Correio B

PLATAFORMAS DIGITAIS

Seleção de filmes e séries em plataformas digitais, feita pelo "Via Streaming"

A dica da semana é o filme "Rise", lançado em junho de 2022 pela Disney Plus

Continue lendo...

Filme da Disney conta a história de uma família imigrante que conseguiu produzir três importantes jogadores de basquete profissional dessa era

A NBA é a liga de basquete profissional mais famosa e importante do mundo. Fundada em 1946, a competição que reúne 30 times americanos (e um canadense) vem revelando as principais estrelas do basquete mundial dos últimos anos, como Michael Jordan, LeBron James, Magic Johnson e Kobe Bryant, para citar alguns. Por isso mesmo, o esporte é um orgulho nacional norte-americano, país que mais conquistou medalhas de ouro nas Olimpíadas com essa modalidade. Sendo assim, a aposta da Disney Plus em criar conteúdos sobre o esporte é uma estratégia certeira para atingir os muitos amantes do basquete.

O filme “Rise”, lançado ainda em junho de 2022, é justamente uma dessas apostas da empresa. Disponível apenas na plataforma de streaming, o longa tem como foco a história da família Antetokounmpo e os três irmãos – Thanasis, Kostas e Giannis – que se tornaram estrelas da NBA. Inclusive, eles são o único trio de irmãos a conquistar, juntos, um título da NBA. Astro do Bucks, time americano sediado em Milwaukee, atualmente, Giannis é um dos melhores jogadores de basquete do mundo, estando na liderança da batalha pelo prêmio MVP (que se refere ao jogador mais valioso da temporada).

Apesar do filme ter como objetivo mostrar a história dos irmãos até a profissionalização, “Rise” foca na união da família Antetokounmpo em vez de deslocar os irmãos da realidade em que viviam. Imigrantes da Nigéria, os pais Charles e Vera decidem se mudar para Grécia em busca de melhores condições de vida para os filhos. Porém, mesmo com o status de ilegalidade que os dois possuem e a violência com que são tratados pelas autoridades locais (os próprios policiais vão apreender os seus passaportes), a família se mantém unida e tenta superar as injustiças sofridas. Com performances bastante impactantes por parte dos atores, “Rise” é uma poderosa história de superação e união.

Link para o trailer de “Rise”

Na nova produção da Amazon, uma imigrante ilegal senegalesa é assombrada pelas suas decisões ao ter que abdicar do convívio com o filho para trabalhar de babá em Nova Iorque

"Nany"O longa metragem "Nany" está disponível na Amazon Prime Video

No período mais recente da história, a imigração tem sido alvo de grandes discussões na sociedade civil e nas esferas de poder do mundo todo. Da mesma forma, tal temática tem sido cada vez mais presente nos cinemas, uma vez que essa arte tenta dialogar com as questões atuais e construir (ou reforçar) linhas de pensamento. Porém, nem sempre essas produções conseguem dialogar com o tema da imigração (em especial a ilegal) de forma próxima, ou seja, da realidade do indivíduo no dia a dia. Por se afastar dessa tendência, o thriller psicológico “Nanny” foi destaque na edição de 2021 do festival de Sundance.

Vencedor do Grande Prêmio Juri Dramático, o longa é uma produção original da Amazon Prime Video e contou com a direção da estreante cineasta americana Nikyatu Jusu. O enredo gira em torno da senegalesa Aisha (Anna Diop), uma imigrante ilegal que vai para os Estados Unidos em busca de melhores condições de vida para si e para o seu filho, o qual teve de deixar sob os cuidados de terceiros em seu país natal enquanto não conseguia o dinheiro para trazê-lo. Aisha irá trabalhar como babá da filha de um casal muito rico em Nova Iorque, onde irá conhecer uma realidade muito diferente da sua.

Entre os conflitos causados pela sua maternidade à distância e o papel que desempenha no seu trabalho, logo Aisha irá tentar trazer o seu filho para perto. Porém, com a aproximação da chegada do menino, a protagonista começará a ter sonhos estranhos e visões perturbadoras que a farão questionar o seu próprio entendimento do mundo. Com estreia marcada para o dia 16 de dezembro, “Nanny” revisita o tão difundido “sonho americano” e escancara as injustiças, a violência e o sofrimento que é escondido pelo perverso pensamento meritocrático – de que, para ter uma vida boa, basta se esforçar.

Link para o trailer de “Nanny”

Queridinho da Netflix, o ator Noah Centineo irá estrelar o novo filme de suspense investigativo da plataforma de forma bem-humorada

"O Recruta" é a nova série original da Netflix

No início de 2021, o mundo foi apresentado ao primeiro filme de “Para Todos os Garotos que Já Amei”, uma produção da Netflix que encantou com a sua proposta de ser um filme leve que falava sobre um romance adolescente. Desde então, dois outros filmes da saga foram lançados e os seus atores principais (Lana Condor e Noah Centineo), se tornaram queridinhos do público jovem que consome as produções da Netflix. Rapidamente, a plataforma de streaming aproveitou da visibilidade que os atores ganharam para emplacar novos projetos com eles. Lana protagonizou a série “Boo Bitch” – que estreou em julho deste ano – e Noah irá ser a estrela de “O Recruta”.

Com direção de Doug Liman, responsável por filmes como “Sr. e Sra. Smith”, a série é mais um projeto original da Netflix e contará com seis episódios no total, sendo a estreia de todos no dia 16 de dezembro. Na trama, Noah interpreta Owen, um advogado de 24 anos que, apesar de ainda ser muito novo, tem a ambição de se tornar um grande profissional. Por conta disso, o protagonista irá acabar trabalhando para a CIA – central de inteligência do Governo norte-americano –, onde irá se envolver até com questões de política internacional.

Apesar de novato, desde o início Owen terá que lidar com muita responsabilidade, afinal, os casos que lhe cabem são ultrassecretos e encarados como uma ameaça para o governo federal. As coisas na instituição irão ficar mais perigosas depois que o protagonista encontra a carta de uma ex-colaboradora (Max Meladze) ameaçando expor segredos da CIA caso não fossem tomadas providências para que ela tivesse a sua pena por crime hediondo exonerada. Enviado para tentar resolver essa situação, Owen terá que entrar em contato com criminosos perigosos e arriscar a sua vida para tentar ajudar o governo a não ter as suas informações confidenciais vazadas.

Link para o trailer de “O Recruta”

Felpuda

Mato Grosso do Sul passou a ser o estado das versões, e têm para todos os...Leia a coluna de hoje

Leia a coluna desta segunda-feira (25)

25/05/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

Continue Lendo...

Ernest Hemingway - escritor americano 

Agora não há tempo para pensar no que você não tem. Pense no que pode fazer com o que tem”.

 

FELPUDA

Mato Grosso do Sul passou a ser o estado das versões, e têm para todos os gostos, no que se relaciona à política. Aliás, mais uma vez as pré-candidaturas estão polarizadas, reflexo do que vem ocorrendo em nível nacional. Assim é que até os francos favoritos para uma ala “correm risco” de não conquistarem o pódio; outros, reconhecidamente “pangarés” na disputa, são considerados como “puro sangue” por outro segmento. Em ambos os casos, os defensores falam com tanta convicção que estariam até com os troféus preparados para ser entregues.

Diálogo

Se colar...

O senador Flávio Bolsonaro (PLRJ) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) trocaram acusações durante o debate sobre o Banco Master no Congresso. Lindbergh questionou a relação do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro e citou investimentos do Rio Previdência. 

Mais

Flávio rebateu dizendo que Lula também teria se reunido com o empresário no final de 2025, em encontro fora da agenda oficial. O embate elevou a tensão no plenário. A esquerda quer colar o escândalo na família Bolsonaro; a direita quer mostrar que tudo é narrativa petista.

DiálogoDra. Denise Torres de Deus
DiálogoEva Siqueira Marchi

Tom

O pré-candidato ao Senado Reinaldo Azambuja já estaria dando sinais de como pretende conduzir sua estratégia eleitoral na disputa por uma das vagas. Entre os principais alvos dos discursos e das articulações estariam as obras inacabadas do governo federal, da administração do petismo, bem como o próprio Lula. Azambuja, que comanda o PL em MS, diz que pretende fazer cobranças do desperdício de recursos públicos.

Na defensiva

O governador Riedel deverá ter respostas rápidas para rebater críticas e denúncias contra sua administração. Adversários políticos estariam reunindo episódios envolvendo operações da Polícia Federal e do Ministério Público, incluindo incursões em gabinetes e “caça” a alguns assessores. Nos meios políticos, fala-se que ele terá como principais oponentes pré-candidatos que conhecem “o pedaço” e pretendem fazer “estragos”

Vapt-vupt

O reprocessamento da totalização de votos que mudou a configuração na Assembleia de MS foi sacramentado tão rápido, tipo assim, João César Mattogrosso “dormiu servidor do Detran e acordou deputado estadual”. A cadeira era do PL, ocupada por Neno Razuk, que perdeu o mandato pelo julgamento do TSE que cassou o diploma de Raquelle Alves Souza e de Loester Carlos Gomes de Souza (Trutis), ex-deputado federal. A sentença é definitiva e não cabe mais recursos. Neno, que enfrenta problemas na Justiça, perde o foro especial.

Aniversariantes

 

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o ator Marcelo Alvim que estreia em breve na TV em "Ben-hur" na Record TV

"Foi uma responsabilidade enorme e, ao mesmo tempo, um privilégio. "Chatô" é um espetáculo que mistura música, humor, política e a história da comunicação no Brasil de uma forma muito interessante"

24/05/2026 16h00

Entrevista exclusiva com o ator Marcelo Alvim que estreia em breve na TV em

Entrevista exclusiva com o ator Marcelo Alvim que estreia em breve na TV em "Ben-hur" na Record TV. Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Marcelo Alvim está celebrando 15 anos de carreira cheio de novidades. O artista é um dos protagonistas da recente temporada do musical “Chatô e os Diários Associados – 100 Anos de uma Paixão”, que retrata a trajetória de Assis Chateaubriand e o impacto dos Diários Associados na história da comunicação brasileira.

O espetáculo esteve em cartaz  no Claro Mais, no Rio. Já desde o dia 9 de maio, ele voltou a estrelar “Cartas para Gonzaguinha”, no Teatro João Caetano. A produção, que já foi vista por mais de 18 mil pessoas, está rodando o país desde 2019. Ainda este ano, o niteroense fará sua estreia na TV. Ele está gravando “Ben-hur”, a nova minissérie da Record, e vai participar também de “Amor em ruínas”, no canal.

Marcelo é formado pela Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna, bacharel em Teatro pela Faculdade CAL de Artes Cênicas e licenciado em Artes Visuais pelo Centro Universitário ETEP.  Em seu currículo constam trabalhos nos musicais “Rent” e “O beijo no asfalto”.

Marcelo Alvim idealizou o projeto Commedia D’Inclusão – Aulas inclusivas sobre Commedia dell’arte, da Secretaria das Culturas e da Fundação de Arte de Niterói. Em 2022, passou a integrar o núcleo de teatro musical da CAL como professor e diretor assistente em duas montagens. 

E, desde 2023, trabalha como professor de teatro e diretor cênico do Aprendiz Musical, um dos maiores programas de formação artística do país, presente em 100% das escolas municipais de Niterói e responsável por atender gratuitamente cerca de 10 mil crianças e jovens, promovendo formação musical, desenvolvimento social e experiências cênicas integradas.

O ator é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ele fala sua estreia na TV e gravações, carreira e também expectativas de novos projetos.

Entrevista exclusiva com o ator Marcelo Alvim que estreia em breve na TV em "Ben-hur" na Record TV.O ator Marcelo Alvim é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Nathan Quinhões - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Marcelo, você está comemorando 15 anos de carreira artística. Como analisa esse período? 
Já planeja os próximos 15?
MA -
 Olho para esses 15 anos com muita alegria. Passei por muitos palcos, personagens e aprendizados que me transformaram não só como artista, mas também como pessoa. Fico orgulhoso da trajetória que construí nesse período, vivendo experiências muito diferentes dentro do teatro, da música e agora também do audiovisual.

Para os próximos 15 anos, espero continuar sonhando, evoluindo, aprendendo e vivendo personagens e histórias que façam sentido para mim e para o público. 

CE - Quando surgiu seu interesse pelas artes? O que faria caso não fosse artista?
MA -
 Meu interesse pelas artes surgiu muito cedo. Lembro de passar as tardes no meu quarto desenhando quando era criança, inventando personagens e histórias.

Tive várias fases como toda criança/jovem… A primeira coisa que quis foi ser cartunista, depois escritor, cantor… A arte sempre esteve muito presente na minha vida. Caso eu não fosse ator, acredito que teria seguido no universo do desenho. Então acho que dificilmente eu não seria artista.

CE - Mesmo com 15 anos de trajetória, só agora você vai estrear na TV. Você está no elenco de “Bem-hur” e em “Amor em ruínas”, as próximas produções da Record. O que já pode contar sobre seus trabalhos nesses projetos?
MA -
 Foram projetos muito importantes para mim porque representam minha chegada ao audiovisual depois de tantos anos dedicados ao teatro. Cada produção tem universos muito diferentes, e isso foi muito estimulante como ator. Também foi muito bonito perceber que toda minha bagagem do teatro me preparou para chegar nesse momento com maturidade e segurança.

CE - Como foi pisar no set de tv pela primeira vez? O que mais te surpreendeu, oque mais foi uma novidade pra você?
MA - 
Pisar num set pela primeira vez foi uma baita novidade, mas, sinceramente, me senti muito confortável. Existe uma energia muito diferente entre palco e set. Acho que o que mais me surpreendeu foi a dinâmica e o ritmo de gravação.

No teatro, a gente passa meses ensaiando para repetir as cenas — e, muitas vezes, continua repetindo durante toda a temporada. Já no audiovisual, ensaiamos e gravamos no mesmo dia.

Aquele momento acontece ali e depois só revisitamos a cena ao assistir ao resultado final. É quase como enxergar o efêmero por dois pontos de vista completamente diferentes. E, se a TV tem um ritmo mais acelerado de criação, por outro lado o cuidado com os detalhes é algo incrivelmente impressionante. Mas, independentemente do formato, contar uma história com honestidade continua sendo o principal.

CE - Foram 15 anos vivendo de arte longe do holofote da TV. Por que essa demora? Acha que no Brasil um ator ainda precisa do audiovisual para ser reconhecido e valorizado?
MA -
 Acredito que cada carreira tem seu próprio tempo. Minha trajetória realmente sempre foi muito ligada ao teatro. O audiovisual acabou acontecendo agora, e tenho certeza de que foi no momento certo. A TV e o streaming têm um alcance enorme e acabam ampliando o reconhecimento do público.

Mas existe muito talento e muita dedicação fora do eixo do audiovisual. Toda cidade, por menor que seja, tem uma companhia teatral se apresentando numa praça, no teatro local ou nas escolas — e muitas vezes é ali que as pessoas têm o primeiro contato com a arte. Existem artistas que vivem de arte sem necessariamente serem conhecidos no Brasil inteiro.

Às vezes são conhecidos na própria cidade, no bairro, na comunidade onde atuam. E acho que não dá para medir a importância ou a grandeza dessa arte apenas pelo reconhecimento nacional.

CE - Você acabou de fazer no Rio o musical “Chatô”, substituindo Claudio Lins no papel de protagonista. Como é poder estrelar um projeto teatral?
MA -
 Foi uma responsabilidade enorme e, ao mesmo tempo, um privilégio. “Chatô” é um espetáculo que mistura música, humor, política e a história da comunicação no Brasil de uma forma muito interessante.

Assumir esse papel depois do Cláudio trouxe uma responsabilidade ainda maior, porque ele é um artista que admiro muito. Mas também foi uma oportunidade de construir minha própria leitura do personagem, respeitando todo o trabalho que já vinha sendo feito e trazendo minha verdade para a cena. 

Entrevista exclusiva com o ator Marcelo Alvim que estreia em breve na TV em "Ben-hur" na Record TV.O ator Marcelo Alvim é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Aloysio Araripe - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - E, atualmente, você está em cartaz no Rio protagonizando “Cartas para Gonzaguinha”, um espetáculo   que retrata as dificuldades da população através das músicas do artista. Como é usar a arte para falar de uma realidade social?
MA -
 Acho que uma das funções mais bonitas da arte é provocar reflexão. Gonzaguinha falava sobre amor, esperança, desigualdade, humanidade… temas que serão atuais enquanto existirmos. Levar essas questões para o palco através das músicas dele cria uma conexão muito forte com o público. Muitas pessoas se reconhecem nas histórias e nas letras. É um espetáculo que emociona justamente porque fala da vida real.

CE - Inclusive, você já participa desse projeto há anos. Como é manter um projeto com plateia lotada num mundo em que as pessoas estão cada vez mais conectadas e, muitas vezes, não conseguem sair dos celulares nem mesmo dentro das salas de teatro?
MA -
 É verdade que as pessoas estão cada vez mais conectadas e, às vezes, infelizmente um celular toca ou você percebe a luz da tela de alguém checando as mensagens no meio do espetáculo. Mas a experiência ao vivo continua sendo muito poderosa.

O teatro oferece algo que nenhuma tela consegue substituir: presença, troca e emoção acontecendo naquele instante, diante dos seus olhos. E acho que por ser um espetáculo que fala de questões tão ligadas ao povo brasileiro, a conexão com o público acontece de forma muito imediata.

É realmente um privilégio fazer parte de um projeto que mesmo com tantas temporadas continua um sucesso de público.

CE - Em paralelo, Marcelo Alvim ainda é professor e dá aulas de teatro pela prefeitura da cidade de Niterói, na região metropolitana do Rio. Como é ensinar arte para as novas gerações? Como tem sido esse trabalho?
MA -
 É um trabalho muito especial para mim. Ensinar também me transforma o tempo inteiro. A arte tem um impacto muito importante na formação humana. Ver alunos descobrindo suas potências através do teatro é algo muito bonito.

E, ultimamente, também tenho vivido uma emoção muito única: ter alunos me assistindo na plateia, sair de um espetáculo e receber um abraço emocionado deles. É algo que dá ainda mais sentido ao que faço. 

CE - Como você analisa o interesse dos jovens no assunto, tendo que competir como interesse delas pelas telas?
MA - 
As telas fazem parte da realidade dessa geração, então não tem como encarar isso como uma competição, porque, se for assim, é uma batalha perdida. O desafio é encontrar caminhos para aproximar os jovens da arte de forma interessante e verdadeira. E esse caminho passa por criar acessos, criar possibilidades de estudo. Porque a gente sabe que a prioridade de muita gente é colocar comida na mesa, pagar as contas.

O estudo da arte precisa ser acessível, porque, se os jovens só conhecem as telas, também não dá para culpá-los por isso. Percebo que, quando eles têm contato real com o teatro, com a música e com processos criativos, o interesse aparece de forma muito forte e natural. A experiência artística desperta algo humano que continua sendo essencial, independentemente da tecnologia.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).