Correio B

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz Carine Pagliarini destaque no filme "Chorão: Só os Loucos Sabem"

"Foi muito interessante dar vida a uma personagem que teve um papel importante na trajetória emocional do Chorão"

Continue lendo...

Depois de quase duas décadas dedicadas ao teatro, Carine Pagliarini vive um dos momentos mais especiais de sua carreira.

Com uma trajetória construída nos palcos, marcada por estudo, preparação e constante aperfeiçoamento, a atriz estreia em seu primeiro longa-metragem com lançamento comercial nos cinemas ao integrar o elenco de Chorão: Só os Loucos Sabem, cinebiografia inspirada na trajetória do eterno vocalista do Charlie Brown Jr. Para ela, fazer parte de uma produção dessa dimensão representa uma conquista importante e mais um passo em sua caminhada artística.

Selecionado para a Mostra Competitiva de Longas Brasileiros da 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado antes mesmo de sua estreia comercial, Chorão: Só os Loucos Sabem chega cercado de expectativa.

Dirigido por Hugo Prata e Felipe Novaes e protagonizado por José Loreto, o longa reforça sua relevância ao levar às telas a trajetória de um dos maiores nomes do rock nacional.

“Sem dúvida, este é um momento muito especial da minha trajetória. Depois de tantos anos dedicados ao teatro, estudando, me aperfeiçoando e construindo meu caminho passo a passo, ver esse trabalho chegar a um projeto como Chorão: Só os Loucos Sabem é muito significativo. A principal mudança foi o amadurecimento. No início da carreira eu estava muito preocupada em acertar. Hoje eu entendo que atuar é sobre estar disponível, ouvir, viver a cena e confiar no processo.”

No longa, Carine interpreta Paloma, personagem que exerce um papel importante na trajetória emocional de Chorão. Embora não seja inspirada em uma pessoa real, a atriz conta que a construção da personagem marcou profundamente sua experiência durante as filmagens.

“Foi muito interessante dar vida a uma personagem que, mesmo não sendo baseada em uma pessoa real, teve um papel importante na trajetória emocional do Chorão. O que mais me marcou, além de ajudar a contar a história de uma pessoa que deixou um legado tão forte na música brasileira, foi a energia que eu sentia durante as filmagens. Em muitos momentos era como se a presença do Chorão estivesse ali acompanhando tudo.”

Com uma trajetória construída principalmente nos palcos, Carine acredita que foi o teatro que moldou sua identidade como atriz. Ao longo desse percurso, as experiências na televisão e no cinema ampliaram seu repertório e permitiram explorar novas possibilidades de interpretação.

“O teatro me deu disciplina, presença e uma base muito sólida como atriz. Já o cinema e a televisão me ensinaram a trabalhar com mais sutileza. Na câmera, um pequeno olhar ou uma pausa podem dizer muito. Aprender a transitar entre essas linguagens ampliou minhas possibilidades de interpretação e me tornou uma atriz mais versátil.”

A busca constante por aperfeiçoamento segue como uma das marcas de sua trajetória. Para Carine, compreender profundamente cada personagem é o que permite construir interpretações mais humanas e verdadeiras.

“Cada personagem traz desafios diferentes e, quanto mais repertório técnico e humano o ator possui, mais ferramentas ele tem para construir alguém de forma verdadeira. Gosto de entender quem aquele personagem realmente é, sua trajetória, seus medos, seus sonhos e suas motivações. Quanto mais eu conheço aquele universo, mais natural e verdadeira a interpretação se torna.”

Para Carine, a estreia de Chorão: Só os Loucos Sabem representa um marco importante em uma trajetória construída com dedicação ao teatro. A atriz espera que o filme abra caminho para novos desafios e personagens, dando continuidade ao percurso que vem construindo ao longo de quase duas décadas de carreira.

“Me atraem personagens cheias de camadas e contradições. Meu grande sonho é construir uma personagem cuja trajetória eu possa acompanhar do início ao fim, viver todas as fases dela e crescer junto com essa história. Espero que Chorão: Só os Loucos Sabem abra caminho para novos personagens e novas oportunidades. Meu objetivo é continuar trabalhando, vivendo papéis que me desafiem e evoluindo a cada projeto.”

Carine é a Capa do Correio B+ desta semana, e em entrevista exclusiva ao Caderno ele fala sobre carreira, teatro e seu novo filme.
 

A atriz Carine Pagliarini é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

CE - Você está perto de completar duas décadas de carreira. Quando olha para a atriz que começou e para a profissional que é hoje, o que mais mudou ao longo desse caminho?
CP -
Acho que a principal mudança foi a relação que construí comigo mesma como atriz. Quando comecei, existia uma necessidade muito grande de provar que eu era capaz, de acertar, de corresponder às expectativas.

Hoje tenho mais consciência de quem sou artisticamente e também de que a carreira é feita de ciclos, encontros, espera, oportunidades e recomeços.

Ganhei maturidade, repertório e, principalmente, mais confiança para confiar no meu próprio caminho. Continuo tendo sonhos e desafios, mas hoje os encaro de uma maneira muito mais consciente.

CE - Sua trajetória foi construída principalmente no teatro. Qual foi a importância dos palcos na formação da atriz que você se tornou?
CP -
 O teatro foi a minha grande escola. Foi no palco que aprendi a ouvir, a estar presente, a construir uma personagem e a entender que cada apresentação exige entrega e verdade. O teatro também me ensinou disciplina e resistência, porque é um trabalho muito vivo e, ao mesmo tempo, muito exigente.

Tudo isso faz parte da atriz que sou hoje. Mesmo quando estou diante de uma câmera, levo comigo muito do que aprendi nos palcos.

CE - Depois de tantos anos de profissão, como mudou a sua relação com cobranças, inseguranças e a necessidade de acertar?
CP - 
Elas continuam existindo, porque acho que a insegurança também faz parte do ofício de um artista, mas hoje eu não permito que ela tenha o mesmo espaço que tinha no início. Aprendi que não existe uma fórmula para uma carreira e que nem tudo está sob o nosso controle.

Antes eu talvez enxergasse um “não” como uma confirmação de que não era boa o suficiente. Hoje consigo entender que muitas vezes é apenas um “não” para aquele momento, para aquele projeto ou para aquela personagem. Isso traz uma liberdade muito grande.

CE - O estudo e a preparação acompanham a carreira de um ator mesmo depois de anos de experiência. Como você busca continuar se desenvolvendo artisticamente?
CP -
 Acredito que um ator nunca está completamente pronto. A experiência traz ferramentas, mas também aumenta a nossa consciência sobre o quanto ainda temos para aprender.

Continuo estudando, observando pessoas, consumindo cinema, teatro e outras formas de arte e buscando novas referências. Também acredito muito na preparação específica para cada trabalho. Cada personagem exige uma pesquisa diferente e é justamente isso que mantém a profissão interessante para mim.

A atriz Carine Pagliarini é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Lucas Ramos - Diagramação: Denis Felipe
Por: Flávia Viana

CE - “Chorão: Só os Loucos Sabem” marca sua estreia em um longa-metragem com lançamento comercial nos cinemas. O que essa conquista representa neste momento da sua trajetória?
CP -
 Representa uma conquista muito importante, especialmente por acontecer em um momento de maturidade da minha carreira e dentro de um projeto tão significativo.

Ter a oportunidade de estrear no cinema e ainda viver esse momento em um festival como o de Gramado, que tem tanta tradição e importância para o cinema brasileiro, torna tudo ainda mais especial. Fico muito feliz em poder fazer parte dessa história.

CE - No filme, você interpreta Paloma. Como foi o processo de construção da personagem e quais foram os principais desafios desse trabalho?
CP -
 Foi um trabalho de entender a personagem dentro da história e encontrar a medida certa para que ela tivesse verdade. Procurei construir a Paloma de forma natural, respeitando o espaço que ela ocupa na narrativa e a proposta do filme.

CE - Depois de uma trajetória tão ligada aos palcos, o que o cinema despertou de novo em você como atriz?
CP -
 O cinema me fez perceber ainda mais a força dos pequenos detalhes. No teatro, existe uma relação muito direta com o público e uma energia que se estabelece naquele espaço. No cinema, a câmera está muito próxima e consegue captar coisas muito sutis. Um olhar, uma pausa, uma respiração podem dizer muito. Foi um exercício de contenção e de escuta.

CE - Uma carreira de quase 20 anos também passa por momentos de espera, mudanças e incertezas. O que fez você permanecer na atuação e continuar acreditando nessa escolha?
CP -
 O amor pelo ofício. Se fosse apenas pela parte externa da profissão, talvez fosse muito mais difícil permanecer, porque é uma carreira que tem muita espera e nem sempre as coisas acontecem no tempo que imaginamos.

Mas atuar continua fazendo sentido para mim. Existe algo muito forte na possibilidade de contar histórias, experimentar outras vidas e tocar as pessoas através de uma personagem. Mesmo nos momentos de dúvida, nunca deixei de sentir que esse é o lugar onde quero estar.

CE - Existe algum lado seu como atriz que você sente que ainda não teve a oportunidade de mostrar ao público?
CP -
 Com certeza. Depois de tantos anos, ainda sinto que existe uma parte enorme de mim artisticamente que o público não conhece.

Tenho vontade de explorar personagens muito diferentes do que já fiz, inclusive papéis mais complexos, intensos e até personagens que me tirem completamente da minha zona de conforto. Acho que esse é um dos lados mais interessantes da profissão.

CE - Olhando para tudo o que já construiu e para o momento que vive agora, quais sonhos ainda deseja realizar na carreira?
CP - 
Quero continuar trabalhando e, principalmente, vivendo personagens que me desafiem e me façam crescer. Tenho vontade de fazer mais cinema, experimentar diferentes gêneros e personagens e ter a oportunidade de construir um personagem do início ao fim, acompanhando toda a sua trajetória e podendo me aprofundar verdadeiramente nessa construção.

felpuda

Como acontece em toda eleição, esta também não foge à regra... Leia na coluna de hoje

Confira a Coluna Diálogo desta segunda-feira (14)

14/09/2026 00h01

Coluna Diálogo

Coluna Diálogo ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

Continue Lendo...

Gamal Abdel Nasser - Político Egípcio

"Construir fábricas é fácil, fazer hospitais e escolas é possível, mas formar uma nação de homens é tarefa longa e árdua”

FELPUDA

Como acontece em toda eleição, esta também não foge à regra quando o assunto é traição política. Há exemplos para todos os gostos, numa demonstração de que fidelidade anda tão escassa que já deveria vir com receita médica. De um lado, alianças são celebradas com pompa; de outro, rompimentos surgem antes mesmo de a fotografia oficial amarelar. Na política, o problema é que a pedra costuma vir embrulhada em discurso de “coerência”. E, quando a eleição termina, muitos descobrem que amizade política tem prazo de validade. Até a próxima urna, é claro.

Coluna Diálogo

MAIOR

Os números dessa triste estatística explicam a importância do Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio que ganhou força em MS a partir de iniciativa da Assembleia Legislativa. Dados da Sejusp apontam 243 mortes por suicídio no Estado, de janeiro a agosto.

 MAIS

Outras sete pessoas tiraram a própria vida na primeira semana de setembro. Homens representam maioria dos casos, com 189 mortes, contra 54 mulheres. Até agosto, o número é o maior para o período desde 2016 e supera, inclusive, as 232 mortes registradas no trânsito.

Coluna DiálogoTheresa Hilcar e Carolina Freire de BArros. Foto: Arquivo Pessoal

 

Coluna DiálogoDra. Helena Rescaroli. Foto: Arquivo Pessoal

GANGORRA

Quanto mais se aproxima a reta final da campanha eleitoral, mais Mato Grosso do Sul parece viver verdadeira gangorra de números sobre o desempenho dos candidatos ao governo e ao Senado. Pesquisas aparecem em sequência, oferecendo porcentuais para todos os gostos e interpretações. Há números que alimentam a esperança de uma decisão já no primeiro turno. Outros, porém, mantêm acesa a expectativa de disputa em segundo turno. No meio político, a matemática eleitoral já virou assunto obrigatório das conversas.

EU OU ELE?

O deputado federal Vander Loubet (PT) e o ex-deputado Capitão Contar (PL) voltaram ao centro da disputa entre a esquerda e a direita conservadora em MS. Os dois são candidatos ao Senado, numa eleição que promete ser bastante acirrada. Por enquanto, o melhor é não arriscar prognósticos, dizem políticos mais antenados, pois muita água ainda vai passar debaixo da ponte.

ALÉM...

A batalha por um mandato nas eleições deste ano tem, para alguns candidatos, objetivo que vai além da cadeira que estará em disputa. O alvo, em certos casos, é o comando do Paço Municipal em 2029. A previsão entre políticos é de que a próxima sucessão em Campo Grande não tenha um nome naturalmente favorito. Com isso, a tendência é de disputa que promete. A chamada briga de foice já começa a ser desenhada nos bastidores. Quem viver, verá!

ANIVERSARIANTES

  • Dr. Sérgio Augusto Maksoud,
  • Dra. Isabella Barreto,
  • Sônia Aparecida Queiroz Meireles,
  • Mirian Comparin Correa,
  • Tiago Quintanilha Nogueira,
  • Armando Abdalla,
  • Rafael Barros Dos Santos Sinzato,
  • Cláudio Alves Afonso,
  • Laureane De Queiroz Schimidt,
  • Dr. João Argeu De Almeida E Silva,
  • Severino Vital Dos Santos,
  • Waldemir Leal Pael,
  • Evandro Cardoso Lourenço,
  • Pedro Luiz Da Silva,
  • Elziane Carvalho,
  • Ivo Antonio Armstrong,
  • Helena Calgaro De Oliveira,
  • Stéphanie Guedes Carvalho,
  • Luana Ferreira,
  • Kassio Rafael De Albuquerque,
  • Jorge Luiz Curado Siufi,
  • Alberto Luiz Sãoveso,
  • Altiva Costa Brum,
  • Jaime Elias Verruck,
  • Marly Arakaki,
  • Catherine Prappas,
  • Douglas Avedikian,
  • Tatiana Arguelho,
  • Obadias De Lana,
  • Everton Mello Romero,
  • Maria De Lourdes De Oliveira Gonçalves,
  • Emerson Edward Giacomini,
  • Maria Ines Domingues Castilho,
  • Noide Pache Farias,
  • Nilson De Barros,
  • Laura Denise Dias Alfonso,
  • Elpídio José Roque De Carvalho,
  • Dr. Luciano Dos Santos Mendes,
  • Carlos Alberto Sanematsu,
  • Luis Carlos Sanematsu,
  • Nilo Sérgio Laureano Leme,
  • Paula Rigo,
  • José Pinheiro Saraiva,
  • Lourdes Pereira,
  • João Roque Bozoli
  • Maria Fernanda (Fefê) Assis
  • Daros Dorileo,
  • Dr. Pedro Tutomu Hattori,
  • Dr. Eraldo Cerullo,
  • Amadeu Menna Gonçalves,
  • Setsuyo Tamai,
  • Darcy Ferreira De Mello,
  • Flávio Lechuga Capriata,
  • Rosângela Kabad,
  • Ruy Vaz De Oliveira,
  • Louirson Rogério Dos Santos,
  • Paulo Eduardo Limberger,
  • João Bosco Raineri Azevedo,
  • Moara Souto Vieira,
  • Cornélio Amarilha,
  • Laudelino Bezerra Da Silva,
  • Jovenilio Barbosa De Souza,
  • Adelina Cintra Pereira,
  • Itamar Godoy Rocha,
  • Nelson Francisco De Oliveira,
  • Ieda Lubas,
  • Cleidinaldo Dutra De Castro,
  • Agnaldo Pereira Da Costa,
  • Humberto Abdul Ahad,
  • Gabriel Souza Dos Santos,
  • Saldanha Lacerda Ramos,
  • Jaice Da Silva Oliveira Vicari,
  • Eduardo Grande Da Cunha,
  • Eraldo Anacleto Xavier De Almeida,
  • Grace Kelly Dos Santos,
  • Alice Pereira Tiago,
  • Marcel Assunção Barboza,
  • Valdir Miguel Hech,
  • Alexandre Chadid Warpechowski,
  • Cezária Mendes Forner,
  • Sônia Regina Mendes Dos Reis,
  • Admir Edi Corrêa Carvalho,
  • Marcelo Silva Alves Branco,
  • José Carlos Lopes Da Silva,
  • Alessandra Saltarelle Moreira,
  • Sônia Regina Alves Da Rocha,
  • Robson Simões De Almeida,
  • Ângela Mara Ferreira Dos Santos,
  • Eliana Martins Mariotti,
  • José Demétrio De Souza,
  • Eduardo Molinari,
  • Nidal Abdul,
  • Benoni Martins Carrijo,
  • Eduardo De Oliveira Cavalcanti,
  • João José Pedroso Lopes,
  • Elias Fraiha,
  • Dulcineri Aparecida Bosco Lamers,
  • Ivete Ota Miyasato,
  • Alexandre Cardoso Fernandes,
  • Elso Faria Pereira,
  • Alberto Pereira Bitencourt,
  • Fábio Julio De Souza,
  • Larissa Oliveira Da Silva,
  • Thiago De Araújo Garcia,
  • Patricia Stranieri,
  • Leandro Cara Artioli,
  • Ana Paula Barbosa Dos Santos,
  • Maria Eloir Macena Bezerra,
  • Maurício Sarto,
  • Adenam Kadri Júnior,
  • Thauana Coderitch De Matos.

 COLABOROU TATYANE GAMEIRO

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a jornalista e apresentadora do programa MULHERES Gloria Vanique

"Fazer parte desse novo momento da Gazeta para mim é mais um marco na minha carreira, na minha história. Estar aqui tem sido um privilégio, com uma equipe incrível. Um momento de grande valia dentro da minha carreira".

13/09/2026 18h00

Entrevista exclusiva com a jornalista e apresentadora do programa MULHERES Gloria Vanique

Entrevista exclusiva com a jornalista e apresentadora do programa MULHERES Gloria Vanique Foto: Gabriel Pereira/TV Gazeta - Com exclusividade para o Correio B+

Continue Lendo...

Com quase três décadas dedicadas à comunicação, Glória Vanique conhece como poucos os bastidores e os desafios da televisão brasileira. Jornalista, apresentadora e palestrante, ela construiu uma carreira marcada pela informação, pela credibilidade e pela proximidade com o público, passando por importantes emissoras e coberturas ao longo de sua trajetória.

Agora, à frente do tradicional Mulheres, da TV Gazeta, Glória inaugura um novo capítulo profissional, transitando do jornalismo para o entretenimento sem deixar de lado a essência que sempre guiou seu trabalho: a comunicação feita com escuta, sensibilidade e propósito.

"Estou muito feliz. A equipe é gostosa de trabalhar, a direção… Nossa, eu tô amando, amando! E eles me deram muita liberdade para criar e para fazer do jeito que eu queria pensar em fazer. Foi muito bom. É muito bom", diz Gloria sobre sua nova fase.

A nova fase também revela outras facetas da apresentadora, que leva para a televisão sua experiência como comunicadora, mentora e palestrante, além de um lado artístico e descontraído que nem sempre esteve sob os holofotes. É nessa mistura de experiência e novidade que ela escreve o próximo capítulo de uma história que continua em movimento.

O Correio B+ acompanhou a jornalista Gloria Vanique com exclusividade na TV Gazeta em São Paulo, e conversou com a apresentadora sobre carreira, família e sua nova fase à frente do tradicional programa MULHERES.

Entrevista exclusiva com a jornalista e apresentadora do programa MULHERES Gloria VaniqueA jornalista e apresentadora Gloria Vanique é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Gabriel Pereira/TV Gazeta com exclusividade para o Correio do Estado - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Glória, porque você escolheu a comunicação?
GV -
 Porque eu sempre fui da comunicação. Desde criança, em casa, eu tinha um gravador com microfone que eu narrava a partida de futebol de botão do meu irmão. Com esse mesmo gravador, eu colocava ele escondido para gravar as conversas da minha mãe com minha avó na cozinha, como se fosse uma câmera escondida (risos).

Eu fazia telejornal, apresentava com gravador, gravava vinheta na televisão e fazia a apresentação da reportagem. Então, sempre tive esse viés da comunicação. E além de gostar muito de escrever e principalmente falar em público.

Então, às vezes tinha concurso na escola, de poesia de texto e tal, e os amigos pediam para eu ler já que eles tinham vergonha subir no palco. Era eu que lia os textos de vários amigos. Isso sempre esteve comigo a minha vida inteira.

CE - Quando foi para a faculdade, você sempre soube que você ia fazer jornalismo?
GV -
 Não, eu ia fazer Letras. Eu estava no meio do 3º ano do Ensino Médio. Fui conversar com o professor de Literatura para entender como era o curso, porque alguma coisa ainda não era exatamente o que eu queria. E aí ele foi muito sagaz, porque ele foi perguntando e tal, e num momento ele falou: ‘Olha, pelo jeito, o seu curso não é Letras, é Jornalismo’.

E eu não sabia que tinha o curso de Jornalismo. Aí eu fui no Guia do Estudante, aquele ‘livrão’ com as profissões, a hora que eu comecei a ler o que era jornalismo, eu falei: ‘Sou eu’. Achei um negócio que está me descrevendo, e aí eu decidi mudar para o curso de Jornalismo.”

CE - Glória, eu queria que você falasse um pouco dessa sua transição. Como aconteceu quando você começou a trabalhar profissionalmente dentro do jornalismo? Como começou esse processo? 
GV -
 Meu início no jornalismo aconteceu quando saí da casa dos meus pais, aos 17 anos, para estudar Comunicação Social na Unesp, em Bauru. Eu queria trabalhar na área desde o começo, mas, naquela época, o sindicato não permitia estágio ou trabalho sem diploma. Por isso, fiz um curso técnico de Radialismo no Senac e consegui um estágio na Rádio Bandeirantes de Bauru, onde fui contratada.

Na faculdade, tive contato com a televisão e me encantei também pela imagem. Um colega da rádio me passou o contato de uma produtora, onde fui contratada. Eu disse que sabia editar, mesmo sem saber praticamente nada (risos), e ali aprendi na prática, trabalhando com produção, edição, locução e externas.

Depois de um ano e meio, saí para concluir meu TCC. Foi quando minha orientadora me contou sobre um teste para repórter da TV Bandeirantes. Passei, mas havia novamente a questão do diploma. Como eu tinha o curso de Radialismo, surgiu a oportunidade de apresentar um telejornal, e fui contratada.

Pouco depois, a Globo local me viu apresentando e me convidou. Minha faculdade entrou em greve e o diploma demorou a sair, mas consegui uma autorização do sindicato para trabalhar. Assim, comecei na Globo em Bauru, depois passei por Ribeirão Preto e São José dos Campos, até chegar a São Paulo, no Canal 21, do Grupo Bandeirantes. Depois dessa trajetória, vieram novas experiências na televisão, incluindo a CNN, e hoje estou na TV Gazeta.

CE - Glória, e essa transição da formalidade do jornalismo, para um programa tradicionalíssimo que é o ‘Mulheres’, que tem uma receptividade do Brasil inteiro, por onde grandes nomes da comunicação passaram pela apresentação do ‘Mulheres’, como é que surgiu o convite e como é que foi para você fazer essa transição, aceitar esse convite, como foi?
GV -
 A transição começou na CNN. Durante a pandemia, eu ainda estava na Globo e tive um burnout. Uma das coisas que mais me afetava era estar o tempo todo diante de notícias ruins. Eu pensava: “A gente precisa falar de coisa boa, as pessoas precisam escutar coisa boa”. Foi quando decidi que era hora de sair.

Fui para a CNN ainda no jornalismo, onde fiquei cerca de um ano, mas, no meio do processo, surgiu o departamento de entretenimento e eu migrei para lá. Fiz vários projetos e programas e, quando saí, no final de 2022, decidi mergulhar em treinamentos para empresas, apresentação de eventos, comunicação e palestras.

Foi o início de uma nova jornada, muito mais leve e próxima do público. Eu nunca fui uma apresentadora de eventos formais. Sei fazer, mas o que realmente gosto é de brincar com a plateia, interagir e estar perto das pessoas.

Nesse período, também comecei uma pós-graduação em neurociência pela Santa Casa de São Paulo. Então, quando veio, no final do ano passado, o convite para o “Mulheres”, na TV Gazeta, eu pensei: “Gente, isso casa com tudo o que eu estou fazendo e com o que eu gosto”. Sempre tive um público muito feminino, inclusive nas redes sociais, e já acompanhava o programa há muito tempo. Então, foi um convite que eu não poderia recusar. Conversei em casa com meu marido e meu filho e decidi mergulhar de cabeça. Eu amei o convite, era tudo o que eu queria.

Mas, quando entrei diante da câmera, percebi que automaticamente voltava aquela linguagem do jornalismo. Foram 30 anos sendo treinada daquela maneira. Então, meu desafio passou a ser me soltar mais, me jogar mais e trazer para a televisão a mesma espontaneidade que eu já tinha no palco. E foi acontecendo de forma muito natural.

CE - Você está feliz?
GV -
 Estou muito feliz. A equipe é gostosa de trabalhar, a direção… Nossa, eu tô amando, amando! E eles me deram muita liberdade para criar e para fazer do jeito que eu queria pensar em fazer. Foi muito bom. É muito bom.

CE - E a sua adaptação do dia a dia, que você está falando da liberdade que te dão, de um processo que você já vinha plantando, e eu acho que o ‘Mulheres’ foi a tua colheita... 
GV - 
Naquele começo, principalmente, o estúdio mudou. Eu queria me entender naquele espaço do estúdio. A linguagem, eu acho que uma das grandes modificações que eu precisei fazer foi de linguagem. Apesar de eu sempre trabalhar com público, TV aberta e tudo mais, é um público diferente.

A linguagem pode ser mais divertida, então, eu ficava: ‘não, eu acho que eu poderia ter falado isso, eu acho que eu poderia fazer aquilo, eu acho que eu vou tentar desse jeito’ etc. Então, isso pra mim foi um trabalho diário. Ainda é, mas naquele começo, principalmente, eu ficava o tempo todo assim, pensando: ‘E agora, o que eu posso fazer?

De que jeito que dá pra melhorar?’. Então, a minha cabeça não para, a minha cabeça é assim o tempo todo. A minha cabeça tá o tempo todo inventando histórias, isso é da minha personalidade, eu sou assim, e aqui, pelo fato de eu ter liberdade, isso faz com que eu consiga criar ainda mais.

Entrevista exclusiva com a jornalista e apresentadora do programa MULHERES Gloria VaniqueA jornalista e apresentadora Gloria Vanique é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Gabriel Pereira/TV Gazeta com exclusividade para o Correio do Estado - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você sentiu medo?
GV -
 “Ah, medo sempre dá. Mas é o medo do novo.”
Porque hoje a gente vive num movimento de Instagram, de hater, de exposições, que isso não é da nossa época. Na nossa época, a gente não se preocupava com isso, porque eu falo que nem o Orkut eu tinha, eu sempre tive preguiça dessas coisas. Tudo que é ligado a computador, a tecnologia, se eu tiver que trocar de celular pra mim, é o fim do mundo.

CE - Mas que tipo de medo você sentiu?
GV -
 É o medo do novo. Não é o medo da análise das pessoas. Porque eu acredito que se você faz um trabalho voltado com pensamento no público… O ‘Mulheres’ não foi um projeto pensado para mim. Era um projeto pensado no público. O que o público quer? O que eu posso levar de legal? O que eu posso levar de leveza? O que eu posso levar de qualidade de informação? Porque eu trago essa bagagem do jornalismo e eu quero levar qualidade de informação. Então, de que forma eu posso levar isso para o público?

O receio ali era sobre a mudança de linguagem, me entender no estúdio, era esse que era o medo inicial. Mas de rejeição do público, não. Porque eu acredito que quando você escuta o público, claro, os comentários relevantes, e quando você está fazendo realmente aquilo ali com o seu foco, não em você, mas o seu foco em quem é para ser mesmo, vai fluir.

Então, a minha questão ali era como eu vou trazer para esse público essa imagem da Glória que eles estão acostumados a ver no jornalismo para o entretenimento. 

Quem me conhece pessoalmente sabe como eu sou. Eu não sou uma pessoa formal. Na TV, eu tinha que manter uma certa postura, então eu pude trazer muito mais de mim para a TV aqui com o ‘Mulheres’. Eu posso brincar, eu posso errar e rir de mim mesma. É isso.

CE - Qual a maior dificuldade quando se muda de emissora e linha editorial?
GV -
 Em termos de linha editorial, eu não sofri tanto. Eu fiz basicamente a minha carreira dentro das emissoras Globo, com algumas passagens pelo Grupo Bandeirantes, que também não diferenciavam muito do tipo de jornalismo, que a Globo já fazia. E depois passei pela CNN também, que nos anos iniciais mantinha aquela linha assim bem ligada aos fatos, sabe? Então, essa questão de linha editorial nunca tive problema não.

CE - Como é a sua relação com as redes sociais?
GV - 
Eu adoro as redes sociais. Claro que eu sou uma pessoa que também prezo pela minha privacidade, principalmente em relação à minha família. Então, eu não sou aquela pessoa que publica desde a hora que acorda até a hora que vai dormir, então, eu filtro um pouco o que eu quero publicar, justamente para preservar a minha a minha vida pessoal. Mas a minha relação é muito tranquila.

Eu gosto de responder as pessoas, eu gosto de brincadeira, eu gosto de participar de às vezes algum meme que aparece, né, alguma uma trend que aparece. Então, isso para mim sempre foi muito tranquilo. A minha relação com as redes e sempre muito aberta também, nunca tive nenhum tipo de problema, assim, com as minhas redes sociais.

Entrevista exclusiva com a jornalista e apresentadora do programa MULHERES Gloria VaniqueA jornalista e apresentadora Gloria Vanique é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Gabriel Pereira/TV Gazeta com exclusividade para o Correio do Estado - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - O que mais emociona você no universo da comunicação?
GV - 
O que mais me emociona no universo da comunicação é justamente o poder comunicar. Porque às vezes a gente fala de comunicação, mas comunicação é uma palavra muito genérica, né? O ser humano, ele é um ser social.

E nem sempre a comunicação comunica da forma adequada. Então, muitas vezes a pessoa acha que está se comunicando, mas as outras estão entendendo de outras formas, porque cada um cada pessoa tem o seu repertório e tudo mais, então, quando a comunicação realmente comunica, com clareza, com ela é assertiva, para mim, essa é a comunicação fantástica, é a comunicação dos meus sonhos, que todo mundo consiga se comunicar dessa forma.

E, principalmente, principalmente, acima de tudo, comunicação para mim é conexão. Não adianta você simplesmente soltar mensagens, você precisa se conectar com seu público. Então, comunicação para mim é isso, é o que mais me emociona é quando existe conexão e essa comunicação realmente é feita de forma assertiva e de que chegue até o outro lado da forma como a gente gostaria que chegasse a mensagem.

CE - Fazer parte desse novo momento da Gazeta significa o que para a Gloria?
GV -
 Fazer parte desse novo momento da Gazeta para mim é mais um marco na minha carreira, na minha história. Porque eu já passei por várias empresas, eu me reinventei várias vezes, eu passei, eu fiz uma transição de carreira, né? Em alguns momentos, inclusive, da minha vida.

Então, eu nunca, nunca fechei portas no sentido de: "não, não quero, não", é claro que a partir de um determinado tempo de carreira, você começa a dizer alguns nãos, relacionados aos seus valores, aquilo que faz sentido para você nesse momento.

Mas estar aqui na Gazeta nesse momento para mim tem sido um privilégio. Com uma equipe incrível, aprendendo, novas, abrindo, me abrindo para novas etapas, novos aprendizados, me aprofundando cada vez mais no entretenimento, me deixando errar, rir dos meus erros, me divertindo, acertando também. Então, para mim, tem sido assim um momento de, mais um momento assim de grande valia dentro da minha carreira.

CE - Você consegue eleger um momento muito especial no Mulheres desde que assumiu?
GV -
 Ah, um momento especial é quando eu começo a reconhecer a receber o reconhecimento do público na rua, não é? O carinho das pessoas, as pessoas param, vem conversar, dizer que gostam do programa, que tem assistido, que fazem comentários sobre temas, sobre assuntos que a gente fala. Então, que riem junto, sabe? Vem abraçar ou quando vem, "Ah, a minha mãe adora você, minha avó adora você". Ah, isso para mim não tem preço. Para mim, realmente, esse é o momento mais especial.

CE - Como você concilia família com o trabalho?
GV -
 Conciliar família com trabalho é um grande desafio, principalmente para as mulheres, já que estamos falando de um programa chamado Mulheres, porque a gente sabe que dentro ainda da cultura, né, do nosso país, e não só da sociedade brasileira, mas em boa parte da cultura mundial, determinadas atribuições ainda sobram para as mulheres.

É o cuidado da casa, é o cuidado dos filhos, mas eu tenho um marido que é um super parceiro, sempre foi, e então ele sempre entendeu meu trabalho, e a gente sempre teve uma parceria de, quando, principalmente depois que o meu filho nasceu, de um até revezamento em determinadas situações, tipo, vai que eu seguro, aí eu falava, vai que quem segura agora sou eu, sabe?

Então, porque ele também tem a carreira dele. Então, a gente teve, sempre teve essa parceria muito forte. E isso é a base, né? Quando os dois lados entendem que a responsabilidade é dos dois, tanto de trabalhar quanto de cuidar dos afazeres domésticos, cuidar dos filhos e tudo mais, fica tudo muito mais leve, muito mais, fácil de lidar.

CE - O que a Gloria de 10 anos atrás falaria a Glória de hoje?
GV -
 A Gloria de 10 anos atrás falaria para de hoje que bom que você persistiu em vez de insistir. Porque existe uma grande diferença entre você insistir e você persistir. Insistir é você traçar um caminho e achar que aquele caminho é o único que você tem e você tem que seguir aquele caminho e não olhar para os lados nas outras infinitas possibilidades que você tem e que você pode desviar daquele caminho e voltar lá na frente para chegar aonde você quer chegar, para chegar aonde você onde sua meta está. Então, eu acredito que seja isso. Que bom que você persistiu em vez de insistir. Porque insistir machuca, persistir leva até o destino e até aonde a gente quer chegar.

Entrevista exclusiva com a jornalista e apresentadora do programa MULHERES Gloria VaniqueA jornalista e apresentadora Gloria Vanique é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Gabriel Pereira/TV Gazeta com exclusividade para o Correio do Estado - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).