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Agenda cultural

Opções para todos os gostos: teatro, música, cinema e literatura

"Tubarão: Mar de Sangue" leva mistério, pavor e gritos aos cinemas, peça do grupo Fulano di Tal embala trama com canções de Roberto Carlos e, no Sesc Cultura, Karla Coronel faz show após abertura de exposição de artes visuais

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Primeiro, morre Greg (Thomas Flynn). Depois, é a vez de Tyler (Malachi Pullar-Latchman).

Os protagonistas que restam – Milly (Catherine Hannay), Nat (Holly Earl) e Tom (Jack Trueman) – acabam formando um triângulo amoroso enquanto tentam se livrar das barbatanas e das mordidas de um tubarão enfurecido que traça tudo o que encontra pela frente.

O resultado é frio na barriga, muitos sustos e gritos na sala escura ao longo dos 85 minutos em que se desenrola o enredo de “Tubarão: Mar de Sangue”, uma das estreias no circuito de cinemas dos shoppings de Campo Grande. Dirigido por James Nunn, o filme é um daqueles casos em que o título original, “Shark Bait”, acaba chegando ao público com duas traduções.

O outro nome que tem sido visto por aí, “Tubarão: Presas Humanas”, até esconde um pouco o mar vermelho que se abre no longa-metragem.

O thriller de sangue e água salgada parece não passar muito de mais um dos pastiches que tentam surfar na onda do pioneiro “Tubarão” (1975), de Steven Spielberg, que ainda hoje encanta – ou melhor, assusta – meio mundo.

Simples mas eficiente ou simplório demais. É assim, grosso modo, que a crítica e o público têm se dividido em relação ao filme. A conferir. Se é para apostar na nostalgia com retorno garantido, outra opção é o primeiro longa da saga “Crepúsculo” (2008), que está de volta aos cinemas para marcar a efeméride de 10 anos do último lançamento da franquia.

SESC CULTURA

Amanhã, no Sesc Cultura, às 15h, a oficina Mini Monstro de Bexiga e Quebra-Cabeça de Papelão, para crianças a partir de cinco anos, acompanhadas de um responsável, estimula a criatividade e as habilidades manuais.

Os ingressos começam a ser distribuídos meia hora antes da ação. Para participar, é preciso levar: três bexigas pequenas, canetinha hidrocor e lápis de cor.

Às 16h, tem o espetáculo “Ambulante”, com Badaiá Arte. No enredo, uma dupla que já perdeu tudo e não quer perder a esperança de realizar seus sonhos. Para isso, os dois apostam no comércio informal para angariar o vil metal necessário para alcançar seus desejos e transformam uma barraquinha de ambulantes em um espetáculo de rua.

Às 19h, haverá vernissage da exposição “Cada Dia Depois de Tudo”, com produções de alunos dos cursos de Artes Visuais do Sesc. A exposição poderá ser visitada até 15 de dezembro e, após o recesso da unidade, de 17 de janeiro a 4 de fevereiro.

Após a vernissage, haverá um show musical com Karla Coronel, que leva ao público músicas autorais e releituras de músicas que marcaram sua geração, trazendo sempre características próprias, com novos arranjos e ritmos brasileiros.

Ainda neste sábado, também às 19h, haverá lançamento do livro “O Apócrifo de Judas”, do autor corumbaense Wanderson Ligier de Jesus. A obra acompanha a jornada amarga de um homem que descobre o peso destruidor da traição na sua vida e a sua desconstrução e reconstrução em um mundo violento e amoral.

BLUES ARGENTINO

No Shopping Bosque dos Ipês, às 12h de domingo, na praça de alimentação, haverá apresentação da cantora Bia Blanc. A artista, que iniciou sua trajetória há mais de 15 anos com o canto lírico na igreja, leva ao público canções brasileiras e blues argentino.

BATUCANDO

Também no domingo, no Shopping Norte Sul Plaza, com sessões às 15h e às 16h30min, o grupo Batucando Histórias mescla histórias e músicas folclóricas com textos e melodias autorais e enredos adaptados.

Além de instrumentos musicais, a trupe mostra às crianças como a canção pode estar em todo lugar, utilizando objetos do cotidiano para musicalizar as histórias, como colheres, copos e ainda o próprio corpo, com palmas e estalar de dedos.

FULANO DI REI

A 8ª Mostra Fulano di Tal de Teatro, neste sábado e domingo, às 20h, no Espaço FdT, apresenta o espetáculo “À Sombra do Salgueiro-Chorão: O Desfecho Shakespeariano de Ofélia ao Som do Rei Roberto Carlos”, peça de encerramento da oficina de dança-teatro realizada pelo grupo durante este ano.

Na trama, o famoso relato da Rainha Gertrudes sobre o desfecho trágico da jovem Ofélia, no clássico shakespeariano “Hamlet”, ganha, por meio da perspectiva dos artistas criadores, uma poética contemporânea embalada pelos clássicos românticos do Rei Roberto Carlos.

De sábado a terça-feira, no período da manhã, o grupo vai circular com a obra infantil “A Fabulosa História do Guri-Árvore” pelos bairros Aero Rancho, Los Angeles, São Lourenço e Nova Lima, em Campo Grande.

Livremente inspirado na obra de Manoel de Barros, o espetáculo é uma celebração da infância e de suas histórias. Os irmãos Palmiro (Edner Gustavo) e Abílio (Douglas Moreira), cada um do seu jeitinho, relembram suas histórias no quintal de casa.
 

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Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção

Ensinar meninos a reconhecer, nomear e expressar sentimentos não os torna mais frágeis. Ao contrário. Amplia seus recursos para lidar com desafios da vida.

26/07/2026 14h00

Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção

Coluna Desatando Nós: Educar meninos para sentir também é proteção Foto: Divulgação

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Durante muito tempo, muitos meninos cresceram ouvindo mensagens semelhantes: “engole o choro”, “seja forte”, “homem não demonstra fraqueza”. Embora essas frases pareçam inofensivas, elas ensinam algo profundo: que sentir deve ser escondido.

O problema é que emoções não desaparecem quando são reprimidas. Elas apenas encontram outras formas de se manifestar. Muitas vezes surgem como irritação, agressividade, isolamento ou dificuldade para construir relacionamentos saudáveis.

Quando falamos sobre prevenção da violência, saúde mental e relações mais equilibradas, também estamos falando sobre educação emocional. Ensinar meninos a reconhecer, nomear e expressar sentimentos não os torna mais frágeis. Ao contrário. Amplia seus recursos para lidar com desafios da vida.

A cultura costuma valorizar nos homens características como autonomia, coragem e firmeza. Todas elas são importantes. Mas podem coexistir com empatia, sensibilidade e capacidade de pedir ajuda. Uma habilidade não exclui a outra.

Pais, mães e educadores têm papel fundamental nesse processo. Quando acolhem emoções em vez de ridicularizá-las, ajudam a construir uma relação mais saudável com o próprio mundo interno. Quando demonstram que tristeza, medo e vulnerabilidade fazem parte da experiência humana, oferecem uma importante ferramenta de proteção emocional.

Isso também contribui para relações futuras. Adultos que conseguem identificar sentimentos tendem a comunicar necessidades com mais clareza, lidar melhor com frustrações e construir vínculos mais respeitosos.

Educar meninos para sentir não é apenas uma questão individual. É uma escolha que impacta famílias, relacionamentos e a sociedade como um todo. Afinal, homens emocionalmente conectados consigo mesmos costumam ser mais capazes de se conectar de forma saudável com os outros.

Talvez uma das maiores formas de proteção que possamos oferecer seja permitir que eles descubram que sentir não diminui ninguém. Humaniza.

Vamos desatar esses nós?

Moda Correio B+ - Entre Costuras & CuLtura

Por que os italianos continuam elegantes mesmo com 35 graus?

No verão italiano, dificilmente encontramos pessoas usando tecidos sintéticos de baixa qualidade durante o dia. O linho, algodão, seda leve e viscose de boa procedência dominam as vitrines e os guarda-roupas.

26/07/2026 13h00

Por que os italianos continuam elegantes mesmo com 35 graus?

Por que os italianos continuam elegantes mesmo com 35 graus? Foto: Divulgação

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Há alguns dias estou vivendo novamente o verão italiano. E, mesmo depois de tantos anos frequentando o país, uma cena continua chamando minha atenção: enquanto os termômetros ultrapassam os 35 graus, homens e mulheres caminham pelas ruas de cidades italianas com uma elegância que parece quase intuitiva.

Não se trata de um dom, muito menos de uma questão financeira, o segredo está nas escolhas.

Frequentemente associamos calor a roupas excessivamente informais ou ao desconforto de quem acredita que elegância exige sacrifício, os italianos mostram justamente o contrário: é possível vestir-se bem sem abrir mão do conforto.

A explicação começa pelo tecido. No verão italiano, dificilmente encontramos pessoas usando tecidos sintéticos de baixa qualidade durante o dia. O linho, algodão, seda leve e viscose de boa procedência dominam as vitrines e os guarda-roupas.

São materiais que permitem a circulação do ar, absorvem melhor a umidade e acompanham o movimento do corpo.

O curioso é que o linho, tão valorizado pelos italianos, ainda desperta certa resistência no Brasil por amarrotar com facilidade.

Como consultora de imagem acredito que uma das maiores lições seja aceitar que alguns tecidos carregam naturalmente as marcas da vida. Um linho levemente amarrotado transmite autenticidade. É muito mais elegante do que um tecido sintético impecavelmente esticado, mas que denuncia desconforto.

Outro detalhe quase imperceptível para quem visita a Itália é a predominância das cores suaves durante o verão.

Brancos, beges, areia, azul-claro, verde-sálvia, terracota suave e tons inspirados na própria paisagem mediterrânea aparecem constantemente.

Além de refletirem melhor o calor, essas cores conversam entre si. Isso significa que praticamente todas as peças do guarda-roupa podem ser combinadas. O resultado é uma imagem sofisticada sem esforço.

Enquanto muitas pessoas acreditam que precisam de dezenas de roupas para enfrentar uma estação, o italiano demonstra exatamente o oposto.

Existe uma lógica muito presente na cultura italiana: comprar menos e comprar melhor. Ao invés de um armário repleto de tendências passageiras, é comum encontrar poucas peças de excelente qualidade que funcionam em diferentes combinações.

Uma camisa de linho pode ser usada aberta sobre uma camiseta pela manhã, fechada para um almoço, dobrando as mangas para um passeio no fim da tarde ou combinada com um blazer leve para o jantar.

O mesmo vestido muda completamente com um cinto, uma bolsa ou uma sandália diferente.

Essa versatilidade é uma das maiores expressões da elegância contemporânea.

Outro aspecto importante é o caimento.

Roupas excessivamente justas aquecem mais, limitam os movimentos e frequentemente criam uma imagem de desconforto.

Os italianos preferem modelagens que acompanham o corpo sem apertá-lo. Vestidos fluidos, calças amplas em linho, camisas levemente soltas, bermudas de alfaiataria e peças com estrutura bem construída permitem que o ar circule naturalmente.

O importante é a roupa trabalhar a favor do corpo, e não contra ele. Na Itália, a elegância está muito ligada à naturalidade.

Vestir-se -se de maneira apropriada para cada ocasião é respeitar o próprio corpo, o clima e o contexto.

Há beleza em quem caminha confortavelmente por uma praça histórica, toma um café em uma cafeteria de bairro ou atravessa a cidade de bicicleta usando roupas simples, mas bem escolhidas.

O verdadeiro segredo da elegância italiana não está no guarda-roupa. Mas na consciência de que vestir-se bem não significa impressionar os outros, mas viver melhor dentro das próprias roupas.

E por fim 5 lições da elegância italiana para enfrentar o calor com estilo. 

1. Priorize tecidos naturais

Linho, algodão, seda e viscose de qualidade permitem que a pele respire, absorvem melhor a umidade e proporcionam conforto mesmo nos dias mais quentes. Antes de comprar uma peça, leia a etiqueta: a composição faz toda a diferença.

2. Aposte em uma cartela de cores coordenada

Branco, off-white, bege, areia, azul-claro, verde-oliva e tons terrosos claros combinam entre si e facilitam a criação de diversos looks com poucas peças, além de transmitirem frescor e sofisticação.

3. Escolha modelagens que favoreçam o movimento

Peças muito justas retêm calor e limitam a mobilidade. Prefira camisas de linho, vestidos fluidos, calças de pernas amplas e bermudas de alfaiataria com bom caimento. Elegância também é sentir-se confortável.

4. Monte um guarda-roupa inteligente, não um guarda-roupa cheio

Invista em peças versáteis que conversem entre si. Uma camisa de linho, uma calça de alfaiataria leve, um vestido atemporal e uma boa sandália podem render inúmeras combinações. Na moda italiana, qualidade supera quantidade.

5. Lembre-se: elegância é atitude, não sacrifício

A maior lição do verão italiano talvez seja esta: vestir-se bem não significa sofrer com o calor. Estar adequado ao clima, à ocasião e à sua personalidade transmite uma imagem muito mais refinada do que insistir em tendências ou peças desconfortáveis.

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