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Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz Carine Pagliarini destaque no filme "Chorão: Só os Loucos Sabem"

"Foi muito interessante dar vida a uma personagem que teve um papel importante na trajetória emocional do Chorão"

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Depois de quase duas décadas dedicadas ao teatro, Carine Pagliarini vive um dos momentos mais especiais de sua carreira.

Com uma trajetória construída nos palcos, marcada por estudo, preparação e constante aperfeiçoamento, a atriz estreia em seu primeiro longa-metragem com lançamento comercial nos cinemas ao integrar o elenco de Chorão: Só os Loucos Sabem, cinebiografia inspirada na trajetória do eterno vocalista do Charlie Brown Jr. Para ela, fazer parte de uma produção dessa dimensão representa uma conquista importante e mais um passo em sua caminhada artística.

Selecionado para a Mostra Competitiva de Longas Brasileiros da 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado antes mesmo de sua estreia comercial, Chorão: Só os Loucos Sabem chega cercado de expectativa.

Dirigido por Hugo Prata e Felipe Novaes e protagonizado por José Loreto, o longa reforça sua relevância ao levar às telas a trajetória de um dos maiores nomes do rock nacional.

“Sem dúvida, este é um momento muito especial da minha trajetória. Depois de tantos anos dedicados ao teatro, estudando, me aperfeiçoando e construindo meu caminho passo a passo, ver esse trabalho chegar a um projeto como Chorão: Só os Loucos Sabem é muito significativo. A principal mudança foi o amadurecimento. No início da carreira eu estava muito preocupada em acertar. Hoje eu entendo que atuar é sobre estar disponível, ouvir, viver a cena e confiar no processo.”

No longa, Carine interpreta Paloma, personagem que exerce um papel importante na trajetória emocional de Chorão. Embora não seja inspirada em uma pessoa real, a atriz conta que a construção da personagem marcou profundamente sua experiência durante as filmagens.

“Foi muito interessante dar vida a uma personagem que, mesmo não sendo baseada em uma pessoa real, teve um papel importante na trajetória emocional do Chorão. O que mais me marcou, além de ajudar a contar a história de uma pessoa que deixou um legado tão forte na música brasileira, foi a energia que eu sentia durante as filmagens. Em muitos momentos era como se a presença do Chorão estivesse ali acompanhando tudo.”

Com uma trajetória construída principalmente nos palcos, Carine acredita que foi o teatro que moldou sua identidade como atriz. Ao longo desse percurso, as experiências na televisão e no cinema ampliaram seu repertório e permitiram explorar novas possibilidades de interpretação.

“O teatro me deu disciplina, presença e uma base muito sólida como atriz. Já o cinema e a televisão me ensinaram a trabalhar com mais sutileza. Na câmera, um pequeno olhar ou uma pausa podem dizer muito. Aprender a transitar entre essas linguagens ampliou minhas possibilidades de interpretação e me tornou uma atriz mais versátil.”

A busca constante por aperfeiçoamento segue como uma das marcas de sua trajetória. Para Carine, compreender profundamente cada personagem é o que permite construir interpretações mais humanas e verdadeiras.

“Cada personagem traz desafios diferentes e, quanto mais repertório técnico e humano o ator possui, mais ferramentas ele tem para construir alguém de forma verdadeira. Gosto de entender quem aquele personagem realmente é, sua trajetória, seus medos, seus sonhos e suas motivações. Quanto mais eu conheço aquele universo, mais natural e verdadeira a interpretação se torna.”

Para Carine, a estreia de Chorão: Só os Loucos Sabem representa um marco importante em uma trajetória construída com dedicação ao teatro. A atriz espera que o filme abra caminho para novos desafios e personagens, dando continuidade ao percurso que vem construindo ao longo de quase duas décadas de carreira.

“Me atraem personagens cheias de camadas e contradições. Meu grande sonho é construir uma personagem cuja trajetória eu possa acompanhar do início ao fim, viver todas as fases dela e crescer junto com essa história. Espero que Chorão: Só os Loucos Sabem abra caminho para novos personagens e novas oportunidades. Meu objetivo é continuar trabalhando, vivendo papéis que me desafiem e evoluindo a cada projeto.”

Carine é a Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista exclusiva ao Caderno ele fala sobre carreira, teatro e seu novo filme.
 

A atriz Carine Pagliarini é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

CE - Você está perto de completar duas décadas de carreira. Quando olha para a atriz que começou e para a profissional que é hoje, o que mais mudou ao longo desse caminho?
CP -
Acho que a principal mudança foi a relação que construí comigo mesma como atriz. Quando comecei, existia uma necessidade muito grande de provar que eu era capaz, de acertar, de corresponder às expectativas.

Hoje tenho mais consciência de quem sou artisticamente e também de que a carreira é feita de ciclos, encontros, espera, oportunidades e recomeços.

Ganhei maturidade, repertório e, principalmente, mais confiança para confiar no meu próprio caminho. Continuo tendo sonhos e desafios, mas hoje os encaro de uma maneira muito mais consciente.

CE - Sua trajetória foi construída principalmente no teatro. Qual foi a importância dos palcos na formação da atriz que você se tornou?
CP -
 O teatro foi a minha grande escola. Foi no palco que aprendi a ouvir, a estar presente, a construir uma personagem e a entender que cada apresentação exige entrega e verdade. O teatro também me ensinou disciplina e resistência, porque é um trabalho muito vivo e, ao mesmo tempo, muito exigente.

Tudo isso faz parte da atriz que sou hoje. Mesmo quando estou diante de uma câmera, levo comigo muito do que aprendi nos palcos.

CE - Depois de tantos anos de profissão, como mudou a sua relação com cobranças, inseguranças e a necessidade de acertar?
CP - 
Elas continuam existindo, porque acho que a insegurança também faz parte do ofício de um artista, mas hoje eu não permito que ela tenha o mesmo espaço que tinha no início. Aprendi que não existe uma fórmula para uma carreira e que nem tudo está sob o nosso controle.

Antes eu talvez enxergasse um “não” como uma confirmação de que não era boa o suficiente. Hoje consigo entender que muitas vezes é apenas um “não” para aquele momento, para aquele projeto ou para aquela personagem. Isso traz uma liberdade muito grande.

CE - O estudo e a preparação acompanham a carreira de um ator mesmo depois de anos de experiência. Como você busca continuar se desenvolvendo artisticamente?
CP -
 Acredito que um ator nunca está completamente pronto. A experiência traz ferramentas, mas também aumenta a nossa consciência sobre o quanto ainda temos para aprender.

Continuo estudando, observando pessoas, consumindo cinema, teatro e outras formas de arte e buscando novas referências. Também acredito muito na preparação específica para cada trabalho. Cada personagem exige uma pesquisa diferente e é justamente isso que mantém a profissão interessante para mim.

A atriz Carine Pagliarini é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Lucas Ramos - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

CE - “Chorão: Só os Loucos Sabem” marca sua estreia em um longa-metragem com lançamento comercial nos cinemas. O que essa conquista representa neste momento da sua trajetória?
CP -
 Representa uma conquista muito importante, especialmente por acontecer em um momento de maturidade da minha carreira e dentro de um projeto tão significativo.

Ter a oportunidade de estrear no cinema e ainda viver esse momento em um festival como o de Gramado, que tem tanta tradição e importância para o cinema brasileiro, torna tudo ainda mais especial. Fico muito feliz em poder fazer parte dessa história.

CE - No filme, você interpreta Paloma. Como foi o processo de construção da personagem e quais foram os principais desafios desse trabalho?
CP -
 Foi um trabalho de entender a personagem dentro da história e encontrar a medida certa para que ela tivesse verdade. Procurei construir a Paloma de forma natural, respeitando o espaço que ela ocupa na narrativa e a proposta do filme.

CE - Depois de uma trajetória tão ligada aos palcos, o que o cinema despertou de novo em você como atriz?
CP -
 O cinema me fez perceber ainda mais a força dos pequenos detalhes. No teatro, existe uma relação muito direta com o público e uma energia que se estabelece naquele espaço. No cinema, a câmera está muito próxima e consegue captar coisas muito sutis. Um olhar, uma pausa, uma respiração podem dizer muito. Foi um exercício de contenção e de escuta.

CE - Uma carreira de quase 20 anos também passa por momentos de espera, mudanças e incertezas. O que fez você permanecer na atuação e continuar acreditando nessa escolha?
CP -
 O amor pelo ofício. Se fosse apenas pela parte externa da profissão, talvez fosse muito mais difícil permanecer, porque é uma carreira que tem muita espera e nem sempre as coisas acontecem no tempo que imaginamos.

Mas atuar continua fazendo sentido para mim. Existe algo muito forte na possibilidade de contar histórias, experimentar outras vidas e tocar as pessoas através de uma personagem. Mesmo nos momentos de dúvida, nunca deixei de sentir que esse é o lugar onde quero estar.

CE - Existe algum lado seu como atriz que você sente que ainda não teve a oportunidade de mostrar ao público?
CP -
 Com certeza. Depois de tantos anos, ainda sinto que existe uma parte enorme de mim artisticamente que o público não conhece.

Tenho vontade de explorar personagens muito diferentes do que já fiz, inclusive papéis mais complexos, intensos e até personagens que me tirem completamente da minha zona de conforto. Acho que esse é um dos lados mais interessantes da profissão.

CE - Olhando para tudo o que já construiu e para o momento que vive agora, quais sonhos ainda deseja realizar na carreira?
CP - 
Quero continuar trabalhando e, principalmente, vivendo personagens que me desafiem e me façam crescer. Tenho vontade de fazer mais cinema, experimentar diferentes gêneros e personagens e ter a oportunidade de construir um personagem do início ao fim, acompanhando toda a sua trajetória e podendo me aprofundar verdadeiramente nessa construção.

Gastronomia Correio B+

Veja como preparar uma receita prática e saudável de Bowl Colorido de Frango, Grãos e Legumes

Amanhã é Dia do Nutricionista, é para celebrar essa data, uma receita leve, saborosa e especial

30/08/2026 11h00

Veja como preparar uma receita prática e saudável de Bowl Colorido de Frango, Grãos e Legumes

Veja como preparar uma receita prática e saudável de Bowl Colorido de Frango, Grãos e Legumes Foto: Divulgação

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Amanhã, 31 de agosto é Dia do Nutricionista. A data homenageia a fundação da Associação Brasileira de Nutricionistas (ABN), criada 1949. O objetivo é reconhecer o trabalho dos profissionais que promovem a saúde e o bem-estar por meio da alimentação adequada. 

E no Correio B+ desta semana, uma receita leve, saborosa e especial para celebrar essa data com o Divino Fogão... Já anota tudo aí! 

BOWL COLORIDO DE FRANGO, GRÃOS E LEGUMES

Ingredientes:

  • 400 gramas de filé de frango 
  • 2 xícaras de quinoa ou arroz integral cozido 
  • 1 cenoura em tiras 
  • 1 abobrinha em cubos 
  • 1 xícara de tomate-cereja 
  • ½ xícara de milho 
  • Folhas verdes 
  • 1 colher de sopa de azeite 
  • Suco de 1 limão 
  • Sal, pimenta e ervas a gosto 
  • Molho:
  • 3 colheres de sopa de iogurte natural 
  • Suco de ½ limão 
  • 1 colher de chá de mostarda 
  • Ervas frescas 
  • Sal a gosto 

Modo de preparo:

Comece temperando o frango com limão, sal, pimenta e ervas. Grelhe até dourar e, em seguida, fatie. Refogue rapidamente a cenoura e a abobrinha, mantendo-as firmes. Para montar o bowl, coloque primeiro os grãos e distribua o frango fatiado, os legumes, o tomate, o milho e as folhas.

Em outro recipiente, misture o iogurte, o suco de meio limão, a mostarda, as ervas e o sal até obter um molho homogêneo. Finalize o bowl com o molho e sirva em seguida.

Rendimento: 4 porções.

 

Moda Correio B+

Entre Costuras & CuLtura: Você conhece o estilo nonnamaxxing?

Depois do quiet luxury, do clean girl, do old money e de tantas outras estéticas que nasceram, ou renasceram, agora são as avós italianas que viraram referência de estilo.

29/08/2026 20h00

Entre Costuras & CuLtura: Você conhece o estilo nonnamaxxing?

Entre Costuras & CuLtura: Você conhece o estilo nonnamaxxing? Foto: Divulgação

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Lenço amarrado na cabeça, vestido estampado, saia fluida, bolsa de palha, sandália confortável, óculos grandes, joias douradas e aquela aparência de quem não precisou pensar demais para estar elegante.

Tenho passado este verão na Itália e, provavelmente por estar observando tudo de perto, comecei a reparar em uma cena curiosa: enquanto caminho pelas cidades italianas, vejo nas redes sociais mulheres do mundo inteiro tentando reproduzir um estilo que, por aqui, sempre fez parte da vida cotidiana.

De repente, todo mundo parece querer se vestir como uma nonna italiana.

A tendência ganhou até nome: nonnamaxxing. Depois do quiet luxury, do clean girl, do old money e de tantas outras estéticas que nasceram, ou renasceram, agora são as avós italianas que viraram referência de estilo.

A Glamour destacou o fenômeno entre a geração Z, com referências que vão dos lenços e estampas retrô às joias douradas e peças com aparência de terem atravessado gerações. A Vogue Italia também já colocou o guarda-roupa da nonna sob os holofotes neste verão.

E observar esse movimento daqui da Itália torna tudo ainda mais interessante para mim. Tenho notado, neste verão europeu, que muitos dos elementos que aparecem nas redes sociais como uma nova tendência continuam fazendo parte da vida real das mulheres italianas, especialmente das gerações mais velhas.

O lenço, o vestido leve, a sandália confortável, a bolsa usada por anos, a joia que parece nunca sair do corpo. Aqui, porém, não há necessariamente uma intenção de construir uma estética, ou seja, a verdadeira nonna não está tentando parecer uma nonna. Ela simplesmente se veste de acordo com a própria vida.

São mulheres que, muitas vezes, repetem as mesmas joias durante décadas, conhecem perfeitamente aquilo que lhes cai bem, compram menos do que as gerações seguintes aprenderam a comprar e não sentem necessidade de reconstruir a própria identidade a cada estação.

Existe também uma relação diferente com os objetos. Uma bolsa pode durar muitos anos, uma toalha bordada continua sendo colocada sobre a mesa, uma receita passa de mãe para filha. Uma joia carrega uma história, um vestido pode voltar a aparecer verão após verão.

Vivemos uma época em que somos incentivados a mudar constantemente. Compramos para acompanhar tendências, reorganizamos o armário, mudamos a decoração e, pouco depois, somos apresentados a uma nova versão daquilo que deveríamos desejar.

A nonna representa quase o contrário disso: ela representa permanência, tanto da roupa quanto do estilo de vida.

O fenômeno já ultrapassou a moda, o Washington Post abordou recentemente o chamado nonna-maxxing como uma busca também por um estilo de vida inspirado nas avós italianas: cozinhar em casa, caminhar, cultivar relações, aproveitar melhor aquilo que se tem e desacelerar. 

Entre Costuras & CuLtura: Você conhece o estilo nonnamaxxing?Entre Costuras & CuLtura: Você conhece o estilo nonnamaxxing? - Divulgação

Até o envelhecimento entra nessa conversa.

Depois de anos em que juventude parecia ser praticamente uma exigência estética, é interessante observar mulheres mais velhas se transformando em referência para uma geração muito mais jovem.

Estando aqui neste verão, vendo diferentes gerações ocuparem as mesmas ruas, praças, praias e cafés, essa mudança me parece ainda mais evidente.

Não significa que deixamos de desejar o novo. Mas começamos, a perceber novamente o charme daquilo que tem história.

E é aí que essa tendência encontra algo em que acredito profundamente como consultora de imagem: estilo pessoal não deveria ser uma fantasia que vestimos até a próxima tendência nos apresentar outra.

Ele é construído lentamente: pelas experiências que vivemos, pelos lugares por onde passamos, pelo nosso corpo, pela nossa rotina, pelos nossos valores e até pelas peças às quais criamos afeto.

Quando sabemos quem somos, uma tendência pode entrar no nosso guarda-roupa sem tomar conta dele. Podemos usar o lenço da nonna, a sandália confortável ou a bolsa de palha sem precisar nos transformar em personagem.

5 dicas para trazer o espírito da nonna para o seu estilo

1. Procure primeiro no seu próprio armário

Antes de comprar a “peça da tendência”, veja o que você já tem. Um lenço antigo, uma bolsa de couro, uma saia estampada ou uma joia esquecida podem ganhar uma nova leitura. O espírito nonna tem muito mais a ver com aproveitar bem do que acumular.

2. Resgate peças com história

Pergunte à sua mãe ou à sua avó se existe uma joia, bolsa, lenço ou peça de roupa guardada. Além de trazer personalidade ao look, dificilmente alguém terá exatamente a mesma peça que você.

3. Prefira materiais que envelhecem bem

Linho, algodão, couro, seda e bons tricôs tendem a ganhar beleza com o uso quando bem cuidados. Mais importante do que comprar muito é aprender a reconhecer qualidade.

4. Repita sem medo

Uma mulher elegante não precisa parecer diferente todos os dias. Encontrou um modelo de vestido, um tipo de brinco ou uma combinação que funciona para você? Repita. A repetição também constrói identidade visual.

5. Inspire-se na tendência, mas não se fantasie dela

Você não precisa sair de casa parecendo personagem de um verão na Sicília. Escolha um elemento que converse com a sua personalidade e misture-o ao que você já usa. Tendência funciona melhor quando passa pelo filtro do estilo pessoal.

No fim, a verdadeira elegância não está em acompanhar todas as tendências, mas em chegar a um ponto em que você já não precisa delas para saber quem é.
 

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