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Diálogo

As redes sociais estão "en-tu-lha-das" de hiper-mega-grandes pré-candidato... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta sexta-feira (24)

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José Saramago - escritor português

As palavras proferidas pelo coração não tem língua que as articule, retém-nas um nó na garganta e só nos olhos é que se podem ler”.

Felpuda

As redes sociais estão “en-tu-lha-das” de hiper-mega-grandes pré-candidatos a alguma coisa     nessas eleições. Todos, sem exceção, decidiram “mostrar serviço”(ops!) nesses poucos meses restantes antes do pleito em outubro. São tantas maravilhas, conquistas, preocupações, que alguns internautas estão se perguntando se não vieram juntos com os quatro astronautas da missão Artêmis II, que regressaram recentemente. Pelo que esse pessoal está falando, até parece que vive em outro planeta. E que o distinto eleitor se prepare, porque a campanha eleitoral nem começou. Afe!

Sem conversa

A Comissão de Direitos Humanos rejeitou a sugestão legislativa que propunha regulamentar o uso e o autocultivo de maconha no Brasil. Os senadores seguiram o voto de Eduardo Girão, que destacou os efeitos nocivos da substância e apontou “inviabilidade prática” na fiscalização.

Mais

A proposta surgiu de ideia apresentada no e-Cidadania pelo cidadão Diego B., que obteve mais de 20 mil apoios em um mês. O texto previa a liberação do uso adulto e o cultivo de até 20 plantas por pessoa, como forma de reduzir a dependência do mercado ilegal.

Dra. Rita Terezinha de Queiroz Figueiredo e Dr. Wildes FigueiredoDra. Rita Terezinha de Queiroz Figueiredo e Dr. Wildes Figueiredo - Foto: Studio Vollkopf

 

Elen Clarice e Julio AndradeElen Clarice e Julio Andrade - Foto: Thiago Mattos

Foco

O eleitorado de Campo Grande continua sendo a grande preocupação dos pré-candidatos, majoritários e proporcionais, tendo em vista que há necessidade de estratégia diferenciada para conquistá-lo. Assim é que os partidos estão “queimando a pestana” para estabelecer uma campanha eleitoral propositiva, sem baixarias e que possa agradar os 628.183 eleitores aptos a votarem na Capital. Desse total, 342.511 são mulheres e 285.672 são do sexo masculino.

Andanças

O deputado estadual Roberto Hashioka exerceu vários cargos  durante anos na administração tucana, até que em 2022 deixou o PSDB para se abrigar no União Brasil. Porém, com a entrada de Geraldo Resende no partido, ele foi para o Republicanos, sigla na qual disputará o cargo de candidato a deputado federal. Sua esposa, a ex-deputada Dione Hashioka, estaria pronta para tentar voltar à Assembleia de MS, concorrendo a uma das vagas pelo União Brasil.

Menos

O presidente da Câmara Federal, Hugo Motta, defendeu a derrubada do veto de Lula ao projeto de dosimetria, que reduz penas de condenados pela “tentativa de golpe”. Segundo ele, há consenso de que algumas punições foram excessivas. Motta afirmou que a proposta não configura anistia, mas altera o Código Penal para permitir pedidos de revisão ao Supremo Tribunal Federal. Para o parlamentar, a medida busca distensionar as relações entre os Poderes. Sei não...

Aniversariantes

Annelise Giordano de Barros Miranda;
Dr. José Mauro Pinto de Castro Filho;
Marianna de Paula Aquino;
José Saraiva Braz;
Marilúcia Pereira Sandim;
Ivone Ermenegildo;
Janete Chacha Martins;
Andrea Cristina Inacio Marcelino de Melo;
Ciro Yonamine;
Gelson Vicente Gomide;
Antonio Silva Batistella;
Luiz Maiolino Brum;
Mário César Oshiro;
Edite Borges de Assis;
Aroldo Luiz Moreira;
Bernardino Cardoso;
Djeferson Lamperth;
Eleida Moreira Jacques;
Kazuo Yamasaki;
José Carlos de Melo;
Dra. Lidia Satsico Aracaqui Ayres;
Ricardo Miguel Duailibi;
Lucimar Nilda Soares da Silva;
Marlúcia Maria da Silva Pedroso;
Gisele Araújo Mosena;
Rosely Marla Giordano Santos;
Marilza de Carvalho Rezende;
Paulo Joel de Rezende;
Luisa Soares de Melo;
Márcia Aparecida Marinho;
Antônio Carlos da Silva;
Gisele Souza Araújo;
Paulo Eduardo Garcia Cardoso;
Maria Cristina Barros Machado Bogalho;
Dr. Gilberto Siqueira;
Antônio Roberto Prudente;
Regina Nunes Cardoso;
Valter Guandaline;
Maria Aparecida de Souza;
André Wanderley Lacerda Courbasier;
Regina Maura Carrato Grande;
Dr. Claudio Razuk;
Antonio Augusto Sarubbi;
Dra. Helena Márcia Nascimento;
Simone Sanches Barbosa;
Luana Constantino Medina;
João Ferreira Neto;
Nerilda Garcia Alves;
Aquibaldo de Matos Pereira;
Antônia Cândida dos Santos;
Dr. Nélio Soares da Silva;
Heliana Braga;
Mauro Neder;
Graciele Cristina Pivetta;
Nelson de Barros Rodrigues Leite;
José Teotônio da Luz;
Humberto Carlos Filgueiras Mercante;
Sérgio Henrique dos Santos;
Ester de Almeida Flôres;
André Faria Menezes;
Beatriz Barbosa de Almeida;
Mauricio Picarelli;
Guilherme Andrea da Silva;
Carlos Wilson Souza Pimentel;
Dr. Manoel Nunes Viana;
Maria do Carmo de Carvalho;
Antônia Inêz de Almeida;
Sérgio Vieira Arruda;
Tereza Cristina dos Santos;
Sandra Maria do Amaral;
Tânia Gerusa Alves;
Maria Cecília Mendes;
Sandra de Castilho Bandeira;
Arquimedes Bibiano Oliveira;
Débora Coene Paisano da Silva;
Diego de Andrade Trindade;
Luciano Ferreira Calixto;
Pedro Nei Diniz Cabreira;
Erone Gonçalves da Silva;
Hércules Arruda;
Maria de Lourdes Joaquim Borges;
Marlucia Maria da Silva;
Cleide Silva dos Santos;
Joaquim Pedro dos Santos;
Jorge Calixto;
David Couto de Souza;
Dr. Osmar de Campos Júnior;
Dra. Silvana Yassuyo Kato;
Lorenzo Maia Valente Puccio;
Adriana da Silva Santos;
Carlos Baptista Pereira Almeida;
Elthon Santos Teixeira;
Josué Ramalho Sulzer;
Galdino Gregório Nascimento;
José Marcos Pacco;
Roberto Gurgel de Oliveira Filho;
Cid dos Santos Benac;
Eulina Marcia Tamazato Oshiro;
Ediana Possebon Pradebon;
Viviane Castro Almeida;
Glauciani da Silva Romero;
Elisandra da Mota Dutra;
Marta Mello Gabinio Coppola;
Honório Rodrigues Terra;
Isabella Rodrigues de Almeida Abrão;

Colaborou Tatyane Gameiro

crônica

O Tempero da Vigilância

22/04/2026 13h30

Arquivo

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Houve um tempo em que o macarrão, recém cozido, ia direto para debaixo da torneira. Uma heresia, diriam os italianos, mas um ritual comum nas cozinhas de Minas. Por lá também os frangos eram quase submetidos a um dia de spa: ensaboados, escaldados e esfregados antes de conhecerem a panela. Mas jabuticaba se comia no pé, com poeira e tudo; a goiaba e o jambo eram limpos na própria manga da camisa, se tanto.

Não sei se fomos nós que ficamos mais sábios ou se o medo das bactérias microscópicas nos tornou mais desconfiados. Os mais velhos juram que naquela época criança comia de tudo e não adoecia. Doce, banha, fritura — o passaporte para o paraíso era livre. A verdade é que adoeciam, sim; só não tínhamos o nome do culpado no prontuário. O chocolate de hoje, com seus parcos 20% de cacau, é mais uma promessa de açúcar do que a iguaria de outrora.

Naquela cozinha de antigamente, o tempo era um ingrediente. O feijão dormia de molho, o molho apurava no canto do fogão e o cheiro da comida invadia a casa muito antes do prato chegar à mesa. Hoje, o fogo é rápido e o ato de comer virou uma tarefa espremida entre dois compromissos. Perdemos a intimidade com a casca e com o osso; trocamos o manuseio do alimento pelo das embalagens de ultraprocessados, que dominam as prateleiras por serem mais acessíveis, tornando-se um desafio real para a saúde de todos nós.

Essa mudança de cenário acabou me tornando mais cautelosa com o que ponho no prato. Criei certas resistências que hoje fazem parte do meu jeito de estar no mundo: em restaurantes, por exemplo, evito as folhas. É um receio silencioso do que não passou pelas minhas mãos. Em casa, busco o que é mais próximo do natural e dou preferência aos orgânicos sempre que posso. Acredito que a nossa saúde é construída ali, na calma da escolha de cada ingrediente, longe da pressa das linhas de produção.

Sinto falta daquela liberdade de criança, mas, sendo sincera, não sei se hoje eu teria coragem de comer a jabuticaba direto do pé (não por causa da poeira, mas do agrotóxico). Por mais saudoso que esse gesto pareça, o mundo ficou complexo demais para a nossa antiga inocência. No fim, trocamos o macarrão lavado sob a torneira — aquela nossa antiga ignorância culinária — pela consciência necessária de que o cuidado com a mesa é, no fundo, um modo de cuidar da própria vida.

Saúde

Conheça os mitos sobre a síndrome do ovário policístico, que não é sinônimo de infertilidade

Conheça os mitos sobre a condição, que afeta de 10% a 13% das mulheres, mas que apenas 30% recebem o diagnóstico adequado

22/04/2026 08h30

Síndrome dos ovários policísticos afeta até 13% das mulheres em idade reprodutiva e ainda é cercada de mitos sobre fertilidade

Síndrome dos ovários policísticos afeta até 13% das mulheres em idade reprodutiva e ainda é cercada de mitos sobre fertilidade Freepik

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A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma das condições hormonais mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva e, ao mesmo tempo, uma das mais incompreendidas. Frequentemente associada à infertilidade, a síndrome carrega um estigma que, segundo especialistas, não corresponde à realidade.

Embora possa dificultar a gestação, a SOP não impede que mulheres engravidem, especialmente quando há acompanhamento médico adequado.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a SOP afeta entre 10% e 13% das mulheres em idade reprodutiva no mundo. Ainda assim, o diagnóstico muitas vezes não acontece: estima-se que até 70% das mulheres com a condição não saibam que a têm.

Esse dado reforça um problema central, a falta de informação, que contribui tanto para o atraso no tratamento quanto para a perpetuação de mitos.

Síndrome dos ovários policísticos afeta até 13% das mulheres em idade reprodutiva e ainda é cercada de mitos sobre fertilidadeDra. Loreta Canivilo, ginecologista - Foto: Divulgação 

A ginecologista Loreta Canivilo explica que a SOP é uma desordem hormonal caracterizada, principalmente, pelo aumento dos níveis de andrógenos, hormônios considerados masculinos, mas que também estão presentes no organismo feminino. Esse desequilíbrio pode provocar uma série de sintomas e impactar diretamente o funcionamento dos ovários.

“Entre os principais sintomas estão menstruação irregular ou ausência de ciclos menstruais, dificuldade para engravidar, acne persistente, aumento de pelos no rosto e no corpo, queda de cabelo, ganho de peso e presença de múltiplos pequenos cistos nos ovários”, detalha a especialista.

IMPACTO

A SOP não se limita a uma questão ginecológica. Trata-se de uma condição complexa, que envolve alterações hormonais e metabólicas.

Em muitos casos, está associada à resistência à insulina, condição em que o corpo tem dificuldade de utilizar adequadamente esse hormônio, responsável por regular os níveis de açúcar no sangue.

Esse fator metabólico contribui para agravar o desequilíbrio hormonal e pode desencadear um ciclo difícil de romper: o excesso de insulina estimula ainda mais a produção de andrógenos, o que, por sua vez, interfere na ovulação.

“É um efeito em cadeia. A resistência à insulina pode piorar os sintomas e dificultar ainda mais o funcionamento regular dos ovários”, explica Loreta.

Além dos impactos reprodutivos, a SOP também pode estar relacionada a outros problemas de saúde ao longo da vida, como diabetes tipo 2, síndrome metabólica e doenças cardiovasculares. Por isso o diagnóstico precoce é essencial, não apenas para lidar com os sintomas imediatos, mas também para prevenir complicações futuras.

MITOS SOBRE FERTILIDADE

Um dos maiores equívocos sobre a síndrome é a crença de que mulheres com SOP não podem engravidar. A ideia, segundo especialistas, surgiu da associação entre a condição e a irregularidade na ovulação.

“Quem tem síndrome dos ovários policísticos pode ter mais dificuldade para engravidar, mas pode, sim, engravidar, com acompanhamento adequado”, afirma Loreta Canivilo.

A explicação está no padrão irregular de ovulação. Diferentemente de mulheres sem a condição, que costumam ovular mensalmente, quem tem SOP pode não ovular todos os meses ou pode ovular de forma imprevisível. Isso reduz as chances estatísticas de gravidez, mas não elimina a possibilidade.

“Sem uma ovulação regular, fica mais difícil prever o período fértil. Isso contribuiu para a fama de infertilidade, mas é importante deixar claro que não se trata de uma infertilidade definitiva”, reforça a ginecologista.

TRATAMENTO

Apesar de não haver uma cura definitiva, a SOP pode ser controlada com tratamento adequado. O manejo da síndrome varia de acordo com os sintomas e os objetivos da paciente, seja regular o ciclo menstrual, controlar manifestações como acne e excesso de pelos ou buscar uma gestação.

Entre as principais abordagens estão mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas, que ajudam a melhorar a sensibilidade à insulina e o equilíbrio hormonal.

Em alguns casos, também são utilizados medicamentos para regular o ciclo menstrual ou induzir a ovulação.

“O tratamento pode incluir medicações que ajudam a coordenar a ovulação, aumentando significativamente as chances de gravidez”, explica Loreta.

Para mulheres que desejam engravidar, o acompanhamento médico é fundamental. Com orientação especializada, é possível identificar o melhor momento e, se necessário, recorrer a terapias específicas para estimular a ovulação.

DESINFORMAÇÃO

Além de gerar ansiedade e frustração, o mito da infertilidade pode levar a comportamentos de risco. Segundo a especialista, algumas mulheres com SOP deixam de utilizar métodos contraceptivos por acreditarem que não podem engravidar.

“Essa ideia é perigosa. Muitas acabam tendo relações sem proteção e, quando menos esperam, ocorre uma gravidez”, alerta.

Entender o próprio corpo e as particularidades da condição é essencial tanto para quem deseja engravidar quanto para quem quer evitar uma gestação.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da SOP geralmente envolve a análise de sintomas clínicos, exames laboratoriais e, em alguns casos, ultrassonografia. Quanto mais cedo a condição for identificada, maiores são as chances de controlar os sintomas e reduzir impactos a longo prazo.

Apesar dos desafios, a síndrome não impede uma vida saudável nem a realização do desejo de maternidade. Com tratamento adequado e mudanças no estilo de vida, muitas mulheres conseguem equilibrar os hormônios, regular o ciclo menstrual e melhorar significativamente a qualidade de vida.

“O mais importante é entender que SOP não é uma sentença. Com acompanhamento médico, é possível controlar a síndrome e alcançar uma gestação, se esse for o desejo”, conclui Loreta Canivilo.

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