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Novo filme de M. Night Shyamalan com brasileiro indicado ao Oscar ganha data de estreia

O filme Remain, teve sua data de lançamento alterada e agora estreia nos cinemas em 5 de fevereiro de 2027

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O novo filme de M. Night Shyamalan, Remain, teve sua data de lançamento alterada e agora estreia nos cinemas em 5 de fevereiro de 2027.

Antes, a Warner Bros. trabalhava com a previsão de chegada do longa em 23 de outubro de 2026, mas o estúdio optou por transferir o lançamento para o início do ano seguinte, período próximo ao Valentine’s Day, o Dia dos Namorados nos Estados Unidos.

O projeto marca mais uma parceria do diretor com a Warner e contará com fotografia do brasileiro Adolpho Veloso, indicado ao Oscar por Sonhos de Trem.

Thriller romântico será baseado em história original

Ainda sem título confirmado no Brasil, Remain será um thriller romântico com elementos sobrenaturais, desenvolvido a partir de uma história criada por Shyamalan em colaboração com o escritor Nicholas Sparks, conhecido por romances best-sellers.

A proposta também se destaca pelo formato: enquanto Shyamalan escreveu o roteiro do filme, Sparks trabalhou em um romance inspirado na mesma história, com os dois projetos sendo desenvolvidos de forma independente.

Enredo acompanha arquiteto em busca de recomeço

De acordo com sinopse divulgada pelo site World of Reel, a trama gira em torno de Tate Donovan, um arquiteto de Nova York que tenta retomar a vida após passar por uma clínica psiquiátrica. Abalado pela morte da irmã, ele viaja até Cape Cod para projetar uma casa de veraneio para uma amiga.

No local, ele conhece Wren, descrita como uma jovem misteriosa que interfere diretamente na estabilidade emocional do protagonista e coloca em dúvida sua visão de mundo.

O elenco será liderado por Jake Gyllenhaal e Phoebe Dynevor, que devem dividir o protagonismo no longa.

Shyamalan produzirá Remain ao lado de Ashwin Rajan, com Theresa Park e Marc Bienstock também creditados como produtores. Nicholas Sparks participa como produtor executivo.

LITERATURA

Prêmio Sesc Literatura abre inscrições e dá R$30 mil, além de publicação

Autores interessados têm até o próximo dia 02 de março para inscreverem obras não publicadas de "Romance", "Conto" e "Poesia"

08/02/2026 16h30

Premiação tem o objetivo de oferecer ao autor estreante não apenas a publicação de sua obra, mas uma inserção real no mercado editorial e o contato direto com o público em todo o país

Premiação tem o objetivo de oferecer ao autor estreante não apenas a publicação de sua obra, mas uma inserção real no mercado editorial e o contato direto com o público em todo o país ElasticComputeFarm/Pixabay

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 Prêmio Sesc de Literatura está com inscrições abertas, até 2 de março, para obras ainda não publicadas nas categorias Romance, Conto e Poesia, sendo que os vencedores terão seus livros publicados pela Editora Senac Rio e receberão uma premiação em dinheiro no valor de R$ 30 mil cada.

Os escritores vencedores participarão também de bate-papos e mesas-redondas em eventos culturais promovidos pelo Sesc ao longo do ano que vem. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site. 

“O Prêmio Sesc de Literatura cumpre o papel fundamental de identificar autores que, muitas vezes, mesmo fora dos grandes eixos de circulação, possuem obras de alto vigor artístico”, disse Leonardo Minervini, gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc.

O processo de seleção dos trabalhos inscritos é realizado por comissões julgadoras compostas por críticos literários, escritores e editores, de diferentes regiões do país. O júri avalia os textos sem ter conhecimento da identidade dos autores.  

O resultado será divulgado em agosto e os vencedores vão ser apresentados ao público em uma cerimônia com noite de autógrafos no fim do ano.

Após a publicação, os livros serão distribuídos na rede de bibliotecas e escolas do Sesc, em todas as regiões do Brasil.

Minervini ressalta que a premiação tem o objetivo de oferecer ao autor estreante não apenas a publicação de sua obra, mas uma inserção real no mercado editorial e o contato direto com o público em todo o país. 

Criado em 2003, o prêmio já recebeu cerca de 24 mil originais e revelou ao mercado editorial 43 novos autores. Em 2025, os vencedores foram Marcus Groza (SP), com o romance Goiás; Leonardo Piana (MG), com o livro de poemas Escalar Cansa; e Abáz (BA), com a coletânea de contos Massaranduba.

 

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Moda Correio B+

Milão, moda e o novo imaginário olímpico

Milão e Cortina simbolizam um modelo olímpico que sustenta seu design, sua arquitetura e sua moda: respeito ao território, uso inteligente da herança existente e valorização do detalhe.

08/02/2026 15h30

Milão, moda e o novo imaginário olímpico

Milão, moda e o novo imaginário olímpico Foto: Divulgação

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A escolha da Itália como sede dos jogos Olímpicos de inverno de 2026, não foi apenas uma decisão logística ou esportiva, foi, sobretudo, uma decisão estética e simbólica. Ao dividir os Jogos entre os Alpes de Cortina d’Ampezzo e Milão, o Comitê Olímpico Internacional reconheceu algo que vai além da neve e das montanhas: o poder cultural da Itália como linguagem global.

Milão e Cortina simbolizam um modelo olímpico que sustenta seu design, sua arquitetura e sua moda: respeito ao território, uso inteligente da herança existente e valorização do detalhe.

Assim como as grandes maisons italianas raramente constroem do zero sem dialogar com o passado, a candidatura apostou em infraestrutura pronta, paisagens consagradas e cidades que já sabem contar histórias. Não por acaso, Milão entra no projeto não como cenário de neve, mas como capital simbólica.

Milão não é apenas uma cidade que produz moda. Ela produz narrativa. É ali que o vestir deixa de ser tendência para se tornar linguagem política, econômica e cultural. Ao sediar cerimônias, eventos midiáticos e o centro nervoso dos Jogos, a cidade reforça a ideia de que, em 2026, os uniformes olímpicos importam tanto quanto os pódios.

Essa centralidade explica a presença marcante de marcas italianas e internacionais nos Jogos, não como patrocinadoras silenciosas, mas como autoras de identidade nacional.

A Itália veste a si mesma com a EA7 Empório Armani, linha esportiva de uma das casas mais emblemáticas do país. O resultado são uniformes minimalistas, em tons claros, quase arquitetônicos. Armani não grita: sugere. E essa contenção estética traduz perfeitamente a imagem que a Itália deseja projetar, sofisticação sem ostentação.

No caso do Brasil, a escolha da Moncler como parceira oficial é reveladora. Nascida nos Alpes e transformada em símbolo de luxo técnico, a marca conecta performance, frio extremo e desejo. Ao vestir o Time Brasil, Moncler não apenas empresta tecnologia térmica, mas insere o país em um imaginário europeu de montanha e excelência, algo impensável décadas atrás.

Milão, moda e o novo imaginário olímpicoBrasil - Divulgação

Fora da Itália, outras marcas reforçam essa leitura cultural do vestir olímpico. A Ralph Lauren continua vestindo os Estados Unidos como quem constrói um filme de época: tricôs patrióticos, casacos clássicos e nostalgia como estratégia de poder.

O Canadá, com a Lululemon, aposta no athleisure como identidade nacional contemporânea: funcional, confortável, exportável.

Já a Mongólia talvez ofereça o gesto mais radical, com uniformes assinados pela Goyol Cashmere, inspirados no traje tradicional deel. Em vez de seguir Milão, a Mongólia leva sua própria história até ela, provando que moda olímpica também pode ser resistência cultural.

Se os Jogos fossem sediados em uma cidade sem tradição estética, tudo isso seria ruído. Em Milão, vira mensagem coerente. A cidade legitima o uniforme como objeto cultural, o atleta como corpo narrativo e a moda como instrumento de diplomacia simbólica.

O Comitê Olímpico Internacional escolheu a Itália porque precisava de credibilidade, infraestrutura e estabilidade. Mas escolheu Milão porque precisava de sentido. Em uma era saturada de imagens, a capital da moda oferece algo raro: coerência entre forma e conteúdo.

Milão, moda e o novo imaginário olímpicoRalph Lauren - Divulgação

Os Jogos de Inverno de 2026 mostram que o futuro olímpico passa também por histórias mais bem vestidas. Em Milão, cada costura comunica pertencimento, cada tecido carrega estratégia e cada uniforme se torna um manifesto silencioso.

No fim, a Itália não foi escolhida apenas para sediar os Jogos. Foi escolhida porque sabe, como poucos países, que vestir é uma forma sofisticada de governar o imaginário.

Milão, moda e o novo imaginário olímpicoGabriela Rosa é consultora de imagem e estilo, fala sobre moda e comportamento e é idealizadora da Dolce Far Moda - Divulgação

 

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