Correio B

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a jornalista e apresentadora do programa MULHERES Gloria Vanique

"Fazer parte desse novo momento da Gazeta para mim é mais um marco na minha carreira, na minha história. Estar aqui tem sido um privilégio, com uma equipe incrível. Um momento de grande valia dentro da minha carreira".

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Com quase três décadas dedicadas à comunicação, Glória Vanique conhece como poucos os bastidores e os desafios da televisão brasileira. Jornalista, apresentadora e palestrante, ela construiu uma carreira marcada pela informação, pela credibilidade e pela proximidade com o público, passando por importantes emissoras e coberturas ao longo de sua trajetória.

Agora, à frente do tradicional Mulheres, da TV Gazeta, Glória inaugura um novo capítulo profissional, transitando do jornalismo para o entretenimento sem deixar de lado a essência que sempre guiou seu trabalho: a comunicação feita com escuta, sensibilidade e propósito.

"Estou muito feliz. A equipe é gostosa de trabalhar, a direção… Nossa, eu tô amando, amando! E eles me deram muita liberdade para criar e para fazer do jeito que eu queria pensar em fazer. Foi muito bom. É muito bom", diz Gloria sobre sua nova fase.

A nova fase também revela outras facetas da apresentadora, que leva para a televisão sua experiência como comunicadora, mentora e palestrante, além de um lado artístico e descontraído que nem sempre esteve sob os holofotes. É nessa mistura de experiência e novidade que ela escreve o próximo capítulo de uma história que continua em movimento.

O Correio B+ acompanhou a jornalista Gloria Vanique com exclusividade na TV Gazeta em São Paulo, e conversou com a apresentadora sobre carreira, família e sua nova fase à frente do tradicional programa MULHERES.

A jornalista e apresentadora Gloria Vanique é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Gabriel Pereira/TV Gazeta com exclusividade para o Correio do Estado - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Glória, porque você escolheu a comunicação?
GV -
 Porque eu sempre fui da comunicação. Desde criança, em casa, eu tinha um gravador com microfone que eu narrava a partida de futebol de botão do meu irmão. Com esse mesmo gravador, eu colocava ele escondido para gravar as conversas da minha mãe com minha avó na cozinha, como se fosse uma câmera escondida (risos).

Eu fazia telejornal, apresentava com gravador, gravava vinheta na televisão e fazia a apresentação da reportagem. Então, sempre tive esse viés da comunicação. E além de gostar muito de escrever e principalmente falar em público.

Então, às vezes tinha concurso na escola, de poesia de texto e tal, e os amigos pediam para eu ler já que eles tinham vergonha subir no palco. Era eu que lia os textos de vários amigos. Isso sempre esteve comigo a minha vida inteira.

CE - Quando foi para a faculdade, você sempre soube que você ia fazer jornalismo?
GV -
 Não, eu ia fazer Letras. Eu estava no meio do 3º ano do Ensino Médio. Fui conversar com o professor de Literatura para entender como era o curso, porque alguma coisa ainda não era exatamente o que eu queria. E aí ele foi muito sagaz, porque ele foi perguntando e tal, e num momento ele falou: ‘Olha, pelo jeito, o seu curso não é Letras, é Jornalismo’.

E eu não sabia que tinha o curso de Jornalismo. Aí eu fui no Guia do Estudante, aquele ‘livrão’ com as profissões, a hora que eu comecei a ler o que era jornalismo, eu falei: ‘Sou eu’. Achei um negócio que está me descrevendo, e aí eu decidi mudar para o curso de Jornalismo.”

CE - Glória, eu queria que você falasse um pouco dessa sua transição. Como aconteceu quando você começou a trabalhar profissionalmente dentro do jornalismo? Como começou esse processo? 
GV -
 Meu início no jornalismo aconteceu quando saí da casa dos meus pais, aos 17 anos, para estudar Comunicação Social na Unesp, em Bauru. Eu queria trabalhar na área desde o começo, mas, naquela época, o sindicato não permitia estágio ou trabalho sem diploma. Por isso, fiz um curso técnico de Radialismo no Senac e consegui um estágio na Rádio Bandeirantes de Bauru, onde fui contratada.

Na faculdade, tive contato com a televisão e me encantei também pela imagem. Um colega da rádio me passou o contato de uma produtora, onde fui contratada. Eu disse que sabia editar, mesmo sem saber praticamente nada (risos), e ali aprendi na prática, trabalhando com produção, edição, locução e externas.

Depois de um ano e meio, saí para concluir meu TCC. Foi quando minha orientadora me contou sobre um teste para repórter da TV Bandeirantes. Passei, mas havia novamente a questão do diploma. Como eu tinha o curso de Radialismo, surgiu a oportunidade de apresentar um telejornal, e fui contratada.

Pouco depois, a Globo local me viu apresentando e me convidou. Minha faculdade entrou em greve e o diploma demorou a sair, mas consegui uma autorização do sindicato para trabalhar. Assim, comecei na Globo em Bauru, depois passei por Ribeirão Preto e São José dos Campos, até chegar a São Paulo, no Canal 21, do Grupo Bandeirantes. Depois dessa trajetória, vieram novas experiências na televisão, incluindo a CNN, e hoje estou na TV Gazeta.

CE - Glória, e essa transição da formalidade do jornalismo, para um programa tradicionalíssimo que é o ‘Mulheres’, que tem uma receptividade do Brasil inteiro, por onde grandes nomes da comunicação passaram pela apresentação do ‘Mulheres’, como é que surgiu o convite e como é que foi para você fazer essa transição, aceitar esse convite, como foi?
GV -
 A transição começou na CNN. Durante a pandemia, eu ainda estava na Globo e tive um burnout. Uma das coisas que mais me afetava era estar o tempo todo diante de notícias ruins. Eu pensava: “A gente precisa falar de coisa boa, as pessoas precisam escutar coisa boa”. Foi quando decidi que era hora de sair.

Fui para a CNN ainda no jornalismo, onde fiquei cerca de um ano, mas, no meio do processo, surgiu o departamento de entretenimento e eu migrei para lá. Fiz vários projetos e programas e, quando saí, no final de 2022, decidi mergulhar em treinamentos para empresas, apresentação de eventos, comunicação e palestras.

Foi o início de uma nova jornada, muito mais leve e próxima do público. Eu nunca fui uma apresentadora de eventos formais. Sei fazer, mas o que realmente gosto é de brincar com a plateia, interagir e estar perto das pessoas.

Nesse período, também comecei uma pós-graduação em neurociência pela Santa Casa de São Paulo. Então, quando veio, no final do ano passado, o convite para o “Mulheres”, na TV Gazeta, eu pensei: “Gente, isso casa com tudo o que eu estou fazendo e com o que eu gosto”. Sempre tive um público muito feminino, inclusive nas redes sociais, e já acompanhava o programa há muito tempo. Então, foi um convite que eu não poderia recusar. Conversei em casa com meu marido e meu filho e decidi mergulhar de cabeça. Eu amei o convite, era tudo o que eu queria.

Mas, quando entrei diante da câmera, percebi que automaticamente voltava aquela linguagem do jornalismo. Foram 30 anos sendo treinada daquela maneira. Então, meu desafio passou a ser me soltar mais, me jogar mais e trazer para a televisão a mesma espontaneidade que eu já tinha no palco. E foi acontecendo de forma muito natural.

CE - Você está feliz?
GV -
 Estou muito feliz. A equipe é gostosa de trabalhar, a direção… Nossa, eu tô amando, amando! E eles me deram muita liberdade para criar e para fazer do jeito que eu queria pensar em fazer. Foi muito bom. É muito bom.

CE - E a sua adaptação do dia a dia, que você está falando da liberdade que te dão, de um processo que você já vinha plantando, e eu acho que o ‘Mulheres’ foi a tua colheita... 
GV - 
Naquele começo, principalmente, o estúdio mudou. Eu queria me entender naquele espaço do estúdio. A linguagem, eu acho que uma das grandes modificações que eu precisei fazer foi de linguagem. Apesar de eu sempre trabalhar com público, TV aberta e tudo mais, é um público diferente.

A linguagem pode ser mais divertida, então, eu ficava: ‘não, eu acho que eu poderia ter falado isso, eu acho que eu poderia fazer aquilo, eu acho que eu vou tentar desse jeito’ etc. Então, isso pra mim foi um trabalho diário. Ainda é, mas naquele começo, principalmente, eu ficava o tempo todo assim, pensando: ‘E agora, o que eu posso fazer?

De que jeito que dá pra melhorar?’. Então, a minha cabeça não para, a minha cabeça é assim o tempo todo. A minha cabeça tá o tempo todo inventando histórias, isso é da minha personalidade, eu sou assim, e aqui, pelo fato de eu ter liberdade, isso faz com que eu consiga criar ainda mais.

A jornalista e apresentadora Gloria Vanique é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Gabriel Pereira/TV Gazeta com exclusividade para o Correio do Estado - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você sentiu medo?
GV -
 “Ah, medo sempre dá. Mas é o medo do novo.”
Porque hoje a gente vive num movimento de Instagram, de hater, de exposições, que isso não é da nossa época. Na nossa época, a gente não se preocupava com isso, porque eu falo que nem o Orkut eu tinha, eu sempre tive preguiça dessas coisas. Tudo que é ligado a computador, a tecnologia, se eu tiver que trocar de celular pra mim, é o fim do mundo.

CE - Mas que tipo de medo você sentiu?
GV -
 É o medo do novo. Não é o medo da análise das pessoas. Porque eu acredito que se você faz um trabalho voltado com pensamento no público… O ‘Mulheres’ não foi um projeto pensado para mim. Era um projeto pensado no público. O que o público quer? O que eu posso levar de legal? O que eu posso levar de leveza? O que eu posso levar de qualidade de informação? Porque eu trago essa bagagem do jornalismo e eu quero levar qualidade de informação. Então, de que forma eu posso levar isso para o público?

O receio ali era sobre a mudança de linguagem, me entender no estúdio, era esse que era o medo inicial. Mas de rejeição do público, não. Porque eu acredito que quando você escuta o público, claro, os comentários relevantes, e quando você está fazendo realmente aquilo ali com o seu foco, não em você, mas o seu foco em quem é para ser mesmo, vai fluir.

Então, a minha questão ali era como eu vou trazer para esse público essa imagem da Glória que eles estão acostumados a ver no jornalismo para o entretenimento. 

Quem me conhece pessoalmente sabe como eu sou. Eu não sou uma pessoa formal. Na TV, eu tinha que manter uma certa postura, então eu pude trazer muito mais de mim para a TV aqui com o ‘Mulheres’. Eu posso brincar, eu posso errar e rir de mim mesma. É isso.

CE - Qual a maior dificuldade quando se muda de emissora e linha editorial?
GV -
 Em termos de linha editorial, eu não sofri tanto. Eu fiz basicamente a minha carreira dentro das emissoras Globo, com algumas passagens pelo Grupo Bandeirantes, que também não diferenciavam muito do tipo de jornalismo, que a Globo já fazia. E depois passei pela CNN também, que nos anos iniciais mantinha aquela linha assim bem ligada aos fatos, sabe? Então, essa questão de linha editorial nunca tive problema não.

CE - Como é a sua relação com as redes sociais?
GV - 
Eu adoro as redes sociais. Claro que eu sou uma pessoa que também prezo pela minha privacidade, principalmente em relação à minha família. Então, eu não sou aquela pessoa que publica desde a hora que acorda até a hora que vai dormir, então, eu filtro um pouco o que eu quero publicar, justamente para preservar a minha a minha vida pessoal. Mas a minha relação é muito tranquila.

Eu gosto de responder as pessoas, eu gosto de brincadeira, eu gosto de participar de às vezes algum meme que aparece, né, alguma uma trend que aparece. Então, isso para mim sempre foi muito tranquilo. A minha relação com as redes e sempre muito aberta também, nunca tive nenhum tipo de problema, assim, com as minhas redes sociais.

A jornalista e apresentadora Gloria Vanique é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Gabriel Pereira/TV Gazeta com exclusividade para o Correio do Estado - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - O que mais emociona você no universo da comunicação?
GV - 
O que mais me emociona no universo da comunicação é justamente o poder comunicar. Porque às vezes a gente fala de comunicação, mas comunicação é uma palavra muito genérica, né? O ser humano, ele é um ser social.

E nem sempre a comunicação comunica da forma adequada. Então, muitas vezes a pessoa acha que está se comunicando, mas as outras estão entendendo de outras formas, porque cada um cada pessoa tem o seu repertório e tudo mais, então, quando a comunicação realmente comunica, com clareza, com ela é assertiva, para mim, essa é a comunicação fantástica, é a comunicação dos meus sonhos, que todo mundo consiga se comunicar dessa forma.

E, principalmente, principalmente, acima de tudo, comunicação para mim é conexão. Não adianta você simplesmente soltar mensagens, você precisa se conectar com seu público. Então, comunicação para mim é isso, é o que mais me emociona é quando existe conexão e essa comunicação realmente é feita de forma assertiva e de que chegue até o outro lado da forma como a gente gostaria que chegasse a mensagem.

CE - Fazer parte desse novo momento da Gazeta significa o que para a Gloria?
GV -
 Fazer parte desse novo momento da Gazeta para mim é mais um marco na minha carreira, na minha história. Porque eu já passei por várias empresas, eu me reinventei várias vezes, eu passei, eu fiz uma transição de carreira, né? Em alguns momentos, inclusive, da minha vida.

Então, eu nunca, nunca fechei portas no sentido de: "não, não quero, não", é claro que a partir de um determinado tempo de carreira, você começa a dizer alguns nãos, relacionados aos seus valores, aquilo que faz sentido para você nesse momento.

Mas estar aqui na Gazeta nesse momento para mim tem sido um privilégio. Com uma equipe incrível, aprendendo, novas, abrindo, me abrindo para novas etapas, novos aprendizados, me aprofundando cada vez mais no entretenimento, me deixando errar, rir dos meus erros, me divertindo, acertando também. Então, para mim, tem sido assim um momento de, mais um momento assim de grande valia dentro da minha carreira.

CE - Você consegue eleger um momento muito especial no Mulheres desde que assumiu?
GV -
 Ah, um momento especial é quando eu começo a reconhecer a receber o reconhecimento do público na rua, não é? O carinho das pessoas, as pessoas param, vem conversar, dizer que gostam do programa, que tem assistido, que fazem comentários sobre temas, sobre assuntos que a gente fala. Então, que riem junto, sabe? Vem abraçar ou quando vem, "Ah, a minha mãe adora você, minha avó adora você". Ah, isso para mim não tem preço. Para mim, realmente, esse é o momento mais especial.

CE - Como você concilia família com o trabalho?
GV -
 Conciliar família com trabalho é um grande desafio, principalmente para as mulheres, já que estamos falando de um programa chamado Mulheres, porque a gente sabe que dentro ainda da cultura, né, do nosso país, e não só da sociedade brasileira, mas em boa parte da cultura mundial, determinadas atribuições ainda sobram para as mulheres.

É o cuidado da casa, é o cuidado dos filhos, mas eu tenho um marido que é um super parceiro, sempre foi, e então ele sempre entendeu meu trabalho, e a gente sempre teve uma parceria de, quando, principalmente depois que o meu filho nasceu, de um até revezamento em determinadas situações, tipo, vai que eu seguro, aí eu falava, vai que quem segura agora sou eu, sabe?

Então, porque ele também tem a carreira dele. Então, a gente teve, sempre teve essa parceria muito forte. E isso é a base, né? Quando os dois lados entendem que a responsabilidade é dos dois, tanto de trabalhar quanto de cuidar dos afazeres domésticos, cuidar dos filhos e tudo mais, fica tudo muito mais leve, muito mais, fácil de lidar.

CE - O que a Gloria de 10 anos atrás falaria a Glória de hoje?
GV -
 A Gloria de 10 anos atrás falaria para de hoje que bom que você persistiu em vez de insistir. Porque existe uma grande diferença entre você insistir e você persistir. Insistir é você traçar um caminho e achar que aquele caminho é o único que você tem e você tem que seguir aquele caminho e não olhar para os lados nas outras infinitas possibilidades que você tem e que você pode desviar daquele caminho e voltar lá na frente para chegar aonde você quer chegar, para chegar aonde você onde sua meta está. Então, eu acredito que seja isso. Que bom que você persistiu em vez de insistir. Porque insistir machuca, persistir leva até o destino e até aonde a gente quer chegar.

A jornalista e apresentadora Gloria Vanique é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Gabriel Pereira/TV Gazeta com exclusividade para o Correio do Estado - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

 

Diálogo

"Em alguns gabinetes de eleitos e derrotados, a conta ainda não fechou..." Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta segunda-feira (1)

02/11/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Ernest Hemingway - Escritor americano

"Um idealista é um homem que, partindo do fato de que uma rosa cheira melhor que uma couve, deduz que uma sopa de rosas teria também melhor sabor”

FELPUDA

Em alguns gabinetes de eleitos e derrotados, a conta ainda não fechou. Os chefes continuam tentando recalcular os gastos excessivos diante do pouco retorno obtido. Dizem que alguns investiram valores exorbitantes, mas mesmo assim não conseguiram entregar o resultado esperado. Teve até quem alardeasse liderança, prometendo adesões de incontáveis eleitores, mas nadica de nada aconteceu. De duas, uma: ou parte dos recursos ficou pelo caminho, ou os “senhores dos votos” descobriram que, hoje em dia, nem dinheiro compra o eleitorado, já cansado das falsas promessas.

Diálogo

Tom

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu pela primeira vez que poderá disputar a Presidência da República em 2030. Em entrevista publicada pelo Estadão, ele afirmou que concluir bem o segundo mandato “obviamente abre uma possibilidade” de concorrer ao Planalto.

Mais

A declaração representa uma mudança de tom, já que o governador vinha evitando falar abertamente sobre o assunto. Tarcísio abordou a situação fiscal do País e cobrou ajustes nos gastos. Pelo visto, a disputa de 2030 já começou a aparecer no retrovisor, mesmo com a largada bem distante.

Diálogo
Yasmin Torres
Diálogo
Marina Ruy Barbosa

Não e não!

A senadora Tereza Cristina bateu o pé e foi contra a decisão do seu partido, o PP, de apoiar a reeleição de Davi Alcolumbre para a presidência do Senado. Ela afirmou que vai para o embate contra Alcolumbre e está conversando com as lideranças do PL para reforçar a sua pretensão. Mas há quem diga que o líder do PL, senador Rogério Marinho, é o nome do bolsonarismo para desafiar o atual presidente. E também há quem afirme que Tereza e Marinho vêm seguindo juntos nessa “empreitada”

Custo

Um levantamento divulgado pelo perfil @feconsultoria_23 no Instagram atribui aos oito deputados federais e aos três senadores de Mato Grosso do Sul um total de 265 assessores, com R$ 1,82 milhão por mês em salários-base. Segundo a publicação, feita a partir dos portais oficiais de transparência, são 174 na Câmara e 91 no Senado. Os valores não incluem eventuais gratificações e não representam o custo completo das equipes.

Lista

No recorte apresentado pelo perfil, Nelson Trad Filho (PSD) aparece com 59 assessores e R$ 522,5 mil mensais em salários-base. Tereza Cristina (PP) vem depois, com 15 assessores e R$ 222,7 mil, seguida de Soraya Thronicke (PSB), com 17 e R$ 209 mil. Entre os deputados, as maiores somas apontadas são as de Rodolfo Nogueira (PL), com 23 assessores e R$ 131,3 mil, e Dagoberto Nogueira (PP), com 24 e R$ 125,6 mil... Nada como viver num país rico e sem problemas!...

Aniversariantes

  • Therezinha de Jesus dos Santos Samways,
  • Dr. Nelson Mendes Fontoura Júnior,
  • Marinho Cogo,
  • Sílvio Eduardo Orro da Silva,
  • Paulo Sérgio Ota,
  • José Carlos Garcia,
  • Maria Inês Queiroz Tomaz,
  • Felipe Jorge Saab,
  • Neusa Kamiya,
  • Patricia Correa Peixoto de Azevedo,
  • Lucas Lemos Navarros,
  • José Marcos Queiroz Junior,
  • Nilvana Silveira Moreno Mujica,
  • Jhonny Luis de Souza,
  • João Evângelo Vavas,
  • Dr. Carlos Augusto Longo Pereira,
  • João Baptista Pinto de Arruda,
  • Wilson Berton,
  • João Carlos Leite Nogueira,
  • Lincoln Pereira Mendes,
  • Fernanda Cristieli Pupim,
  • Ruy Otonni de Mendonça,
  • Bruno Pedrossian Dorileo,
  • Dr. Felipe Marcelo Gimenez,
  • Yolanda Pinheiro,
  • Gleidy Garcia Antero da Silva,
  • Pedro Celestino Ângelo de Oliveira,
  • José Atanásio Lemos Neto,
  • Raquel de Figueiredo Rocha,
  • José Henrique da Silva Vigo,
  • Juliane Perondi,
  • Maria Cristina Monteiro Nascimbeni,
  • Eudi Vitorino Bachiega,
  • Adailton Castilhas,
  • Ilson Rossini Vilanova,
  • Jurema Marques de Arruda,
  • Dr. Oswaldo Rodrigues,
  • José Ricardo Soares,
  • Sérgio Bianchi Mascarenhas,
  • Oneide Terezinha Mozzo,
  • Lênio Ben Hur,
  • Carolina Resende Matias,
  • Noêmia Gonçalves dos Santos,
  • Generci Cantu Silva,
  • Alberto Saburu Kanayama,
  • Nelsi Francisco de Oliveira,
  • Alcides Sussumu Oguma,
  • Flaviano Cantacini,
  • Dra. Marlene Lemos,
  • Marle Karnopp,
  • Luiz Antonio Lemes Tenório,
  • Armindo Ramão Medina Júnior,
  • Munder Hassan Gebara,
  • Epaminondas Martins,
  • Eronildes Sabino Nery,
  • Arlindo Brazilino da Conceição,
  • Celso Barros Lopes,
  • Bruno Galeano Brandão,
  • Maria Helena Simão Dantas Zanchet,
  • Francisco Luis Nanci Fluminhan,
  • Marcus Vinicius Santana,
  • José Osmar Bentinho,
  • Adina Lopes Sobrinho Franco,
  • Osório Caetano de Oliveira,
  • Marilza Massae Matida Kubota de Freitas,
  • Shirlei Aparecida Boretti,
  • Lilian Greyce Souza,
  • Masaaki Yano,
  • Elvídio Martins de Siqueira,
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  • Flávia Sílvia Pontes,
  • Moacir Castro Lopes,
  • Maria Emília Rodrigues,
  • Roberta Correia de Paula.

Colaborou Tatyane Gameiro

Moda Correio B+ - Entre Costuras & CuLtura

Entrevista exclusiva com a arquiteta Nauíra Cordeiro. A arte de viver com identidade e elegância

Ela compartilha de seu design autoral, e o talento de transformar o universo da arquitetura e designer

01/11/2026 17h00

Coluna Entre Costuras & CuLtura: Arquitetura, identidade e a arte de viver com elegância

Coluna Entre Costuras & CuLtura: Arquitetura, identidade e a arte de viver com elegância Foto: Divulgação

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À frente da NG Home, a arquiteta e empreendedora Nauíra Cordeiro vem construindo uma trajetória marcada pela criatividade, pelo olhar apurado e pela valorização do design autoral brasileiro.

Com experiência no universo da arquitetura, do mobiliário de alto padrão e do design italiano, ela encontrou no desenvolvimento de produtos uma nova forma de expressar sua identidade criativa, unindo estética, funcionalidade e pesquisa de materiais.

Suas criações propõem um novo olhar sobre os objetos do cotidiano, transformando-os em peças que carregam personalidade e elegância.

Em novembro, Nauíra participa do evento Sobre a Mesa, idealizado por Silmara Kassab, nos dias 17 e 18, em São Paulo, encontro que celebra a conexão entre mesa posta, design e gastronomia.

A agenda também inclui uma produção especial de mesa posta para o almoço de amigo secreto de Carol Bassi, dando continuidade a uma parceria que valoriza encontros, experiências e composições cheias de estilo.

Coluna Entre Costuras & CuLtura: Arquitetura, identidade e a arte de viver com elegânciaEla compartilha de seu design autoral, e o talento de transformar o universo da arquitetura e designer - Divulgação

CE - Como começou sua trajetória na arquitetura e em que momento surgiu a ideia de criar a NG Home? O que motivou essa transição para o universo do design e da decoração?
NC -
 Minha trajetória começou na arquitetura, mas sempre tive uma relação muito próxima com o design de produto. Em 2013, tive a oportunidade de trabalhar com importantes marcas italianas de mobiliário, experiência que ampliou meu olhar sobre o design autoral. A NG Home nasceu desse desejo de criar peças próprias, explorando a relação entre forma, matéria e função, com um olhar especial para a arte de receber.

CE -  A moda e a arquitetura têm algo em comum: ambas comunicam identidade. Como você enxerga essa relação entre a maneira como nos vestimos e os ambientes que escolhemos habitar?
NC -
 Acredito que tanto a moda quanto a arquitetura são extensões da nossa personalidade. A maneira como nos vestimos e os espaços que habitamos revelam nossas referências, escolhas e valores. Em ambos os universos, a verdadeira elegância está na autenticidade.

CE - O conceito de atemporalidade está cada vez mais presente na moda e no design. O que torna uma peça ou um ambiente verdadeiramente atemporal?
NC -
 Para mim, a atemporalidade está na capacidade de transcender tendências sem perder relevância. Uma peça atemporal tem identidade, qualidade e proporções bem resolvidas. É aquilo que continua fazendo sentido e despertando interesse independentemente da época.

CE - Você acredita que a elegância de uma casa está mais relacionada ao investimento financeiro ou à sensibilidade estética e ao repertório cultural de quem a habita?
NC - 
Sem dúvida, à sensibilidade e ao repertório. O investimento pode proporcionar acesso a materiais e peças excepcionais, mas não garante elegância. Uma casa verdadeiramente sofisticada é aquela que revela personalidade, histórias e escolhas feitas com intenção.

Coluna Entre Costuras & CuLtura: Arquitetura, identidade e a arte de viver com elegânciaTalento de transformar o universo da arquitetura e designer - Divulgação

CE - Como a cultura brasileira influencia suas escolhas criativas? Existe alguma característica do nosso design que você considera especialmente valiosa?
NC -
 O design brasileiro tem uma riqueza extraordinária, especialmente na relação com os materiais, na expressividade das formas e na valorização do fazer artesanal. Admiro essa liberdade criativa e a capacidade de unir sofisticação e espontaneidade, características que considero muito próprias da nossa cultura.

CE - Em tempos de tendências rápidas e excesso de referências nas redes sociais, como encontrar uma identidade própria na decoração?
NC -
 Acredito que o primeiro passo seja desenvolver o próprio olhar. Buscar referências na arte, nas viagens, na literatura e nas experiências pessoais, e não apenas nas redes sociais. A identidade surge quando deixamos de reproduzir fórmulas e passamos a fazer escolhas que realmente nos representam.

CE - A arte de receber também comunica valores, cuidado e comportamento. Qual é o papel da mesa posta e dos pequenos rituais na construção de uma experiência elegante e acolhedora?
NC -
 Receber é, acima de tudo, um gesto de generosidade. A mesa posta e os pequenos rituais demonstram cuidado e atenção aos detalhes, transformando encontros cotidianos em momentos especiais. Acredito que a elegância está muito mais na intenção de acolher do que na formalidade.

CE - Que conselho você daria a alguém que deseja transformar sua casa em um espaço mais sofisticado, acolhedor e com personalidade, sem necessariamente realizar grandes investimentos?
NC -
 Começaria pelos detalhes. Flores frescas, uma iluminação acolhedora, livros, objetos afetivos e pequenas mudanças na composição dos ambientes podem transformar completamente a atmosfera de uma casa. Sofisticação não está necessariamente em ter mais, mas em saber escolher e valorizar aquilo que temos.

Coluna Entre Costuras & CuLtura: Arquitetura, identidade e a arte de viver com elegânciaEla compartilha de seu design autoral, e o talento de transformar o universo da arquitetura e designer - Divulgação

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