

Atualmente, protagoniza o espetáculo Feliz Ano Velho, no qual interpreta Marcelo Rubens Paiva, autor do livro que inspirou o filme "Ainda Estou Aqui", vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional.

Em cartaz no Teatro Sabesp Frei Caneca, em São Paulo, a montagem tem emocionado o público e provocado reflexões para além da história apresentada. Para Hugo, dar vida a uma personalidade tão conhecida exige, acima de tudo, verdade e sensibilidade, sem a preocupação de reproduzir fielmente seus gestos ou características.

Outra experiência marcante neste ano foi O Talentoso Ripley, projeto no qual Bonèmer ampliou sua atuação artística ao assumir também a produção e a direção, ao lado de Kamilla Rufino.

A montagem passou por diferentes temporadas no Rio de Janeiro e conquistou três indicações ao Prêmio Cenym, reconhecimento que celebra o trabalho desenvolvido em diferentes áreas do espetáculo.

Na televisão, o ator integra a segunda temporada de Amor da Minha Vida, disponível no Disney+, e também estará no telefilme Voltei na Foto, da TV Globo, contracenando em uma história que aborda memórias e conflitos do passado.

Com tantos projetos e novas possibilidades no horizonte, Hugo encerra o ano olhando para além da interpretação, interessado em desenvolver histórias que também permitam explorar seu talento como diretor e produtor.

Hugo é a Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista exclusiva ao Caderno ele fala sobre sua carreira e também sobre seu atual trabalho em cartaz.

Entrevista exclusiva com o ator Hugo Bonèmer que celebra nova fase de conquistas em sua carreiraO ator Hugo Bonèmer é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Sergio Santoian - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - O último musical que você havia protagonizado foi ‘Ayrton Senna, o musical’, em 2017, me fala qual o sentimento de voltar aos palcos como protagonista em um musical?
HB -
 Faz tempo mesmo, mas prefiro falar disso sem colocar peso demais na palavra protagonista. Minha carreira é de coadjuvante, protagonizar é coisa que acontece de vez em quando.

Foi até por acreditar nisso que criei o Coadjuvantes, no canal Like, pra valorizar os papéis secundários, que sustentam qualquer história tanto quanto o papel principal.

E esse elenco de "Feliz Ano Velho" prova bem esse ponto. O João Côrtes protagoniza o Eddy e está ali fazendo um coadjuvante maneiríssimo. O Matheus Ribeiro já foi Bob Esponja, Chaves, Peter Pan, levou praticamente todos os prêmios de teatro musical nos últimos anos, e faz o Divino, um enfermeiro engraçadíssimo.

A Sabrina Korgut é a voz de dublagens das mais icônicas que existem, já protagonizou musical, fez série na Globo, e está ali construindo uma personagem difícil, de dupla personalidade. Então meu sentimento de voltar é esse, de estar cercado de artistas que eu admiro.

Acreditar no rótulo de protagonista como uma verdade fixa da carreira é a maior furada que existe. É uma responsabilidade que acontece de vez em quando na vida da gente, uma função passageira, não uma qualidade permanente.

CE - Como é viver uma pessoa como Marcelo Rubens Paiva, que tem um reconhecimento nacional e internacional?
HB - 
Existe um peso extra em viver alguém real, vivo, com obra marcante e hoje ainda mais exposto por causa de "Ainda Estou Aqui".

Não é interpretar uma ideia de personagem, é interpretar uma pessoa que pode assistir, que tem família, que carrega uma história pública entrelaçada com a história política do Brasil. Isso me obriga a uma responsabilidade dupla, com a dramaturgia e com a pessoa real por trás dela.

O Marcelo foi ver a peça na estreia, e validou meu trabalho em público, disse que se sentiu à vontade com a forma como foi representado. Isso me tranquilizou bastante, porque quer a gente queira ou não, o público sai do teatro se perguntando "então o Marcelo é assim?".

Pra uma pessoa aprovar ser representada com todas as suas qualidades e defeitos é preciso uma generosidade enorme com o artista que se arrisca nisso, e o Marcelo foi generoso assim comigo.

CE - Quando você soube que iria fazer o papel, como você se sentiu?
HB -
 O convite veio do produtor Thiago Hofman e do diretor Gustavo Barchilon, com quem eu já cogitava trabalhar junto havia alguns anos.

Li o texto da Marília Toledo algumas vezes antes de responder, e fui me encantando com a história e com as possibilidades cênicas que ela abria. Foi um sim fácil de dizer.

CE - Qual a mensagem que vocês querem dar com o espetáculo?
HB -
 É sobre quando a vida puxa o tapete da gente e é preciso construir um plano do zero. E aí não tem mensagem motivacional, não é sobre resiliência, não é sobre algo que se resolve.

Também não é sobre superação, é sobre reconstrução. São palavras do próprio Marcelo, que diz que renegocia todo dia, de novo, consigo mesmo o fato de estar numa cadeira de rodas.

CE - Além disso, você está no ar na segunda temporada de ‘Amor da minha vida’, você já acompanhava a série?
HB -
 Já tinha visto a primeira temporada inteira e estava apaixonado por ela, então ser chamado teve aquele gosto de fã sendo notado pelos próprios ídolos. Meu único arrependimento foi não ter tirado uma foto com a Bruna Marquezine.

Quando a conheci, agi igual fã sem jeito, tinha assunto pra puxar e não veio nenhum, fiz uma piada sobre pão de queijo e saí do camarim correndo achando que a piada tinha sido péssima. A série tem uma doçura imensa, escrita pelo Matheus Souza, com quem eu já tinha trabalhado em "Confissões de Adolescente", e dirigida pela Tatiana Fragoso.

Entrevista exclusiva com o ator Hugo Bonèmer que celebra nova fase de conquistas em sua carreiraO ator Hugo Bonèmer é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Andy Santana - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Como foram as gravações?
HB -
 Além do texto do Matheus Souza na íntegra, a Tatiana Fragoso ampliou nossa participação com alguns improvisos que, pela reação da equipe no set, já imaginávamos que iam ficar no corte final. É muito gostoso, pra quem está num papel coadjuvante, quando isso acontece.

CE - Fala um pouco mais da construção do seu personagem?
HB -
 O Eduardo é paulistano da Faria Lima, formado em liberalismo econômico, do tipo que reproduz frases como "trabalhe enquanto eles descansam".

Ele chega na hamburgueria pra profissionalizar os processos, e ao comprar a maioria das cotas societárias passa a mandar em Victor, transformando o sonho de vida dele num pasteurizado de hamburgueria, só que em formato franqueável.

O Eduardo representa a vida adulta batendo à porta do Victor, lembrando como o capitalismo vai tirando a inocência da gente e trazendo competição e distanciamento no lugar dela.

Tem uma história de bastidor nesse papel que eu gosto de contar. A diretora de elenco, Bruna Bueno, já tinha me testado antes pra um papel maior na série, e quando esse não fechou, ela teve o cuidado de me sugerir o Eduardo, justamente pra eu me manter no elenco.

Fico feliz quando um diretor de elenco tem esse tipo de cuidado, de continuar apostando na gente dentro do mesmo projeto, mesmo quando o primeiro caminho não dá certo.

CE - Em 2026, você esteve não somente nos palcos, como nos bastidores, produzindo e codirigindo ‘O talentoso ripley’. Como foi essa experiência?
HB -
 Produzir, dirigir, atuar e cuidar das mídias sociais de "O Talentoso Ripley" virou até tema do meu TCC, porque em paralelo eu voltei às aulas na CAL pra completar o bacharelado em Teatro.

Uma coisa está ligada diretamente à outra: chamei pro elenco basicamente colegas da minha turma, seguindo um dos propósitos da própria faculdade, que é criar afinidade e colaboração entre artistas que já estão inseridos no mercado. Minha turma é voltada justamente pra isso, e faz essas trocas profissionais acontecerem de um jeito mais natural.

CE - A peça concorre a alguns prêmios, além de ter recebido ótimas críticas. Me fala mais desse momento?
HB -
 Crítica positiva é sempre bem-vinda, e "O Talentoso Ripley" teve cuidado especial na forma de apresentar a proposta ao público, simulando um programa de TV em que o próprio Ripley confessa as sombras e os mistérios da própria alma, em tom confessional, direto pra audiência.

As críticas negativas, muitas vezes, eram exatamente as mesmas coisas apontadas como positivas por outra pessoa, o que mostra que assumimos risco suficiente pra tornar a peça relevante. Dividir opinião, no teatro, costuma ser sinal de sucesso, não de fracasso.

CE - Qual o balanço que você faz desse ano?
HB -
 Foi um ano de simultaneidade, não de sequência. Em vez de um projeto atrás do outro, toquei vários ao mesmo tempo, em frentes diferentes.

Voltei pro teatro musical com "Feliz Ano Velho", voltei pra ficção seriada com "Amor da Minha Vida", e assinei um projeto inteiramente meu, "O Talentoso Ripley", acumulando atuação, produção, direção e as redes sociais da peça.

No meio disso tudo, voltei pra faculdade e fechei o bacharelado em Teatro. Se eu tivesse que resumir numa frase, diria que foi o ano em que parei de escolher entre ser ator ou ser autor do próprio trabalho, e descobri que dava pra ser as duas coisas ao mesmo tempo, sem que uma atrapalhasse a outra.

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