Correio B

LUTO NAS ARTES

Morre ator e cantor Rolando Boldrin, aos 86 anos

Boldrin escreveu sucessos como ""Eu, a viola e Deus", apresentava o programa Sr. Brasil, e anos 1980, o "Som Brasil"

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O ator, cantor e apresentador de TV Rolando Boldrin morreu nesta quarta-feira (9), aos 86 anos, na cidade de São Paulo. A informação foi confirmada pela equipe do artista à reportagem.

Ele estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, mas a causa da morte ainda não foi informada.

O corpo do artista será velado na Assembleia Legislativa de São Paulo. A data e o horário ainda serão definidos pela família.

História

Nascido em 22 de outubro de 1936, Rolando Boldrin entrou para a história da cultura brasileira como um dos um dos grandes compositores, intérpretes e divulgadores da música brasileira "raiz".

O sétimo filho de uma família de doze irmãos deixou a cidade São Joaquim da Barra, interior de São Paulo, aos 16 anos e se tornou ator de filmes premiados e de novelas vistas no Brasil inteiro e até no exterior, além de se tornar compositor, cantor, apresentador e um grande contador de histórias.

Entre a década de 1950 e 1980, ele trabalhou em novelas da Band, RecordTV e Tupi, como as tramas "A Muralha", "Pé de Vendo", entre outras, e conviveu ao lado de artistas importantes, como Lima Duarte, Laura Cardoso e Dionísio Azevedo. Seu último trabalho na TV foi na novela "Os Imigrantes" (Band).

A veia artística também alçou o paulista na carreira musical. Ele fez a sua estreia na música em 1960 como um participante do disco de Lurdinha Pereira, que viria a se tornar sua mulher mais tarde.

Além de lançar seu primeiro álbum solo em 1974, "O Cantadô", o artista fez sucesso no país com as músicas "Eu, a viola e Deus", "Acorda, Maria Bonita", "Moda do fim do mundo", entre outras canções.

Já como apresentador de TV, Boldrin estreou na década de 80 e esteve à frente dos programas Som Brasil (TV Globo), Empório Brasileiro (Band) e Empório Brasil (SBT). Sua última atração foi o "Sr. Brasil", na TV Cultura.

Rolando Boldrin também foi homenageado como tema do desfile da Pérola Negra no Carnaval de São Paulo, em 2010. Com o enredo "Vamos tirar o Brasil da gaveta", a escola de samba da Vila Madalena faturou um décimo lugar no desfile.

Ao seu site oficial, Rolando Boldrin se definia como um "homem de muitos talentos e muita personalidade".

"Sou fundamentalmente um ator, esse tem sido meu trabalho a vida inteira; radioator, ator de novela, de teatro, de cinema, um ator que canta, declama poesias e conta histórias", afirmava Rolando Boldrin.

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Diálogo

As redes sociais estão "en-tu-lha-das" de hiper-mega-grandes pré-candidato... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta sexta-feira (24)

24/04/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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José Saramago - escritor português

As palavras proferidas pelo coração não tem língua que as articule, retém-nas um nó na garganta e só nos olhos é que se podem ler”.

Felpuda

As redes sociais estão “en-tu-lha-das” de hiper-mega-grandes pré-candidatos a alguma coisa     nessas eleições. Todos, sem exceção, decidiram “mostrar serviço”(ops!) nesses poucos meses restantes antes do pleito em outubro. São tantas maravilhas, conquistas, preocupações, que alguns internautas estão se perguntando se não vieram juntos com os quatro astronautas da missão Artêmis II, que regressaram recentemente. Pelo que esse pessoal está falando, até parece que vive em outro planeta. E que o distinto eleitor se prepare, porque a campanha eleitoral nem começou. Afe!

Diálogo

Sem conversa

A Comissão de Direitos Humanos rejeitou a sugestão legislativa que propunha regulamentar o uso e o autocultivo de maconha no Brasil. Os senadores seguiram o voto de Eduardo Girão, que destacou os efeitos nocivos da substância e apontou “inviabilidade prática” na fiscalização.

Mais

A proposta surgiu de ideia apresentada no e-Cidadania pelo cidadão Diego B., que obteve mais de 20 mil apoios em um mês. O texto previa a liberação do uso adulto e o cultivo de até 20 plantas por pessoa, como forma de reduzir a dependência do mercado ilegal.

DiálogoDra. Rita Terezinha de Queiroz Figueiredo e Dr. Wildes Figueiredo - Foto: Studio Vollkopf

 

DiálogoElen Clarice e Julio Andrade - Foto: Thiago Mattos

Foco

O eleitorado de Campo Grande continua sendo a grande preocupação dos pré-candidatos, majoritários e proporcionais, tendo em vista que há necessidade de estratégia diferenciada para conquistá-lo. Assim é que os partidos estão “queimando a pestana” para estabelecer uma campanha eleitoral propositiva, sem baixarias e que possa agradar os 628.183 eleitores aptos a votarem na Capital. Desse total, 342.511 são mulheres e 285.672 são do sexo masculino.

Andanças

O deputado estadual Roberto Hashioka exerceu vários cargos  durante anos na administração tucana, até que em 2022 deixou o PSDB para se abrigar no União Brasil. Porém, com a entrada de Geraldo Resende no partido, ele foi para o Republicanos, sigla na qual disputará o cargo de candidato a deputado federal. Sua esposa, a ex-deputada Dione Hashioka, estaria pronta para tentar voltar à Assembleia de MS, concorrendo a uma das vagas pelo União Brasil.

Menos

O presidente da Câmara Federal, Hugo Motta, defendeu a derrubada do veto de Lula ao projeto de dosimetria, que reduz penas de condenados pela “tentativa de golpe”. Segundo ele, há consenso de que algumas punições foram excessivas. Motta afirmou que a proposta não configura anistia, mas altera o Código Penal para permitir pedidos de revisão ao Supremo Tribunal Federal. Para o parlamentar, a medida busca distensionar as relações entre os Poderes. Sei não...

Aniversariantes

Annelise Giordano de Barros Miranda;
Dr. José Mauro Pinto de Castro Filho;
Marianna de Paula Aquino;
José Saraiva Braz;
Marilúcia Pereira Sandim;
Ivone Ermenegildo;
Janete Chacha Martins;
Andrea Cristina Inacio Marcelino de Melo;
Ciro Yonamine;
Gelson Vicente Gomide;
Antonio Silva Batistella;
Luiz Maiolino Brum;
Mário César Oshiro;
Edite Borges de Assis;
Aroldo Luiz Moreira;
Bernardino Cardoso;
Djeferson Lamperth;
Eleida Moreira Jacques;
Kazuo Yamasaki;
José Carlos de Melo;
Dra. Lidia Satsico Aracaqui Ayres;
Ricardo Miguel Duailibi;
Lucimar Nilda Soares da Silva;
Marlúcia Maria da Silva Pedroso;
Gisele Araújo Mosena;
Rosely Marla Giordano Santos;
Marilza de Carvalho Rezende;
Paulo Joel de Rezende;
Luisa Soares de Melo;
Márcia Aparecida Marinho;
Antônio Carlos da Silva;
Gisele Souza Araújo;
Paulo Eduardo Garcia Cardoso;
Maria Cristina Barros Machado Bogalho;
Dr. Gilberto Siqueira;
Antônio Roberto Prudente;
Regina Nunes Cardoso;
Valter Guandaline;
Maria Aparecida de Souza;
André Wanderley Lacerda Courbasier;
Regina Maura Carrato Grande;
Dr. Claudio Razuk;
Antonio Augusto Sarubbi;
Dra. Helena Márcia Nascimento;
Simone Sanches Barbosa;
Luana Constantino Medina;
João Ferreira Neto;
Nerilda Garcia Alves;
Aquibaldo de Matos Pereira;
Antônia Cândida dos Santos;
Dr. Nélio Soares da Silva;
Heliana Braga;
Mauro Neder;
Graciele Cristina Pivetta;
Nelson de Barros Rodrigues Leite;
José Teotônio da Luz;
Humberto Carlos Filgueiras Mercante;
Sérgio Henrique dos Santos;
Ester de Almeida Flôres;
André Faria Menezes;
Beatriz Barbosa de Almeida;
Mauricio Picarelli;
Guilherme Andrea da Silva;
Carlos Wilson Souza Pimentel;
Dr. Manoel Nunes Viana;
Maria do Carmo de Carvalho;
Antônia Inêz de Almeida;
Sérgio Vieira Arruda;
Tereza Cristina dos Santos;
Sandra Maria do Amaral;
Tânia Gerusa Alves;
Maria Cecília Mendes;
Sandra de Castilho Bandeira;
Arquimedes Bibiano Oliveira;
Débora Coene Paisano da Silva;
Diego de Andrade Trindade;
Luciano Ferreira Calixto;
Pedro Nei Diniz Cabreira;
Erone Gonçalves da Silva;
Hércules Arruda;
Maria de Lourdes Joaquim Borges;
Marlucia Maria da Silva;
Cleide Silva dos Santos;
Joaquim Pedro dos Santos;
Jorge Calixto;
David Couto de Souza;
Dr. Osmar de Campos Júnior;
Dra. Silvana Yassuyo Kato;
Lorenzo Maia Valente Puccio;
Adriana da Silva Santos;
Carlos Baptista Pereira Almeida;
Elthon Santos Teixeira;
Josué Ramalho Sulzer;
Galdino Gregório Nascimento;
José Marcos Pacco;
Roberto Gurgel de Oliveira Filho;
Cid dos Santos Benac;
Eulina Marcia Tamazato Oshiro;
Ediana Possebon Pradebon;
Viviane Castro Almeida;
Glauciani da Silva Romero;
Elisandra da Mota Dutra;
Marta Mello Gabinio Coppola;
Honório Rodrigues Terra;
Isabella Rodrigues de Almeida Abrão;

Colaborou Tatyane Gameiro

SAÚDE E PREVENÇÃO

Testes genéticos ajudam a identificar predisposições e possíveis tratamentos para o câncer

Apesar de apenas entre 5% e 10% dos casos oncológicos estarem diretamente associados a mutações genéticas herdadas, testes genéticos ajudam a identificar predisposições e possíveis tratamentos

23/04/2026 08h30

Testes genéticos clínicos têm ganhado espaço como ferramentas de apoio à medicina personalizada

Testes genéticos clínicos têm ganhado espaço como ferramentas de apoio à medicina personalizada Freepik

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Será celebrado no sábado, o Dia do DNA, data que reforça a importância da genética na compreensão das doenças e na construção de estratégias de cuidado mais eficazes.

Nos últimos anos, a oncologia passou por uma transformação significativa com a incorporação de testes genéticos capazes de identificar predisposições hereditárias ao câncer.

Embora representem um avanço importante, esses exames ainda levantam dúvidas e exigem cautela na interpretação, especialmente fora do contexto clínico.

A ideia de que o câncer é, em grande parte, hereditário ainda é um equívoco comum. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que apenas entre 5% e 10% dos casos estão diretamente associados a mutações genéticas herdadas.

A maioria dos tumores surge a partir de uma combinação de fatores, como envelhecimento, exposição ambiental, alimentação, sedentarismo e hábitos como o tabagismo. Ainda assim, quando presentes, as alterações genéticas podem ter impacto relevante na forma como a doença é prevenida, diagnosticada e tratada.

Nesse contexto, os testes genéticos clínicos têm ganhado espaço como ferramentas de apoio à medicina personalizada. Diferentemente dos testes de ancestralidade, populares entre o público geral, esses exames são desenvolvidos com foco específico na saúde e seguem critérios rigorosos de indicação.

“É essencial entender que nem todo teste genético disponível no mercado tem utilidade clínica. Muitos exames vendidos diretamente ao consumidor trazem informações limitadas e não devem ser interpretados sem orientação médica”, explica a geneticista Luissa Hikari Hayashi Araujo.

ALTERAÇÕES GENÉTICAS

A indicação para a realização de testes genéticos voltados à oncologia geralmente está relacionada ao histórico familiar. Casos de câncer em parentes próximos, especialmente em idades precoces ou em padrões recorrentes, podem indicar a presença de síndromes hereditárias.

Nesses cenários, a investigação genética permite identificar mutações específicas que aumentam o risco de desenvolvimento de determinados tumores.

Entre os exemplos mais conhecidos estão alterações nos genes BRCA1 e BRCA2, fortemente associados ao câncer de mama e ovário. Mulheres portadoras dessas mutações, por exemplo, podem apresentar risco significativamente maior ao longo da vida, o que justifica estratégias diferenciadas de acompanhamento.

A identificação dessas alterações permite uma abordagem mais individualizada. Pacientes com predisposição genética podem iniciar exames de rastreamento mais cedo, realizá-los com maior frequência ou adotar medidas preventivas específicas.

Em alguns casos, inclusive, são consideradas intervenções cirúrgicas profiláticas, sempre com avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios.

Além da prevenção, os testes genéticos também têm papel importante na definição do tratamento. A oncologia de precisão utiliza informações moleculares para orientar terapias mais direcionadas, aumentando as chances de resposta e reduzindo efeitos colaterais desnecessários.

Em tumores associados a mutações específicas, o conhecimento do perfil genético pode abrir caminho para o uso de medicamentos-alvo, que atuam diretamente nas alterações identificadas.

Apesar dos avanços, especialistas reforçam que predisposição genética não é sinônimo de diagnóstico. Ter uma mutação não significa, necessariamente, que a pessoa desenvolverá câncer.

Da mesma forma, a ausência de alterações identificáveis não elimina completamente o risco. Isso ocorre, porque muitos fatores envolvidos no surgimento da doença ainda não são totalmente compreendidos pela ciência.

Outro ponto importante é que os testes disponíveis atualmente não conseguem detectar todas as mutações possíveis. Existem variantes genéticas cujo significado ainda é desconhecido, classificadas como “variantes de significado incerto”.

Nesses casos, não é possível afirmar se há aumento real do risco, o que exige acompanhamento contínuo e reavaliação conforme novos estudos surgem.

ACONSELHAMENTO GENÉTICO

A expansão dos painéis multigênicos – exames que analisam simultaneamente diversos genes – tem ampliado a capacidade de investigação, mas também trouxe novos desafios. Quanto maior o volume de informações, maior a necessidade de interpretação especializada.

Resultados mal compreendidos podem gerar ansiedade, decisões precipitadas ou até tratamentos inadequados.

Por isso, o aconselhamento genético se tornou etapa fundamental no processo. Antes e depois da realização do exame, o paciente deve ser orientado sobre as possibilidades, limitações e implicações dos resultados.

Esse acompanhamento ajuda a transformar dados técnicos em informações compreensíveis e úteis para a tomada de decisão.

A oncogenética integra o cuidado multidisciplinar, reunindo médicos, geneticistas e outros profissionais de saúde para oferecer uma avaliação completa. O foco está em considerar não apenas o resultado do exame, mas também o contexto clínico, histórico familiar e perfil individual de cada paciente.

DEBATE ÉTICO

Além do aspecto técnico, a popularização dos testes genéticos levanta questões éticas e sociais. O acesso a essas tecnologias ainda não é uniforme e, muitas vezes, está restrito a centros especializados ou à rede privada.

Ao mesmo tempo, a oferta de testes diretos ao consumidor cresce rapidamente, nem sempre acompanhada de informação de qualidade.

Esse cenário reforça a necessidade de educação em saúde. Compreender o que um teste genético pode – e o que não pode – revelar é essencial para evitar interpretações equivocadas. A genética oferece possibilidades importantes, mas não substitui hábitos saudáveis nem elimina a necessidade de acompanhamento médico regular.

Na prática, a prevenção do câncer continua baseada em pilares bem estabelecidos. Alimentação equilibrada, prática de atividade física, controle do peso, redução do consumo de álcool, abandono do cigarro e realização de exames de rotina são medidas que impactam diretamente na redução do risco.

Mesmo em indivíduos com predisposição genética, esses fatores desempenham papel relevante.

A tendência é de que, nos próximos anos, a genética continue avançando, com testes mais precisos, acessíveis e integrados à prática clínica. Novas descobertas devem ampliar a compreensão sobre os mecanismos do câncer e abrir caminho para estratégias ainda mais eficazes de prevenção e tratamento.

Até lá, especialistas são unânimes em um ponto: a genética deve ser vista como uma aliada – e não como uma sentença.

Quando bem utilizada, pode antecipar riscos, orientar decisões e salvar vidas. Mas, para isso, precisa estar sempre acompanhada de conhecimento, contexto e responsabilidade.

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