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Correio B+ - Copa do Mundo

Limpeza pós-jogos: Veja como remover odores dos ambientes após reunir amigos para assistir a Copa

Especialista explica técnicas simples e produtos adequados ajudam a recuperar rapidamente a sensação de limpeza e frescor da casa

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Durante o Mundial de futebol, é comum reunir amigos e familiares em casa para assistir aos jogos, preparar petiscos e fazer churrascos. Mas, depois da comemoração, muitos moradores precisam lidar com outro desafio: eliminar o cheiro de fritura, fumaça, gordura e bebidas que acaba impregnado nos ambientes, especialmente em salas, cozinhas, estofados e cortinas.

A boa notícia é que algumas técnicas simples ajudam a recuperar rapidamente a sensação de limpeza e frescor da casa, desde que sejam utilizados os produtos adequados para cada situação.

O primeiro passo é ventilar bem os ambientes. Abrir portas e janelas logo após o fim da reunião ajuda a dissipar parte dos odores acumulados. Em seguida, é importante focar nas superfícies que mais absorvem cheiro, como sofás, almofadas, cortinas, tapetes e cadeiras estofadas.

“Muita gente tenta resolver o problema apenas utilizando aromatizadores, mas o ideal é eliminar primeiro os resíduos de gordura e partículas que ficam impregnados nos tecidos e superfícies. Só depois disso o ambiente realmente recupera a sensação de limpeza”, explica Juliane Rampon, especialista em limpeza da Ecoville, maior rede de produtos de limpeza do Brasil, em Nova Prata (RS).

Para estofados, a recomendação é utilizar um eliminador de odores ou aromatizador específico para tecidos, além de um pano limpo e seco ou escova macia para auxiliar na aplicação.

“Já no caso dos tapetes, o aspirador de pó ajuda a remover resíduos de alimentos e gordura que também contribuem para o mau cheiro”, diz Juliane.

Na cozinha, a sujeira acumulada após frituras merece atenção especial. Para limpar bancadas, fogão, azulejos e coifas, o ideal é utilizar desengordurante, pano de microfibra, esponja macia e detergente neutro.

“Esses produtos ajudam a remover a gordura sem danificar as superfícies e evitam que o cheiro permaneça impregnado no ambiente”, orienta o especialista.

Outra dica importante é nunca recorrer a misturas caseiras na tentativa de potencializar a limpeza. Combinações como água sanitária com álcool, vinagre ou desinfetantes podem provocar reações químicas perigosas, liberando gases tóxicos e aumentando os riscos de intoxicação dentro de casa.

“Existe uma falsa ideia de que misturar produtos aumenta a eficiência da limpeza, mas isso pode causar acidentes domésticos graves. Cada um possui uma composição específica e deve ser utilizado corretamente, seguindo as instruções do fabricante”, alerta Juliane.

O cheiro de bebida também costuma permanecer por mais tempo quando há, por exemplo, derramamentos em sofás, tapetes ou pisos de madeira. Nesses casos, a limpeza deve ser feita o mais rápido possível utilizando pano absorvente, água, detergente neutro e produto adequado para cada tipo de revestimento.

Quanto mais tempo o líquido permanece na superfície, maior a chance de formação de manchas e odores difíceis de remover.

Além das áreas internas, churrasqueiras e áreas gourmet também precisam de atenção após os encontros. De acordo com a especialista, grelhas, espetos e superfícies engorduradas devem ser higienizados com desengordurante e esponja apropriada para evitar acúmulo de resíduos e cheiro forte nos dias seguintes.

“Criar uma rotina rápida de limpeza logo após as confraternizações evita que os odores se acumulem ao longo das semanas e facilita muito a manutenção da casa durante todo o período de jogos”, finaliza a especialista em limpeza da Ecoville.

Saúde Correio B+

Alergias no outono: especialista explica como prevenir as "ites" durante o período seco

Baixa umidade, frio e aumento da circulação de poeira e ácaros favorecem crises respiratórias e dermatológicas nesta época do ano

06/06/2026 14h30

Alergias no outono: especialista explica como prevenir as

Alergias no outono: especialista explica como prevenir as "ites" durante o período seco Foto: Divulgação

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Com a chegada do outono e a proximidade do inverno, é comum o aumento dos casos de alergias respiratórias e dermatológicas, especialmente entre pessoas que convivem com as chamadas “ites”, como rinite, sinusite, bronquite alérgica e dermatite.

O clima seco, as temperaturas mais baixas e a maior concentração de agentes irritantes no ar tornam este período ainda mais desafiador para quem já possui predisposição alérgica.

Polens, ácaros, mofo, poeira e poluição tendem a se intensificar nesta época do ano devido à baixa umidade relativa do ar, o que favorece sintomas como espirros, coriza, obstrução nasal, coceira no nariz, ouvido e garganta, além de tosse e falta de ar.

De acordo com o otorrinolaringologista Caio Simão, do Hospital HSANP, alguns hábitos podem ajudar o organismo a enfrentar melhor as alergias ao longo de todo o ano.

“Alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas e o consumo adequado de vitaminas, principalmente a vitamina C, contribuem para fortalecer o organismo. Mesmo quando não representam quadros graves, as alergias impactam diretamente a qualidade de vida dos pacientes”, explica.

Além das alergias respiratórias, as dermatites também se tornam mais frequentes no outono devido ao ressecamento da pele. Segundo o especialista, o uso prolongado de fones de ouvido em ambientes externos pode agravar casos de dermatite na região auricular.

“Coceira persistente, descamação da pele e vermelhidão são sintomas comuns. Em situações mais severas, também podem surgir secreções e sensação de ouvido tampado”, complementa Caio Simão.

Entre as principais recomendações para reduzir os sintomas alérgicos estão o uso de umidificadores de ar, a higienização frequente de roupas de cama, cortinas e ambientes fechados, além da ventilação adequada dos cômodos.

Para pacientes com alergias crônicas, a imunoterapia alérgeno-específica também pode ser uma alternativa. “Esse tratamento ajuda o sistema imunológico a responder melhor aos agentes causadores das alergias, reduzindo a intensidade das crises ao longo do tempo”, finaliza o otorrinolaringologista.

Cinema Correio B+

Aquele Campeonato quer reinventar a mesa-redonda brasileira na Copa do Mundo

Com Tino Marcos, Marcelo Adnet e Valentina Bandeira, projeto do Porta dos Fundos aposta no humor para falar de muito mais do que futebol durante a Copa de 2026

06/06/2026 13h00

Aquele Campeonato quer reinventar a mesa-redonda brasileira na Copa do Mundo

Aquele Campeonato quer reinventar a mesa-redonda brasileira na Copa do Mundo Foto: Divulgação

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Existe algo curioso nas mesas-redondas esportivas brasileiras. Elas continuam ocupando um espaço importante na cobertura do futebol, mas muitas vezes parecem presas a uma fórmula que pouco mudou nas últimas décadas.

A imagem permanece familiar: comentaristas reunidos para discutir escalações, arbitragens, esquemas táticos e declarações de jogadores enquanto o público, cada vez mais acostumado à velocidade das redes sociais e à fragmentação da atenção, procura outros caminhos para participar da conversa.

Talvez por isso Aquele Campeonato, novo projeto do Porta dos Fundos para a Copa de 2026, seja uma das iniciativas mais interessantes surgidas até agora em torno do torneio.

À primeira vista, a premissa parece simples. Reunir Tino Marcos, Marcelo Adnet, Rafael Saraiva, Valentina Bandeira e Leandro Ramos para comentar os acontecimentos do Mundial em uma atração exibida às segundas, quartas e sextas-feiras, ao meio-dia, com transmissão pelo YouTube do Porta dos Fundos, Porta TV, Spotify e cortes distribuídos nas redes sociais.

Mas o que torna o projeto interessante não é o elenco nem a plataforma. É a limitação que deu origem a ele. Sem os direitos oficiais da competição, o grupo decidiu transformar a ausência de imagens, marcas e referências autorizadas em parte da própria linguagem do programa.

Segundo Daniel Nascimento, diretor de conteúdo do Porta dos Fundos, a equipe percebeu que nem mesmo poderia utilizar alguns dos termos associados ao torneio.

"Estamos comentando o maior evento do futebol mundial sem poder falar o nome do evento, sem mostrar a imagem e sem poder usar inclusive alguns termos oficiais da competição", explicou durante a coletiva de lançamento.

Foi dessa impossibilidade que nasceu Aquele Campeonato. O nome já funciona como piada, mas também como declaração de intenções. Em vez de fingir que as restrições não existem, o Porta resolveu colocá-las no centro da proposta.

A discussão ficou ainda mais interessante quando o assunto passou do futebol para a própria natureza do humor. Questionado sobre a ideia de transformar limitações jurídicas em ferramenta criativa, Marcelo Adnet defendeu que a escassez muitas vezes produz resultados mais interessantes do que a abundância.

"O humor é melhor com limitação", afirmou, lembrando que boa parte da comédia nasce justamente da necessidade de encontrar soluções inesperadas para problemas aparentemente insolúveis.

A observação ajuda a entender por que o projeto parece dialogar mais com a cultura digital do que com a televisão esportiva tradicional. Enquanto muitos programas ainda tentam reproduzir um modelo construído para outra época, Aquele Campeonato parte do princípio de que a Copa não é apenas um evento esportivo. É um fenômeno cultural, social e comportamental.

A própria composição do elenco aponta nessa direção. Valentina Bandeira lembrou durante a coletiva que passou os últimos anos acompanhando grandes eventos esportivos sem necessariamente olhar apenas para o jogo.

Seu interesse está nos assuntos paralelos, nas histórias humanas, nas conversas que surgem ao redor dos gramados. Rafael Saraiva seguiu a mesma linha ao afirmar que a atração pretende falar de torcidas, comportamentos, cultura e das pequenas narrativas que transformam uma competição esportiva em um acontecimento global.

Talvez ninguém tenha resumido melhor essa mudança de perspectiva do que o próprio Tino Marcos.

Depois de décadas participando de transmissões, reportagens e mesas-redondas, o jornalista admitiu que parte da cobertura esportiva tradicional perdeu o frescor.

"Do meu ponto de vista, a minha bolha ficou um pouco chata. O formato está um pouco cansado", afirmou.

A declaração chama atenção justamente porque vem de alguém que ajudou a construir a forma como os brasileiros consumiram futebol durante décadas. E talvez seja essa experiência que permita a Tino enxergar com clareza uma mudança que já está acontecendo.

O público continua interessado na Copa, mas nem sempre está interessado em ouvir as mesmas discussões repetidas infinitamente em diferentes canais.

O momento mais revelador da coletiva, porém, surgiu quando o assunto deixou os gramados e passou para quem cobre o evento.

Ao responder uma pergunta sobre a romantização da cobertura de Copas do Mundo, Tino desmontou uma fantasia bastante comum entre espectadores. Existe a ideia de que os jornalistas enviados ao torneio vivem uma experiência privilegiada, acompanhando os jogos de perto e mergulhando completamente na atmosfera da competição. A realidade, segundo ele, costuma ser bem diferente.

"O repórter não vê a Copa do Mundo", disse.

A explicação veio em seguida. Entre entradas ao vivo, gravações, coletivas, programas especiais e demandas para diferentes plataformas, sobra pouco tempo para acompanhar aquilo que está acontecendo em campo. Muitas vezes, quem cobre a Copa acaba assistindo menos ao torneio do que quem está em casa.

Talvez por isso o jornalista tenha demonstrado tanto entusiasmo com o novo projeto.

"Eu vou adorar dormir na minha casa, poder ver os jogos da Copa do Mundo e ainda estar do lado desses caras maravilhosos", brincou.

A frase pode soar apenas divertida, mas revela algo maior. Em 2026, talvez a grande inovação na cobertura esportiva não seja ter mais acesso, mais imagens ou mais informações. Talvez seja justamente aceitar que a Copa sempre foi maior do que tudo isso.

Ela é um evento esportivo, claro. Mas também é um ritual coletivo, uma conversa nacional, uma explosão de identidade, pertencimento, humor e memória. E talvez a grande sacada de Aquele Campeonato seja reconhecer que, às vezes, falar da Copa sem poder mostrar a Copa pode acabar revelando aspectos do torneio que a cobertura tradicional deixou de enxergar há muito tempo.

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