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SAÚDE

Saiba como se prevenir contra o câncer de pele

Campanha Dezembro Laranja alerta para necessidade de cuidados para prevenção contra o câncer de pele, tipo de tumor mais frequente no País e no mundo; proteção diária, reconhecimento de sinais e o acesso ao tratamento adequado estão entre as recomendações

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A campanha Dezembro Laranja marca o movimento de conscientização sobre o câncer de pele, destacando o uso diário de proteção solar, o acompanhamento dermatológico e a identificação precoce de alterações suspeitas na pele.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) divulgou, na sexta-feira, uma lista com 16 fatos essenciais que ajudam a tirar dúvidas e orientam a população e profissionais da saúde sobre os principais cuidados para reduzir casos avançados.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele é o mais comum no Brasil, com estimativa de 220.490 novos casos de câncer de pele não melanoma para este ano, além de 8.980 novos casos anuais de melanoma, o tipo mais agressivo.

Na avaliação de Alberto Julius Alves Wainstein, cirurgião oncológico e membro da SBCO, este é um tipo de câncer que muitas das vezes é evitável. “Muitos dos fatores de risco ligados ao câncer de pele podem ser prevenidos, principalmente ao evitar a exposição solar sem proteção”, explica.

Embora a maioria dos casos ocorra em pessoas sem histórico familiar da doença, cerca de 10% dos melanomas estão associados a síndromes hereditárias, como o melanoma familial.

Conforme reforça a SBCO em seus materiais educativos, pele clara com muitas pintas ou sardas, uso de câmaras de bronzeamento, falta de proteção solar adequada, atividades ao ar livre sem proteção e idade avançada são fatores de risco relevantes. Confira 16 fatos essenciais sobre o câncer de pele.

O MAIS FREQUENTE

Ele responde por cerca de 27% a 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, somando os tipos melanoma e não melanoma.

DOIS GRANDES GRUPOS

Há o câncer de pele não melanoma e melanoma. O primeiro é o mais incidente e, em geral, o de menor letalidade, enquanto o melanoma é menos frequente, porém muito mais agressivo. O tipo não melanoma acomete células que não produzem melanina; já o melanoma nasce dos melanócitos, responsáveis pela pigmentação da pele, cabelos e olhos. Essa diferença celular ajuda a entender por que o comportamento clínico e o risco de metástase são tão distintos entre os dois grupos.

DANOS PERMANENTES

O câncer de pele não melanoma é muito comum e pode causar danos permanentes se não tratado. O carcinoma basocelular representa cerca de 80% dos casos de câncer de pele não melanoma e costuma se desenvolver nas camadas mais profundas da epiderme.

O carcinoma espinocelular acomete as camadas mais superficiais, principalmente nas áreas mais expostas ao sol como rosto, orelhas, lábios e dorso das mãos.

MAIS LETAL

O melanoma é menos frequente, mas responde por grande parte das mortes. Embora represente cerca de 4% a 5% dos tumores cutâneos, o melanoma é responsável por aproximadamente 40% das mortes por câncer de pele.

Quando detectado em fase inicial, a taxa de cura ultrapassa 90%, mas cai para menos de 50% em tumores com espessura superior a quatro milímetros.

SINTOMAS

Os sintomas vão além da “pinta feia” e incluem feridas que não cicatrizam. Os sinais de alerta incluem manchas que coçam, descamam ou sangram, pintas que mudam de tamanho, formato ou cor e feridas que não cicatrizam em algumas semanas, especialmente em áreas expostas ao sol.

No câncer de pele não melanoma, é comum o surgimento de lesões avermelhadas, espessas, com crostas ou aspecto de ferida persistente. Já no melanoma, as lesões tendem a ser mais pigmentadas, mas podem ter apresentações variadas, o que reforça a importância da avaliação médica.

REGRA DO ABCDE

A regra do ABCDE é uma aliada no autoexame da pele. Para facilitar a identificação de lesões suspeitas, recomenda-se a regra do ABCDE:

  • A de assimetria (metades diferentes da lesão),
  • B de bordas irregulares,
  • C de cor variada (preta, castanha, avermelhada, azulada ou branca em uma mesma pinta),
  • D de diâmetro maior que 6 mm
  • e E de evolução (mudanças ao longo do tempo).

Se uma pinta ou mancha apresenta uma ou mais dessas características, é sinal de que precisa ser avaliada por um especialista.

PIGMENTAÇÃO

Nem todo melanoma é escuro: existem formas pouco pigmentadas. Ao contrário do imaginário popular, melanoma não é apenas uma pinta preta. O subtipo amelanótico praticamente não tem pigmentação e pode ser róseo, avermelhado ou de cor semelhante à pele ao redor, o que dificulta a identificação.

Justamente por isso, qualquer lesão nova que cresça, mude de aspecto ou provoque coceira, dor, sangramento ou descamação merece atenção, mesmo que não seja escura.

EXPOSIÇÃO SOLAR

A exposição solar inadequada é o principal fator de risco e o dano é cumulativo. A radiação ultravioleta (UVA e UVB) é a principal responsável pelo desenvolvimento do câncer de pele.

As queimaduras solares na infância e adolescência aumentam o risco de tumores na vida adulta, pois o dano se acumula ao longo dos anos.

Os raios UVA estão presentes do nascer ao pôr do sol e se relacionam ao envelhecimento da pele e ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer; já os raios UVB são mais intensos entre 10h e 16h e causam vermelhidão, queimaduras e aumento importante do risco de tumor.

FATORES DE RISCO

Idade, tipo de pele, histórico familiar e profissão também influenciam o risco. A prevalência de câncer de pele não melanoma é maior em pessoas de pele clara, acima dos 40 ou 45 anos, que trabalharam por muitos anos ao ar livre sem proteção.

No entanto, conforme alertam especialistas, a média de idade ao diagnóstico vem diminuindo, em parte por hábitos de exposição solar intensa e uso de bronzeamento artificial. Ter histórico familiar de melanoma, imunidade baixa ou síndromes genéticas específicas também aumenta o risco, exigindo vigilância redobrada.

ETNIAS

Todas as etnias podem ter câncer de pele, mas algumas regiões têm incidência maior. O câncer de pele pode acometer pessoas de todos os tons de pele, inclusive negras.

Embora peles claras sejam mais vulneráveis aos danos da radiação ultravioleta, pessoas negras e orientais podem desenvolver tumores em áreas menos comuns, como plantas dos pés e palmas das mãos.

No Brasil, a Região Sul concentra o maior número de casos de melanoma, em razão do predomínio de fototipos claros.

BARREIRAS DE PROTEÇÃO

Prevenção passa por filtro solar diário e barreiras físicas de proteção. Proteção solar não é só “assunto de praia”.

O uso de filtro solar com fator de proteção (FPS) de, no mínimo, 30, reaplicado a cada duas horas ou após entrar na água e suar excessivamente, é recomendado sempre que se estiver ao ar livre, mesmo em dias nublados.

Chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, roupas com tecido específico ou de trama mais fechada e permanecer em áreas sombreadas são medidas simples, mas decisivas para reduzir o risco de câncer de pele ao longo da vida.

BARRACAS E HORÁRIOS

O tipo de barraca e a faixa de horário fazem diferença na proteção. Nem toda sombra protege da mesma forma. Barracas de praia feitas de algodão ou lona podem absorver até metade da radiação ultravioleta, oferecendo proteção mais confiável. Já barracas de nylon deixam cerca de 95% dos raios UV atravessarem o material.

Por isso, mesmo na sombra, é indispensável usar filtro solar e evitar se expor nos horários de maior risco, entre 10h e 16h (ou 17h, em horário de verão), quando a radiação UVB é mais intensa.

BRONZEAMENTO ARTIFICIAL

Bronzeamento artificial é comprovadamente cancerígeno e não é opção segura. Cabines de bronzeamento artificial utilizam lâmpadas que emitem radiação ultravioleta em níveis que podem ser ainda mais nocivos do que a exposição direta ao sol. No Brasil, essa prática é proibida para fins estéticos justamente pelo risco de câncer de pele.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico está cada vez mais preciso, graças a exames específicos. O primeiro passo costuma ser o exame clínico da pele, realizado por dermatologista ou cirurgião oncológico.

Para aprofundar a avaliação, a dermatoscopia utiliza lentes de aumento e iluminação especial para analisar estruturas que não são visíveis a olho nu. Outras tecnologias permitem acompanhar a evolução das lesões e ajudam a decidir se é necessário remover a área suspeita.

O TIPO DE CÂNCER

A confirmação do tipo de câncer depende sempre da análise em laboratório. O diagnóstico definitivo é feito por biópsia, com remoção parcial ou total da lesão e posterior exame anatomopatológico.

Esse exame identifica se o tumor é melanoma ou não melanoma, qual o subtipo, a espessura e outras características que ajudam a definir o prognóstico e o tratamento.

TRATAMENTO

O tratamento é, em geral, cirúrgico e funciona melhor quando o tumor é descoberto cedo. Na maioria dos casos de câncer de pele não melanoma, uma cirurgia relativamente simples, em consultório ou centro cirúrgico, é o suficiente para remover a lesão com margens de segurança e obter altas taxas de cura.

Em alguns quadros, podem ser utilizados tratamentos como terapia fotodinâmica, criocirurgia ou imunoterapia tópica.

Já no melanoma, a abordagem é eminentemente cirúrgica: além da excisão da lesão, pode ser necessária a biópsia do linfonodo sentinela e, em situações selecionadas, a associação com imunoterapia, quimioterapia ou radioterapia.

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Dia do Professor

Ensinar na era da inteligência artificial é o desafio da educação nos tempos atuais

Novas tecnologias modelam tendências e atualizam a rotina do "fazer" do docente e, quando o assunto é expandir aplicação de ferramentas baseadas em inteligência artificial para o estudo, especialistas mostram que há tempos existe uma série de exemplos que

15/10/2026 08h30

Óculos inteligentes apresentam mais funcionalidades com o passar do tempo e estão entre as ferramentas previstas para aparecer em pelo menos 50% das escolas até 2030

Óculos inteligentes apresentam mais funcionalidades com o passar do tempo e estão entre as ferramentas previstas para aparecer em pelo menos 50% das escolas até 2030 Foto: Shutterstock

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Celebrado hoje, o Dia do Professor relembra a importância dos profissionais que voltam suas carreiras para auxiliar na formação dos caminhos da humanidade, geração após geração, profissão essa que atravessa o tempo e precisou adequar o lecionar à era da inteligência artificial (IA). Essa e outras tecnologias modelam a rotina e ditam novas tendências no “fazer” do docente, que trava uma batalha constante para manter também atualizados os próprios saberes.

Historicamente, no País, a data aparece ligada ainda aos tempos de Dom Pedro I, que assinou uma lei no dia 15 de outubro de 1827, estabelecendo há quase 200 anos que todas as cidades brasileiras teriam as chamadas Escolas de Primeiras Letras, com intuito de fornecer um ensino elementar à população. Entretanto, foi somente por meio da formação da Comissão Pró-oficialização do Dia do Professor, em 1947, cerca de 120 anos depois, que a celebração foi instituída.

Ainda assim, o Dia do Professor só passou a compor o calendário escolar, por meio do Decreto n° 52.682, durante o governo do presidente João Goulart, há exatos 63 anos. Como à época a sociedade tinha características distintas, as novas tecnologias que foram impulsionadas com o avanço da era digital, em meados da década de 1990, modificaram não somente o cotidiano da população como influenciaram um novo jeito de “fazer” da docência e de passar os saberes em sala de aula. 

NOVA ERA

Importante explicar que, por mais moderno que pareça, o termo inteligência artificial foi empregado pela primeira vez em 1956, cunhado pelo cientista da computação John McCarthy, com Marvin Minsky e Claude Shannon. Porém, essas características como conhecemos hoje, de aprendizado de máquina (do termo em inglês machine learning) e demais conceitos de caracterização e classificação surgiram já a partir do final dos anos 1990 e começo dos anos 2000.

Nesse sentido, o Ministério da Educação (MEC) frisa que a formação de professores para o uso pedagógico das tecnologias digitais aparece como um dos pilares do principal objetivo da Pasta: transformar essa conectividade, de fato, em uma aprendizagem significativa. 

Com isso, a chamada Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), definida no Decreto nº 11.713/2023, lançou um Referencial de Saberes Digitais Docentes, no dia 29 de agosto de 2024, para orientar o desenvolvimento de saberes digitais desses professores. 

“Para que a tecnologia faça parte das práticas escolares com intencionalidade e propósito, é fundamental que os docentes estejam preparados para integrá-la aos conteúdos curriculares, desenvolver competências digitais e adaptar metodologias conforme os desafios do seu território. O desenvolvimento dos saberes digitais envolve também a compreensão crítica e ética do mundo digital, incluindo aspectos como cidadania digital, segurança, colaboração em rede e participação ativa na cultura digital. Trata-se de um processo que fortalece o papel do professor como sujeito central nos processos de ensino e aprendizagem mediados pelas tecnologias”, frisa a Pasta.

Importante explicar que esse Referencial de Saberes Digitais Docentes é organizado em três dimensões: ensino e aprendizagem com uso de tecnologias digitais; cidadania digital; e desenvolvimento profissional.

Como bem esclarece a Pasta da Educação Federal, essas três dimensões foram escolhidas fundamentadas na necessidade de um desenvolvimento abrangente e equilibrado dos saberes digitais dos professores para a era digital. 

“Cada dimensão aborda aspectos críticos que, juntos, promovem uma prática pedagógica eficaz, consciente e atualizada às demandas da sociedade”, pontua o Ministério da Educação.

Para justamente apoiar a formação continuada de professores e demais profissionais da educação na implementação do currículo de educação digital na educação básica, o MEC disponibiliza cursos no Ambiente Virtual de Aprendizagem do Ministério da Educação (Avamec).

Por sua vez, essas capacitações são desenvolvidas por blocos temáticos, sendo: Bloco Temático 1 – Práticas Pedagógicas com Tecnologias; Bloco Temático 2 – Educação Digital e Midiática; Bloco Temático 3 – Inteligência Artificial na Educação; e Bloco Temático 4 – Apoio à Gestão e Infraestrutura Digital.

No bloco temático voltado para a inteligência artificial na educação, o MEC compila oito formações específicas que contabilizam 480 totais dos mais diversos cursos e saberes digitais que podem melhor capacitar os professores para um cotidiano mais moderno.

A de maior carga horária (180 horas) é justamente a formação para professores em inteligência artificial, um curso introdutório sobre IA voltado aos docentes da educação básica, que apresenta fundamentos como reconhecimento de padrões, representação e raciocínio, aprendizado de máquina, processamento de linguagem natural (PLN) e impactos sociais, além de incluir sugestões de atividades para diferentes etapas da educação.

Há ainda uma formação específica, de 80 horas, para uso ético, criativo e pedagógico da IA na prática, voltado para docentes do Ensino Médio. Esta aborda fundamentos conceituais, aspectos técnicos, implicações éticas e aplicações pedagógicas da inteligência artificial na educação. 

Os professores ainda têm acesso a curso de como usar a IA generativa para curadoria e criação de recursos digitais para a sala de aula, apresentando em uma linguagem transmídia noções para emprego dessa inteligência artificial para criação de recursos personalizados que promovam inovação, segurança digital e personalização do ensino. 

Nessa lista de cursos há ainda a opção de aprender sobre a IA na prática docente, seu uso criativo para transformação da aprendizagem e uma formação específica para aqueles que buscam aplicar metodologias ativas e tecnologias digitais no ensino.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco) destaca que é importante os professores não apenas terem habilidades digitais e a capacidade de integrar a inteligência artificial aos processos de ensino e de aprendizagem, mas também de expandir essa integração para proporcionar novas oportunidades de aprendizado aos estudantes, ajudando-os a se tornarem cidadãos colaborativos, criativos e produtivos.

RAIO-X REGIONAL

Dentro dessa estratégia do governo federal em parceria com os estados e municípios, o foco é a busca por uma internet de qualidade para uso pedagógico das tecnologias. Em abril do ano passado, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul (SED) liberou para os docentes a ferramenta de autodiagnóstico, para que os professores pudessem medir seus níveis de desenvolvimento. 

Em todo o Brasil, foram submetidas mais de 244 mil respostas para autodiagnóstico, com 1.619 desses referentes ao corpo docente sul-mato-grossense. Boa parte dessas avaliações (874) foi de professores da rede municipal. 

Esses números, entretanto, mostram uma realidade dura, já que a média geral indica um estado apenas de “familiarização” dos professores com as tecnologias digitais, o segundo estágio em uma escala que vai de um a cinco. Importante destacar que esse autodiagnóstico estava aberto não somente para as redes públicas, mas também para os demais profissionais. 

Ou seja, sobre essa média de apenas “familiarização”, em Mato Grosso do Sul boa parte dos professores apenas reconhece os potenciais e explora ainda formas de usar as tecnologias em suas práticas pedagógicas. 

Em outras palavras, estão ainda distantes das classes de adaptação, integração e liderança dos níveis três, quatro e cinco, em que essas tecnologias já são usadas em diversos contextos, ou até mesmo tornam-se prática consistente e inovadora daqueles que alcançam o domínio a ponto de atuarem como líderes e mentores para os demais colegas. 

IA NA EDUCAÇÃO

Quando o assunto é expandir a aplicação de ferramentas baseadas em inteligência artificial para o estudo, há uma série de exemplos que já estavam “na fila” para serem usados em escolas até 2030, como dizem especialistas. 

É o que mostra o estudo “Tendências em Inteligência Artificial na Educação”, encomendado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), realizado pela professora universitária Rosa Maria Vicari.

Após revisão de pesquisadores das Universidades de São Paulo (USP), Federal Fluminense (UFF) e da Pontifícia Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), os estudiosos apontaram que quatro dessas tecnologias já deveriam chegar a pelo menos metade das escolas brasileiras até 2030.

Como há quase uma década a educação aparece relacionada às produções científicas em inteligência artificial, o chamado learning analytics já despontava como essa “mão na roda” do “fazer” do professor, para análise de uma grande quantidade de dados e na formulação de melhores ferramentas de aprendizagem para, por exemplo, evitar a evasão escolar.

Na prática, atualmente muitas ferramentas ligadas à inteligência artificial já compõem o cotidiano dos professores. Essa linha de funções traz para os docentes até mesmo uma nova rotina para correção automática de provas. Pela análise de uma foto do cartão-resposta ou até mesmo da prova impressa, a IA é capaz de reconhecer as questões respondidas e o gabarito do profissional. 

Segundo analistas, essa interação rápida possibilita ainda que, com os dados referentes a todos os alunos e suas respectivas notas centralizados em um só ponto, seja possível elaborar relatórios de desempenho específicos e destacar as dificuldades que a classe ou um estudante estão apresentando.

Além disso, há outras três tecnologias que “saltam aos olhos” por estarem mais diretamente conectadas com a impressão que se tem sobre um futuro tecnológico. É o caso dos óculos inteligentes, que adquirem mais funcionalidades com o passar do tempo e são listados na previsão de aparecerem em pelo menos 50% das escolas até 2030. 

Cabe destacar também os fones de ouvido para tradução, que tem o intuito de ampliar a troca de conhecimentos entre estudantes e professores de nações diferentes, o que se mostra vantajoso em um país com dimensões continentais como o Brasil ou uma terra tão acolhedora aos imigrantes como é Mato Grosso do Sul, onde há a presença forte de colônias japonesas, paraguaias, libanesas, e outras.

Além disso, nessa mesma linha, favorecida também pela diminuição dos custos, que tornam as tecnologias mais acessíveis pelo ponto de vista econômico, vale citar a gamificação do saber por meio de jogos que envolvem inteligência artificial ou realidades aumentadas e mistas.

Apesar da proibição dos celulares em escolas, ferramentas de realidade aumentada, que sobrepõem gráficos e criam animações 3D, ou exibem informações digitais no mundo físico, já são mais comumente vistas atualmente. Já para a chamada mista há uma fusão entre os dois mundos, que se utiliza de um mapeamento espacial para uma interação real com hologramas como se esses estivessem ao toque da mão.

Segundo o MEC, o referencial pode ser utilizado a partir das especificidades de cada contexto; como instrumento para identificar pontos fortes e necessidades de desenvolvimento e até orientar a participação em comunidades de aprendizagem on-line.

Diálogo

Políticos que já foram campeões de votos em Mato Grosso do Sul, receberam... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (15)

15/10/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Theodore Roosevelt - Estadista americano

"A justiça não consiste em ser neutro entre o certo e o errado, mas em descobrir o certo e sustentá-lo, onde quer que ele se encontre, contra o errado".

FELPUDA 

Políticos que já foram campeões de votos em Mato Grosso do Sul, receberam, sem dó nem piedade, cartões vermelhos dos eleitores. Um deles já chegou a ter mais de 100 mil votos para ficar "de boa" no Congresso, em Brasília, mas nas eleições deste ano o que recebeu dos eleitores, dá até vergonha de falar. Outro, considerado líder de expressão, com vários mandatos, foi colocado para fora pelo eleitor. Como diria vovó, citando famoso provérbio: "Um dia da caça, outro do caçador". Como nada é para sempre... 

Apoio

O governador Eduardo Riedel gravou vídeo junto ao Flávio Bolsonaro, Reinaldo Azambuja e Tereza Cristina. Ele foi postado nas redes sociais e pediu apoio dos eleitores de MS. 

Mais

Nele, Flávio prometeu, se eleito, ajudar o Estado com grandes investimentos. Os futriqueiros de plantão tem dito por aí que era tudo que Riedel queria ouvir. Essa gente...

DiálogoFoto: Divulgação/Sesc

Nesta sexta-feira (16), às 19h, acontecerá ensaio aberto ao público  da Orquestra Corumbaense de Viola Caipira (OCVC).  Durante o ensaio, os participantes poderão vivenciar o processo de construção musical da OCVC, acompanhar a execução das músicas e conhecer um pouco mais sobre o universo da viola caipira e sua importância para a valorização da cultura e da música regional.A proposta é aproximar a comunidade da Orquestra, proporcionando experiência diferente de uma apresentação convencional e permitindo que o público acompanhe os músicos durante o momento de preparação e aperfeiçoamento do repertório. A participação é gratuita e o evento acontecerá na unidade do Sesc Corumbá.

DiálogoArthur Paek - Foto: Lu Prezia

 

DiálogoCeline Dumas - Foto: Arquivo Pessoal

Raio X

Grupo de trabalho criado pelo governador reeleito Eduardo Riedel iniciou o levantamento dos servidores e respectivos cargos, visando preparar a máquina administrativa para o segundo mandato, a partir de 2027. A previsão é de que decreto no dia 31 de dezembro de 2026 exonere todos os comissionados, incluindo secretários e dirigentes de autarquias. O raio X deverá orientar a recomposição do governo. 

Ficam

O trio de secretários Frederico Felini (Comunicação), Walter Carneiro Júnior (Casa Civil) e Rodrigo Perez (Segov) são os cotados para continuar na próxima administração estadual. Eles, inclusive, integram a equipe de transição e tiveram  papel importante na reeleição. Os dois primeiros são do grupo político do senador eleito Reinaldo Azambuja.

Perda

Em 40 anos, o Estado de Mato Grosso do Sul perdeu mais da metade dos campos alagados e áreas pantanosas do seu Cerrado. Segundo a Coleção 11 do MapBiomas, essas áreas caíram de 1,01 milhão para 474,2 mil hectares entre 1985 e 2025. São cerca de 539,6 mil hectares a menos, com redução de 53%. O estado aparece entre os que mais perderam esse tipo de ambiente em termos proporcionais, ao lado de Paraná e São Paulo. A perda é grave, porque essas áreas retêm água e sustentam a existência dos rios. Lamentável!...

ANIVERSARIANTES 

  • Célia Aparecida Zanetti, 
  • Lenita Maksoud Piccolo, 
  • Dr. Wilson Luiz Maksoud, 
  • Marilú Segatto Guimarães, 
  • João Victor da Silva Neri,
  • Marcelo Mansano, 
  • Edinaldo Alves da Silva,
  • Jurema Lima Siqueira,
  • Harley Ferreira Silverio,
  • Antonio Carlos Goes,
  • Ramiro Martins,
  • Juliana Ornela Ribeiro,
  • Helaine Pontes de Oliveira,
  • José Fleuri Decco,
  • Amadeu Medina,
  • Ednilson de Queiroz, 
  • Katia Maria Gomes Ferreira Franco,
  • Márcia Hideko Saito,
  • Irineo Bortolas,
  • Maria de Lourdes do Val Jorge,
  • Terezinha de Jesus Moreira Coelho,
  • Artur de Azevedo Perez, 
  • Tereza de Fátima Contini, 
  • Danilo Pereira Correa Neto, 
  • Marcelo Hamilton Martins Carli,
  • Lygia Maura Fontoura Campanhã de Souza, 
  • Dyrma Elisa de Souza Chaves Soares,
  • Emanuel Lacava,
  • Aidina Mota de Souza,
  • Mayza Gomes Galvão,
  • Rogério Mainente,
  • Mayara Chadid,
  • Vilfrido Vargas,
  • Maria Eliza Figueiredo,
  • Camila Agatha Lovison, 
  • Vivianne Oliveira Lima,
  • Izaias Rodrigues,
  • Velza Maria Fregapani,
  • Nilson Prado da Silva,
  • João Braz da Silva,
  • Tereza Cristine Domingues do Amaral Yamashita,
  • Luiz Cordella,
  • Yoshiharu Guenka, 
  • Dra. Helena Maria Libos Simionato Moreira, 
  • Cecília Hercilia Moura, 
  • Cláudia Nascimento,
  • Fernando Asato,
  • Alayde Nunes Martins,
  • Marcos Antonio Carretoni,
  • Anecy Antunes da Silva,
  • Soraya Corrêa Barbosa,
  • Cleyde Mara Mussi,
  • Lavinia Pivot Franco,
  • Breno Ney Mourão,
  • Romualdo Farias,
  • Moacir Vieira da Silva,
  • Odilson Nepomuceno,
  • Ozélia Delmondes Goes,
  • Gumercindo Barbosa,
  • Valdelice do Amaral,
  • Odacir Albuquerque,
  • Antonieta Tavares Acosta, 
  • Terezinha Cruz,
  • Gilda Vera Bigaton,
  • Esdras Rodrigues de Souza,
  • Marcelo Antonio de Barros Wanderley, 
  • Guilherme Carneiro Camponez,
  • Elben de Souza Braga,
  • Nilce Alves de Oliveira,
  • Antenor Doreto,
  • Moacir Boer,
  • Osney Novaes Dias,
  • Ubirajara Aparecido Alves 
  • de Oliveira,
  • Nilza Pinto da Silva,
  • Paula Rúbia Jornada Bastos,
  • Reinaldo Ferreira Lino,
  • Antonio Miguel Bichara,
  • Teodoro Ribeiro,
  • Mário Júlio Cerveira, 
  • Tiago Costa Ferreira,
  • Ezenilda Claro Chaves,
  • Dilene Bottega Ebeling,
  • Alexandre Barros Padilhas,
  • Luis Fernando Cleveland Cartes, 
  • Carla Figueiredo Garcia de Queiroz,
  • Thiago Araújo Nepomuceno,  
  • Ciro Maeda Filho,
  • Walfrido Coelho de Souza,
  • Claudemir Oliveira Cavalcante,
  • Talita Albuquerque de Morais,
  • Eduardo Alexandre Jorge Warde,
  • Ricardo Alex Pereira Lima,
  • Priscila Tirloni Josgrilbert,
  • Francisco Cleiton Adriano,
  • João Bosco de Araújo,
  • Neusa Maria Teruel de Melo,
  • Hélio Valdir Pereira,
  • Carmen Lydia Alves Pereira 
  • da Costa,    
  • Onildo Santos Coelho, 
  • Gilson Chaves de Moraes,
  • Sandra Mattos Vieira Escalante,
  • Roberto Fauri,
  • Iolanda São José Falcão,
  • Jeffrey Newton Lemos Dutra,
  • Robson Valentini.

Colaborou com Tatyane Gameiro

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