Correio B

Diálogo

O pagamento de cachês estratosféricos por alguns prefeitos, principalmente... Leia na coluna de hoje

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Silas Resende - poeta de MS

"Que o coração dance livre no céu infinito ao sabor de significante existência, muito além das aparências”.

FELPUDA 

O pagamento de cachês estratosféricos por alguns prefeitos, principalmente de municípios menores, beira a afronta à população. O artista tem todo o direito de cobrar o que considera justo pelo seu trabalho, mas cabe ao gestor decidir se vale a pena contratar. Afinal, o recurso público vem do bolso do já castigado contribuinte, que espera ver seus impostos retornarem em serviços. Não se trata de ser contra entretenimento, mas é preciso estabelecer prioridades para os gastos, que são feitos como se não houvesse amanhã.

Arquivados

A vereadora Isa Marcondes, de Dourados, livrou-se de investigação que havia sido provocada por denúncia de sindicato. A entidade questionou a atuação dela em fiscalizações realizadas nas unidades de saúde. A acusação apontava supostos excessos e exposição de profissionais nas redes sociais.  Ministério Público de MS analisou o caso e decidiu pelo arquivamento. Como se vê... 

Louros

Fábio Trad quer colher louros por ter acionado o STF quando Lula corria o risco de ser transferido para o presídio de Tremembé. Ele apresenta a iniciativa como parte da relação de confiança, sustentando que sua atuação ajudou a garantir a permanência do petista em Curitiba, onde cumpria pena. Agora, resta saber se o eleitor reconhecerá a façanha como grande feito político. Porque louro mesmo só vale quando o eleitor resolve entregar.

À vista

Projeto na Câmara Federal determina que equipamentos ocultos, camuflados ou sem sinalização possam ter multas anuladas. A justificativa é simples: fiscalização deve servir para prevenir acidentes, não para surpreender condutores. O deputado André Fernandes, autor do projeto, chamou radar escondido de “armadilha”. Se a proposta avançar, agradará 10 entre 10 motoristas.

Para todos

Começou a tramitar na Assembleia Legislativa de MS projeto que pretende acabar com velha prática das empresas: oferecer vantagem ao cliente novo e esquecer quem já paga a conta há anos. Ele determina que promoções de serviços contínuos sejam estendidos automaticamente aos consumidores antigos. Multa será de 20 a 200 Uferms por cliente, além de outras penalidades.

Reni Domingos, que está comemorando idade nova neste domingo (6) - Foto: Arquivo Pessoal

 

Isidro Theodoro de Faria e Maria Leonor Castilho Guimarães (28 anos de casados)Neste sábado, Isidro Theodoro de Faria e Maria Leonor Castilho Guimarães completam 28 anos de casamento – Bodas de Hematita - Foto: Arquivo Pessoal

À prova

Ex-prefeitos que decidiram disputar as eleições de 2026 terão agora oportunidade de testar o tamanho da lembrança deixada nas urnas municipais. A experiência administrativa, porém, não vem acompanhada de garantia de votos. O eleitorado municipal é apenas parte daqueles que participam. E eleição, como se sabe, não aceita certificado de popularidade vencida.

Alerta

O Tribunal de Justiça de MS manteve a condenação de motorista que atropelou pedestre na faixa de travessia em Campo Grande. A vítima sofreu fraturas e receberá indenização de R$ 15,8 mil. Ao manter a sentença, desembargadores reforçaram princípio do Código de Trânsito Brasileiro: o maior deve proteger o menor. Mesmo com sinal verde para os veículos, o motorista deve aguardar a conclusão da travessia. Decisão serve de alerta para todos.

Espaço

As Pancs, plantas alimentícias não convencionais, começam a ganhar espaço nas lavouras e nas mesas. A Embrapa lançou as primeiras cultivares de bertalha e caruru, ainda pouco exploradas no Brasil. O pesquisador Nuno Madeira, responsável pelo trabalho, afirma que a oferta dessas cultivares deve ampliar o consumo das hortaliças.

ANIVERSARIANTES

Sábado (05)

Dr. Celso Cestari Pinheiro,
Mariana Medeiros Navarro Santos Licks,
Arlindo Ramão Florentino,
Carlos Lopes dos Santos,
José Magalhães da Costa,
Vilson Zanatta,
Denise Maria Vicente Guidoni,
Lilian Rosa Corrêa Pinto Magalhães,
Caroline Rizzo,
Anna Leda Saab,
Eliane Schneider Pondskoski,
Talissa Nayra Siqueira da Silva,
Cleonice Nakasone Arakaki,
Alfredo Guenhu Asato,
Gilson Cândido Braguini,
Hélio de Lima,
Ivan Carlos dos Santos,
Fabrizio Kleiton Cândido,
Kênia Maciel Lacerda,
Wagner Luiz Ribeiro,
Márcia Atanasio Fontoura Davalos,
Maria Celéne de Figueiredo Nessimian,
Zelmo de Brida,
Dr. Luiz Aleixo da Silva Filho,
Celso Luiz Brasil Ovelar Filho,
Leila Brandão,
Ilton Arashiro,
Roberta Novais Ferreira,
Tatiane Bombassaro,
Marceleide Hartterman Marques,
Honorato de Souza,
Luiz Alberto Freire Teixido,
Juliano Reinheimer,
Carlos Roberto Hesporte,
Janete Matos da Silva,
Sebastião Roberto Collis,
Nair Moraes Freitas,
Afrânio Motta Filho,
Maura Glória Lanzone,
Adeny de Souza,
Emília Sabatel Giordano,
José Antônio dos Santos,
Lenine Rosa Duarte,
Djair dos Santos Castanho,
Ricardo Bertoni,
Kátia Regina Nunes da Cunha,
Gavina de Azevedo Flores Baldo,
Sônia Regina de Jesus,
Dr. Carlos Nobuyoshi Ide,
Ana Carla Burgatt Freire,
Chesla Peters dos Santos,
Yone Stella Medeiros,
Marlene Anache Hage,
Dr. Geraldo Vinícius Ferreira Hemerly Elias,
Maria Gabriela Trad,
Dr. Nelson Trad Filho,
Marlene Pereira de Souza,
Janete dos Santos Pereira,
Kazuza Elisângela Vargas Brites,
Mariusa Roberto da Silva Sachelaride,
Dr. Jorge Luiz Miranda,
Epaminondas Luiz Cardoso,
João Affonso de Barros Mello,
Luiz André Bobato,
João Eduardo Bueno Netto Nascimento,
Letícia Naveira,
Evelyna Ruth Dutra Vieira,
Sandra Aparecida Marques Gonzaga,
Idmilson Rodrigues de Almeida Júnior,
Dr. Jean Carlos Alves,
Jonny Adriano Mazochin,
Anísio Ziemann,
Simone Antunes Molina,
Gabriel Braite,
Thiago Bonadia Sbroggio,
Cleomedes Carlos Fechner Victório.

Domingo (06)

Reni Domingos dos Santos,
Dra. Márcia Simões Corrêa Neder,
Ilibio Carlos Simioli da Paz,
Sinedir Arruda Amorim Kanashiro de Além,
Luiz Felippe Ribeiro Orro,
Andréa Duarte,
João Victor de Figueiredo Massud,
Álvaro Henrique de Oliveira Rezende,
Eduardo Nogueira Dias,
Zelir Antônio Jorge,
Ronaldo Gomes da Silva,
Neltem de Souza,
Nadir Viegas dos Reis,
Americo Shimabukuro,
Ricardo Augusto Nascimento Pegolo dos Santos,
Fernanda Boing,
Ana Lúcia Rolim Scardini,
Lorene Fernandez Dall Negro Ferrari,
Rafael Ribeiro Emiliano,
Genesio Pereira de Souza,
Dr. Davi Calixto Pires,
Rose Belon,
Ezequiel Taveira dos Santos,
Maria de Fátima Lima,
Rosa Jane Pedrossian Cândido,
Paula Corrêa Rigo Navarro,
Rubens Nunes da Cunha,
Dra. Regina Mara Jurgielewecz Gomes,
Flodoaldo Alves de Alencar,
Cláudio Miguel Gealh,
Paulo Henrique Pereira da Silva,
Maria Zilda Cabalero,
Cláudio Belon,
Marília Bulhões Godoy,
José Donizete Ferreira de Freitas,
Luiza Hatsue Tegawa,
Regiane dos Santos Martins,
João Alberto Martins do Amaral,
Edileuza de Andrade Lopes Dias,
Marcelo Ferrreira Armoa Gomes,
Walter Mendes Ribeiro,
Berenice Mendes Penteado,
José Carlos Silva Matos,
Ariza Calarge,
Carla Cristina Nunes da Cunha,
Suyanne Trindade Amado,
Tatiana Assumpção Gatass,
Dr. Oldemiro Hardoim Júnior,
Dr. João Roberto Coelho Neto,
Ricardo Andreotti,
Cláudia Barbosa Andreatta,
Siderley Brandão Stein,
Luiz Roberto Baltuilhe Monteiro,
Vicente Shinzato,
Flávio Pacheco,
Justina Conche Farina,
Lorini Lanzoni Fabro,
Youssef Saliba,
Dr. Yuri Corrêa Luzio,
Maria Jussara Parizotto,
Luciano Augusto Nogueira,
Paulo Valdocir Pradella,
Ana Flávia Buzaneli,
Maria Terezinha Mazina Martins,
Leila Aparecida Dauzacker Maciel,
Adalto Veronesi,
Ângelo Roberto Jabur Bimbato,
Nelson Kian,
Ademar Trelha,
Danilo Garcês Bressan.

Colaborou com Tatyane Gameiro.

MÚSICA

De Campo Grande ao Top do Spotify: quem escreveu "Flash", a música da trend dos perfumes

Gabriel Guima conta como a música nasceu em uma sessão em Goiânia, como chegou a Hugo & Guilherme e o que muda na vida de quem compõe quando uma canção explode

13/10/2026 14h37

ARQUIVO PESSOAL

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No dia em que terminaram de escrever "Flash", em 18 de agosto de 2025, os quatro compositores criaram um grupo de mensagens chamado "FLASH - TOP 1". Pouco mais de um ano depois, a música gravada por Hugo & Guilherme está entre as mais ouvidas do país e virou trilha da trend em que famosos e anônimos mostram suas coleções de perfume nas redes. Por trás dela estão quatro amigos que saíram de Campo Grande para compor em Goiânia.

Um deles é Gabriel Guima, de 30 anos, nascido em Campo Grande e criado na região do Monte Castelo.

"A Flash nasceu de quatro amigos que saíram de Campo Grande pra escrever esse sucesso em Goiânia", conta. Os parceiros são Atayde Filho e Rafa Conter, também nascidos na Capital, e Will Andrade, que nasceu em Rondonópolis (MT), mas sempre morou em Campo Grande.

Lançada pela dupla em agosto, a faixa já soma mais de 23 milhões de reproduções no Spotify e ocupa o 3º lugar do ranking diário da plataforma no Brasil, com quase 1 milhão de execuções por dia, segundo o levantamento de domingo (11).

A primeira gravação da música, feita pela dupla Lucas & Higor, também está entre as mais ouvidas do país, com mais de 20 milhões de reproduções. Somadas, as duas versões passam de 43 milhões de plays só no Spotify. No YouTube, o clipe oficial de Hugo & Guilherme já passava de 23 milhões de visualizações na semana passada.

No último domingo (11), a música ganhou uma versão em forró gravada por Zé Vaqueiro, com participação de Hugo & Guilherme, durante o DVD "Diamante – Ao Vivo em Belém".

Uma ideia, um violão e um refrão pronto

Segundo Gabriel, a música foi montada em etapas, cada parceiro somando uma parte. Atayde Filho chegou com a história e leu a ideia para o grupo. Gabriel pegou o violão e criou a melodia do começo. Will Andrade mexeu na entrada da segunda parte. O refrão veio de uma vez só. "O Rafa saiu do quarto e soltou o refrão inteiro", lembra. Depois, os quatro definiram juntos a repetição do refrão e fecharam a canção.

"Quando terminamos, todos estávamos convictos de que tínhamos feito algo especial ali", diz.
A música foi gravada primeiro pela dupla Lucas e Higor, que não tinha exclusividade sobre ela. Foi por esse registro, de acordo com Gabriel, que Hugo & Guilherme conheceram "Flash" e decidiram gravá-la com exclusividade.

A trend dos perfumes, segundo ele, partiu de Guilherme, que coleciona fragrâncias, e de Zé Vaqueiro, e se espalhou de forma orgânica, sem ação de marca. "Sempre acreditamos muito no potencial dela, mas essa proporção que tomou acredito que ninguém imaginava", afirma. Para ele, o que está acontecendo é inédito no mercado da composição, "e acreditamos que está só no começo".

Sobre a versão em forró, a avaliação é positiva. "Acho que encaixou perfeitamente. Acredito que deu outro gás pra música, em todos os sentidos."

Do palco para a composição

Gabriel começou a compor profissionalmente em 2019, quando ainda cantava em dupla com Marco Antônio, que hoje segue carreira solo com o projeto CountryBoy. Marco escrevia desde os 13 anos, e os dois precisavam de repertório para gravar um DVD. Foi assim que Gabriel entrou no processo de criação. "Comecei a entender como funcionava e o quão importante era a composição, que é onde a música nasce", diz.

Em 2023, ele se mudou para Goiânia para ficar mais perto do mercado. Em 2025, deixou os palcos para se dedicar só à composição. Hoje, segundo ele, são praticamente 100 músicas gravadas, entre elas "Tem Amor, Tem Volta", de Jorge & Mateus, no álbum Check-in (2024); "Oposto", do Grupo Menos é Mais, no Churrasquinho 3; "Vai que Bate um Vento", de Fiduma & Jeca com Rio Negro & Solimões; e "Piscininha" e "Cessar Fogo", de João Gustavo & Murilo.

O compositor e o sucesso

Quando uma música vira trend, explica Gabriel, a divulgação e o consumo da obra aumentam, e o retorno financeiro acompanha. Em "Flash", os direitos são divididos de forma igual entre os quatro autores.

Perguntado se o compositor ainda é invisível no sertanejo, ele discorda, mas faz ressalvas. "Não somos invisíveis, mas acredito que muitas coisas em relação a isso podem melhorar e precisam mudar. O importante é o compositor saber o seu valor e dar o devido valor à sua obra."

A letra de "Flash" brinca com o duplo sentido. Sobre críticas, Gabriel defende a liberdade de quem escreve. "Pra nós, o limite e a interpretação ficam pra quem ouve. Por isso, nós, compositores, temos o direito de explorar a licença poética."

A rota Campo Grande–Goiânia

Gabriel afirma que existe uma cena de composição sertaneja em Mato Grosso do Sul, mas que ela já foi mais forte. Ele conhece muitos compositores de Campo Grande que hoje vivem em Goiânia, que aponta como um dos principais polos do setor, ao lado de Londrina, Fortaleza e São Paulo.

Para quem está começando no Estado, o conselho é unir "estratégia, persistência e estudo de mercado", usar a internet para divulgar as músicas e criar contato com artistas, e, sempre que possível, passar temporadas em Goiânia para compor por lá.
Sobre os próximos passos, ele não adianta nomes. "Tem muita coisa boa pra vir, muita música boa saindo. Se Deus quiser, em breve estarei contando muitas novidades."

Outubro Rosa

Saiba os tratamentos e os cuidados médicos após diagnóstico de câncer de mama

Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima até 78,6 mil novos casos até 2028; pesquisas apontam paralelamente redução no número de mamografias entre pacientes próximas da melhor idade

13/10/2026 08h45

Outubro Rosa aparece como oportunidade para falar sobre importância do tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpo

Outubro Rosa aparece como oportunidade para falar sobre importância do tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpo Foto: Banco de Imagens

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Como de costume, o período entre o dia 1° até o 31 deste mês é colorido de rosa, parte da campanha de conscientização e alerta voltada principalmente às mulheres, sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero. 

Apesar dos esforços, o País vê uma tendência crescente nos registros de casos dessa doença, diante ainda de um cenário paralelo de cada vez mais mulheres próximas da melhor idade deixando de fazer exames de mamografias e preventivos, sendo que ainda há toda uma vida e uma rotina de cuidados oncológicos após o diagnóstico. 

Análises estimativas feitas pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que, até 2028, o Brasil deve atingir a marca de 78.610 novos casos dessa doença em todo o País, tornando o câncer de mama o tipo mais incidente entre brasileiras, depois de tumores de pele não melanoma. 

Outubro Rosa aparece como oportunidade para falar sobre importância do tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpoDra. Fernanda Ronchi, chefe do serviço de oncologia do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie - Foto: Divulgação/FEMPAR

Como bem relata a chefe do Serviço de Oncologia do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (Huem), dra. Fernanda Ronchi, que também é professora da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (Fempar), a doença e seus subtipos estão cada vez mais “mapeadas”, com os diagnósticos tornando-se cada vez mais precisos.

Ela ressalta a oportunidade do Outubro Rosa, de falar sobre tratamento, prevenção e diagnóstico precoce, para que mulheres conheçam seu corpo. “Estejam atentas a alterações e procurem atendimento quando houver qualquer sinal de alerta. É importante mostrar que, quando o câncer é diagnosticado, temos hoje muito mais ferramentas para enfrentá-lo”, afirma.

Em comparativo da estimativa até 2028, há dois anos, o País encerrou 2024 com 20.849 mortes registradas pela doença, conforme dados compilados pelo Inca. Nesse mesmo período houve 4,4 milhões de mamografias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com cerca de quatro milhões de exames voltados para o rastreamento de mulheres sem sinais ou sintomas da doença.

Porém, quando o assunto é sobre preventivos há dois movimentos opostos em paralelo a esse cenário.

Levantamento feito pela Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde (Fidi) segundo raios-x sobre as mamografias no País: enquanto o número desses exames apresentou uma crescente de quase trinta por cento (28,1%) entre as mulheres de 40 a 49 anos, na faixa etária já mais próxima da melhor idade, entre 50 anos e 69 anos, houve uma queda de mais de 20% no total de mamografias realizadas.

Houve ainda uma queda de aproximadamente 11% no que diz respeito à busca pela realização desse procedimento nesse mesmo período. 

DIAGNÓSTICO PRECOCE

Importante frisar que a mamografia se mantém como pilar indispensável à saúde da mulher, mesmo com avanços na área, pois possibilita a identificação de alterações ainda em fases iniciais, antes mesmo até que os primeiros sintomas apareçam, como frisa a médica radiologista especialista em mama da Fundação, dra. Vivian Milani. 

“É importante que a mamografia não seja vista apenas como um exame a ser realizado diante de uma suspeita ou de algum sinal de alerta. Mesmo quando o resultado é negativo, o acompanhamento deve continuar de forma regular, respeitando a periodicidade indicada para cada mulher. É o que aumenta as chances de identificar precocemente eventuais alterações e, quando necessário, iniciar o tratamento o quanto antes”, diz.

Deste o começo deste ano é assegurado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) o acesso à mamografia para mulheres na faixa etária entre 40 anos e 49 anos, ainda que essas não apresentem sintomas iniciais, desde que seja uma decisão tomada em compartilhamento com o médico, já que para o chamado rastreamento mamográfico populacional a orientação é que o exame seja feito a cada dois anos em mulheres ente 50 anos e 74 anos.

Das novidades para o tratamento aparecem medicamentos cada vez mais inteligentes, já especificamente direcionados para subtipos da doença. A mais frequente, o câncer de mama luminal, apresenta os chamados receptores hormonais positivos. No cenário metastático a inovação fica por conta do remédio que aparece na classe dos “conjugados anticorpo-fármaco, ou ADCs”: o datopotamab deruxtecan.

Essa tecnologia combina anticorpo capaz de reconhecer características específicas das células tumorais com uma substância quimioterápica, para transportar a quimioterapia mais direcionadamente até o tumor.

ALÉM DO DIAGNÓSTICO

O mês salienta cuidados que passam por horas de sono e até pela sexualidade, que as mulheres precisam estar atentas mesmo após um diagnóstico de câncer de mama, como reforça a ginecologista e mastologista Fernanda Bauk.

Ela lembra que a atenção à saúde mamária necessariamente precisa estar conectada às demais necessidades das pacientes que: “continuam tendo menopausa, sexualidade, sintomas geniturinários, alterações metabólicas e questões de qualidade de vida. O câncer não apaga a mulher”.

Há tratamentos que provocam ou intensificam os sinais da menopausa, como mostra revisão sistemática com meta-análise publicada neste ano no The Journal of Sexual Medicine, reunindo 36 estudos que envolveram 9.749 mulheres sobreviventes de câncer de mama.

O estudo estimou prevalência combinada de disfunção sexual em 70% do público-alvo. Ou seja, uma combinação de fadiga e alteração da imagem corporal podem se somar a episódios de dores nas relações, ressecamento vaginal e mudanças de desejo que afetam o cotidiano feminino. 

Por isso, Fernanda faz questão de explicar que a terapia hormonal sistêmica para sintomas de menopausa geralmente não é recomendada após o câncer de mama. Sobre as possibilidades, a médica lista medidas que vão desde hidratantes e lubrificantes vaginais, fisioterapia do assoalho pélvico, educação sexual e apoio psicológico ou sexológico, conforme a necessidade.

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