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LOLZEIRO

Ícone do cenário competitivo de LoL, Kami expõe sua jornada como pró-player na Parada Nerd

Campeão do CBLOL de 2013 e também de 2015, ele participou do último dia de evento, dando dicas para quem sonha em jogar profissionalmente

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Campeão do CBLOL de 2013 e também de 2015, Gabriel "Kami" participou do último dia da 7.ª Parada Nerd - no Bosque Expo em Campo Grande -, onde comentou sobre o atual cenário de League of Legends e também deu dicas para os fãs que sonham em jogar profissionalmente. 

Tendo seu início de carreira em época que, segundo o próprio ex pró-player, "era tudo mato", Kami revela que sua experiência profissional é pouco aplicável nos dias de hoje. 

"Tinha menos competição, e menos gente querendo viver disso e ingressar no cenário competitivo. Aconteceu meio de tabela, estava jogando em casa, me chamaram para o time e aconteceu", comenta ele. 

Segundo o atual criador de conteúdo da paiN Gaming, hoje em dia tem caminhos mais definidos. 

"Você começa em ligas amadoras, várias universidades fazem campeonatos locais, online também, só montar um time e inscrever para começar a disputar premiações, ainda que simbólicas. Mas já vai tendo experiência competitiva". 

Ele também exalta as experiências que tem acontecido por todo o Brasil, que ajudam a descentralizar o cenário competitivo dos eixo Rio/São Paulo. 

"Eu acho que tem muito público muito carente de eventos como a Parada Nerd aqui em Campo Grande que - inclusive belíssimo evento -, está muito bem organizado", diz. 

Segundo Kami, com a oportunidade de viajar pelo Brasil no pós pandemia, tem percebido o pessoal mais feliz com os eventos.  

"Porque não chega, é difícil fazer campeonato em cidades mais isoladas, é sempre Rio, São Paulo. Então fico muito feliz, de viajar para fora desses locais e encontrando o pessoal que é sempre muito caloroso. A gente fica muito feliz de ver que os eventos estão investindo e trazendo as pessoas que eles gostariam de ver", expõe. 

E o nacional? 

Sobre os atuais campões do CBLoL, Kami classifica a performance da Loud como "ok". 

"Todo mundo espera uma performance muito boa do Brasil lá fora, que ainda não veio (diz ele em tom de brincadeira). Temos fé que ainda ela vem", cita.

Para Kami, o LoL aparece como um jogo muito dinâmico e que, a experiência que a equipe pôde ter, não passa disso. 

"A experiência não importanta tanto, porque eles estão voltando para o Brasil agora e daqui a dois meses o jogo é outro. Vai entrar as mudanças de pré-temporada, vai mudar todo o negócio da selva". 

Ele cita que essa é mais uma dificuldade para os times de regiões menores melhorarem.  

"Acho que o modelo do CBLoL é muito bom, no sentido de que a gente tem um campeonato muito bem estruturado, todo final de semana tem jogo... maravilhoso. Mas tem poucos campeonatos internacionais", comenta. 

Kami esteve presente no último dia de Parada Nerd e conversou com o público e jornalistas sobre a carreira como pró-player e cenário de League of LegendsKami esteve no último dia de Parada Nerd e conversou com o público e jornalistas 
sobre a carreira como pró-player e cenário de League of Legends

Kami destaca que os times nacionais não têm muita oportunidade lá fora, não podem jogar em outra liga, já que é limitado a dois jogadores estrangeiros. 

"Então não tem como fazer um time brasileiro na América do Norte, porque ninguém vai contratar brasileiro se tem gente melhor e mais barata em outros lugares". 

Também, ele aponta que não sabe exatamente o que precisa ser feito, para que o cenário competitivo melhore de nível, mas exalta o nível de produção nacional que, segundo ele, "não perde pra ninguém". 

Representatividade 

Por fim, Kami - que assumiu publicamente sua orientação sexual - revela que até hoje recebe mensagens de pessoas dizendo que foram ajudadas pela iniciativa dele, ou que deixaram de ser preconceituosos graças à atitude dele. 

"E essa foi a intenção. Ainda não era assumido e queria, porque as pessoas me comparavam muito com o Félix da novela que passava na época, perguntavam se eu era gay e resolvi falar logo", revela. 

Sua ideia foi justamente aproveitar a visibilidade que tinha, para ser exemplo num ambiente que consegue, muitas vezes (segundo o jogador), ser tóxico e "não amigável" com quem é diferente. 

"É online e com uma galera mais nova, que as vezes não aprendeu da vida que reproduzir preconceito é errado e tudo mais. Mostrar para as pessoas que está tudo bem se o pró-player que eles gostam de assistir é gay". 

Se dizendo otimista, Kami acha que, com o tempo, as coisas vão estar cada vez melhor. 

"Quando me perguntam de cenário feminino, por exemplo, acho que não tem uma solução imediata de um cenário maravilhoso ano que vem. Mas ano após ano as coisas vão melhorar, acho que estamos num evento em que as pessoas são cada vez mais abertas às diferenças". 

Ainda assim, esses casos nocivos - inclusive entre influenciadores - acontecem, mas ele garante que as medidas para "minar" esse tipo de comportamento tem sido tomadas. 

"Ninguém mais vai assistir e dar público para um cara que é preconceituoso, machista. Ainda assim acontece, é uma pena, tem muita gente que não entende o peso da visibilidade, de estar influenciando as pessoas, que o que a gente fala importa", finaliza.

 

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Saúde Correio B+

Mês da Menopausa: Especialista em menopausa cria a primeira categoria menotech do Brasil

Nutricionista une ciência, cuidado e tecnologia para ressignificar o debate sobre a saúde da mulher

24/10/2026 16h30

Mês da Menopausa: Especialista em menopausa cria a primeira categoria menotech do Brasil

Mês da Menopausa: Especialista em menopausa cria a primeira categoria menotech do Brasil Foto: Divulgação

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A menopausa não é uma fase da vida: é um marco. O diagnóstico é retrospectivo, confirmado após 12 meses consecutivos sem menstruação, e acontece em média por volta dos 50 anos (STRAW+10, Harlow et al., 2012).

Fase é a perimenopausa — o período de transição que começa anos antes, muitas vezes ainda na casa dos 40 ou dos 35, e é onde a maior parte das queixas aparece. É essa distinção, ignorada por décadas, que transformou o tema em agenda de saúde pública, de mercado e de longevidade.

Foi com esse olhar que a nutricionista Vanessa Costa criou a NutrAlive, marca de suplemento alimentar para mulheres 35+, e a MenoTech, empresa de capacitação de profissionais para o cuidado da saúde feminina. Vanessa é também a autora do conceito de menotech no Brasil: o território em que ciência, dado e cuidado multidisciplinar se aplicam à segunda metade da vida da mulher.

“Eu trato o tema em três lugares ao mesmo tempo: na formação de profissionais, para que a mulher encontre alguém preparado quando procurar; na comunicação, para que ela se informe e saiba o que perguntar; e na comunidade, para que não atravesse esse momento sozinha”, diz Vanessa Costa.

A terceira frente é uma comunidade fundada por ela para reunir mulheres que atravessam a transição.
Especialista no tema, Vanessa Costa é colunista da Gazeta de S. Paulo e do FitFeed, onde assina artigos de Saúde da Mulher e Menopausa.

A ideia da NutrAlive nasceu de uma experiência pessoal. Aos 38 anos, Vanessa foi diagnosticada com insuficiência ovariana prematura história que ela contou publicamente na coluna “Ninguém me perguntou”, na Gazeta de S. Paulo. “Não era só sobre mim. Era uma lacuna que eu via todos os dias: a mulher chegava a partir dos 35, 40 anos com um conjunto de queixas reais e saía com a resposta de que era da idade.

Não havia nada estruturado, do ponto de vista nutricional, pensado especificamente para essa fase da vida”, completa a nutricionista. O tamanho do problema é conhecido. Os sintomas vasomotores — os calores — duram em média 7,4 anos e podem se estender por mais de uma década nas mulheres que começam a senti-los ainda na perimenopausa (Avis et al., JAMA Internal Medicine, 2015).

O suplemento alimentar da NutrAlive é uma dose diária de 6,5 g com 7 ativos: creatina (3000mg), vitamina D (20 μg), cálcio (500mg), beta-glucana (0,8 g), triptofano (200mg), ácido ortossilícico (0,5 mg) e extrato de cranberry (39 mg). A fórmula tem sabor natural de cranberry, sem conservantes, sem adoçantes artificiais e sem corantes. O produto é vendido na loja virtual própria da NutrAlive e na Amazon, com opção de assinatura mensal.

A MenoTech foi criada em parceria com o professor e coordenador científico Kelvin Taporosky. Na formação, Vanessa Costa assina o Módulo 08, sobre Gestão em Menopausa e Longevidade Feminina. Ela é também a criadora.

Vanessa Costa é nutricionista, cientista social e empresária. Nascida no Rio de Janeiro (RJ), tem 45 anos, é casada, mãe de pet e mora em São Paulo (SP). É formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e em Nutrição pela Universidade Cruzeiro do Sul, com pós-graduação em Saúde da Mulher e Nutrição Estética, Compulsão Alimentar e Coach Nutricional.

CEO-fundadora da NutrAlive, criou um suplemento alimentar formulado para mulheres a partir dos 35 anos. Fundadora da MenoTech, atua na formação multidisciplinar de profissionais com foco em menopausa e longevidade feminina. É colunista da Gazeta de S. Paulo e do FitFeed, sendo uma das principais comunicadoras especialistas em menopausa no Brasil.

Moda Correio B+

Entre Costuras & CuLtura: SPFW: A moda brasileira se reinventa sem esquecer suas origens

Encerrando as celebrações dos 30 anos do evento, a temporada reafirmou a importância da moda brasileira como território de criação, identidade e expressão cultural.

24/10/2026 15h30

Entre Costuras & CuLtura: SPFW: A moda brasileira se reinventa sem esquecer suas origens

Entre Costuras & CuLtura: SPFW: A moda brasileira se reinventa sem esquecer suas origens Foto: Divulgação

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A moda é, antes de tudo, uma expressão do tempo em que vivemos. Ela traduz comportamentos, resgata memórias e revela transformações culturais. Foi justamente essa capacidade de conectar passado, presente e futuro que marcou a 61ª edição da São Paulo Fashion Week, realizada em outubro de 2026.

Encerrando as celebrações dos 30 anos do evento, a temporada reafirmou a importância da moda brasileira como território de criação, identidade e expressão cultural.

Entre nomes consagrados e novos talentos, as passarelas apresentaram diferentes interpretações do vestir contemporâneo. Alexandre Herchcovitch explorou uma estética romântica com referências boêmias, enquanto João Pimenta trouxe uma alfaiataria de proporções amplas e linguagem urbana.

A Artemisi chamou a atenção pela combinação entre trabalho manual, tecnologia e elementos tridimensionais, demonstrando como inovação e tradição podem coexistir. Já o retorno da Ellus à programação reforçou a relevância de marcas que ajudaram a construir a história da moda nacional.

Um dos aspectos mais interessantes desta edição foi a valorização do fazer artesanal. Marcas como Catarina Mina e Hisha evidenciaram técnicas manuais, bordados e saberes tradicionais, lembrando que o verdadeiro valor de uma peça também está no conhecimento e no tempo dedicados à sua criação.

Esse movimento convida a uma reflexão importante: a moda precisa necessariamente ser rápida para continuar relevante?

As coleções também revelaram uma diversidade de linguagens estéticas. Transparências, sobreposições, volumes generosos, texturas e novas interpretações da alfaiataria apareceram nas passarelas, mostrando que não existe uma única direção para o vestir contemporâneo.

Mais interessante do que identificar uma tendência dominante foi observar a liberdade criativa dos estilistas e a maneira como cada marca traduziu seu próprio universo.

Entre Costuras & CuLtura: SPFW: A moda brasileira se reinventa sem esquecer suas origensEntre Costuras & CuLtura: SPFW: A moda brasileira se reinventa sem esquecer suas origens - Divulgação SPFW

Entre os momentos que acompanhei pessoalmente, destaco o desfile de Amir Slama. A convite do estilista, tive a oportunidade de prestigiar uma apresentação que revisitou uma coleção histórica exibida em Nova York, no ano 2000.

A releitura, 26 anos depois, demonstrou como uma criação pode atravessar gerações sem perder sua essência. A beleza das peças, a construção das silhuetas e uma trilha sonora perfeitamente alinhada à proposta transformaram a apresentação em um espetáculo emocionante. Foi um daqueles momentos em que a moda ultrapassa a dimensão estética e desperta sentimentos.

Ao completar três décadas de história, a São Paulo Fashion Week nos faz pensar que a moda brasileira não precisa buscar sua identidade fora de suas fronteiras.

Nossa riqueza cultural, diversidade de referências e capacidade de reinvenção constituem um repertório criativo singular. O grande desafio está em preservar essa autenticidade enquanto se constroem novos caminhos para o futuro.

5 dicas para levar as inspirações da SPFW ao seu guarda-roupa

1. Aposte na alfaiataria contemporânea

Blazers estruturados, calças amplas e modelagens diferenciadas são ótimas escolhas para atualizar o visual sem perder a elegância. Experimente combinar peças de alfaiataria com itens mais descontraídos.

2. Valorize o trabalho artesanal

Bordados, rendas, crochês e peças feitas à mão acrescentam personalidade às produções. Além da estética, são escolhas que valorizam técnicas tradicionais e a identidade cultural brasileira.

3. Explore texturas e sobreposições

Misturar tecidos leves com materiais estruturados cria contrastes interessantes. Transparências também podem ser incorporadas de maneira sofisticada, respeitando seu estilo pessoal.

4. Resgate peças do seu próprio guarda-roupa

Antes de investir em novas tendências, revisite o que você já possui. Uma peça antiga pode ganhar uma interpretação contemporânea com novas combinações e acessórios.

5. Priorize sua identidade, não apenas as tendências

A principal lição das passarelas é a liberdade de expressão. Escolha aquilo que valoriza sua imagem, respeita seu estilo de vida e comunica quem você é. Afinal, elegância não está em seguir todas as tendências, mas em saber selecionar aquelas que fazem sentido para você.

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