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SAÚDE

Saiba quando fazer reposição hormonal se tiver hipogonadismo tardio

Entenda o que é o hipogonadismo tardio, sintomas, diagnóstico e quando reposição hormonal é indicada; queda da libido, cansaço persistente e perda de massa muscular podem estar ligados à condição

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A ideia de que todo homem ao passar dos 50 anos inevitavelmente enfrentará uma andropausa semelhante à menopausa feminina é um dos mitos mais difundidos quando o assunto é saúde masculina. Embora a redução da testosterona possa ocorrer com o envelhecimento, o fenômeno não é abrupto nem universal e tampouco deve ser tratado como regra.

Segundo o urologista Flávio Faria, o termo mais adequado para descrever essa condição é deficiência androgênica do envelhecimento masculino, também chamada de hipogonadismo tardio.

“Andropausa é uma expressão popular, mas imprecisa. Diferentemente da menopausa, o homem não sofre uma queda hormonal abrupta e universal. A redução é lenta, variável e nem todos desenvolvem a deficiência”, explica.

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) adota o termo hipogonadismo masculino quando há sintomas associados à testosterona baixa comprovada em exames, ou seja, não basta envelhecer para receber o diagnóstico.

MUDANÇAS HORMONAIS

De forma geral, a partir dos 35 anos ou 40 anos pode ocorrer uma redução média anual discreta da testosterona. No entanto, essa queda não atinge todos os homens da mesma maneira.

“Muitos envelhecem com níveis hormonais adequados”, afirma o médico. Segundo ele, fatores como obesidade, sedentarismo, estresse crônico e má qualidade do sono impactam muito mais os níveis hormonais do que a idade isoladamente.

Isso significa que envelhecer não é sinônimo de precisar de reposição hormonal e o estilo de vida desempenha papel central na manutenção da saúde endócrina masculina.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

Os sintomas do hipogonadismo tardio podem ser sutis e progressivos. Entre os mais comuns estão: queda da libido; redução das ereções matinais; cansaço persistente; perda de massa muscular; aumento de gordura abdominal; e desânimo e irritabilidade.

É importante destacar que sintomas isolados não confirmam o diagnóstico. A American Urological Association (AUA) reforça que apenas a presença de queixas, sem exame comprovando testosterona baixa, não define deficiência hormonal.

Muitos desses sinais podem estar relacionados a outras condições, como depressão, distúrbios do sono, síndrome metabólica ou problemas cardiovasculares. Por isso, a avaliação médica é indispensável.

Além do exame de sangue para a confirmação do diagnóstico, há dois critérios fundamentais que devem ser avaliados: presença de sintomas clínicos e duas dosagens matinais de testosterona baixa.

Segundo a AUA, valores abaixo de 300 ng/dL são sugestivos de deficiência quando associados a sintomas. Tratar apenas um número no exame sem considerar o quadro clínico é considerado um erro.

A testosterona apresenta variação ao longo do dia, sendo mais alta no período da manhã. Por isso, a coleta deve ser feita preferencialmente nesse horário, em dias diferentes, para confirmação diagnóstica.

Uma consequência causada pelo hipogonadismo pode ser também a disfunção erétil, especialmente pela queda da libido, já que a testosterona está diretamente ligada ao desejo sexual.

No entanto, a ereção não depende exclusivamente do hormônio. “A ereção envolve circulação sanguínea adequada, saúde metabólica e fatores emocionais”, explica o urologista.

Assim, nem toda disfunção erétil é hormonal. Diabetes, hipertensão, tabagismo e ansiedade, por exemplo, também estão entre as principais causas. Esse é um ponto relevante, pois muitos homens procuram reposição hormonal acreditando que ela resolverá automaticamente problemas de ereção, o que nem sempre ocorre.

REPOSIÇÃO DE TESTOSTERONA

A reposição de testosterona só deve ser considerada em situações específicas, quando há sintomas claros, com testosterona comprovadamente baixa e avaliação médica adequada.

A European Association of Urology (EAU) é categórica ao afirmar que a testosterona não deve ser utilizada como “fórmula de rejuvenescimento” ou para ganho estético. “É tratamento médico, não estratégia de performance”, reforça Flávio Faria.

Reposição hormonal é indicada apenas em casos específicos e a utilização para fins puramente estéticos não é recomendadaReposição hormonal é indicada apenas em casos específicos e a utilização para fins puramente estéticos não é recomendada - Foto: Freepik

Nos últimos anos, a popularização de clínicas que prometem disposição, ganho muscular e melhora do desempenho sexual impulsionou o uso indiscriminado do hormônio. No entanto, especialistas alertam que essa prática pode trazer riscos, especialmente quando feita sem indicação precisa e acompanhamento regular.

Quando bem indicada e monitorada, a reposição hormonal é considerada segura. Porém, pode provocar efeitos adversos como aumento do hematócrito (espessamento do sangue), acne, retenção de líquido e redução da fertilidade.

O aumento do hematócrito pode elevar o risco cardiovascular, se não houver controle adequado. Já a redução da fertilidade ocorre porque a testosterona exógena pode inibir a produção natural do hormônio e dos espermatozoides. Por isso, o acompanhamento periódico com exames laboratoriais e avaliação clínica é obrigatório.

Conforme explica Flávio Faria, uma das dúvidas mais frequentes nos consultórios urológicos em relação à reposição hormonal de testosterona é se ela aumenta os riscos de desenvolvimento do câncer de próstata. 

Durante décadas, acreditou-se que a reposição poderia estimular o desenvolvimento de câncer de próstata. No entanto, evidências científicas mais recentes não confirmam essa relação causal.

De acordo com a SBU, não há comprovação de que a reposição cause câncer de próstata. O tratamento é contraindicado apenas em pacientes com câncer de próstata ativo.

Ainda assim, a avaliação urológica antes de iniciar o tratamento é indispensável, incluindo exame clínico e, quando indicado, dosagem do antígeno prostático específico (PSA).

ESTILO DE VIDA

Atividades físicas, em especial a musculação, podem ajudar a elevar os níveis de testosteronaAtividades físicas, em especial a musculação, podem ajudar a elevar os níveis de testosterona - Foto: Freepik

Antes de pensar em hormônios, é fundamental olhar para os hábitos diários. Exercício físico regular – especialmente musculação – pode aumentar naturalmente os níveis de testosterona. A redução da gordura abdominal também contribui, já que o tecido adiposo interfere no metabolismo hormonal.

Sono adequado é outro fator determinante. A privação crônica reduz significativamente a produção hormonal. O controle de doenças metabólicas, como diabetes e hipertensão, também influencia positivamente.

“Em muitos casos, ajustar hábitos evita a necessidade de reposição”, afirma Flávio Faria.

MITOS

Diversas informações equivocadas sobre a andropausa circulam nas redes sociais e em campanhas publicitárias. Entre os mitos mais comuns estão:

– “Todo homem acima de 50 anos precisa repor”. Falso. A reposição só é indicada quando há deficiência comprovada;

– “Testosterona causa câncer”. Não há evidência de causalidade. O acompanhamento médico é o que garante segurança;

– “Reposição é para ganhar músculo”. Incorreto. O objetivo é restaurar níveis hormonais normais, não promover ganhos estéticos;

– “É só envelhecimento, não tem o que fazer”. Equívoco. Qualidade de vida importa em qualquer idade e sintomas não devem ser ignorados.

TABU

Historicamente, os homens procuram menos os serviços de saúde e demoram mais para relatar sintomas. A discussão sobre hipogonadismo tardio também ajuda a ampliar o debate sobre saúde mental, sexual e metabólica masculina.

Sentimentos como desânimo, irritabilidade e queda de energia muitas vezes são atribuídos apenas ao estresse cotidiano, quando na verdade podem ter múltiplas causas, incluindo alterações hormonais.

Ao mesmo tempo, a medicalização excessiva do envelhecimento também merece cautela. Nem toda mudança faz parte de uma doença nem todo cansaço é falta de testosterona.

O equilíbrio está na avaliação individualizada, já que envelhecimento masculino é um processo gradual, que envolve mudanças físicas e emocionais.

Quando os sintomas comprometem a qualidade de vida, a investigação é válida, mas o tratamento deve ser baseado em evidência científica, não em promessas de juventude eterna.

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Diálogo

Nem El Niño, nem "Super". Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (22)

22/10/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Caio Fernando Abreu - Escritor brasileiro

"Nada em mim foi covarde, nem mesmo as desistências: desistir, ainda que não pareça, foi meu grande gesto de coragem”.

FELPUDA 

Nem El Niño, nem “Super”. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), não houve em Campo Grande  nenhum sinal do fenômeno climático invocado pela prefeitura para justificar o estrago de recernte temporal. Pelo visto, o tal “Super El Niño” só se manifestou nos discursos, em mais uma tentativa de maquiar o caos institucionalizado. O Inmet explicou o episódio: “Do ponto de vista meteorológico, a chuva de quinta-feira (15) foi resultado da presença de uma massa de ar quente, úmida e instável combinada à atuação de cavados (áreas de baixa pressão alongadas)”.

Aí...

“Todo o padrão descrito favoreceu a intensificação da instabilidade atmosférica, contribuindo para formação de nuvens de tempestade, que resultaram na chuva intensa em curto intervalo de tempo e alguns acumulados  mais expressivos.”

Mais

Isso, acompanhados rajadas de vento, além de raios sobre áreas de MS, que acabaram provocando impactos em algumas localidades. Traduzindo: foi tempestade, com causa  explicável. Já a desculpa, essa sim, chegou com intensidade bem acima da média...

DiálogoFoto: Divulgação

A partir de hoje (22) até o dia 30, o Sesc Teatro Prosa recebe seis encontros gratuitos do Arte da Palavra – Rede Sesc de Leituras, reunindo escritores, poetas e artistas de diferentes regiões do Brasil para apresentações e conversas com o público. A abertura será às 19h, com Midria, de São Paulo. Dia 23, também às 19h, a convidada é Tina Ribeiro, do Piauí. Camila Costa (foto), do Rio de Janeiro, encerra o Circuito de Oralidades no sábado (24), às 16h. As três apresentações propõem diferentes formas de experimentar a literatura para além da leitura convencional. Na semana seguinte, o foco passa para os encontros entre autores. No dia 28, às 19h, Simone Mota, do Rio de Janeiro, e Valéria Silva, do Piauí, participam de uma conversa mediada pelo escritor sul-mato-grossense Henrique Pimenta. No dia 29, às 19h, será a vez de Lilia Guerra, de São Paulo, e Tácio Pimenta, do Tocantins, dividirem o encontro, com mediação de Febraro de Oliveira, de MS. A programação termina dia 30, também às 19h, com Estrela Ruiz Leminski, do Paraná, e Renato Negrão, de Minas Gerais, em conversa conduzida por Marcelle Saboya Ravanelli, de MS. A programação é gratuita, com ingressos disponíveis pelo Sympla.

DiálogoDra. Celina Frota - Foto: Arquivo Pessoal

 

DiálogoDaniela Cachich - Foto: Divulgação

Na espera

O Conselho Nacional de Justiça prolongou por mais alguns dias a angústia do ex-presidente do Tribunal de Justiça de MS, Sérgio Martins. Ele  está sendo julgado por suspeita de venda de sentença e já declarou  que não fez parte de qualquer esquema de negociação judicial. Martins poderá perder o cargo numa eventual condenação. 

De sola

As lideranças da direita de MS sentiram o baque da chacoalhada e entraram de sola na campanha de Flávio Bolsonaro. Só na Capital, dia 17, quase 5 mil carros foram adesivados pela tropa comandada por Reinaldo Azambuja. 

Confusão

A discussão sobre a operação tapa-buraco em Campo Grande acabou em confusão. Um servidor da prefeitura tomou cartazes, rasgou aos gritos e acabou sendo retirado à força pela segurança da Câmara Municipal. O servidor é ligado a prefeita e contra a criação da CPI Tapa-Buraco. 

Provocação

Nos bastidores do debate dos presidenciáveis na Band, os ex-ministros  da Fazenda, Fernando Haddad, e a do Planejamento, Simone Tebet, papeavam descontraidamente até a chegada do deputado federal Nikolas Ferreira. O parlamentar bolsonarista chegou perto deles e fez um vídeo chamando-os de “desempregados”. Simone não gostou do que ouviu, fechou a cara e saiu de perto, deixando Haddad sozinho.

ANIVERSARIANTES

  • Dr. Fábio Fernando Helmer, 
  • Izadora Marques Pina Bulhões Moreira,
  • José Carlos Chinaglia,
  • Maria Angelica Leguzamon, 
  • Lúcio Hisashi Tokikawa,
  • Gil Marcos Saut,
  • Anézia Higa Avalos,
  • Ricardo Macedo Saab da Rosa,
  • Edemir Marques Machado,
  • Leonardo Disconzi Martins,
  • Pedro Zanetti,
  • Vera Jane Tavares Marques,
  • Sérgio Stateri,
  • Nadir Vilela Gaudioso,
  • Tamia Takagi, 
  • Hélio Marino Weber,
  • Damião Carlos de Andrade,
  • Marcos César Américo dos Reis, 
  • Cláudia Márcia Picolli, 
  • Vinicius Gonçalves de Assunção Bermudes, 
  • Orlando Pimpim Lima, 
  • Flávio Esgaib Kayatt, 
  • Isabela Queiroz Nunes Coelho,
  • Walkiria Neves,
  • Ramão Mendes,
  • Thiago Oliveira Couto,
  • Mário Soares,
  • Roberson Luiz Moureira,
  • Nercy Soares dos Santos,
  • Dr. Geraldo de Carvalho,
  • Guaracy Boschilia,
  • Annete Vargas,
  • Márcio Antônio Portocarrero,
  • André Luciano Prechi,
  • Eliane Aparecida de Oliveira Sandin,
  • Celina Maura Siufi,
  • Maritônio Barreto de Almeida,
  • Matheus Chaves Neto,
  • Marcos Lírio Zanette,
  • Dilmar da Silva Leite,
  • Paula Helena Gomes Nunes,
  • Adão Rodrigues Antunes,
  • Edson de Souza Braz,
  • Marcos Luiz Sória,
  • Otávio Augusto Trad Martins, 
  • João Seda Neto,
  • Marcelo Barbosa Fonseca,
  • Ivonete de Oliveira Parron,
  • João Rocha Pinto,
  • Helena Marly Makaron da Fonseca,
  • Vera Ruth Abdo Villalba,
  • Najla Vilacqua,
  • Holney de Oliveira Souza,
  • Luis Felipe Azambuja,
  • Valesca Mangeri Sender Maroni,
  • Carlos Alberto Moura,
  • Luis Martins de Assis Filho,
  • Maria Luiza de Moraes,
  • Zuleika Lima Gonçalves,
  • Malvina Vanda Szukala,
  • Wilson Alves Pereira,
  • Maria Helena Domingues,
  • Silvana Mariotti,
  • Dainay Maria Mendonça Gomes,
  • Lidia de Oliveira Ferreira,
  • Fátima Aparecida Paulino,
  • Roberto Teixeira dos Santos,
  • Matheus Macedo Cartapatti, 
  • José Roberto Feltrim Peres,
  • Diana Stuhler,
  • Edimar Paes da Silva,
  • Marco Antonio Stuani,
  • Sérgio Ramires Gimenez,
  • Geraldo Martins Ribeiro,
  • Cláudio Gouvêa Assumpção,         
  • Christiane Santander Lopes,
  • Isadora Rocha Zaneti, 
  • Cristiano Kurita,
  • Paulo Gonçalves Pinto,
  • Fernando Bortolotti Gonçalves,
  • Joaquim Gonçalves da Cruz,  
  • Florisvaldo Souza Cayres,
  • Eduardo de Paula Mendonça,  
  • Carlos José Camilo de Carvalho,
  • Jean Haeffner Machado,
  • Fernanda Gonçalves,    
  • José Antonio Cardoso,
  • Juarez Moreira Fernandes Junior, 
  • Juliana da Silva Alencar,
  • Wilson Porfirio Gime,
  • Karina Ruzzon,
  • Mariângela Brandão Vilela,
  • Marlei Rocha de Souza Rees,
  • Rui Antonio Rodrigues de Moraes,
  • Odair Donizete Ribeiro,
  • Patricia Ribeiro Azambuja,
  • Tainá Silva do Espírito Santo,
  • Pedro Rodrigues de Paula,
  • Renato César Bezerra Alves,
  • Thiago Marques Pereira de Rezende,
  • José Carlos Franquelino,
  • Ubirajara de Melo,
  • Mário Márcio Teixeira Lemos,
  • Lenita Moraes Ribeiro,
  • Carolina Carvalho Gonçalves,
  • Elaine da Cruz Bandeira,
  • Beatriz Ribeiro da Silva,
  • Samira Lopes Reis,
  • Neuza Maria Marinho.

Colaborou com Tatyane Gameiro

TEATRO

Encontro na costa leste terá talk show, palestra e reunião de artesãos para fortalecer o setor

Experiência que envolve talk show e palestra magna com Marco Aurélio Pulcherio acontece amanhã, a partir das 9h, no Centro de Eventos João Leme, no município de Bataguassu

21/10/2026 08h45

Evento terá início às 9h com o credenciamento e café da manhã que será seguido de um talk show que antecede o bate-papo com Marco Pulcherio, em Bataguassu

Evento terá início às 9h com o credenciamento e café da manhã que será seguido de um talk show que antecede o bate-papo com Marco Pulcherio, em Bataguassu Foto: Divulgação/Agro Agência

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Distante aproximadamente 310 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, o município conhecido como Morada dos Tucunarés localizado no extremo leste do Estado, será sede do Encontro Regional de Artesanato, que trará uma palestra magna com Aurélio Pulcherio amanhã no Centro de Eventos João Leme, em Bataguassu. 

Fundador da Marco 500 design, o artesão é o convidado para a palestra que está marcada para começar às 12h, porém, antes disso, o evento terá início às 9h com o credenciamento e café da manhã que será seguido de um talk show que antecede o bate-papo em Bataguassu. 

Este encontro promovido pela MS Florestal é uma iniciativa que reúne artesãos da Costa Leste para um dia de integração, voltado para a troca de experiência e vindo como uma forma de fortalecer o setor, aproximando os produtores de um network efetivo e de geração de oportunidades. O evento teve inscrições por meio de formulário digital, em razão do número limitado de vagas. 

Conforme a entidade, o encontro busca valorizar peças criadas por homens e mulheres, artesãos da costa leste do Estado, além de aproximar quem produz de quem compra e abrir novas fontes de renda na região, vindo batizada com o mote “Mãos que conectam, arte que gera oportunidades”. 

Elaine Cristina Guarnieri Martins é uma dessas artesãs da costa leste de Mato Grosso do Sul que, há quase quatro décadas, dedica-se à confecção dos mais diversos itens que carregam, inclusive, a identidade sul-mato-grossense em seu trabalho. Ela explica que tinha apenas sete anos quando sua tia, Neusa, deu-lhe em suas mãos o primeiro kit com agulha para crochê. 

Moradora do distrito Nova Porto XV, de Bataguassu, Elaine confecciona desde capivaras, araras, tucanos e até onças-pintadas na técnica de amigurumi. Ela é presidente da Associação dos Artesãos de Nova Porto XV, parte dos cerca de 100 artesãos que são esperados no Encontro Regional de Artesanato, que acontece amanhã, que inclusive conta com o apoio da MS Florestal e do Sebrae. 

Após algumas idas e vindas, o crochê inicialmente aprendido em casa deu lugar aos bordados, às demais técnicas de pintura e fuxico aprendidas na escola, com a agulha específica e a primeira prática retornando há pouco mais de uma década, dando vida a bolsas, roupas, tapetes e mais.

Logo depois veio o amigurumi, do qual vieram à tona os bonecos feitos em crochê, e ela se apaixonou de vez. Porém, foi o desafio imposto pelo designer Renato Imbroisi que apareceu uma verdadeira virada profissional no seu trabalho: dar vida pela técnica à representação de animais característicos do Pantanal. 

“Antes eu fazia só por fazer. Hoje virou renda. O artesanato hoje representa uma conquista na minha vida. É algo que eu sempre gostei de fazer, mas antes fazia só por fazer. Hoje virou uma renda. Ainda é um complemento, mas eu creio que vai virar a principal e que vou poder viver só do meu artesanato”, revela a artesã.

Cerca de 25 artesãos compõem a associação presidida por Elaine, onde o sustento por meio do artesanato já se destaca como a principal fonte de renda da maioria, que colhem a argila que serve de matéria-prima para suas produções no distrito de Nova Porto XV. Porém, os trabalhos ainda estendem-se por obras em madeira e, é claro, em crochê. 

“Quem encontra as nossas peças consegue enxergar nos detalhes a história de cada uma, o trabalho, o capricho. A minha maior dificuldade hoje é a divulgação. É uma oportunidade que não podemos perder... devemos aproveitar ao máximo”, esclarece Elaine sobre os desafios de precificação, venda e mais que são superados com apoio da MS Florestal e Sebrae.

Como bem reforça o analista de Responsabilidade Social da MS Florestal, Edvaldo Araújo, o artesanato é uma profissão nobre que ainda possui a missão de carregar a cultura e a identidade de um território, com esse e outros caminhos sendo estimulados por meio dessa iniciativa do encontro regional de artesanato. 

“Queremos que as peças feitas aqui sejam reconhecidas pelo valor que têm e que esse reconhecimento se transforme em renda para as famílias da região. Quando uma artesã consegue vender melhor o que produz, ela fortalece a própria casa, inspira outras pessoas e movimenta a economia local. É esse ciclo que queremos estimular”, cita. 

Elaine ainda reforça que sua expectativa maior está voltada para a sessão de negócios, que para além dos bons contatos e diversos aprendizados a experiência seja refletida em bons acordos firmados e vendas concluídas. Além da associação presidida por ela, esse encontro vai reunir artesãs e artesãos de 11 municípios da Costa Leste sul-mato-grossense:

  •  Água Clara, 
  •  Aparecida do Taboado, 
  •  Bataguassu, 
  •  Brasilândia, 
  •  Cassilândia, 
  •  Inocência, 
  •  Paranaíba, 
  •  Ribas do Rio Pardo, 
  •  Santa Rita do Pardo, 
  •  Selvíria e
  •  Três Lagoas. 

Entre os grupos confirmados estão também a Associação de Artesãos de Paranaíba, a Associação de Artesãos de Aparecida do Taboado, a Associação Ipê Rosa Costura Sustentável, de Bataguassu, a Casa do Artesão de Três Lagoas (Aclams) e a Associação dos Artesãos de Brasilândia (Aartebras).

“É um apoio muito importante para todos os artesãos de Nova Porto XV poder mostrar o seu trabalho para uma parte do mundo. Nunca desista dos seus sonhos. Mesmo em meio às dificuldades, devagar a gente chega lá. O segredo é não desistir nunca”. 

>> SERVIÇO

Encontro Regional de Artesanato 

Data: amanhã.
Horário: a partir das 9h. 
Local: Centro de Eventos João Leme – Rua Ponta Porã, nº 173, Bataguassu.
Entrada: gratuita.

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