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TURISMO

Roteiro perfeito para o Dia dos Namorados: conheça a Ilha da Madeira, na costa portuguesa

O Dia dos Namorados pode ser um excelente pretexto para uma escapada a dois em um dos refúgios insulares mais encantadores do Oceano Atlântico

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Você já pensou em surpreender o seu crush com um convite inesperado para celebrar o Dia dos Namorados? 

A data, no domingo, 12 de junho, pode ser um excelente pretexto para uma escapada a dois em um dos refúgios insulares mais encantadores do Oceano Atlântico: a Ilha da Madeira, no sudoeste da costa portuguesa.

Apontado, por muita gente que entende do assunto, como o melhor arquipélago do mundo para viagens a passeio, a Madeira é uma região portuguesa situada no meio do mar. O nome vem da mais importante das quatro ilhas do arquipélago, cuja capital, a cidade de Funchal, fica a 685 quilômetros da costa africana, à altura do Marrocos, no Cabo do Sem, e a 973 quilômetros de Lisboa.

A ilha compõe a Região Autônoma da Madeira, que por sua vez integra a União Europeia, juntamente aos chamados subarquipélagos de outras três ilhas – Porto Santo, Ilhas Desertas e Ilhas Selvagens. Das quatro, apenas Madeira e Porto Santo são habitadas.

O clima primaveril e ameno durante, praticamente, todos os meses do ano, as paisagens naturais de encher os olhos e uma estrutura de receptivo, acomodação e serviços considerada de alto padrão para os visitantes garantem momentos inesquecíveis, em especial para os eternamente apaixonados, que desejam aproveitar uma viagem de romance com a pessoa amada.

Os cenários de montanhas, vales e penhascos, todos cobertos pela exuberante vegetação Laurissilva, são de tirar o fôlego. 

Não faltam balneários paradisíacos. Madeira foi descoberta em 1419 e logo se tornou um estratégico porto para a expansão lusitana, com o seu forte comércio de açúcar e banana. Os monumentos históricos tornam a temporada ainda mais completa.

Confira, a seguir, alguns programas que os dois pombinhos poderão aproveitar no arquipélago. Perder-se por lá? Só se for de amor um pelo outro.

ADMIRANDO A PAISAGEM

Todos que visitam a Ilha da Madeira concordam em um ponto: ela é simplesmente mágica. Seus cenários são deslumbrantes, e é ainda melhor apreciar toda essa beleza natural com quem se ama, como admirar a vista para o oceano e para a cidade de Funchal no Cabo Girão, uma plataforma de vidro a 580 metros de altitude, ou passear de mãos dadas em uma levada e ver de perto ecossistema belíssimo da Floresta Laurissilva, que é tombada como Patrimônio da Humanidade.

BANHO DE SOL E DE MAR

O litoral madeirense é excelente para curtir os dias de sol. Na ilha principal, os pombinhos podem apreciar as piscinas naturais, formadas por rochas, onde o mar entra naturalmente e a água permanece sempre calma. Não só a paisagem é inigualável como também é um programa delicioso e refrescante.

Para quem prefere praias de areia dourada e água cristalina, é possível visitar Porto Santo, a outra ilha habitada do arquipélago, que conta com uma faixa contínua de areia de nove quilômetros.

VIDA MARINHA

Para curtir a beleza do mar a dois e a brisa da maresia, um passeio de barco também pode ser o programa perfeito. Na Madeira, essa atividade fica ainda melhor, pois a região é a “casa” de diversas espécies de golfinhos e baleias. É possível ver esses bichos saltando e brincando na água.

Os casais mais aventureiros podem também explorar as belezas subaquáticas do destino em sessões de mergulho ou snorkeling, em que peixes coloridos e arraias – entre muitas outras espécies – podem dar as caras.

SOL A SOL

Por ser uma ilha de origem vulcânica, a Madeira tem uma geografia montanhosa, com muitos pontos altos e mirantes para observar vistas deslumbrantes. 

Alguns lugares da ilha garantem um visual perfeito para conferir o sol nascer ou se pôr.

Quem conhece garante: não dá para negar que estes são os momentos mais românticos do dia por lá. 

Um passeio imperdível é aproveitar um café da manhã acima das nuvens no Pico do Areeiro (ou do Arieiro). Já o pôr do sol é ainda mais bonito na costa sul, junto ao mar, como em Paúl do Mar.

GASTRONOMIA ESTRELADA

A gastronomia da Madeira é extremamente saborosa e abusa dos frutos do mar e ingredientes locais nos pratos. 

Além dos ótimos restaurantes espalhados pela ilha, onde os casais podem provar as iguarias locais e rótulos premiados, a exemplo do famoso vinho Madeira, há dois estabelecimentos distinguidos com estrelas no prestigiado guia Michelin: Il Gallo D’Oro e o Restaurante William. 

Ambos garantem que o jantar não seja apenas romântico, mas uma verdadeira experiência gastronômica.

HOTÉIS DE PRIMEIRA

As opções de hospedagem na Ilha da Madeira são variadas, desde resorts completos até quintas charmosas e exclusivas. Em sua maioria, são hotéis cinco estrelas, que proporcionam uma experiência inesquecível.

Alguns deles são verdadeiras joias incrustadas em lugares magníficos, como as falésias da ilha, e proporcionam contato com a natureza, vistas avassaladoras do mar e das cidades e muito, mas muito conforto. 

Muitos deles contam também com spas que oferecem tratamentos a dois, além de pacotes especiais que prometem tornar a estadia ainda mais envolvente.

Diálogo

Os vídeos tirados do baú começaram a fazer mais estragos que... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (30)

30/07/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Clarice Lispector - escritora brasileira

"Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho”.

FELPUDA 

Os vídeos tirados do baú começaram a fazer mais estragos que discurso de palanque. Em tempos de redes sociais, o passado costuma aparecer sem pedir licença e no pior momento possível. Há político reforçando a equipe de assessores para produzir “notas de esclarecimento” capazes de explicar o inexplicável. O problema é que nem sempre a versão convence mais do que a imagem. Em ano pré-eleitoral, um vídeo antigo vale mais que mil promessas novas. E, para alguns, o calmante já virou item de campanha. Também, pudera!...

Transparência

 Circula pela Assembleia de MS, projeto que obriga a divulgação detalhada dos gastos com viagens custeadas pelo poder público estadual, além de exigir ressarcimento se uso for indevido.

Mas...

Resta saber se depois de aprovada a regra será efetivamente cumprida ou se acabará engrossando a já extensa coleção de leis que existem apenas no papel. É esperar para ver!

DiálogoFoto: Senac/Divulgação

A professora Silvana do Valle Leone, do Senac de Mato Grosso do Sul, criou Salas de Inovação, com ambientes que reúnem quadro interativo, impressora 3D e realidade virtual, pensados para colocar o aluno no centro do processo. Com metodologias como Sala de Aula Invertida e Design Thinking, a professora conduziu também os alunos do curso Técnico em Administração no desenvolvimento do aplicativo “Corumbá na palma da mão”, voltado ao turismo local. O projeto colocou Silvana entre as finalistas do prêmio nacional Educador Transformador, na região Centro-Oeste. Todas as práticas que ela desenvolve partem das demandas reais do empresariado e da economia, conectando educação, tecnologia e desenvolvimento.

DiálogoDra. Bianca Rahal Paraguassú com seu amigo José David - Foto: Studio Vollkopf

 

DiálogoAndrezza Alencar - Foto: André Ligeiro

Em falta

Alguns candidatos puxadores de votos querem saber mesmo da estrutura que terão para disputar a eleição. A queixa entre políticos experientes é direta, porque há partidos montando chapas consideradas fracas para uma guerra que promete ser pesada. O problema é encontrar nomes fortes dispostos a entrar na disputa e garantir musculatura eleitoral. Como dizem nos bastidores, está faltando caldo de mocotó e sobrando mingau. Na política, chapa fraca costuma cobrar a conta justamente na hora em que a urna fecha.

Fraude

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou novamente quatro empresários envolvidos na venda de máscaras hospitalares ao Estado durante a pandemia da Covid-19. A 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande reconheceu fraude na contratação pública, fornecimento de produtos falsificados e prejuízo aos cofres estaduais. Segundo a sentença, o Estado pagou R$ 29,99 por cada máscara, enquanto o preço médio de mercado era de apenas R$ 2,92.

Mais

Parte dos produtos ainda teria sido fabricada por empresa apontada como inexistente e sem registro regular. Auditorias concluíram que as máscaras não atendiam às especificações e colocavam profissionais de saúde em risco. A decisão determinou o ressarcimento de R$ 599,9 mil ao erário e aplicou multas que somam R$ 1,199 milhão. O total das condenações financeiras chega a R$ 1,799 milhão.

ANIVERSARIANTES

Roberta Ferrairo Kuroce,
Alberio Alves de Araujo Lucena (Begèt de Lucena),
Rilziane Guimarães Bezerra de Melo, 
Nill Amaral,
Giovana Zulim,
Odete Maria Ferronato, 
Nivaldo Niheuns, 
Priscilla Harumi Higa, 
Maria Amelia Vianna Ramos,
Dr. Adeil Marcelo Pirani,
Oelson Rodrigues de Santana,
Carlos Ferreira de Oliveira,
Dr. Fábio da Silva Carli,
Maria das Graças de Santana Victor,
Ilidia Dan,
Roberto Alves Vieira,
Ursulino Jara,
José Roberto Micheloni,
Gerson Colim,
Alcindo Vicente Carvalho,
Ninfa Estela Gregor Chaparro,
Nadja Gonçalves Martins, 
Dra. Maria de Lourdes Cunha Aguiar, 
José Mauro Chaves,
Paulo Eduardo Piemontes,
Mirna Torres Figueiró,
Clayton Bernardino Gordo de Oliveira,
Luiz Abel de Almeida, 
Gilmara Loubet,
Almir Jares Dias,
Antônio Cândido de Oliveira,
Laércio Alves de Carvalho,
Sandra Regina Martins Esteves,
Eneida Brito Rodrigues,
Larisa Righetti,
Marcos Antônio Silveira,
Maria Salette Fialho Velasque,
Janny Ferreira Soares,
Vandir Rodrigues Yassumoto,
Maria Lúcia Corrêa Neves,
Maria do Carmo Souza Drumond,
Eufrasina Alves Corrêa,
Dr. Fernando Augusto Tibau de Vasconcellos Dias, 
Dr. Randolfo Braga, 
Andreia Suzana Novaes,
Ercilia Alves Mota, 
Leila Albuquerque Vasques,
Mariza Fátima Gonçalves Calixto,
Thelma Gomes Farias,
Almira Aparecida Santos da Costa, 
Joaquim de Oliveira Lino,
Eiky Yamazato,
José Inácio dos Santos,
Paulo Cardoso Lima,
Ana Moreira Pinto,
Armando Leal Peduto,
Paulo César Marques da Silva,
Maris Sandra Brandão Arruda,
Teresa Cristina Soares da Silva,
Marcelo Mendes Fonseca,
Rodrigo Nardera de Souza,
Nélio Márcio Moreira da Silva,
Gilberto Chena Rolon,
Pedro Paulo Matinhos,
Jane Burlamaqui Spengler, 
Dr. Carlos Vasques, 
Lilian Maria Vieira,
Mário Márcio de Souza Tôrres,
Hudson Gonçalves Pires,
Keila Soares Assis,
Antonia Jesus Marques,
Francisco de Almeida Tôrres,
Donizetti da Silva Maia,
Regina Maria de Souza,
Elayne Tavares Rocha,
Neuza Lima Alves,
Lázaro Roosevelt Nascimento,
Eurídice Teixeira,
Pedro Martins Verão,
Nelson Gomes de Almeida,
Maria Auxiliadora Mendes,
Adriana Pereira da Silva,
Rosemary Almeida,
Teresa Cristina de Souza,
Maria Rita de Souza Melo,
João Vitor de Paula Souza,
Simone Beatriz Gonçalves, 
Dr. Nelson Passaia,
Camila Vallezzi Cavalcante,
Leizilene Lima Fernandes,
Eliane Regina Galvão de Souza,
Rianez Claudia Gonçalves Bandeira de Melo,
Rafael Guimaraes Rosa,
Antônio João Pereira Figueiró,
Maria Madalena de São José Sançana,
Jânio Bastos,
Carlos Eduardo Ogeda Cacho,
Geiselene da Silva Rodrigues,
Adonis Cáceres,
Silvio Iran da Costa Melo,
Angelo Silva Onça,
Fausto Torres Muranaka,
Christiane Gomes Camargo Farinelli,
Analice Aparecida Cândido.

Colaborou com Tatyane Gameiro

Teatro

Espetáculo da Cia. Ofit retorna aos palcos em uma nova montagem entre os dias 5 e 7 de agosto

Espetáculo retorna aos palcos após mais de uma década em nova montagem que reúne diferentes gerações de artistas, integra projeto de formação e terá apresentações gratuitas entre os dias 5 e 7 de agosto no Sesc Teatro Prosa

29/07/2026 08h30

Escrita por Éder Rodrigues,

Escrita por Éder Rodrigues, "Três Vírgula Quatro Graus na Escala Richter" explora o silêncio que cresce com as palavras não ditas nas relações Foto: Vaca Azul

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Há terremotos que não derrubam prédios, mas transformam vidas inteiras. São aqueles que acontecem dentro de casa, nas relações familiares, nos afetos desgastados e nas palavras que nunca chegam a ser ditas.

É justamente essa metáfora que inspira “Três Vírgula Quatro Graus na Escala Richter”, espetáculo da Cia. Ofit que retorna aos palcos em uma nova montagem entre os dias 5 e 7 de agosto, sempre às 19h, no Sesc Teatro Prosa, em Campo Grande.

Com entrada gratuita e classificação indicativa de 12 anos, a peça marca não apenas a volta de um dos trabalhos mais significativos da trajetória da companhia, mas também integra as comemorações pelos 20 anos da Cia. Ofit, fundada em 2006.

A remontagem também representa um reencontro entre passado e presente, preservando a potência da dramaturgia original enquanto incorpora novos artistas, novos olhares e um processo criativo baseado na formação continuada.

Escrita por Éder Rodrigues especialmente para a companhia em 2015 e dirigida por Nill Amaral, a obra acompanha uma família aparentemente comum que se vê diante de uma decisão capaz de alterar definitivamente sua dinâmica.

Aos poucos, aquilo que permaneceu escondido durante anos começa a emergir, revelando tensões, ressentimentos e verdades que resistiam ao tempo.

Longe de apostar em grandes acontecimentos ou reviravoltas espetaculares, o espetáculo concentra sua força dramática naquilo que costuma permanecer invisível: os silêncios, as ausências, os pequenos gestos e as despedidas que insistimos em adiar.

A própria referência ao título ajuda a compreender essa proposta. Um terremoto de 3,4 graus na Escala Richter dificilmente provoca grandes destruições, mas é suficiente para ser sentido.

Da mesma forma, a peça investiga os pequenos abalos emocionais que, mesmo discretos, transformam profundamente a vida das pessoas.

Segundo o diretor Nill Amaral, são justamente esses terremotos íntimos que tornam a montagem permanentemente atual.

“Os terremotos da trama são aqueles que acontecem quando deixamos de dizer o que precisa ser dito. As relações se acomodam, as distâncias aumentam e, quando percebemos, o tempo já revelou aquilo que tentamos esconder. É uma peça sobre a estranheza do lar e sobre tudo o que fingimos que continua vivo”, afirma.

FORMAÇÃO

A nova temporada nasce também de um processo coletivo de pesquisa desenvolvido ao longo deste ano. Em março, a companhia iniciou o workshop A Expansão da Palavra em Cena, uma investigação sobre o trabalho do ator que, além de oferecer formação artística, serviu como espaço de seleção para parte do elenco da remontagem.

A iniciativa integra o projeto P.E.S.S.O.A.S., reafirmando uma das características que acompanham a história da Cia. Ofit: transformar processos pedagógicos em experiências efetivas de criação artística.
Para Nill Amaral, teatro e formação caminham juntos.

“O teatro se constrói nesse trânsito entre pesquisa, aprendizagem e criação. É na sala de ensaio que as ideias são testadas, abandonadas e reinventadas”, explica.

O resultado desse processo é um elenco que reúne diferentes gerações e experiências de palco, promovendo um encontro entre artistas já consolidados e novos integrantes que chegam à companhia justamente por meio desse projeto de formação.

Uma das estreantes é Jurema de Castro, que interpreta Marta. A atriz conta que o desejo de conhecer a metodologia da companhia já existia há bastante tempo e que participar da seleção foi uma oportunidade inesperada.

“Eu sempre tive curiosidade de conhecer o método de trabalho do Nill. Quando fui selecionada, fiquei em choque. O processo tem sido uma loucura boa, completamente diferente de tudo o que vivi. Cada artista deixa um aprendizado, e encontrei nesse workshop um caminho para voltar ao teatro e fazer o que amo”, relata.

Também escolhida durante o workshop, Fernanda Almeida interpreta Lana, personagem responsável por desencadear conflitos que modificam profundamente a estrutura familiar apresentada na peça.

Para ela, a experiência ampliou sua percepção sobre aquilo que comunica em cena para além do texto.

“Aprendemos a comunicar muito além da palavra. O corpo, o gesto e a presença também contam a história. Mesmo quando não falamos, precisamos continuar acontecendo diante do público”, destaca.

Essa valorização do corpo e do silêncio dialoga diretamente com a proposta dramatúrgica do espetáculo. Em vez de explicar sentimentos ou apresentar respostas prontas, a montagem convida o espectador a ocupar os espaços vazios, interpretando aquilo que permanece nas entrelinhas.

Escrita por Éder Rodrigues, "Três Vírgula Quatro Graus na Escala Richter" explora o silêncio que cresce com as palavras não ditas nas relaçõesRemontagem da peça faz parte das celebrações dos 20 anos da Cia. Ofit - Foto: Vaca Azul

A PEÇA

A sinopse apresenta uma família que vê suas certezas abaladas por uma revelação. Em meio a um jogo de papéis e representações, os personagens percorrem não apenas os cômodos da casa, mas também os “incômodos” que carregam dentro de si.

A tradição familiar começa a ser colocada em risco à medida que antigas convenções deixam de sustentar vínculos que já não existem da mesma forma.

A peça propõe uma reflexão sobre os relacionamentos que insistimos em preservar apenas por hábito, medo ou conformismo. Ao longo da narrativa, torna-se evidente que muitas relações permanecem vivas apenas na aparência, enquanto emocionalmente já chegaram ao fim há muito tempo.

Essa abordagem torna “Três Vírgula Quatro Graus na Escala Richter” uma obra que ultrapassa o contexto específico da família retratada.

O espetáculo dialoga com qualquer pessoa que já tenha experimentado conflitos silenciosos, despedidas adiadas ou a dificuldade de romper com estruturas afetivas que perderam seu sentido.

Além da direção de Nill Amaral e da dramaturgia assinada por Éder Rodrigues, a montagem reúne um elenco formado por Nadja Mitidiero, Jurema de Castro, Leandro Faria, Karine Araújo, Fernanda Almeida e Gabriel Mikyo.

A equipe técnica também reúne profissionais com longa trajetória nas artes cênicas sul-mato-grossenses. A iluminação e a visualidade são assinadas por Gil Esper e Rodrigo Bento, enquanto a assistência de direção é de Carlos Anunciato.

Os figurinos são de Marciana Brunetto, a trilha e os efeitos sonoros de Gabriel de Oliveira Jr., a produção de Diva Palhano, a coordenação do workshop de Samuel Mello, a identidade visual da Vaca Azul e a assessoria de imprensa da Arruda Comunicação.

A realização é da Associação Cultural Oficina de Interpretação Teatral (Ofit).

A montagem integra o projeto P.E.S.S.O.A.S., financiado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro (FomTeatro), da Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande (Fundac), com apoio do Sesc, Fecomércio MS, Casa de Cultura e Centro Cultural José Octávio Guizzo.

SERVIÇO

Espetáculo “Três Vírgula Quatro Graus na Escala Richter”

  • Datas: dias 5, 6 e 7 de agosto.
  • Horário: às 19h.
  • Local: Sesc Teatro Prosa – Rua Anhanduí, nº 200, região central de Campo Grande.
  • Ingressos: gratuitos, disponíveis pelo Sympla.
     

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