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AGENDA CULTURAL

Fim de semana tem Campo Grande Jazz Festival, Cidade da Páscoa, cinema e música

Com atrações locais, nacionais e internacionais, o Campo Grande Jazz Festival é o grande destaque da programação deste fim de semana, que terá ainda show do duo Vozmecê, Rockers Sound System, Cidade da Páscoa e filme com Regina Casé

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Há muito tempo se batalha por um festival exclusivamente de jazz na Capital, e finalmente as coisas aconteceram sob a batuta de Franciella Cavalhieri e Adriel Santos, mentores e produtores responsáveis pelo Campo Grande Jazz Festival, que desde segunda-feira vem embalando a cidade com apresentações em estações de ônibus coletivo e, desde ontem, no Armazém Cultural, onde se apresentaram o Barah Trio (MS) e o Fábio Leal Trio (SP).

Todas as atividades do festival são gratuitas e os shows no Armazém Cultural começam a partir das 19 h. Quem se apresenta por lá hoje é a banda Urbem (MS) e o trombonista norte-americano Ryan Keberle, que leva à Esplanada Ferroviária o Collectiv do Brasil, grupo liderado pelo músico com Paulinho Vicente na bateria, Felipe Brisola no baixo e Felipe Silveira no piano. O quarteto explora o repertório de artistas brasileiros como Toninho Horta, Milton Nascimento e Edu Lobo (leia mais na página B4).

Amanhã, antes dos shows no Armazém Cultural, o grupo DDG4 (SP) receberá outros músicos e o público em geral, no mesmo local, às 10h, para o Café Musical, um momento para troca de experiências e um mergulho na trajetória do DDG4, que tem uma carreira de êxito em território nacional e no Japão. Além do grupo paulistano, vai se apresentar também o campo-grandense Antônio Porto, multi-instrumentista que estimulou o surgimento de uma cena jazzística em Campo Grande nos anos 1990, um dos homenageados pelo festival.

“Fazer esse festival nesse momento em que a humanidade viveu tanta coisa, assim como nós mesmos, tem a ver com ‘reexistência’, no sentido de existir todo dia e se esforçar para fazer o que tem que ser feito enquanto artista e produtor. Fazer o que faz sentido para a nossa vida e que pode fazer sentido também para a sociedade, pela pessoa que for atravessada por esta ação”, disse Franciella Cavalhieri.

“A importância para a gente de estar nesse lugar, também mais localmente, em Campo Grande, fora dos grandes centros, com a questão da memória sempre sendo afastada da população. Um festival como esse nos fortalece enquanto artistas e produtores, para continuarmos firmes em Mato Grosso do Sul e não sair desse território com uma natureza e uma cultura muito inspiradoras”, afirmou a produtora.

Os shows de encerramento, no domingo, serão do El Trio (MS) e da norte-americana Katie Thiroux, além de uma homenagem a Miguel “Tatton” Barrera, o Miguelito, outro multi-instrumentista veterano que fez e faz muita diferença na música instrumental de MS. Contrabaixista e cantora, Katie já recebeu elogios de Quincy Jones, uma lenda do jazz, e foi premiada pela importante revista Downbeat.

BAFAFÁ

Embalado pelo recente lançamento do videoclipe da faixa “Bafafá”, que integra o repertório do seu próximo álbum, o duo Vozmecê – Fattori e Namaria – realizará mais uma apresentação do show de mesmo nome da canção, que foi gravada em parceria com Silveira. O show será neste domingo, às 19h, no Uatahell? Bar Multicultural (Rua 15 de Novembro, nº 797, Centro), com a participação de três convidados especiais: Beca Rodrigues, Silveira e Jerry Espíndola. Ingressos: R$ 5 por pessoa. Quem chegar até as 18h30min não paga a entrada.

“Sentimentos e ações nada nobres, mas que, inevitavelmente, fazem parte do cotidiano das relações humanas, e nem queira falar que não! ’Bafafá’ foge bastante liricamente do que já produzimos até aqui. Quanto a isso, prometemos apenas uma música sincerona”, dizia uma publicação nas redes sociais do Vozmecê. “Por enquanto, é só o primeiro clipe. O álbum, ‘tamo’ na produção para sair em agosto”, adiantou Fattori.

O clipe foi gravado no carnaval de rua da Capital deste ano, “mostrando que essa cidade pode exalar pluralidade e desbunde, apesar de toda a caretice que nos cerca”. As imagens da folia mostram momentos descontraídos dos blocos Cordão Valu, Evoé Baco, Capivara Blasé, Bloco do Reggae e Farofolia. O registro foi feito pelo próprio duo, com roteiro também assinado por Namaria Schneider e Pedro Fattori. A edição é de Fattori, que assina ainda a autoria da composição, da produção musical, dos arranjos, da mixagem e da masterização.

Nos vocais, estão ele, Namaria e Silveira, Gauto no trompete, e, novamente, Pedro Fattori fazendo todos os outros instrumentos: baixo, bateria, guitarra, percussões, violão e synth.

ROCKERS

Também no domingo, das 17h às 23h, o Rockers Sound System, nas presenças dos DJ’s Jah Rebel e Diego Manciba, põe os bolachões de vinil para girar no Capivas Cervejaria (Rua Pedro Celestino, nº 1.079, Centro). No repertório, muito reggae, dub e outras tendências da música de origem jamaicana. Mais informações: (67) 3213-4636.

CIDADE DA PÁSCOA

Iniciativa da Prefeitura de Campo Grande, a Cidade da Páscoa, nos Altos da Afonso Pena, despede-se da população neste fim de semana. Até domingo, os visitantes podem curtir o espaço que foi especialmente preparado com decoração temática, toca do coelho, praça de alimentação, santa ceia viva, apresentações teatrais, missa, caça aos ovos e pintura facial para as crianças. Tem também a Parada da Páscoa, “em que o coelhinho e sua turma desfilam pelo evento com a participação de banda musical e muita alegria”.

CINEMA

A personagem de Regina Casé na novela “Amor de Mãe” (2019) foi parar na telona. Ela pode ser (re)vista em “Dona Lurdes – O Filme”, longa-metragem de comédia produzido pelo núcleo de telefilmes dos Estúdios Globo. Inspirado no livro “Diário da Dona Lurdes”, de Manuela Dias, trata-se de um spin-off da novela, também assinada por Manuela.

O longa, com direção artística de Cristiano Marques e escrito por Manuela, autora do livro e da novela, em parceria com Cláudio Torres Gonzaga, mostra como Lurdes, depois de enfrentar um período de tristeza quando os filhos saíram de casa, deu a volta por cima e passou a aproveitar ainda mais a vida. Também no elenco: Chay Suede, Jéssica Ellen, Juliano Cazarré, Nanda Costa, Thiago Martins, Humberto Carrão, Evandro Mesquita, Arlete Salles e Ana Maria Braga. Somente no Cinemark.

Dança Correio B+

Espetáculo Cinderella, estrelado por Oksana Bondareva e Leonardo Di Checchi, chega a São Paulo

Superprodução europeia de balé clássico passará por 18 cidades brasileiras e promete encantar público de todas as idades

19/09/2026 17h30

Espetáculo Cinderella, estrelado por Oksana Bondareva e Leonardo Di Checchi, chega a São Paulo

Espetáculo Cinderella, estrelado por Oksana Bondareva e Leonardo Di Checchi, chega a São Paulo Foto: Andrey Lyapin

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Em outubro, a magia de Cinderella chegará a São Paulo, com uma montagem inédita da The Moscow Ballet. A grandiosa produção será estrelada por dois nomes consagrados da cena internacional: Oksana Bondareva, solista do lendário Teatro Mariinsky e reconhecida por sua expressividade e presença magnética no palco, e o italiano Leonardo de Checchi, aplaudido por sua técnica refinada e pelas conquistas em competições de prestígio mundial.

Ambos foram laureados com o Capri Danza International 2025, um dos prêmios mais respeitados da dança europeia, e chegam ao País para encantar o público ao lado de um elenco de 18 grandes bailarinos russos e italianos. As apresentações serão nos dias 06 e 07, às 20h, no Teatro Bradesco.

Com figurinos luxuosos, cenários encantadores e coreografias de alto nível técnico e artístico, Cinderella apresenta ao público um universo mágico. Além da delicadeza e do virtuosismo da dança, a plateia se surpreenderá com a atuação cênica dos bailarinos.

“Criamos esta montagem levando em consideração as habilidades e características dos nossos artistas. Conseguimos revelar a individualidade de cada bailarino, mostrando, em alguns momentos, a técnica de balé e, em outros, o talento para a atuação.

O espetáculo é muito teatral, com muitos momentos divertidos e emocionantes. Também existe uma história de amor — a verdadeira história de Cinderella e do príncipe”, conta Oksana Bondareva, que também assina a direção artística do espetáculo, junto a Andrey Lyapin.

Entre os pontos altos do espetáculo, Oksana Bondareva destaca a cena do baile, que reúne todo o elenco em um dos momentos mais grandiosos da montagem.

A sequência combina dinamismo, humor e emoção e, segundo a bailarina, ganha ainda mais força na transição para a “meia-noite”, quando a passagem do tempo é traduzida de maneira especialmente criativa pelos artistas. O momento em que Cinderella precisa deixar o baile reserva, assim, uma das surpresas cênicas da produção.

Para Oksana, é uma grande oportunidade e sorte poder apresentar Cinderella ao público brasileiro neste mês tão especial. “Queremos que as crianças acreditem nos contos de fadas, no amor e que saibam distinguir o bem do mal. E que vivam sempre com fé em seus corações.

E que, cada pessoa, depois de assistir ao espetáculo, saia do teatro com o coração maior, cheio de amor, alegria e calor humano”, define a bailarina.

Inspirada no clássico conto de Charles Perrault, a produção mantém como trilha sonora a genial música de Sergei Prokofiev, composta especialmente para o balé Cinderella, apresentado pela primeira vez em 1945, no Teatro Bolshoi, com a grande Galina Ulanova no papel da princesa.

A história de Cinderella vem, ao longo dos séculos, despertando fascínio em pessoas de todas as idades. “Todos nós queremos acreditar em contos de fadas, até mesmo os adultos. Todos esperamos da vida uma recompensa por nosso trabalho árduo ou por nossos sofrimentos.

E Cinderella nos permite sonhar com um milagre, em qualquer uma de suas formas. Ela nos dá esperança de que, depois de todo o esforço e trabalho, seremos recompensados com felicidade e amor”, conclui Oksana.

Com produção de alto nível e uma proposta artística sofisticada, Cinderella transporta o público para um mundo encantado inspirado no clássico conto de fadas que atravessa gerações, sendo uma experiência inesquecível para toda a família.

O espetáculo será apresentado, de primeiro de outubro a primeiro de novembro, em: Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São Paulo, São José dos Campos, Piracicaba, Campinas, Belo Horizonte, Cascavel, Maringá, Chapecó, Jaraguá do Sul, Criciúma, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Caxias do Sul, Porto Alegre, Juiz de Fora, Rio de Janeiro.

Serviço:

Cinderella – The Moscow Ballet
Data: 06 e 07/10/2026
Horário: 20h
Local: Teatro Bradesco - Bourbon Shopping Săo Paulo - R. Palestra Itália, 500 - 3° Piso - Perdizes, São Paulo - SP
Classificação Etária: Livre (menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsáveis)
Ingressos: a partir de R$90
Vendas na Uhuu: 
https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/the-moscow-ballet-cinderella-16670 

Saúde Correio B+

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira?

O cirurgião ginecológico explica quando a dor menstrual merece investigação e por que sintomas persistentes não devem ser normalizados

19/09/2026 16h30

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira?

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira? Foto: Divulgação

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A cólica menstrual faz parte da vida de muitas mulheres. Desde a adolescência é comum ouvir que sentir dor durante a menstruação é normal e que basta aprender a conviver com ela. A intensidade do sintoma e o impacto que ele provoca na rotina podem indicar quando é necessário investigar a causa.

Para o cirurgião ginecológico e pesquisador Dr. Igor Chiminacio a dor menstrual não deve ser analisada apenas pela presença ou ausência de cólica, mas também pela sua intensidade, frequência e pelos efeitos que provoca no cotidiano.

“Nem toda mulher que sente cólica tem endometriose, mas uma dor intensa e recorrente não deve ser simplesmente normalizada. Sentir dor não é normal”, afirma.

Um dos obstáculos para o diagnóstico da endometriose é justamente a naturalização desses sintomas. Chiminacio relata atender pacientes que convivem durante anos com dores antes de descobrir a causa. Em alguns casos, segundo ele, o intervalo entre o surgimento dos sintomas e o diagnóstico chega a oito ou dez anos.

A localização da dor também pode dificultar o reconhecimento da doença. Além da região pélvica, pacientes com endometriose podem apresentar sintomas em áreas como lombar, virilha e pernas. A relação dessas manifestações com o período menstrual pode ser uma informação importante durante a investigação.

“Antes de olhar uma imagem, eu quero entender o que a paciente sente, quando sente e onde dói. Os sintomas podem dar pistas importantes sobre a localização da doença”, explica o médico.

A investigação da endometriose não depende exclusivamente dos exames de imagem. Embora ultrassonografia e ressonância magnética possam ajudar a identificar e localizar a doença, a avaliação clínica também é considerada importante.

A história da paciente, a descrição dos sintomas e o exame físico podem contribuir para levantar hipóteses sobre a localização dos focos e direcionar a investigação. Por isso, um exame sem alterações não deve ser interpretado isoladamente. A avaliação médica precisa considerar o conjunto de informações apresentado pela paciente.

Uma forma diferente de explicar a anatomia da dor

Para explicar por que a endometriose pode provocar dores em diferentes regiões, Dr. Igor Chiminacio desenvolveu o que chama de “Teoria do Polvo”.

A comparação parte da anatomia da pelve feminina. Nela o útero é representado como a cabeça de um polvo, enquanto os tecidos que dão sustentação ao órgão, conhecidos como paramétrios, são comparados aos tentáculos.

A proposta é facilitar a compreensão de como a localização da endometriose pode estar relacionada aos diferentes sintomas apresentados pelas pacientes. Segundo o médico, o comprometimento dessas estruturas pode envolver regiões próximas aos nervos e ajudar a explicar por que a dor nem sempre fica restrita à região pélvica.

O conceito foi apresentado por Dr. Igor Chiminacio no Congresso Global da AAGL, realizado em 2025, em Vancouver, em trabalho publicado no Journal of Minimally Invasive Gynecology.

Quando a cólica merece investigação?

Não existe uma única característica capaz de determinar se uma cólica está dentro do esperado ou se está relacionada à endometriose. A intensidade da dor, sua recorrência e o impacto na rotina são alguns dos aspectos que devem ser considerados.

Quando a mulher deixa de trabalhar, estudar, praticar atividades físicas ou realizar atividades do dia a dia por causa da dor menstrual, o sintoma merece atenção.

A recomendação é procurar avaliação médica diante de dores intensas ou persistentes, especialmente quando elas se repetem ao longo dos ciclos menstruais ou aparecem acompanhadas de outros sintomas.

A principal mensagem, segundo Dr. Igor Chiminacio, é que sentir dor não deve ser automaticamente considerado parte obrigatória da experiência de menstruar. A investigação adequada pode ajudar a diferenciar uma cólica menstrual comum de sintomas que merecem uma avaliação mais aprofundada, incluindo a possibilidade de endometriose.

Mais do que descobrir se toda mulher sente cólica, a questão é entender quando a dor deixa de ser apenas um desconforto menstrual e passa a exigir investigação.

Em tempo: Dr. Igor Chiminacio lança o livro A Endometriose, Deus e as Redes Sociais, obra que reúne experiências de sua trajetória profissional e pessoal, reflexões sobre diagnóstico e tratamento da endometriose, além de discutir o impacto das redes sociais na forma como mulheres acessam informações sobre a doença. Toda a renda obtida com a venda do livro será integralmente destinada ao WHR – Women’s Health Research, para fomentar pesquisas científicas em saúde feminina.

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