Correio B

Capa B+ - Especial Dia das Mães

Entrevista exclusiva com a atriz Camilla Camargo

"A gente tem rituais simples, mas muito valiosos: fazer tarefa de casa juntos, no final de semana que estamos juntos somos nós 4 (eu, Leo e as crianças) em todos os momentos, contar histórias antes de dormir, momentos sem celular, criamos coisas juntos".

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Nascida em Goiânia, no dia 17 de outubro de 1985, Camilla Camargo descobriu ainda cedo sua paixão pelas artes.

Sua estreia aconteceu sob direção do próprio Wolf Maia, no espetáculo “O Musical dos Musicais”, no ano de 2005. Na sequência, atuou em diversas outras peças, entre elas, o “O Piramo e Tisbe” que teve direção de Vladimir Capella, “É batata – Contos de Nelson Rodrigues”, direção de Olayr Coan, “Fragmentos Rodriguianos”, direção de Marco Antônio Brás, e “Slavianski Bazaar”, do diretor Beto Bellini.

Ao todo, a atriz soma em seu currículo 20 produções teatrais. Entre seus projetos de maior projeção, destacam-se a montagem brasileira do musical “Zorro”, que protagonizou ao lado do ator Jarbas Homem de Melo, “Shrek, o Musical” e “Enlace – A Loja do Ourives”, ambos sucessos de público e crítica.

Em sua passagem pela Flórida, onde morou durante dois anos, a atriz estudou na American Heritage School e pôde conquistar fluência no inglês e espanhol. O domínio da língua americana trouxe a chance de atuar em uma produção internacional: o filme “The Brazilian”, dirigido por Brian Brightly. Este foi o segundo longa-metragem da atriz.

Ainda no cinema, Camilla participou do média-metragem “Peter’s Friends”, de Hudson Glauber, e do curta “A Vida Como Ela É”, baseado no texto de Nelson Rodrigues. Na televisão, a jovem fez parte do elenco da novela “Revelação”, no SBT. Em 2014, estreou no horário nobre da Rede Globo com “Em Família”, de Manoel Carlos, onde interpretou Ana, uma domadora de cavalos determinada e batalhadora, de Goiás.

Embora sua participação tenha sido limitada à fase inicial da novela, ela colheu ótimos frutos: foi vice-campeã no quadro Saltibum no Caldeirão do Huck (ficando em primeiro lugar entre as mulheres e segundo no geral) e recebeu o convite para atuar no longa “Travessia”, no qual formou par romântico com o ator Caio Castro. No filme, estrelado por Chico Diaz, Camilla vive Marina, uma jovem com boa condição financeira que se envolve com drogas, influenciada por um traficante por quem se apaixona.

Em junho de 2015, a atriz voltou ao ar como Isabellen, mocinha do humorístico “#PartiuShopping”, sitcom do canal Multishow protagonizado por Tom Cavalcante. Paralelamente, a atriz começou os ensaios como a boêmia cantora de rádio Leonor, na montagem teatral “Caros Ouvintes”. O espetáculo saiu duas vezes na revista “Veja” como o mais bem avaliado de São Paulo!

Camilla com o marido e os filhos - Divulgação

Entre 2016 e 2018, Camilla interpretou Diana na novela infantojuvenil “Carinha de Anjo”, do SBT. A trama manteve a vice-liderança de audiência durante quase todo o período em que esteve no ar. No início de 2019, a atriz voltou aos palcos no papel de Gina Praddo, na comédia “Divórcio”, escrita por Franz Keppler e dirigida por Otávio Martins.

Mesmo com os trabalhos interrompidos pela pandemia, Camilla continuou produzindo de casa. Em 2020, apresentou um monólogo no Instagram, no qual interpretou Lúcia, personagem de “Luciola”, de José de Alencar. Em dezembro do mesmo ano, lançou seu canal no YouTube, onde abordava temas como carreira, projetos, sonhos, maternidade, saúde e cotidiano, além de criar sátiras sobre situações diversas.

No ano seguinte, a artista participou do longa-metragem “Intervenção”, do roteirista Rodrigo Pimentel (o mesmo de “Tropa de Elite” 1 e 2), que narra a história dos bastidores das UPPs – Unidades de Polícia Pacificadora – e o conflito das políticas públicas na área de segurança, lançado na Netflix.

Nele, ela dá vida à repórter Luiza Bastos. Ainda na plataforma de streaming, Camilla teve a estreia da novela “Carinha de Anjo” (SBT), que, repetindo o sucesso da trama de quando foi exibida na televisão, conquistou diversas vezes o primeiro lugar entre as dez produções mais assistidas da Netflix no Brasil. A audiência foi tanta que a produção chegou a entrar no ranking mundial do streaming!

Com narração da atriz, chegaram ao aplicativo TikaBooks, em 2022, os audiobooks “ABC dos Bichos”, de Diogo Avelino, e “As Princesas Encaracoladas”, de Claudia Kalhoefer. Em julho, ela foi confirmada na segunda temporada de “Tudo Igual… SQN”, a primeira produção original brasileira do Disney+. Na série, lançada em setembro de 2023, ela interpreta Ariane, uma artista plástica.

Em 2025, sob o comando de Giovani Tozi, a atriz voltou aos palcos com o espetáculo “O Livro Vivo”, que transita entre o drama, o humor e a pulsação do jazz ao vivo. Em seguida, repetindo a parceria com Giovani, entrou em cartaz no segundo semestre com “Aqui Jazz”, cuja procura foi tão expressiva que a temporada precisou ser estendida por mais um mês além do previsto.

Camilla com a mãe Zilú - Divulgação

Após o retorno ao teatro, em dezembro estreou com a novela vertical “A Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário” no Globoplay. Na história, interpreta Georgete, personagem que movimenta as tensões amorosas ao se aliar ao empresário Serginho para atrapalhar o romance de Cindy e Diego.

A atriz estreou em janeiro em São Paulo a peça “Dois Patrões”, clássico de Goldoni em uma versão contemporânea dirigida por Giovani Tozi e pela Neyde Veneziano, e que interpreta Clarice Lombardi.

Camilla, que esteve nas telonas com uma participação  especial em  “Inexplicável”, tem entre seus próximos lançamentos o longa-metragem "Caipora", o mais novo thriller nacional, em que interpretará uma das protagonistas, ao lado de Kayky Britto e Nill Marcondes; o filme “Coração Sertanejo”, em que interpretará Bruna, uma produtora musical; e o suspense “Pacto Maldito”.

A atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala de estreias, carreira e do seu principal papel que éo de ser mãe.

A atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Pupin + Deleu - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você vive um momento de forte presença no cinema, com títulos como “Coração Sertanejo”, “A Caipora” e “Pacto Maldito” em seu horizonte. O que tem guiado suas escolhas de papéis hoje e como você percebe a evolução da sua carreira nesse momento mais plural?
CC - 
Hoje, o que guia muito as minhas escolhas é verdade e propósito. Eu já vivi muitas fases dentro da minha carreira, e esse momento mais plural me encanta porque me permite explorar lugares que talvez antes eu não tivesse acesso.

Eu tenho buscado personagens que me desafiem emocionalmente, que me tirem de zonas confortáveis e que contem histórias que, de alguma forma, toquem as pessoas. Eu sinto que é uma fase de mais liberdade, de mais consciência artística… e isso é muito potente.

CE - Dois dos seus projetos mais recentes flertam com o terror e o thriller, gêneros que exigem uma entrega emocional e física muito específica. O que te atrai nesse tipo de narrativa e como foi mergulhar nesse território?
CC -
 O terror e o thriller me atraem muito porque mexem com emoções muito primárias, muito humanas. Medo, tensão, instinto… são lugares muito intensos de acessar como atriz. É um tipo de entrega que exige muito do corpo e da mente, e eu gosto desse desafio. Mergulhar nesse território foi intenso, mas ao mesmo tempo muito enriquecedor, porque me fez acessar camadas minhas que eu ainda não tinha explorado.

CE - Em “Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário”, você completa uma virada interessante ao interpretar uma personagem com ares de vilania, em um formato diferente para a plataforma. Como foi essa experiência de explorar novas camadas como atriz e sair de um lugar mais esperado pelo público?
CC -
 Foi muito especial para mim. Sair de um lugar mais esperado pelo público e poder brincar com uma personagem com nuances de vilania me trouxe uma liberdade criativa muito gostosa. A gente, como atriz, também quer surpreender, quer se reinventar. E essa personagem me permitiu isso: explorar sombras, contradições… e entender que ninguém é uma coisa só. Espero que venham outras “vilãs” por aí, rs.

CE - Em projetos tão distintos, do drama ao suspense, passando por comédia e até personagens com traços mais sombrios, como você constrói suas personagens por dentro? Existe um método, uma “porta de entrada” emocional, ou cada papel pede um caminho completamente novo?
CC - 
Eu não tenho uma fórmula única, e acho que isso é o mais bonito do processo. Cada personagem me pede uma escuta diferente.

Mas, no geral, eu sempre começo tentando entender todos os “porquês” que envolvem aquela pessoa (o que move, o que falta, o que dói). A partir daí, vou construindo por dentro, emocionalmente, e isso naturalmente vai refletindo no corpo, na fala, no olhar. É um processo muito intuitivo, mas também muito profundo.

CE - Você já transitou por diferentes linguagens e formatos. Existe algum tipo de personagem ou história que ainda te provoca curiosidade e que você gostaria de explorar nos próximos anos?
CC -
 Existe muita coisa que ainda tenho vontade de fazer, rs. Eu ainda tenho muita curiosidade por personagens baseadas em histórias reais, mulheres fortes que deixaram algum tipo de legado. Também tenho vontade de explorar algo mais físico, talvez uma preparação mais intensa nesse sentido. Eu gosto de me sentir desafiada, então tudo que me tira do lugar comum me chama atenção.

CE - Sendo mãe de um menino e uma menina, como você lida com o desafio de educar filhos em um mundo atravessado por telas, redes sociais e estímulos constantes?
CC -
 É um desafio diário, né? A gente vive um mundo muito acelerado, com muitos estímulos… e eu tento trazer consciência pra dentro de casa. Não sou radical, busco equilíbrio.

A atriz Camilla Camargo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Rrafael Garbuio - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

Evitamos ao máximo as telas aqui em casa, mas tem momentos que permitimos, porém tem muito momento de presença real, que é o que acredito e “invisto” no momento de brincar, conversar, estar junto de verdade. Eu acredito muito que o exemplo fala mais alto do que qualquer regra.

CE -  A formação de meninos mais conscientes, empáticos e respeitosos tem sido uma pauta importante hoje. Como você trabalha esses valores na criação do seu filho e quais conversas são fundamentais dentro da sua casa?
CC - 
Isso é uma pauta muito importante para mim. Eu acredito que começa dentro de casa, nas pequenas coisas: no respeito, na forma como ele vê o pai tratar a mãe, na forma como a gente conversa sobre sentimentos. Eu incentivo muito o meu filho a falar sobre o que sente, a entender o outro, a ter empatia. E são conversas constantes, no dia a dia mesmo, aproveitando as situações que aparecem.

CE - Em meio a uma fase profissional tão intensa, como você equilibra presença e qualidade de tempo com seus filhos? Existe algum valor ou ritual que funciona como “porto seguro” na rotina da família?
CC -
 Eu tento estar inteira onde eu estou. Quando estou trabalhando, estou focada. Mas quando estou com eles, eu realmente busco estar presente de verdade.

A gente tem rituais simples, mas muito valiosos: fazer tarefa de casa juntos, no final de semana que estamos juntos somos nós 4 (eu , Leo e as crianças) em todos os momentos, contar histórias antes de dormir, momentos sem celular, criamos coisas juntos, vamos pra cozinha e fazemos macarrão juntos por exemplo. procuramos criar memórias com eles o tempo todo, porque acredito que isso que fica… isso vira um porto seguro pra eles e pra mim também.

CE - Pensando novamente nos seus filhos, como você trabalha a construção de repertório cultural deles — seja em livros, filmes ou experiências — para formar um olhar crítico e sensível em meio a tanto conteúdo rápido e descartável?
CC -
 Adorei essa pergunta, pois acho isso tão necessário e importante. Eu procuro apresentar conteúdos que tenham valor, que despertem a imaginação, a sensibilidade.

Livros, histórias e filmes que tragam alguma mensagem. Mas também acredito muito na conversa que vem depois: perguntar o que eles entenderam, o que sentiram. Isso ajuda a construir um olhar mais crítico, mais consciente.

CE - Quando você imagina o futuro dos seus filhos, que tipo de mundo espera que eles ajudem a construir? E, dentro de casa, quais atitudes do dia a dia você acredita que realmente plantam essa visão de futuro?
CC - 
Eu espero que eles ajudem a construir um mundo mais humano, mais empático, com mais amor. Pode parecer simples, mas não é. E eu acredito muito que isso começa dentro de casa, nos valores que a gente planta todos os dias: respeito, gentileza, responsabilidade emocional. São pequenas atitudes, mas que, lá na frente, fazem toda a diferença.

 

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 11 e 17 de maio. Tempo de reflexão e não agir antecipadamente.

Sete de Ouros, carta regente da semana, simboliza a paciência e a avaliação, refletindo a necessidade de não agir por impulso antes da chegada da Lua Nova, cuidando do que já foi plantado com persistência.

10/05/2026 12h30

A energia do Tarô da semana entre 11 e 17 de maio. Tempo de reflexão e não agir antecipadamente.

A energia do Tarô da semana entre 11 e 17 de maio. Tempo de reflexão e não agir antecipadamente. Foto: Divulgação

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O Sete de Ouros surge como a carta regente desta semana trazendo uma energia de construção gradual, amadurecimento e confiança no tempo das coisas.

Depois de períodos mais intensos ou acelerados, o Tarô aponta para uma fase em que será importante desacelerar para observar o que já foi plantado e perceber que muitos resultados começam a se desenvolver nos bastidores, mesmo que ainda não estejam completamente visíveis.

A forte presença da energia taurina no céu reforça esse movimento. O Sol em Touro, em conjunção com Mercúrio e Urano, favorece clareza, renovação e mudanças práticas capazes de criar mais estabilidade no futuro.

O Sete de Ouros conversa diretamente com essa vibração ao mostrar que crescimento verdadeiro não acontece de forma imediata, mas através de escolhas consistentes, planejamento e paciência.

Ao mesmo tempo, Mercúrio em aspecto positivo com Júpiter amplia a comunicação, facilita acordos e abre espaço para ideias promissoras, especialmente em questões profissionais, financeiras e familiares.

É uma semana de reorganizar prioridades, fortalecer projetos e perceber que certos caminhos começam finalmente a dar sinais concretos de evolução.

Mais do que falar sobre espera, o Sete de Ouros fala sobre confiança no processo. Existe um momento de pausa estratégica para avaliar conquistas, ajustar rotas e compreender que aquilo que está sendo cultivado agora poderá trazer frutos sólidos e duradouros mais adiante.

O Sete de Ouros mostra que você entende o valor de investir tempo e energia agora para obter recompensas a longo prazo, além de possuir um forte desejo de construir resultados sustentáveis.

Você não está em busca de vitórias rápidas. Também quer ter certeza de que está direcionando sua atenção para as áreas certas, em vez de desperdiçar tempo e esforço em tarefas que não trarão valor algum.

Da mesma forma, se você está planejando o futuro, o Sete de Ouros incentiva você a adotar uma visão de longo prazo e analisar onde pode investir melhor seu tempo e sua energia para obter o máximo de resultados.

Você não quer continuar colocando seu coração e sua alma em algo que não trará retorno pelo esforço dedicado e provavelmente já percebeu que algumas áreas da sua vida apenas drenam sua energia.

Se você tem trabalhado duro ou se dedicado além do normal a algo desafiador e importante nos últimos meses, esse projeto ou objetivo está próximo de chegar ao seu ápice. Fique tranquilo: todo o seu esforço valerá a pena. É muito provável que você veja recompensas financeiras ou outros resultados concretos por todo o trabalho realizado.

Às vezes, porém, o Sete de Ouros também pode indicar frustração com resultados lentos. Você vem se empenhando em algo importante e pode estar preocupado com a possibilidade de seus esforços não serem recompensados. Tenha paciência e valorize o progresso que já conquistou até aqui.

Se o seu trabalho ainda não trouxe os resultados esperados, lembre-se de que suas expectativas talvez estejam altas demais. Não existem garantias absolutas. Seja grato, mantenha o foco no presente e faça o melhor possível com aquilo que você tem agora. Lembre-se: "A paciência é amarga, mas seu fruto é doce." — Jean-Jacques Rousseau.

A carta também traz um importante alerta para evitar gastos excessivos e impulsivos. Em alguns casos, ela pode indicar um período marcado por desperdícios e desorganização financeira, reforçando a necessidade de mais equilíbrio, planejamento e controle sobre o dinheiro.

O Sete de Ouros aconselha cautela para não contar com recursos antes da hora, pois os resultados dos seus esforços podem demorar mais do que o esperado para se concretizar. Paciência, disciplina e planejamento serão fundamentais nesse período.

Também vale a pena observar seus hábitos de consumo. Evite compensar frustrações emocionais com compras desnecessárias ou gastos que não sejam prioridade no momento.

O Sete de Ouros representa reconhecer e valorizar o seu progresso.

Este arcano simboliza a necessidade de avaliar periodicamente suas conquistas: o que você conseguiu melhorar e quais objetivos ainda está buscando alcançar.

O caminho pode não ter sido fácil, e o trabalho talvez ainda não tenha terminado, mas suas bases estão firmemente enraizadas. Esta carta lembra você de parar de ignorar ou minimizar os seus sucessos!

Quais resultados positivos você manifestou na sua vida?

Você já escreveu suas conquistas para perceber o quanto realizou? Você para, às vezes, para olhar ao redor e apreciar tudo o que conseguiu manifestar?

O fazendeiro retratado na carta do Sete de Ouros está fazendo uma pausa no trabalho nos campos. Sua colheita ainda não está pronta, mas ele observa tudo o que construiu com um sentimento de orgulho. Foi ele quem fez aquilo, e ele consegue enxergar os resultados que criou.

Ele se apoia em sua ferramenta de jardinagem da mesma forma que o Eremita se apoia em seu cajado de sabedoria. O campo foi o santuário de autoconsciência e exploração do fazendeiro. Ele vê os frutos do seu trabalho, e não apenas uma tarefa concluída.

Essas realizações são provas concretas daquilo que ele manifestou. O fazendeiro se permite parar de produzir por um momento para realmente apreciar o próprio progresso. Ele é humilde, mas possui a saudável autoestima que apenas o trabalho árduo pode gerar.

Você consegue reconhecer o quanto já evoluiu? Faça uma lista de cinco conquistas pelas quais lutou muito para alcançar. Pense em momentos em que poderia ter desistido, mas escolheu continuar. Essas experiências provam a sua força e capacidade de superação.

Agora olhe para essa lista como se a estivesse vendo pela primeira vez. Lembre-se de quem você era antes dessas conquistas e dos medos que precisou enfrentar para chegar até aqui. Orgulhe-se do seu caminho. Agradeça ao seu corpo, à sua mente e ao seu coração por terem resistido aos momentos difíceis.

Tudo isso é fruto do que você manifestou. Para continuar evoluindo, é importante reconhecer e valorizar aquilo que já conquistou.

Você pode alcançar qualquer resultado positivo que desejar para o seu futuro. Basta olhar para a sua lista: você já conseguiu antes!

O Sete de Ouros sempre indica que muita coisa já foi conquistada, mas ainda existe trabalho a ser feito. Você já ultrapassou a parte mais difícil. O trabalho pesado de preparar a terra e plantar as sementes do seu sucesso já criou raízes.

Agora, você só precisa manter a consistência e cuidar do seu jardim com paciência até o momento da colheita. Continue se dedicando, e você terá sucesso!

Na vida afetiva, o Sete de Ouros mostra que o amor precisa de paciência, dedicação e tempo para amadurecer, seja na espera por alguém especial ou na construção de uma relação mais sólida e equilibrada.

No campo financeiro, o Sete de Ouros aconselha você a avaliar suas finanças com paciência e visão de longo prazo, continuando a investir nos seus objetivos com disciplina e confiança de que os esforços de hoje trarão recompensas futuras.

Quem sabe seja o momento de investir numa previdência privada e pensar nos seus planos de aposentadoria?

No trabalho, o Sete de Ouros pode indicar frustração pela sensação de muito esforço e pouco reconhecimento, mas a carta aconselha persistência, paciência e dedicação, pois os resultados tendem a chegar no tempo certo.

O Sete de Ouros como carta da semana traz uma energia de paciência, avaliação e colheita estratégica. É o momento ideal para revisar os esforços dedicados a um projeto ou relacionamento, ponderando se a direção atual trará o retorno esperado antes de investir mais energia, indicando sucesso através da perseverança. 

Principais mensagens da semana:

Reflexão Estratégica: Faça uma pausa para avaliar seu progresso e se o caminho está sendo produtivo.

Paciência e Perseverança: Não desanime se os resultados forem lentos; o 7 de Ouros favorece o crescimento constante e duradouro.

Avaliação de Resultados: Pode haver um sinal de insatisfação ou a necessidade de reavaliar seu caminho se algo não sair como o esperado.

Decisão Importante: Momento de decidir se continua investindo no que já foi criado ou se muda o foco da energia.

Às vezes, o crescimento acontece em silêncio, longe da pressa e dos aplausos, mas cada esforço, cada espera e cada passo dado com coragem também fazem parte da colheita que está por vir. “A árvore que demora a crescer é a que oferece os melhores frutos.”

Uma ótima semana e muita luz.

Ana Cristina Paixão

 

CINEMA

O Agente Secreto e Apocalipse nos Trópicos faturam Prêmios Platinos

Nesta edição, o Brasil teve sete produções indicadas concorrendo, em 36 categorias, com cerca de 100 produções indicadas da ibero-América

10/05/2026 12h00

Nesse sábado, o filme de Kleber Mendonça ganhou mais quatro Prêmios Platinos:  Melhor Filme, Roteiro, Diretor e Ator (a primeira vez que um brasileiro ganha o troféu)

Nesse sábado, o filme de Kleber Mendonça ganhou mais quatro Prêmios Platinos: Melhor Filme, Roteiro, Diretor e Ator (a primeira vez que um brasileiro ganha o troféu) Divulgação

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Audiovisual brasileiro foi mais uma vez consagrado em um prêmio internacional, com O Agente Secreto faturando quatro Prêmios Platinos, na noite de sábado (9), em uma cerimônia em Cáncun, no México. 

O filme Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, também venceu como Melhor Documentário a 13ª edição da premiação, a mais importante do cinema ibero-americano. O evento promove séries e filmes da América Latina, Portugal e Espanha.

Nesse sábado, o filme de Kleber Mendonça ganhou mais quatro Prêmios Platinos:

  • Melhor Filme,
  • Roteiro,
  • Diretor e
  • Ator (a primeira vez que um brasileiro ganha o troféu)

Em 2025, Fernanda Torres foi eleita Melhor Atriz por sua atuação como Eunice Paiva, em Ainda Estou Aqui - o grande vencedor da premiação, no ano passado. Os prêmios somam-se a outros quatro Platinos que a produção já havia recebido.

Em O Agente Secreto, Moura interpreta Armando, um professor universitário perseguido pela ditadura militar. Na história, ele precisou fugir de São Paulo para Recife e assumir uma nova identidade. Ambientado na década de 1970, a filme traz vários elementos da cultura pernambucana, como a lenda da perna cabeluda, além da Banda de Pífanos de Caruaru. Tanto o som, como as escolhas da direção de arte, são parte da história.

Ao receber a estatueta prateada, Mendonça celebrou a oportunidade de contar histórias em meio a um cenário de desinformação. “É um momento onde a verdade está sendo discutida e manipulada”, afirmou.

“De fato, é um momento de mentiras no mundo, mas o cinema é um poderoso instrumento para narrativas cheias de poesia, de aventuras fantásticas, drama humano, histórias de amor e afeto, com verdade e honestidade”.

Oito Prêmios Platinos

O ator Wagner Moura estava em uma produção na Espanha e não pode comparecer ao evento. Em discurso de agradecimento lido por Mendonça, o ator brasileiro comemorou:

“Amo os Prêmios Platino, ver nossa cinematografia celebrada, encontrar amigos, descobrir talentos, filmes, artistas, trabalhadores do cinema falado em portugês e espanhol (...). Amo cada vez que percebo o Brasil integrado a uma cultura abrangente”

Ele dedicou o prêmio a Mendonça, que confirmou o convite para o artista participar de seu próximo filme.

Há poucos dias, Moura, vencedor do Globo de Ouro, tinha sido eleito Melhor Ator pelo júri popular do Platino, consagrando o ator brasileiro que este ano disputou o Oscar. 

Pela Direção de Arte, Música e Montagem, O Agente Secreto já havia levado três estatuetas, anunciadas previamente, para os criadores Thales Junqueira, os irmãos Tomaz e Mateus Alves, além de Eduardo Serrano e Matheus Farias.

No evento, o filme de Petra Costa, Apocalipse nos Trópicos, venceu a categoria Documentário, superando produções do Paraguai e da Espanha. O longa-metragem acompanha o governo de Jair Bolsonaro, retrata a tentativa frustrada de golpe de Estado em 2023 e discute a influência da fé evangélica na política brasileira.

Ao receber a estatueta, o produtor e pesquisador de Apocalipse nos Trópicos, Brunno Pacini, declarou que os documentários “têm a capacidade de transformar o trauma em memória e a memória em movimento” e agradeceu aos envolvidos no projeto.

Entre as séries, a brasileira Beleza Fatal, que se assemelha a uma novela, também levou o troféu de Melhor Série de Longa Duração. A diretora Maria de Médicis saudou o diretor de TV Dennis Carvalho, que faleceu há poucos meses, e celebrou o gênero novela, referência no audiovisual de toda a América Latina. “Viva a novela, viva o Brasil”, comemorou.

Nesta edição do Platino, o Brasil teve sete produções indicadas concorrendo, em 36 categorias, com cerca de 100 produções indicadas da ibero-América. 
*A repórter viajou a convite dos Prêmios Platino Xcaret.

 

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