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TURISMO

Aproveite o feriado prolongado para conhecer destinos da Rota Pantanal Bonito em MS

Veja dicas de destinos e passeios que podem ser feitos durante viagem curta

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Com mais um feriado prolongado se aproximando, já que o Dia do Trabalhador (1º de maio) irá emendar com o fim de semana, o sul-mato-grossense pode aproveitar para conhecer as belezas do Estado em viagens curtas.

Uma das opções é conhecer a Rota Pantanal Bonito, integrada pelos municípios de Aquidauana, Miranda, Bodoquena, Bonito e Corumbá.

Nestes destinos turísticos há passeios que permitem a contemplação da natureza, banhos de cachoeira, cavalgadas, safáris ecológicos, tirolesas, flutuação, noite pantaneira com baile e gastronomia típica, city tour por cidades históricas, mergulho em águas cristalinas entre outros.

Outro ponto positivo é que é possível fazer uma viagem em família, de carro, para quem parte de outros municípios de Mato Grosso do Sul.

Conheça algumas opções de destinos da Rota Pantanal Bonito para conhecer no feriado

Aquidauana

Para quem sai de Campo Grande, a primeira cidade da rota é Aquidauana, na região do Pantanal.

No município, além de pousadas em antigas fazendas, uma das principais atividades que atrai turistas é a pesca esportiva.

Outro local que é atrativo, principalmente para o turismo gastronômico e viagens bate e volta, é o distrito de Piraputanga, em Aquidauana.

A própria estrada cênica, margeada pelo Rio Aquidauana, leva a roteiros de contemplação e aventura, como o Morro do Paxixi.

Morro do Paxixi permite contemplação em AquidauanaMorro do Paxixi permite contemplação em Aquidauana

Miranda

Miranda, distante 70 km de Aquidauana pela BR-262, é a cidade mais antiga de Mato Grosso do Sul e tem prédios centenários e históricos, como a estação ferroviária, que já encantam turistas.

No entanto, o turismo rural é o carro chefe da cidade, que integra o bioma pantaneiro, com passeios que incluem fazendas e refúgio ecológico e também se destaca na pesca.

Para uma viagem curta, o viajante pode conhecer a Fazenda Refúgio Ecológico Caiman, localizada a 31 km do centro da cidade, que oferece culinária típica e atividades de ecoturismo, além de permitir contemplação da fauna e flora pantaneira.

Há ainda a Fazenda San Francisco, que é um dos passeios rurais mais populares de Miranda e permite misturar momentos de descanso com aventura, além de oferecer passeios noturnos onde é possível avistar diversos animais selvagens.

Para contemplação, uma sugestão é a visita ao lugar onde o Rio Salobra encontra com o Rio Miranda. A beleza fica por conta das tonalidades diferentes na cor da água.

Refúgio Caiman é um dos passeios que permitem conhecer fauna e flora pantaneira em MirandaRefúgio Caiman é um dos passeios que permitem conhecer fauna e flora pantaneira em Miranda

Serra de Bodoquena

A sudoeste, estão localizadas três cidades que encantam o turista com a diversidade de passeios na natureza: Bodoquena, Bonito e Jardim, situadas na Serra da Bodoquena.

Bodoquena fica a pouco mais de 60 km de Bonito e é conhecido por sua natureza praticamente intocada e por fazer parte do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, com mais de 76 mil hectares de matas, cachoeiras, rios cristalinos, cavernas e grutas, além de uma fauna com vários animais do cerrado.

A cidade tem a cachoeira com maior queda livre de Mato Grosso do Sul, a Boca da Onça, com 156 metros, que fica localizada em meio a um cânion no rio Salobra.

O próprio Rio Salobra, por si só, é um atrativo do município, por suas águas cristalinas e tranquilas, que permitem um visual belíssimo, em meio à mata e paredões.

Bodoquena tem a cachoeira com maior queda d'água do Estado, a Boca da OnçaBodoquena tem a cachoeira com maior queda d'água do Estado, a Boca da Onça

Bonito

Bonito é a Capital do ecoturismo do Brasil, com inúmeros atrativos, entre grutas, trilhas, mergulho, balneários, flutuação, passeios de bike e contemplação.

Monumento Natural, a Gruta do Lago Azul é um dos pontos mais conhecidos de Bonito, Mato Grosso do Sul.

Após percorrer uma trilha conhecendo diversos espeleotemas, pode-se visualizar o famoso lago de águas intensamente azuis e com mais de 80 metros de profundidade.

A Nascente Azul é um balneário que permite a realização de flutuação na nascente de águas cristalinas e aproveitar o dia no no local, que conta com tirolesa aquática e terrestre, mergulho com cilindro, bar e restaurante com almoço e redário para descanso.

O Abismo de Anhumas é uma caverna inundada de água cristalina, onde o acesso é feita através de uma pequena fenda no chão, por uma descida de 72 metros de altura, realizada através de um sistema de elevação.

Já dentro da caverna, o turista chega até um lago subterrâneo, tendo oportunidade de contemplação ou realizar passeio de bote, flutuação ou mergulho de cilindro. Além do lago cristalino, o abismo também tem formações que impressionam.

A cidade tem ainda diversos balneários, onde o visitante pode aproveitar o dia em meio a natureza.

Abismo de Anhumas permite de rapel a contemplação em BonitoAbismo de Anhumas permite de aventura a contemplação em Bonito

Jardim

Jardim tem a maior dolina da América do Sul, o Buraco das Araras, que concentra dezenas das espécies vermelhas.

Entre as atrações para os turistas, também voltou a operar, no dia 22 de abril, a Lagoa Misteriosa, um dos principais atrativos do destino distante apenas 60 km de Bonito.

No atrativo, pratica-se a flutuação e mergulho com cilindro, que permite uma atividade com segurança até oito metros.

A profundidade da lagoa é desconhecida, mas atinge mais de 220 metros, sendo uma das cavernas inundadas mais profundas do Brasil, com visibilidade de mais de 40 metros.

Lagoa Misteriosa tem água cristalina e profundidade desconhecidaLagoa Misteriosa tem água cristalina e profundidade desconhecida

Corumbá

De Bonito a Corumbá, retornando ao Pantanal, são 350 km.

A cidade pantaneira foi fundada em 1778 e guarda casarões centenários pós-Guerra do Paraguai, tombados pelo patrimônio histórico.

Entre as opções de passeio, está caminhar pelo Porto Geral durante o fim de tarde, contemplando a arquitetura da cidade e também o Rio Paraguai.

Na cidade também é uma dica fazer passeios de barco ou chalana para contemplar o pôr do sol e a fauna e flora do Pantanal.

Também faz parte de um roteiro turístico contemplar os cenários naturais, fazer safáris fotográficos e saborear a culinária típica pantaneira.

A Estrada Parque é um atrativo por si só, sendo uma Áres Especial de Interesse Turístico (AEIT), criada pelo governo do Estado em março de 1993.

A Estrada compreende trechos da MS-184 e da MS-228, municípios de Miranda, Corumbá e Ladário, e tem área de cerca de 6.800 hectares, dos quais 85% no município de Corumbá.

São 116 quilômetros de estrada de terra passando por 74 pontes de madeira. Neste trecho é possível desfrutar de paisagens bem diferentes : de serras e campos, de corixos ao Rio Paraguai, além das áreas de inundação sempre repletas de animais da fauna pantaneira.

Estrada Parque é um atrativo por si só, permitindo contemplação de cenários naturaisEstrada Parque é um atrativo por si só, permitindo contemplação de cenários naturais

Diálogo

Não deixa de ser curioso, para não dizer outra coisa...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (25)

25/06/2026 00h01

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Roberto Shinyashiki - escritor brasileiro

"A vida não é um quadro pronto, e sim uma obra de arte que se revela com uma nova pincelada a cada dia”.

FELPUDA

Não deixa de ser curioso, para não dizer outra coisa. Um motorista flagrado transportando “apenas” 613 quilos de cocaína conseguiu, em primeira instância, ser enquadrado na condição de beneficiário do chamado tráfico privilegiado. Mas o Ministério Público recorreu e entendeu que carregar mais de meia tonelada de droga para outro estado não combina exatamente com a figura da inocente “mula” do tráfico”. O benefício foi retirado e a pena recalculada. Afinal, há certas “encomendas” que simplesmente não cabem na bagagem da ingenuidade.

MAIS

A jovem Dally Ugla, da Aldeia Córrego do Meio, em Sidrolândia, entrou para a história ao conquistar o primeiro título do Beleza Originária 2026, realizado na Aldeia Brejão, na Terra Indígena Nioaque. A coroação destacou não apenas a beleza, mas também a representatividade, o conhecimento das tradições e o orgulho das raízes indígenas. O evento reuniu representantes de diversas aldeias da região em uma celebração da cultura, da identidade e do protagonismo dos povos originários. A programação incluiu apresentações culturais, manifestações tradicionais e uma feira gastronômica, fortalecendo a integração entre as comunidades.

O prefeito André Guimarães ressaltou que a iniciativa evidenciou a riqueza da cultura indígena e defendeu que o projeto continue crescendo para preservar as tradições e fortalecer a identidade dos povos originários. Idealizadora do evento, Claudilene Souza comemorou o sucesso da estreia, afirmando que o Beleza Originária nasceu do sonho de valorizar a história, a cultura e a beleza das origens indígenas. A primeira edição deixa como legado o incentivo ao orgulho das raízes e a valorização das novas gerações indígenas.

DESISTIU

Diziam que Freud explicava tudo. A política de Mato Grosso do Sul, porém, faria o pai da psicanálise pedir aposentadoria. Na direita, dois pré-candidatos ao Senado, de acordo com pesquisas, estariam “embolados”, mas justamente o que aparece correndo atrás da dupla dos “preferidos”, age como favorito absoluto. Já na esquerda, quem amarga posição distante nos levantamentos de preferência popular, segue tratando a eleição como mera formalidade. Convicção é uma coisa; matemática eleitoral é outra, ensina a política.

"DESILUDIDO"

E o roteiro fica ainda mais intrigante. Uma liderança que já brilhou, tipo top das galáxias, hoje parece esquecida tal qual pinguim de geladeira em gaveta de guarda-roupa velho. Para completar a “desilusão 
de Freud”, três figuras que durante anos caminharam lado a lado, agora disputarão cargos por partidos diferentes. Se continuarem dividindo o mesmo eleitorado, podem terminar unidos apenas na fila dos derrotados. A conferir.

BARRA PESADA

A Justiça mandou um comerciante de Campo Grande pagar R$ 5 mil por danos morais a um entregador por aplicativo, que foi agredido com uma barra de ferro durante discussão. O capacete evitou tragédia maior. A tese de legítima defesa não convenceu o juiz, que considerou a reação desproporcional e incompatível com qualquer solução civilizada de conflito. O acordo anterior valia apenas pelo capacete danificado. A barra de ferro saiu cara e ainda rendeu condenação.

Aniversariantes

  • Marinez Muller Cesco (Dedê Cesco), 
  • Tina Rodrigues Wunderlich, 
  • Lilian Ferro, 
  • Julie Abuhassan Gonçalves,
  • Rosineide Cunha Lemos de Deus, 
  • Ademir Panucci,
  • Cristiane Santana Farias,
  • Florisbela de Souza,
  • Irene Satsico Oshiro,
  • João Batista Campagnani Ferreira,
  • Dr. Luiz Carlos Takita,
  • Marcos Antonio Momesso,
  • Ayres José Cerioli,
  • Dr. Estanislau Santos Ciasca,
  • João Francisco,
  • Ornei de Almeida,
  • Telma Cristina Serrou Pimentel,
  • Nauile de Barros,
  • Juliane Maeda Guenka,
  • Juarez Lemes de Souza,
  • Renata Volpe,
  • Loy Pael Nogueira,
  • Carolina Medeiros Fabris,
  • Dr. Giovanni Pires Viana, 
  • Dr. Ruy Luiz Falcão Novaes,
  • Wolfram Enok Pessoa Sandes,
  • Juliana Marcondes Rezende,
  • Cleide de Moraes Deduch,
  • Luzia Morel Lino,
  • Ivone Ferreira Emídio e Silva,
  • Erlenice Maria Peron Palhano, 
  • Nelsi Mota Holzschuh,
  • Amanda Santos,
  • José Robson Samara Rodrigues de Almeida,
  • Dr. Renato Augusto Casemiro de Oliveira,
  • Jercé Euzébio de Souza,
  • Matheus Enzo Shiraishi,
  • Aparecido dos Santos,
  • Lauro Andrei Monteiro de Carvalho,
  • Adriano Borges Toscano Júnior, 
  • Nair Fonseca Higa,
  • Guilherme Duarte Jafar,
  • Leila Andréa Schneider,
  • Dr. Marcos Raymundo Marinho,
  • Dr. Gustavo Passarelli Silva, 
  • Zuleide Paniago, 
  • Sílvia Mariani,
  • Lúcia Maria Gonçalves de Resende,
  • Francisca Silva Neves,
  • Ivone Figliolino,
  • Ana Clara Higa,
  • Antonio Roberto Rogoski,
  • Cleonice Moraes Freitas,
  • Aparecida Maria Fortes,
  • Marcela Tanaka,
  • Jorge de Souza Mareco,
  • Márcia Carvalho Lima,
  • Dr. Amadeu Hugo Alessi,
  • Alexandra Guimarães,
  • Joana Joelma Duarte Amaral,
  • Ana Aparecida Ribeiro de Barros,
  • Célia Rosinei dos Santos Nunes de Souza,
  • Lilian Carolina da Silva,
  • Laura Patricia Daniel Palumbo Fernandes,
  • Leila Maria Maciel Figueira
  • Dra. Rosângela de Andrade Thomaz, 
  • Marília Porto Antunes,
  • Nádia Maria Barbosa Prado,
  • Willian Guttemberg Assis,
  • Sebastião Felix da Silva,
  • Layla Hellen Murad,
  • Paulo Roberto Martins,
  • Karine de Barros Preza,
  • Osmar Silva e Luz,
  • Vanessa Cardoso,
  • Wellington Lander Borges,
  • Celso Hideyuki Akamine,
  • Edvandro Cesar Dorisbor,
  • Bruna Viveiros Barros,
  • Gabriel Simplicio,
  • Carlos Augusto da Silva (Carlinhos do TRR),
  • Elidio Antonio Ferreira,
  • Carlos Alberto Benites dos Santos,
  • Juliano Bueno Dias,
  • Adalberto da Silva Ramos,
  • Ilka de Souza Fernandes,
  • Rosana Sanches Nakayama,
  • Geisa Vidal Duarte Oguchi,
  • Eliano Bottega Ebeling,
  • Iris Mara Oliveira Gomes Orros,
  • Ailene de Oliveira Figueiredo,
  • Fabiana Keylla Schneider,
  • Raquel Canzi Duialibi,
  • Juliana Yuri Sakihama, 
  • Jefferson Goes Medina,
  • Alexandre Cavalcanti Barbosa,     
  • Caetano Humberto Bruno,                
  • Juliano Henrique Cícero Dias,            
  • Silvino de Freitas Adrião,        
  • João Baptista Coelho Gomes,
  • Estevan Daniel Leite,                   
  • Ivete Roland Benitez,                   
  • Márcio Barbosa da Silva,
  • Elenice Aparecida Camargo,
  • Benedita Gomes de Lucena,    
  • Célia Regina Gomes Aleixo.

Colaborou Tatyane Gameiro

TEATRO

Sucesso nacional, espetáculo "A Última Sessão de Freud" chega a Campo Grande em agosto

Sucesso nacional com mais de 180 mil espectadores, "A Última Sessão de Freud", espetáculo que debate fé, ciência e sentido da vida, chega ao Teatro Glauce Rocha para apenas três apresentações em agosto

24/06/2026 08h30

Mesmo defendendo pontos de vista completamente diferentes, Freud e C. S. Lewis mantêm o diálogo respeitoso no centro do debate

Mesmo defendendo pontos de vista completamente diferentes, Freud e C. S. Lewis mantêm o diálogo respeitoso no centro do debate João Caldas

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Um encontro que nunca aconteceu na vida real, mas que continua despertando reflexões profundas sobre a existência humana.

Essa é a proposta de "A Última Sessão de Freud", um dos maiores sucessos do teatro brasileiro contemporâneo, que chega a Campo Grande nos dias 7, 8 e 9 de agosto para uma curta temporada no Teatro Glauce Rocha, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Estrelado pelos atores Odilon Wagner e Marcello Airoldi, sob direção de Elias Andreato, o espetáculo reúne em cena dois dos intelectuais mais influentes do século 20: o neurologista austríaco Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise, e o escritor britânico C. S. Lewis, conhecido mundialmente por obras como "As Crônicas de Nárnia".

Após conquistar mais de 180 mil espectadores, ultrapassar a marca de 400 apresentações e percorrer diversas cidades brasileiras em três turnês nacionais, a montagem desembarca na capital sul-mato-grossense trazendo um debate atual sobre fé, razão, amor, sofrimento, morte e a busca por significado em um mundo cada vez mais dividido.

ENCONTRO IMAGINÁRIO

A peça é baseada no texto do dramaturgo norte-americano Mark St. Germain e parte de uma pergunta instigante: o que aconteceria se Freud e Lewis tivessem se encontrado para uma conversa franca sobre Deus, ciência e a condição humana?

A narrativa se passa em 1939, às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Freud, já idoso e vivendo seus últimos meses de vida após fugir da perseguição nazista na Áustria, encontra-se exilado na Inglaterra.

Nesse contexto histórico marcado pela incerteza e pelo avanço dos conflitos globais, ele recebe a visita de C. S. Lewis.

O escritor britânico, que durante a juventude se declarou ateu, tornou-se posteriormente um dos mais importantes pensadores cristãos do século passado.

Sua trajetória intelectual foi marcada justamente pela tentativa de conciliar fé e racionalidade, posição que o colocava em rota de colisão com muitas das ideias defendidas por Freud.

O que inicialmente parece ser apenas uma discussão sobre a existência de Deus logo se transforma em um intenso confronto filosófico. Os personagens abordam temas universais como espiritualidade, natureza humana, relações familiares, sexualidade, livre-arbítrio, sofrimento e morte.

DIÁLOGO NO CENTRO

Mesmo defendendo pontos de vista completamente diferentes, Freud e C. S. Lewis mantêm o diálogo respeitoso no centro do debateFoto: João Caldas

Ao longo dos 90 minutos de espetáculo, Freud e Lewis defendem convicções opostas sem recorrer à agressividade ou ao desrespeito. O embate intelectual é construído por meio de argumentos, escuta e reflexão, oferecendo uma rara demonstração de que divergências podem gerar aprendizado.

Essa característica tem sido apontada por críticos e espectadores como um dos fatores que explicam o sucesso da peça. Embora ambientada no início do século 20, a obra estabelece paralelos evidentes com desafios enfrentados pela sociedade contemporânea.

Questões relacionadas à tolerância, convivência democrática e respeito às diferenças surgem naturalmente ao longo da narrativa, sem que o texto perca sua leveza ou seu humor refinado.

A combinação entre profundidade filosófica e acessibilidade faz com que o espetáculo dialogue tanto com estudiosos dos temas abordados quanto com espectadores que buscam apenas uma boa experiência teatral.

FENÔMENO

Desde sua estreia, em 2022, a montagem vem acumulando números expressivos e consolidando-se como um dos espetáculos mais longevos e bem-sucedidos do teatro nacional recente.

São mais de quatro anos em cartaz, centenas de apresentações e temporadas esgotadas em diversas capitais brasileiras. O êxito de público também foi acompanhado pelo reconhecimento da crítica especializada.

Pela interpretação de Sigmund Freud, Odilon Wagner recebeu indicações aos prêmios Shell, APCA e Bibi Ferreira, considerados entre os mais importantes das artes cênicas brasileiras.

Com uma carreira de décadas na televisão, no cinema e no teatro, o ator encontrou no personagem um dos trabalhos mais desafiadores de sua trajetória.

Em entrevistas concedidas ao longo das temporadas, Wagner tem destacado a atualidade dos debates propostos pela peça e a necessidade de fortalecer uma cultura baseada na escuta e na construção da paz.

Ao seu lado, Marcello Airoldi dá vida a C. S. Lewis, construindo um contraponto equilibrado ao racionalismo crítico de Freud e demonstrando a complexidade intelectual do escritor britânico.

Sob direção de Elias Andreato, a montagem aposta em uma encenação elegante e sóbria, que coloca o texto e os atores no centro da experiência teatral.

Sem recorrer a grandes efeitos visuais, o espetáculo concentra sua força na qualidade dos diálogos e na intensidade das interpretações.

O cenário assinado por Fábio Namatame recria o consultório de Freud durante seu período de exílio na Inglaterra. Livros, objetos pessoais e elementos característicos do ambiente ajudam a transportar o público para o contexto histórico da narrativa.

A ambientação contribui para reforçar a sensação de intimidade, como se os espectadores fossem convidados a testemunhar uma conversa privada entre duas das mentes mais influentes do século passado.

PÚBLICO VARIADO

Embora tenha como protagonistas personagens históricos específicos, "A Última Sessão de Freud" vai muito além de uma simples reconstituição biográfica.

Ao abordar temas ligados à filosofia, psicologia, religião e comportamento humano, a peça desperta interesse de públicos variados.

Em diferentes cidades, a montagem tem atraído estudantes, pesquisadores e profissionais das áreas de Psicologia, Filosofia, História, Letras, Teologia, Sociologia e Ciências Humanas em geral.

Universidades e instituições culturais também têm utilizado o espetáculo como ponto de partida para debates acadêmicos sobre temas contemporâneos relacionados à convivência social, liberdade de pensamento e diversidade de crenças.

CURTA TEMPORADA

Em Campo Grande, serão apenas três apresentações, realizadas no Teatro Glauce Rocha. As sessões acontecem nos dias 7 e 8 de agosto, sexta-feira e sábado, às 20h, e no dia 9 de agosto, domingo, às 17h.

Com classificação indicativa de 14 anos e duração aproximada de 90 minutos, o espetáculo promete atrair tanto o público habitual do teatro quanto pessoas interessadas em temas relacionados à filosofia, psicologia, literatura e espiritualidade.

>> Serviço

"A Última Sessão de Freud"

Datas: dias 7, 8 e 9 de agosto.
Local: Teatro Glauce Rocha.

Horários:

Sexta-feira (7): às 20h.
Sábado (8): às 20h.
Domingo (9): às 17h.

Classificação indicativa: 14 anos.
Duração: 90 minutos.
Ingressos vendidos pelo Sympla.

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