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Coluna Entre Costuras e CuLtura: quando a collab vira estratégia

No Brasil, o movimento ganha força quando influenciadores deixam de ser apenas vitrines e passam a atuar como coautores ou, no mínimo, como signos culturais que legitimam uma coleção.

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Se antes as colaborações eram um recurso pontual de marketing, hoje elas se consolidam como uma estratégia poderosíssima de vendas. Mais do que produto, a collab virou estratégia e talvez seja esse o seu maior valor.

Não por acaso, vemos um boom de parcerias que atravessam não só marcas, mas também personas. No Brasil, o movimento ganha força quando influenciadores deixam de ser apenas vitrines e passam a atuar como coautores ou, no mínimo, como signos culturais que legitimam uma coleção.

É o caso da colaboração entre Silvia Braz e Riachuelo, que reforça um fenômeno interessante: a estética aspiracional traduzida para o fast fashion. Silvia não entrega apenas roupa entrega estilo. O closet da influenciadora vira estratégia de marca, e o resultado é previsível (e eficaz): desejo imediato e prateleiras esvaziadas.

Mas há um ponto mais profundo nessa equação: a collab não gera valor apenas para marca e influenciadora ela também reposiciona a experiência de consumo para o público.

No caso de Silvia e Riachuelo, há um acesso claro a uma moda com códigos mais sofisticados, normalmente associados a um circuito mais exclusivo, agora traduzidos em preço e escala. É a sensação de pertencimento a um universo mais aspiracional, sem a barreira tradicional de entrada.

E é justamente aí que entra uma das engrenagens mais eficientes e menos discutidas das collabs: a construção de uma certa exclusividade calculada. Drops limitados, sensação de urgência e peças que desaparecem rápido criam a impressão de raridade, mesmo dentro de uma lógica de produção em escala.

Não se trata exatamente de exclusividade no sentido clássico, mas de uma escassez coreografada, que transforma acesso em conquista e acelera o consumo.

No eixo celebridade + marca, o exemplo de Amir Slama e Jade Picon (já na terceira edição) mostra outro caminho: a continuidade. Em vez de um drop isolado, a collab vira plataforma. Jade não é só rosto é extensão de lifestyle, ajudando a reposicionar o olhar sobre a marca.

Collab rescente da Riachuelo com a influenciadora de moda Silvia Braz - Divulgação

Já no cenário internacional, a parceria entre H&M e Stella McCartney (e tantas outras ao longo dos anos) consolidou um modelo híbrido que poderíamos chamar de “fast fashion de luxo”. Aqui, o valor está na democratização simbólica: comprar não apenas uma peça, mas um fragmento de capital de moda.

Esse mesmo raciocínio aparece em collabs mais “inesperadas”, como Farm com Matte Leão ou ainda a união entre Farm e Dengo, que mistura moda e gastronomia com forte carga de brasilidade. Nessas interseções, o produto quase se torna secundário: o que se vende é experiência, identidade e pertencimento.

Porque, no fundo, collabs são sobre isso: criar comunidades temporárias. Quando duas marcas (ou uma marca e um influenciador) se encontram, somam não apenas públicos, mas universos simbólicos. E é nesse cruzamento que mora o desejo e essa sensação de novidade, conexão e exclusividade. 

Mas há um ponto de atenção: nem toda parceria sustenta valor no longo prazo. Collabs precisam ser episódicas, com começo, meio e fim, caso contrário, deixam de fortalecer a marca e passam a substituí-la.

Talvez seja esse o maior desafio da moda atual: equilibrar a velocidade das parcerias com a construção de identidade. Porque, entre costuras e cultura, uma coisa é certa, a collab só funciona quando costura algo maior do que roupa.

Renner em collab com a influnciadora de moda Livia - Divulgação

Dicas práticas para não perder (nem se perder):

Acompanhe redes sociais e newsletters das marcas, ative notificações para drops e, principalmente, filtre pelo seu repertório, porque, na era das collabs, comprar tudo é impossível, mas escolher bem virou posicionamento.

@gabrielarosastyle

 

Gastronomia Correio B+

Clima de Copa do Mundo: receitas de petiscos para curtir os jogos do Brasil

Opções práticas e saborosas para entrar no clima da Copa

26/04/2026 10h30

Pastel de palmito - Divulgação

Pastel de palmito - Divulgação Foto: Divulgação

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Com a Copa do Mundo de futebol se aproximando, crie a oportunidade perfeita para entrar no clima dos jogos e reunir amigos e família. Pensando nisso, a Água Doce Sabores do Brasil e o Divino Fogão apresentampara o B+  sugestões de petiscos para torcer durante as partidas, principalmente dos jogos do Brasil.

PASTEL DE PALMITO

Ingredientes:

  • 2 tomates
  • 100ml de azeite extravirgem
  • 600 gramas de palmito picado
  • Salsa a gosto
  • 250ml de leite
  • 50 gramas de cebola picada
  • 30 gramas de alho picado
  • Sal a gosto
  • 100 gramas de amido de milho
  • 1kg de massa de pastel

Modo de preparo:

Em uma panela quente, coloque o azeite, a cebola, o alho e deixe fritar. Em seguida, acrescente o palmito, o tomate, a salsa e refogue por 10 minutos. Verifique o sal e mexa até que o palmito esteja macio. Dissolva o amido de milho no leite, misture ao refogado e mexa até engrossar. Retire do fogo e reserve até esfriar. Abra a massa do pastel, no formato ideal para o petisco (8 cm x 5 cm), recheie e frite. Se preferir, utilize outros recheios de sua escolha.

Rendimento: 40 unidades.

Pastel de palmito - DivulgaçãoPão Três Queijos - Divulgação

PÃO TRÊS QUEIJOS

Ingredientes:

  • 2 xícaras de chá de polvilho azedo
  • 1 xícara de chá de polvilho doce
  • 50 gramas de queijo meia-cura ralado grosso
  • 50 gramas de queijo parmesão ralado
  • 50 gramas de queijo canastra ou gouda
  • 3 ovos
  • 360ml de água
  • 60ml de óleo
  • 1 colher de chá de sal
  • Óleo a gosto para untar as mãos

Modo de Preparo:

Primeiramente, pré-aqueça o forno a 200ºC. Separe duas assadeiras médias antiaderentes.

Coloque a água e o óleo numa panela pequena e leve ao fogo médio para ferver. Enquanto isso, numa tigela grande, misture os polvilhos com o sal e assim que a mistura de água e óleo ferver, despeje aos poucos sobre a mistura para escaldar, mexendo bem com uma colher até incorporar todo o líquido. Com a massa já morna, adicione os queijos ralados e misture bem.

Em uma tigela pequena, quebre um ovo de cada vez e junte à massa. Misture vigorosamente a cada adição, para incorporar cada ovo totalmente, de preferência com a espátula.

Para modelar os pães de queijo: coloque um pouco de óleo num pires para untar as mãos; com uma colher, retire uma porção da massa e enrole do tamanho de uma bola. Transfira o pão de queijo modelado para a assadeira untada e repita com o restante deixando espaço de 4 cm entre cada um, pois eles crescem ao assar. Leve ao forno por cerca de 40 minutos, até crescer e dourar.

Rendimento: 19 porções

 

Turismo Correio B+

Especialista dá dicas de como planejar viagens a partir de grandes eventos

Festivais, torneios esportivos e eventos culturais passam a orientar o roteiro de viajantes e influenciam o turismo global

25/04/2026 16h30

Especialista dá dicas de como planejar viagens a partir de grandes eventos

Especialista dá dicas de como planejar viagens a partir de grandes eventos Foto: Reprodução/Coachella 2025

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Planejar uma viagem apenas com base no destino já não é mais a principal motivação para muitos viajantes. Cada vez mais, o calendário global de grandes eventos culturais, esportivos e musicais tem influenciado diretamente a decisão de quando e para onde viajar.

Festivais como o Coachella, realizado na Califórnia, e o Burning Man, no deserto de Nevada, nos Estados Unidos, atraem milhares de visitantes de diferentes países todos os anos. O mesmo acontece com eventos tradicionais como o Glastonbury, no Reino Unido, e o Tomorrowland, na Bélgica, que transformam cidades e regiões inteiras em polos de turismo durante suas edições.

O fenômeno também se estende ao universo esportivo. Torneios de tênis como, Wimbledon, em Londres, Roland Garros, em Paris, e o US Open, em Nova York, além de competições internacionais de grande porte, atraem viajantes interessados em acompanhar as disputas de perto e aproveitar a experiência cultural dos destinos.

Para a jornalista e especialista em marketing para turismo de luxo, Ana Paula Pappa, esse comportamento reflete uma característica importante na forma como as pessoas planejam suas viagens.

“Hoje muitos viajantes organizam suas férias em torno de experiências culturais, esportivas ou musicais que desejam viver. Esses eventos se tornam o ponto de partida da viagem. A partir deles, o consultor de viagem constrói todo o roteiro, incluindo hospedagem, gastronomia e outras experiências no destino”, explica.

Um grande fenômeno também acontece com artistas renomados como Andrea Bocelli, que realiza um show anual que já está em sua 21ª edição no Teatro del Silenzio, em Lajatico, sua cidade natal na Toscana.

Além dos festivais de música e eventos esportivos, encontros internacionais de arte e cultura, como a Bienal de Veneza, na Itália, e feiras de arte como a Art Basel, também impulsionam o turismo global e atraem viajantes interessados em experiências culturais, ainda mais em um momento de expansão no qual a feira chega em Hong Kong e Qatar, ampliando horizontes e os conceitos de arte.

Segundo Ana Paula Pappa, acompanhar o calendário desses eventos se tornou uma estratégia importante tanto para viajantes quanto para empresas do segmento.

“Entender quando esses eventos acontecem e como eles movimentam determinados destinos ajuda não apenas o viajante a planejar melhor sua viagem, mas também hotéis, destinos e agências a se posicionarem de forma estratégica em seus canais de comunicação com intuito de gerar desejo de maneira antecipada”, afirma.

O movimento revela uma tendência no comportamento do viajante contemporâneo, mostrando que, cada vez mais, as pessoas buscam participar de experiências únicas, capazes de transformar uma viagem em uma memória marcante.

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