Julia Lemos está no elenco de “A Nobreza do Amor”, onde interpreta Ana Maria, filha do coronel Casemiro Bonafé (Cassio Gabus Mendes) e irmã de Mirinho (Nicolas Prattes), o vilão da trama. Passou a vida sofrendo humilhações de sua mãe Graça (Fabiana Karla) e, por isso, sofre de problemas de autoestima e timidez.
Pernambucana, Julia Lemos estreou na TV no remake de “Renascer”, onde deu vida a Flor, uma moça virgem que deixa o bordel de Jacutinga (Juliana Paes) ao se casar com Jupará (Evaldo Macarrão). No cinema, Julia aguarda a estreia do longa “O Rio”, dirigido por Hilton Lacerda e Wislan Esmeraldo e prevista ainda para esse ano.
Em 2025, se mudou para o Rio de Janeiro e participou do projeto da Globo “Mergulho em Cena”, que reuniu atores em um intensivo de atuação nos estúdios. Em 2022, a atriz já havia integrado um time de estudos da mesmas emissora com sua participação no projeto Potencializa, que prepara novos atores para o audiovisual.
No âmbito acadêmico, Julia Lemos estudou Direito na UFPE, mas deixou o curso para se dedicar à graduação de Cinema, também na mesma universidade. Já na música, Julia toca piano, canta e já lançou um EP chamado Script com suas composições.
A atriz Julia Lemos é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, em entrevista ao Caderno ela fala sobre carreira, e seu novo sucesso na TV Globo.
A atriz Julia Lemos é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Maju Magalhães - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia VianaCE - Julia, você está voltando às novelas em “A Nobreza do Amor” depois de fazer uma breve participação em “Renascer”. Como tem sido essa experiência de fazer uma novela toda?
JL - Acho que todo trabalho revela novos desafios. Fazer uma novela toda tem me trazido a delícia de viver uma personagem por muitos meses. Vejo que estou descobrindo a cada dia novas facetas de Ana Maria e agradeço demais por poder viver esse desafio.
CE - Tanto em ‘Renascer’ como em “Nobreza” você vive personagens tímidas e delicadas. Mas de que forma tem procurado fazer uma composição diferente entre elas? Como tem sido esse desafio?
JL - Flor e Ana Maria, apesar de compartilharem de uma delicadeza, cresceram em épocas completamente diferentes e tiveram vidas muito distintas uma da outra. Para mim, essa diferença se manifesta, principalmente, na composição corporal de cada uma e nas referências das quais eu me cerquei durante o período de preparação.
CE - Ana Maria, sua personagem atual, tem problemas de autoestima. Como tem se preparado para uma possível virada dela ao longo da trama?
JL - Acho que Ana Maria aprende um pouquinho mais sobre ela, sobre os seus valores e suas ambições na vida a cada dia que passa — e eu vou descobrindo esses novos contornos junto com ela, a cada nova trama que surge.
CE - E você, como lida com a sua autoestima? É muito autocritica?
JL - Venho de uma família que sempre me colocou para cima e acho que o resultado disso é que vivo minha vida tentando ao máximo ser bondosa comigo mesma. Acho que ter uma autoestima boa é resultado dessas raízes, mas também de um processo diário.
CE - Temos vários atores nordestinos que falam com seus sotaques na novela. Como você observa essa oportunidade e essa mudança no audiovisual para artistas além do eixo Rio-SP?
JL - Sou muito grata por poder fazer parte desse momento do audiovisual brasileiro. É muito bonito ver as nossas culturas cada vez mais expressivas na televisão. Fico feliz que as novas gerações vão poder se sentir cada vez mais representadas nas nossas novelas, séries e filmes.
A atriz Julia Lemos é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Maju Magalhães - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia VianaCE - Você, aliás, é de Recife. Como se encontrou nas artes cênicas?
JL - Sempre tive um fascínio pelas artes cênicas e música — desde pequena, vivi rodeada por filmes antigos e assistia a tudo que conseguia. No entanto, apesar de ter começado a estudar essa área na infância, foi só no final da adolescência que pude começar a me dedicar totalmente a esse sonho
CE - Como tem sido morar no Rio? Do que sente falta de casa?
JL - O Rio me recebeu muito bem. Sou muito feliz com o meu trabalho, minha rotina e com a rede de apoio que encontrei aqui. A saudade de casa existe, claro, mas faço o possível para ir a Recife o máximo que posso em minhas folgas e converso todos os dias com meus amigos e família de lá.
CE - Sua estreia no cinema será no filme O Rio, rodado em Pernambuco. Qual a expectativa para essa estreia?E o que pode adiantar sobre esse longa?
JL - A participação em O Rio, de Wislan Esmeraldo e Hilton Lacerda, foi uma das belas surpresas do ano passado. Tive uma experiência maravilhosa naquele set e mal posso esperar para ver o resultado de um trabalho tão sensível, que me atraiu desde a primeira leitura.
CE - Como você observa o destaque do cinema pernambucano? acha que ‘O agente secreto” já tem impactado a região?
JL - O cinema pernambucano sempre foi muito expressivo e fico muito feliz com o destaque que ele tem ganhado com obras como "O Agente Secreto". Nossa terra tem muitos talentos e eu tenho certeza que nossas obras vão, cada vez mais, ganhar o público brasileiro e mundial.
CE - Quais seus sonhos profissionais?
JL - Tenho muitos sonhos na vida, mas acho que o principal é poder continuar vivendo essa profissão que escolhi e continuar honrando cada personagem e cada história que tenho a oportunidade de contar.
Desfile Blue Man - Divulgação
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Gabriela Rosa - Consultora de Moda e estilo - Divulgação
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