Correio B

Despedida

Morre Luis Pedro Scalise, artista e arquiteto que transformou a paisagem cultural do Estado

Referência nas artes plásticas, na arquitetura e no design, profissional deixa um legado de mais de 35 anos marcado por obras icônicas, criatividade e uma identidade visual que se tornou símbolo da cena cultural sul-mato-grossense

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Morreu na tarde de ontem, aos 58 anos, em Campo Grande, o arquiteto, artista plástico, designer e cenógrafo Luis Pedro Scalise, um dos principais nomes da produção artística e arquitetônica de Mato Grosso do Sul.

Dono de uma trajetória de mais de três décadas, ele construiu uma carreira que ultrapassou as fronteiras entre arte, arquitetura e comunicação, deixando sua assinatura em espaços emblemáticos da Capital e em projetos realizados no Brasil e no exterior.

Scalise estava internado em estado grave na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Unimed, em Campo Grande. Nos últimos dias, familiares haviam informado que ele apresentava boa resposta ao tratamento e pediram orações por sua recuperação. A causa da internação não foi divulgada.

Ao longo de mais de 35 anos de atuação, consolidou um estilo próprio, caracterizado pelo uso intenso das cores, pela cenografia, pelo diálogo entre diferentes linguagens e pela valorização da identidade como elemento central da criação.

Seu trabalho transitou por artes plásticas, arquitetura, urbanismo, design de interiores, cenografia e comunicação visual, tornando-o uma das figuras mais reconhecidas da produção cultural sul-mato-grossense.

VOCAÇÃO

Natural de Florianópolis (SC), Luis Pedro Scalise encontrou em Mato Grosso do Sul o lugar onde desenvolveu praticamente toda a sua carreira. A relação com a arte começou muito cedo.

Autodidata, pintou seu primeiro quadro aos 3 anos de idade e, ainda criança, passou a frequentar o ateliê da artista plástica Inês Corrêa da Costa, que havia sido discípula de Candido Portinari.

O talento precoce logo chamou atenção. Em 1980, tornou-se o mais jovem integrante da associação de artistas plásticos de Mato Grosso do Sul, iniciando uma trajetória que o levaria a participar de inúmeras exposições individuais e coletivas ao longo das décadas seguintes.

As experiências vividas em diferentes estados brasileiros e, posteriormente, em diversos países ampliaram seu repertório estético e ajudaram a construir uma linguagem artística facilmente reconhecida.

Em suas telas, as cores vibrantes e os elementos lúdicos conviviam com referências arquitetônicas, culturais e afetivas, compondo um universo visual muito particular.

MÚLTIPLAS ARTES

A criatividade presente nas telas encontrou continuidade na arquitetura. Em 1990, Scalise se formou em Arquitetura e Urbanismo pelo Centro de Ensino Superior de Campo Grande (Cesup), atual Uniderp.

A partir daí, passou a desenvolver projetos que chamaram atenção pela originalidade e a capacidade de transformar espaços em experiências sensoriais.

Seu trabalho alcançou projeção internacional. Atuou em países como Emirados Árabes Unidos, incluindo Dubai e Abu Dhabi, Catar e Jordânia. Também viveu temporadas na Itália, na França e nos Estados Unidos, experiências que influenciaram diretamente sua produção artística e arquitetônica.

Durante a carreira, figurou entre os 100 arquitetos mais atuantes do Brasil e consolidou seu nome em diferentes segmentos da arquitetura, especialmente na criação de bares, restaurantes, espaços temáticos e projetos comerciais.

PROJETOS MARCANTES

Grande parte da memória afetiva da vida noturna de Campo Grande passa pelas mãos de Luis Pedro Scalise.

Entre seus projetos mais emblemáticos está o Pele Vermelha, inaugurado em 2002. Considerado pelo próprio arquiteto uma de suas obras mais importantes, o espaço rompeu padrões ao reunir uma floresta cenográfica, esculturas, elementos cênicos e até a carcaça de um avião suspensa na decoração.

Scalise costumava destacar que o Pele Vermelha foi o primeiro bar da Capital concebido desde o terreno exclusivamente para funcionar como casa noturna, em um período em que praticamente todos os estabelecimentos do gênero funcionavam em residências adaptadas.

Outra criação marcante foi o Grous Bar, no Jardim dos Estados, cuja estrutura remetia a um grande ninho, conceito que se tornou um dos diferenciais do projeto arquitetônico.

Também levam sua assinatura estabelecimentos como Valley, Valley Pub e Valley Tai, além de diversos bares e restaurantes em Campo Grande, Cuiabá, Goiânia e cidades do interior paulista.

Sua atuação ajudou a consolidar uma nova forma de pensar a arquitetura comercial, unindo funcionalidade, cenografia e narrativa visual.

Outro projeto que entrou definitivamente para a memória da população foi a Casa do Papai Noel.

Criada no fim da década de 1990 em sua própria residência, no Jardim dos Estados, a decoração natalina se transformou rapidamente em uma das principais atrações de fim de ano da Capital.

Inspirada na arquitetura germânica, a casa recebia milhares de visitantes a cada edição. Em 2005, segundo números divulgados pelo próprio arquiteto, mais de 148 mil pessoas passaram pelo espaço, que chegou a reunir 48 ambientes cenográficos cuidadosamente planejados.

Para muitas famílias campo-grandenses, visitar a Casa do Papai Noel se tornou tradição, reforçando o caráter afetivo presente em grande parte da obra de Scalise.

RECONHECIMENTO

A originalidade de seu trabalho também ganhou projeção nacional.

Em 2012, foi convidado pela Disney para criar um ambiente temático durante a Casa Cor São Paulo, por ocasião do lançamento do filme “Valente” no Brasil.

Inspirado na princesa Merida, o espaço de 58 metros quadrados reunia referências medievais, móveis exclusivos desenhados pelo arquiteto e até uma passagem secreta, evidenciando sua habilidade em unir arquitetura e narrativa.

No ano passado, quando completou 35 anos de carreira, recebeu uma homenagem do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso do Sul (CAU-MS) e do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de Mato Grosso do Sul (IAB-MS), em reconhecimento à contribuição deixada para a arquitetura, a cenografia e o design.

Na ocasião, amigos, colegas e profissionais celebraram uma trajetória marcada pela inovação e a construção de uma identidade própria.

PARTICIPAÇÃO NO CORREIO DO ESTADO

Além das telas e dos projetos arquitetônicos, Luis Pedro Scalise também encontrou espaço para compartilhar sua sensibilidade com os leitores do Correio do Estado.

   Ilustrações feitas por Luis Pedro Scalise para a coluna artística Mãos que Falam, do Correio do Estado - Fotos: Reprodução 

Em julho de 2018, passou a assinar a coluna Mãos que Falam, publicada em formato impresso e, posteriormente, expandida para as redes sociais.

O projeto reunia desenhos, frases, música e recursos tecnológicos para transmitir mensagens de afeto, reflexão e esperança.

Segundo o artista contou ao Correio do Estado na época do lançamento, a iniciativa nasceu de maneira espontânea durante a Páscoa, quando decidiu enviar desenhos personalizados a amigos.

A repercussão positiva fez com que continuasse produzindo novas ilustrações, incorporando trilhas sonoras e animações em vídeo, inicialmente no Instagram e depois no YouTube.

Mãos que Falam sintetizava uma característica presente em toda sua obra: a capacidade de integrar diferentes linguagens em uma única experiência artística.

Artes Cênicas

"A menina e o Fim" traz três sessões gratuitas e terá bonecos gigantes em cena

Espetáculo apresentado hoje, amanhã e na sexta-feira, sempre às 20h, aborda perdas vividas na infância e o poder que há na arte como "possibilidade de existência"

14/10/2026 09h00

Segundo a criadora,

Segundo a criadora, "A Menina e o Fim" exige dela enquanto diretora uma suavidade e escuta ampla, para que as dores da protagonista existam no palco livre de julgamentos Foto: Marcelo Henrique

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Durante três dias de apresentação, o campo-grandense poderá acompanhar, entre hoje e sexta-feira, sempre às 20h, na sede do Grupo Casa, que fica no Bairro Amambaí, um espetáculo que traz mensagens profundas que passam por cenários de fugas, perseguições e perdas, em um verdadeiro grito de resgate à infância que envolve até mesmo bonecos gigantes em cena.

Escrito e dirigido por Ligia Tristão Prieto, sobre o texto, que tem uma década de existência, ela diz que sabia desde 2017 que “A Menina e o Fim” não sairia do papel à época.

“Tenho alguns textos que, quando eu escrevi de forma individual, no meu computador, sozinha, escrevendo esse texto, eu sabia que, ao escrevê-lo, eu não ia conseguir executar ele naquele momento, porque eu, enquanto diretora cênica, ainda precisava percorrer um caminho”, afirma Ligia. 

“A Menina e o Fim” nasce inspirado em relatos documentados sobre a fuga das irmãs Lispector da Ucrânia para o Brasil, ainda em 1922, por causa da Guerra Civil Russa, tentando escapar dos ataques violentos, batizados com o termo russo pogrom, que visavam massacrar, subjugar e expulsar a população judia do território. Entre as inspirações para o espetáculo estão textos como “No Exílio”, de Elisa Lispector, bem como a poesia sul-mato-grossense de Emmanuel Marinho, autor de “Margem de Papel”.

Ao Correio do Estado, Ligia destacou os pilares fundamentais que tornaram a execução deste espetáculo não somente possível atualmente, como também urgente para os dias contemporâneos. 

Segundo a criadora, “A Menina e o Fim” exige dela enquanto diretora uma suavidade e escuta ampla, para que as dores da protagonista existam no palco livre de julgamentos, o que, ela afirma, precisa ser feito de forma muito delicada. 

BONECOS GIGANTES

Segundo a criadora, "A Menina e o Fim" exige dela enquanto diretora uma suavidade e escuta ampla, para que as dores da protagonista existam no palco livre de julgamentosFoto: Marcelo Henrique

Nessa montagem, o público acompanha a jornada de fuga de Maria, que é interpretada por Kiohara, após a personagem perder seu lar e até mesmo seus familiares. Os bonecos gigantes surgem justamente para dar vida ao universo fantasioso e imaginário que servirá também de sustentação para a menina.

“A Maria vem e prova que é possível, sim, esses dois mundos coexistirem, que podemos ver o mundo com cor sem perder a noção da realidade”, cita Kiohara.

Ligia Prieto lembra que à época que o texto nasceu não havia, de fato, parceiros e pessoas profissionais suficientes para enfrentar a batalha de trazer o espetáculo à vida.

“Eu precisava lidar com a criação de bonecos gigantes, com uma trilha autoral muito específica, com uma iluminação autoral muito delicada. Essa estrutura toda... Olhava ao meu redor e pensava quem eram os profissionais que poderiam alcançar esse lugar também de criação. Precisava de artistas resistentes, inspirados, que pudessem se entregar de fato à criação do projeto”, diz.

Ela faz questão de frisar a criatividade de todas as partes, o que exigiu da mente por trás da obra toda uma trajetória a ser percorrida tanto como pessoa quanto como artista.

Ligia ressalta que as políticas públicas de incentivo à arte e à cultura que existiram nos últimos quatro anos foram o fator predominante para que essa e outros de seus textos para teatro e cinema pudessem ser colocados em cena, já que a execução de “A Menina e o Fim” foi viabilizada pela Política Nacional Aldir Blanc (Pnab) do Ministério da Cultura (Minc).

“Acho muito importante dizer que consigo também executar esse projeto hoje, e não há quase 10 anos, porque nos últimos quatro anos eu tive políticas públicas para a cultura e para a arte. Porque quando eu chego na montagem, na criação coletiva, aí eu estou falando de um grupo de pessoas. Esse projeto tem 26 artistas envolvidos, que precisam ser pagos, dedicar o trabalho deles a um projeto específico e mergulhar fundo na criação, na delicadeza desse espetáculo”.

Nesse quesito, as cabeças de papietagem dos personagens do primeiro ato são trabalhos de Sarah Caires e Said Danilo, enquanto Rafael Mareco assina a execução das cabeças gigantes que aparecem no segundo ato.

“O maior desafio aqui é construir grandes bonecos que sejam leves, expressivos e componham a cena de forma conjunta”, avalia Mareco, sobre a criação dos elementos cênicos.

Como comentou Ligia, a trilha sonora de “A Menina e o Fim” tem direção musical assinada por Sofia Maciel, que a executará ao vivo durante os três dias de apresentação, ao lado do maestro Eduardo Martinelli.
Renomado maestro, Martinelli lembra que tem certo costume de fazer trilhas sonoras, com trabalhos em documentários, curta-metragens e demais produções, mas afirmou ao Correio B que a execução ao vivo é muito diferente. 

“Porque a gente tem uma sensação de, além de criar a música, estar atuando. E sempre existem as nuances do fazer ao vivo, isso é uma coisa que diferencia muito de quando fazemos uma criação musical, gravamos e encaixamos em uma cena de filme ou o que quer que seja”, diz.

Martinelli também rememora a experiência que teve em um monólogo como ator, em São Paulo, há cerca de duas décadas, reforçando que a experiência com Sofia está lhe trazendo muitas sensações boas. Algo distinto do que está acostumado a viver, o maestro classifica a atual vivência como muito rica. 

“É uma sensação diferente a cada ensaio, a cada preparação. Já havia feito uma vez um monólogo do [Franz] Kafka [‘A Metamorfose’], mas faz muito tempo, já deve ter uns 20 anos ou mais, então, reviver essa experiência é muito interessante. E o mais rico e desafiador é tudo sendo executado ao vivo. Era sozinho, agora em dupla também torna a coisa diferente, a comunhão de fazer e executar. Para mim, por mais que tenha muita experiência com a música, porque só faço isso na vida [brinca], não deixa de ser uma sensação e uma situação nova”, complementa.

Como bem completa Sofia a respeito da trilha sonora, “A Menina e o Fim” emprega uma série de diversos instrumentos e sonoridades, que acompanham principalmente as mudanças vividas por Maria e ajudam a caracterizar propriamente cada personagem.

“Estamos usando instrumentos acústicos, percussões, sons produzidos pelo próprio corpo e pequenos motivos musicais que reaparecem em diferentes momentos. Na canção de Maria, por exemplo, temos um arranjo mais melancólico e introspectivo, que vai crescendo aos poucos. Já no encontro com o Rato, a proposta foi criar outra atmosfera, com uma sonoridade mais próxima do blues, trazendo humor, movimento e uma mudança na energia do espetáculo”, adianta. 

“A MENINA E O FIM”

Segundo a criadora, "A Menina e o Fim" exige dela enquanto diretora uma suavidade e escuta ampla, para que as dores da protagonista existam no palco livre de julgamentosFoto: Marcelo Henrique

Sobre o espetáculo e sua mensagem, Ligia destaca que há uma necessidade urgente de se falar sobre infância, reforçando que esta etapa da vida é fortemente atravessada pelas escolhas tomadas na fase adulta. 

“Infelizmente ainda, no Brasil, a gente tem uma média de 64 crianças sendo abusadas por dia. Tivemos mais de um milhão de crianças ficando órfãs, perdendo parentes na pandemia. A gente ainda tem muitas sendo mortas na guerra. E como que a gente sustenta a imaginação de uma criança, a alegria e a construção sensível e poética da infância num país sem arte?”, questiona a diretora. 

Lançando luz sobre a importância da arte na infância, o espetáculo busca mostrar esse potencial da expressão artística como ferramenta para melhor elaborar as feridas, ressignificar situações e imaginar saídas para o que, muitas vezes, nas palavras da diretora, a gente entende ser o fim. 
“Enquanto escritora, poeta, era um texto que me atravessava, me atravessou muito”.

O espetáculo conta com produção de Zuri Oliveira e produção-executiva assinada por Jessica Santos, com Leonardo de Medeiros como assistente. A direção de arte e cenografia é feita por Rafael Mareco e assistência é de Fannyah, Kyane Bravo e Lethícia Rodrigues. 

Maria encontra em sua jornada alguns personagens icônicos, como a boneca Buzuza, interpretada por Lethícia Rodrigues, o Rato, vivido por Tero Queiroz, a Borboleta, interpretada por Sofepoar Minott, e a avó em tamanho gigante, vivida por Zyan Nalrad (Anna Burton).

Os figurinos de “A Menina e o Fim” são assinados por Zyan Nalrad. No processo de montagem, o espetáculo contou com preparação de elenco de Lívia Lopes e preparação de equilíbrio de Bibi Gonçalves. A iluminação é de Anderson Lima.

O elenco é composto por: Kiohara, Leonardo de Medeiros, Lethícia Rodrigues, Lívia Lopes, Sofepoar Minott, Tero Queiroz e Zyan Nalrad (Anna Burton). Alex Cavalheri assina a sonoplastia e a direção de som, enquanto Douglas Luiz aparece como diretor de palco. 

Por fim, Ligia revela ao Correio B um lado que há nas mensagens que tenta transmitir ao público, já que o cenário de fugas, perdas e perseguições se liga às realidades externas e internas do ser humano. Segundo Ligia, esse grupo de adultos, ao desenhar a trajetória dessa menina, foi percebendo as solidões que existem dentro de cada um. 

“Ao ver a história dessa menina que vai ficando sozinha, percebe a solidão que já causou em uma criança, a solidão dentro de si durante a infância, que nunca morre, essa perda constante que a gente sente, essa saudade que não sabe dar nome, que a gente sente dentro do peito. As perdas e o desejo de casa, de conforto, do amor, de amar e ser amado são sensações que atravessam toda a humanidade. Então, ali a gente torna esse espetáculo universal. É muito difícil fazer arte no País, ainda mais aqui em Mato Grosso do Sul. Então, quando a gente tem essa chance, parece que estamos vivendo um sonho”, conclui.

Com classificação livre, esse espetáculo, realizado na sede do Grupo Casa, terá interpretação em Língua brasileira de Sinais (Libras) feita pela Comunique Acessibilidade. A entrada é gratuita, mas é necessário reservar os ingressos na plataforma Sympla, em razão da capacidade do espaço.

Serviço: 

Espetáculo: “A Menina e o Fim”
Data: de hoje até sexta-feira.
Horário: às 20h. 
Local: Grupo Casa – Rua Visconde de Taunay, nº 306, Bairro Amambaí, Campo Grande.
Entrada: gratuita.

Ficha técnica

  • Direção e Dramaturgia – Ligia Tristão Prieto
  • Produção Executiva – Jessica Santos
  • Produção Geral – Grupo Casa Produções
  • Produção – Zuri Oliveira
  • Assistente de Produção – Leonardo de Medeiros
  • Direção de Arte e Cenografia – Rafael Mareco
  • Assistência de Arte – Fannyah, Kyane Bravo e Lethícia Rodrigues
  • Cabeças de Papietagem Personagens Ato I – Sarah Caires e Said Danilo
  • Cabeças Gigantes Personagens Ato II – Rafael Mareco
  • Figurino e Beleza – Zyan Nalrad
  • Direção Musical – Sofia Maciel
  • Composição Musical Autoral – Ligia Tristão Prieto, Sofia Maciel, José Maciel e Eduardo Martinelli
  • Trilha Sonora – Eduardo Martinelli e Sofia Maciel
  • Elenco – Kiohara, Leonardo de Medeiros, Lethícia Rodrigues, Lívia Lopes, Sofepoar Minott, Tero Queiroz e Zyan Nalrad (Anna Burton)
  • Preparação de Elenco – Lívia Lopes
  • Preparação de Equilíbrio – Bibi Gonçalves
  • Contrarregragem – Jessica Santos e Rafael Mareco
  • Sonoplastia e Direção de Som – Alex Cavalheri
  • Iluminação – Anderson Lima
  • Direção de Palco – Douglas Luiz
  • Interpretação em Libras – Comunique Acessibilidade
  • Assessoria de Imprensa – Mariana Castelar e Tero Queiroz
  • Assessoria de Comunicação – Hevo Mídia – Mario Oshiro e Paula Chermont
  • Social Media – Marcelo Henrique
  • Design Gráfico e Animação – Sudório

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Diálogo

O senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) recebeu 903.554 votos, a maior... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (14)

14/10/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Paulo Coelho - Escritor brasileiro

"Uma coisa é você achar que está no caminho certo, outra é achar que o seu caminho é o único. Nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor e renúncia”.

FELPUDA 

O senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) recebeu 903.554 votos, a maior votação para o Senado na história de Mato Grosso do Sul. O resultado consolida o ex-governador como presidente estadual do PL e principal liderança do partido no Estado. A legenda elegeu os dois senadores, três dos oito deputados federais, nove dos 24 deputados estaduais, e passa a ter a maior bancada sul-mato-grossense tanto na Câmara quanto na Assembleia. Na política, quem é bem votado não só se torna o “cacique da aldeia”, como também passa a dar as cartas. 

Diálogo

Especial

Entre os dias 26 e 30 deste mês, acontecerá a Mega Semana da Mega Sena. Serão cinco sorteios consecutivos correspondentes aos concursos 3076, 3077, 3078, 3079 e 3080.  A modalidade, em caráter especial, terá sorteios de segunda a sexta-feira, substituindo o calendário regular de concursos.

Mais

Após o encerramento dos concursos especiais, a Mega-Sena retomará seu calendário regular de sorteios e fará a abertura das vendas paralelas da Mega da Virada 2026, prevista para novembro. O limite de horário permanece o mesmo adotado nos concursos regulares.

DiálogoDra. Luciana Darrot - Foto: Arquivo Pessoal

 

DiálogoValentina Herszage - Foto: Lu Prezia

Bênção!

Nos bastidores, já ferve a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de MS. Duas correntes disputam o segundo posto político mais cobiçado do Estado, e não é à toa: a Casa administra mais de meio bilhão de reais, quantia que boa parte dos 79 municípios de MS nem sonha em ter no caixa. Só que ninguém se elege presidente da Assembleia sem a bênção do governo. E é quando a queda de braço costuma terminar sempre do mesmo jeito: chapa de consenso.

Vilã

A inflação ganhou força após a deflação registrada em agosto, subindo para 0,82% em setembro, apontam dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Estimulada pela disparada dos preços das contas de luz, a variação é a maior para o mês desde 2021. Em 12 meses ela atingiu 4,58%, estourando novamente o teto da meta de 4,5% do Conselho Monetário Nacional.

Encolheu

Nem mesmo com votação recorde de Camila Jara, o PT conseguiu eleger dois deputados federais. Os seus companheiros não contribuíram para alcançar o quociente eleitoral. A diferença da votação de Camila de quase 155 mil votos para o segundo mais votado do PT é bem grande. Esse companheiro na disputa para Câmara Federal é Elias Ishy. Ele obteve apenas 18.045 votos. Não conseguiu conquistar a cadeira de Vander Loubet, que desistiu da reeleição para concorrer ao Senado. Como se vê...

ANIVERSARIANTES 

  • Renata Paula Possari Mendonça, 
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Colaborou com Tatyane Gameiro

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