Com a chegada do outono e a proximidade do inverno, é comum o aumento dos casos de alergias respiratórias e dermatológicas, especialmente entre pessoas que convivem com as chamadas “ites”, como rinite, sinusite, bronquite alérgica e dermatite.
O clima seco, as temperaturas mais baixas e a maior concentração de agentes irritantes no ar tornam este período ainda mais desafiador para quem já possui predisposição alérgica.
Polens, ácaros, mofo, poeira e poluição tendem a se intensificar nesta época do ano devido à baixa umidade relativa do ar, o que favorece sintomas como espirros, coriza, obstrução nasal, coceira no nariz, ouvido e garganta, além de tosse e falta de ar.
De acordo com o otorrinolaringologista Caio Simão, do Hospital HSANP, alguns hábitos podem ajudar o organismo a enfrentar melhor as alergias ao longo de todo o ano.
“Alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas e o consumo adequado de vitaminas, principalmente a vitamina C, contribuem para fortalecer o organismo. Mesmo quando não representam quadros graves, as alergias impactam diretamente a qualidade de vida dos pacientes”, explica.
Além das alergias respiratórias, as dermatites também se tornam mais frequentes no outono devido ao ressecamento da pele. Segundo o especialista, o uso prolongado de fones de ouvido em ambientes externos pode agravar casos de dermatite na região auricular.
“Coceira persistente, descamação da pele e vermelhidão são sintomas comuns. Em situações mais severas, também podem surgir secreções e sensação de ouvido tampado”, complementa Caio Simão.
Entre as principais recomendações para reduzir os sintomas alérgicos estão o uso de umidificadores de ar, a higienização frequente de roupas de cama, cortinas e ambientes fechados, além da ventilação adequada dos cômodos.
Para pacientes com alergias crônicas, a imunoterapia alérgeno-específica também pode ser uma alternativa. “Esse tratamento ajuda o sistema imunológico a responder melhor aos agentes causadores das alergias, reduzindo a intensidade das crises ao longo do tempo”, finaliza o otorrinolaringologista.
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Luciene Orsi Abdul Ahad e Jorge Abdul Ahad - Foto: Studio Vollkopf
Izabella Andrade - Foto: Arquivo Pessoal


