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Diálogo

Quem sonhava com caviar para bancar a campanha talvez tenha de rever o... Leia na coluna de hoje

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Hannah Arendt - Politica Alemã

"Em nome de interesses pessoais, muitos abdicam do pensamento crítico, engolem abusos e sorriem para quem desprezam. Abdicar de pensar também é crime”.

FELPUDA

Quem sonhava com caviar para bancar a campanha talvez tenha de rever o cardápio. Em MS, a expectativa por mesa farta de recursos não se confirmou. Eles seguem decisão de distribuição interna e prestação de contas definidas pela Justiça Eleitoral. O total soma bilhões em todo o país, mas a divisão entre partidos e candidaturas obedece a critérios específicos. E como verba não cai do céu, o banquete imaginado poderá virar sopinha rala. Afinal, entre o cardápio prometido e o servido, existe um fator chamado prioridade.E salve-se quem puder!

Improbidade

O STJ reverteu decisão do TJMS e determinou o prosseguimento da ação de improbidade contra o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro. A ação, movida pelo MPMS, apura suposta promoção pessoal com uso de recursos públicos em eventos festivos do município. 

Mais

Segundo o Ministério Público, os gastos teriam alcançado cerca de R$ 3 milhões durante a gestão. O STJ entendeu que a apuração das responsabilidades deve prosseguir e que eventual dolo tem que ser analisado na fase de instrução do processo.

 Ana Cristina e Jary Castro Ana Cristina e Jary Castro - Foto: Arquivo Pessoal

 

 Carlos Alberto Peratelli e sua estimada Lili, que hoje completa 10 anos Carlos Alberto Peratelli e sua estimada Lili, que hoje completa 10 anos - Foto: Arquivo Pessoal

Carente

Na avaliação de algumas lideranças políticas, a campanha de 2026 está entre as mais carentes de propostas dos últimos tempos. Em vez de apresentar ideias capazes de conquistar o eleitor, o que se vê é o denuncismo ocupando cada vez mais espaço. O confronto político, dizem, vem prevalecendo sobre a discussão de projetos. Ao eleitor, resta esperar que apareçam propostas antes de chegar a hora de votar. Sei não.

Mesma língua

A crise que envolve o STF teve curioso efeito de colocar deputados de esquerda, direita e centro falando praticamente a mesma língua na Assembleia Legislativa de MS. O petista Pedro Kemp levou o assunto à tribuna e defendeu providências contra ministros e políticos envolvidos no escândalo do Banco Master. A manifestação recebeu apoio dos colegas Coronel David (PL), Junior Mochi (MDB) e Rinaldo Modesto (União Brasil). Pelo menos nesse episódio, ideologias foram momentaneamente deixadas de lado.

Disputa

Nos meios políticos, a avaliação é de que as duas deputadas estaduais que disputam a reeleição poderão enfrentar dificuldades para alcançar novamente seus mandatos. Ambas possuem base eleitoral em Dourados, justamente onde estaria ocorrendo congestionamento de candidaturas femininas. Todas chegam com pretensões sérias e disposição para brigar voto a voto. Nesse cenário, uma candidatura poderá acabar tirando espaço da outra.

ANIVERSARIANTES 

  • Dra. Catarina Maria Fagundes Magalhães,
  • Maria Clara Pontes Alvares,
  • Dra. Ellen Priscile Xandu Kaster Franco, 
  • Larissa Moraes Cantero Pereira, 
  • Patricia Jacob de Brito,
  • Argemiro Rodrigues Machado,
  • Catarina Yukiko Tsuge,
  • Jaime Carlos de Oliveira Filho,
  • Arnildo Ferre Irbe,
  • Marcelo Ferreira Miranda,
  • Nilson Neves Barbosa,
  • Rita Hildebrand Almeida,
  • Stelvia Gomes Moreno, 
  • Edson dos Santos Sales,    
  • Thietre Pires,
  • Thiago Sartori Dib, 
  • Mário Sérgio Vasquez Dorneles, 
  • Jacson Mateus Alba, 
  • João Bosco Homem de Carvalho Filho,
  • Julliane Suzzie Ramos de Lima, 
  • Joel Pizzini, 
  • Dr. Alfredo Alves Bobadilha,
  • Odilson Vitório,
  • Luana Rodrigues do Nascimento,
  • Marcio Irala de Lima,
  • Andréia Regis Guimarães,
  • Oscar Inácio Peixer,
  • Luiza Cantero Faria,
  • Pedro dos Santos Filho,
  • José Corrêa Filho,
  • Maria Auxiliadora Ferraz,
  • Dr. Antônio Silveira Leite,
  • Eliane Ferreira Kruki,
  • Narimã de Oliveira Costa,
  • Maria Neide Romero,
  • Adélia Sebastiana Simioli,
  • Maria Madalena Conte,
  • Wanda Girão Faria,
  • André Luiz Nacer de Souza,
  • Roberto da Costa,
  • Darci Umbelino Dias,
  • Sidney Carlos Leschine,
  • Maikon Barbosa, 
  • Dra. Norman Regina Brum Gomes, Yolanda Assunção Barboza, 
  • Luiz Carlos Ribeiro,
  • Valderez Oliveira,
  • Tânia Mara de Andrade,
  • Luciene Vaz Baltuilhe,
  • Marcelo de Araújo Schneider,
  • João Carlos Melli,
  • Vânia Vilalba Acosta,
  • Écio Mendes Garcia,
  • Giovani Nesello,
  • Tatiana de Oliveira,
  • Elza Salvador Albuquerque,
  • Déborah Freitas Soto,
  • Carolina Souza Meier,
  • Hudson Ferreira,
  • Geisa Francisca da Silva,
  • Ynara Santos, 
  • Danilo Rocha Silva,
  • José Avelino de Oliveira,
  • Delizete Maria Correa Alves,
  • Edy Fernando de Souza,     
  • Isabel Aparecida Fernandes Ribeiro,
  • Oscar Rocha, 
  • Ivan Gibim Lacerda, 
  • Fabíola Meldau Lemos,
  • João Fernando Villela,
  • Paulo Sérgio Franco do Amaral,
  • Roberto Dias Figueiredo,
  • Saul Girotto Júnior,
  • José Antonio Tozzi,
  • Adriane de Mello Nogueira Queder,
  • Hélio César de Mello,  
  • Josenir Pereira de Oliveira,      
  • Laura Aparecida Ferreira Vieira,
  • Ângela Maria Barbosa de Paula,
  • Henriqueta Garcia Ribeiro,
  • Antonia Aparecida de Souza,
  • Ila da Silva Fernandes,
  • Tayta Regina Drissen de Farias Reis,
  • Marcos Antonio Maganhotte Silva,
  • Olivia Tosta de Macedo Vianna,
  • Thaiz Paulino de Mattos,
  • Juliana Foscaches de Paula,
  • Anivaldo José da Silva,
  • José Edvaldo Bertolino dos Santos,
  • Renato Ferreira Morettini,
  • Solange Silva de Melo,
  • Ulisses Alberto Vessechia,
  • Luzineis Bernandes Arantes,
  • Marli de Fátima da Silva Gamarra,
  • Maria José Pereira Franca de Jesus,
  • Carlos Alberto Rodrigues Conessa,
  • Marilda Rolon do Vale,
  • Eliane Novaes Guimarães Mercadante,
  • Lúcio Ballerini,
  • Lyllian Aparecida Xavier Naglis 
  • de Lacerda,
  • Sônia Paixão Passos da Silva,
  • Dr. Emílio Morita Sakura, 
  • Katiuscia Estevam Perez,
  • Nelide do Carmo Cremasco 
  • Ostetto Oliveira,
  • Mariana de Moura França,
  • Simone Cristina Nervis.

Colaborou com Tatyane Gameiro

cinema

Seis filmes seguem na disputa para representar o Brasil no Oscar

Decisão sobre o título deverá ser tomada em 16 de setembro

09/09/2026 22h00

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027 Foto: Divulgação

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A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quarta-feira (9) os seis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027.  A decisão sobre o longa que vai tentar uma vaga na categoria de melhor filme internacional será tomada em 16 de setembro.

Os títulos que continuam em disputa são:

  • 100 Dias, de Carlos Saldanha;
  • A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai;
  • A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo;
  • Feito Pipa, de Allan Deberton;
  • Nosso Segredo, de Grace Passô;
  • Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.

A lista dos finalistas saiu de uma pré-lista de 15 filmes,  divulgada pela Academia Brasileira de Cinema no mês de agosto.

Oscar

Ter sido escolhido como o representante brasileiro ao Oscar não significa que o filme já terá garantida uma indicação ao prêmio. Cada país indica um filme como representante para a disputa. O Oscar analisa essas indicações e faz uma seleção dos filmes que, de fato, vão concorrer ao principal prêmio do cinema mundial.

A cerimônia que premiará os melhores filmes do Oscar está marcada para 14 de março de 2027.

Em 2025, o Brasil conquistou o primeiro Oscar com o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de melhor filme internacional. Neste ano, o Brasil voltou a ser indicado com o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que acabou perdendo o prêmio para o norueguês Valor Sentimental.

 

Preservação da fauna

Projeto monitora bugios e macacos-prego no corredor do Rio Sucuriú

Nove grupos de primatas já foram identificados na região; entre eles, a família formada por Baru, Pequi e o filhote Bacuri, acompanhada ao longo das campanhas de campo

09/09/2026 08h30

Mãe e filhote bugio-preto

Mãe e filhote bugio-preto Foto: Divulgação

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No alto das árvores que formam o corredor do Rio Sucuriú, em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul, famílias de bugios e macacos-prego vêm sendo acompanhadas de perto por pesquisadores do projeto Sucuriú, da Arauco.

O trabalho busca entender como esses animais vivem, se deslocam e utilizam a paisagem, reunindo informações que podem contribuir para a conservação das espécies e para a manutenção da conectividade entre áreas de vegetação.

Ao todo, nove grupos de primatas já foram identificados na área monitorada pelo projeto Sucuriú. O acompanhamento é direcionado principalmente ao bugio-preto (Alouatta caraya) e ao macaco-prego-do-papo-amarelo (Sapajus cay), espécies classificadas como Vulneráveis (VU) no Brasil, categoria que indica alto risco de extinção na natureza.

“Esse é um trabalho construído ao longo do tempo. Não se trata apenas de saber se determinada espécie está presente, mas de reunir informações sobre os grupos, seus deslocamentos e as áreas que utilizam. A combinação das metodologias permite ampliar esse conhecimento e criar uma base cada vez mais consistente para as ações de conservação”, afirma Gonzalo Flores, Especialista de Biodiversidade da Arauco.

Entre os grupos que passaram a ser reconhecidos pelas equipes está uma família de bugios formada por Baru (pai), Pequi (mãe) e Bacuri (filho).

O filhote nasceu durante o período de monitoramento e recebeu o nome após uma votação que reuniu mais de 270 participantes, entre trabalhadores da obra e integrantes da comunidade externa.

Desde então, a família continua sendo reencontrada durante as campanhas. Nos registros mais recentes, Bacuri apareceu interagindo com os pais, enquanto outros filhotes do grupo foram observados em momentos de brincadeira.

As imagens ajudam os pesquisadores a acompanhar o desenvolvimento dos animais e compreender melhor a dinâmica das famílias ao longo do tempo.

“A possibilidade de reencontrar os mesmos grupos ao longo das campanhas é muito importante porque permite acompanhar essas famílias no tempo. No caso de Baru, Pequi e Bacuri, seguimos registrando o grupo e reunindo informações que ajudam a compreender sua composição, o uso da paisagem e seus deslocamentos pelo corredor do Rio Sucuriú”, explica Carolina Garcia, bióloga e responsável técnica da Sauá Consultoria Ambiental.

HABITANTES DA MATA

A vida dos bugios e macacos-prego está diretamente ligada à continuidade da vegetação. Como vivem e se deslocam predominantemente pelas árvores, essas espécies dependem da conexão entre as copas para alcançar alimento, abrigo e outras áreas utilizadas pelos grupos.

Mãe e filhote bugio-pretoPai bugio-preto - Foto: Divulgação

Por isso, saber onde os animais estão e como circulam pelo território é uma informação importante para compreender a conectividade dos ambientes ao longo do corredor do Rio Sucuriú.

Além de sua importância como parte da fauna local, os primatas exercem funções fundamentais nos ecossistemas. Ao consumirem frutos e se deslocarem entre diferentes áreas, transportam e dispersam sementes, contribuindo para a regeneração da vegetação e para a diversidade das florestas.

A dependência que possuem de ambientes florestais também faz com que sejam considerados bioindicadores, já que a presença e a dinâmica desses animais podem ajudar a revelar as condições de conservação e conectividade das áreas onde vivem.

TECNOLOGIA ALIADA

Para acompanhar os animais, as equipes combinam diferentes métodos. O trabalho inclui observação direta em campo, armadilhas fotográficas – as chamadas câmeras-trap – e drones equipados com sensores termais.

Cada ferramenta oferece uma possibilidade diferente de observação. Enquanto o acompanhamento em solo permite registrar mais detalhes sobre o comportamento e a composição dos grupos, os drones ajudam a localizar animais em regiões onde a vegetação fechada dificulta a visualização.

Os números mostram a diferença no alcance das metodologias. Em aproximadamente 25 horas de busca ativa em campo, dois grupos foram identificados. Já em cerca de 24 horas de voo, os drones localizaram sete dos nove grupos conhecidos na área monitorada: seis de bugios e um de macacos-prego.

A tecnologia, no entanto, não substitui o trabalho realizado diretamente na mata. A combinação dos métodos permite ampliar a capacidade de localizar e reencontrar os animais durante as campanhas.

Nas próximas etapas, também está previsto o uso de GPS – telemetria em macacos-prego, recurso que poderá fornecer novas informações sobre os deslocamentos da espécie.

O trabalho técnico é desenvolvido pela Sauá Consultoria Ambiental, parceira do projeto Sucuriú e integrante do Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção da Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado, Pantanal e Amazônia (PAN CERPAM), coordenado pelo ICMBio.

FAUNA DIVERSA

Embora os primatas sejam um dos principais focos do acompanhamento, o monitoramento também vem revelando a diversidade de outros animais presentes na região.

As câmeras instaladas no território já registraram espécies como tatu-canastra, anta, lobo-guará, tamanduá-bandeira e jaguatirica. Um grupo de queixadas com mais de 10 indivíduos também foi identificado.

A construção dessa base de informações permite acompanhar a fauna antes, durante e depois das intervenções previstas na região. Parte dos dados será utilizada para avaliar medidas de mitigação relacionadas às obras de captação de água e do emissário de efluentes tratados.

As intervenções exigirão alterações em trechos de vegetação próximos ao rio e podem criar descontinuidades no dossel – a camada formada pelas copas das árvores –, afetando especialmente espécies arborícolas.

Para reduzir esse impacto, estão previstas duas passagens superiores de fauna, estruturas suspensas com aproximadamente 180 metros de vão livre. A expectativa é de que elas ajudem a restabelecer a conexão entre os trechos de vegetação.

O monitoramento atual permitirá entender como os primatas utilizam a paisagem antes da implantação das estruturas, prevista para o primeiro semestre de 2027. Depois, as campanhas continuarão para verificar se os animais passam a utilizar as travessias e se elas cumprem a função de reconectar os ambientes.

Ao todo, estão previstas 20 campanhas de monitoramento ao longo de cinco anos, com quatro etapas realizadas anualmente.

RECONHECIMENTO

O uso de drones termais para localizar primatas em áreas de vegetação fechada também rendeu reconhecimento ao trabalho realizado no corredor do Rio Sucuriú. A iniciativa conquistou o Prêmio Destaques do Setor ABTCP 2026, na categoria Recursos Naturais e Bioeconomia.

Entre os pontos destacados estão o caráter não invasivo do monitoramento, o desenvolvimento de parâmetros específicos para detectar primatas e a combinação de diferentes metodologias para acompanhar os grupos e avaliar a conectividade da paisagem.

A entrega do prêmio está marcada para o dia 6 de outubro.

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