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Expo 2026

Expogrande terá provas e julgamento de cavalos árabes

Provas de halter e performance movimentam criadores e animais de alta linhagem entre os dias 17 e 19 de abril

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Durante a Expogrande, entre os dias 17 e 19 de abril, acontece a 24ª Expogrande Arabian Show, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande.

O evento reúne criadores de todo o país, com equinos de alta qualidade, e é promovido pela Associação dos Criadores de Cavalo Árabe de Mato Grosso do Sul (ACCA-MS).

Somente Mato Grosso do Sul, segundo a revista Cavalos, possui um plantel de cerca de 2.000 cavalos puro-sangue árabe registrados.

No Estado, há aproximadamente 42 criadores associados, o que o coloca entre o 3º e o 4º lugar no ranking nacional em número de animais da raça, atrás principalmente de São Paulo e Minas Gerais.

A programação contará com provas de halter e de performance, com os juízes César Schmidt Oliveira, Francisco F. do Rego e Nelson Oliveira Moreira.

Leilões e agronegócio

Com o tema “O futuro do agro está aqui”, a proposta é unir tradição e inovação, com a participação de 40 startups de todo o país, que apresentarão soluções tecnológicas voltadas ao agronegócio.

Entre os eventos, estão previstos 24 leilões de corte e de elite. A previsão, segundo o presidente da Acrissul, Guilherme de Barros Bumlai, é superar os números da edição anterior, que movimentou R$ 641 milhões em negócios, com 250 expositores e mais de 125 mil visitantes.

“Para este ano, já crescemos pelo menos 20% no segmento dos leilões de animais, com previsão de superar os R$ 33 milhões do ano passado”, afirmou Bumlai.

A agenda de leilões começa no dia 28 de março, com o 6º Leilão Patrimônio Genético Sete Estrelas, a partir do meio-dia, no Tatersal de Elite 1 da Acrissul, com oferta de reprodutores e matrizes P.O., com alto padrão em fertilidade, carcaça e avaliação genética.

Às 14h, no Tatersal 2, ocorre o 19º Leilão QM LB e convidados, com a venda de equinos da raça quarto de milha.

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Velhas D + -

31/03/2026 09h55

Arquivo

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Tenho uma curiosidade sobre meus pares com mais de 60 anos. Qual a designação vocês preferem quando as pessoas – e a mídia – se referem a vocês? Terceira idade, melhor idade, idoso, velho ou o famigerado NOLT ((New Older Living Trend) que significa “Nova Tendência de Viver a Maturidade” ou “Nova forma de viver o envelhecer”?

Em outra crônica falei sobre a expressão NOLT que, na minha opinião, é só mais um modismo para atenuar a velhice. Eu prefiro velha mesmo, acho que idoso é uma palavra estigmatizada. Volta e meia leio nos jornais “... um idoso de 63 anos). Aos 63 eu ainda carregava a esperança de ser jovem, ainda não havia sinais externos de senectude. Digamos que eu estava na primavera, certa de que o outono ainda demoraria muito para chegar.

Aos 65 as coisas começaram a desandar. Para começar, uma coroa de fios brancos se instalou na cabeça, com a flacidez evidente nos braços, as rugas intermitentes também, passei – com razão, a ser chamada de dona. E nem adiantava minhas súplicas para que não o fizessem. Ah! É questão de respeito - me diziam. Continuo sendo chamada de dona, mas ao invés de reclamar, faço cara de paisagem.

Também não posso reclamar das pernas, elas me levam a todos os lugares, mas a musculatura já não é a mesma. Costumo dizer que são uma espécie de plissê. No entanto, para quem nunca se aventurou na academia, nem faz exercícios regularmente, este é o saldo da displicência. O rosto, embora os cuidados sempre fizeram parte da minha rotina, também já acusa o golpe. A linha da face já não aguenta mais o tempo e a cada dia cai um pouquinho. E não, não vou fazer nenhum procedimento. E nem preciso enumerar os motivos.

Com 68 anos posso me considerar uma pessoa de muita sorte. Meu manequim é o mesmo dos 30. Valeu todo o cuidado com a alimentação. Não me esqueço da frase que um dono da banca de revista (ainda existem bancas) em Brasília, há anos, disparou: “Pode até ser velha, mas não pode ter barriga”. Na época eu não tinha. Mas já não posso dizer o mesmo agora. Uma leve protuberância já se instalou na minha e aparece sob a roupa. Ou seja, nem adianta esconder. Ainda bem que o dono da banca não está por aqui.

Mas voltando a pergunta inicial, qual seria a melhor designação para quem passou dos 60? Um colega jornalista foi enfático: o certo é “pessoa idosa”. Talvez ele esteja certo, mas confesso que dói em mim essa palavra. É como se nós não tivéssemos mais utilidade, como se fôssemos um peso para a sociedade ou a desculpa perfeita para nos deixar sozinhos em casa. Eu digo, sou velha sim. Mas continuo trabalhando como jornalista, escrevendo textos e crônicas. Vivo só e adoro minha companhia. Envelhecer assim é realmente um privilégio.

Saúde

Excesso de proteína pode prejudicar o emagrecimento

Popular em dietas e no universo fitness, o consumo elevado de proteína nem sempre traz benefícios e pode gerar impactos digestivos, metabólicos e renais quando ultrapassa as necessidades do corpo

31/03/2026 09h30

Excesso de proteína no organismo gera sobrecarga metabólica e é transformado em gordura, atrapalhando o processo de emagrecimento

Excesso de proteína no organismo gera sobrecarga metabólica e é transformado em gordura, atrapalhando o processo de emagrecimento Freepik

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O consumo de proteína nunca esteve tão em alta. Seja em dietas voltadas ao emagrecimento, na rotina de quem frequenta academias ou no uso crescente de suplementos alimentares, esse macronutriente passou a ser visto como peça-chave para a saúde e a boa forma.

No entanto, o excesso – muitas vezes incentivado por modismos e desinformação – pode trazer efeitos negativos ao organismo, indo na contramão do que se busca.

A nutricionista funcional e integrativa Luanna Caramalac Munaro explica que o problema não está na proteína em si, mas na quantidade consumida além do necessário. “Excesso não é sobre comer muito, é sobre ingerir mais do que o corpo consegue utilizar de forma funcional”, afirma.

Na prática, esse excesso costuma acontecer quando a ingestão ultrapassa cerca de 2,2 a 2,5 gramas por quilo de peso corporal por dia de forma contínua, sem indicação clínica ou estratégia específica.

Esse cenário é mais comum do que parece, especialmente entre pessoas que associam o aumento da ingestão proteica a melhores resultados estéticos ou de desempenho.

MENOS É MAIS

O organismo humano tem uma capacidade limitada de utilizar a proteína ingerida. Diferentemente do que muitos imaginam, o corpo não armazena proteína em forma de reserva. Quando há ingestão acima da necessidade, o excedente passa por processos metabólicos que o transformam em energia ou gordura.

Esse processo, no entanto, não é neutro. A metabolização de aminoácidos gera resíduos nitrogenados, que precisam ser eliminados pelo fígado e pelos rins. Isso significa que o consumo excessivo impõe uma carga adicional a esses órgãos, exigindo mais trabalho para manter o equilíbrio do organismo.

“Existe um limite de aproveitamento. O resto é desperdício metabólico”, explica a nutricionista.

SINAIS SUTIS

Um dos principais problemas do consumo exagerado de proteína é que seus efeitos nem sempre são imediatamente reconhecidos. Muitos sinais são sutis e podem ser confundidos com outras condições.

Entre os sintomas mais comuns estão desconfortos digestivos, como estufamento abdominal, gases e constipação. Isso acontece porque dietas muito ricas em proteína costumam ser pobres em fibras, prejudicando o funcionamento intestinal.

Outro sinal frequente é o mau hálito, geralmente associado à produção de corpos cetônicos, especialmente em dietas com baixo consumo de carboidratos. Além disso, exames laboratoriais podem indicar aumento dos níveis de ureia, que reflete a sobrecarga no metabolismo proteico.

Cansaço, sensação de peso no corpo e queda na qualidade da alimentação também podem estar relacionados. 

Os efeitos do excesso de proteína podem ser percebidos em diferentes momentos. Em curto prazo, o organismo pode apresentar sinais de sobrecarga digestiva, desidratação e alterações intestinais.

A desidratação, por exemplo, ocorre porque a eliminação dos resíduos nitrogenados exige maior consumo de água pelo organismo. Sem hidratação adequada, esse processo pode se tornar ainda mais prejudicial.

Em longo prazo, os riscos se tornam mais significativos. Entre os principais estão a sobrecarga renal, alterações hepáticas e desequilíbrios nutricionais importantes.

Os rins são particularmente afetados, visto que precisam aumentar sua taxa de filtração para lidar com o excesso de resíduos – um processo conhecido como hiperfiltração glomerular. Em pessoas saudáveis, isso pode não causar danos imediatos, mas, ao longo do tempo, pode representar um fator de risco, especialmente para quem tem predisposição a problemas renais.

O fígado também sofre impacto, pois é o órgão responsável por metabolizar os aminoácidos. Esse aumento de demanda pode comprometer sua eficiência em outras funções essenciais.

No intestino, o excesso de proteína associado à baixa ingestão de fibras favorece a disbiose, um desequilíbrio da microbiota intestinal que pode afetar desde a digestão até o sistema imunológico.

SUPLEMENTOS

O uso de suplementos proteicos, como whey protein, barras e shakes, tornou-se rotina para muitas pessoas. Apesar de serem ferramentas úteis em contextos específicos, o consumo sem orientação profissional pode contribuir significativamente para o excesso.

“O problema não é o suplemento, é o uso sem critério. Muitas pessoas usam whey, barras e shakes sem necessidade, somando proteína além do que consomem na alimentação”, alerta a nutricionista.

Esse consumo acumulado é chamado de “excesso silencioso”, pois não é facilmente identificado no dia a dia, mas pode gerar impactos progressivos na saúde.

Excesso de proteína no organismo gera sobrecarga metabólica e é transformado em gordura, atrapalhando o processo de emagrecimentoSuplementação de proteína deve ser feita com acompanhamento profissional para evitar sobrecarga - Foto: Freepik

NECESSIDADE É INDIVIDUAL

A quantidade ideal de proteína não é universal. Para indivíduos saudáveis e sedentários, a recomendação média varia entre 0,8 e 2,0 gramas por quilo de peso corporal por dia. No entanto, esse intervalo pode mudar conforme diferentes fatores.

Idosos, por exemplo, costumam precisar de mais proteína para preservar a massa muscular e evitar a sarcopenia. Pessoas fisicamente ativas têm maior demanda em razão do desgaste muscular provocado pelos treinos.

Gestantes, indivíduos em recuperação de doenças ou com condições específicas também necessitam de ajustes personalizados.

Por outro lado, pessoas com doenças renais, hepáticas ou distúrbios metabólicos devem ter ainda mais cautela, pois o excesso pode agravar o quadro clínico.

“Nutrição não é fórmula, é contexto e precisa de individualização”, reforça Luanna.

EFEITO REVERSO

Um dos mitos mais disseminados no universo fitness é a ideia de que aumentar o consumo de proteína leva automaticamente ao ganho de massa muscular. No entanto, o processo é mais complexo.

O desenvolvimento muscular depende de uma combinação de fatores, incluindo estímulo adequado (treino), recuperação, equilíbrio hormonal e ingestão nutricional equilibrada. A proteína é importante, mas dentro de um limite.

Além disso, a distribuição da proteína ao longo do dia é mais relevante do que concentrar grandes quantidades em poucas refeições.

Dietas ricas em proteína são frequentemente associadas à perda de peso, principalmente por promoverem maior saciedade. De fato, esse efeito pode ajudar no controle do apetite, mas não é uma solução isolada.

Quando consumida em excesso, a proteína pode até atrapalhar o emagrecimento. Isso acontece porque o desequilíbrio alimentar – com redução de fibras e outros nutrientes – pode comprometer o funcionamento intestinal e o metabolismo.
Além disso, o excedente proteico pode ser convertido em gordura, o que contraria o objetivo de perda de peso.

QUALIDADE IMPORTA

Não é apenas a quantidade de proteína que deve ser observada, mas também a qualidade. Proteínas de alto valor biológico, com boa digestibilidade e perfil adequado de aminoácidos, são mais eficientes para o organismo.

Fontes variadas e equilibradas, aliadas a uma alimentação rica em fibras, gorduras saudáveis e carboidratos de qualidade, garantem um melhor aproveitamento dos nutrientes e contribuem para a saúde como um todo.

EQUILÍBRIO É A CHAVE

Diante de tantas informações e tendências alimentares, a principal orientação é evitar extremos. O consumo de proteína deve ser ajustado de forma individualizada, respeitando as necessidades e características de cada pessoa.

Distribuir a ingestão ao longo do dia, priorizar fontes de qualidade e manter uma dieta equilibrada são estratégias fundamentais para evitar excessos e seus impactos.

“Saúde não é excesso de proteína. É o equilíbrio do sistema como um todo – corpo, metabolismo e intestino”, conclui Luanna Caramalac Munaro.

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