Correio B

IMPOSTO DE RENDA

Gimenez não declara pensão de Jagger e deve mais de R$ 1 milhão

Gimenez não declara pensão de Jagger e deve mais de R$ 1 milhão

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Luciana Gimenez anda de cabelo em pé. É que a apresentadora foi surpreendida pela notícia de que deve mais de um milhão ao Fisco, de impostos que nunca recolheu da pensão alimentícia de quase US$ 20 mil mensais (R$ 40 mil) que recebe de Mick Jagger.

A bolada, usada para suprir as necessidades básicas de Lucas (estudo, alimentação, babás, escolas de línguas), nunca foi declarada ao Leão. Uma fonte da coluna conta que Luciana quase caiu para trás quando soube da irregularidade e já acionou seus advogados para resolver o imbróglio.

E por falar na apresentadora, comenta-se na Rede TV! que a bela tem perdido licenciamentos de óculos, esmaltes e sapatos e já não anda faturando como antes.

Correio B

Influenciadora americana cede aos encantos de Clarice Lispector

Após colocar o escritor Machado de Assis entre os mais lidos nos Estados Unidos, a crítica literária Courtney Henning, se rende a genialidade da escritora

23/07/2024 18h00

A crítica literária iniciou o desafio de ler um autor por país, mas parece que vai passar mais um tempo entre obras literárias do Brasil

A crítica literária iniciou o desafio de ler um autor por país, mas parece que vai passar mais um tempo entre obras literárias do Brasil Reprodução Tik Tok

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A crítica literária Courtney Henning, depois de se encantar com Brás Cubas de Machado de Assis, cedeu aos pedidos e leu um livro de Clarice Lispector; o resultado conforme uma expressão em inglês foi de uma verdadeira 'blow mind' (explosão da mente).

Agora Courtney,  lança aos brasileiros o questionamento: "como vocês conseguem viver depois de ler Clarice Lispector.

Henning, iniciou com um desafio de ler uma obra de cada país e durante o processo compartilhou com os seguidores no Tik Tok  a experiência com as obras.

Brás Cubas

Sem poupar adjetivos quando chegou na obra de Machado de Assis, a avaliação foi tão positiva que Brás Cubas entrou para a lista dos mais vendidos na categoria "Literatura Latino-Americana e Caribenha" da Amazon Americana.

Clarice Lispector

Os internautas brasileiros conhecidos pela persistência, começaram a indicar as obras da escritora Clarice Lispector.  Courtney chegou a comentar que duvidou e imaginou inclusive na possibilidade de que se tratasse de um caso superestimado. 

No entanto, o resultado foi totalmente oposto e após vivenciar a leitura de A Hora da Estrela,  não restaram dúvidas acerca da genialidade de Clarice Lispector. 

Por fim, a americana ficou tão extasiada com a intensidade de Lispector que está se perguntando "que água os brasileiros bebem".

A dúvida inicial, que geralmente acontece quando "brota" um monte de pessoas, indicando autores dissipou completamente. 

"Assim, como Machado, fiquei perdidamente apaixonada.  Eu li a Hora da Estrela e não sei nem dizer de qual trecho gostei mais", explicou Courtney. Veja:

 

 

 

 

Em alusão aos elogios, a Editora Rocco que possui os direitos das obras de Clarice Lispector no Brasil, respostou o vídeo no Instagram.

Com isso, é possível que o desafio da leitura de um livro de cada país acabe atrasando um pouco, caso Courtney descubra outros autores brasileiros.

 

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MEMÓRIA

O jardineiro fiel

Mais que um hobby, orquídeas foram uma paixão do ex-senador e pioneiro da comunicação Antônio João, que fazia o cultivo com as próprias mãos e sonhou com jardins da preciosa flor na Avenida Afonso Pena

23/07/2024 10h00

Antônio João: a paixão pela arte e pela natureza suavizou-lhe a têmpera de pragmatismo e de rigor

Antônio João: a paixão pela arte e pela natureza suavizou-lhe a têmpera de pragmatismo e de rigor Foto: Arquivo Pessoal

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Quem passa pela altura do número 400 da Avenida Annes Salim Saad, no Núcleo Industrial de Campo Grande, talvez nem imagine que há por ali, instalada em um terreno de cinco mil metros quadrados, uma estufa que ocupa quase metade da área e que possui mais de 15 mil orquídeas de diferentes espécies.
O orquidário criado no local, no ano de 2012, foi uma iniciativa do jornalista e ex-senador Antônio João (1947-2023), também ex-diretor do Correio do Estado, entre outras patentes que assumiu ao longo da vida profissional em Campo Grande no segmento da comunicação. 

Elas, as orquídeas, foram uma paixão inseparável da rotina concorrida de Antônio João, que, mesmo quando estava espairecendo com outras atividades, acabava interrompendo o que fazia para mirá-las e estudá-las.
Um interesse afetuoso que comove tanto os velhos amigos com quem o jornalista compartilhava o amor pelas orquídeas quanto admiradores da flor que conheceram depois essa história de paixão de Antônio João pelo mundo vegetal. 

“Realmente é marcante ver a paixão do Antônio João. Eu estive lá há pouco mais de uma semana e na próxima vou levar um professor [especialista] da UEMS [Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul]”, empolga-se o agrônomo Carlos D’Amore.

“Não me prepararam para o verdadeiro choque de entrar no orquidário. Planejei fazer uma perícia objetiva, e os primeiros olhares foram para a estrutura da estufa, sem dúvidas excepcional e nada comparável com todas as outras já vistas. Mas a visão da imponência do acervo irrompeu e foi difícil de assimilar e mensurar”, relata D’Amore, da Secretaria Executiva de Agricultura Familiar, de Povos Originários e Comunidades Tradicionais, que integra a estrutura da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) do governo do Estado.

 

“ELAS ME ENTENDEM”

“O que me faz lembrar do Antônio João pelas orquídeas é a paixão que ele sempre teve pela natureza. Me lembro que a gente ia pescar no Rio Piquiri. Ele tinha um pesqueiro lá e a gente, às vezes, estava navegando para achar o melhor lugar para parar para pescar, ele via uma orquídea na beira do rio, em alguma árvore, ele parava, desviava, ia lá, olhava, tirava foto, analisava. E isso fez com que ele começasse a aprofundar o conhecimento nas orquídeas”, conta o senador Nelsinho Trad, que por décadas foi amigo do ex-diretor do Correio.

“Ele desenvolveu o orquidário e me deu uma ideia que foi muito bem aceita na época, onde a gente fez uma campanha junto às floriculturas para que elas pudessem nos dar mudas que não fossem mais comerciáveis para que a gente pudesse plantá-las nas árvores centenárias da Avenida Afonso Pena”, relembra o parlamentar.

“Isso foi feito, ele acompanhou de perto e foi muito bem aceito pela sociedade. A gente também fez uma campanha assim: ‘Vai ser o Dia dos Namorados, você vai ganhar uma orquídea de presente, quando ela não estiver mais lhe sendo útil, doa para nós que nós vamos replantá-la’. E isso aí pegou na cidade. A gente cultivou também esse hábito dentro da cidade”, prossegue o senador.

“O Antônio João falava assim: ‘Eu prefiro ficar na companhia das orquídeas, porque elas me entendem e elas não me fazem mal’. Ele tinha as orquídeas como verdadeiras amigas dele. Ele sabia o nome de cada uma e, quando elas floriam, tinha gente que batia lá: ‘Ó, achei essa orquídea aqui não sei aonde. O que é que você acha dessa?’; ‘Puxa, essa é rara, essa não sei o quê, tem que podar esse lado, tem que fazer aquilo’”, conta Nelsinho Trad.

“Aí ele desenvolveu o orquidário, que acabou sendo uma referência para os orquidófilos de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul. A gente trouxe para cá, na época em que eu era prefeito (2005-2013), uma exposição nacional de orquídeas. Foi muito legal. E eu digo para você: a alma do Antônio João se parece muito com uma orquídea. Doce, forte, suave, presente e imprescindível. Muitas saudades do meu amigo Antônio João”, emociona-se o político do Partido Social Democrático (PSD).

Antônio João: a paixão pela arte e pela natureza suavizou-lhe a têmpera de pragmatismo e de rigorO orquidário tem um acervo estimado em mais de 15 mil exemplares, “entre Cattleya, Catasetum, 
Oncidium, Cymbidium, Brassia, Pleurothallus, Encyclia e até Vanilloideae”

ACERVO

“Tenho paixão por orquídeas, mas me impus a nunca progredir para entendido, especialista ou profissional para não perder o fascínio por essas plantas, rainhas da beleza nos períodos mais difíceis do clima nos nossos cerrados ou matas, mas presentes no mundo inteiro, menos em desertos e geleiras”, diz Carlos D’Amore. 

O agrônomo de origem italiana foi indicado por colegas da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de MS (Agraer) para colaborar com a equipe que atualmente cuida do orquidário legado por Antônio João.

“Comecei a olhar as plantas, lendo algumas das plaquinhas de identificação e ficando mais entusiasmado ainda e surpreso entre quantidade, qualidade, riqueza, com a antevisão e o ardor do Antônio João, que acabei me afastando de Dona Nara [que o acompanhava] pelas mesas das plantas, sem perceber”, conta D’Amore sobre a primeira visita ao espaço.

“Se a ideia inicial era vender rapidamente as plantas mais comuns e ordinárias, já aconselhei a envolver estudiosos e especialistas, porque há várias espécies, variedades e híbridos importantes, até do ponto de vista governamental, porque a Cattleya é a flor símbolo do nosso estado desde 2019 e não se deveria correr o risco de prejudicar a coleção. No acervo acredito ter mais de 15 mil exemplares, entre Cattleya, Catasetum, Oncidium, Cymbidium, Brassia, Pleurothallus, Encyclia e até Vanilloideae”, enumera o agrônomo.

“Há, com certeza, exemplares raros e importantes geneticamente e valiosos até do ponto de vista monetário. Me contaram que o sr. Antônio João, com pensamento visionário, inovador e criativo, distribuiu mais de 1.000 mudas nas árvores da Avenida Afonso Pena, em algumas subindo pessoalmente em escadas”, relata. 

“Mas infelizmente a população roubou todas assim que começaram a florescer. Se perdeu, para a ignorância de alguns, mas também pelo descaso das autoridades, um cartão-postal que seria um marco mundial para Campo Grande”, queixa-se D’Amore.
 

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