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FOMENTO À ARTE

Saiu edital do Fundo de Investimentos Culturais (FIC), prevendo R$ 8 milhões em investimentos

Inscrições serão abertas a partir de segunda-feira (26) e artistas tem até dia 17 de fevereiro de 2023 para submeter seus trabalhos

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Com valor total de investimentos na casa de R$ 8 milhões, o edital do Fundo de Investimentos Culturais de Mato Grosso do Sul (FIC/MS) foi publicado hoje, e as inscrições para artistas apresentarem projetos abre já na segunda-feira (26). 

Cerca de 28 páginas detalham o edital, publicado através da Secretaria de Estado de Cidadania e Cultura – SECIC, e a Fundação de Cultura de MS, aberto para artistas, produtores culturais, técnicos da área cultural, etc. 

Conforme o documento, o valor total será dividido em duas linhas de apoio, sendo R$ 6,4 milhões para pessoas físicas e jurídicas do direito privado; e R$ 1,6 milhão para "direito público", que corresponde às prefeituras ou órgãos municipais de cultura. 

Cada projeto receberá o valor máximo de R$ 250 mil, e quem tiver projeto que ultrapasse esse valor terá que comprovar que poderá arcar com o restante do valor. 

Interessados do setor tem até o dia 17 de fevereiro para as inscrições, sendo que a relação de inscritos está prevista para ser divulgada em 28 de fevereiro. 

“O lançamento do Edital do FIC ainda em 2022 é uma mostra das ações desse governo em prol da cultura do nosso estado, o segundo ano consecutivo com o dobro de recursos, assim será possível financiar um maior número de projetos culturais que tanto beneficiam artistas e toda a população de MS", comentou o atual presidente da Fundação de Cultura, Gustavo "Cegonha" de Arruda. 

Fique atento

O FIC é um dos editais mais abrangentes do Estado, contemplam uma série de vertentes artísticas, que vão desde às Artes Cênicas (Teatro, Dança, Circo, Ópera); Artes Visuais (Plásticas, Gráficas, Fotografia, Mídias Digitais, Assemblage, Grafite, Video Arte, Desenho, Escultura, Colagem, Pintura, Instalação; Gravura: Litogravura, Xilogravura, Gravura em Metal e Congêneres) e mais, confira: 

  • Design E Moda;
  • Audiovisual;
  • Artesanato;
  • Livro, Leitura, Escrita, Literatura;
  • Música;
  • Patrimônio Cultural;
  • Museus, Arquivo;
  • Cultura Popular Tradicional, Contemporânea e de Rua;
  • Capoeira;
  • Gastronomia

Importante frisar que os projetos devem ser encaminhados por via postal, carta com aviso de recebimento (AR) ou por SEDEX, com aviso de recebimento (AR). 

Ainda, no site da Fundação de Cultura os interessados encontram o formulário padrão obrigatório. Os projetos ficam previstos para serem executados entre 16 de outubro do próximo ano e 15 de outubro de 2024. 

Também, o secretário de Estado de Cidadania e Cultura, Eduardo Romero, destacou que esse Fundo é um compromisso de Reinado Azambuja com a classe cultural. 

"O FIC prevê 8 milhões de reais para apoiar projetos culturais, circulação e difusão das nossas produções. A Cultura e a arte são alimentos da alma e da saúde mental, incentivar e garantir políticas públicas é nosso compromisso e dever público”, finaliza ele. 

 

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Desatando Nós: O que acontece quando os filhos crescem?

A adolescência traz um movimento natural e necessário de autonomia.

15/08/2026 18h00

Desatando Nós: O que acontece quando os filhos crescem?

Desatando Nós: O que acontece quando os filhos crescem? Foto: Divulgação

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Durante anos, muitos pais organizam a vida em torno das necessidades dos filhos. A rotina, os horários, as preocupações e até os planos futuros giram em torno deles. Então, quase sem perceber, algo muda. As crianças crescem.

A adolescência traz um movimento natural e necessário de autonomia. Os filhos passam a buscar mais privacidade, valorizam a convivência com amigos e começam a construir uma identidade própria. Para eles, esse processo representa crescimento. Para muitos pais, representa um desafio emocional.

É comum que surjam sentimentos contraditórios. Existe orgulho ao ver os filhos conquistando independência, mas também saudade da fase em que dependiam mais da família. Algumas mães e pais relatam sensação de perda, inutilidade ou dificuldade para encontrar novos espaços de realização.

Essas emoções não significam falta de amor. Significam que uma etapa está chegando ao fim e outra está começando. Toda transição importante envolve algum grau de adaptação.

O problema aparece quando tentamos impedir esse movimento natural. Controlar excessivamente, invadir espaços ou resistir ao crescimento dos filhos pode gerar conflitos e dificultar a construção da autonomia que desejamos para eles.

Talvez um dos grandes aprendizados da parentalidade seja compreender que educar também é preparar para a separação saudável. Não uma separação afetiva, mas uma independência progressiva que permite aos filhos caminhar com segurança pelo próprio caminho.

Ao mesmo tempo, esse período convida os adultos a revisitarem a própria identidade. Quem somos além do papel de pai ou mãe? Quais projetos ficaram em espera? Que vínculos precisam ser fortalecidos?

Quando os filhos crescem, a família não acaba. Ela se transforma. E toda transformação traz a oportunidade de construir novos significados para os relacionamentos e para a própria vida.

@vanessaabdo7
 

Moda Correio B+ - Entre Costuras & CuLtura

Quando a moda encontra a estrada

Louis Vuitton e Singer transformam o Porsche 911 em objeto de desejo

15/08/2026 16h30

Louis Vuitton e Singer transformam o Porsche 911 em objeto de desejo

Louis Vuitton e Singer transformam o Porsche 911 em objeto de desejo Foto: Divulgação

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O que acontece quando uma das maisons mais importantes do mundo encontra uma empresa conhecida por transformar carros clássicos em verdadeiras peças de coleção?

A resposta acaba de ser apresentada na Califórnia. A Louis Vuitton se uniu à Singer Vehicle Design, empresa especializada em restaurar e reinterpretar Porsche 911, para criar dois automóveis únicos. É a primeira vez, em seus 172 anos de história, que a maison francesa participa de um projeto automotivo co-branded.

Porém o mais interessante dessa parceria talvez não seja o carro em si. É o que ela diz sobre os novos caminhos do luxo.

Tudo começou de maneira relativamente discreta: com o pedido de um relógio para o painel. O projeto, desenvolvido a partir do universo do Tambour e da expertise da La Fabrique du Temps Louis Vuitton, cresceu até envolver praticamente todos os elementos dos veículos. 

Nasceram assim dois Porsche 911 Reimagined by Singer. O primeiro, um Classic, recebeu tons de açafrão, azul-cobalto e amarelo associados à Louis Vuitton.

O segundo, um Classic Turbo conversível, teve participação de Nicolas Ghesquière, diretor artístico das coleções femininas da maison, e aparece em branco Calcaire Lutétien, com detalhes sofisticados em madeira. 

E, claro, a experiência não termina quando se fecha a porta do carro. A Louis Vuitton criou malas sob medida, peças de vestuário, sapatos e acessórios para acompanhar os automóveis.

Até o relógio do painel pode ser removido e transformado em relógio de mesa. É quase como se carro, moda, viagem e lifestyle passassem a fazer parte de uma mesma coleção. 

Louis Vuitton e Singer transformam o Porsche 911 em objeto de desejo                         Louis Vuitton e Singer transformam o Porsche 911 em objeto de desejo - Divulgação

Para mim, é justamente aí que essa parceria se torna interessante para além da estética.

Durante muito tempo, pensamos o luxo através de categorias muito claras: moda, joalheria, relógios, automóveis, hotelaria. Hoje, essas fronteiras estão cada vez mais diluídas.

As grandes marcas não querem apenas ocupar o nosso guarda-roupa. Querem participar da maneira como viajamos, nos hospedamos, comemos, decoramos a casa e, agora, até da maneira como dirigimos.

No caso da Louis Vuitton, existe ainda uma conexão particularmente coerente. A maison nasceu em 1854 fazendo baús e construiu sua identidade em torno da arte de viajar. Muito antes dos aviões comerciais e das malas com rodinhas, Louis Vuitton já pensava em como transportar objetos com funcionalidade, beleza e savoir-faire.

A relação com o universo automotivo também não surgiu agora. A própria história da maison registra experiências ligadas aos automóveis desde o início do século XX. 

Por isso, colocar seu savoir-faire dentro de um Porsche 911 não parece simplesmente uma ação de marketing. De certa maneira, é uma atualização da mesma pergunta que acompanha a Louis Vuitton há mais de um século: como transformar o ato de viajar em uma experiência extraordinária?

Há ainda outro aspecto dessa parceria que traduz muito bem o momento atual do mercado de luxo: a busca pela singularidade.

Louis Vuitton e Singer transformam o Porsche 911 em objeto de desejoLouis Vuitton e Singer transformam o Porsche 911 em objeto de desejo - Divulgação

Em uma época em que produtos considerados exclusivos aparecem diariamente nas redes sociais e algumas bolsas de luxo se tornam quase onipresentes, possuir algo caro já não é necessariamente suficiente para transmitir exclusividade.

O verdadeiro luxo começa a migrar para aquilo que é difícil de reproduzir: tempo, artesanato, personalização, acesso e experiências criadas praticamente para uma única pessoa.

É justamente esse território que Louis Vuitton e Singer exploram aqui. Provavelmente o futuro do luxo não esteja apenas em lançar mais produtos, mas em criar objetos que carreguem histórias, diferentes especialidades e níveis quase obsessivos de atenção aos detalhes.

No encontro entre uma maison francesa, um ícone alemão e o trabalho artesanal de uma empresa californiana, o Porsche deixa de ser apenas um automóvel. Transforma-se em moda, design, engenharia, artesanato e viagem ao mesmo tempo, ajudando a redefinir o que chamamos de luxo hoje.

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