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Entre Costuras & Cultura: Brazilcore: quando vestir a camisa do Brasil vai muito além do futebol

A camisa do Brasil passou a ser usada com alfaiataria, salto alto, joias, bolsas de luxo e até em produções fashionistas durante semanas de moda. Ela deixou de representar apenas uma paixão pelo futebol para se tornar um símbolo cultural.

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Em toda Copa do Mundo acontece o mesmo fenômeno: o verde e amarelo voltam às ruas. Mas desta vez existe uma diferença importante, a camisa da seleção brasileira deixou de ser apenas uniforme de torcedor.

Ela passou a ocupar passarelas, editoriais de moda, festivais de música, aeroportos e o guarda-roupa de celebridades internacionais. O nome desse movimento é Brazilcore.

Reduzir esse fenômeno às cores da bandeira seria simplificar demais uma transformação muito maior. Durante décadas, marcas de luxo buscaram inspiração na elegância francesa, no minimalismo escandinavo ou na alfaiataria italiana.

Hoje, cada vez mais, o olhar internacional também se volta para algo que o Brasil possui de forma quase exclusiva: a capacidade de transformar leveza em estilo de vida.

Não se trata apenas do verde, do amarelo ou da camisa da seleção. O que desperta interesse é a espontaneidade, a mistura entre natureza e cidade, a informalidade sofisticada e a alegria que não parece construída.

Por isso, a camisa do Brasil passou a ser usada com alfaiataria, salto alto, joias, bolsas de luxo e até em produções fashionistas durante semanas de moda. Ela deixou de representar apenas uma paixão pelo futebol para se tornar um símbolo cultural.

Curiosamente, esse movimento acontece justamente quando o luxo também passa por uma transformação. Durante anos, o consumo de luxo esteve associado à discrição, à neutralidade e ao chamado quiet luxury. Agora, cresce o desejo por autenticidade, identidade cultural e movimentos capazes de diferenciar pessoas e marcas.

Nesse cenário, o Brasil oferece exatamente aquilo que muitos países tentam construir artificialmente: uma cultura visual forte, reconhecível e emocional.

A música brasileira conquista festivais internacionais, a gastronomia ganha protagonismo. O turismo volta ao centro do imaginário global. Marcas como Farm Rio, Havaianas e Melissa expandem sua presença pelo mundo sem esconder suas origens pelo contrário, fazem delas seu maior ativo.


Entre Costuras & Cultura: Brazilcore: quando vestir a camisa do Brasil vai muito além do futebol - Divulgação 

Até grandes grifes internacionais incorporam referências tropicais, cores vibrantes e elementos que remetem ao nosso imaginário. Mas existe um aspecto ainda mais interessante. Vestir a camisa da seleção durante a Copa significa mais do que acompanhar um campeonato, mas participar de um momento coletivo. 

É por isso que uma mesma camisa pode representar patriotismo para uns, nostalgia para outros e, para muitos jovens, simplesmente uma peça de moda.

A consultoria de imagem ensina justamente isso: nenhuma roupa comunica apenas aquilo para o qual foi criada. O significado das peças muda conforme a sociedade muda.

O que o mundo deseja vestir é mais do que uma camisa verde e amarela. É uma ideia de Brasil,  que reúne criatividade, diversidade, calor humano, natureza, música, movimento e uma maneira singular de viver.


Entre Costuras & Cultura: Brazilcore: quando vestir a camisa do Brasil vai muito além do futebol - Divulgação

A seguir 5 dicas para vestir a camisa do Brasil com estilo nesta Copa

1. Pense além do estádio

A camisa da seleção não precisa ser usada apenas em dias de jogo. Combine-a com peças do guarda-roupa cotidiano, como jeans de corte reto, calças de alfaiataria ou uma saia midi. O contraste entre o esportivo e o sofisticado cria um visual contemporâneo.

2. Equilibre as proporções

Como a camisa costuma ter modelagem ampla, experimente combiná-la com peças mais estruturadas ou de cintura alta. Um blazer, um colete ou uma terceira peça elevam instantaneamente a produção.

3. Aposte nos acessórios

Um scarpin, uma sandália elegante, mocassins, uma bolsa de couro ou joias douradas transformam completamente a leitura da camisa. São os detalhes que fazem a diferença entre um look esportivo e um look de moda.

4. Não limite o Brasil ao verde e amarelo

O verdadeiro espírito do Brazilcore está na alegria, na criatividade e na autenticidade. Estampas tropicais, artesanato brasileiro, fibras naturais e peças de marcas nacionais também comunicam essa identidade.

5. Vista a sua personalidade

A maior tendência nunca será uma peça específica, mas a coerência entre roupa, comportamento e identidade. A camisa do Brasil ganha força quando representa quem você é, e não apenas o momento da Copa.

Cinema Correio B+

Como Moana se tornou o remake mais rápido da Disney e trouxe The Rock ao Brasil (e nós estivemos lá)

Da decisão de refilmar um clássico de 2016 à passagem de Dwayne Johnson pelo país, a longa jornada do live-action que virou projeto pessoal do astro

04/07/2026 13h00

Como Moana se tornou o remake mais rápido da Disney e trouxe The Rock ao Brasil

Como Moana se tornou o remake mais rápido da Disney e trouxe The Rock ao Brasil Foto: Divulgação Disney

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Quando Dwayne "The Rock" Johnson desembarcou no Rio de Janeiro nesta semana para promover o live-action de Moana, a visita durou apenas poucos dias. Houve coletiva de imprensa, evento para convidados na Ilha Fiscal, entrevistas e uma rápida passagem pela cidade antes que o astro seguisse para a próxima parada da turnê mundial da Disney.

Ainda assim, sua presença no Brasil marcou o capítulo final de uma jornada que começou há mais de três anos e que, desde o anúncio, gerou tantas dúvidas quanto expectativas.Afinal, Moana talvez seja o projeto mais improvável já escolhido pela Disney para ganhar uma adaptação em live-action.

Quando o estúdio anunciou oficialmente, em abril de 2023, que transformaria a animação de 2016 em filme com atores reais, a reação inicial foi de perplexidade.

O original havia sido lançado apenas sete anos antes, continuava entre os filmes mais assistidos do streaming e permanecia extremamente presente no imaginário de crianças e famílias ao redor do mundo. Nunca houve, de fato, um período em que Moana tivesse desaparecido da cultura popular.

Foi o próprio Dwayne Johnson quem anunciou o projeto. Em um vídeo gravado no Havaí, cercado por familiares, ele revelou que retornaria ao papel de Maui, personagem que havia dublado na animação original e que, segundo ele, sempre representou uma homenagem ao seu avô materno, o lendário lutador e líder samoano Peter Maivia. Desde aquele primeiro anúncio, ficava claro que este não seria apenas mais um remake da Disney para Johnson.

Poucos meses depois, a Disney contratou Thomas Kail para dirigir o projeto. O nome surpreendeu Hollywood: Kail era conhecido principalmente pelo fenômeno teatral Hamilton e nunca havia dirigido um longa-metragem narrativo para cinema.

A aposta indicava que o estúdio pretendia preservar não apenas a aventura, mas também a dimensão emocional e musical da obra original.

A produção, no entanto, enfrentou seu primeiro grande obstáculo com as greves de roteiristas e atores em Hollywood em 2023. O cronograma original precisou ser adiado, as audições foram interrompidas e o lançamento acabou empurrado de junho de 2025 para julho de 2026.

Enquanto isso, a Disney enfrentava outro desafio: encontrar uma nova Moana.

A escolha acabou recaindo sobre Catherine Laga'aia, jovem atriz australiana de ascendência samoana que, até então, tinha pouquíssima experiência diante das câmeras. A seleção envolveu mais de 32 mil candidatas e, segundo a própria atriz, incluiu várias etapas de testes e audições realizadas entre Austrália e Estados Unidos.

Quando recebeu a notícia de que havia conquistado o papel, Catherine tinha apenas 17 anos. Hoje, aos 19, estreia justamente em uma das maiores produções do cinema mundial.

A escalação trouxe também uma mudança importante em relação ao filme original: Auli'i Cravalho, que deu voz à personagem na animação de 2016, decidiu não retornar ao papel e passou a atuar como produtora executiva do projeto.

A decisão foi celebrada pela própria atriz, que afirmou acreditar que uma nova geração deveria ter a oportunidade de representar Moana nas telas.

As filmagens começaram oficialmente em julho de 2024, divididas entre estúdios em Atlanta e locações no Havaí, e foram concluídas em novembro do mesmo ano.

O objetivo era ambicioso: recriar em escala real não apenas as ilhas e o oceano do filme original, mas toda a dimensão mitológica da cultura polinésia que transformou a animação em um fenômeno global.

Ao longo da produção, outras decisões chamaram atenção dos fãs. Alguns personagens retornaram com novos intérpretes; outros foram redesenhados para a linguagem live-action.

O roteiro permaneceu próximo da história original, enquanto a trilha voltou a reunir colaboradores históricos da franquia, incluindo Lin-Manuel Miranda como produtor e consultor musical.

Como Moana se tornou o remake mais rápido da Disney e trouxe The Rock ao BrasilComo Moana se tornou o remake mais rápido da Disney e trouxe The Rock ao Brasil - Divulgação Disney

Mas talvez a maior transformação tenha acontecido com o próprio Dwayne Johnson.

Durante a passagem pelo Rio, o ator repetiu algo que vem afirmando ao longo da divulgação mundial: interpretar Maui fisicamente foi muito mais difícil do que simplesmente emprestar sua voz ao personagem.

Pela primeira vez, ele precisou cantar, dançar e habitar emocionalmente um personagem que, durante quase uma década, existiu principalmente em sua imaginação. "Foi muito mais desafiador do que eu esperava", admitiu.

Johnson também destacou, durante a coletiva, a importância da representação polinésia em uma produção dessa escala e afirmou que Maui passou a representar, para ele, uma visão mais madura de masculinidade: alguém forte, mas também vulnerável; poderoso, mas profundamente marcado por suas próprias fragilidades.

Existe uma ironia interessante nessa história.

Quando a Disney anunciou Moana em live-action, muitos consideraram a decisão precipitada. Hoje, porém, talvez fique mais claro o que o estúdio enxergou antes de todos os outros: Moana nunca foi uma obra do passado que precisava ser redescoberta: ela simplesmente nunca deixou de existir.

E talvez seja justamente por isso que Dwayne Johnson, depois de super-heróis, franquias bilionárias, filmes-catástrofe e carros impossíveis, tenha acabado encontrando em Maui não apenas um personagem, mas o papel mais pessoal de toda a sua carreira.

GASTRONOMIA

Confira receitas divertidas e nutritivas para aproximar pais e filhos durante as férias escolares

Receitas divertidas e nutritivas para aproximar pais e filhos durante as férias escolares e incentivar hábitos saudáveis em família

04/07/2026 10h00

Participação das crianças na cozinha contribui para o desenvolvimento e estimula a curiosidade

Participação das crianças na cozinha contribui para o desenvolvimento e estimula a curiosidade Pexels

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As férias escolares representam uma pausa na rotina, mas também uma excelente oportunidade para fortalecer os laços familiares e incentivar hábitos que podem acompanhar as crianças por toda a vida. Entre brincadeiras, passeios e momentos de descanso, a cozinha pode se transformar em um espaço de aprendizado, criatividade e muita diversão.

Preparar receitas em família vai muito além de colocar a mão na massa. A atividade estimula a autonomia infantil, desperta o interesse por novos alimentos, desenvolve habilidades motoras e ensina conceitos importantes sobre alimentação equilibrada.

Além disso, cozinhar juntos cria memórias afetivas que tornam a relação das crianças com os alimentos mais positiva.

O período das férias também é uma boa ocasião para apresentar versões mais nutritivas de receitas que costumam fazer sucesso entre os pequenos. Com pequenas substituições de ingredientes, é possível manter o sabor dos pratos enquanto se aumenta o valor nutricional das refeições e dos lanches.

DESENVOLVIMENTO INFANTIL

A participação das crianças no preparo das refeições contribui para o desenvolvimento em diferentes aspectos.

Medir ingredientes, misturar massas, modelar alimentos e decorar pratos ajudam na coordenação motora, enquanto acompanhar o passo a passo das receitas trabalha atenção, organização e raciocínio lógico.

Outro benefício é o estímulo à curiosidade.

Crianças que ajudam a preparar os alimentos costumam demonstrar maior interesse em experimentar novos sabores, frutas, legumes e ingredientes que normalmente recusariam quando servidos prontos.

Além disso, cozinhar juntos fortalece os vínculos familiares, cria momentos de conversa e colaboração e transforma a alimentação em uma experiência prazerosa.

PEQUENAS MUDANÇAS

Nem sempre é necessário eliminar completamente os alimentos preferidos das crianças para oferecer uma alimentação equilibrada. Em muitos casos, basta fazer substituições inteligentes que aumentam o valor nutricional das receitas.

Trocar o açúcar por frutas maduras, utilizar ingredientes naturais e reduzir alimentos ultraprocessados são atitudes que ajudam a construir uma relação mais saudável com a comida desde cedo.

Além disso, envolver os pequenos em todas as etapas – desde escolher os ingredientes até decorar os pratos – faz com que eles se sintam protagonistas da refeição e mais dispostos a experimentar novos sabores.

DICAS

Algumas escolhas simples podem tornar o cardápio das férias mais nutritivo e equilibrado.

Troque o açúcar por frutas: bananas maduras adoçam naturalmente receitas como brigadeiros, bolos e vitaminas, além de fornecer fibras, vitaminas e potássio.

Inclua ovos na rotina: ricos em proteínas de alta qualidade, colina e vitamina D, contribuem para o desenvolvimento cognitivo, fortalecimento da imunidade e crescimento saudável.

Aposte em alimentos funcionais: ingredientes naturalmente ricos em nutrientes ajudam na formação de ossos, músculos e no bom funcionamento do organismo durante a infância.

Prefira azeite de oliva: fonte de gorduras boas e antioxidantes, é uma alternativa mais saudável para substituir outras gorduras em diversas preparações.

A seguir, confira três receitas fáceis, saborosas e práticas que podem ser preparadas com a participação das crianças.

Brigadeiro de banana e cacau

Participação das crianças na cozinha contribui para o desenvolvimento e estimula a curiosidadeBrigadeiro de banana e cacau - Foto: Pexels

Ingredientes:

  • 2 bananas maduras;
  • 2 colheres (sopa) de cacau em pó;
  • 4 colheres (sopa) de leite em pó.

Modo de Preparo:

> Amasse bem as bananas até formar um creme homogêneo;

> Acrescente o cacau e misture completamente;

> Em seguida, adicione o leite em pó aos poucos até atingir uma consistência firme;

> Leve a mistura ao fogo baixo, mexendo continuamente, até desgrudar do fundo da panela;

> Depois de esfriar, modele pequenas bolinhas;

> Se desejar, passe no leite em pó ou no cacau para finalizar.

Participação das crianças na cozinha contribui para o desenvolvimento e estimula a curiosidadePão de queijo caseiro - Foto: Pexels

Pão de queijo caseiro

Ingredientes:

  • 250 g de polvilho doce;
  • 250 g de polvilho azedo;
  • 200 ml de leite;
  • 100 ml de azeite de oliva;
  • 2 ovos;
  • 250 g de queijo branco ralado;
  • Sal a gosto.

Modo de Preparo:

> Aqueça o leite com o azeite até iniciar fervura;

> Em uma tigela, misture os polvilhos e despeje o líquido quente sobre eles;

> Mexa até formar uma massa uniforme e espere amornar;

> Acrescente os ovos, o queijo ralado e o sal;

> Misture bem até obter uma massa lisa e homogênea;

> Modele pequenas bolinhas e distribua em uma assadeira;

> Asse em forno preaquecido a 180°C por aproximadamente 30 minutos ou até dourarem.

Participação das crianças na cozinha contribui para o desenvolvimento e estimula a curiosidadeCupcake de milho com cobertura cremosa de ricota - Foto: Pexels

Cupcake de milho com cobertura cremosa de ricota

Ingredientes:

Para a massa

  • 1 lata de milho-verde escorrido;
  • 3 ovos;
  • ½ xícara (chá) de azeite;
  • 1 xícara (chá) de leite;
  • 1 xícara (chá) de farinha de trigo;
  • ½ xícara (chá) de farinha de milho;
  • 1 colher (sopa) de fermento em pó.

Para a cobertura

  • 200 g de creme de ricota;
  • Ervas frescas ou queijo ralado para decorar.

Modo de Preparo:

> Bata no liquidificador o milho, os ovos, o leite e o azeite até formar uma mistura homogênea;

> Transfira para uma tigela e incorpore as farinhas;

> Por último, misture delicadamente o fermento;

> Distribua a massa em forminhas para cupcake, preenchendo cerca de dois terços da capacidade;

> Leve ao forno preaquecido a 180°C por cerca de 25 minutos ou até dourar;

> Depois de frios, cubra com creme de ricota e finalize com ervas ou queijo ralado.

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