Correio B

Capa B+ - Especial Dia das Mães

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo

"A gente tem rituais simples, mas muito valiosos: fazer tarefa de casa juntos, no final de semana que estamos juntos somos nós 4 (eu, Leo e as crianças) em todos os momentos, contar histórias antes de dormir, momentos sem celular, criamos coisas juntos".

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Nascida em Goiânia, no dia 17 de outubro de 1985, Camilla Camargo descobriu ainda cedo sua paixão pelas artes.

Sua estreia aconteceu sob direção do próprio Wolf Maia, no espetáculo “O Musical dos Musicais”, no ano de 2005. Na sequência, atuou em diversas outras peças, entre elas, o “O Piramo e Tisbe” que teve direção de Vladimir Capella, “É batata – Contos de Nelson Rodrigues”, direção de Olayr Coan, “Fragmentos Rodriguianos”, direção de Marco Antônio Brás, e “Slavianski Bazaar”, do diretor Beto Bellini.

Ao todo, a atriz soma em seu currículo 20 produções teatrais. Entre seus projetos de maior projeção, destacam-se a montagem brasileira do musical “Zorro”, que protagonizou ao lado do ator Jarbas Homem de Melo, “Shrek, o Musical” e “Enlace – A Loja do Ourives”, ambos sucessos de público e crítica.

Em sua passagem pela Flórida, onde morou durante dois anos, a atriz estudou na American Heritage School e pôde conquistar fluência no inglês e espanhol. O domínio da língua americana trouxe a chance de atuar em uma produção internacional: o filme “The Brazilian”, dirigido por Brian Brightly. Este foi o segundo longa-metragem da atriz.

Ainda no cinema, Camilla participou do média-metragem “Peter’s Friends”, de Hudson Glauber, e do curta “A Vida Como Ela É”, baseado no texto de Nelson Rodrigues. Na televisão, a jovem fez parte do elenco da novela “Revelação”, no SBT. Em 2014, estreou no horário nobre da Rede Globo com “Em Família”, de Manoel Carlos, onde interpretou Ana, uma domadora de cavalos determinada e batalhadora, de Goiás.

Embora sua participação tenha sido limitada à fase inicial da novela, ela colheu ótimos frutos: foi vice-campeã no quadro Saltibum no Caldeirão do Huck (ficando em primeiro lugar entre as mulheres e segundo no geral) e recebeu o convite para atuar no longa “Travessia”, no qual formou par romântico com o ator Caio Castro. No filme, estrelado por Chico Diaz, Camilla vive Marina, uma jovem com boa condição financeira que se envolve com drogas, influenciada por um traficante por quem se apaixona.

Em junho de 2015, a atriz voltou ao ar como Isabellen, mocinha do humorístico “#PartiuShopping”, sitcom do canal Multishow protagonizado por Tom Cavalcante. Paralelamente, a atriz começou os ensaios como a boêmia cantora de rádio Leonor, na montagem teatral “Caros Ouvintes”. O espetáculo saiu duas vezes na revista “Veja” como o mais bem avaliado de São Paulo!

Camilla com o marido e os filhos - Divulgação

Entre 2016 e 2018, Camilla interpretou Diana na novela infantojuvenil “Carinha de Anjo”, do SBT. A trama manteve a vice-liderança de audiência durante quase todo o período em que esteve no ar. No início de 2019, a atriz voltou aos palcos no papel de Gina Praddo, na comédia “Divórcio”, escrita por Franz Keppler e dirigida por Otávio Martins.

Mesmo com os trabalhos interrompidos pela pandemia, Camilla continuou produzindo de casa. Em 2020, apresentou um monólogo no Instagram, no qual interpretou Lúcia, personagem de “Luciola”, de José de Alencar. Em dezembro do mesmo ano, lançou seu canal no YouTube, onde abordava temas como carreira, projetos, sonhos, maternidade, saúde e cotidiano, além de criar sátiras sobre situações diversas.

No ano seguinte, a artista participou do longa-metragem “Intervenção”, do roteirista Rodrigo Pimentel (o mesmo de “Tropa de Elite” 1 e 2), que narra a história dos bastidores das UPPs – Unidades de Polícia Pacificadora – e o conflito das políticas públicas na área de segurança, lançado na Netflix.

Nele, ela dá vida à repórter Luiza Bastos. Ainda na plataforma de streaming, Camilla teve a estreia da novela “Carinha de Anjo” (SBT), que, repetindo o sucesso da trama de quando foi exibida na televisão, conquistou diversas vezes o primeiro lugar entre as dez produções mais assistidas da Netflix no Brasil. A audiência foi tanta que a produção chegou a entrar no ranking mundial do streaming!

Com narração da atriz, chegaram ao aplicativo TikaBooks, em 2022, os audiobooks “ABC dos Bichos”, de Diogo Avelino, e “As Princesas Encaracoladas”, de Claudia Kalhoefer. Em julho, ela foi confirmada na segunda temporada de “Tudo Igual… SQN”, a primeira produção original brasileira do Disney+. Na série, lançada em setembro de 2023, ela interpreta Ariane, uma artista plástica.

Em 2025, sob o comando de Giovani Tozi, a atriz voltou aos palcos com o espetáculo “O Livro Vivo”, que transita entre o drama, o humor e a pulsação do jazz ao vivo. Em seguida, repetindo a parceria com Giovani, entrou em cartaz no segundo semestre com “Aqui Jazz”, cuja procura foi tão expressiva que a temporada precisou ser estendida por mais um mês além do previsto.

Camilla com a mãe Zilú - Divulgação

Após o retorno ao teatro, em dezembro estreou com a novela vertical “A Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário” no Globoplay. Na história, interpreta Georgete, personagem que movimenta as tensões amorosas ao se aliar ao empresário Serginho para atrapalhar o romance de Cindy e Diego.

A atriz estreou em janeiro em São Paulo a peça “Dois Patrões”, clássico de Goldoni em uma versão contemporânea dirigida por Giovani Tozi e pela Neyde Veneziano, e que interpreta Clarice Lombardi.

Camilla, que esteve nas telonas com uma participação  especial em  “Inexplicável”, tem entre seus próximos lançamentos o longa-metragem "Caipora", o mais novo thriller nacional, em que interpretará uma das protagonistas, ao lado de Kayky Britto e Nill Marcondes; o filme “Coração Sertanejo”, em que interpretará Bruna, uma produtora musical; e o suspense “Pacto Maldito”.

A atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala de estreias, carreira e do seu principal papel que éo de ser mãe.

A atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Pupin + Deleu - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você vive um momento de forte presença no cinema, com títulos como “Coração Sertanejo”, “A Caipora” e “Pacto Maldito” em seu horizonte. O que tem guiado suas escolhas de papéis hoje e como você percebe a evolução da sua carreira nesse momento mais plural?
CC - 
Hoje, o que guia muito as minhas escolhas é verdade e propósito. Eu já vivi muitas fases dentro da minha carreira, e esse momento mais plural me encanta porque me permite explorar lugares que talvez antes eu não tivesse acesso.

Eu tenho buscado personagens que me desafiem emocionalmente, que me tirem de zonas confortáveis e que contem histórias que, de alguma forma, toquem as pessoas. Eu sinto que é uma fase de mais liberdade, de mais consciência artística… e isso é muito potente.

CE - Dois dos seus projetos mais recentes flertam com o terror e o thriller, gêneros que exigem uma entrega emocional e física muito específica. O que te atrai nesse tipo de narrativa e como foi mergulhar nesse território?
CC -
 O terror e o thriller me atraem muito porque mexem com emoções muito primárias, muito humanas. Medo, tensão, instinto… são lugares muito intensos de acessar como atriz. É um tipo de entrega que exige muito do corpo e da mente, e eu gosto desse desafio. Mergulhar nesse território foi intenso, mas ao mesmo tempo muito enriquecedor, porque me fez acessar camadas minhas que eu ainda não tinha explorado.

CE - Em “Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário”, você completa uma virada interessante ao interpretar uma personagem com ares de vilania, em um formato diferente para a plataforma. Como foi essa experiência de explorar novas camadas como atriz e sair de um lugar mais esperado pelo público?
CC -
 Foi muito especial para mim. Sair de um lugar mais esperado pelo público e poder brincar com uma personagem com nuances de vilania me trouxe uma liberdade criativa muito gostosa. A gente, como atriz, também quer surpreender, quer se reinventar. E essa personagem me permitiu isso: explorar sombras, contradições… e entender que ninguém é uma coisa só. Espero que venham outras “vilãs” por aí, rs.

CE - Em projetos tão distintos, do drama ao suspense, passando por comédia e até personagens com traços mais sombrios, como você constrói suas personagens por dentro? Existe um método, uma “porta de entrada” emocional, ou cada papel pede um caminho completamente novo?
CC - 
Eu não tenho uma fórmula única, e acho que isso é o mais bonito do processo. Cada personagem me pede uma escuta diferente.

Mas, no geral, eu sempre começo tentando entender todos os “porquês” que envolvem aquela pessoa (o que move, o que falta, o que dói). A partir daí, vou construindo por dentro, emocionalmente, e isso naturalmente vai refletindo no corpo, na fala, no olhar. É um processo muito intuitivo, mas também muito profundo.

CE - Você já transitou por diferentes linguagens e formatos. Existe algum tipo de personagem ou história que ainda te provoca curiosidade e que você gostaria de explorar nos próximos anos?
CC -
 Existe muita coisa que ainda tenho vontade de fazer, rs. Eu ainda tenho muita curiosidade por personagens baseadas em histórias reais, mulheres fortes que deixaram algum tipo de legado. Também tenho vontade de explorar algo mais físico, talvez uma preparação mais intensa nesse sentido. Eu gosto de me sentir desafiada, então tudo que me tira do lugar comum me chama atenção.

CE - Sendo mãe de um menino e uma menina, como você lida com o desafio de educar filhos em um mundo atravessado por telas, redes sociais e estímulos constantes?
CC -
 É um desafio diário, né? A gente vive um mundo muito acelerado, com muitos estímulos… e eu tento trazer consciência pra dentro de casa. Não sou radical, busco equilíbrio.

A atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Rrafael Garbuio - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

Evitamos ao máximo as telas aqui em casa, mas tem momentos que permitimos, porém tem muito momento de presença real, que é o que acredito e “invisto” no momento de brincar, conversar, estar junto de verdade. Eu acredito muito que o exemplo fala mais alto do que qualquer regra.

CE -  A formação de meninos mais conscientes, empáticos e respeitosos tem sido uma pauta importante hoje. Como você trabalha esses valores na criação do seu filho e quais conversas são fundamentais dentro da sua casa?
CC - 
Isso é uma pauta muito importante para mim. Eu acredito que começa dentro de casa, nas pequenas coisas: no respeito, na forma como ele vê o pai tratar a mãe, na forma como a gente conversa sobre sentimentos. Eu incentivo muito o meu filho a falar sobre o que sente, a entender o outro, a ter empatia. E são conversas constantes, no dia a dia mesmo, aproveitando as situações que aparecem.

CE - Em meio a uma fase profissional tão intensa, como você equilibra presença e qualidade de tempo com seus filhos? Existe algum valor ou ritual que funciona como “porto seguro” na rotina da família?
CC -
 Eu tento estar inteira onde eu estou. Quando estou trabalhando, estou focada. Mas quando estou com eles, eu realmente busco estar presente de verdade.

A gente tem rituais simples, mas muito valiosos: fazer tarefa de casa juntos, no final de semana que estamos juntos somos nós 4 (eu , Leo e as crianças) em todos os momentos, contar histórias antes de dormir, momentos sem celular, criamos coisas juntos, vamos pra cozinha e fazemos macarrão juntos por exemplo. procuramos criar memórias com eles o tempo todo, porque acredito que isso que fica… isso vira um porto seguro pra eles e pra mim também.

CE - Pensando novamente nos seus filhos, como você trabalha a construção de repertório cultural deles — seja em livros, filmes ou experiências — para formar um olhar crítico e sensível em meio a tanto conteúdo rápido e descartável?
CC -
 Adorei essa pergunta, pois acho isso tão necessário e importante. Eu procuro apresentar conteúdos que tenham valor, que despertem a imaginação, a sensibilidade.

Livros, histórias e filmes que tragam alguma mensagem. Mas também acredito muito na conversa que vem depois: perguntar o que eles entenderam, o que sentiram. Isso ajuda a construir um olhar mais crítico, mais consciente.

CE - Quando você imagina o futuro dos seus filhos, que tipo de mundo espera que eles ajudem a construir? E, dentro de casa, quais atitudes do dia a dia você acredita que realmente plantam essa visão de futuro?
CC - 
Eu espero que eles ajudem a construir um mundo mais humano, mais empático, com mais amor. Pode parecer simples, mas não é. E eu acredito muito que isso começa dentro de casa, nos valores que a gente planta todos os dias: respeito, gentileza, responsabilidade emocional. São pequenas atitudes, mas que, lá na frente, fazem toda a diferença.

 

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 08 e 13 de junho. Momento favorável para fortalecer e estabilizar

Como carta regente, a Rainha de Ouros sinaliza uma fase favorável para cultivar prosperidade, fortalecer a estabilidade emocional e investir no seu bem-estar de forma prática e consistente

07/06/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 08 e 13 de junho. Momento favorável para fortalecer e estabilizar

A energia do Tarô da semana entre 08 e 13 de junho. Momento favorável para fortalecer e estabilizar Foto: Divulgação

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A Rainha de Ouros rege a semana, trazendo uma energia de prosperidade, acolhimento e construção consciente. Sua presença sugere um período em que o foco se volta para aquilo que sustenta a vida de forma concreta: os relacionamentos que oferecem segurança, os projetos que amadurecem com o tempo, o conforto do lar, o cuidado com o corpo e a valorização das conquistas já alcançadas.

Curiosamente, essa energia dialoga de maneira muito harmoniosa com os acontecimentos que marcam este período do ano: o início da Copa do Mundo, as celebrações juninas e o Dia dos Namorados. Embora pareçam temas distintos, todos falam, em alguma medida, sobre pertencimento, afeto, abundância e a capacidade de compartilhar experiências significativas com outras pessoas.

Os primeiros dias da semana favorecem boas notícias, encontros agradáveis, oportunidades de crescimento e momentos de celebração compartilhada. Há uma atmosfera de entusiasmo e expansão que convida à convivência, ao fortalecimento dos vínculos e à criação de novas memórias.

O início da Copa do Mundo acrescenta uma camada simbólica interessante a esse cenário. Quando pensamos em grandes competições esportivas, normalmente associamos o evento à disputa e ao desempenho. A Rainha de Ouros, porém, convida a observar outro aspecto igualmente importante: a capacidade que esses eventos têm de reunir pessoas.

Ela está presente na família que se organiza para assistir aos jogos, nos amigos que se encontram para torcer juntos, na mesa preparada para receber convidados e nos pequenos rituais que transformam uma partida em uma experiência compartilhada.

Este Arcano revela que as pessoas se sentem bem-vindas em sua presença, seguras ao seu lado e confiantes em você. Seu valor é inestimável.

A Rainha nos lembra que o verdadeiro valor de muitos acontecimentos não está apenas no resultado final, mas nas memórias construídas ao longo do caminho.

Os aspectos astrológicos desta sexta-feira (12/6), Dia dos Namorados, estimulam a coragem emocional e a comunicação franca. É uma excelente oportunidade para revelar o que sente, esclarecer mal-entendidos e fortalecer relacionamentos por meio da autenticidade.

A Rainha de Ouros não personifica o amor idealizado dos contos de fadas. Seu amor é terreno, sólido e verdadeiro. Ele se expressa por meio do cuidado, da escuta, do apoio e da construção diária de segurança e confiança.

Enquanto outras energias celebram a intensidade da paixão, a Rainha ensina que o amor também se revela nos pequenos gestos de dedicação e presença. Sua pergunta não é "Quanto eu amo?", mas sim: "Como posso tornar a vida de quem amo melhor?"

Por isso, nesta semana, muitas demonstrações de amor podem surgir através de pequenos gestos cotidianos: preparar uma refeição especial, ajudar alguém em uma dificuldade prática, organizar planos em conjunto ou simplesmente reservar tempo para estar verdadeiramente presente.

Amor e Relacionamentos

Nos relacionamentos, a Rainha de Ouros sugere uma fase de conforto, cumplicidade e apreciação das conquistas construídas a dois. É uma energia que valoriza o compromisso, o cuidado mútuo e os prazeres simples da vida compartilhada.

Para quem está solteiro(a), a carta sugere um momento de autovalorização. Você reconhece seu próprio valor e compreende que merece uma relação sólida e equilibrada. Por isso, tende a ser mais seletivo(a) em suas escolhas, buscando alguém que realmente agregue à sua vida e compartilhe dos mesmos valores.

Dinheiro e Carreira

Na vida profissional, a Rainha de Ouros é um excelente presságio. Ela simboliza competência, organização, visão prática e capacidade de transformar esforço em resultados concretos. É a energia de quem administra recursos com sabedoria e constrói o sucesso de forma consistente e sustentável.

No campo financeiro, a carta aponta prosperidade, estabilidade e independência. Os investimentos e decisões tomadas com responsabilidade tendem a produzir bons resultados. Embora permita desfrutar de conforto e qualidade de vida, a Rainha de Ouros também ensina a importância de gastar com consciência, priorizando aquilo que realmente tem valor e durabilidade.

Esta é uma ótima oportunidade para se permitir alguns confortos e desfrutar das coisas que lhe trazem satisfação, sem culpa ou excessos. Aproveite os prazeres da vida, valorize suas conquistas e lembre-se: você também merece receber o cuidado e a abundância que tanto oferece aos outros.

Como arquétipo, a Rainha de Ouros é uma das figuras mais acolhedoras do Tarô. Ela representa a capacidade de criar estabilidade sem perder a sensibilidade, de administrar recursos sem esquecer as pessoas e de construir prosperidade sem abrir mão do prazer de viver.

Sentada em seu jardim fértil, ela contempla a moeda que repousa em seu colo — símbolo dos frutos de seus esforços. Seu olhar não está voltado para aquilo que ainda falta, mas para aquilo que já foi construído.

A Rainha de Ouros também nos ensina a valorizar os prazeres simples da vida. Ela nos convida a perceber o conforto da própria casa, o sabor de uma refeição preparada com atenção, o calor de uma conversa sincera, a beleza de uma tradição compartilhada e a segurança dos vínculos construídos ao longo do tempo.

Sua prosperidade vai muito além do dinheiro. Ela está na sensação de pertencimento, nos relacionamentos confiáveis, na estabilidade emocional e na capacidade de apreciar aquilo que já existe.

A Rainha de Ouros nos lembra que a verdadeira prosperidade não está apenas naquilo que conquistamos, mas naquilo que escolhemos cultivar todos os dias. Sonhos, relacionamentos, projetos e até a própria felicidade exigem presença, atenção e dedicação.

Nesta semana, a Rainha de Ouros convida cada um de nós a reconhecer o valor das pequenas coisas que sustentam a vida diariamente: a mesa ao redor da qual as pessoas se reúnem, os vínculos que permanecem, as tradições que atravessam gerações e os gestos silenciosos de cuidado que tornam o mundo um lugar mais acolhedor.

Tanto as festas juninas quanto a Copa do Mundo compartilham um elemento essencial que dialoga profundamente com a energia desta carta: o poder de reunir pessoas. Seja ao redor de uma fogueira, de uma mesa farta ou diante da televisão para torcer pelo mesmo time, esses momentos fortalecem laços, criam memórias afetivas e reforçam o sentimento de pertencimento que a Rainha de Ouros tanto valoriza.

Entre bandeirinhas coloridas, jogos de futebol, declarações de amor e encontros familiares, a Rainha de Ouros nos lembra que muitos dos maiores tesouros da vida já estão presentes ao nosso redor. Basta desacelerar o suficiente para percebê-los e agradecer por tudo aquilo que continua florescendo.

Uma boa semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

Capa da semana - Especial 5 anos Correio B+

Primeira Capa de Aniversário - Entrevista exclusiva com a atriz Nathalia Dill

"Acho que o mais bonito da atuação é justamente essa possibilidade infinita de experimentar universos diferentes."

07/06/2026 11h00

Primeira Capa de Aniversário - Entrevista exclusiva com a atriz Nathalia Dill

Primeira Capa de Aniversário - Entrevista exclusiva com a atriz Nathalia Dill Foto: Thais Cunha

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Com uma trajetória marcada por personagens memoráveis na televisão, no cinema e no teatro, Nathalia Dill consolidou-se como um dos nomes mais respeitados de sua geração na dramaturgia brasileira. Nascida no Rio de Janeiro, a atriz iniciou sua carreira artística nos palcos em 2005, em montagens como A Glória de Nelson e Jogos na Hora da Sesta.

Pouco depois, fez sua estreia na televisão em uma participação na série Mandrake, da HBO, mas foi em 2007 que ganhou projeção nacional ao interpretar a vilã Débora Rios em Malhação, papel que a revelou para o grande público e lhe rendeu seus primeiros prêmios e indicações.

O reconhecimento nacional abriu caminho para uma sequência de protagonistas e personagens de destaque na TV Globo. Em 2009, viveu Maria Rita, a Santinha de Paraíso, conquistando o público ao lado de Eriberto Leão.

No ano seguinte, brilhou em Escrito nas Estrelas, interpretando os papéis de Viviane e Vitória, atuação que lhe garantiu o Prêmio Extra de Televisão de Melhor Atriz. Em seguida, integrou elencos de produções de sucesso como Cordel Encantado, onde interpretou a corajosa Doralice Peixoto; Avenida Brasil, fenômeno de audiência e repercussão internacional; Joia Rara; e Alto Astral, novela na qual voltou ao posto de protagonista.

Ao longo da carreira, Nathalia demonstrou grande versatilidade ao transitar entre heroínas, mocinhas, personagens cômicas e antagonistas. Entre seus trabalhos mais marcantes estão a vilã Branca Farto, de Liberdade, Liberdade; as gêmeas Júlia e Lorena, em Rock Story; a moderna e determinada Elisabeta Benedito, protagonista de Orgulho e Paixão; e Fabiana, uma das grandes vilãs de A Dona do Pedaço, personagem que conquistou destaque nacional e recebeu reconhecimento da crítica e do público.

Paralelamente à televisão, a atriz construiu uma carreira sólida no cinema. Em 2012, protagonizou o longa Paraísos Artificiais, dirigido por Marcos Prado, trabalho que lhe rendeu elogios da crítica especializada e uma indicação ao Prêmio Guarani de Cinema na categoria Melhor Atriz.

Ela também integrou o elenco de produções como Tropa de Elite, Feliz Natal, Apenas o Fim, Por Trás do Céu, Um Casal Inseparável e Incompatível, ampliando sua atuação para diferentes gêneros e linguagens audiovisuais.

Primeira Capa de Aniversário - Entrevista exclusiva com a atriz Nathalia Dill                                       Primeira Capa de Aniversário - Entrevista exclusiva com a atriz Nathalia Dill - Divulgação

Nos palcos, Nathalia manteve uma presença constante ao longo dos anos, participando de montagens como A Agonia do Rei, Fulaninha e Dona Coisa e da aclamada peça Três Mulheres Altas, de Edward Albee, dividindo cena com Suely Franco e Deborah Evelyn em uma produção que percorreu diversas cidades brasileiras.

Em 2024, retornou ao horário das sete da TV Globo como a protagonista Vênus Mancini em Família É Tudo, reforçando sua conexão com o grande público.

Já em 2025, integrou o elenco de Guerreiros do Sol, produção inspirada no universo do cangaço, ampliando ainda mais sua galeria de personagens marcantes. Atualmente, voltou ao horário nobre da emissora em Quem Ama Cuida, reafirmando sua relevância na dramaturgia nacional.

Ao longo de mais de duas décadas de carreira, Nathalia Dill acumulou importantes reconhecimentos, entre eles o Prêmio Extra de Televisão, o Prêmio Jovem Brasileiro, o Prêmio Contigo! de TV e diversas indicações em premiações de televisão, cinema e teatro.

Com talento, versatilidade e uma constante busca por novos desafios artísticos, a atriz segue construindo uma trajetória sólida e admirada pelo público e pela crítica.

A atriz Nathalia Dill está no ar na novela das 21h da TV Globo, Quem Ama Cuida, escrita por Walcyr Carrasco e com direção de Amora Mautner. Na trama, ela dá vida a Francesca, uma personagem misteriosa que promete movimentar a história ao se envolver diretamente com o personagem de Tony Ramos.

Vivendo um momento de forte presença na televisão, Nathalia está atualmente em três produções exibidas simultaneamente: na reprise de Avenida Brasil no Vale a Pena Ver de Novo, na novela Guerreiros do Sol e, agora, prestes a estrear no horário nobre.

A atriz também acaba de completar 40 anos, em uma fase de amadurecimento pessoal e profissional que dialoga diretamente com os desafios da nova personagem.

Hoje Nathalia abre um circuito de celebrações com a gente, 5 anos de Correio B+. Ela é a primeira Capa de um especial de comemorações do nosso Caderno que teve a sua estreia em junho de 2021 aqui no Correio do Estado, maior jornal do MS. Então vamos iniciar os trabalhos com essa entrevista exclusiva com a atriz Nathalia Dill!

Primeira Capa de Aniversário - Entrevista exclusiva com a atriz Nathalia DillHoje a atriz Nathalia Dill abre um circuito de celebrações com a gente, 5 anos de Correio B+. Ela é a primeira Capa exclusiva de um especial de comemorações do nosso Caderno. Foto: Thais Cunha - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você está no ar simultaneamente em três produções diferentes. Como tem sido viver esse momento tão especial da carreira?
ND -
 É muito curioso porque são três trabalhos de momentos completamente diferentes da minha trajetória, mas que acabam se encontrando agora diante do público.

Tem a Francesca, em "Quem Ama Cuida", que é uma personagem inédita e cercada de mistério; tem "Guerreiros do Sol", minha primeira novela para o streaming e só agora chegou na TV aberta; e tem a Deborah, de "Avenida Brasil", reaparecendo para uma nova geração. É um presente poder revisitar diferentes fases da minha carreira ao mesmo tempo e perceber como cada personagem continua encontrando seu espaço junto ao público.

CE - Francesca se tornou um dos assuntos mais comentados da novela. Como você recebeu a repercussão em torno dessa personagem tão enigmática?
ND -
 Com muita alegria. Quando recebi o convite e li os primeiros capítulos, percebi que existia um mistério muito bem construído, mas a gente nunca imagina exatamente como o público vai reagir.

O mais divertido é acompanhar as teorias. As pessoas criam histórias, levantam hipóteses e observam cada detalhe. Isso mostra o quanto elas estão envolvidas com a trama. Como atriz, é muito gratificante participar de uma personagem que desperta tanta curiosidade.

CE - O público ainda tenta entender quem é Francesca. O que mais te atraiu nela quando recebeu o papel?
ND -
Justamente essa camada de mistério. Ela não se apresenta de forma óbvia e carrega muitas informações que vão sendo reveladas aos poucos. Isso é muito interessante para o ator porque exige um trabalho de composição mais delicado.

Eu precisei entender toda a trajetória dela para conseguir dosar aquilo que seria mostrado em cada cena. É uma personagem que desafia constantemente tanto quem interpreta quanto quem assiste.

E o que torna a novela fascinante, sendo uma obra aberta, é que a gente realmente não sabe para onde a personagem vai. Tenho uma noção da história dela, mas até onde ela pode chegar, só o tempo vai dizer.

CE - Francesca contracena diretamente com o personagem de Tony Ramos. Como tem sido essa parceria?
ND -
Maravilhosa. O Tony é um ator extraordinário, mas também um colega extremamente generoso, eleva o trabalho de todo mundo ao redor. Contracenar com ele é uma oportunidade de aprendizado diário. Além disso, existe uma troca muito respeitosa e leve nos bastidores, o que torna o processo ainda mais especial.

CE - Esta é mais uma parceria com Walcyr Carrasco e também com a diretora Amora Mautner. Como é reencontrar profissionais com quem você já possui uma história?
ND -
 Existe uma confiança construída ao longo dos anos. Tanto o Walcyr quanto a Amora são profissionais que admiro muito e que têm uma capacidade impressionante de se reinventar. Quando você reencontra pessoas que já conhecem o seu trabalho, existe uma segurança maior para arriscar e experimentar novos caminhos. Ao mesmo tempo, cada projeto traz desafios inéditos e isso mantém tudo muito vivo.

CE - O sucesso das redes sociais tem mostrado uma audiência cada vez mais participativa. Você acompanha as reações do público?
ND -
 Acompanho dentro do possível. Acho muito interessante observar como a novela se transformou em uma experiência coletiva. As pessoas comentam enquanto assistem, criam teorias e compartilham emoções em tempo real.

É claro que procuro manter um equilíbrio saudável, mas gosto de perceber como os personagens reverberam fora da tela. Isso ajuda a entender o impacto que a história está gerando.

Primeira Capa de Aniversário - Entrevista exclusiva com a atriz Nathalia DillHoje a atriz Nathalia Dill abre um circuito de celebrações com a gente, 5 anos de Correio B+. Ela é a primeira Capa exclusiva de um especial de comemorações do nosso Caderno. Foto: Thais Cunha - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - "Guerreiros do Sol" também está chegando a um público ainda maior na TV aberta. O que esse projeto representa para você?
ND -
 Representa um trabalho pelo qual tenho muito orgulho. Foi uma produção feita com muita dedicação, que mergulha em um universo rico da nossa cultura. Chegou primeiro na Globoplay e agora na TV aberta, e acho bonito quando uma obra ganha novas oportunidades de ser descoberta. É legal ter essa perspectiva do alcance também de cada plataforma.

CE - Rever "Avenida Brasil" no Vale a Pena Ver de Novo desperta memórias especiais?
ND -
 Muitas. "Avenida Brasil" foi um marco na teledramaturgia brasileira e também na minha trajetória. É impossível não sentir um carinho enorme ao rever cenas, lembrar dos bastidores e reencontrar aqueles personagens. Se passaram quase 15 anos de lá pra cá e me considero uma atriz com muito mais estofo e recursos, o que é natural. Eu quero sempre que o meu próximo trabalho seja melhor que o anterior.

CE - Recentemente você completou 40 anos. Como tem vivido essa nova fase da vida?
ND -
 Tenho vivido com bastante tranquilidade. Acho que o tempo traz uma liberdade muito bonita. Hoje me sinto menos preocupada em atender expectativas externas e mais conectada com aquilo que realmente faz sentido para mim. Existe uma maturidade que não vem apenas da idade, mas das experiências acumuladas. Estou em um momento de valorização das escolhas.

CE - Depois de tantos anos de carreira e vivendo um momento tão intenso na televisão, o que ainda te motiva como artista?
ND -
 A curiosidade. Acho que ela continua sendo o motor principal. Gosto de conhecer pessoas através dos personagens, explorar universos diferentes e me desafiar constantemente. Cada trabalho me transforma de alguma forma.

E o que esse momento me mostra, com três personagens tão distintas chegando ao público ao mesmo tempo, é que as escolhas que fiz ao longo da carreira foram construindo algo que tem consistência. Sempre vou sentir essa vontade de aprender, experimentar e contar histórias, porque sou apaixonada por essa profissão.

 

 

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