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HISTÓRIA DO BRASIL

Tiradentes: por que o dia 21 de abril é feriado nacional?

Data homenageia Joaquim José da Silva Xavier, militar e dentista amador, considerado um ícone da luta pela liberdade no Brasil

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Feriado de Tiradentes é celebrado anualmente em 21 de abril em todo o Brasil.

A data homenageia Joaquim José da Silva Xavier, militar e dentista amador, considerado um ícone da luta pela liberdade no Brasil. Ele foi preso, investigado e condenado à morte em 21 de abril de 1792.

Ele liderou a Inconfidência Mineira, movimento que pretendia acabar com o domínio colonial Português e instaurar uma república independente em Minas Gerais.

A Inconfidência Mineira ocorreu no final do século XVIII, em Minas Gerais, durante o período colonial brasileiro.

Militares, religiosos e intelectuais questionaram o domínio de Portugal sobre o Brasil, queriam a independência da região e implantar uma república. O movimento foi influenciado pelo Iluminismo e Independência dos Estados Unidos.

As queixas com o governo português envolviam a elevada carga de impostos (quinto sobre o ouro e ameaça da derrama).

A pressão econômica fez surgir ideais revolucionárias entre os colonos: eles pretendiam libertar Minas Gerais do domínio português e implantar uma república na região.

Mas, a pretensão foi descoberta antes de se concretizar, após Joaquim Silvério dos Reis denunciar o movimento, em troca do perdão pelas suas próprias dívidas.

Com isso, Tiradentes, líder do movimento, foi descoberto, investigado, preso e condenado à morte, por querer salvar parte do Brasil do domínio português. Ele foi enforcado em 21 de abril de 1792, no Largo da Lampadosa (atual Praça Tiradentes), no Rio de Janeiro.

O feriado representa a luta histórica pela liberdade e independência no Brasil, além de um momento de reflexão sobre as lutas por autonomia e construção da identidade nacional.

O Dia de Tiradentes não é apenas um dia de descanso, mas uma data que reforça valores importantes para a sociedade brasileira e convida à reflexão sobre cidadania e liberdade.

Música de MS

Rap indígena e rezas guarani e kaiowá ganham o mundo em lançamento internacional

Rap indígena e rezas guarani e kaiowá ganham o mundo em álbum que une espiritualidade, ciência e música contemporânea; produtor de Paul McCartney e Guns N' Roses está envolvido no projeto

20/04/2026 08h30

Álbum guarani e kaiowá

Álbum guarani e kaiowá "Shamans in Space" carrega um sentido profundo, ligado ao conceito de Mba'ekuaa, um conhecimento vivo que articula dimensões espirituais, práticas e comunitárias Divulgação

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Um encontro entre mundos, sons e espiritualidades começa a ecoar para além das fronteiras do Brasil.

Lançado em vinil no sábado, o álbum “Shamans in Space” nasce de um diálogo profundo entre os povos guarani e kaiowá, de Mato Grosso do Sul, e artistas da música eletrônica internacional, propondo uma experiência que ultrapassa os limites tradicionais da música e se aproxima de um território sensorial, espiritual e político.

O projeto se apresenta como um gesto de resistência, preservação cultural e criação coletiva.

Com distribuição em cerca de 5 mil lojas ao redor do mundo e estreia nas plataformas digitais marcada para o dia 1º de maio, o álbum leva ao cenário internacional um conhecimento ancestral que, para esses povos, nunca foi apenas som – mas reza, tecnologia espiritual e forma de existência.

ALÉM DOS OUVIDOS

Para os guarani e kaiowá, o som não é entretenimento. Ele carrega um sentido profundo, ligado ao conceito de Mba’ekuaa, um conhecimento vivo que articula dimensões espirituais, práticas e comunitárias. Nesse contexto, cantar é também cuidar do equilíbrio entre mundos, preservar memórias e manter vivas as relações entre humanos, natureza e o invisível.

É a partir dessa compreensão que “Shamans in Space” foi concebido: não como uma simples fusão de gêneros musicais, mas como um encontro orientado pela escuta, pelo respeito e pela espiritualidade.

Álbum guarani e kaiowá "Shamans in Space" carrega um sentido profundo, ligado ao conceito de MbaCapa do álbum “Shamans in Space” - Foto: Divulgação

O projeto propõe uma ruptura com a lógica da indústria cultural tradicional, em que frequentemente há apropriação de saberes indígenas sem o devido reconhecimento ou participação efetiva das comunidades.

No centro dessa criação estão lideranças espirituais guarani e kaiowá, como Nhandesy Roseli, Nhandesy Fausta e Nhanderu Tadeu, que assumem não apenas a participação, mas a direção do projeto.

São eles que definem o que pode ser compartilhado, orientam os processos e garantem que os cantos sagrados – considerados pilares da cosmologia indígena – sejam preservados em sua integridade.

A pesquisadora e coordenadora do projeto, Fabi Fernandes, destaca que esse cuidado foi construído ao longo de anos de diálogo com as comunidades.

“A gente fez questão de que tudo seja construído com os anciãos, etapa por etapa. Eles são os diretores de tudo. Não é só colocar o nome deles como coautores, é garantir que a decisão final seja sempre deles. Isso muda completamente a forma de produzir arte e conhecimento”, explica.

RAP INDÍGENA

Entre as vozes que atravessam o álbum está a do rapper indígena Kelvin Mbaretê, integrante do Brô MC’s, considerado o primeiro grupo de rap indígena do País.

No projeto, Kelvin transforma o rap em uma ferramenta que conecta tradição e contemporaneidade. Sua participação não é apenas artística, mas espiritual.

“A música deixa de ser só música. Ela vira reza, vira mensagem, vira cura. O rap sempre foi minha arma de luta, mas os cantos sagrados são a voz dos nossos ancestrais. Quando essas duas forças se encontram, tudo muda”, afirma.

Oriundo de um território marcado por conflitos fundiários, violência e processos de retomada, o artista leva para o mundo uma narrativa que por muito tempo foi silenciada. “Antes, nossa luta era ouvida só aqui. Hoje, com a música, o mundo começa a ouvir.

A flecha vira palavra que atravessa fronteiras. É uma forma de mostrar que a gente continua resistindo, mas também criando, vivendo e sonhando”, diz.

Ao cantar em guarani, Kelvin também reforça a importância da língua como território simbólico. “A nossa língua é o nosso DNA. Mesmo quem não entende as palavras sente a energia. Ela vira ponte entre culturas. E mostra que a nossa língua pode viajar o mundo sem perder a raiz”, completa.

CENA INTERNACIONAL

O álbum também reúne nomes de peso da música internacional, criando uma ponte entre diferentes tradições sonoras. Entre eles está o produtor britânico Martin Youth Glover, conhecido por trabalhos com Paul McCartney, Pink Floyd, U2 e Guns N’ Roses.

Com uma trajetória marcada pela experimentação sonora, Youth vê no projeto uma ampliação de sua pesquisa sobre o poder transformador do som

“Sempre senti que o som tem um efeito de cura e regeneração. O que me interessa é criar uma espécie de alquimia xamânica entre todos os envolvidos. A música pode nos reconectar com nós mesmos, com a Terra e com o cosmos”, afirma.

Outro participante é o músico Tymon Dogg, ligado ao universo do The Clash, que adiciona ao álbum elementos do folk e da música experimental por meio de seu violino.

Já Matt Black, cofundador da Ninja Tune, contribui com sua experiência na cultura do sampling e na música eletrônica contemporânea, ampliando as possibilidades sonoras do projeto sem deslocar seu centro espiritual.

Produzido pela gravadora Liquid Sound Design, o álbum chega ao mercado internacional com forte presença na cena de música eletrônica psicodélica, transitando entre gêneros como psytrance, ambient e downtempo.

Apesar do alcance global, o projeto mantém um compromisso direto com as comunidades indígenas. Todos os royalties do álbum serão destinados aos rezadores e rezadoras guarani e kaiowá, fortalecendo a continuidade dos cantos sagrados e a autonomia cultural desses povos.

CANTOS E REZAS

“Shamans in Space” se constrói em duas dimensões que coexistem de forma complementar. De um lado, estão as faixas que dialogam com a música eletrônica e com cantos tradicionais autorizados para experimentação, como os guahú e guaxiré, associados à celebração e à conexão com a natureza.

De outro, as rezas consideradas mais sensíveis são preservadas em sua forma original, sem qualquer tipo de interferência. Esses cantos aparecem como uma experiência paralela ao álbum principal, acessível por meio de um QR Code no encarte do vinil, que direciona para um registro especial de cerca de 15 minutos.

Essa escolha reforça o compromisso ético do projeto com os protocolos culturais dos povos envolvidos. Em vez de transformar tudo em produto, o álbum estabelece limites claros, respeitando o que deve permanecer no campo do sagrado.

CONHECIMENTO

O projeto é resultado de uma colaboração internacional que integra arte, pesquisa e saberes ancestrais.

“Shamans in Space” nasce dentro do Sounding Futures, desenvolvido em parceria com o UCL Multimedia Anthropology Lab, o Instituto para o Desenvolvimento da Arte e da Cultura e a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul.

Para a coordenadora Raffaella Fryer-Moreira, o álbum propõe uma transformação na forma de produzir conhecimento.

“Esse trabalho nasce de uma investigação sobre como fazer pesquisa de outras formas, mais abertas, colaborativas e acessíveis. Ao trazer o som como ferramenta central, o projeto questiona a divisão entre arte e ciência e mostra que a música também pode ser uma forma de conhecimento”, explica.

Segundo ela, o conceito de Mba’ekuaa revela que diferentes culturas têm suas próprias tecnologias. “Quando os anciãos dizem ‘esse é o nosso Mba’ekuaa’, eles estão falando de um saber fazer, de uma tecnologia própria. Assim como usamos câmeras e microfones, eles utilizam o som, a reza. São formas diferentes de produzir conhecimento e de se relacionar com o mundo”, afirma.

PRESENTE AO FUTURO

Em um mundo marcado por crises ambientais, distanciamentos culturais e desconexões profundas, “Shamans in Space” propõe outra forma de escutar. Uma escuta que não separa arte e vida, som e espírito, passado e futuro.

Entre beats eletrônicos, maracás, sintetizadores e takuapus, o álbum constrói uma travessia sensorial que convida o ouvinte a experimentar a música de forma mais profunda. Cada faixa carrega uma cosmologia própria, um tempo distinto e uma relação com o invisível.

Mais do que ouvir, a proposta é sentir. Permitir que o som atravesse o corpo, reorganize percepções e abra espaço para novas formas de conexão.

“Eu quero que, quando alguém ouvir esse álbum, sinta algo no coração. Porque isso é mais do que música. É a nossa história, nossa espiritualidade, nossa resistência viva”, resume Kelvin Mbaretê.

Felpuda

A terceirização da saúde que vem sendo discutida em Campo Grande está ...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta segunda-feira (20)

20/04/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Paulo Coelho - escritor brasileiro

"Não desista. Geralmente é a última chave do chaveiro que abre a porta”.

 

FELPUDA

A terceirização da saúde que vem sendo discutida em Campo Grande está parecendo clássico de futebol, com torcida organizada e tudo, e com os olhos da população, atentos para saber quem conquistará a vitória. De um lado, a Prefeitura de Campo Grande tentando convencer que a sua jogada é a melhor para as necessidades das pessoas e do outro os dribles são ainda maiores. Enquanto isso, os dois lados jogam para a plateia, o caos vai se instalando fora dos gramados, com o setor enfrentando momentos de extremas dificuldades. Seria cômico, se não fosse trágico.

Diálogo

Perspectiva

O Dia das Mães deste ano deverá injetar R$ 452,6 milhões na economia de Mato Grosso do Sul, segundo pesquisa do IPF-MS e Sebrae-MS. Apesar de leve queda de 3,3% na intenção de consumo, o volume se mantém próximo ao de 2025.

Mais

Do total, R$ 234,7 milhões devem ser gastos com presentes e R$ 217,8 milhões, comemorações. A pesquisa indica que 64,17% dos consumidores pretendem comprar presentes, com gasto médio de R$ 242,94, enquanto 66,08% devem celebrar a data, com gasto médio de R$ 218,95.

DiálogoDra. Maria José Maldonado e Dr. Guilherme Maldonado

 

DiálogoJo Holley e Armin Schwander

Mornas

Com 20 deputados apoiando o governo do Estado, as sessões na Assembleia Legislativa de MS estão mornas no que se relaciona a discussões de projetos, mesmo os mais polêmicos. A oposição, restrita a quatro deputados, três do PT e um do Novo, até que esboça uma certa reação, mas acaba “engolida” pela base governista. O que se tem visto são discussões de assuntos menos relevantes, daqueles que geram bate-boca para tentar sensibilizar o eleitor.

Puxando

O aval de Lula ao pedido de empréstimo do governo do Estado de R$ 1,2 bilhão ao Bird e aprovado pelo Senado, está sendo defendido pelos petistas como um grande feito do governo federal. A discussão ocorreu na Assembleia, até que alguém lembrou que se não fosse a capacidade de endividamento do Estado, isso não seria possível. Dizem que a fase por lá é a tese do “copo com água pela metade”: está meio vazio ou está meio cheio.

Solitário

O Psol sairá mesmo sem estar aliançado a partidos do mesmo campo ideológico, preferindo enfrentar as urnas, “na cara e coragem” como na maioria das outras ocasiões. Apesar disso, apoiará a provável pré-candidatura de Lula à reeleição. O pré-candidato ao governo do Estado Lucien Rezende se identifica como “pequeno produtor rural” e já foi secretário de Desenvolvimento de Ribas de Rio Pardo. Já o pré-candidato ao Senado é Jonas Carlos da Conceição, o Beto do Movimento ou Beto sem Terra.

Aniversariantes

Eudiley Proença,
Dr. José Kimei Wanderley Tobaru,
José Carlo Tenório,
Dr. Geraldo Resende Pereira,
Fábio Rezek Silva,
Inara Maria Correa Peixoto de Azevedo,
Luciana Ferrari Ledesma,
Eliane de Oliveira,
Aguida Salem,
Aparecido José do Carmo,
Mauro Abrão Siufi,
Vilma Carlos Nantes Silveira,
Sônia de Oliveira Paulino dos Santos,
Sérgio Pedrossian de Abrantes,
Pe. Reginaldo Nascimento Padilha,
Dra. Kamilla Amaral Gonçalves,
Ariel Morilhas Corrêa da Costa,
Guilherme Tabosa,
Karen Recalde Rodrigues,
Carmen Marina do Nascimento Gomes,
Cezar Mafus Maksoud,
Dr. Denis Cleiber Myashiro Castilho,
Junichi Ono,
Carlos Augusto Martinez dos Santos,
Adrianus Lodevicus Maria Vosters,
Edem Luiz Sleimam,
Fernando José Oliveira de Moraes Cardoso,
Jair Alves de Souza,
Zulma Ferreira Nantes,
Pedro Ribeiro de Assunção,
João Rosa Ferreira,
Marcelo Galiano Fernandes,
Edinho Neves,
Leopoldo Ramão Aguero,
Talita Machado Nogueira Guimarães,
Graziele Carneiro,
Luciene Barbosa Anastacio da Silva,
Cristina Aparecida Ferreira da Silva,
Jessika(Jehh) Pazini de Castro,
Andréa Roselle de Souza Medeiros,
Dra. May Melke Amaral Penteado Siravegna,
Urbano Aloysio Rihl,
Dorival Barbosa Campos,
Luiza Soares de Melo,
Ivanete Cruz Lopes,
Ailton Tanaka,
Ozane Moraes Gomes,
José Mauro de Campos,
Tereza Venécia de San Fulgêncio,
Zeli Loubet de Almeida,
Bráulio Cândia,
Sandra Maria Amorim dos Santos Baltha,
Cléber Navas,
Rogério Santiago de Mello,
Francisca Souza Nepomuceno,
Jacy Fonseca Andrade Pinho,
Joana Camila Santiago de Mello,
Juliana Peixoto,
Antônio Clementino da Silva,
Lázaro Sandim,
Reinaldo Antonio de Queiroz,
Dr. Francisco Gomes Rodrigues,
Dra. Maria Lúcia Nakamatsu,
Genoveva Witake Quintella,
Júlio César de Oliveira,
Alda de Jesus Garcia Brown,
Gilberto Salermo,
Elias Martinez,
Letícia Coelho Novaes,
Ernani Fortunati,
Sandra Vieira Nunes,
Carolina Silva,
Mário Sérgio Vieira,
Aislan Felipe da Silva,
Maria Auxiliadora Nunes,
Carlota Maria Lopes,
Maria Aparecida de Sales,
Antonino Gauto Rios,
Marcos Otávio Bezerra Brates,
José Carlos Barbosa,
Aurinete Florência da Silva,
Odair Jaques dos Santos,
Orozimbo Garcia Decenzo,
Helga Livis Lopes,
Dra. Maiza dos Santos Viegas,
Tatiana Rodrigues de Souza,
Dorival Gonçalves,
Paulo Eduardo Palermo Martins,
Maria de Freitas,
Carlos Takumi,
Félix Fernando Santiago de Mello,
Pedro Bezerra da Silva,
Sônia de Aquino Grisoste Barbosa,
Dr. Jeoli Medeiros da Cunha,
Luiz Antônio Ruiz Filipe,
Antônio Marcos da Silva,
Everton Will,
Luis Hervê Castilho,
João Belarmino Figueiredo,
Elison Yukio Miyamura,
Flavia Roberta Ayres Filipini,
Thaís Pereira Rihl Vergitz,
Claudinei Antonio Poletti,
Ariana Mourão Borges. 

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

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