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Cinema Correio B+ - Especial Dia dos pais

Ted Lasso mostra que ser pai também é saber voltar

Entre o trauma herdado e o amor por Henry, a paternidade sempre foi o coração da série

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À primeira vista, Ted Lasso é uma série sobre futebol. Depois de alguns episódios, entendemos que o esporte é apenas o campo escolhido para falar sobre saúde mental, amizade, liderança, masculinidade e tudo o que acontece quando pessoas feridas tentam ajudar umas às outras.

Mas, olhando para a trajetória de Ted desde o início, talvez exista uma história ainda mais central: a de um homem tentando aprender a ser pai sem repetir a dor que recebeu do próprio pai.

Até aqui, mais do que futebol, Ted Lasso apresentou diferentes maneiras de ser pai e de carregar aquilo que recebemos deles. Jamie Tartt cresceu sob a violência e a humilhação de um pai abusivo. Rebecca precisou elaborar a relação com um pai mulherengo e emocionalmente ausente.

Nate passou boa parte da vida tentando conquistar o reconhecimento de um pai exigente, silencioso e incapaz de demonstrar orgulho pelo filho, uma falta que alimentou sua insegurança e o levou pelo arco mais doloroso da série. Sam Obisanya encontrou em Ola um pai carinhoso, presente e capaz de orientá-lo sem controlar suas escolhas.

Higgins, muitas vezes relegado ao papel cômico, é também um dos pais mais afetuosos e estáveis da história. Roy Kent tornou-se uma espécie de tio-pai para Phoebe, criada pela irmã solteira, oferecendo à sobrinha a presença, a proteção e a escuta que ele próprio nem sempre sabe demonstrar aos adultos.

E, no centro de tudo, está Ted: filho de um homem que morreu cedo demais e pai de um menino de quem teme estar igualmente ausente.

Ted é apresentado como alguém incansavelmente disposto a acolher. Ele escuta, observa, perdoa e encontra uma palavra de incentivo até para quem o despreza. Sua positividade parecia, no início, quase uma característica natural, como se ele simplesmente tivesse nascido mais generoso, paciente e otimista do que o restante de nós. Mas, quando conhecemos sua história com o próprio pai, entendemos que aquela luz também escondia uma ferida.

A série revelaria depois que aquela luz também escondia uma ferida. Quando Ted tinha 16 anos, seu pai morreu por suicídio. O segredo aparece na segunda temporada, durante o processo terapêutico com a dra. Sharon, e muda nossa percepção sobre tudo o que havíamos visto antes.

Ted Lasso mostra que ser pai também é saber voltar - Divulgação

Ted não tenta salvar as pessoas apenas porque é bondoso. Ele aprendeu muito cedo o que acontece quando alguém sofre em silêncio e ninguém consegue alcançá-lo a tempo.

Sua dedicação aos outros nasce, em parte, de uma promessa íntima: nunca permitir que alguém próximo se sinta tão sozinho quanto seu pai provavelmente se sentiu.

Há beleza nisso, mas também uma armadilha. Ted se torna tão competente em cuidar dos problemas alheios que demora a reconhecer os próprios.

Ajuda atletas, colegas e até adversários, enquanto atravessa ataques de pânico, o fim do casamento e a distância do filho com um sorriso que nem sempre corresponde ao que sente.

Por isso, não diria que Ted é um pai exemplar porque nunca falha. Durante boa parte da série, ele vive em outro continente e sabe o quanto sua ausência custa a Henry.

Sua grande qualidade como pai está justamente em não fingir que essa distância não importa. Ele tenta escutar o filho, percebe sua tristeza e, finalmente, aceita que o sucesso profissional já não compensa tudo o que está perdendo.

No fim da terceira temporada, Ted está no auge. Conquistou o respeito da torcida, transformou o AFC Richmond e construiu na Inglaterra uma família afetiva que o ama profundamente. Ainda assim, escolhe ir embora. Não porque tenha fracassado, mas porque compreende que nenhuma vitória devolveria os anos que deixasse de viver ao lado de Henry.

A última imagem daquela fase não mostra Ted levantando uma taça. Mostra-o à beira do campo, treinando o time do filho no Kansas. A escolha de voltar encerrou a temporada que parecia ser a última e reafirmou que, para ele, o maior sucesso nunca esteve realmente no futebol.

A quarta temporada, porém, apresenta um desafio ainda mais interessante. Ted está novamente perto de Henry, trabalhando longe do futebol e tentando ajudá-lo a se tornar a melhor versão de si mesmo.

Quando recebe o convite para voltar ao Richmond e treinar a nova equipe feminina, sua primeira reação é hesitar. Ele teme que aceitar signifique repetir a ausência que tentou corrigir.

É sua mãe, Dottie, quem oferece uma perspectiva diferente: também é importante para um menino ver o pai fazer algo que ama. A frase desloca toda a questão. Ser um bom pai não deveria exigir que Ted desaparecesse como indivíduo, abandonasse sua vocação ou transformasse a presença em sacrifício permanente.

O novo caminho será construído com Henry, e não longe dele. Ao final do primeiro episódio, Ted considera a mudança para Londres com o filho e Michelle, integrando família e trabalho de uma maneira que antes parecia impossível.

Ted Lasso mostra que ser pai também é saber voltar - Divulgação

Talvez seja esse o passo mais difícil para alguém que cresceu marcado pela perda do pai. Ted passou a vida acreditando que amar significava permanecer disponível para salvar os outros.

Primeiro, precisou aprender que não conseguiria salvar todo mundo. Depois, que deveria estar presente para o filho. Agora, começa a descorir que estar presente não significa deixar de viver.

A paternidade de Ted não é construída pela autoridade. Ele não precisa ser o homem que possui todas as respostas, esconde a tristeza ou vence qualquer dificuldade sozinho. Ao contrário, sua maior força aparece quando admite medo, procura ajuda, pede desculpas e muda de direção.

Ele também oferece a Henry algo que o próprio pai não conseguiu lhe deixar: a possibilidade de falar sobre a dor antes que ela se transforme em silêncio.

Neste Dia dos Pais, talvez por isso Ted Lasso seja uma figura tão comovente. Não porque represente um modelo perfeito, mas porque mostra que a paternidade também pode ser uma reparação.

Ted não pode mudar o que aconteceu com seu pai, nem apagar o impacto daquela perda. Pode, porém, interromper a repetição. Pode voltar. Pode ficar. E, desta vez, pode levar o filho com ele.

Feliz Dia dos Pais!

Cinema Correio B+ - Especial

VMA 2026 reúne Madonna, Taylor Swift e uma nova voz do pop

Entre homenagens e estreias, a premiação celebrou quem criou suas imagens.

28/09/2026 09h00

VMA 2026 reúne Madonna, Taylor Swift e uma nova voz do pop

VMA 2026 reúne Madonna, Taylor Swift e uma nova voz do pop Foto: Divulgação

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Madonna abriu o VMA 2026 ao lado de Sabrina Carpenter e Charli xcx, 23 anos depois de sua última apresentação na premiação. Taylor Swift encerrou a noite recebendo o prêmio de vídeo do ano. Entre uma e outra, a cerimônia de domingo (27), em Los Angeles, encontrou tempo para lembrar Dolly Parton, George Michael e Nirvana, além de apresentar ao grande público uma cantora que talvez ainda não estivesse em seu radar: Sienna Spiro.

A volta de Madonna era o acontecimento mais aguardado. Desde “Like a Virgin”, na primeira edição do VMA, em 1984, ela entende o palco e o vídeo como lugares para contar histórias, criar imagens e provocar reações.

Sua abertura com Sabrina e Charli tornou visível uma influência que atravessa gerações. Madonna também foi a maior vencedora da edição: conquistou sete prêmios, entre eles artista do ano e melhor álbum por Confessions II. Três troféus foram anunciados durante a transmissão.

Taylor saiu com vídeo do ano por “The Fate of Ophelia” e melhor direção por “Opalite”. Recebeu ainda o primeiro Artist Director Honors, concedido por sua trajetória atrás das câmeras, e aproveitou o palco para estrear “Patient Zero”, seu novo videoclipe, com Dakota Johnson e Colin Farrell.

Se Madonna ajudou a estabelecer o videoclipe como um acontecimento cultural, Taylor conhece sua vida depois da estreia: cada detalhe se torna uma conversa com os fãs, que voltam às imagens em busca de novas interpretações.

Uma das homenagens mais emocionantes foi dedicada a Dolly Parton, morta em agosto. A apresentação começou com imagens da própria cantora interpretando “I Will Always Love You”. Kacey Musgraves entrou acompanhando os últimos versos e assumiu a canção que Dolly escreveu e gravou em 1974, décadas antes de ela ganhar outra vida na voz de Whitney Houston.

Mais tarde, ao receber o prêmio principal, Taylor também dedicou sua vitória a Dolly. A homenagem, assim, continuou presente até o fim da cerimônia.

O tributo a George Michael percorreu diferentes momentos de sua carreira. Sombr abriu com “Faith” e “Father Figure”, RAYE cantou “I Knew You Were Waiting (For Me)”, parceria original de Michael com Aretha Franklin, e Teddy Swims ficou com “Careless Whisper”.

A surpresa veio no encerramento: Adam Lambert apareceu para cantar “Freedom! ’90”. Em vez de confiar uma obra tão variada a uma única voz, o VMA reuniu artistas de estilos distintos para mostrar quantas portas George Michael abriu no pop.

O Nirvana recebeu o Video Vanguard das mãos de Chuck D, do Public Enemy. Dave Grohl, Krist Novoselic e Pat Smear subiram juntos ao palco, mas não tocaram. A ausência de uma apresentação musical deu outro peso à homenagem: as imagens e a lembrança de Kurt Cobain ocuparam o espaço que uma reunião da banda jamais poderia preencher.

Novoselic falou da autenticidade que, para ele, ainda aproxima o Nirvana de novas gerações e recordou Cobain como um artista único.

Em meio a tantos nomes consagrados, Sienna Spiro ganhou o prêmio de artista revelação. A britânica cantou “Great Expectation” sobre um enorme toca-discos, começando de maneira contida antes de deixar a apresentação crescer com o acompanhamento da banda.

O troféu lhe deu visibilidade; a performance mostrou por que valia a pena prestar atenção nela. Lisa, por sua vez, venceu a categoria pop e levou ao palco um número de grande escala.

Apresentado por Snoop Dogg, o VMA passou boa parte da noite olhando para os artistas que marcaram sua história. Fez sentido: a própria premiação cresceu graças ao poder das imagens de Madonna, George Michael e Nirvana. Mas a presença de Sienna lembrou que celebrar esse passado só tem graça se ainda houver espaço para alguém subir ao palco e começar sua própria história.

diálogo

Otimista que só, observador do cenário político tem dito em rodinhas... Leia na coluna de hoje

Confira a coluna Diálogo desta segunda-feira (28)

28/09/2026 00h01

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François Guizot - político francês

"Nada é tão nocivo para os povos do que se darem por satisfeitos com meras palavras e aparências”.

Felpuda

Otimista que só, observador do cenário político tem dito em rodinhas de conversa que, a continuar no atual ritmo, o governador Eduardo Riedel vai nocautear os seus adversários “ainda no primeiro round”, numa referência ao primeiro turno das eleições, no dia 4 de outubro. Complementando seu palpite, o “futurólogo” ainda tem afirmado: “E de lambuja, a direita de Mato Grosso do Sul ainda vai ter duas cadeiras no Senado para chamar de suas”. É esperar para ver...

Sem culpa

A senadora Soraya Thronicke, que era de direita e se “converteu” à esquerda, declarou que não se arrependeu de ter votado em Jair Bolsonaro para presidente da República. Mas hoje está de mãos dadas com o presidente Lula, “atirando” na família Bolsonaro.

Mais

Ela sabe que é rejeitada pelos bolsonaristas e, por isso, sua reeleição corre risco. Sem contar que alguns líderes da esquerda não apoiam sua candidatura. Para justificar a mudança, ela afirma: “Eu posso até mudar de calçada, mas não mudarei de rumo”. Então, tá!...

Scheila Canto com seu filho Pedro Canto Cruz
Taynara Rayssa Martinez

"Pobrinhos"

Os candidatos, com conta bancária recheada que só, procuram sensibilizar o eleitor afirmando que eram pobres e com muita luta venceram na vida. Um diz que foi engraxate, vendia picolé, mas, se for verificar atentamente o histórico familiar, não tem nadica de nada de pobre. Os pais eram abastados. Já outros saíram fácil, fácil e “milagrosamente” da pobreza para se tornarem ricos. É cada uma!

No foco

O PP tomou decisão pela neutralidade na corrida presidencial, mas o governador Eduardo Riedel, que é do partido, contrariou a orientação partidária e entrou de corpo e alma na reta final da campanha de Flávio Bolsonaro. Riedel se uniu ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para gravar vídeo com Flávio. A ideia é mostrar que há união de forças.

Desafio

As urnas vão atestar se ainda funciona a velha e manjada estratégia de aparecer em vídeos e fotografias ao lado dos principais candidatos à majoritária, pedindo apoio ao eleitorado na propaganda eleitoral de rádio, TV e redes sociais. A maioria deles deixou o corpo a corpo de lado em troca do minuto de glória ao lado de nomes de peso da política. Afinal, por que gastar sola de sapato se dá para pegar carona na foto? Neste caso, o voto é o senhor da razão. Literalmente.

Aniversariantes

  • Mônica Morais Dias Riedel,
  • Denner de Barros Mascarenhas Barbosa,
  • Simone Ramos Flores Bonatto,
  • Milton Insuela Pereira Júnior,
  • Aparecida de Almeida,
  • Antônio Carlos Albergueti Garcia,
  • Adélia Leico Shimabucuro,
  • Edson Kassar,
  • Elzi Terezinha Garcia Corrêa,
  • Dr. Francisco Gerardo de Sousa,
  • Vilma Marilda de Oliveira,
  • Marlene de Fátima Nazário Botelho,
  • Wilson Baruki,
  • Emerson de Jesus,
  • Luana Ribeiro Rodrigues,
  • Wellyngton Pereira Borges,
  • Silvia Regina da Silva Roberto,
  • Carlos Alfredo Lanteri,
  • Giulia Menezes de Mendonça,
  • Luiz Vieira de Albuquerque,
  • Bianca Ujacow Martins Fachin,
  • Carmem Batista Medina,
  • Mara Elisa Navacchi Caseiro,
  • Michele Ferzeli,
  • Venceslada Bogarim Lopez,
  • Antônio Andréa Rodighero,
  • João Gabriel Merlin,
  • Jackeline Antunes Malavazi,
  • Oscar Mohr,
  • Haroldo Vilhalva,
  • Maria Madalena da Silva,
  • Dr. Jonh Kleber Vendramini Duran,
  • Rilton Silva Durães,
  • Fernanda Charbel Sontag,
  • Leopoldina Jornada Freitas,
  • Eraldo Jorge Leite,
  • Gil de Carvalho,
  • Whelton Borges,
  • Carlos Alberto Pereira,
  • César Augusto de Medeiros Baréa,
  • Sandra Rafaela Davanço,
  • Renata Esteves Moraes,
  • Ilvo Dalbosco,
  • Wilson Marques,
  • Edson Paulino Alves,
  • Dr. Marcos Rogério Covre,
  • Adriana Talgatti,
  • Renilda Epifania de Brito,
  • Paulo Afonso Teixeira Machado,
  • Silvestre Castilho Lopes,
  • Eduardo Mongelle de Araujo,
  • Raquel Mongelle de Araujo,
  • Leni Coelho de Almeida,
  • Wenceslau Rivarola,
  • Tereza Cristina Fragelli,
  • Dr. Sanur Bomor Maro,
  • Alexandre Pequim,
  • Marcela Roman Armôa,
  • Roberto Carlos Marsura,
  • Venceslau Brás de Souza Álvares,
  • Jorge Luiz dos Santos,
  • Maria Paula Simões,
  • Bruno Passos Dantas,
  • Maria Neimar Amaro Motta,
  • Joel Ferreira da Cunha,
  • Paulo Washington Seminate Sboggio,
  • Elísia Farias Ferreira da Silva,
  • Margareth Rezek,
  • Osvaldo José Portolese,
  • Renato Karol Dias de Souza,
  • José Carlos Dias Neto.,
  • Rosa Gomes da Silva,
  • Lincoln Buermeister,
  • Dr. Pedro Altamir Pereira,
  • Eunice Nakasone Ferreira,
  • Valdir Isidoro de Souza,
  • Antônio Carlos Videira,
  • Deomedes de Rezende,
  • Jurandir Rocha,
  • Weruska do Couto Gonçalves,
  • Gislaine Rocha e Silva,
  • Sônia Maria Martinez Penitente,
  • Armando Gomes Santana,
  • Luiz Eduardo Brandão da Cruz,
  • Surama Fuad Abdulahad,
  • Cleide de Fátima de Campos Baird,
  • Dra. Margareth Keisy Ramos Belmonte Pessini,
  • Luis Manoel Moreira,
  • Alex Augusto Derzi Resende,
  • Ana Carolina Teixeira Bentivóglio,
  • Rodrigo Sperancin Lopes,
  • Bruna Santos Assad,
  • Pietra Andrea Grion,
  • João Marcelo da Cunha,
  • Camilo de Medeiros Guimarães,
  • Ralph Gren de Oliveira,
  • Carlos Alberto da Silva Penteado,
  • Cinthia Giselle Gonçalves,
  • Evelyn da Cunha Graeff,
  • Paulo Illas Tognini Alves,
  • João Pedro Murano Borges,
  • Sérgio Dressler Buss,
  • Roseli Peripoli Pereira,
  • Carlos Eduardo Lotfi da Costa,
  • João Kiataki Sobrinho,
  • Carmem Cristina Ivantes Lucca,
  • Marcelo Bacchi Corrêa da Costa,
  • Regina Célia Marchori,
  • Suzana de Paula Bottarro.

* Colaborou Tatyane Gameiro

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