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GASTRONOMIA

Conheça a salmoura argentina e aprenda dicas valiosas para seu churrasco

Você conhece a salmoura argentina? Já se entregou ao sabor de um corte tão suculento e econômico como a fraldinha? Renove seu churrasco com essas novidades e aprenda dicas valiosas para evitar graves acidentes na utilização de churrasqueiras domésticas

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Cada vez mais presente em vídeos, receitas e no burburinho das redes sociais, um novo ingrediente, tradicional num país vizinho, vem chamando atenção nas rodadas de churrasco Brasil adentro. É a salmoura argentina.

De preparo simples e grande apelo aromático, o item se tornou uma das novas tendências entre churrasqueiros de profissão ou de curtição. O motivo: a salmoura argentina garante cortes assados mais suculentos e dá um tchã a mais no sabor, deixando a carne com um toque defumado e de ervas.

E tudo isso de um jeito descomplicado. Os grandes responsáveis pela popularização da receita são certamente os amantes do churrasco que abastecem espaços virtuais – como o YouTube, o Instagram e o TikTok – com conteúdos que vão desde as dicas de preparo e escolha de produtos à própria degustação.

A salmoura argentina resgata práticas comuns no churrasco de diferentes lugares da América do Sul e amplia o repertório de quem busca ir além do tempero básico.

Ela pode ser definida como um tempero líquido quente, preparado à base de água fervente, sal grosso e ervas aromáticas, sendo utilizada para umedecer a carne durante a etapa de grelha. A salmoura argentina não precisa ser aplicada na carne com horas de antecedência, diferentemente da marinada tradicional.

Seu uso deve ocorrer, com pincel ou borrifador, enquanto a carne assa. O resultado é uma carne que retém a umidade, absorve e potencializa os aromas e ainda ganha camadas de sabor, sem esconder a identidade original do corte.

Três fatores básicos podem explicar o sucesso da salmoura argentina: o resultado é imediato, com a suculência perceptível desde o primeiro corte; os ingredientes são simples e o preparo, rápido, ou seja, trata-se de um tempero fácil de se fazer; e, para completar, tem um visual atrativo, rendendo fotos e vídeos bem legais.

A alcunha, ao trazer a procedência argentina, também dá uma espécie de autoridade ao tempero, já que se trata de carne e os hermanos são reconhecidos mestres no assunto.

QUANDO BORRIFAR

Nunca aplique a salmoura antes de levar a carne para a churrasqueira. Ela deve ser aplicada durante o assamento.

Enquanto a carne grelha, borrife ou pincele o líquido nos dois lados, especialmente em cortes como picanha, maminha, fraldinha e costela. O calor ajuda a carne a absorver os aromas, mantendo a superfície hidratada e realçando o sabor.

Ela é comprovadamente versátil e, além da carne bovina, pode ser utilizada em aves (com ervas mais suaves), peixes (reduzindo-se o sal e o tempo de exposição) e suínos (com toque adocicado para equilibrar a gordura). Algumas variações podem incluir açúcar ou mel, o que ajuda na caramelização da superfície.

E O SAL?

Atenção: a salmoura argentina não deve ser utilizada em substituição ao sal grosso tradicional, embora amplie, sim, as possibilidades de qualquer churrasco.

Pode ser considerada como uma aliada para os churrasqueiros que apreciam uma degustação mais complexa, em termos de aroma e suculência, mas não querem abrir mão de técnicas mais simples.

Não é à toa que desponta como uma das principais tendências gastronômicas do churrasco neste ano, conquistando espaço tanto nas grelhas de fim de semana quanto em eventos e competições.

FRALDINHA

Em um churrasco de “responsa”, para muitos, não pode faltar a famosa picanha e outras carnes mais caras – os chamados cortes nobres. Isso é bom para o açougueiro e ruim para o bolso do churrasqueiro de plantão.

Na verdade, é completamente possível fazer sucesso diante da churrasqueira sem comprometer o orçamento.

Uma das opções mais vantajosas é a fraldinha. Antes relegada ao papel de coadjuvante, o corte vem conquistando cada vez mais espaço nas churrasqueiras brasileiras.

E, embora os preços estejam subindo em paralelo à cotação ascendente, o valor do quilo, em Campo Grande, gira em torno de R$ 40, ou seja, bem abaixo da picanha, que não sai por menos de R$ 60 por quilo.

É uma variação que acaba fazendo muita diferença para quem planeja um churrasco, seja para muita gente, seja para um grupo reduzido.

Dá para economizar sem abrir mão da qualidade, pois a fraldinha não deixa de ser saborosa e macia na textura, apresentando identidade própria. Ela tem, por exemplo, uma quantidade de gordura entre as fibras que garante a suculência após ser assada.

Quando grelhada da forma correta, a fraldinha cria uma crosta por fora que muitos consideram irresistível e mantém a parte de dentro da peça macia e úmida, uma combinação infalível para quem busca sabor intenso e textura agradável.

Outro ponto positivo é a praticidade no preparo. Por ser um corte mais fino, a fraldinha cozinha mais rápido e facilita a vida dos churrasqueiros de primeira viagem.

No tempero da peça, basta sal grosso para destacar o sabor natural da carne, nada de marinadas elaboradas ou de longas etapas de preparação. E um detalhe pode fazer toda a diferença na hora de servir: a fraldinha deve ser fatiada sempre contra as fibras, garantindo ainda mais maciez no prato.

Para arrematar, trata-se de um corte extremamente versátil. Cai bem sem acompanhamentos, com farofa, vinagrete, pão de alho, mandioca e também funciona como recheio de sanduíches e wraps.

Salmoura Argentina

salmouraSalmoura Argentina - Divulgação

Ingredientes

  • Água fervente;
  • Sal grosso;
  • Alho amassado (com casca);
  • Folhas de louro;
  • Alecrim;
  • Tomilho;
  • Manjericão;
  • Páprica defumada;
  • Pimenta-do-reino.

Modo de Preparo

> Em uma garrafa de vidro com tampa metálica, adicione o sal grosso e todos os aromáticos;

> Complete com água fervente e tampe bem, agitando para liberar os sabores.;

> Após esfriar, faça pequenos furos na tampa, para facilitar a aplicação.

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Gastronomia Correio B+

Dia das Crianças (12/10): Panquecas Coloridas são opções criativas para surpreender a criançada

No dia delas, diversão e sabor à mesa com uma sugestão para a criançada cozinhar e se divertir com a família

11/10/2026 10h30

Dia das Crianças (12/10): Panquecas Coloridas são opções criativas para surpreender a criançada

Dia das Crianças (12/10): Panquecas Coloridas são opções criativas para surpreender a criançada Foto: Divulgação

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O Dia das Crianças é uma oportunidade de celebrar a alegria, a criatividade e os pequenos momentos que se transformam em grandes lembranças. E que tal aproveitar a data para reunir a família na cozinha e preparar uma receita divertida, colorida e cheia de sabor? Além de estimular a imaginação dos pequenos, cozinhar juntos é uma maneira deliciosa de compartilhar experiências e despertar o interesse das crianças pelos alimentos.

Para deixar a comemoração ainda mais especial, o Divino Fogão ensina a preparar uma panqueca colorida, que promete conquistar a criançada pelo visual e pelo sabor. Uma receita prática e criativa para transformar a hora da refeição em uma verdadeira brincadeira gastronômica. Quer aprender a fazer essa delícia em casa? Confira o passo a passo e entre nessa aventura de cores e sabores!
 

PANQUECAS COLORIDAS

Ingredientes:

  • 1 xícara de farinha de trigo
  • 1/2 xícara de leite
  • 1 ovo
  • 1/2 cenoura, espinafre e beterraba pequena cozidas.
  • 1 colher de sopa de óleo
  • 1/2 colher de chá de fermento químico
  • 1 pitada de sal

Modo de preparo:

Bata todos os ingredientes no liquidificador até obter uma massa lisa e homogênea. Aqueça uma frigideira antiaderente, coloque pequenas porções da massa e doure dos dois lados. Sirva em seguida.

 

Saúde Correio B+

Roer unhas pode provocar desgaste irreversível dos dentes e alterar a mordida, alertam especialistas

Hábito frequentemente associado à ansiedade pode causar danos permanentes ao esmalte dentário, sobrecarregar a mandíbula e aumentar o risco de infecções por bactérias presentes sob as unhas

10/10/2026 15h00

Roer unhas pode provocar desgaste irreversível dos dentes e alterar a mordida, alertam especialistas

Roer unhas pode provocar desgaste irreversível dos dentes e alterar a mordida, alertam especialistas Foto: Divulgação

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Muito além de uma simples mania, roer unhas pode provocar danos permanentes à saúde bucal. O hábito, conhecido clinicamente como onicofagia, favorece o desgaste irreversível do esmalte dentário, pode alterar a mordida, sobrecarregar a articulação da mandíbula e aumentar a exposição da boca a bactérias presentes sob as unhas.

Frequentemente associado à ansiedade e a outros comportamentos repetitivos relacionados ao estresse emocional, o problema pode surgir em qualquer idade e, muitas vezes, evoluir de forma silenciosa. Como os danos costumam aparecer gradualmente, é comum que só sejam percebidos quando a estrutura dos dentes já foi comprometida.

Segundo a cirurgiã-dentista Dra. Jose Daniela Delgado, especialista em GBT (Guided Biofilm Therapy) da EMS e especialista em Estomatologia e Odontologia Legal e Forense, a onicofagia não deve ser encarada apenas como um hábito estético.

“A onicofagia é um comportamento repetitivo frequentemente relacionado à ansiedade e que acontece de forma inconsciente. Não representa falta de controle ou fraqueza, mas uma maneira que algumas pessoas encontram para lidar com determinadas emoções. O problema é que, quando se torna frequente, pode causar consequências importantes para a saúde bucal”, explica.

Embora fatores como rotina acelerada, excesso de estímulos e estresse sejam frequentemente associados ao aumento da ansiedade, a especialista ressalta que não existe um único gatilho para esse comportamento.

“Cada pessoa manifesta a ansiedade de uma forma diferente. Assim como algumas comem compulsivamente, outras desenvolvem hábitos repetitivos, como roer as unhas. Por isso, é importante compreender a origem desse comportamento para tratá-lo adequadamente”.

Um dos principais riscos está no desgaste do esmalte dentário, camada responsável por proteger os dentes e que não possui capacidade natural de regeneração.

O atrito constante entre os dentes provocado pelo hábito acelera esse processo e pode comprometer permanentemente sua estrutura.

“Diferentemente da pele, o esmalte do dente não se regenera. Quando ele é perdido, não volta naturalmente. Dependendo da extensão do desgaste, o paciente pode precisar de restaurações, facetas ou coroas para recuperar a função e a estética dos dentes”, alerta.

Além do desgaste, a onicofagia pode favorecer pequenas fraturas dentárias, aumentar a sensibilidade e provocar alterações na mordida. O esforço repetitivo também sobrecarrega a articulação temporomandibular (ATM), responsável pelos movimentos da mandíbula, favorecendo dores, inflamações, estalos e alterações funcionais da mastigação, especialmente em pessoas que também apresentam bruxismo ou apertamento dental.

Outro risco pouco conhecido está relacionado à contaminação por microrganismos.

As unhas entram em contato diariamente com diferentes superfícies e acumulam biofilme bacteriano. Ao levá-las repetidamente à boca, esses microrganismos podem ser introduzidos na cavidade oral, aumentando o risco de infecções e desequilíbrios da microbiota bucal.

“As unhas acumulam bactérias presentes nas superfícies que tocamos ao longo do dia. Ao levá-las repetidamente à boca, aumentamos a exposição a microrganismos que não fazem parte da microbiota bucal, favorecendo infecções e outros problemas de saúde”.

Além dos impactos físicos, a onicofagia é reconhecida pela comunidade médica como um comportamento repetitivo focado no corpo (Body-Focused Repetitive Behavior – BFRB). O transtorno está descrito no Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5-TR), da American Psychiatric Association, e integra o grupo dos transtornos obsessivo-compulsivos e relacionados. Revisões científicas também apontam associação entre o hábito e desgaste dentário, alterações na mordida, lesões gengivais, disfunções da ATM e maior exposição da cavidade oral a microrganismos potencialmente patogênicos. 

Para interromper o comportamento, a especialista destaca que simplesmente tentar parar de roer as unhas costuma não ser suficiente.

“Parar de roer as unhas sem tratar a causa costuma ser apenas uma solução temporária. É preciso identificar o gatilho emocional. Dependendo do caso, o tratamento pode envolver acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, além de recursos odontológicos para proteger os dentes durante esse processo”.

Ela alerta ainda que muitas pessoas acabam substituindo a onicofagia por outros hábitos igualmente prejudiciais, como morder tampas de caneta, lápis ou outros objetos rígidos, o que pode intensificar o desgaste dentário.

Além do controle do comportamento, o acompanhamento odontológico periódico é fundamental para identificar precocemente sinais de desgaste e de acúmulo de biofilme. Nesse contexto, protocolos preventivos como o Guided Biofilm Therapy (GBT) permitem evidenciar o biofilme antes da remoção, tornando a limpeza profissional mais precisa e ajudando o paciente a compreender melhor sua condição e participar de forma mais ativa dos cuidados com a saúde bucal.

Para a Dra. Daniela, o principal alerta é não subestimar hábitos aparentemente inofensivos. “Quando um hábito começa a desgastar os dentes, alterar a mordida ou provocar dores na mandíbula, ele deixa de ser apenas uma mania e passa a ser uma questão de saúde. Quanto mais cedo o problema for identificado e tratado, maiores são as chances de evitar consequências permanentes”.

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