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Lançamento B+: O músico João Gaspar lança single com co-produção do amigo Gabriel Sater

"Muito feliz em ter sido convidado pelo meu grande parceiro e produtor musical João Gaspar para co-produzir essa lindíssima composição que ele fez pra Cintia, sua esposa".

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Hoje, 17 de dezembro de 2023, chega em todas as plataformas: “FEITA PRA VOCÊ”, que marca o início de
uma nova fase na carreira de João Gaspar, que já possui um álbum instrumental lançado em 2013 (“A DANÇA DO PARAITINGA”), contemplado pelo edital do ProAC 2013.
Essa faixa será a primeira cantada pelo premiado artista em sua carreira profissional, abrindo um novo leque de produções que estão por vir.

A produção musical e arranjo é de João Gaspar (GasparMusic) e Gabriel Sater (Indomável Produções
Artísticas), o projeto visual é de Paula Cunha (Indomável Produções Artísticas), contando com a participação dos renomados músicos como: arranjo com o piano de Eloá Gonçalves, com o quarteto de cordas composto por Aramis Rocha, Daniel Rocha, Robson Rocha e Deni Feijó, arranjado por Ronaldo Cordas, que se unem aos violões de aço, nylon e vozes de João Gaspar, nesta emocionante canção.

Essa música carrega consigo desde o momento de sua criação, a emoção como principal elemento. Composta
por João Gaspar, “FEITA PRA VOCÊ” é dedicada à sua esposa Cíntia Mayara. A canção foi executada pela
primeira vez em público no dia de seu casamento, para a entrada da noiva.

"Eu fiz essa música pra minha esposa e cantei pra ela entrar na Igreja no dia do nosso casamento. Senti que lançar a canção exatamente 1 ano após essa data seria uma forma de revivermos esse dia tão especial", explica Gaspar.

Cintia e João - Foto: Divulgação

Incentivado por seu parceiro musical Gabriel Sater, que assina a coprodução da faixa, João Gaspar resolveu
registrar essa composição para lançar após um ano da data do seu casamento em 17 de dezembro de 2022.

"Feliz em ter sido convidado pelo meu grande parceiro e produtor musical João Gaspar para co produzir essa lindíssima composição que ele fez pra Cintia. É maravilhoso poder retribuir tudo o que João Gaspar me ajuda desde 2014 nas minhas produções musicais ano após ano. Ele assina a co produção musical dos meus últimos 02 álbuns, do DVD "Quando For a Hora" e do novo CD que será lançado em março de 2024. É artista multi talentoso e a cada se supera com seu profissionalismo", se emociona Gabriel que completa:

"A canção "Feita pra Você" é o primeiro single de João Gaspar navegando pelas águas do seu repertório de canções. Desde a primeira vez que o João me apresentou essa música e pedia pra ele gravar. Ficamos muito emocionados quando ouvimos a versão final masterizada do lançamento, està belissima e emocionante".

É nitída a amizade, admiração e repeito entre os amigos e parceiros Gaspar e Gabriel, que sem dúvida vai perpetuar por uma longa data e também momentos como a indicação ao Grammy Latino.

"Conheci o Gabriel através do meu mestre Negão dos Santos. Tocamos juntos pela primeira vez em 2009. Com o tempo passei a auxiliar nas produções musicais até que assumi a co-produção musical dos álbuns. Gabriel é a pessoa que mais me incentiva a seguir em frente com a minha carreira solo, além de ser um baita amigo pra todas as horas. Um momento muito marcante foi nossa ligação por vídeo pra contar que o álbum “Erva Doce” tinha sido indicado ao Grammy Latino. Gabriel tira sarro da minha cara de choro até hoje", divide Gaspar.

A canção que está sendo lançada hoje, abre com uma introdução de piano e cordas, seguindo com os violões e vozes se entrelaçando com os instrumentos, deixando ainda mais comovente.

João Gaspar - Divulgação

 

 

Cinema Correio B+

VisionQuest: entre a memória e o sentimento

Entre memórias e afetos, VisionQuest revisita o legado da Marvel, mas tropeça no excesso de explicações.

17/10/2026 14h00

VisionQuest: entre a memória e o sentimento

VisionQuest: entre a memória e o sentimento Foto: Divulgação

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Antes de voltar a reunir seus heróis no cinema em Vingadores: Doutor Destino, previsto para dezembro, a Marvel faz uma pausa para olhar para um personagem que carrega uma de suas perguntas mais interessantes: o que nos torna humanos?

Em VisionQuest, no Disney+, o Visão de Paul Bettany precisa descobrir quem é depois de recuperar as lembranças de uma vida com a qual já não consegue se conectar emocionalmente. Uma premissa excelente. A execução, porém, nem sempre acompanha.

A série completa a trilogia iniciada com WandaVision e continuada por Agatha Desde Sempre. É uma herança pesada. A primeira transformou o formato das comédias de televisão numa expressão do luto, enquanto a segunda encontrou personalidade no encontro entre bruxaria, perda e desejo.

Agora, cabe ao Visão dar continuidade a essa discussão pelo caminho da inteligência artificial. Entre os três, talvez seja ele quem tenha o conflito mais diretamente ligado ao nosso presente.

Para quem perdeu algum capítulo desse universo, estamos acompanhando o Visão branco, reconstruído depois da morte do original.

Ele recebeu as memórias de sua versão anterior, mas lembrar de Wanda e da família que tiveram não significa recuperar o amor que sentia por eles. Sabe o que aconteceu. Não necessariamente sente o que viveu. A distância entre essas duas experiências é o melhor material da série.

Uma memória pode registrar um acontecimento sem restituir o afeto que lhe dava sentido. O Visão consegue acessar seu passado, mas precisa construir uma relação com ele.

Bettany trabalha bem essa suspensão, entre o reconhecimento e o estranhamento, sem perder a delicadeza que sempre distinguiu o personagem. Há algo doloroso em observar alguém diante da própria história sem saber quanto dela ainda lhe pertence.

O problema é que VisionQuest parece desconfiar da nossa capacidade de perceber tudo isso. Explica, repete, reforça. O roteiro frequentemente transforma uma dúvida existencial em conversa didática, alongando situações que poderiam ganhar força com menos palavras.

A música e os cenários também procuram ampliar emoções que a própria narrativa ainda está tentando produzir. Em vez de nos aproximar, esse esforço às vezes evidencia a distância.

É James Spader quem dá à série a personalidade que lhe falta em vários momentos. Seu retorno como Ultron recupera o humor, a ameaça e a vaidade de uma inteligência que sempre teve opiniões demais sobre a humanidade. A interação com Bettany movimenta a trama e permite que as contradições apareçam sem tanta explicação.

A presença de Ultron também reconecta o Visão às suas origens e ao legado de Tony Stark. J.A.R.V.I.S., a criação que ajudou a formar esse herói, pertence a uma época em que a tecnologia da Marvel tinha a personalidade de seu inventor.

Tony está ausente, mas suas escolhas continuam produzindo consequências. Nesse sentido, a série reúne pontas importantes sem precisar transformar cada conversa num anúncio do próximo filme.

Ainda assim, viver à sombra de WandaVision cobra seu preço. Recuperar a célebre reflexão sobre o luto como amor que persevera não garante o impacto que ela teve quando foi pronunciada pela primeira vez.

A repetição pode até diminuir sua força. Ali, a frase emergia de uma experiência; aqui, corre o risco de funcionar como uma lembrança de como aquela série nos emocionou.

Eu queria me emocionar mais com VisionQuest. Gosto do personagem, da delicadeza de Paul Bettany e dessa ideia de que recuperar uma memória não significa reencontrar o que sentimos.

Mas, por enquanto, é James Spader quem me faz querer continuar. Há uma ironia nisso: numa série sobre a humanidade do Visão, é Ultron quem traz mais vida.

Crônica

O brioche e o aplicativo

17/10/2026 09h45

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Conversando ao telefone com uma amiga de infância – daquelas que a vida brindou com uma conta bancária de muitos dígitos e que mora longe daqui –, o assunto caiu na nossa saudade e na distância. Falei que estava complicado planejar uma viagem para visitá-la por conta do preço das passagens aéreas nacionais, que andam se igualando aos valores dos bilhetes internacionais. A resposta dela veio rápida, embalada por uma naturalidade surreal: “Ah, amiga, então venha de Uber!”

Sorri em silêncio do outro lado da linha. Não havia maldade no tom dela, nem arrogância. Havia apenas o hábito e o conforto de quem habita uma realidade tão distante da minha, que a lógica do cotidiano ganha outras réguas.

No mundo dela, o deslocamento interestadual para me receber é uma questão de clique, não de orçamento. O episódio acabou por me lembrar um dos mitos mais duradouros da história: a famosa frase atribuída a Maria Antonieta.

Diz a lenda que, ao ser informada de que os camponeses parisienses passavam fome e não tinham pão, a última grande rainha de Versalhes teria respondido: “Se não têm pão, que comam brioches”. Os historiadores já provaram que a rainha francesa nunca proferiu essas palavras.

A frase, na verdade, apareceu pela primeira vez na obra do filósofo Jean-Jacques Rousseau e foi colada à imagem de Maria Antonieta anos após a sua morte, no dia 16 de outubro de 1793, como parte de uma impiedosa guerra de propaganda revolucionária para pintar a monarquia como o ápice da futilidade.

Embora Maria Antonieta não tenha dito a frase, o mito colou porque traduzia perfeitamente o abismo que separava o palácio do vilarejo. A rainha não odiava o povo; ela apenas não fazia a menor ideia de quanto custava um pedaço de pão, muito menos um brioche.

Séculos depois da queda de Versalhes, percebo que os palácios mudaram de endereço, mas as bolhas continuam intactas.

O “venha de Uber” da minha amiga é o brioche da nossa era tecnológica. Ele revela como o privilégio extremo anestesia a percepção das dificuldades alheias. Não se trata de falta de empatia, mas de uma profunda desconexão geográfica e social. 

A tecnologia avançou, os transportes encurtaram distâncias, mas o topo da pirâmide continua flutuando em um éter em que as engrenagens do mundo real – o preço do combustível, a fatura do cartão, a tarifa dinâmica do aplicativo – simplesmente não fazem barulho.

No fim das contas, só resta perdoar minha amiga e a sugestão do Uber interestadual, assim como a história deveria suavizar o julgamento sobre a ignorância econômica da rainha guilhotinada. Afinal, viver em Versalhes – seja na França do século 18 ou em um condomínio fechado de alta classe hoje em dia – deve ser mesmo um lugar muito confortável e bonito.

O único problema é que, de lá de cima, é impossível enxergar o tamanho do abismo que nos separa.
Minha amiga, infelizmente, não está sozinha nessa anestesia coletiva que toma conta da elite deste País.
* Jornalista e cronista.

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