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Paulina García e o milagre do cinema sul-americano

Homenageada do Bonito CineSur, atriz chilena fez da abertura uma defesa emocionante da arte que atravessa fronteiras sem apagar identidades

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Há homenagens que cumprem o protocolo de uma noite de abertura e há aquelas em que percebemos, enquanto acontecem, que o prêmio realmente encontrou a pessoa certa.

Foi assim com Paulina García, a grande homenageada da quarta edição do Bonito CineSur, que começou na noite de sexta-feira, 24 de julho.

Apresentada por Reynaldo Gianecchini e Andrea Freire, a cerimônia reuniu autoridades, realizadores e convidados no Centro de Convenções de Bonito, mas foi Paulina, ao receber o Troféu Pantanal, quem deu sentido ao que o festival pretende construir: um espaço em que o cinema sul-americano possa se encontrar, se reconhecer e deixar de olhar apenas para fora em busca de validação.

Conhecida mundialmente por Gloria, filme que lhe rendeu o Urso de Prata no Festival de Berlim, Paulina construiu uma carreira dando corpo a mulheres que raramente chegam às telas sem serem simplificadas.

Suas personagens têm desejo, contradições, medo, humor, passado e futuro. Talvez por isso sua emoção ao ser reconhecida no Brasil tenha sido tão verdadeira.

Conversei com ela antes da cerimônia sobre as personagens tão fortes que eterniza nas telas e sobre o quanto ainda falta para o cinema efetivamente abraçar a narrativa feminina, criando não apenas histórias de mulheres consideradas fortes, mas histórias sobre mulheres de todas as idades, com toda a complexidade que isso envolve.

Depois da homenagem, o público pôde compreender ainda melhor o que torna Paulina uma atriz tão especial. A abertura terminou com a exibição do lindo Querido Trópico, da cineasta panamenha Ana Endara, e foi difícil não sair tocado.

No filme, Paulina interpreta Mercedes, uma mulher que começa a perder a memória e cria uma ligação inesperada com Ana María, a imigrante colombiana contratada para cuidar dela.

Cercadas por diferentes formas de solidão, as duas encontram uma espécie de abrigo uma na outra. É um filme delicado sobre memória, cuidado, abandono e afeto, sem transformar suas personagens em símbolos ou lições de vida.

Paulina está maravilhosa, passando pela confusão, pela agressividade, pelo medo e pela vulnerabilidade de Mercedes sem jamais retirar dela sua dignidade. Ao final, o filme havia emocionado o público e transformado a sessão em uma continuação natural da homenagem.

Não assistimos apenas à celebração de uma trajetória, mas a uma atriz ainda em pleno domínio de sua arte, acrescentando outra mulher inesquecível à sua filmografia.

Tudo isso ecoou também em seu discurso, quando Paulina falou do cinema como uma linguagem que atravessa países sem exigir que abandonemos nossas línguas, nossos costumes, nossos antepassados ou nossa geografia. Em tempos nos quais a cultura tantas vezes parece pressionada a se tornar uniforme para circular, ouvi-la defender justamente aquilo que nos diferencia foi especialmente bonito.

Paulina chamou de “milagre” o fato de um trabalho realizado em outros países, em diferentes idiomas e ao lado de artistas de toda a América do Sul ser reconhecido ali, em Bonito.

E há mesmo algo de extraordinário nisso. Falamos de países vizinhos, ligados por histórias, conflitos e afetos, mas que ainda conhecem muito pouco do cinema produzido uns pelos outros.

A abertura também relembrou Luiz Carlos Barreto e sua frase de que “um país que não produz o seu cinema é um país sem espelhos”. Talvez possamos acrescentar que um continente que não assiste ao cinema de seus vizinhos também corre o risco de não reconhecer o próprio rosto.

A noite reuniu ainda representantes do poder público e de instituições fundamentais para a realização do festival. Estiveram presentes a vice-prefeita e secretária de Turismo de Bonito, Juliane Salvatore, representando o prefeito Josmail Rodrigues; a secretária adjunta de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Giovana Correa Ferreira; Emanuelle Ribeiro, representando a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul; Vítor Mello, diretor regional do Sesc MS, também em nome da Fecomércio-MS; Ido Michels, assessor parlamentar do deputado federal Vander Loubet; e Leda Gonçalves de Freitas, representante da Associação Amigos do Cinema e da Cultura, responsável pela realização do CineSur.

O Bonito CineSur segue até 1º de agosto com mostras competitivas de filmes sul-americanos, ambientais e sul-mato-grossenses, além de oficinas, debates, sessões infantojuvenis e encontros entre realizadores e especialistas.

Mais do que exibir filmes, sua missão parece ser justamente esticar essa corda invisível citada por Paulina: aquela que une uma pessoa à outra, apesar das fronteiras.

Cinema Correio B+ - Especial

VMA 2026 reúne Madonna, Taylor Swift e uma nova voz do pop

Entre homenagens e estreias, a premiação celebrou quem criou suas imagens.

28/09/2026 09h00

VMA 2026 reúne Madonna, Taylor Swift e uma nova voz do pop

VMA 2026 reúne Madonna, Taylor Swift e uma nova voz do pop Foto: Divulgação

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Madonna abriu o VMA 2026 ao lado de Sabrina Carpenter e Charli xcx, 23 anos depois de sua última apresentação na premiação. Taylor Swift encerrou a noite recebendo o prêmio de vídeo do ano. Entre uma e outra, a cerimônia de domingo (27), em Los Angeles, encontrou tempo para lembrar Dolly Parton, George Michael e Nirvana, além de apresentar ao grande público uma cantora que talvez ainda não estivesse em seu radar: Sienna Spiro.

A volta de Madonna era o acontecimento mais aguardado. Desde “Like a Virgin”, na primeira edição do VMA, em 1984, ela entende o palco e o vídeo como lugares para contar histórias, criar imagens e provocar reações.

Sua abertura com Sabrina e Charli tornou visível uma influência que atravessa gerações. Madonna também foi a maior vencedora da edição: conquistou sete prêmios, entre eles artista do ano e melhor álbum por Confessions II. Três troféus foram anunciados durante a transmissão.

Taylor saiu com vídeo do ano por “The Fate of Ophelia” e melhor direção por “Opalite”. Recebeu ainda o primeiro Artist Director Honors, concedido por sua trajetória atrás das câmeras, e aproveitou o palco para estrear “Patient Zero”, seu novo videoclipe, com Dakota Johnson e Colin Farrell.

Se Madonna ajudou a estabelecer o videoclipe como um acontecimento cultural, Taylor conhece sua vida depois da estreia: cada detalhe se torna uma conversa com os fãs, que voltam às imagens em busca de novas interpretações.

Uma das homenagens mais emocionantes foi dedicada a Dolly Parton, morta em agosto. A apresentação começou com imagens da própria cantora interpretando “I Will Always Love You”. Kacey Musgraves entrou acompanhando os últimos versos e assumiu a canção que Dolly escreveu e gravou em 1974, décadas antes de ela ganhar outra vida na voz de Whitney Houston.

Mais tarde, ao receber o prêmio principal, Taylor também dedicou sua vitória a Dolly. A homenagem, assim, continuou presente até o fim da cerimônia.

O tributo a George Michael percorreu diferentes momentos de sua carreira. Sombr abriu com “Faith” e “Father Figure”, RAYE cantou “I Knew You Were Waiting (For Me)”, parceria original de Michael com Aretha Franklin, e Teddy Swims ficou com “Careless Whisper”.

A surpresa veio no encerramento: Adam Lambert apareceu para cantar “Freedom! ’90”. Em vez de confiar uma obra tão variada a uma única voz, o VMA reuniu artistas de estilos distintos para mostrar quantas portas George Michael abriu no pop.

O Nirvana recebeu o Video Vanguard das mãos de Chuck D, do Public Enemy. Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear subiram juntos ao palco, mas não tocaram. A ausência de uma apresentação musical deu outro peso à homenagem: as imagens e a lembrança de Kurt Cobain ocuparam o espaço que uma reunião da banda jamais poderia preencher.

Novoselic falou da autenticidade que, para ele, ainda aproxima o Nirvana de novas gerações e recordou Cobain como um artista único.

Em meio a tantos nomes consagrados, Sienna Spiro ganhou o prêmio de artista revelação. A britânica cantou “Great Expectation” sobre um enorme toca-discos, começando de maneira contida antes de deixar a apresentação crescer com o acompanhamento da banda.

O troféu lhe deu visibilidade; a performance mostrou por que valia a pena prestar atenção nela. Lisa, por sua vez, venceu a categoria pop e levou ao palco um número de grande escala.

Apresentado por Snoop Dogg, o VMA passou boa parte da noite olhando para os artistas que marcaram sua história. Fez sentido: a própria premiação cresceu graças ao poder das imagens de Madonna, George Michael e Nirvana. Mas a presença de Sienna lembrou que celebrar esse passado só tem graça se ainda houver espaço para alguém subir ao palco e começar sua própria história.

diálogo

Otimista que só, observador do cenário político tem dito em rodinhas... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta segunda-feira (28)

28/09/2026 00h01

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François Guizot - político francês

"Nada é tão nocivo para os povos do que se darem por satisfeitos com meras palavras e aparências”.

Felpuda

Otimista que só, observador do cenário político tem dito em rodinhas de conversa que, a continuar no atual ritmo, o governador Eduardo Riedel vai nocautear os seus adversários “ainda no primeiro round”, numa referência ao primeiro turno das eleições, no dia 4 de outubro. Complementando seu palpite, o “futurólogo” ainda tem afirmado: “E de lambuja, a direita de Mato Grosso do Sul ainda vai ter duas cadeiras no Senado para chamar de suas”. É esperar para ver...

Sem culpa

A senadora Soraya Thronicke, que era de direita e se “converteu” à esquerda, declarou que não se arrependeu de ter votado em Jair Bolsonaro para presidente da República. Mas hoje está de mãos dadas com o presidente Lula, “atirando” na família Bolsonaro.

Mais

Ela sabe que é rejeitada pelos bolsonaristas e, por isso, sua reeleição corre risco. Sem contar que alguns líderes da esquerda não apoiam sua candidatura. Para justificar a mudança, ela afirma: “Eu posso até mudar de calçada, mas não mudarei de rumo”. Então, tá!...

Scheila Canto com seu filho Pedro Canto Cruz
Taynara Rayssa Martinez

"Pobrinhos"

Os candidatos, com conta bancária recheada que só, procuram sensibilizar o eleitor afirmando que eram pobres e com muita luta venceram na vida. Um diz que foi engraxate, vendia picolé, mas, se for verificar atentamente o histórico familiar, não tem nadica de nada de pobre. Os pais eram abastados. Já outros saíram fácil, fácil e “milagrosamente” da pobreza para se tornarem ricos. É cada uma!

No foco

O PP tomou decisão pela neutralidade na corrida presidencial, mas o governador Eduardo Riedel, que é do partido, contrariou a orientação partidária e entrou de corpo e alma na reta final da campanha de Flávio Bolsonaro. Riedel se uniu ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para gravar vídeo com Flávio. A ideia é mostrar que há união de forças.

Desafio

As urnas vão atestar se ainda funciona a velha e manjada estratégia de aparecer em vídeos e fotografias ao lado dos principais candidatos à majoritária, pedindo apoio ao eleitorado na propaganda eleitoral de rádio, TV e redes sociais. A maioria deles deixou o corpo a corpo de lado em troca do minuto de glória ao lado de nomes de peso da política. Afinal, por que gastar sola de sapato se dá para pegar carona na foto? Neste caso, o voto é o senhor da razão. Literalmente.

Aniversariantes

  • Mônica Morais Dias Riedel,
  • Denner de Barros Mascarenhas Barbosa,
  • Simone Ramos Flores Bonatto,
  • Milton Insuela Pereira Júnior,
  • Aparecida de Almeida,
  • Antônio Carlos Albergueti Garcia,
  • Adélia Leico Shimabucuro,
  • Edson Kassar,
  • Elzi Terezinha Garcia Corrêa,
  • Dr. Francisco Gerardo de Sousa,
  • Vilma Marilda de Oliveira,
  • Marlene de Fátima Nazário Botelho,
  • Wilson Baruki,
  • Emerson de Jesus,
  • Luana Ribeiro Rodrigues,
  • Wellyngton Pereira Borges,
  • Silvia Regina da Silva Roberto,
  • Carlos Alfredo Lanteri,
  • Giulia Menezes de Mendonça,
  • Luiz Vieira de Albuquerque,
  • Bianca Ujacow Martins Fachin,
  • Carmem Batista Medina,
  • Mara Elisa Navacchi Caseiro,
  • Michele Ferzeli,
  • Venceslada Bogarim Lopez,
  • Antônio Andréa Rodighero,
  • João Gabriel Merlin,
  • Jackeline Antunes Malavazi,
  • Oscar Mohr,
  • Haroldo Vilhalva,
  • Maria Madalena da Silva,
  • Dr. Jonh Kleber Vendramini Duran,
  • Rilton Silva Durães,
  • Fernanda Charbel Sontag,
  • Leopoldina Jornada Freitas,
  • Eraldo Jorge Leite,
  • Gil de Carvalho,
  • Whelton Borges,
  • Carlos Alberto Pereira,
  • César Augusto de Medeiros Baréa,
  • Sandra Rafaela Davanço,
  • Renata Esteves Moraes,
  • Ilvo Dalbosco,
  • Wilson Marques,
  • Edson Paulino Alves,
  • Dr. Marcos Rogério Covre,
  • Adriana Talgatti,
  • Renilda Epifania de Brito,
  • Paulo Afonso Teixeira Machado,
  • Silvestre Castilho Lopes,
  • Eduardo Mongelle de Araujo,
  • Raquel Mongelle de Araujo,
  • Leni Coelho de Almeida,
  • Wenceslau Rivarola,
  • Tereza Cristina Fragelli,
  • Dr. Sanur Bomor Maro,
  • Alexandre Pequim,
  • Marcela Roman Armôa,
  • Roberto Carlos Marsura,
  • Venceslau Brás de Souza Álvares,
  • Jorge Luiz dos Santos,
  • Maria Paula Simões,
  • Bruno Passos Dantas,
  • Maria Neimar Amaro Motta,
  • Joel Ferreira da Cunha,
  • Paulo Washington Seminate Sboggio,
  • Elísia Farias Ferreira da Silva,
  • Margareth Rezek,
  • Osvaldo José Portolese,
  • Renato Karol Dias de Souza,
  • José Carlos Dias Neto.,
  • Rosa Gomes da Silva,
  • Lincoln Buermeister,
  • Dr. Pedro Altamir Pereira,
  • Eunice Nakasone Ferreira,
  • Valdir Isidoro de Souza,
  • Antônio Carlos Videira,
  • Deomedes de Rezende,
  • Jurandir Rocha,
  • Weruska do Couto Gonçalves,
  • Gislaine Rocha e Silva,
  • Sônia Maria Martinez Penitente,
  • Armando Gomes Santana,
  • Luiz Eduardo Brandão da Cruz,
  • Surama Fuad Abdulahad,
  • Cleide de Fátima de Campos Baird,
  • Dra. Margareth Keisy Ramos Belmonte Pessini,
  • Luis Manoel Moreira,
  • Alex Augusto Derzi Resende,
  • Ana Carolina Teixeira Bentivóglio,
  • Rodrigo Sperancin Lopes,
  • Bruna Santos Assad,
  • Pietra Andrea Grion,
  • João Marcelo da Cunha,
  • Camilo de Medeiros Guimarães,
  • Ralph Gren de Oliveira,
  • Carlos Alberto da Silva Penteado,
  • Cinthia Giselle Gonçalves,
  • Evelyn da Cunha Graeff,
  • Paulo Illas Tognini Alves,
  • João Pedro Murano Borges,
  • Sérgio Dressler Buss,
  • Roseli Peripoli Pereira,
  • Carlos Eduardo Lotfi da Costa,
  • João Kiataki Sobrinho,
  • Carmem Cristina Ivantes Lucca,
  • Marcelo Bacchi Corrêa da Costa,
  • Regina Célia Marchori,
  • Suzana de Paula Bottarro.

* Colaborou Tatyane Gameiro

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